sábado, 1 de junho de 2013

INSS admite lentidão nas perícias médicas

Faltam médicos peritos para dar conta da demanda dos trabalhadores afastados por doenças ocupacionais no Estado
01 de Junho de 2013ACRITICA.COM




Houve menos trabalhadores no protesto do que o número inicialmente estimado por Cícero Custódio, do Sintracomec (Antônio Menezes)


Pressionado por trabalhadores que ontem se reuniram para protestar contra a lentidão na realização de perícia médica e na concessão de benefícios pagos em decorrência de afastamentos por doenças ocupacionais, a direção local do Instituto Nacional de Seguridade Social admitiu que padece com a falta de médicos. Negou, porém, a suspeita levantada pelos trabalhadores de que o problema ocorreu para beneficiar, talvez, as empresas (ver box).

De acordo com o médico do trabalho Evandro Miola, o serviço de perícia médica no INSS é um gargalo que afeta todo o País, não apenas o Amazonas “Para dar conta da demanda existente no Estado, o INSS precisaria ter em seu quadro de pessoal 60 médicos a mais do que possui atualmente”, disse Miola.

Atualmente, o INSS-AM possui 40 peritos, divididos em duas gerências executivas: Manaus e Tefé. Miola informa que isso acontece por diversos fatores, entre eles, a pouca atratividade na carreira.

Segundo o gerente-executivo do INSS-AM, Iracemo da Costa, há um concurso público em vigência, a previsão é que na próxima semana sejam chamados apenas cinco peritos. “Vai ajudar, mas ainda é um número distante para contribuir para a redução na fila”, explica.

Protesto

“Precisamos achar uma solução para isso, porque milhares de trabalhadores sofrem para conseguir o benefício. Há casos que demoram até 120 dias e o trabalhador não tem como ficar parado em casa, sem dinheiro do benefício”, disse Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sintracomec-AM).

Na quinta-feira, Custódio havia anunciado a mobilização de até 3 mil trabalhadores, para fazerem um “barulhaço” na frente da sede do INSS-AM, mas não apareceram mais do que 50 deles para o protesto.

O sindicalista afirma que mais de 70 mil trabalhadores, em todo o Estado, estão “encostados”, muitos ainda em seus próprios postos de trabalho, mesmo doente.

É o caso da operadora de produção Suelen Nascimento, 25, que ficou afastada por dois anos, por conta de tendinite, bursite e síndrome do túnel do carpo, mas há duas semanas voltou a trabalhar. “Tenho laudos médicos, tenho exames, mas os peritos dizem que tenho condições de trabalhar”, conta.

A mesma situação aconteceu com a Misleia Fernandes, 28, que acrescenta doente ainda sofreu com a indiferença da empresa. “Eles não dão nenhum apoio, muito pelo contrário, a gente passa mal, passa por constrangimento, porque eles que a gente produza a mesma quantidade do que antes e não tem como”, critica.

Um comentário:

aldofranklin disse...

Olha a Faixa do Cícero Custódio, o Sasá da Construção Civil!
Parabéns companheiro Sasá por esta reivindicação!
E o INSS é piada! Reconhece a demora e nao faz porra nenhuma pra mudar! Hahahahah...
E essas moças, de 25 e 28 querendo uma boca ate morrer! Espertas pra cacete!