sábado, 8 de junho de 2013

ABUSO DE AUTORIDADE NA SAÚDE PREOCUPA


JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE
Médicos denunciam abusos da Justiça do RJ

Médicos das centrais de regulação de vagas da rede hospitalar pública do estado e do município do Rio de Janeiro denunciaram, em reunião com a diretoria do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (7/6), situações de abuso de autoridade por parte de oficiais de Justiça.

Por meio de determinações judiciais, os representantes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vêm exigindo que os médicos encontrem vagas para os pacientes, mesmo quando não há nenhuma disponível nos hospitais da rede.

Os profissionais também se queixam de serem pressionados a transferir pacientes em estado grave para leitos de UTI. Eles afirmam que estão sendo coagidos, pois correm risco de serem presos. Dois médicos da central de regulação de vagas do estado estão sendo processados criminalmente, por não terem cumprido uma determinação judicial.

"Essa situação é absurda. Médicos das centrais do estado e do município estão trabalhando sob pressão constantemente. Os colegas não são culpados se não há vagas na rede pública", disse o coordenador de Comissão de Saúde Pública do Cremerj, Pablo Vazquez.

O Conselho se reunirá, na próxima semana, com o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, para tratar da questão. A diretoria também pretende agendar um encontro com a presidente do TJ-RJ, Leila Mariano.

O Cremerj se prontificou a providenciar um habeas corpus preventivo e uma minuta com os relatos de abusos de poder. Com informações da Assessoria de Imprensa do Cremerj.

Revista Consultor Jurídico, 8 de junho de 2013

7 comentários:

Heltron Xavier disse...

O certo é internar na recepção e no corredor do hospital com um lençol no chão. Dar ciencia das condições ao oficial de justiça. E escrever em letrar garrafais "Decisão Judicial".

Como sempre o médico paga a culpa do gestor.

Fernando Antônio disse...

O gestor do setor de vagas do município que responde frente à uma decisão judicial.

Deve contratar ou pagar por uma vaga na rede particular ou pública.

O paciente protegido por decisão judicial deve ser encaminhado para uma vaga hospitalar digna e completa. A responsabilidade deste encaminhamento, por decisão judicial, é o gestor do setor de vagas do município e não pequenos técnicos que não tem o poder de gestão para contratar novas vagas na rede particular/pública.

aldofranklin disse...

Isso é sacanagem dos Oficiais de Justiça!
Se fosse comigo eu internava no chão e dando ciência ao Oficial das Condições, em cumprimento a Ordem Judicial!
Gente, aqui é Brasil! Aprendam! Aqui as coisas é feita na bagaceira mesmo! So vai preso quem quer! Vcs nao estão em um País serio nao, estão no Brasil!
É que nem UTI, quer um leito? Joga no chão também! Em tudo querem culpar o medico! Vê se tem algum Secretario de Saude segurando a bucha?!
O importante é colocar as considerações quando for oficiado, que nao tem as mínimas condições e mesmo assim o Oficial de Justiça optou pelo cumprimento!
País é esculhambado!
E outra coisa: aqui morre tanta gente sem assistência que rapidinho vaga uma cama pro que ta no chão! E pra família, vc ja conversou com esse povo? Nao quer em casa nao meu irmão, se liga!
Ei, aqui em SP ate no Santa Catarina tem que esperar vaga na UTI, negocio ta feio! RN de amigo teve que esperar 2 dias...so nao foi pro saco pois nao era pra ser!

Ideia: Substituir as camas por Beliche, dobrando a capacidade instalada de Leitos, adequado a cultura piada do país!
Ideia 2: transformar os Hospitais veterinários em Unidade Mista de Saude: Bicho e Gente.nesse caso dá pra internar criança ou adulto que nao cresceu!

aldofranklin disse...

Fernando meu querido, ACORDA pra Jesus, vc ta no BRASIL! Jesus te ama!

Alexander Kutassy disse...

Quando da epidemia de meningite em São Paulo, tendo exclusivamente o Hospital Emílio Ribas como destinatário dos acometidos, havia pacientes internados nas banheiras e em cobertores deitados no chão. Com 400 vagas, havia 1200 pacientes internados. Havia crianças sendo tratadas deitadas na mesa e nas poltronas na sala dos plantonistas. Para efeitos midiáticos, não havia e não existia epidemia de meningite na cidade. Esta é uma história que nunca foi contada direito, e a visão caolha de que são mil maravilhas na saúde do país continua igual a de sempre. Ah, mas os médicos, esses desgraçados vivem reclamando. Há mais de trinta anos acompanho es eternas lenga-lengas em todos os níveis representativos da classe (é só rever todas as manchetes e páginas frontais das centenas de jornaizinhos de associações e sindicatos), mas permanecem sendo uma eterna classe em berço explêndido que só vive de queixas e reclamações, incapaz e incompetente em tomar atitudes unificadas e de resultados efetivos.

Expeditp disse...

Aqui em São Paulo temos o CROSS; que regula essas vagas no estado. A justiça manda e é atendida prontamente.
Nenhum médico regulador está com processo ou sendo preso.
Agora em que condições estão sendo feitos essas internações... aí já é outra história.

Mandado Judicial não se discute;; cumpre-se.

Ou seja o problema é sempre o mesmo mas passa-se " a batata quente" para outra pessoa.

Neste caso o regulador manda como vaga zero e o hospital tem de dar um jeito... Recebe o paciente e coloca dentro da UTI... mas nao necessariamente está recebendo cuidados de uma UTI...

É o jeitinho...








Francisco Cardoso disse...

Existe claro abuso e já passou da hora de se responsabilizar os governantes e parar de coagir o peixe pequeno.