segunda-feira, 10 de junho de 2013

PARANÁ TV

Homem que esperava por benefício do INSS morre em hospital 

http://globotv.globo.com/rpc/parana-tv-1a-edicao-curitiba/v/homem-que-esperava-por-beneficio-do-inss-morre-em-hospital/2625600/

7 comentários:

Hulk Júnior disse...

Como o INSS vai explicar um caso desses. Não havia incapacidade para o trabalho, resposta mostrada na reportagem, e o segurado morre 3 semanas depois. Me desculpem, mas existem vários casos de erros grosseiros dos senhores peritos, para não dizer outra coisa. Dr. Francisco, Dr. Heltron, Dr. Aldo, como explicar isso ?

Heltron Xavier disse...

Meu caro não se ache tão inteligente assim, exerça o contraditório.

O perito médico é um componente da avaliação da capacidade "social"; não tem qualquer controle do resultado final. E claro, há um erro grosseiro na matéria quando fala de auxílio doença. Neste sim o perito sabe exatamente qual resultado sairá

aldofranklin disse...

Huck deixe de ser Ignorante! O homem pleiteava um LOAS e o Governo com sua atitude anti-medico praticamente tirou a prerrogativa do Medico em Conceder o Beneficio Assistencialista! Vc reclame com o Governo que nao para de querer Prejudicar a classe medica e está de saco cheio em ser bode expiatório de todas as mazelas! Por isso que ninguem quer ser medico e o Governo pode trazer o seu "importado"'!
Vá culpar seus Legisladores meu filho!

Vandeilton disse...

Huck, antigamente o LOAS era avaliado como o auxílio-doença o é agora: o médico avaliava, examinava e decidia se havia incapacidade ou não. Decidido isto, apertava um botão e o resultado saia conforme ele determinou.
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Hoje é diferente.
1) metade da avaliação é feita por assistente social e a outra metade por médico.
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2)Estes dois profissionais preenchem um longo questionário sobre o requerente, clicando em duas alternativas: "sim" ou "não".
Cada resposta desta entra em um algoritmo matemático, sendo manipulado por inúmeras fórmulas, multiplicado por uma constante (um número X), que definirá o resultado final. Este pode ser tanto concedendo o LOAS quanto o negando (momento em que surge os dizeres "não foi constatada incapacidade para a vida e para o trabalho").
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Tanto o médico quanto a assistente social não têm ideia de qual será o resultado, quando estão periciando a pessoa (pois este é fruto de vários cálculos matemáticos).
A coisa mais comum é você terminar a perícia, ver o resultado e ficar puto por levar os créditos de algo que nem de longe refletia sua intenção/opinião.
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Então ... é assim que funciona.
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Mas só para colocar lenha no fogo:
E se "alguém" aumentasse aquela constante? aquele número X?
Resposta: aumentaria as chances de alguém ganhar o benefício.
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E se este alguém diminuísse aquela constante? aumentaria os indeferimentos, e aquele resultado "não há incapacidade" sairia como resposta a mais requerentes.
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Só que a frase acima é copiada do resultado do auxílio-doença, e no auxílio-doença é o perito que define o resultado em boa parte das vezes. Para o requerente ligar uma coisa com a outra e concluir que quem negou o LOAS foi o médico, é igual 2+2 = 4.
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E cá estamos ...

Vandeilton disse...

Outra coisa, o Decreto nº 3.298, de 20.12.1999, conceitua "pessoa com deficiência" como sendo:
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"aquela pessoa que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gera incapacidade para o desempenho de atividades, dentro do padrão considerado normal para o ser humano".
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Ou seja, o decreto considera como "pessoa com deficiência" somente aquelas que possuem doenças com caráter permanente, seja grave ou não.
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Exemplo: alguém está internado por apendicite. O perito faz a perícia hospitalar e conclui que aquela doença não tem caráter permanente. Em tese, isto indeferiria o benefício (em tese, já que o resultado do LOAS nem sempre é aquele que o perito concluiu).
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Se 3 semanas após a perícia aquela pessoa morrer, dá para dizer que o perito errou?
Não, pois ninguém advinha quem morrerá e quem viverá. No momento da perícia a pessoa estava viva, e tinha chances de se curar. Portanto, a doença não tinha caráter permanente.
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O que pega é que o resultado que sai para o requerente é que não foi constatada incapacidade, quando na verdade o requerente estava incapacitado, mas não de forma permanente/irreversível.

Hulk Júnior disse...

Senhores, me desculpem pelo comentário, mas a matéria disse que se tratava de auxílio-doença. E realmente cometi um erro a não buscar mais a fundo o que realmente aconteceu. Tenho que concordar que a classe médica virou saco de pancadas nesse país. Minha esposa que é professora da rede pública fica completamente estarrecida com o despreparo e a falta de educação das novas gerações. Tenho que concordar com o Dr.Aldo. Realmente o país está indo muito mal. E o pior é que não consigo ver alternativas realmente diferentes do status quo vigente. São todos farinha do mesmo saco. Mais uma vez me desculpem pelo comentário errôneo.

Heltron Xavier disse...

Na pratica Valdeilton quer dizer Hulk que se uma pessoa quebrar o braço, a pressão subir, estiver com uma pneumonia e for avaliada para recebimento da LOAS este requerimento será indeferido muito provavelmente porque não são condições enquadradas como "deficiências" e embora incapacitastes tem grande probabilidade de serem estabilizadas sem seqüelas. O resultado do Requerimento é que não explica de forma adequada.