quarta-feira, 19 de junho de 2013

QUE ABSURDO!! MÉDICOS QUEREM SER MÉDICOS!!

As redes sociais explodiram com o anúncio da aprovação do ato médico. Não são todos, mas uma horda de paramédicos recalcados estão se esgoelando nas redes contra a aprovação do PL que regulamenta o exercício da Medicina no Brasil. Ninguém se deu ao trabalho de ir ao Senado reclamar, mas no teclado são guerreiros.

Apesar de ser a mais antiga, era a única das profissões ligadas à Saúde que ainda não havia sido regulamentada e mesmo assim os paramédicos eram contra, pois afinal de contas estão invadindo nossa área há décadas ao largo dessa desregulamentação.

E porque precisa regulamentar? Precisa pois temos gestores e paramédicos de má fé que propositadamente confundem "saúde multiprofissional" com "todos fazendo tudo". Segundo eles, o fisioterapeuta pode ser "um pouco" ortopedista,  a fono "um pouco ORL", a nutri "um pouco nutro/endocrino", o enfermeiro "um pouco de tudo" e até mesmo, pasmem, paramédicos criando cursos de "biomedicina estética", a aberração da aberração da aberração.

Chega desse estelionato contra a população. Médico é médico, enfermeiro é enfermeiro e cada um no seu galho. Saúde multiprofissional é cada um na sua área fazendo o que lhe compete e não uma espécie de "democracia participativa" onde "vários doutores se reúnem e decidem tudo juntos". São ególotras e sociopatas, diria inclusive, quem pensa de maneira tão deturpada.

Vejam, na prática, direto das redes sociais, porque precisamos do ato médico:

 Olhem isso, a paramédica recalcada em ato falho mais que sincero (ou seria estupidez mesmo?) diz que com a lei nós iremos tornar exclusivo do médico "todo procedimento médico". Mas é claro que sim, cara tapir. Se o procedimento é "Médico", ele só pode ser exercido por médicos, ou será que aviador também pode? Reparem no grupo a que pertence a dita cuja, chamada "pediatra radical" que usurpa o nome da especialidade médica para defender uma infância "sem médicos". O ato médico precisa existir para proteger os mais carentes de xiitas como essa paramédica.

Já a nobre paramédica acima acha que por estudar farmácia está apta a prescrever medicamentos, como se para prescrever o medicamento bastasse saber seu nome, composição e efeitos colaterais. E ainda quer comparar os "períodos" de estudo de "farmacologia"... Passou a faculdade toda sem saber o que estava fazendo senão não proferiria tamanha sandice e agora está triste pois descobriu que queria ser médica e não pode.

Ato médico já para moralizar esse país e acabar com o sequestro da prática médica por recalcados e gestores gananciosos loucos para economizar com a saúde dos outros.

13 comentários:

Herbert disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Rasche disse...

Quero ver a moça ter coragem de prescrever Varfarina.

E é bem isso mesmo, tem momentos, inclusive na emergência, que o melhor é nada prescrever, aguardar um pouco mais. Só quem trabalha em PS sabe o que um medicamento na hora errada pode fazer.

Herbert disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Herbert disse...

Impressionante. Querem ser médicos sem estudar medicina. As faculdades, até em excesso, estão abertas. Basta ter um mínimo de competência e passar em vestibular (muitos deles, uma mamata). Mas não querem o ônus, só o bônus. Querem brincar de médico e quando a coisa apertar, jogar nas mãos dos verdadeiros médicos. A tal da farmácia é uma inconsequente. Prescrição de medicamento é apenas uma etapa do tratamento médico. E muitas vezes, o melhor é não receitar nada. Imagine uma pessoa com um pensamento desses prescrevendo...

RMM disse...

Floral de Bach??

JOSÉ ALBERTO ARMÊNIO disse...

Contam com a impunidade reinante, para criminosamente enganarem o povão.
Pessoas diferenciadas dificilmente cairão nessas esparrelas.
Salvo engano, florais de bach foram proscritos pelo CFM.

Ighenry disse...

A farmacêutica prescreve o medicamento e quando rola o pepino, ela diz à vítima: "você tomou porque quis, eu não sou médica, agora acho melhor você procurar uma emergência". A vítima chega com o abacaxi na emergência e a enfermeira, a fisioterapeuta, a psicóloga e os paramédicos dizem: "não queremos descascar o abacaxi, só queremos o filé. Chama o médico! Cadê o médico?!". O médico atende, faz todos os procedimentos corretos, porém já era tarde demais e a vítima vai a óbito. No final ainda vão dizer que houve erro médico.

Vandeilton disse...

E a outra dizendo que é ela quem decide com quem vai parir.
Então tá, mas se tiver complicações no parto, deixe que as doulas resolvam "de forma muito humana" e sem sorinhos na veia, como elas gostam de dizer.
.
Seja coerente: quis parir com doula, continue com ela mesmo que tenha complicações.
.
É o cumulo do egoismo. Se acontecer alguma coisa com o RN, esta mãe deveria ir para a cadeia, já que gosta de fazer joguinho político com a vida da criança em jogo.

Unknown disse...

Corporativismo, mesquinhez, falta de espírito público. O que é que um médico estudou sobre a mente humana pra decidir o que o psicólogo deve fazer ? Qual médico conhece mais do que o fonoaudiólogo em sua área ? O mesmo vale para o fisioterapeuta. Essa pequenez de espírito da classe médica explica nosso atraso nessa área. O negócio é dinheiro, saúde é detalhe.

Vandeilton disse...

Se o negócio é dinheiro ... fali!

Fale-me aí Unknown:
1) o que um psicólogo estudou sobre tratamento medicamentoso para avaliar um doente mental, dispensando a avaliação médica?
2) o que um fisioterapeuta estudou sobre farmacologia?
3) o que uma assistente social estudou sobre ergonomia?
4) o que um fisioterapeuta estudou sobre legislação previdenciária? e sobre anamnese em psiquiatria?
.
A questão, meu caro, é que a falta de espírito político está do outro lado. E não estou me referindo só às profissões que citei acima. Está principalmente no governo.
.
No caso em questão, estes profissionais SUBSTITUÍRAM o médico. E isto pode? é isto um exemplo de espírito político?
.
O fato é que estas profissões (as mesmas que esquecem a defesa de suas categorias para usar todo o dinheiro disponível para atacar o ato médico) ocuparam este espaço porque o governo permitiu. E sabe por quê? porque em curto prazo sai mais barato contratar outros profissionais que contratar médicos.
.
E porque, também, médico é um bichinho difícil de se domesticar. Aí, o governo quer, digamos, variar os escravos, para ver se os outros serão mais manipuláveis.
.
E estes profissionais não estão vendo isto. Acham que é uma ótima chance de melhorar de vida, sem saber que estão trocando a ética pelo dinheiro. Sim, pois o dia que decidirem enfrentar o governo e não mais fazer coisas que considerem anti-éticos, serão trocados por outros profissionais.
.
Então, caro amigo, antes de criticar, tenha certeza para onde aponta a arma, pois a direção pode ser contrária.
.
É ou não é mesquinheza, substituir profissional médico em atividade que abrange área de atuação médica, nas quais não se tem conhecimento suficiente, só para não "perder a chance" de melhorar de vida?
.
Ou você não acha necessário, para fazer uma perícia em depressivo, entender de farmacologia, legislação previdenciária, legislação trabalhista, anamnese psiquiátrica, indicações de internações e critério de alta hospitalar por depressão?

Francisco Cardoso disse...

O que um psicólogo estudou para saber o que é doença?

Quem disse que psicólogo se forma para diagnosticar doenças? Eu achava que a psicologia estudava comportamentos e suas experiências subjetivas inferidas.


Putz, é cada uma...

Luciene disse...

Quando se diz em saúde todos os profissionais devem pensar que não existe exclusividade de sua área o que existe é especialidades, em determinada situações os farmacêuticos tem sim que interferir em alguns casos médicos relacionados a medicamento justificando os fatos da mesma forma um psicologo o problema é que a uma disputa médica e quem se mau com isso é a população vamos parar de hipocrisias ter o bom senso e sermos multiprofissionais compartilhando saberes e trabalhando juntos pra que a saúde seja vista como um todo creio que os profissionais de saúde quando escolhe esse trabalho tem a visão de promoção a saúde e não somente o dinheiro. Em questão do farmacêutico ele pode prescrever somente medicamentos de venda livre o que eu acho desnecessário.Marcelo Rasche varfarina não é venda livre pelo contrário trás graves consequências isso fica para os médicos que é sua especialidade.
NÃO VAMOS PREJUDICAR A SAÚDE DA POPULAÇÃO COM DISPUTAS PROFISSIONAIS.

Israel Assis disse...

Cada macaco no seu galho! Na real, um complementa o outro. Medicos são médicos, estudam muito.