sexta-feira, 18 de maio de 2018

MAGALI ARAÚJO SERÁ A CHEFE DO POLO DIGITAL DA SR1

Ora ora que surpresinha....

Soubemos que Magali de Araújo, a ex-ditadora do Ipiranga, será oficialmente convidada a assumir a chefia do pólo digital da SR1.

Para quem não se lembra, após passar anos causando o terror na APS Ipiranga, onde era a dona do feudo e sempre chegava pontualmente às 10:15 para trabalhar, Magali foi literalmente expulsa ano passado pois ninguém mais aguentava a dona. Ela perdeu o apoio que tinha quando entrou dar um golpe de mestre e assumir a Gex SP Centro, mas fracassou.

Depois de ser exorcizada da Ipiranga, foi assombrar o prevbarco, de onde disse que sairia para se aposentar. Queria ficar meses no barco mas o INSS teve problemas pois a cada fiscalização do IBAMA dava trabalho convencer que ela era servidora e não uma espécie protegida da Amazonia.

Claro que voltado a São Paulo foi alojada numa ADJ e agora será chamada para ser chefe do polo digital de SP. Quando chefe do Ipiranga, era comum os estagiários levarem processos inteiros de manhã cedo para serem fotocopiados em uma xerox discreta na rua do lado, sempre acompanhados por procuradores, o que mostra que ela sempre foi uma pioneira na digitalização de processos e na parceria público-privada.

O polo digital é o local ideal para ela pois como está paralisado, ela não terá muito trabalho. E mostra uma enorme capacidade da SR em renovar lideranças.

FRENTE FRIA DO SUL PERDEU FORÇA

A revelação neste blog dos planos de substituir Samuel na Gex SP Centro por mais um gerente executivo forjado na Gex SP Sul causou uma crise institucional tamanha que a decisão foi revertida: mesmo a contragosto do Sheik da Santa Ifigênia, Lorde Oliva, Samuel continuará mais um tempo na Centro.

Por outro lado, a corrente de ar tropical formada que ia levar água e prosperidade de São Paulo para Brasília foi interrompida por uma massa de ar seco vinda de Aracaju.

PROTESTO DE SERVIDORES PARALISA DIREÇÃO CENTRAL DO INSS

NESTE exato momento uma inédita mobilização de servidores de todas as matizes, analistas, técnicos, peritos, assistentes sociais, com e sem cargos de confiança, paralisa a entrada do bloco O, sede do INSS.

Todos reunidos pelo fim da corrupção, fim do loteamento de cargos do INSS por pessoas que participaram dos esquemas de malfeitos denunciados recentemente, pelo fim da ingerência partidária de determinada sigla junto ao INSS.

Os servidores cansaram de assistir ao pilhamento institucional por grupos particulares. As denúncias que derrubaram o aloprado Fran Fran foram o gatilho desse movimento, que só tende a crescer.

Em breve traremos fotos e vídeos do evento.

Perito.med apoia e deseja que esta onda atinja todas as repartições do INSS do país. Hora de dar um basta neste saque institucional promovido por grupos nefastos.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

FRANCISCO “4 MILHÕES” LOPES ACIONA PROCON PARA PROCESSAR COLUNISTA MERCENÁRIO. “PINTO É O CACETE”, TERIA DITO.

Ainda impactado com a demissão que achava que não ocorreria, Francisco Lawrence Barbosa Lopes, agora ex-presidente do INSS e ex-croque da previdência, resolveu atirar e seu primeiro alvo será um famoso jornalista a soldo de Brasília, mercenário das letras, ex-assessor de Collor, conhecido por “vender bem” suas matérias em sua coluna diária.

Torpedeado pela mídia nacional, Lopes recorreu aos préstimos desse comerciante de jornal para achar um espaço na mídia para se defender. Após pagar caro, lhe foi prometido que seria defendido e seus inimigos seriam expostos.

Só que na matéria, feita para defender seu “legado”, o vendedor de notícias chama o ex-presidente de “Francisco Pinto”, causando risadas histéricas em toda a esplanada e em todo o INSS. “Pinto foi o que ele sentiu hoje”, disse um servidor... “Fran “cisca” Pinto”, disse outro...

Bom, sabemos que Fran Fran não está feliz igual Pinto no lixo, e vai ao PROCON contra o mercenário por propaganda enganosa e entrega de produto defeituoso. Quer todo o dinheiro de volta e danos morais.

Em sua defesa, o coluni$ta disse que o que Fran pagou só cobria o primeiro nome, que ele deu calote na segunda parcela e ai meteu o Pinto nele.


A LIMPEZA SÓ COMEÇOU.



O aloprado sommelier Francisco Lawrence Leite Lopes não é mais presidente do INSS. Sua demissão foi publicada agora no DOU.

Lopes ainda tentou um último recurso, soltando nota mentirosa com apoio de um famoso colunista social de Brasília, ex-assessor de Collor, conhecido por “vender bem” suas matérias. Mas o gasto foi em vão.

Sai Fran Fran, ficam pelo menos 5 inquéritos policiais e uma dezena de processos, fora os que serão instalados.

Se acham que acabou, ledo engano. O fogo e fúria dos servidores de bem do INSS só começou e muita coisa vai ocorrer. A lista começou a correr.

Agora, isto não é o fim. Nem sequer é o começo do fim. Mas é, talvez, o fim do começo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

VENTOS FRIOS SOPRANDO DO SUL

Soubemos que o atual gestor da Gex SP Centro, Samuel, levará cartão vermelho do Superintendente nos próximos dias. O indicado para ser o 13. Gerente da SP Centro será um servidor da Gex SP Sul.

Nos últimos tempos, a Gex SP Sul virou um celeiro de gerentes executivos. Além da própria gerência, de lá saíram os gerentes de São Bernardo do Campo e de Santo André. Se conseguirem a São Paulo Centro, será um domínio sem precedentes na SR 1.

Aparentemente já esta tudo organizado. inclusive a Gerente Executiva de Campinas, Priscila, já teria dado o aval para a movimentação.

AZEDOU O VINHO DO FRAN FRAN. O DEMITIDO NÃO POUPOU NEM O FILHO DO AMIGO

Fran Fran, o néscio, achava que com o contrato da adega tinha transformado água em vinho. Mas ele é tão ruim, tão lazarento, tão tapado, que o vinho virou vinagre.

Demitido, agora passará anos respondendo processos. O problema que não será apenas ele: todos seus amigos e comparsas serão arrastados pelo escândalo da adega.

Um caso em especial chama a atenção: Francisco Lopes empregou no INSS o filho de um colega de trabalho do STJ, chamado Ariel. Ariel é filho de Walter Disney, colega de TI do Lopes no STJ. Ariel é um garoto, coitado, recém formado em direito, sem experiência anterior em nada. Era só pra empregar o menino. Lopes deu um DAS 2 ao rapaz na CGPGE mas ele nunca bateu ponto lá , pois Lopes colocou Ariel na DIRAT para ajudar Ilton nesses contratos trambiqueiros....

Resultado: Ariel consta como um dos responsáveis pelo fatídico contrato com a RSX adega de vinhos que causou hoje a demissão do aloprado Fran Fran.

Ou seja: mal começou sua carreira e Ariel, filho de Walter Disney, que é colega de Fran Fran no STJ, irá responder processos diversos no MPF, CGU, TCU, Polícia Federal e corregedorias internas. Um
Jovem recém formado em direito, com oportunidades de concursos para delegado, procurador, promotor, juiz, agora vai ter sua ficha manchada por causa de uma pilantragem do amigo do papai.

Que tipo de gente faz isso com os amigos?

FRAN FRAN VIROU FRAUDE FRAUDE. EXIGE-SE SUA DEMISSÃO IMEDIATA.

Botaram água no vinho do Presidente do INSS, Francisco Lopes. A matéria do O GLOBO que revelou a fraude do software de adega pago antecipadamente mostrou a todos o que este blog sempre soube: que o referido gestor era especialista em TI (Te Indico) e pertencia a uma escumalha que estava assaltando os cofres públicos se utilizando de empresas de fachada.

Enquanto o INSS luta para combater as fraudes nos sistemas e os pagamentos indevidos, seu presidente, o aloprado Fran Fran, faz o caminho contrário e age no sentido de permitir malfeito em sistemas e pagamentos  indevidos.

Que imbecil adiantaria R$ 4 milhões a uma empresa por algo que ela ainda não entregou?
Que retardado anula os alertas técnicos e age para favorecer descaradamente um contrato que já nasceu fedendo a cadáver?

Fran Fran, o aloprado, não estava sozinho: todos sabemos quem que assina com ele esses contratos e / ou quem faz a chancela técnica dessa gestão imoral, a saber:

Ilton Fernandes, Nathalia (sim, ela mesma, a da DIRAT-TUR), Ariel e Ornon pela DIRAT/CGTIC
Alessandro Roosevelt, Saulo, Reinaldo e Maria da Conceicao pela DIRBEN
Alex Mansur (esse se deu bem e escapou a tempo) e toda Entourage de “meninos” que cercam Fran Fran, incluindo Paulo e Sérgio (ascom).
Rabello da Auditoria.

Alguns cúmplices caíram no meio do caminho, como o ex-corregedor e procurador Panquestor, envolvido no escândalo que derrubou meia diretoria em 2017.

Todos esses assim como vários DAS 2 e 3 dessas diretorias precisam ser varridos e todos responderem a PAD.

Por falar nisso, como vão os negócios do leilão da folha de pagamentos anterior a 2009? Deu tempo de finalizar o GT? É muito dinheiro envolvido, né?

Urge a demissão imediata de Francisco Lopes, o aloprado da adega, e de toda a malta que o cerca. Os servidores do INSS não aceitarão mais que esse néscio continue maculando a autarquia.

terça-feira, 15 de maio de 2018

APÓS DIA DE CÃO, FRAN FRAN DESABAFA: ESSE SOFTWARE É UM PORRE!!!

Abatido pela reportagem de O Globo, que revelou que o Presidente do INSS, Francisco Lopes, o Fran Fran, torrou 9 milhões de reais em um software feito por uma empresa de venda de vinhos dona de uma adega em Brasília, e que pagou antecipadamente a grana sem receber nada em troca, Fran Fran desabafou: esse software é um porre.

Lopes disse que a ideia era apenas desviar a grana, quer dizer, destinar a grana para a compra de um software que iria calcular o B51, ou seja, a aposentadoria por tempo de embriaguez.

Fran Fran disse que o programa foi feito na plataforma Lotus171 e que ele pagou tudo antes por pura distração, após uma rodada de um blend de uvas amadeiradas com taninos moderados e sabor encorpado degustado com o dono da empresa.

Uma vantagem é que por funcionar a álcool, o sistema estaria imune às constantes quedas de rede da
Dataprev.

Lopes confirmou que o negócio é completamente escuso, quer dizer, profuso, e que o princípio da ilegalidade foi completamente seguido à risca e passa a régua. Inclusive que a partilha, quer dizer, a planilha de gastos já estava feita.

Com o adiantamento, a empresa FalcatruAS Ltda terá até 2171 para entregar o sistema operacional plenamente operante.

Ele espera que o assunto “decanter” rapidamente e que possa continuar fazendo bons negócios para o INSS, o INSTITUTO NACIONAL DO SOMMELIER SOCIAL.

AUDITORIA DO INSS ESTÁ INDO NESSE MOMENTO INSPECIONAR A EMPRESA LARANJA - JÁ MANDOU RESERVAR 6 MALBEC

Notícia exclusiva: soubemos que a auditoria do INSS, cúmplice de Francisco Lopes, agora resolveu ir in loco na empresa laranja que na verdade é uma adega que vende vinho, bebidas e softwares fantasmas.

Agora? Adianta? Só se for para comprar vinho.... por favor tragam 6 malbec para combinar com a rabada que está na mesa do presidente Lopes.

A auditoria do INSS tem que ser demitida de cabo a rabo e processada. Já falaram que eles  modificaram o relatório de gestão para ser favorável a Fran Fran? Pois é...

Chega dessa escumalha no INSS.

FRANCISCO LOPES DESCENDO REDONDO NA POUCA VERGONHA. LAVA JATO NO INSS??

Reportagem de agora publicada no O GLOBO dá conta que Fran Fran, o sociopata que está destruindo o INSS, comprou por quase 9 milhões de reais um software desnecessário de uma empresa sediada numa loja de bebidas.

A matéria faz paralelo com esquemas da Lava Jato. Fran Fran desce quadrado na moralidade pública e não tem mais condições de ser presidente do INSS.

https://oglobo.globo.com/brasil/inss-faz-contrato-de-88-milhoes-para-compra-de-software-em-sede-de-distribuidora-de-bebidas-22682824

INSS faz contrato de R$ 8,8 milhões para compra de software em sede de distribuidora de bebidas

Francisco Lopes admitiu ter autorizado o gasto milionário sem sequer verificar a procedência da contratada

Patrik Camporez e Robson Bonin
15/05/2018 10:46

BRASÍLIA — Engradados de água mineral e prateleiras com garrafas de vinho. Uma funcionária que se reveza entre o atendimento do telefone e a organização do pequeno estoque de rótulos de tintos numa acanhada sala comercial, no térreo de um prédio residencial, em Brasília. É nesse cenário que funciona a RSX Informática LTDA, um estabelecimento que se parece com uma distribuidora de bebidas, mas que, no setor de pagamentos da gestão do presidente Michel Temer, está registrada como uma companhia especializada no desenvolvimento de softwares de última geração. Sem capacidade para tocar qualquer dos contratos que já conquistou no governo – como um dos sócios admite ao GLOBO –, a empresa faturou nos últimos anos cerca de R$ 10 milhões sem produzir um bit de informação. No mês passado, ela fechou um contrato de R$ 8,8 milhões para vender ao INSS um programa de computador e fornecer treinamento a servidores do órgão sobre como utilizá-lo. Depois de liberar R$ 4 milhões à empresa, sem obter nenhum serviço em troca, o presidente do INSS, Francisco Lopes, admitiu ter autorizado o gasto milionário sem sequer verificar a procedência da RSX.

– As diligências deveriam ter sido feitas antes da contratação? Isso eu concordo. Eu conversei com os meninos (assessores do gabinete) e perguntei se eles fizeram diligência na empresa. Eles disseram que não foram, porque outros órgãos já haviam contratado a mesma empresa. Eu determinei (após a apuração de O GLOBO) uma diligência no contrato, e que eles peçam o currículo de todas as pessoas que vão trabalhar no nosso contrato, se elas têm vínculo com a empresa e qual a capacidade técnica deles – disse o presidente do INSS.

A RSX Informática tem apenas dois funcionários – a mulher do estoque de vinhos e um técnico de informática – e está muito longe de possuir a capacidade operacional exigida pelo governo para honrar seus contratos. Para ganhar contratos no governo, ela vem se valendo de um “atestado de capacidade técnica” expedido pelo Ministério do Trabalho, segundo o qual, ela teria desenvolvido 66 produtos ao órgão. Procurado, o órgão não quis comentar os critérios utilizados para emitir o documento.

Na internet, para demonstrar expertise e impressionar possíveis clientes, a RSX apresenta em seu site uma lista de estatais, entidades de classe empresarial e órgãos públicos que teriam contratado seus serviços. A Petrobras e a Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, seriam clientes. Procuradas, ambas as instituições negaram ter negócios com a RSX. “Não existem registros de contratos celebrados entre a empresa RSX Informática LTDA e a Petrobras”, disse a estatal, em nota. “Informamos que a Confederação Nacional da Indústria não firmou contrato algum com a empresa RSX Informática Ltda, tampouco a mesma consta do cadastro de fornecedores dos Departamentos Nacionais do Sistema Indústria”, afirmou, por meio de nota, a CNI. Um dos donos da RSX, Raul Maia admite não ter condições de produzir o que se comprometeu a entregar.

— A gente compra a licença e revende para o cliente. Além da intermediação, nossa função vai ser a execução do serviço. Nós somos distribuidores da solução – disse.

PRESIDENTE DO INSS IGNOROU ALERTAS

A ideia de contratar a RSX e pagar a bolada milionária pelo programa surgiu no gabinete do presidente do INSS, Francisco Lopes. Valendo-se de uma ata de preços, uma modalidade de compra do governo que dispensa licitação, Lopes determinou que a empresa fosse remunerada para construir o tal programa capaz de fazer varreduras no sistema do órgão e identificar vulnerabilidades de segurança.

Quando verificou o volume de recursos envolvidos no negócio e o tipo do programa de computador que seria comprado, a área técnica do INSS tratou de alertar o presidente para a falta de amparo técnico ao negócio, a possível inutilidade da compra para o órgão e o risco de desperdício de recursos públicos. Um relatório de 25 páginas assinado por oito técnicos apontou, entre outras questões, que não havia sido “identificada a necessidade de contratação do software”.

– O sistema foi adquirido sem prova de conceito, ou seja, sem mostrar tecnicamente qual o ganho, de fato, o programa traria para o INSS. Qual vantagem da compra para o instituto, que justifique o gasto de 8 milhões? – diz um servidor do INSS sob a condição do anonimato.

Alertado duas vezes para os problemas, o presidente do INSS resolveu agir. Não como os técnicos esperavam. Em vez de ampliar os estudos técnicos e interromper o processo de contratação da RSX, Francisco, segundo técnicos do INSS, teria retirado poderes dos órgãos encarregados de avalizar a contratação e determinado pessoalmente, com a ajuda de um servidor de sua confiança, a assinatura do contrato.

– O presidente do INSS não só ignorou os pareceres técnicos, como nomeou alguém para viabilizar a contratação – diz outro servidor do INSS que pede sigilo ao seu nome, para não sofrer retaliações.

Procurado pelo GLOBO, o presidente do INSS não soube dizer de onde saiu a ideia de contratar a empresa e também não explicou por que ignorou os alertas da área técnica para que não fechasse o negócio.

A atuação da empresa se enquadra em uma zona nebulosa da legislação. O fato de a empresa oferecer uma capacidade técnica e financeira que, na prática, não tem, porque sequer conta com um quadro de funcionários para desempenhar o serviço poderia, na avaliação de especialistas ouvidos pelo GLOBO, levar a questionamentos na Justiça. O fato de a empresa vender uma especialidade na área de informática que não tem, também pode ensejar acusações.

A prática da RSX lembra um caso famoso investigado na Operação Lava-Jato. Com a ajuda do então vice-presidente da Câmara, o hoje ex-deputado André Vargas (PT-PR), o doleiro Alberto Youssef montou um laboratório farmacêutico de fachada e ganhou um contrato de R$ 150 milhões de reais no Ministério da Saúde, para fornecer medicamentos ao SUS. Youssef e Vargas, assim como a RSX, não iriam produzir o produto que se comprometeram a fornecer ao governo. Eles apenas ficariam com uma parte do dinheiro, depois de subcontratar um laboratório de verdade para fazer o serviço.

O processo de contratação da RSX foi questionado pela área técnica em 9 de fevereiro de 2018, a partir de um parecer da Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação. A repartição alertou o presidente do INSS para a “ausência completa de um modelo de gestão contratual” no negócio e indicou a necessidade de “aprofundar a avaliação sobre a real necessidade do software”. O parecer sugeriu ainda que a “conveniência e oportunidade de contratação” fosse avaliada pelo Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação do órgão. O objetivo dessa análise mais cuidadosa seria “eliminar a possibilidade de desperdício de recursos públicos e de prejuízo ao cumprimento dos objetivos institucionais” do INSS.

Em outras palavras, o trabalho dos técnicos ajudaria o gestor do INSS a tomar decisões corretas e seguras, antes de gastar R$ 8,8 milhões. Por algum motivo, o presidente do órgão decidiu desprezar essa rede de proteção. O contrato com a RSX foi assinado em 29 de março de 2018. O economista e secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, critica o uso indiscriminado da contratação por meio de adesão à ata, principalmente sem que se tenha real conhecimento da capacidade do fornecedor.

— A esplanada está repleta disso. Empresas ganham contratos milionários porque estão em Brasília, têm proximidade com o poder, mas são meras laranjas. São meros intermediários, que, por esse tipo de transação, devem ganhar um percentual.

Castelo Branco explica que, nessa situação, o governo acaba pagando mais caro porque está arcando com a comissão de um intermediário que não tem condição de exercer aquele trabalho.

— Em Brasília, tem empresas que têm uma salinha, uma pessoa com um telefone, e concorre a esses editais. Concorre a quase tudo. Mas na verdade quem presta o serviço é outra empresa maior.

EMPRESA NÃO PRODUZ NADA

O dono da RSX é o empresário Lawrence Barbosa, conhecido em Brasília por atuar no ramo gastronômico e de importação de vinhos. No site institucional, a empresa exibe fotos de um luxuoso edifício na área central da Capital Federal como sendo a sede da RSX. É o mesmo endereço que aparece no contrato com o INSS. No entanto, a sala está vazia há quase dois anos.

Questionado, Lawrence confirmou que a empresa atuaria na sala comercial vazia. Depois, ao saber que o a reportagem já havia estado no local, deu outro endereço onde funcionaria a “matriz”. No caso, o pequeno depósito de vinhos citado no começo da reportagem. O empresário não sabia, mas O GLOBO também já havia estado no local.

— Aqui só tem eu, que sou a recepcionista – disse a mulher, enquanto organizava algumas garrafas de vinho na sede da RSX.

Enquanto a recepcionista falava com a reportagem, outra mulher surgiu no local vestindo roupas de academia. Era Daiany Barbosa, mulher de Lawrence, que se identifica como vice-presidente da empresa de tecnologia. Questionada sobre os contratos públicos, ela recusou-se a responder e apressou o passo rumo o carro.

– Não sou a Daiany. Sou Roberta – disse, ao partir no veículo.

Vizinhos que presenciaram a cena, no entanto, confirmaram se tratar da vice-presidente da RSX e disseram que todos conhecem o estabelecimento apenas como uma “lojinha de vinho que passa a maior parte do tempo fechada”.

Lawrence não escondeu o nervosismo quando soube que o GLOBO havia estado no depósito de vinhos. Ele destacou um suposto sócio, Raul Maia, para mostrar as “instalações” da empresa. A conversa aconteceu em um terceiro endereço. Dessa vez, o local parecia com o escritório de uma companhia consolidada. Só que não atuava na elaboração de programas de computador. Com as paredes decoradas por fotos de regiões famosas da Europa pela produção de vinho, o escritório onde Lawrence alegou administrar os negócios da RSX é, na verdade, a sede de sua importadora de bebidas.

Depois de idas e vindas, o dono da RSX admitiu o óbvio. A empresa ganhou contratos milionários com o governo na área de informática sem possuir qualquer qualificação técnica para atuar na área, apenas forjando dados nas propostas enviadas aos órgãos federais. Assumidamente uma empresa de fachada, a RSX, segundo informações do Siafi, o sistema de pagamentos do governo federal, recebeu neste ano R$ 6,6 milhões de reais. Além de ter recebido R$ 4 milhões do INSS -- e ter outros R$ 4 milhões a receber --, a empresa faturou R$ 2 milhões da Funasa. Em 2015, a RSX recebeu de órgãos públicos outros R$ 3,7 milhões. Outro cliente da empresa, o Ministério da Integração Nacional ainda nada pagou, mas já emitiu notas de empenhos para repassar R$ 3,7 milhões a RSX.

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quinta-feira, 3 de maio de 2018

GUSTAVO DE TARSO, AFASTADO DO RPPS MAS MUITO ATIVO NO PS.

Na foto enviada por um leitor do blog que deu o flagrante: o Perito Médico Gustavo Magalhães Mendes de Tarso, do DF, ex-SST do DF, afastado do INSS pelo SIASS desde o início do ano por motivos de saúde mas dando plantão em pronto-socorro no Hospital Alvorada Brasilia, em 29 de abril desse ano. Detalhe: no plantão ele usa o jaleco de Perito Médico do INSS fornecido pela ANMP.

Um dos locais mais insalubres e estressantes para um médico trabalhar, sem dúvida, é o pronto-socorro de qualquer hospital. No PS o médico tem que ter plena aptidão física e mental, incluindo capacidade física compatível, para agir rápido e raciocinar rápido. Uma bobeada, uma lentidão e o paciente morre. Não há espaço no PS para médicos com problemas de saúde ou com impedimentos diversos que o impeçam de atuar com rapidez e destreza.

Por isso causou espécie o flagrante dado por um leitor desse blog que, por coincidência, encontrou o Perito Médico Gustavo de Tarso dando expediente como médico responsável em recente plantão na capital federal, em um hospital de renome. Todos em Brasília sabem que Gustavo de Tarso está afastado da Perícia Médica do INSS desde 09/11/2017, quando foi exonerado do cargo de Chefe do SST do Distrito Federal- posição que ocupou por quase dois anos- tendo sido o "longa manus" do complicadíssimo superintendente regional local, André Fidélis, conhecido à boca miúda como "infidélis".

 Além de se recusar a trabalhar na ponta, como se fosse algum tipo de perito especial, desde o início de 2018 vem usando-se de licenças médicas concedidas pelo SIASS do Ministério do Trabalho e Emprego em Brasília, famoso por não negar nada a ninguém para acobertar esquemas de ponto, para não trabalhar na perícia médica. 

Gustavo pediu prorrogação da licença ao SIASS, e foi novamente periciado pelo SIASS em meados de abril, tendo conseguido ser mantido afastado do trabalho pericial previdenciário mas exercendo medicina  assistencial no referido Pronto Socorro, (pasmem!) três vezes por semanas: aos domingos, terças e quintas- feiras! Curiosamente, manteve-se afastado sim da Perícia previdenciária, mas o jaleco de PERITO MEDICO - com o brasão da união orgulhosamente estampado no peito- não fugiu à luta, pois vem sendo usado em seus plantões como emergencista na Asa Sul.

É verdade que, em alguns casos, é possível que um perito médico afastado do INSS possa exercer outras atividades em outros vínculos, mas certamente são atividades muito diversas, que não envolvem conflitos, atendimento ao público, dentre outros. Porém, com toda sinceridade e conhecimento médico, é absolutamente incongruente um Médico alegar estar verdadeiramente incapaz para trabalhar na Perícia Médica do INSS, e o mesmo profissional estar apto a dar plantão em pronto-socorro.

Mas o que está por trás dessa história?

Trazido de um canto remoto do país em 2016, onde era um mero perito da ponta, e alçado chefe de SST do DF pelas graças de Fidelis, Gustavo de Tarso sempre atuou como fiel parceiro e cúmplice do superintendente- não apenas no trabalho mas na vida pessoal-  de maneira muito íntima, aliás. Além da vida íntima/pessoal, da qual não desceremos a detalhes, Gustavo - segundo relatos de testemunhas- atendeu vários pedidos especiais de Fidelis quando era chefe de SST. As perícias médicas feitas por ele entre 2016 e 2017 - enquanto estava em cargo de chefia- certamente deveriam passar por minuciosa auditoria- fica a dica. 

Fez amizade com todos os chefes administrativos, inclusive tendo sido convidado a festas de aniversários dos mesmos, como nessa fotografia do facebook de uma chefona de Brasília. Detalhe: Gustavo estava em pleno gozo de licença médica no dia da festa- afastado do INSS. Mas para beber e farrear, estava ótimo, pelo visto na foto abaixo.

Na foto, siga as setas: Gustavo dando um "joinha", garrafa de bebida na outra mão e a data do evento, na casa de uma chefete de Brasília, todos aliados e soldados de Fidelis, o Superintendente da SR 51. Tin Tin.

Gustavo, ambicioso, não se contentava apenas com a chefia de SST, queria ser o Diretor de Saúde do Trabalhador. Ele se aproximou da DIRSAT a partir de 2016, quando o novo governo assumiu, se mostrando prestativo e colaborador. Graças a isso, conseguiu ser indicado para vários grupos de trabalho, eventos, até mesmo a ANMP o colocou como membro suplente do grupo que reestuda a GDAPMP, conforme portaria publicada em 2016. Soubemos, por fontes, que cogitou-se levar Gustavo para o núcleo central da DIRSAT, com um DAS 4. Porém, a Casa Civil teria bloqueado o nome por alguma pendência não esclarecida dele em Tocantins. Algo relacionado com empresas.

Inconformado, Gustavo elaborou um plano alternativo, incensado por Fidelis e por inimigos da Perícia Médica, partidários do PT e gerentes que estavam descontentes com o protagonismo dos Peritos Médicos na atual gestão. 

Ele "montou" uma equipe, com peritos médicos petistas- e inimigos da categoria- criou um blog anônimo para difamar a ANMP e a DIRSAT e entregou a Fidelis a tarefa de "vender" sua equipe como apta a assumir a DIRSAT em caso de queda da atual gestão. Isso era necessário pois dada a importância da Perícia Médica atualmente, ninguém consegue prosperar na gestão previdenciária sem ter uma boa relação com os médicos. A ideia de anarquia na perícia assusta o Governo.

Gustavo então se colocou como fiador desse projeto de golpe e não escondia suas intenções a colegas mais próximos: "Eu quero sim, ser o DIRSAT, pois sou preparado para o cargo" - dizia ele. 

Com a lista na mão, um grupo de superintendentes (todos) tentou dar o golpe, derrubando Leonardo Gadelha e, por tabela, a DIRSAT, assumindo a presidência. Na DIRSAT, a ordem era desfazer todos os ganhos obtidos pela Perícia Médica e devolver os peritos ao controle dos administrativos, esvaziar a DIRSAT de poder e desfazer os atos pró-perícia médica. Seria um massacre. Além disso em seus planos megalomaníacos também constava a declarada intenção de assumir o poder da ANMP em 2020, imaginem só...

Coube a André Fidelis a missão de botar o tanque na rua. Porém o golpe fracassou. Aparentemente o tanque de Fidelis tinha o canhão muito pequeno, e a bala não tinha potência. O fato do motor ser a etanol também não contribuiu pois "engasgava" muito.

Expostos, o grupo fugiu, e se escondeu. A "Liga da (in)Justiça" dos Superintendentes se desfez mas Gustavo se manteve fiel a Fidelis: Após sua saída da chefia do SST/DF, o perito se escorou no ombro amigo dele para fugir do trabalho. Com a saída de Gadelha e a entrada do novo Presidente do INSS, Francisco Lopes - O "Fran"- Fidelis e Gustavo se agarraram nele como "boia de salvação" para sobreviverem. Afinal de contas, para quem está se afogando, jacaré é tronco.

Conforme prova a foto abaixo, o Presidente Fran até tentou ajudar - abrindo um processo para remoção de ofício do Gustavo - (atentem) durante a licença para tratamento de saúde no RPPS (01/03/2018) - olhem só... para seu próprio Gabinete, onde historicamente não trabalharam médicos peritos.



Infelizmente para ele, o Presidente era novo na casa, e não tinha o domínio do regulamento. Ele desconhecia que esse tipo de remoção não poderia ser feito pelo superintendente, mas valeu a tentativa... Então restava ao ex-chefe de SST ser removido para lotação em uma APS de Brasília. Até nessa hora Fidelis tentou ajudar seu querido pupilo: atrasando de propósito o cumprimento da remoção publicada no BSL, contudo nos relataram que uma ameaça de PAD ao Gerente de Brasília, Lucindo, fez a remoção ser efetivada.

Curioso... o que será que um Perito Médico faria no Gabinete do Presidente do INSS: medir a pressão? a glicemia? servir café e torradas com chá? Varrer o chão, limpar o tapete? Para um vassalo como Gustavo se mostrou: tudo é possível!

Gustavo até parece que gozava de boa fama entre seus colegas de Brasília, que achavam que ele fez uma razoável gestão na chefia de SST... Mal sabiam os colegas, que na verdade - pelos vários relatos consistentes- Gustavo é um pelego traíra, que sorri pela frente mas fala mal de todos pelas costas... 

Por exemplo: ironizava a situação de uma perita que estava afastada pelo SIASS mas trabalhava no SAMU (ora, e não é a mesma coisa que ele fez?); questionava a heterossexualidade de um perito previdenciário (ultrassonografista) que na gestão PT teve certo protagonismo; chamava de neurótica uma colega perita (pediatra) que tem parecer de restrição à demanda de trabalho por parte do SIASS; ridicularizava um colega perito (oftalmologista) com redução de horário, chamando-o de termos impublicáveis, etc... ou seja, Ninguém escapava à língua ferina do amigo íntimo de Fidelis.

Bom, creio que as autoridades já sabem como proceder diante dos fatos aqui narrados. Os peritos médicos tem o direito de conhecer a verdade acerca do caráter, e do "modus operandi" de quem ambiciona liderá-los no futuro e, principalmente, tem o direito de saber quem não hesitaria em tentar destruir os ganhos que a perícia médica previdenciária conquistou nesses últimos anos- visando alçar cargos passageiros- e ganhos políticos com os inimigos da categoria.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A INDÚSTRIA DA INVASÃO DE IMÓVEIS EM SÃO PAULO E O INSS

Na madrugada de hoje o edifício Wilton Paes de Almeida, tombado pelo patrimônio histórico, desabou após uma hora e meia de um incêndio de grandes proporções. Inaugurado em 1966 para uma companhia privada de indústria de vidros, era um marco da modernidade e da arquitetura paulistana. Com a falência da empresa, passou para as mãos da União na década de 80 e foi sede da Polícia Federal de SP até 2001, quando foi esvaziado e abandonado. 

Entre 2009 e 2012, funcionou no térreo a APS Paissandu, da GEx SP Centro, que fazia apenas atendimento administrativo.Esse edifício ficava a poucos passos da sede da Superintendência do INSS em SP e ao lado dele fica um hotel muito usado por servidores do INSS quando vão trabalhar por convocação na capital. Apesar das notórias faltas de condições de trabalho, quando do fechamento, em 2012, os sindicatos pelegos paulistas (Sinsprev e Sinssp) protestaram contra o fechamento da APS Paissandu.

A APS Paissandu chegou a ser oferecida em 2006 aos ingressos do concurso de Perito Médico daquele ano, mas as obras atrasaram demais e o projeto de ter perícia ali foi abandonado. Devolvido pelo INSS para a SPU (Secretaria de Patrimônio da União), tentaram fazer ali um instituto da Unifesp, mas em 2015 ele foi invadido por um dito movimento social chamado MLSM (Movimento de Luta Social pela Moradia), uma dissidência do MTST, de Guilherme Boulos e uma das diversas siglas de "movimentos sociais" que há quase 20 anos promovem invasões sucessivas de edifícios, terrenos e moradias na cidade de São Paulo. 

A indústria das invasões de edifícios em São Paulo teve início na gestão de Marta Suplicy (PT-SP à época, 2001-2004). Com a conivência da prefeitura, grupos de esquerda organizados em "movimentos sociais" começaram a organizar e estruturar invasões a edifícios ou terrenos vazios, sempre em áreas nobres de São Paulo, em especial no centro da cidade, onde ficava o edifício que colapsou hoje.

Os líderes desses movimentos cooptam famílias de pobres, em especial estrangeiros, e cobram deles uma "mensalidade" para entrarem nas listas de invasões. Na data combinada, invadem a propriedade e largam as famílias nos locais em condições desumanas, sem nenhuma segurança, com ausência de higiene básica ou dignidade. Promovem ligações clandestinas de água e luz e passam a cobrar "taxa de manutenção", ou aluguel da invasão, dessas famílias. No local, mantem um "coordenador da invasão", que controla as cobranças, entradas de pessoas etc, nenhuma diferença com a prática de milícias. No edifício que caiu, a taxa variava entre 160 a 400 reais por mês, senão a família era expulsa do local. Denúncias dão conta de que em vários locais o narcotráfico se associa a essas invasões, transformando os locais em centros de distribuição de drogas, como era o caso do edifício que caiu, segundo o ex-prefeito João Dória.

A indústria alimenta os líderes hipócritas e demagogos que organizam as invasões apenas para que eles saiam mediante pagamento da prefeitura, e voltem a invadir outros, perpetuando o ciclo. Eles ganham com a extorsão às famílias cooptadas, com liberação de verbas da prefeitura para promover realocações e até mesmo ganhando dinheiro do Minha Casa Minha Vida para construir habitações. Tamanho poder catapulta politicamente esses líderes, que passam a ter espaço na mídia, em partidos políticos e se lançam candidatos até mesmo à presidência, como estamos vendo em 2018.

Não são apenas os líderes dos "movimentos sociais" que ganham com taxas, mensalidades, aluguéis e verbas públicas. Essa indústria também enche os bolsos dos proprietários de imóveis degradados ocupados: a maior parte desses prédios abandonados são de particulyares, que forçam a desapropriação para ganhar do Estado o dinheiro que jamais ganhariam vendendo o imóvel no mercado imobiliário.

Quando o imóvel é público, como esse que desabou, quem ganham são os políticos envolvidos nessas operações de desapropriações, que fazem uso político da situação. O INSS é o alvo principal dessa indústria em São Paulo. Calcula-se que, apenas em SP, o INSS tenha mais de 500 imóveis fechados, sem uso.

Em 2016, o então Ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, quis negociar os prédios do INSS no centro de São Paulo com o então prefeito paulistano, o petista Fernando Haddad. A ação claramente visava a promoção política de ambos. Subitamente vários prédios foram invadidos por movimentos sociais.

A lei dizia que o INSS só poderia se desfazer dos imóveis mediante venda direta com pagamento em dinheiro por parte do comprador. Sem dinheiro, o INSS, com a benção de Gabas, ia quitar com os imóveis através do Comprev (Compensação Previdenciária), sua dívida com a PMSP.
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O Comprev é um mecanismo previsto na Lei nº 9.796 de 05 de maio de 1999 que, em breve síntese, prevê a compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes de previdência dos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos casos de contagem recíproca de tempo de contribuição para efeito de aposentadoria. Na prática, o INSS tem que compensar a prefeitura de São Paulo quando um servidor de lá se aposenta pela PMSP usando tempo do RGPS.

Gabas e Haddad queriam fazer um acordo onde a dívida que o INSS tinha com a Prefeitura relativa ao repasse do Comprev fosse perdoada no valor dos prédios. Haddad pegaria os edifícios e faria campanha em cima deles.

Ou seja, um prédio que foi dado em pagamento por alguma empresa para ressarcir dívidas trabalhistas junto ao INSS que, ao ser vendido, deveria devolver o dinheiro aos cofres da União e ser revertido ao Fundo do RGPS, seriam "vendidos" bem abaixo do preço apurado pela Caixa Econômica Federal como imóvel de "destinação social" e pago pelo Comprev, que é justamente a devolução dos valores pagos pela prefeitura aos servidores que se aposentaram por lá. Na prática, a prefeitura "quitaria" o INSS e receberia prédios que valem centenas de milhões de reais. Que beleza, não?

A prefeitura destinaria o imóvel a venda pelo Minha Casa Minha Vida, usando os movimentos sociais como atravessadores, e o cidadão teria sido engando porque a unidade municipal (Prefeitura) não teria desembolsado nenhum centavo para comprar algo que seria revertido ao próprio povo, mesmo que em suave prestações.

E a unidade federal (INSS) não repassaria esse valor ao Fundo do RGPS pois além da falta de controle que existe nesse fluxo, permitindo irregularidades, como o dinheiro da prefeitura ao INSS viria via Comprev, as chances do dinheiro "se perder" em desvios para, por exemplo, campanhas eleitorais, era enorme. Ou seja, a operação faria a Prefeitura pagar uma vez por duas aquisições (perdão de dívida e compra de imóveis) e o caminho desse dinheiro ficaria perdido numa conta corrente da Prefeitura, não vinculada diretamente ao Fundo do RGPS. Isso em 2016, ano eleitoral, Imaginem...

Esse era o plano, segundo fontes. O Ministério chegou a avocar para si a gestão dos imóveis, que sempre foi das Gerências Executivas. Porém a operação não deu certo, graças a resistência de servidores honestos e comprometidos com o serviço público, pois o uso do Comprev para aquisição de imóveis era absolutamente ilegal, por si só.

Portanto temos Poder Público omisso que instrumentaliza movimentos sociais a promover invasões. Esses movimentos lucram com cobranças de taxas diversas e com verbas públicas, atendendo a demanda política do grupo político que o coordena. Os proprietários privados faturam pois conseguem se livrar do imóvel com dinheiro público a preços muito superiores praticados no mercado imobiliário. E gestores públicos também usam imóveis da União para promover políticas sociais, dispensações de licitações e gasto de verbas sem controle, criando um curral eleitoral para si.

A vida humana, nesse jogo, é um mero detalhe. Não se enganem.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

O OCASO DO CHICANEIRO


Oi, eu sou o pateta, mas pode me chamar de imbecil.

Estou muito feliz....

O procurador disse que posso exonerar DAS...

A procuradora disse que dá pra defender...

Meus assessores disseram que eu posso...

E eu acreditei!!!! 

Vou exonerar DAS.....

Vou exonerar DAS.....

Vou nomear DAS.....

Como sou um gênio!!!

Ha Ha Ha, vou exonerar.... a mim mesmo!!!



COLUNA GEEK - INSS: A RETAGUARDA DO PROGRESSO.


Após 14 (quatorze) anos da criação do Facebook, e logo no período em que ela já apresenta intenso desgaste, perda de usuários e sinais de superação tecnológica, o INSS resolveu fazer a sua página do Facebook.

Dizem que os próximos passos de inclusão digital do INSS será a criação de sua página no Orkut, no MySpace, Fotolog e no Geocities.

Além disso, o INSS irá criar sua conta no ICQ, mIRC e hospedará seus e-mails na AOL - America Online, além de criar sua conta FTP para troca de arquivos.

Para 2019, promete-se a criação de uma BBS por Gerência Executiva e os servidores serão treinados, via CFAI, no manejo do MS-DOS e do Lotus 123.

Ah, os computadores serão os moderníssimos Intel (r) 486 DX2 66 com placa modem US Robotics 2.400 bps

ROBINSON “SEM EFEITO” NEMETH, O INSISTENTE.

Inacreditavel a trajetória de Robinson Nemeth, o pior DIRBEN da história, e sua luta por um carguinho para não ter que voltar para a APS.

Varias tentativas frustradas de nomeações a cargos mais diversos o tornaram campeão na categoria “dirigente por um dia” e de coleções de portarias “tornando sem efeito” sua nomeação para algo.

Robinson já foi Gerente Executivo por um dia, coordenador da DIRAT por um dia, assistente técnico SR IV por um dia, FCT da SRV por um dia e agora assistente da Presidência do INSS por um dia.

Qualquer pessoa com o mínimo de vergonha na cara já teria parado de tentar há muito tempo, mas esta parece ser uma qualidade inexistente em sua “entourage”.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

LUTAR, PARA NÃO TRABALHAR!

Antecipadamente este blog faz uma homenagem às assistentes sociais que honram sua profissão e se dedicam, todos os dias, a fazer o impossível pelos segurados que juraram atender com todo o vigor de seu sangue. Peço desculpas, mas este post não é para você, colega assistente social que habilita benefício, que atende 200% por dia, faz educação previdenciária de verdade, que atende espontâneo no fim do expediente.

Esse post é para uma pequena parcela que se dedica todo o santo dia a uma missão única: não trabalhar. Usam do emprego palanque para pretensões político-partidárias, falam da crise do capitalismo e do modelo gramsciano e da contradição do grande capital, da deturpação de Lênin, mas deixam milhares de vulneráveis aguardando em filas para obter um mísero benefício de prestação continuada.

Esse post é para aqueles que falam "companheirxs", não perdem um evento sindical, se recusam a fazer suas obrigações de edital de concurso com o discurso "não é minha atribuição" e deixam os técnicos-administrativos se esfolarem para garantir a GDASS que elas recebem sem pingar uma gota de suor, e ainda se acham superiores.

Sim, vocês sabem quem são: são as "sociáveis". As que estão na luta, luta para não trabalhar. Luta para poder ganhar diárias e deslocamentos sem ter que prestar contas. Luta para fazer do INSS o diretório partidário local. São as que estão "no movimento", movimento de fugir a cada vez que surge um trabalho na frente.

São as que dizem defender as mulheres mas, quando a mulher não reza sua cartilha vermelha, é tratada com a mesma misoginia, o mesmo ódio e machismo que dizem combater. Não perdem um segundo em querer desqualificar uma mulher como sendo "a propriedade do macho X ou Y" só porque a servidora não é pelega nem come da ração comunista que eles jogam no chão para a patuléia.

Já mostramos aqui neste blog que a produção global das sociáveis é vexaminatória, menos de 2 avaliações por dia. Enquanto isso, centenas de milhares de pobres e miseráveis aguardam alguma iluminada revolucionária descer do pedestal vermelho para atender seus pedidos de benefícios. A produção de BPC dos peritos está parada pois não está vindo quase nada das avaliações sociais. Ninguém habilita, ninguém tira elas do escudo mágico chamado INSS Digital, e fica por isso mesmo.

Recentemente o INSS determinou que elas cumpram o que já é portariado desde 2012: Agendamento de BPC LOAS de 40/40 min. E olha que esse já é o dobro do tempo médio dado aos peritos médicos.

A revolta em ter que trabalhar foi tão grande que levou as sociáveis ao desespero. Eis que um iluminado, sociável de Minas Gerais, achou a fórmula para combater "os fascistas que querem nos fazer trabalhar": fraude de agendamento.


Olhem a sacada do revolucionário do Jequitinhonha: Agendas de 40/40 minutos, mas com "intervalo" de 20 minutos entre o fim de uma agenda e o início de outra. Um "jênio", não?

E olha que isso foi posto em um grupo nacional de sociáveis com incrível sucesso, afinal de contas, trabalhar é coisa de coxinha fascista.

Esperamos que o INSS puna adequadamente o colega sociável que incorreu nessa insubordinação, nessa fraude, e aguardemos as próximas cenas dessa novela que a cada dia se torna mais interessante.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

BRASIL, URGENTE. KARINA PRESIDENTE.


Mais uma maravilhosa notícia na data de hoje. Enquanto o titular da vaga de Presidente do INSS está pra lá de Marrakesh (vide aqui), a Diretora da DIRSAT, Karina Braido Santurbano de Teive e Argolo, foi escolhida para ser a Presidente Substituta do INSS na ausência do titular.

É a primeira vez que a DIRSAT ocupa esse posto, já antes ocupado pela DIRBEN, DGP e DIROFL, e é a primeira vez que uma Perita Médica ocupa esse cargo.

Trata-se da consolidação da enorme parceria que a categoria, via ANMP, fez com o País, através do atual governo, que vem rendendo frutos tão frondosos à sociedade e uma prova cabal do rumo correto que a carreira vem tomando, desde 2015, quando após anos de peleguismo, os peritos médicos decidiram que era hora de ser grande, hora de vencer, e elegeram o grupo que agora comanda a Associação.

O perito.med sabe da competência e do preparo de Karina, parabeniza o governo pela excelente escolha, deseja à Presidente Karina boa sorte nessa semana presidencial e que esse seja apenas o primeiro passo de uma longa caminhada que, sabemos, será traçada por nós, no comando de nossa atividade.

Acabou o kibe e a dança do ventre no INSS. Agora é hora de jogar sério, com fidelidade e transparência.

"Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes."
Sir Isaac Newton, 1676 (e ainda atual).

sexta-feira, 13 de abril de 2018

ATUALIZAÇÃO DO GT DO TREM DA ALEGRIA DE CIRINO...

Precisou este blog expor a pouca vergonha das diárias acumuladas com funções gratificadas gerando abandono de postos e de gerências para o Superintendente anunciar que foram encaminhadas as portarias de pedido de exoneração dos cargos.

Mas nada explica eles terem viajado e terem tido aprovação de PCDP ainda na função gratificada....

quinta-feira, 12 de abril de 2018

TÁ QUASE, ALGOZ DE VIÚVA DE CARTEIRO.... A LAVA JATO VAI TE ALCANÇAR!!

Hoje:

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/policia-federal-investiga-prejuizos-a-fundos-de-pensao.ghtml

https://globoplay.globo.com/v/6655983/

Lembrando o deputado José Carlos Aleluia em 2015:

http://www.perito.med.br/2015/04/deputado-jose-carlos-aleluia-nao-engole.html?m=1

TREM DO GT DA ALEGRIA EM MINAS COM PAULO CIRINO E SEUS GERENTES ADESTRADOS.


O Gerente-Executivo de Divinópolis, Pacífico Lucas Pereira Filho vai ficar 4 meses no Trem do GT da alegria em Belo Horizonte, recebendo R$ 30 mil em diárias e mantendo pacificamente a sua função gratificada de Gerente-Executivo (FCPE 101.3, R$ 3.264,44), enquanto sua Gerência definha abandonada em um ambiente nada pacífico. 


Estreando uma nova modalidade de teletrabalho, que é o telegerenciamento com diária, Pacífico é a estrela de mais um Grupo de Trabalho (ou de Amigos) de Paulo Cirino na SR2, que como todo GT, terá como destino a manutenção do que já era ruim, com piora dos locais que cederam os amigos para o GT. 

Pacífico estreará uma nova interpretação de Gerente-Executivo, que é aquela em que ele "executa" sua Gerência, abandonada enquanto o nababo pacificamente conta suas diárias entrando na conta.

O motivo de um Gerente Executivo ter que ficar 4 meses longe de sua sede para participar de um GT já é questionável. Mantendo o cargo então, inaceitável, talvez irregular. Ele está, desde o dia 01/04, assinando os atos à distância, fora da circunscrição de sua função comissionada. Pior para seu substituto, que na prática terá que tocar a Gerência sem receber um centavo de gratificação pois o titular não se afastou do cargo quando da ida ao GT. 

Relatos dizem que o planejamento inicial é dele ficar no Trem do GT da Alegria de Paulo Cirino até dezembro, o que poderia lhe render até R$ 70 mil em diárias, fora a FCPE recebida sem estar de fato na Gerência, somando mais R$ 30 mil reais, podendo chegar a um faturamento de R$ 100 mil até dezembro, fora salários. Como esse rendimento é isento de tributo, ou seja, limpo, terá o poder de compra de um carro de luxo ou até mesmo uma casa em sua cidade natal.

Pacífico, de Divinópolis, ficará pacificamente em Belo Horizonte, divinamente recheando a conta bancária com milhares de reais limpos de tributos, e está pacificado que não terá que ceder a Gerência para ninguém, podendo continuar a receber, de forma pacífica, sua FCPE de R$ 3.264,44 mensais. Que maravilha...

Esse é o tipo de alegria que só os amigos de Paulo Cirino, o pacificador de MG, pode proporcionar. 

A cara-de-pau é tamanha que não possuem a vergonha de publicar nas redes, como grande feito, atitude tão espurca. O pacífico Gerente Pacífico, bonifrate do Superintendente Cirino, é apresentado como "destaque". Julgamos que seja destaque na astúcia, vide abaixo:

Equipe da GEX Divinópolis atua no Polo de Análise do INSS Digital
04/04/2018
Geovani e Cláudio integram a primeira turma do Polo de Análise.
Uma equipe de servidores da Gerência em Divinópolis está integrando a primeira turma de servidores que compõe o Polo de Análise do INSS Digital da Superintendência Sudeste II. O destaque é o gerente-executivo, Pacífico Lucas, que é o coordenador das atividades. Além dele, o gerente da APS Itaúna, Cláudio Silva, e o servidor do Gabinete da GEX, Geovani Teles, participam do grupo de servidores que iniciaram as atividades do Polo na última terça (3).
Na segunda (2), os colegas participaram da abertura oficial dos trabalhos, encabeçada pelo superintendente regional, Paulo Cirino. Na oportunidade, Pacífico se apresentou para os demais servidores que atuam no Polo. “Vamos trabalhar no modelo de uma grande APS, traçando metas para alcançar nosso objetivo”, afirmou.
O Polo de Análise é uma dos compromissos das superintendências no âmbito do INSS Digital. No caso da Sudeste II, o Polo está vinculado à Gerência Belo Horizonte e, no próximo dia 16, um novo grupo de servidores irá se integrar à iniciativa, que tem a meta de concluir a análise de 600 processos/dia. Outros servidores da Gerência em Divinópolis irão integrar essa nova equipe.
Durante a cerimônia de abertura, a chefe da Divisão de Atendimento da Sudeste II, Gisele Braga, também apresentou os principais objetivos e modelo de atuação do Projeto Integrar. Ela destacou o desafio de zerar os processos físicos para que as agências passem a funcionar apenas no novo modelo do INSS Digital. Estima-se que a Superintendência tenha um acervo de 46 mil processos físicos e a meta da Direção Central é realizar a virada de chave de todas as agências até julho deste ano. “Temos muitos desafios, inclusive no apoio ao Rio de Janeiro, principalmente na oferta de vagas ao segurado. É um processo novo e, por isso, vamos construindo com diálogo”, ressaltou.
Nesse sentido, os colegas da GEX Divinópolis estão atuando no desrepresamento do estoque da Superintendência, além da análise dos processos já protocolados no formato digital.


"DESTAQUE"...

segunda-feira, 9 de abril de 2018

INSS AUTOMÁTICO ENTRA EM MODO DE ADIAMENTO AUTOMÁTICO

Do UOL Economia, clique aqui.

Do site da Veja Online, clique aqui.

INSS adia sistema que facilita concessão de aposentadoria
O órgão não deu um prazo para lançamento do serviço, que vai permitir que segurados deem entrada no pedido de aposentadoria pela web
Por Fabiana Futema
Publicado em 3 abr 2018, 13h01


Para ter direito ao benefício é necessário ter contribuído por ao menos trinta anos (mulheres) e 35 anos (homens) ao INSS (Jonas Oliveira/Folhapress)

Prometido para o fim de fevereiro, o lançamento do serviço que facilitaria a concessão de aposentadoria por tempo de contribuição foi adiado. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a ferramenta está em fase final de validação.

O órgão não deu um prazo para lançamento do serviço, que vai permitir que segurados deem entrada no pedido de aposentadoria sem ter de se deslocar até uma agência do INSS. A promessa é que o requerimento poderá ser feito pela internet.

A mudança faz parte das mudanças implementadas desde o ano passado para facilitar a concessão de benefícios previdenciários. Desde setembro, o INSS passou a conceder a aposentadoria por idade de forma automática, sem a necessidade de ir até a agência.

A maior dificuldade é que a concessão da aposentadoria por tempo de contribuição pela internet exige uma base de dados muito ampla. Para ter direito ao benefício é necessário ter contribuído por ao menos trinta anos (mulheres) e 35 anos (homens) ao INSS.

Pelo sistema tradicional, o segurado precisa primeiro telefonar ou agendar pela internet um dia e horário para ir a uma agência do INSS entregar os documentos necessários para requerer a aposentadoria. No novo modelo, o segurado que cumprir os requisitos necessários para a aposentadoria entra em contato com o INSS por telefone ou internet e faz a solicitação. Se a base de informações do INSS constatar que o segurado cumpriu as exigências, a aposentadoria é então concedida.

Senha do Meu INSS

O INSS criou uma página na internet que reúne uma série de informações e serviços para o segurado, como a contagem do tempo de contribuição. Para acessá-la é necessário fazer um cadastro e registrar uma senha.

Alguns usuários têm dificuldade para fazer o cadastro, pois são feitas perguntas referentes ao histórico de contribuições previdenciárias. Para facilitar, o INSS está fechando convênios com bancos para cadastrar a senha de acesso ao Meu INSS. O serviço já está disponível na aba ‘Previdência’ do internet banking do Itaú e do Banco Mercantil.

GESTÃO CATASTRÓFICA BOTA A DATAPREV EM RISCO DE COLAPSO.

Do site Convergência Digital e Ascom TCU, clique aqui.

TCU: custo operacional alto coloca Serpro e Dataprev em risco de colapso financeiro

Luiz Queiroz ... 26/03/2018 ... Convergência Digital
Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União no Serpro e na Dataprev, aprovada pelo plenário na última quarta-feira (21), aponta um quadro econômico e financeiro ruim para as empresas estatais. Relatório aprovado, de autoria do ministro Vital do Rêgo, mostra que as duas empresas estão elevando valores de contratos com clientes no governo federal, para suprir suas necessidade de caixa gerados com custos operacionais, entre eles, pagamento de salários, que consomem mais da metade das receitas das empresas.  
O objetivo da Audotoria do TCU foi "avaliar a economicidade, eficiência, eficácia e legalidade dos serviços de tecnologia da informação prestados pela Dataprev e pelo Serpro, em especial, dos preços praticados nos contratos firmados por essas empresas com o Poder Público".
Dataprev
Segundo o TCU, a atual situação econômico-financeira da empresa "é boa". Nos últimos 10 anos, a Dataprev conseguiu aumentar seu lucro líquido em R$ 150 milhões, com uma média de 21% a.a (ao ano). Esse aumento líquido foi decorrente de receitas operacionais que geraram um incremento nas contas da empresa de 146%, vindos basicamente das receitas de serviços prestados ao INSS e às instituições financeiras (bancos), através do empréstimos consignados. O TCU também detectou que a melhora nas contas foi gerada em 2014, com o recebimento por faturas a atrasadas de clientes.
Na auditoria a própria empresa alegou que possui dificuldades para manter por longo tempo essa margem líquida de serviços prestados ao setor público, porque os preços praticados atualmente não chegam nem mesmo ao valor histórico atualizado pela inflação (IPCA).
Para o TCU, "essa dificuldade em manter os níveis de preços, seja por conta de estes serem elevados ou até mesmo por questões de restrições orçamentárias e fiscais da administração pública, pode levar a empresa a aumentar ainda mais a sua margem de lucro com o setor privado (consignados), onerando os empréstimos consignados que são realizados por aposentados e pensionistas do RGPS" (Regime Geral da Previdência Social).
Ou seja, na avaliação do tribunal, a Dataprev acabará se valendo de uma situação perversa: ter seus lucros mantidos ou elevados através do aumento no valor do pagamento pelos "serviços prestados" em empréstimos contraídos por aposentados e pensionistas.
O tribunal constatou que na questão salários, 55% de toda a receita operacional líquida gerada pela empresa é consumida com o pagamento de pessoal e encargos ( não levando em conta as despezas com terceirizados). Entre os anos 2007 e 2016, os custos e as despesas cresceram cerca de 108% e 296%. Se considerados em conjunto cresceriam 137%. " A remuneração de pessoal foi o item que mais impactou os resultados da empresa, alcançando o valor de R$ 645 milhões em 2016 (R$ 194,36 milhões de despesas e 450,74 milhões de custos)", destacou o TCU.
Como contraste ao aumento da lucratividade, a Dataprev nos últimos cinco anos acabou diminindo a rentabilidade dos seus negócios. De acordo com o TCU, a queda média nessa rentabilidade é de 12% a.a. (ao ano), o que fez com que a empresa tenha chegado em 2016 com uma rentabilidade de 11%. "Ou seja, para cada R$ 1,00 investido, a empresa conseguiu retornar R$ 0,11 centavos de lucro".
Na situação financeira, a Dataprev tem enfrentado problemas de caixa por longos períodos. Segundo o TCU, isso é decorrente - no contraponto do bom desempenho na geração de receitas operacionais - pelo fato da empresa não conseguir manter o mesmo ritmo no recebimento das faturas de clientes prejudicando sua capacidade de investimento e pagamento. As informações foram obtidas pelo tribunal através dos relatórios aprresentados pelo Conselho Fiscal da empresa.
Essas informações mostram que 93% dos clientes da Dataprev chegaram a atrasar seus pagamentos, sendo que 84% dos atrasos eram devidos pelo INSS, seu maior cliente. "Com a análise do fluxo de caixa de investimento, foi possível constatar que o baixo desempenho nos investimentos da empresa está relacionado à dificuldade de geração de caixa operacional, o qual é afetado pelos longos períodos de acúmulo de faturas atrasadas".
O TCU também constatou que, por causa desses atrasos de pagamentos de clientes, isso provocou uma retração na capacidade instalada no período 2015 e 2016. Sem dinheiro para investir direito na capacidade instalada, os recursos ficaram abaixo do necessário à reposição.
Serpro
O relatório do ministro Vital do Rêgo informa algo que todos já sabiam: a estatal de processamento de dados vem acumulando prejuízos, ou "dificuldades para gerar lucro". Em 10 anos (2007 a 2016), teve prejuízo em quatro exercícios financeiros distintos (2010, 2011, 2014 e 2015). Isso levou a empresa a gerar um prejuízo acumulado da ordem de R$ 597,1 milhões.
O volume elevado de custos/despesas seria o principal motivo para o Serpro ter dificuldade de gerar lucro, o que, na avaliação do tribunal, os valores estão bem próximos das receitas líquidas obtidas. "O volume excessivo de custos/despesas acaba onerando os órgãos que contratam o Serpro, haja vista que em alguns casos os clientes não possuem opção, devido à especialização dos serviços que já se encontram internalizados na estatal ou porque somente são providos pela empresa, muitas vezes a preços mais elevados que os praticados pela iniciativa privada", destaca o TCU.
Vital do Rêgo destacou como o Serpro vem obtendo receitas nos últimos 10 anos, com um incremento de 63% em 2016. O tripé para o crescimento das receitas da estatal se baseia em: 1- Serviços de processamento de dados (84%), 2 - Desenvolvimento de sistemas (8%), 3 - Suporte e Assistência de informática (6%). Porém, as receitas acabam consumidas pelos gastos que a empresa acaba arcando.
Segundo o TCU, os custos do Serpro são basicamente formados pelas despesas com pessoal (70%), depreciação e amortização (6%) e com manutenção (5%), um outro tripé nefasto que acaba prejudicando financeiramente a empresa. Nos últimos 10 anos, as despesas com pessoal cresceram cerca de 105%, sendo que somente nos últimos quatro anos o crescimento foi de aproximadamente 60%. Um salto de R$ 1 bilhão em 2013, para chegar a R$ 1,6 bilhão em 2016.
O tribunal destaca como outros "itens relevantes na estrutura da empresa" os custos/despesas com depreciação, amortização e manutenção. Houve um crescimento de cerca de 91% no período de dez anos,com depreciação e amortização,  enquanto que os ativos, sobre os quais incidem (imobilizado e intangível), aumentaram apenas 28%."Apesar de o crescimento da depreciação e da amortização ter sido maior do que os aumentos dos ativos, no acumulado, a empresa conseguiu manter a mesma capacidade instalada de 2007", destaca o relatório do TCU.
Mas o tribunal entende que essa depreciação pode indicar a existência de maiores desgastes nos bens do ativo imobilizado, o que justificaria os aumentos dos custos/despesas com manutenção, os quais cresceram cerca de 63% nos últimos dez anos.
"No que concerne à rentabilidade, o índice caiu cerca de 193%, saindo de 0,06 em 2007 para - 0,05 em 2016. Os fracos desempenhos da rentabilidade da empresa estão também relacionados aos custos/despesas elevados".
O TCU reconhece que o Serpro em seu aspecto financeiro tem passado por "dificuldades na obtenção de caixa, precisando, em alguns momentos, ser socorrida por aportes de capital realizados pela União". Segundo o tribunal, Nos últimos oito anos foram realizados quatro aportes, somando o montante de R$ 714,6 milhões.
"Em 2009, se não fosse o aporte de R$ 271 milhões realizado em 2008, a empresa não teria condições de cobrir a variação negativa do seu caixa (R$ 80,5 milhões)". Mesmo assim o TCU destaca que em 2011 - considerando o aporte realizado em 2008 - a empresa não conseguiria pagar suas despesas operacionais, sem que a União realizasse nova transferência de recursos à empresa, desta vez no valor de R$ 184 milhões.
Em 2014, a empresa foi obrigada a se socorrer novamente desses aportes para pagar suas despesas operacionais. Naquele exercício financeiro, a empresa "iniciou o ano com R$ 42,9 milhões em caixa, no entanto, no decorrer do exercício, as suas saídas de caixa operacional foram superiores às entradas em R$ 92,6 milhões, ou seja, o saldo inicial de caixa não conseguiria, por si só, cobrir o déficit do caixa operacional, como também ocorreu em 2011".
O tribunal constatou que houve "significativa melhora de caixa" em 2015/2016, que pode ser explicada pela autorização legislativa para obtenção de uma meta de resultado primário negativo maior, principalmente no ano de 2016. Porém, a empresa foi proibida pelo tribunal de receber novos aportes do governo, sem que houvesse a reclassificação como "estatal dependente". A empresa teria de apresentar um melhor desempenho no recebimento das faturas de clientes.
"No entanto, cabe ressaltar que as melhorias no caixa operacional não retiram o risco de descontinuidade das operações da empresa já que o caixa operacional gerado ainda é muito próximo ao volume de investimentos necessários à manutenção da capacidade instalada, bem como do volume de fornecedores a pagar", alerta o TCU.
E o tribunal destacou a fama de "mau pagador" que o Serpro recebe do mercado privado de informática. Segunto o TCU, a capacidade de pagamento piorou consideravelmente nos últimos dez anos, inclusive com atrasos (44%) e renegociação (14%) de faturas devidas a fornecedores.
Acórdão do tribunal
O TCU através dos seus ministros aprovaram o relatório do ministro Vital do Rêgo e determinaram que o Serpro e a Dataprev reavaliem alguns dos serviços e que torne mais transparente aos clientes os seus modelos de negócio.
Determinou ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão que oriente os órgãos da administração federal que fazem contratos com o Sepro e a Dataprev, para no prazo de 90 dias, passem a exigir  junto com a proposta comercial, os demonstrativos de formação de preços de cada serviço e sistema objeto da proposta. "Em nível de detalhamento que permita a identificação dos recursos produtivos utilizados (insumos), com as respectivas quantidades e custos", informou o tribunal.
Em outras palavras, o TCU quer tentar estancar a sangria nas empresas, causada pelos excessivos gastos operacionais, que estão sendo financiados através de contratos mais onerosos, sem a justificativa clara na formação de preços de serviços que as duas estatais prestam para a Administração Federal.

APÓS MATÉRIA DO CAFÉ DE TEÓFILO OTONI, CB FAZ MATÉRIA SOBRE GASTO ANUAL COM CAFÉ NO SERVIÇO PÚBLICO


https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/04/08/internas_economia,671926/cafe-no-servico-publico.shtml
R$ 55,3 milhões são torrados com cafezinho no serviço público
Despesa da administração pública federal com a bebida equivale a 733 casas populares, que poderiam beneficiar mais de 1,5 mil pessoas. Para especialistas, falta de controle com itens que parecem irrelevantes mostra o descaso generalizado com o dinheiro do contribuinte

HF Hamilton Ferrari - Especial para o Correio. postado em 08/04/2018 07:44 / atualizado em 08/04/2018 12:58

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público e da Defensoria Pública da União (DPU), gastam, pelo menos, R$ 55,3 milhões por ano com café e com o serviço de copeiragem nos órgãos públicos.

Pode parecer pouco diante do deficit público de 12 dígitos do governo federal. Mas em lugar nenhum do mundo é uma quantia insignificante. De acordo com especialistas, há um forte efeito simbólico na cifra, pois é muito dinheiro para algo que não traz benefícios diretos à população. E está longe de ser o único item supérfluo e caro. Por isso, o Correio dá início a uma série de reportagens sobre pequenos custos que fazem falta para a melhoria dos serviços públicos.

Com dados da ONG Contas Abertas, foi possível identificar gastos de, ao menos, R$ 20,7 milhões só com a compra dos grãos do café. A totalidade das despesas com o produto não foi encontrada, porque muitos pedidos dos órgãos vinham acompanhado de outras mercadorias, como chás, galões de água, impossibilitando a separação das despesas. O custo com cafezinho, portanto, pode ser muito maior.

Nesse montante de R$ 20,7 milhões, estão incluídos, além dos órgãos do governo federal, a Advocacia-Geral da União (AGU), as Forças Armadas, os conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público, a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Justiças do Trabalho, Federal, Militar e Eleitoral.

O Correio também fez uma estimativa de quanto foi gasto com o serviço de copeiragem nos ministérios em 2017. Com base em dados das licitações das pastas da Educação (MEC), das Cidades e dos Direitos Humanos, a Esplanada teve despesa de quase R$ 29 milhões com esse item. O MEC comunicou, em nota, que reduziu em 30% o contrato de copeiragem no ano passado. “Atualmente, o valor é de R$ 1,1 milhão, enquanto o de 2017 foi de R$ 1,7 milhão”, informa. O serviço envolve contratação de pessoal, como copeira, cozinheiro, carregador, garçom e outros, além de vestuário para os profissionais.

Estendendo o cafezinho para o Legislativo, a Câmara dos Deputados tem um contrato de R$ 663,48 mil por ano para custeio apenas da bebida. A assessoria de imprensa da Casa justifica que há cerca de 18,2 mil funcionários trabalhando no local, 171 estagiários, 480 jovens do programa Pró-adolescente e os 513 deputados. “O total de pessoas que circulam na Casa varia de acordo com a agenda legislativa e com o tema das propostas em discussão, podendo chegar a 26 mil, nas terças e quartas-feiras, se o Plenário votar matérias mais polêmicas”, informa. Já no Senado, o gasto é de R$ 530 mil para a compra do café e de materiais de apoio, como garrafas térmicas e colheres.

No Judiciário, o gasto também é substancial, principalmente nas despesas com copeiragem. O Supremo Tribunal Federal (STF) gastou R$ 60,8 mil com a compra do produto e de R$ 4 milhões para o pagamento do serviço de copeiragem. De acordo com a Corte, há 2.317 mil servidores e terceirizados trabalhando no local.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a assessoria de imprensa destaca que o órgão reduziu os gastos que envolvem o cafezinho no ano passado. O consumo anual caiu 15,3%, entre 2016 e 2017. “Sendo assim, o tribunal reduziu a quantidade comprada no período, de 39.174 kg para 33.167 kg, resultando em uma economia de cerca de 10% para os cofres públicos”, destaca.

A despesa saiu de R$ 192,8 mil, em 2016, para R$ 172,1 mil no ano passado. Segundo a assessoria, o desperdício passou de 20 litros de café para dois litros. “Atualmente, o STJ conta com 5.117 colaboradores, entre servidores, terceirizados e estagiários. Dentro desse contingente, há 38 garçons”, informa.

Pequeno significativo
Para um país que teve deficit fiscal de R$ 124 bilhões em 2017, R$ 55 milhões não resolveriam o problema. Mas especialistas explicam que, mesmo não sendo uma cifra considerada “importante”, não quer dizer que não há necessidade de controle por parte dos gestores.

José Matias-Pereira, professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB), explica que a administração pública tem inúmeros gastos que “passam de maneira despercebida” e que, eventualmente, ficam camuflados dentro do Orçamento. De acordo com ele, mesmo que o volume de recursos seja pequeno nas, a soma de gastos “ínfimos” vira “uma grande despesa”.

“Nós ainda temos um longo caminho para avançar no controle das despesas do setor público. Seria interessante um sistema centralizado de controle para fazer compras mais inteligentes. É uma forma de investir em processo de modernização para evitar desperdícios”, afirma Matias-Pereira. “Quando se compra em excesso, uma parte, certamente, vai se deteriorar, estragar. São questões que podem ser melhoradas. O grande problema é a má gestão”, completa.

O economista Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas, considera que R$ 55,3 milhões não é um valor desprezível. “Não há despesa pequena que resolva o deficit de R$ 159 bilhões esperado para este ano. Pode acabar com os gastos com o cafezinho, que não fazem nem cócegas no rombo fiscal”, diz. “Mas é importante ter essa percepção do que é gasto e quais são as prioridades do governo. O Ministério do Planejamento tem diminuído alguns desses custos, como diárias de servidores, passagens aéreas, gastos com transportes. Mas é preciso ter um empenho ainda maior de toda a Esplanada”, completa o especialista. A pasta não respondeu os questionamentos do Correio.

Diagnóstico fiscal
Para comparar, R$ 55,3 milhões equivalem a 733 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, que poderiam beneficiar mais de 1,5 mil pessoas. Além disso, o valor equivale a 57 mil vezes o salário mínimo e 124 mil cestas básicas. Recentemente, o Ministério da Educação anunciou investimento semelhante para um novo câmpus de Tecnologias Avançadas da Universidade Federal de Pernambuco.

O economista Alex Agostini, analista da Austin Rating, destaca que esses dados demonstram como o desperdício de dinheiro público na administração federal é generalizado. “Se só o gasto do cafezinho atinge essa cifra, imagina benefícios que existem no Congresso Nacional, no Judiciário. A moral fiscal está longe de chegar aos Três Poderes”, alega. “E, com isso, faltam recursos para áreas importantes, como saúde, educação e segurança, está última passando por um problema enorme no Rio de Janeiro”, completa.

Agostini defende que a discussão, antes de chegar ao cafezinho, deve passar pelos fatos que realmente oneram os cofres públicos. “É preciso fazer uma lista do que mais pesa nas contas e, então, implementar um ajuste conforme o que foi diagnosticado”, diz. “É preciso rever benefícios, como ajuda de custo para moradia a parlamentares e a juízes, que é resultado do corporativismo que existe no país. É claro que vamos chegar até o cafezinho, mas é preciso, primeiro, criar a moral fiscal”, acrescenta.