quinta-feira, 20 de junho de 2013

NOVA INDICAÇÃO DE APOSENTADORIA

20/06/2013 - 11h14
Em protesto ironizando 'cura gay', ativista pede aposentadoria por ser homossexual
De Folha de SP
PATRÍCIA BRITTO
DE SÃO PAULO
Atualizado às 11h19.

A aprovação, na última terça-feira, de uma proposta que permite a psicólogos tratar a homossexualidade como doença abriu o caminho para que gays, lésbicas e transexuais peçam aposentadoria compulsória por invalidez, na avaliação de ativistas homossexuais.

"Se somos doentes, somos inválidos. Logo, temos que nos aposentar", ironiza Toni Reis, 49, diretor-executivo do grupo Dignidade, de apoio a homossexuais.

Toni Reis admite que o pedido de aposentadoria é uma forma "risível" de protestar contra a aprovação do projeto e afirma que é uma resposta paga na mesma moeda.

"Já que eles querem brincar com a nossa cidadania, nós vamos usar isso [pedido de aposentadoria] de forma muito tranquila", disse.

Ele propõe ainda que o benefício a ser pago como aposentadoria seja o equivalente a 24 salários mínimos.

O ativista foi o primeiro a encaminhar, na quarta-feira, pedido de "aposentadoria compulsória retroativa por homossexualismo" aos ministros Garibaldi Alves (Previdência Social) e Alexandre Padilha (Saúde).
Sérgio Lima/Folhapress 
O líder gay Toni Reis; 'Se somos doentes, somos inválidos. Logo, temos que nos aposentar', afirmou ele sobre a questão da 'cura gay'

"Sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta do ano de 1970", afirma Reis no requerimento.

A comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou proposta que ficou conhecida por críticos como "cura gay", porque permite a psicólogos oferecer tratamento para a homossexualidade.

A votação foi comandada pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente do grupo e alvo de protestos que o acusam de racismo e de homofobia, o que ele nega.

O projeto ainda precisa ser aprovado por duas outras comissões antes de ser votado no plenário da Câmara.

No documento que encaminhou, o ativista reconhece o risco de "quebrar" a Previdência Social caso todos os brasileiros homossexuais tomem a mesma atitude, e por isso sugere que o deficit seja debitado dos salários dos deputados que aprovaram a proposta, do fundo social do pré-sal ou dos lucros obtidos com a construção de estádios para a Copa das Confederações.

Segundo Toni Reis, pelo menos outras 15 pessoas lhe disseram que fariam o mesmo 

5 comentários:

Heltron Xavier disse...

Aldo tem razão todo Brasileiro quer logo tirar casquinha do erário tão logo tenham oportunidade. É piada, mas como impressionante a realidade.

Rodrigo Santiago disse...

Ainda que homossexualidade seja doença (não acredito q o seja, afinal teríamos q definir antes o q não seria doença), nem todos os homossexuais seriam inválidos, assim como nem todo hipertenso é inválido, apesar de ser doente.

aldofranklin disse...

Ser Gay é "estilo de vida"!
Nao tem nada a ver ter a Doença e ser Invalido. Tem que correlacionar com o Trabalho! Não dá pra ser Maçom! Acho que o resto "dá"!
Esse negocio de Gay invalido é só no Brasil!
CADÊ o Fernando Antônio pra se pronunciar? Pra dar a opinião " de outra ótica " aqui pra gente?

Vandeilton disse...

Embarcando na brincadeira, só é considerado inválido quando se esgota todas as medidas terapêuticas disponíveis. Como ele vai provar que já tentou de tudo?
.
Depois, só aposenta aqueles que provem que a "doença" homossexualismo é incompatível com seu trabalho.
Vejamos:
1) ator pornô aposenta?
2) galã de novela aposenta?
3) cantor famoso, que usa calça grudadinha e, apesar de já ter passado da adolescência, nunca engrossa a voz, aposenta?
4) urologista aposenta?
5) instrutor de escotismo aposenta?
6) cirurgião plástico brasileiro famoso em Hollywood aposenta?
.
Viche, a lista é grande!

Francisco Cardoso disse...

Independente da questão, o pensamento pernicioso que permeia a frase é o importante: "se sou doente (doença A, B, XPTO) então sou inválido".

Isso é o que o Estado babá está fazendo nesse país.