sábado, 28 de janeiro de 2012

SERÁ CRIADO O SINDICATO NACIONAL DOS PERITOS MÉDICOS PREVIDENCIARIOS

Anunciamos a todos os peritos médicos previdenciários que, conforme edital do DOU <<link>> haverá uma AGE neste sábado para criação do Sindicato Nacional dos Peritos Médicos Previdenciários.

Todos aqueles peritos que desejarem contribuir financeiramente para a constituição da entidade devem entrar em contato com este blog, informando nome e matrícula que retornaremos com as instruções para deposito de 300 reais em favor da futura entidade. Quem o fizer será distinguido como sócio-fundador.

Convidamos as entidades médicas que historicamente apoiaram o movimento nacional dos peritos médicos em favor de valorização das carreiras médicas e do melhor atendimento à população, entidades que se irmanaram a nós no combate à terceirização do trabalho médico, apoiam a ampliação da cobertura previdenciária para quem dela precisa e tem direito, sempre objetivando uma Previdência Social Pública forte - que ampare os trabalhadores de nosso país - a estarem conosco neste dia, logo após as deliberações da AGE (aprovação do estatuto e eleição da diretoria) para apresentações e debates.

O novo sindicato cuidará dos interesses de uma categoria específica, regulamentada em Lei, o que, infelizmente, ainda não aconteceu com a própria medicina. Esse sindicato defenderá os peritos e sua carreira junto ao governo em Brasília, atuará junto aos poderes Legislativo e Judiciário, bem como Ministério Público; negociará à exaustão com o Executivo para que recuperemos o terreno perdido nos últimos 4 anos.

Somos uma categoria que, por imposição do cargo, específico e diferente das demais áreas de atuação médica, está exposta a riscos e agressões. Nossa remuneração está defasada; nossas condições de trabalho precárias. Neste cenário impõe-se a necessidade de uma defesa mais direta por parte da própria categoria. Para isso, urge a criação de um sindicato dos peritos. É nosso desejo que esse sindicato seja filiado à FENAM e que contribua para aumentar a força do movimento médico sindical.

Queremos apoio e queremos apoiar os movimentos e entidades que tenham a mesma visão e independência. Queremos adesão maciça da categoria e boa relação com nossas entidades de classe, mas não abrimos mão de uma representação própria, legítima, que leve nossas especificidades diretamente ao nosso empregador e atores sociais envolvidos para debate franco entre todos. Esse sindicato nasce para preencher uma lacuna; não vem substituir ninguém, vem fortalecer o Estado de Direito através de uma de suas principais carreiras. Será inarredável nos propósitos anunciados!

FRANCISCO EDUARDO CARDOSO ALVES
Presidente da Comissão Pró-Fundação do sindicato

CARTA ABERTA À FENAM

Tendo sido o primeiro representante nacional dos peritos médicos previdenciários, peço licença à categoria que não mais represento para, de público, esclarecer certos pontos e reafirmar o interesse que sempre tivemos pelas grandes causas nacionais dos médicos, defendidas pela FENAM.

Em 2002/2004 empreendemos uma forte luta nacional contra a terceirização e em favor de melhoria das condições de trabalho e de atendimento aos cidadãos na Previdência Social. Nesta luta, aglutinamos boa parte das entidades organizadas, principalmente as entidades médicas, inclusive a FENAM.  Esse apoio foi dado a uma associação de características fortemente sindicais, exatamente porque seria ela a única capaz, naquele momento, de dar conta da demanda que se apresentava. À FENAM tem cabido as grandes questões nacionais e a representação da unidade do movimento médico. Como federação, ela tem se incumbido de ser o denominador comum de suas afiliadas, empreendendo lutas em prol da regulamentação da medicina, combate à abertura indiscriminada de faculdades médicas, combrate à revalidação igualmente indiscriminada de diplomas extrangeiros, piso nacional dos médicos etc.

O sindicato que ora se inaugura será nacional em razão da própria característica da carreira de peritos médicos previdenciários em que todas as decisões de vulto são tomadas nacionalmente, em Brasília, não havendo portanto, interesse em constituir sindicatos estaduais de peritos, atitude que afrontaria a unicidade sindical se superpondo a outros, além de não ter atuação produtiva, uma vez que nossos interlocutores são federais. Não há um sindicato nacional para defender a carreira e a coletividade de seus integrantes e essa lacuna precisa ser urgentemente sanada, por esforço de seus membros em articulação com as entidades médicas, como aconteceu no passado. 

A unidade do movimento médico será fortalecida por mais um sindicato alinhado com as grandes lutas nacionais capitaneadas pela FENAM, mas pronto e voltado para defender os interesses de uma carreira que não tem sido defendida no aspecto sindical no plano nacional, simplesmente por não haver um sindicato com essa abrangência.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TESTE DRIVE DO NOVO MODELO - O CRM CONSEGUE FAZER ALGO CONTRA O ATESTADO GRACIOSO?

26/01/2012 21h38 - Atualizado em 27/01/2012 07h27
CRM vai investigar atestados médicos de conselheiro do TC-ES

Messias foi condenado em 2011 e apresentou cinco atestados desde então. Sindicância aberta pelo CRM-ES checará laudos, diz vice-presidente
 
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/01/crm-vai-investigar-atestados-medicos-de-conselheiro-do-tc-es.html

É CHEGADA A HORA

"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento" Érico Veríssimo

É chegada a hora.
          Nós, Peritos Médicos do INSS, temos prerrogativas exclusivas, por força da lei, e exercemos uma das funções mais complexas e incompreendidas de toda sociedade brasileira. Nós conhecemos a cor da alma do povo porque respiramos o mesmo ar que ele respira nos nossos consultórios. Nós miramos diretamente nos seus olhos enquanto ouvimos as suas histórias de sofrimento e tocamos as suas mãos cheias de calos. Nós lidamos com números tão gigantes que mil erros, dez mil atendimentos e cem mil reais soam como pequenas pedras aos pés de uma montanha. Nós contrariamos interesses políticos e econômicos de vários grupos organizados que tentam crescer, através do nosso enfraquecimento, não lhes importando a fratura da espinha dorsal da própria lei em favor dos seus interesses pessoais. Nós trabalhamos tanto quanto 70% das atividades da maior seguradora do mundo com horário rigoroso e fiscalizados como nenhuma outra carreira do funcionalismo federal. Nós usamos no dia-a-dia da matéria de todos os livros de especialidades médicas e de amplo conhecimento jurídico sem tempo para estudar e aprender além daquele disponibilizado para nossas famílias. Nós incomodamos tanto quanto o próprio presidente Lula nos fez lembrar e tanto quanto as dezenas de notícias diárias que circulam sobre nós sem paralelo com nenhuma outra carreira de estado. Nós enfrentamos diariamente quadrilhas de bandidos e assistimos ao choro de despedida de muitos que não suportaram. Nós corremos os riscos, fomos agredidos, sofremos, adoecemos, sobrevivemos e morremos enquanto as autoridades e sua própria associação emudeciam e se retraiam nos deixando expostos ao ódio e à caridade daqueles que nos detestam com números inigualáveis de ameaças e agressões no serviço público federal. Nós reagimos... Nós fomos à luta.

É com grande satisfação que o www.perito.med.br anuncia que dia 28.01.2012 será a assembléia geral para oficializar o novo Sindicato Nacional dos Peritos Médicos Previdenciários em São Paulo. Todos os colegas do INSS estão convidados.

Contamos com os nossos Leitores.

PREVIDÊNCIA SOCIAL EXPORTA A MONITORIZAÇÃO ON LINE DOS SERVIÇOS. SERIA ÓTIMO TAMBÉM PARA OS PODERES LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO....

Na primeira reunião ministerial deste ano, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff determinou que todos os programas de governo tenham monitoramento on line e, preferencialmente, em tempo real. Segundo o porta-voz da Presidência, Dilma disse que esse monitoramento faz parte de "um projeto revolucionário, progressista e indispensável" à reforma do Estado.

A presidente abriu a reunião, depois falaram o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Gabas, apresentaria o sistema de monitoramento adotado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), modelo que inspirou a determinação de Dilma.
 
Continua:

O PRÊMIO DA ALMA SERVIDORA EM MISSÃO INSTITUCIONAL

O secretário-executivo da Previdência, Carlos Gabas, exibia o sistema de monitoramento do atendimento ao público, na reunião ministerial, dando uma incerta no posto de perícia do INSS em Colatina (ES). Verificaram então que havia um cidadão esperando por atendimento há mais de cinco horas. O doutor Fabrício, que deveria fazer o atendimento, não o tinha feito ainda. Houve quem sugerisse, indignado, que Gabas imediatamente punisse a negligência do médico. Mas o sistema de monitoramento foi ao detalhe e constatou que o Dr. Fabrício era o único médico trabalhando na perícia e que ele já tinha atendido 24 pacientes no dia.

SE A PERÍCIA É VISUAL, A CRÍTICA É CEGA. ONDE ESTÁ A CONCLUSÃO DO LAUDO DO INDEFERIMENTO?

Laudos periciais do INSS sob suspeitas

Agência do INSS envolta em escândalo

A tolerância e a paciência chegaram ao fim, tamanho é o descaso que sofrem os usuários do serviço de perícia médica realizada pelo INSS em Santarém.

O caso dessa vez é de um agricultor da comunidade de Patuá, região do Lago Grande, que segundo laudo médico emitido pelo renomado Neuro- Cirurgião Erick Jennings, possui um tumor inoperável no cérebro. O laudo atesta as seguintes informações: “O paciente Júlio Lopes Silva é portador de um tumor cerebral (glioma de baixo grau) em lobo temporal direito não operável, tendo feito radioterapia e necessita de controle ambulatorial. O mesmo tem seqüelas cognitivas globais que o incapacitam total e permanentemente do trabalho”.

O segurado procurou seus direitos como agricultor junto ao órgão, que seria o auxilio doença para tratar de seu problema, pois ele não tem condições de voltar ao trabalho, mas em agosto de 2011, após uma nova perícia do INSS, seu pedido foi indeferido, ou seja, ele estaria apto ao trabalho, segundo o perito com especialidade de oftalmologista.

Agência do INSS em Santarém

“A perícia médica do INSS, segundo denúncia, é visual. E isso quer dizer que o segurado levanta o braço, depois a perna e em seguida o médico diz se ele está apto ou não ao trabalho, alguns, como no presente caso, sequer olham o laudo trazido pelo segurado. Simplesmente ignoram, numa frieza que revolta e indigna, porque se trata de um ser humano doente necessitado do auxílio financeiro para dar continuidade ao seu tratamento e se alimentar enquanto não pode retornar ao trabalho pesado no campo”, relatou a advogada Gracilene Amorim.

A perícia visual jamais identificará se o doente tem um tumor, um câncer, nem o grau da sua evolução, existindo orientação clara do órgão sobre a análise dos documentos e exames levados pelo paciente ao perito. E se esses documentos são ignorados por um não-especialista, o resultado é desastroso para o segurado.

Diante de tamanho descaso ficam os questionamentos: Como alguém com um tumor cerebral pode trabalhar em uma lavoura de sol a sol? O INSS realmente está fazendo um bom papel com seu quadro de peritos? E a sociedade não vê esse descaso com a população?

Esse é um direito que lhe assiste, mas na pratica a previdência social está negando a quem realmente necessita de seus serviços. Os peritos malmente olham para os pacientes, uma consulta rápida sem ao menos ler direito os laudos que são levados devido ao tempo que é curto para cada atendimento. Pessoas que passam o dia todo esperando por médicos que chegam quando bem querem, por ter seus próprios consultórios. Esse é o serviço publico do nosso Brasil.

Hoje o INSS local trabalha com 4 peritos médicos de diferentes áreas para uma demanda imensa de segurados. Alguns esperam tanto que morrem antes ou pouco tempo depois de serem atendidos. O próprio Conselho Regional de Medicina deve interferir sobre questões como estas, afinal de contas, temos de um lado um médico especialista na área de neurocirurgia e de outro um perito com formação não específica no ramo, justamente porque a questão se reveste de comportamento ético-profissional.

ROTINA DO ABSURDO - MÉDICA NEGA-SE A REALIZAR PERÍCIA EM AMBULÂNCIA E GERA INDIGNAÇÃO LOCAL.

27/01/2012
Segurados reclamam de demora e descaso do INSS

Diversas denúncias em relação às perícias médicas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm chegado à redação do Jornal da Manhã. Entre elas, o não-cumprimento da carga horária pelos médicos peritos e a dificuldade em agendar e conseguir atendimento de perícias.

Nesta semana, segundo denunciante que estava no INSS e acompanhou o fato, paciente foi encaminhado ao INSS para passar por perícia, mas a médica negou atendimento, alegando estar saindo para almoço. O segurado aguardou pelo atendimento no período da tarde no interior da ambulância, já que não tinha condições de sair de lá. No entanto, após o retorno da médica, a mesma se negou a prestar o atendimento, justificando que não poderia ir até a ambulância. A orientação dada foi para o paciente retornar outro dia. O denunciante, que preferiu ter a identidade preservada, afirmou ter ficado indignado com a situação.

Além deste problema, a demora no atendimento das perícias tem sido outra grande reclamação por parte de segurados que necessitam passar pelo procedimento. O chefe da seção de Benefícios do INSS em Uberaba, Júlio César Carneiro, explica que os médicos peritos estão cumprindo a devida carga horária, no entanto a espera pela perícia se dá pelo número de peritos, que está menor, devido ao período de férias. “O tempo de espera chegou a durar 40 dias devido à força de trabalho reduzida com a mesma demanda. Atualmente, a espera está em 21 dias. Em média, cada perito faz 18 perícias por dia.”

O INSS em Uberaba conta com seis médicos peritos, mas, em razão das férias, apenas três estavam trabalhando. Porém, a partir de fevereiro, além de voltar ao número normal, outro médico assumirá o cargo de perito, ressalta Júlio César.

Em relação à falta de atendimento de paciente em ambulância, Júlio César esclarece que no momento do agendamento a pessoa pode solicitar a visita do médico perito caso haja impossibilidade de locomoção do segurado. Neste caso, o médico vai até a residência ou hospital para realizar a perícia domiciliar.

HOMEM MORRE DENTRO DE APS

Giovani Santos Lacerda, 44 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (26), dentro da agência do INSS, do Relógio de São Pedro, no Centro de Salvador.

Segundo informações da Central de Polícia o homem chegou a receber atendimento de médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que tentaram reanimar Giovani, mas não resitiu.

O corpo do homem foi periciado por agentes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e removido para o Insituto Médico Leagal (IML). Familiares da vítima informou que a vítima tinha ido ao local para passar por uma pericia. A polícia não divulgou as causas para a morte do homem.

Matéria postada no dia 27/01/2012 às 7h20
 

DIREITO E PERÍCIA MÉDICA - "A comprovação (do nexo causal) não pode ensejar dúvidas (para que haja punição)"

E AGORA NTEP?

27/01/12
Justiça anula condenação de empresa por acidente

São Paulo - O Tribunal Regional do Trabalho de Goiás proferiu uma decisão que mostra que a Justiça trabalhista, cada vez mais rigorosa tecnicamente, está isentando de responsabilidade as empresas por ausência de culpa em acidentes de trabalho. A 2ª Turma derrubou decisão de primeira instância que havia concedido danos morais a um empregado de uma companhia de metais que alegava ter contraído hérnia de disco por conta de sua atividade. Para os desembargadores, os afazeres do empregado não atuaram como causa da doença e, portanto, a indenização não é devida.

 
O advogado Rodolpho Finimundi, do escritório Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados e responsável pelo caso, afirma que são recentes as decisões que livram as empresas, e o entendimento do TRT firma a jurisprudência e mostra a tendência de que a negligência e o dolo devem ser comprovados.

A decisão é de dezembro do ano passado. O trabalhador pedia indenização pelo uso de veículo próprio e danos morais decorrentes de acidente de trabalho. Em primeira instância, a Vara do Trabalho de Uruaçu havia determinado o pagamento de indenização de R$ 3,6 mil por mês por conta do desgaste do veículo e o gasto com combustível nos três anos em que atuou como supervisor de maquinário. O funcionário concluiu, em relação ao desgaste do veículo, que, em média, rodava cerca de 16 Km, uma vez por semana.

Além disso, o juiz deferiu, em razão de dois acidentes sofridos pelo autor da ação, indenização por danos materiais, no valor de 40% sobre a sua remuneração mensal, limitada ao valor total de R$ 100 mil, a ser paga de uma só vez, e indenização por danos morais, no montante de R$ 50 mil.

O empregado recorreu pedindo a reforma da sentença quanto às horas extras, intervalo intrajornada e trabalho aos domingos, além de questionar o valor da indenização pelo fato de ter sofrido três acidentes durante o contrato.

A empresa também apelou, e disse que, mesmo que houvesse a lesão, ela não tinha vínculo com o trabalho. Além disso, segundo o advogado, ela adotou todas as medidas preventivas de medicina e segurança do trabalho, com o fornecimento de equipamentos de proteção individual, programas de análise de risco e controle médico atualizados, treinamento e palestras, tudo comprovado. "Isso, segundo a doutrina e jurisprudência, é suficiente para isentar a empresa", afirma Finimundi.

A companhia ainda alegou que destinava um veículo para buscar o empregado em casa e que nunca determinou que usasse seu próprio carro. Assim, o fato de o empregado ter optado pelo transporte particular não a obriga ao ressarcimento.

Na decisão, o relator, desembargador Breno Medeiros, afirmou que o autor não comprovou ser compelido a usar o seu carro, nem de reunir os seus comandados em um só local, buscando-os em sua residência. "A utilização de veículo próprio para ir ao trabalho, não estando no contrato, não torna obrigatório o ressarcimento do desgaste e do combustível pelo empregador", disse o magistrado.

A empresa alegou que a única enfermidade detectada pelo perito foi hérnia de disco, moléstia degenerativa que pode ser relacionada a diversos fatores não associados ao trabalho. Segundo a defesa, sendo controvertida a causa da doença, não há que se falar em dolo ou culpa e, consequentemente, em responsabilidade da companhia.

A perícia médica trazida na ação detectou que o trabalhador não poderia mais exercer a atividade de mecânico ou assemelhada, porém não está incapacitado para o exercício de outras funções de menor complexidade. No entanto, para o Tribunal, o laudo não merece ser acolhido.

"A existência de hérnia de disco e a alegação de nexo causal tem sido apresentada por grande número de trabalhadores. Não é sem motivo que este número é elevado: acredita-se que 15% da população mundial tenham algum tipo de protusão ou herniação discal. Inequivocamente, há parte desses indivíduos que tiveram o problema ocasionado ou agravado em função do labor desenvolvido, mas não se pode assumir que sejam todos, a maioria, ou mesmo a minoria. O que deve ser estabelecido é que a comprovação não pode ensejar dúvidas", disse o relator.

De acordo com a decisão, o funcionário não conseguiu demonstrar que o alegado acidente concorreu de alguma forma para agravar a sua condição já debilitada, tampouco que o trabalho como supervisor de equipe o submetesse aos mesmos desconfortos experimentados pelos mecânicos no interior da mina.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), comandado pelo ministro João Oreste Dalazen, tem entendido que responsabilidade subjetiva do empregador contida no inciso XXVIII do artigo 7º da Constituição Federal, não afasta a responsabilidade do empregador pelos danos sofridos pelo empregado no desenvolvimento da atividade laboral, contida no artigo 927, parágrafo único, do Código Civil. Mas a responsabilidade exige, além do dano e o nexo de causalidade, a demonstração de culpa por parte do agressor.

A PERÍCIA MÉDICA E SEU IMPACTO SOCIAL

Contaminado pelo DDT tem benefício cortado pelo INSS

Sex, 27 de Janeiro de 2011
Da Redação Do Site Agazeta.net

Sedenon Dias de Souza (39), trabalhou durante 10 anos em Rodrigues Alves. A função dele como todos os ex-guardas da Sucam, era o combate à malária, através da borrifação com DDT, produto altamente tóxico e proibido há anos no Brasil e em outros países.

Dois anos atrás, Sedenon passou a apresentar sintomas de distúrbio neurológico e a família se mudou para Rio Branco em busca de tratamento.

Na capital, o ex- agente da vigilância epidemiológica foi diagnosticado como um dos contaminados pelo DDT e impossibilitado de trabalhar, passou a receber o auxílio-doença, com o qual sustentava os 4 filhos, com idades que variam de 02 a 09 anos.

6 meses atrás, o INSS, cortou o benefício, alegando a necessidade de perícia médica a cada 3 meses. Desde então a família sobrevive de doações. Hoje (27), a esposa de Sedenon, Evanete Maria dos Santos, trocou o único ventilador que havia na casa, por uma botija pequena de gás de cozinha. “ A situação não e fácil, tem dias que bate um desespero... dá até vontade de fazer besteira. Eu vejo meus filhos com fome, pedindo um copo de leite e eu não tenho para dar”, desabafa.

A família que foi contemplada com uma das casas do programa Minha Casa, Minha Vida, reside atualmente no Conjunto São Miguel, localizado no Calafate, depois de ter habitado um quarto sem janelas, onde as crianças ficavam presas o dia inteiro.

Sedenon, tem síndrome do pânico e crises de depressão. Muito fraco, quase não levanta da cama. Obtém o medicamento controlado no Hosmac, enquanto aguarda a decisão do pedido de aposentadoria especial que deu entrada na Justiça Federal.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CRÍTICA AO MPF

“O Ministério Público Federal (MPF) em Cáceres (MT) recomendou que os servidores da agência do INSS no município, envolvidos em casos de maus-tratos a segurados, sejam submetidos a treinamento e acompanhamento psicológico. A medida foi tomada depois que um segurado denunciou ao MPF que um perito-médico da agência do INSS em Cáceres o havia tratado de forma humilhante.”
Vergonhosa!
Não há outro adjetivo para caracterizar a atuação do Ministério Público Federal no caso específico da APS do INSS de Cáceres (MT).
É inacreditável que, depois de tantos rios de lágrimas, depois tantos ICPs e ACPs inúteis, depois do desaparecimento do GT de Previdência Social, depois de tanta matéria na mídia reverberando sobre o mesmo tema, os meios de comunicação não desconfiem da completa ineficiência do Ministério Público Federal em matéria de previdência social. Há vários anos é a sempre a mesma coisa: HOLOFOTES demais para PROVAS de MENOS.
De repente engravatados, que não tem ponto eletrônico e nem seus nomes e horários expostos para a população,  como propõem para os outros, acusam e condenam inconsequentemente e publicamente servidores federais médicos, por "maus-tratos" (sim, é um crime - art 136 CP) baseado em depoimentos de cidadãos contrariados, revoltados e raivosos.  Obviamente o resultado é o de sempre muito papel, flashes e gritos que se transformam lentamente, ao longo de meses, num grande nada silencioso escrito "Muito Parcial Francamente".
Querem ter certeza? Alguém aqui acompanhou o resultado da aplicação dos enunciados e recomendações do MPF? Em que deu mesmo a última movimentação do MPF sobre conduta dos Peritos?  Em que deu a terceirização dos Peritos do INSS? Em que deu o Memo 42? Apenas pensem. Talvez o façam porque guardem a certeza de que não lhes sobrevirá qualquer tipo de punição pelas consequencias de suas incompetências.
Sinceramente, não é implicância nossa, é que é de chorar assistir ao espernear do notável despreparo dos notáveis. Como é possível que ignorem a natureza conflituosa e perigosa da atividade médica-legal? Como podem se manifestar convictamente sobre conduta ética médica antes de um parecer de um conselho profissional? Como é possível ferir indiscriminadamente a imagem dos servidores do INSS sem argumentos sólidos? Como acreditar que acreditem que, numa profissão que existe por e pela mentira, uma parte prejudicada possa dizer invariavelmente a verdade? Pela "quantidade" das denúncias? Por favor... Somos mais inteligentes
Só com muita certeza de impunidade, inocência ou loucura para quebrar a regra básica do "jamais diga uma mentira que não possa provar". Isso mesmo. Em qual delas se encaixam? Quais os seus números apresentados sobre os "maus-tratos"? Nós temos. Na minha realidade tenho documentados dezenas de casos de denúncias de peritos à ouvidoria do INSS e aos CRM. Nunca vi uma condenação. É a mesma história em 99,99% dos casos. Segurados contrariados que procuram uma forma de se "vingar"dos médicos denunciando-os sem sofrerem qualquer consequencia pela falta de fundamento. Quer melhor maneira?
Por sinal, onde estão as provas doutores? Os médicos citados foram ouvidos? Os seus laudos foram lidos? E se os Peritos fossem denunciar os Procuradores por "maus-tratos" porque sofreram 51 agressões em 2011 e absolutamente nada foi feito? Aliás é isso que proponho. Os Peritos Médicos do INSS deveriam denunciar o MPF por omissão.
Por fim, nem tudo é somente a questão triste e deprimente sobre ferir, talvez mesmo judiar, sem provas e sem transitado e julgado, também existe a parte de humor, sim, quando aceitaram o ridículo papel de recomendar "tratamento psicológico" para médicos, como se tivessem alguma autoridade científica para diagnosticar e tratar distúrbios do comportamento. 
O MPF em matéria previdenciária vive por combater exatamente aquilo que não aconteceria se fizesse o seu trabalho adequadamente.
Enquanto a pergunta do Chico Cardoso fica ad eternum: Ignorância ou má-fé?

MPF escuta um lado e acusa servidores do INSS de maus tratos

Mau-atendimento atinge várias agências

Ministério Público Federal está percorrendo agências do INSS em Mato Grosso para exigir melhorias

LORIVAL FERNANDES/DC

Eduardo da Silva, gerente do INSS em Cuiabá: ele diz que o segurado está em primeiro lugar

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

A gerência executiva do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), em Cuiabá, promete iniciar em breve o treinamento de todos os servidores da Agência de Previdência Social (APS) de Cáceres (250 quilômetros a Oeste da Capital). A medida deve se estender pelas 30 agências localizadas em Mato Grosso e vem ao encontro da recomendação do Ministério Público Federal (MPF) de Cáceres. 

No início desta semana, o MPF recomendou que fossem submetidos a capacitação, e também a acompanhamento psicológico – os médicos-peritos e demais funcionários da agência instalada naquele município. (click) A medida foi tomada depois que um segurado denunciou ao MPF que um perito da agência o havia tratado de forma humilhante. É o terceiro procedimento aberto no MPF que visa a apurar irregularidades semelhantes. 

“Já realizamos a capacitação dos servidores da APS do CPA (Cuiabá) com enfoque em ética profissional, deveres funcionais e excelência no atendimento ao público. Já estamos organizando o treinamento para levar aos funcionários de Cáceres, o que vai acontecer em breve”, afirmou o gerente executivo do INSS em Cuiabá, Eduardo Luiz Gabriel da Silva. 

À frente dos trabalhos está uma equipe constituída por médico, psicóloga, assistente social e gerente da APS de Cáceres, onde na sexta-feira (27) está prevista uma reunião entre representantes do MPF e o INSS. 

Conforme Eduardo Luiz, seguindo um cronograma, a qualificação se estenderá pelas 30 APS existentes no Estado. Na agência do CPA, por exemplo, 12 trabalhadores dos quais dois médicos-peritos foram beneficiados. 

Em Mato Grosso, o INSS conta com 433 servidores, sendo 139 na área administrativa e 294 no setor de atendimento. 

Apesar de reconhecer a carência de servidores, Eduardo Luiz afirma que grande parte das denúncias ocorre após o segurado ter o seu pedido indeferido. 

“Muitas vezes as denúncias são fruto do pedido indeferido. Mas estamos aqui para receber as reclamações e todas são apuradas. Temos uma filosofia de trabalhar de que o segurado está em primeiro lugar e tem que ser bem tratado”, afirma. 

Porém, não foi bem o aconteceu com a auxiliar administrativa Jaqueline Graziele Capeletti Nunes, de 24 anos. “Já estive aqui várias vezes por falta de informação. Não me informaram que a cada três meses eu deveria apresentar o atestado de reclusão (do marido) e cancelaram o benefício”, disse. 

Com uma filha de 9 meses no colo e acompanhada de outra com 10 anos, ontem pela manhã Jaqueline Nunes esteve novamente na agência que fica na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. “É tudo meio complicado, falta informação e mais atenção por parte dos funcionários”, acrescentou. 

Denuncias ou sugestões podem ser feitas à central de atendimento 135. A ligação é gratuita. 

Profissão Perito - Vivendo sob constantes ameaças

Estive o dia todo ocupado em registrar ameaça que sofremos na agencia por telefone. O denuciante ligou para nos avisar sobre pessoa que tem relacionamento com familiar seu e está planejando metralhar a agência da previdência se seu benefício for indeferido, fui o último a examiná lo em junta e citou meu nome na denúncia. Quem ligou detalhou muitos pormenores sobre o possível ato e sobre o denunciado que fundamentaram a advertência. Me desloquei, com o gerente e a servidora (Assistente Social) que recebeu a ligação à DPF mais próxima em outro estado (a DPF no nosso estado fica a mais do dobro de distância desta). O delegado muito solicitamente nos atendeu, ouviu mas se recusou a registrar por ser outra circunscrição e que remeter o fato para a del competente  demoraria muito.Por coincidência este delegado havia detido indivíduos que frudavam a APS daquela cidade ontem no golpe chamado "xxxxxx".

F.A. - Perito Médico da Região II

SOBRE AS 30 HORAS - REUNIAO DE 24/01/12 - FENASP

http://www.fenasps.org.br/noticias/250112Reuniao.pdf

Recente Reunião do Presidente do INSS com entidades representativas ratificando as 30 horas a partir de 1 de março de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ROTINA DO ABSURDO - Monitorização da Alma Servidora

"O cliping da previdência de hoje mostrou que o Dr.XXXXXXX XXXXXXX. Tinha um segurado esperando há 5 horas para fazer perícia. O ministério queria punição ao colega. Depois descobriram que era o único perito do dia e que já havia atendido 24 perícias."

N.F.S.F - Perito Médico da Região I

Concurso do INSS - Vazamento de Gabarito sob Investigação

Candidatos têm acesso a suposto gabarito do INSS

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
25/01/2012 | 19h04 | Concurso

Após o vazamento, no domingo passado (22) de uma suposta relação de inscritos com a concorrência do próximo concurso do Instituto Nacional da Previdência Social (INSS), candidatos registrados no Fórum do CorreioWeb compartilharam desde a tarde desta terça-feira (24) um suposto gabarito das provas objetivas, que serão aplicadas em fevereiro.

O vazamento do gabarito extra-oficial coloca em cheque a credibilidade do concurso e aumenta a possibilidade de uma futura anulação do certame. A seleção do INSS oferece 1.875 oportunidades imediatas em todo o Brasil para os cargos de técnico (nível médio) e peritos médicos previdenciários (nível superior). De com o presidente do INSS, Mauro Hauschild, a Dataprev está investigando os supostos vazamentos.

Entretanto, a informação repassada ao CorreioWeb pelo Instituto é de que é muito improvável que a concorrência e o gabarito verdadeiros tenham sido divulgados. A equipe do INSS disse ainda que não tem muito a dizer sobre o assunto e passou a responsabilidade para a Fundação Carlos Chagas (FCC), empresa organizadora do concurso. Até o fechamento desta matéria, o Serviço de Atendimento ao Candidato (SAC) da FCC não havia respondido os questionamentos sobre o vazamento dos documentos

A organizadora também não possui uma central de atendimento a jornalistas. Concorrência também pode ter vazado No último domingo (22/1), outro documento foi supostamente vazado por meio deste link. Só que desta vez, tratava-se da relação de candidatos inscritos no concurso, com a concorrência por cada estado do país.

No entanto, a relação oficial divulgada pela Fundação Carlos Chagas só foi publicada ontem (24/1). No domingo (22/1), o presidente do INSS, Mauro Hauschild, tratou logo de minimizar o vazamento em sua página no microblog Twitter. “As duas listas serão comparadas e divulgaremos mais informações em breve. Não se preocupem com boatos ou informações que circulam na internet. Apenas estudem tranqüilos! Qualquer novidade postos aqui”, escreveu.

O presidente não esclareceu se a concorrência divulgada anteriormente era ou não verdadeira e pediu mais confiança aos candidatos. “Gente, confiem. Tanto o INSS quanto a FCC são órgãos sérios e as averiguações serão feitas”. A seleção O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou 916.219 candidatos inscritos no concurso.

O certame é organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC) e contará com provas objetivas para todos os candidatos, além de avaliação de títulos para graduados. A concorrência será grande: de 488 candidatos por cada chance oferecida. O cargo de técnico de seguro social foi o que mais recebeu cadastros, contando com mais de 90 mil participantes. De acordo com o edital de abertura da seleção, as remunerações variam entre R$ 4.496,89 e R$ 9.070,93 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Por Guilherme de Almeida e Larissa Domingues, do CorreioWeb

MPF, PARA QUÊ TE QUERO?

NOTÍCIAS PUBLICADAS NO MESMO DIA
Enquanto a PFDC do MPF está muito ocupada com o BBB...

24/01/2012 - 16:15
BBB12: MPF pede para Globo esclarecer caso envolvendo Daniel e Monique
Emissora foi notificada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão

A VIDA DOS SERVIDORES E SEGURADOS DO INSS NÃO ESTÁ NADA FÁCIL...

24/01/2012 - 13:35
Sindprevs/SC faz vistoria na APS Centro da Felipe Schmidt

O Sindprevs/SC através do Departamento e Saúde do Trabalhador da entidade realizou uma vistoria no prédio novo na Felipe Schmidt da APS/Florianópolis Centro. A vistoria foi realizada em novembro passado e muitos foram os problemas observados, mesmo após a reforma que já havia sido realizada na Agência.

No setor de perícia médica não há uma divisória entre o público e o servidor, sendo que esse layout facilita a pressão dos segurados sobre os servidores e a possibilidade dos trabalhadores serem acometidos por doenças infectocontagiosas. Foi encontrado problemas em relação ao sistema de som das senhas, sendo que o volume está muito alto e a alternativa que os servidores encontraram foi desligar o sistema de som e, dessa forma, precisam fazer o chamado dos segurados oralmente, ou seja, precisam falar alto e/ou gritar o dia todo. A perícia médica ainda é prejudicada devido ao elevador, o qual se encontra com problemas técnicos (foi colocado um elevador domiciliar na Agência, que não suporta o fluxo de pessoas diariamente). O dano do elevador dificulta o acesso de cadeirantes, mães com crianças no côo, etc. à perícia médica, pois eles precisam subir as escadas.

Outro problema é a acústica da APS. Não há uma blindagem de som em toda a Agência. O barulho interno foi comparado ao barulho de “uma praça de alimentação de um shopping”. Devido à acústica no local muitas vezes o barulho torna-se insuportável para os trabalhadores. Na retaguarda da perícia médica há claridade excessiva e os servidores solicitaram a colocação de película nas janelas. Nas salas 8 e 9 do prédio foi observado que o teto está rebaixado, faltam janelas e as luminárias estão dispostas muito baixas, cerca de 25 centímetros da cabeça dos trabalhadores, os quais correm o risco de absorção de raios UVA, sendo que, ao longo do tempo, isso pode desencadear várias doenças, entre elas o câncer.

O relatório da vistoria foi encaminhado ao Ministério Público e também foi solicitado ao Cerest de Florianópolis uma vistoria no local. O objetivo é denunciar as más condições de trabalho dos servidores e pressionar a Administração a solucionar os problemas.

Cerest estabelece prazo para solução dos problemas

Devido à denuncia do Sindprevs/SC, o Cerest de Florianópolis fiscalizou a APS e determinou o cumprimento de prazos para a solução dos problemas encontrados e já denunciados pelo Sindicato. A inspeção foi realizada por técnicos do Cerest e fiscais da vigilância sanitária no dia 10 de outubro passado. O Cerest deu prazo de 15 dias para que o INSS dê conta de resolver os seguintes encaminhamentos:

1) Providenciar Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) de acordo com a NR-09, tais como: ruído, iluminação contemplando todo o período de exposição aos quais os trabalhadores estão expostos, bem como a inclusão dos riscos ergonômicos; e

2) Providenciar Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSC).

O Sindprevs/SC continua em contato com o MP e o Cerest para que as providências sejam tomadas.

Fonte: Sindprevs/SC

NOTÍCIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Portador de fibromialgia poderá ter jornada de trabalho reduzida

Agência Câmara de Notícias 23 de janeiro de 2012 (segunda-feira)

O portador de fibromialgia (dor crônica que se manifesta principalmente nos tendões e nas articulações) poderá ter a jornada de trabalho reduzida em quatro horas, condicionada à comprovação da prática de atividade física. É o que prevê o Projeto de Lei 2680/11, do deputado Miriquinho Batista (PT-PA), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT-Decreto Lei 5452/43).

Segundo o parlamentar, os sintomas da doença são agravados nos sedentários, que se cansam mais facilmente e sentem mais dor. “Como consequências temos má postura, queda no desempenho, maior dificuldade para realizar atividades diárias, desânimo e angústia. Assim a comunidade médica tem orientado, como parte do tratamento não medicamentoso, o estímulo à prática de atividades físicas”, afirma.

Qualidade de vida

Miriquinho Batista afirma que a sociedade brasileira elegeu como fundamento de sua existência a dignidade da pessoa humana. Para o deputado, é necessário “perceber as necessidades de grupos de cidadãos que, em virtude de serem portadores de doenças crônicas, demandam tempo para investir em qualidade de vida e prevenção do avanço dos quadros de enfermidade”.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

SAIU A CONCORRÊNCIA DO CONCURSO DO INSS 2011

http://www.concursosfcc.com.br/concursos/inssd111/estatisticas_final_gerencia_exec_a01_alterado.pdf

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CRÍTICA AO MPF E AO GT DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DA PFDC


Formado em 2006 para supostamente fiscalizar o direito coletivo e promover ações para melhorar a área da previdência social, o GT de Previdência Social da Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos, órgão da PGR-MPF, acabou desviando sua função para uma política de perseguição implacável aos peritos médicos. Quis fazer crer que o grande problema do INSS, órgão que sofre com a maior taxa de ações da Polícia Federal, de exonerações por corrupção e falta de gestão e controle de todo o Governo Federal, era o horário de alguns peritos que estariam cumprindo uma ou duas horas a menos.

Em nenhum momento se preocupou com a baixa escolaridade de gestores, com as ações de corrupção e roubos flagradas quase que diariamente pelo DPF, não se preocupou com a infra-estrutura das APS, com a falta de processualização do auxílio-doença e muito menos com a saúde dos servidores ou com a má gestão. O alvo foi exclusivamente a categoria médica, seus horários e números de perícias, naquilo que foi denunciado neste BLOG como sendo a Política do Holofote.

Política do Holofote pois só agiam em temas factóides mas que geravam notícia e comoção junto ao povo. Jamais percebemos a preocupação em investigar se um perito estava fazendo muita perícia em trânsito ou muita aposentadoria em jovens ou se em determinada cidade o índice de afastamentos por determinado CID era acima da média. Não, só se preocupavam se os peritos cumpriam rigorosamente a hora de trabalho, como se isso fosse garantia de alguma coisa e como se esse fosse o grande problema do INSS.

Como se não bastasse isso, em determinado momento alguns procuradores se aliaram ao governo contra o Movimento pela Autonomia do Ato Médico Pericial, como se tivessem a capacidade técnica ou a condição legal ou moral de determinar arbitrariamente quantas perícias deveriam ser feitas por dia, chegando inclusive a adentrarem em APS para pressionar servidores públicos federais; O cúmulo foi em uma reunião do GT quando a chefe do grupo orientou recomendar ao INSS atuar de forma persecutória contra os peritos com PADs e expulsões, mesmo estando o INSS proibido de fazer isso pela Justiça, ou seja, na prática orientando o INSS a desobedecer de decisão judicial apenas por não concordar dela.
E indo mais ao fundo do poço, a própria autora da ACP de terceirização confessa em reunião pública que a ACP era uma estratégia política para tentar combater o movimento de excelência no atendimento médico. Conseguiram terceirizar por poucos meses a nossa atividade e a fila disparou.
O resultado dessa catástrofe não poderia ser maior: Quiseram impor ao INSS um TAC inconstitucional, que até mesmo seus amigos gestores previdenciários se negaram a assinar (e nada aconteceu desde então), quiseram impor atendimento massivo aos peritos, como se quantidade fosse igual a bom serviço, e foram calados pela Justiça; Por fim criaram uns "enunciados" onde expunham seu "entendimento" sobre a matéria previdenciária, como se alguém fosse obrigado a seguir tais doutrinas.

Mas este blog leu e denunciou ao CFM a baixaria do que estava escrito, que em resposta publicou Parecer desautorizando o MPF.
Somente para os leitores terem uma idéia do baixo nível dos enunciados, comparem dois desses enunciados:

"ENUNCIADO N.º 02: Os pareceres médico-periciais emitidos pelo INSS devem: a) relacionar todos os exames e atestados médicos apresentados pelo segurado; e b) fundamentar a conclusão tanto sobre a capacidade laboral do segurado quanto sobre as datas inicial e final da incapacidade para o trabalho. "

"ENUNCIADO N.º 03: É lícito o agendamento das perícias com intervalo de vinte minutos entre uma e outra, mas o Perito Médico Previdenciário e o Supervisor Médico-Pericial não estão obrigados a concluí-las em tal espaço de tempo."

Em um enunciado o MPF exige que se anote todos os exames, todos os pareceres, que o perito FUNDAMENTE a conclusão sobre capacidade bem como as datas de incapacidade. No enunciado seguinte, porém, dizem que é "lícito" marcar perícias de 20/20 minutos. Ora, como que os procuradores querem uma perícia de qualidade, com tudo anotado, tudo examinado, pensado, debatido, estudado, comparado, concluso e digitado em apenas VINTE MINUTOS? Lícito? Lícito para quem, senhores procuradores? Certamente não é lícito para o servidor e nem para a população que usufrui desse serviço, que não merece ter se direito avaliado em meros vinte minutos. Só para comparação, esse mero texto consumiu dias de estudos e pesquisas. E poderia ser pior. Em determinado momento, procuradores se entregaram a um longo debate perguntando-se se deveria ser em 20 ou 15 minutos e ainda tiveram a audácia de definir a diferença entre consulta e perícia.
Mesmo que fosse possível fazer perícias com qualidade em 20 minutos, como fazer isso se o INSS mantem um sistema eletrônico de perícias que só permite a digitação de 2000 caracteres, sem ter espaço para mais nada? Como anotar tudo? Porém diante da denúncia pública sobre a incapacidade dos sistemas operacionais do INSS, o MPF calou-se mais uma vez.

Ao querer agradar ao governo e à população, queimando o servidor em praça pública, o GT da Previdência Social criou uma das maiores contradições já vistas em sua história. Por uma mão, exigem qualidade de primeiro mundo, por outra mão, cobram produtividade escravocrata. Como combinar as duas coisas? Nunca obtivemos essas respostas.

Diante da constatação deste fato no mínimo ridículo, a resposta foi o silêncio. Sucessivamente este BLOG foi denunciado uma a uma as incoerências, a falta de foco e o modo de atuação persecutório deste GT e o mesmo foi minguando, minguando.
Não publicam atas há 8 meses. Não sabemos se houve mais reuniões. O que sabemos é que da última reunião para cá a chefe do GT conseguiu uma grande promoção na carreira, e agora despacha de Brasília como Subprocuradora Geral da República. Desde então mais nada de GT.

Mas as ofensas e as arbitrariedades contra os médicos permaneceram arraigados ao MPF. Recentemente procuradora da república recomendou, como se médica fosse, tratamento psicológico a peritos de uma cidade que supostamente estariam humilhando segurados. Detalhe: EM 100% dos casos os segurados que se sentiram humilhados tiveram o pleito indefirido e em 0% dos casos os segurados que receberam o auxílio foram reclamar de humilhação.

Quem deve procurar ajuda psicológica, com todo respeito, é essa senhora procuradora, pelo carrancismo e pelo recalque com o qual trata a matéria. Sem dar o direito ao contraditório, acredita na versão de pessoas que não tiveram sucesso em seu pleito e demoniza uma categoria criada justamente para ser o filtro da verdade para o Governo em matéria de benefício por incapacidade.
Se o MPF fizesse o seu trabalho como a sociedade quer, o INSS sofreria muito menos com roubos, quadrilhas de segurados farsantes e agressões no dia a dia. Mas a impressão que passa é a que preferem deitar em berço esplêndido e só atuar quando existe uma Kodak à espreita.
O trabalhador adoece, a medicina do trabalho falha, o CEREST não previne nada, o Ministério Público do Trabalho não regula, o MPF não combate os desvios, o MTE não fiscaliza, o MPS não fornece estrutura, o INSS não sabe gerir processos e a culpa dos problemas é do perito da linha de frente, senhoras e senhores procuradores?
Em qualquer país sério já teria havido uma CPI pra investigar a conduta de determinadas procuradorias. Repito que o INSS não fornece a mínima estrutira logística, de infra-estrutura e de recursos humanos para fazer o que a lei diz que tem que ser feito. O que o MPF já fez de fato contra os gestores do INSS?
Posso enumerar aqui diversas ações onde midiaticamente o MPF humilha e massacra peritos que sequer sabem que estão sendo investigados e não tiveram direito ao contraditório.
Posso enumerar várias ações midiáticas do MPF querendo terceirizar a perícia médica, o que só aumentou o caos nas filas.
Mas não consigo enumerar UMA ÚNICA AÇÃO do MPF contra o Governo Federal ou os Gestores do INSS por não cumprirem com as suas obrigações legais com relação ao Instituto e as garantias de seu funcionamento.
Ao invés disso, tivemos que presenciar duas procuradoras irem na maior APS do País e perguntarem o que precisávamos para atender 18 perícias por dia.
Isso é defender o direito coletivo? Que direito? O direito de ser mau atendido, de não ter direito a processo administrativo formal para o pedido de benefício? O direito de não dar tempo de ver todos os exames e de não examinar adequadamente o caso? O direito de matarem peritos?
Em que país realmente democrático uma promotoria pública se presta a pressionar servidores em legítima luta por melhoria das condições de trabalho a ceder a luta e se submeter à vontade do governo?
Como se explicam essas contradições tão gritantes?
Como diz um colega nosso, não há o que não haja.
Para Ler:

EPTV.COM - Trabalhadores reclamam do serviço de Perícias do INSS

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FOCO: O AUXÍLIODOENÇA COMO ESCAPE PARA A FRUSTRAÇÃO DA INFELICIDADE

Excelente artigo recomendado Perito.Med:

Aborda bema confusão existente hoje em dia na sociedade entre insatisfação/infelicidade com incapacidade.

Felicidade não pode ser garantida por lei como querem
Por Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy

Há quem queira constitucionalizar o direito à felicidade. Melhor, há projeto de emenda à Constituição de 1988 que pretende dispor que a busca à felicidade seja um direito social. A pretensão ampliaria o conteúdo do art. 6º da Constituição; o direito à busca da felicidade frequentaria o mesmo topos constitucional dos direitos à educação, à saúde, à alimentação, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade, à infância, à assistência aos desemparados.

Não se confunda, no entanto, o direito à felicidade com o direito à busca da felicidade, isto é, não se embaralhe o direito à alimentação com o direito à busca da alimentação, pelas mesmas razões, simbólica e pragmaticamente. Ainda que marcada por conteúdo retórico e dirigencial muito amplo, a proposta, no entanto, não transcenderia ao escudo herético da vida real. Por outro lado, a par de seguir exemplo já fixado pela ONU (que reconhece a felicidade inclusive como questão de Estado) a inserção confere toque metafísico e programático à Constituição, oxigenando constitucionalismo de fraternidade que parece temperar o utilitarismo institucional que o realismo jurídico exige.

O meu argumento é que a felicidade também pode ser clandestina, no bom sentido que a expressão possa carregar. Ilustro com conto homônimo ao meu argumento, Felicidade Clandestina[1], de Clarice Lispector, escritora brasileira nascida na Ucrânia, de família judaica, e que chegou ao Brasil com dois meses de idade. Clarice perdeu a mãe quando tinha nove anos. Clarice é escritora vigorosa, contista incomparável, alma superior.

Felicidade clandestina é conto densamente melancólico e surpreendentemente bibliófilo. É, ao mesmo tempo, declaração de amor pelos livros e reconhecimento do fato de que quem vive entre livros, e pelos livros, vive vida encantada, ainda que eventualmente melancólica, cuja dimensão e limites se encontram no infinito e nas possibilidades dos próprios livros.

Tem-se a impressão de que Clarice Lispector admite que vivemos muitas vidas, num só contexto existencial, que somos múltiplos, ainda que encerrados em nós mesmos. Amamos infinitamente. Protagonizamos infinitos papeis porque os livros estão também estão em nós.
Em Clarice Lispector a felicidade não está só nos outros, ainda que em nós, muita vez, pareça assumir uma forma insuspeitamente clandestina.

No conto Felicidade Clandestina a autora suscita uma menina “(...) gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados [que] tinha um busto enorme (...) enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas”. No entanto, prossegue Clarice, aquela menina possuía “(...) o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria”. A menina ensimesmava todos os desejos de Clarice.

A menina, continua Clarice, tinha um grande talento para a crueldade; a humilhava negando-lhe livros que Clarice pedia emprestados, e que a menina de cabelos meio arruivados certamente nunca lia.

É o que ocorreu quando Clarice casualmente teria sabido que a filha do dono da livraria possuía belíssima edição de Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Foi com esse livro que a menina exerceu sobre Clarice “com calma felicidade o seu sadismo”. O livro de Monteiro Lobato, segundo Clarice, “era um livro grosso (...) um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o”. A menina teria dito a Clarice que lhe emprestaria o livro. Clarice deveria passar na casa da filha do dono da livraria, no dia seguinte. A narradora exultou.

E por muitos dias Clarice repetiu a tentativa. E todos os dias a menina surpreendia com uma evasiva, com uma desculpa, com um senão, com um porém. O livro nunca estava em casa.Estava com alguém. A menina era má.
Prossegue Clarice:
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas esse livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência da perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro, por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.[2]
Incrédula, Clarice Lispector pegou o livro. E conta que, chegando a casa, começou a lê-lo e que,
(...) Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.[3]

E Clarice ainda lembrava que se sentava na rede, que se balançava com o livro aberto no colo, “sem tocá-lo, em êxtase puríssimo”. E encerra a narrativa, afirmando que “não era uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante!”.

Ainda que na forma de conto, a estória tem um traço inegavelmente autobiográfico, que não se resume somente ao vento de Recife, reforçado pela narrativa em primeira pessoa. Clarice Lispector é inconfundível.

Esse desejo pelos livros é mais do que a noção freudiana de pulsão (Trieb); é muito mais do que carga energética que enfrenta angústia temperada pelo legítimo desejo de sairmos de nós mesmos, e de nos libertarmos dos desencontros de nossas trajetórias. Pode ser uma fuga. Uma fuga para certa forma de felicidade. É que a felicidade pode ser também ligeira sensação de realização de nossas vontades, e que se reproduz de forma clandestina, como sugere o belíssimo conto de Clarice Lispector.

Nesse contexto, de pequenas vaidades, ou de grandes e irresistíveis projetos de vida, de pouco adiantaria o acréscimo do direito à felicidade nas declarações de direitos que ornam textos constitucionais. A questão não é de quantidade. É de qualidade. E tudo revelado de um modo muito idiossincrático. Não é matéria jurídica. Ao direito foge regulamentar as coisas de foro íntimo, já diziam os jusnaturalistas que cismavam com as dissemelhanças entre direito e moral.

Eu argumento que a felicidade talvez esteja para a existência como o dolo para o crime, a reserva mental para o vício redibitório, a responsabilidade solidária para a vontade das partes, o lucro nascente para as coisas fungíveis, e a presunção para a inocência. É também vontade. E é juridicamente intangível.

É grandeza de reconhecimento íntimo; satisfação incomunicável, mas indisfarçável. Não se dispõe na Constituição. Não se garante pela lei. Não se regulamenta por decreto. É que a felicidade também é clandestina. E à clandestinidade, parece-me, não haveria espaço de honra em textos de Constituição. Haveria, no limite, privilegiado posto na memória que insiste em não nos largar.
A felicidade não é matéria de direito. E nem de fato. Não comporta provas. E nem se presume. E só é reconhecida, quando em nós apenas seja uma rastro suave na memória.
[1] Cito Felicidade Clandestina a partir de Morriconi, Italo, Os Melhores Cem Contos Brasileiros do Século, Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
[2] Lispector, Clarice, cit., pp. 313-314.
[3] Lispector, Clarice, cit., p. 314.
Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy é consultor-geral da União, doutor e mestre em Filosofia do Direito e do Estado pela PUC-SP.
Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2011

CORREIO BRAZILIENSE - Perito Medico é fundamental para êxito da defesa

Governo nega dificuldades

De ANA D"ANGELO e MARINELLA CASTRO para o Correio Braziliense - 22/01/2012

Ministério reclama do ritmo acelerado do deferimento, por juízes, de pagamentos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez

O Ministério da Previdência Social nega as dificuldades na concessão de benefícios e afirma que os sistemas de informação de maior qualidade do Instituto Nacional do Seguro Social deveriam levar à redução das ações judiciais e das decisões favoráveis aos trabalhadores. Para o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, o que mais preocupa são as concessões judiciais, em ritmo acelerado, dos benefícios por incapacidade, principalmente de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez — baseados em laudos divergentes da avaliação dos médicos peritos do INSS.
"Há alguma coisa errada, pois quando o médico perito do INSS é ouvido nos autos do processo e se contrapõe à perícia judicial contratada, ganhamos 70% das ações. Quando não comparece, perdemos 100%. Não devia haver uma diferença tão grande por causa da presença ou não do nosso perito",
afirma Rolim.

"O quadro de pessoal é relativamente pequeno. Não temos médicos peritos suficientes para acompanhar as ações e participar das audiências nos dias marcados."

Também preocupa o ministério o fato de muitas decisões judiciais referentes ao auxílio-doença não fixarem prazo-limite para a extinção. "São, em geral de curta duração. Mas, por não ter prazo final, há dificuldade grande de cancelar depois. Em alguns meses, o segurado estaria curado e apto a voltar ao trabalho, mas o INSS só consegue cancelar depois de um ano ou até mais", diz.

Incapacidade
A empregada doméstica Marizete Fernandes, 35 anos, que mora em Belo Horizonte, conseguiu na Justiça a aposentadoria por invalidez negada pelo INSS. Ela foi diagnosticada com deficiência cardíaca e pulmonar grave — sua capacidade cardiorrespiratória não suporta mais nem pequenos esforços, como o de uma caminhada leve. Depois de um período recebendo auxílio-doença, a perícia do INSS avaliou que ela tinha condições de voltar ao trabalho, e o benefício foi suspenso.

Sem condições de trabalhar e entre idas e vindas ao INSS até a decisão final da Justiça, foram mais de dois anos sem salário ou benefício. No início do ano passado, a Justiça mineira mandou o INSS conceder sua aposentadoria. "Recebi R$ 12 mil referente aos pagamentos atrasados", conta Marizete, mãe de Gabriel, 11 anos, e de Ezequiel, 4 anos.

Sem vínculo empregatício
Os empregados informais, sem registro em carteira, não conseguem se aposentar nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo orientação de advogados, eles devem pedir o reconhecimento do vínculo empregatício na Justiça do Trabalho. Porém, se já há anotação no documento profissional e o INSS se recusar a reconhecer o período e conceder a aposentadoria, o segurado deve exigir seus direitos na Justiça Federal, até mesmo nos Juizados Especiais de Pequenas Causas.


https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/22/governo-nega-dificuldades

Leia mais em:
http://www.perito.med.br/2011/09/judicializacao-da-pericia-medica-do.html

ARTIGO RECOMENDADO

PERÍCIA MÉDICA: A convergência entre a Medicina e o Direito.

Perito é uma pessoa que tem o poder concedido pelas autoridades, de esclarecer através de um relatório, uma questão , com o seu conhecimento especializado. Medicos com frequencia sao chamados pela justiça para esta finalidade. Este artigo trata de direito e medicina.

Na íntegra:

ARTIGO RECOMENDADO

Acidentes de trabalho têm mais impactos sociais na população jovem

De acordo com Maria Maeno, 12,6% da população ocupada começaram a trabalhar antes dos nove anos de idade de forma ilegal, 38,6% até os 14 anos e 77% até os 17 anos. Com isso, observa-se que muitas pessoas se acidentam aos 17 ou 18 anos e, embora muito jovens, apresentam alto grau de desgaste. A médica alertou para o problema da subnotificação e da dificuldade de consolidação de dados, e lembrou que as estimativas de acidentes de trabalho não fatais típicos por ano variam de 4,1% a 5,8% da população. Um estudo feito na Bahia em 2000 chegou ao índice de 94,13 % acidentes de trabalho não fatais, enquanto outro estudo apontava para 5 mil casos fatais, embora os dados oficiais falem de 2 a 3 mil por ano. “É como se caísse um avião por mês”, afirmou. Para Maria, esses acidentes não conseguem comover a sociedade, que parece entender esses riscos como inerentes ao trabalho

Na íntegra:

ESTADÃO.COM.BR

Crescem acidentes de trabalho com retomada das obras
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,crescem-acidentes-de-trabalho-com-retomada-das-obras,100141,0.htm
 
País gasta R$ 71 bi ao ano com acidente de trabalho
http://www.relacoesdotrabalho.com.br/profiles/blogs/no-estadao-com-br-pais-gasta-r-71-bi-ao-ano-com-acidente-de-traba

Violência no trânsito provoca recorde de invalidez permanente

Em 2011, o Brasil ostentou um triste recorde. Os casos de invalidez permanente provocados por acidentes de trânsito cresceram 58% em relação a 2010. Durante o ano foram pagas 239.738 indenizações por esse tipo de dano. Chama atenção o fato de que mais de 51% dos acidentados estarem na faixa de 18 a 34 anos, justamente onde se concentra a maior parte da população economicamente ativa do país.

Em São Paulo, o número de acidentes com mortes no trânsito já superou o de homicídios em 2011, de acordo com levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP), divulgado em agosto. Foram 2.370 crimes, contra 2.760 homicídios culposos [sem intenção] por acidente de trânsito. Segundo pesquisadores do Ipea, cerca de 60% do prejuízo econômico decorrente de um acidente viário vêm de perda de produção: a pessoa que morre ou fica incapacitada e deixa de produzir. Os outros custos dos acidentes vêm de atendimento hospitalar, danos ao veículo, entre outros. O Ipea calcula que um acidente com morte custa, em média, R$ 567 mil.

Leia mais:

FALTA DE PERITOS PREJUDICA A POPULAÇÃO - Uberaba

23/01/2012 19h47 - Atualizado em 23/01/2012 19h47

INSS de Uberaba enfrenta dificuldades com a falta de peritos
Na cidade são 55.228 benefícios previdenciários e assistenciais.
Grupo representa para a economia local mais de R$ 46 milhões por mês.

Do G1 Triângulo Mineiro

Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, são quase 56 mil pessoas atendidas pela Previdência Social. A cada cinco pessoas, uma depende do benefício do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), segundo o órgão. Enquanto o número de pessoas atendidas aumenta, a estrutura de trabalho da instituição não acompanha a demanda.

Segundo dados do INSS, em Uberaba são 55.228 benefícios previdenciários e assistenciais, sendo 56,7% deles destinados a mulheres e 43,3% aos homens. Ao todo, esse grupo representa para a economia local mais de R$ 46 milhões por mês. O aposentado, Pedro Silva Melo, de 77 anos, faz parte desta estatística. “Me aposentei em 88, era padeiro e me aposentei por tempo de serviço”, afirmou.

Em Uberaba, o maior problema enfrentado pelo instituto é a falta de médicos peritos. Na unidade, são nove vagas disponíveis, mas apenas seis estão ocupadas. O tempo ideal de espera por uma perícia é de cinco dias, mas atualmente é preciso aguardar mais de um mês. A ajudante de serviços gerais, Iara Alves da Silva, conhece bem a situação. O filho foi afastado do trabalho por problemas de saúde em 1º de dezembro e só conseguiu marcar exame para esta segunda-feira (23) devido a demanda.

Segundo o gerente da unidade do INSS de Uberaba, Sebastião Adelino da Costa, por enquanto não há expectativa para reverter o quadro. "A expectativa é que com um concurso público algum profissional seja designado para a cidade", disse.
 
Na íntegra:

SOBRE A TENTATIVA DE HOMICÍDIO EM ALAGOAS