segunda-feira, 2 de junho de 2014

DEIXEM AS CESARIANAS EM PAZ !

Eu sempre achei que garantir assistência médica adequada era um direito a ser garantido à gestante, mas lendo recente projeto de lei apresentado ao Congresso Nacional sob aplausos da dita "opinião progressista" que versa sobre o tema eu aprendi que na verdade a gestante deve ter o direito da " mínima intervenção médica" e que o simples ato de anestesiar uma parturiente poderá ser considerado algo tão grave que será definido como "violência obstétrica". Sob esse infame rótulo também encontram-se todos os procedimentos e rotinas habituais da medicina obstétrica que visam a garantir a segurança ao filho e à mãe durante o livramento do bebê.

Pode parecer estranho, porém mais estranho ainda foi um recente "estudo" feito pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde que "acusa" o médico brasileiro de forçar a mulher nativa a ter que se submeter a cirurgias de cesárea para ter seus filhos e que isso seria um absurdo. A base da crítica seriam as "recomendações da OMS" que dizem que taxas de cesarianas acima de 15% seriam "inadequadas" e portanto teriam que ser combatidas. O tal "estudo" da Fiocruz achou taxas de 88% de cesarianas na rede privada e em torno de 55% na rede pública. Absurdo! Exclamaram as vozes do politicamente correto, afinal de contas se a OMS disse que 15% é o máximo, deve ser a verdade, não?

Eu sempre fui chato e sempre paguei o preço disso. Uma das minhas chatices é saber de onde vem as coisas, como por exemplo, de onde vem essa informação de que  "A OMS determina(***) que a taxa máxima de cesarianas por país deve ser de 15%"? 

Procurando as citações, só encontro referências vagas às "determinações" da OMS em declarações em 1996, 1989 e por ai. Nos documentos brasileiros, nada. Indo para os documentos americanos e europeus, normalmente melhores embasados e referenciados (culpa nossa e não deles) achei de onde veio o dado dos 15%.

Em agosto de 1985 a revista Lancet publicou um artigo intitulado "Appropriate technology for birth" assinado por "especialistas" da OMS que, em reunião na cidade de Fortaleza (Brasil), decidiram criar um painel de recomendações da OMS para o que chamaram de "revisão dos métodos (tecnologia) de nascimento" no mundo. Imaginem só que isso foi em Fortaleza, em 1985, quando 50 (sim, apenas cinquenta) "especialistas" da OMS, que incluíam economistas, sociólogos, políticos, ativistas, administradores em saúde, enfermeiros, piscólogos, epidemiologistas, e até mesmo médicos, "decidiram", sem nenhum tipo de estudo científico, estatística ou dados acumulados, criar uma série de "recomendações" em nome da OMS sobre o que seria "desejável" para um "parto saudável" no planeta. 

A lista de recomendações é uma lista de ataques à medicina, uma ode aos paramédicos e um recuo em um século das verdadeiras tecnologias em saúde obstétrica que fizeram desabar no século XX as taxas de morbi-mortalidade neonatal e maternas. Abaixo a reprodução do artigo:






Ou seja, em 1985, 50 experts das mais diversas áreas, quase nenhum médico, mas todos ativistas, se reúnem no Brasil e emitem um painel de recomendações sem nenhuma evidência de absolutamente nada, em um claro exercício de achismo que não resiste ao menor questionamento, e decidem que dali para frente somente 15% das bilhões de crianças que iriam nascer poderiam sê-lo através de cesária e o resto obrigatoriamente por parto normal senão seria uma violação "injustificável".


Injustificável do que? Mas de onde tiraram essa estatística de 15%? Quem disse que o motivo da baixa mortalidade nos países citados estava relacionado ao número de cesarianas e não ao impecável sistema de saúde, saneamento, vacinas e nutrição que essa população recebe, por exemplo? Como controlar os bias, os vieses?

Esses 50 especialistas estavam querendo fazer um painel de recomendações ou na verdade usando o tema para "mudar o sistema", politicamente engajados?

A afirmação de que taxas de cesarianas acima de 15% são erradas não procede. A OMS não tem como justificar essa alegação, a não ser um painel de recomendações, sem nenhum tipo de referencial estatístico-científico, feito há 30 anos, por 50 ativistas reunidos em Fortaleza. Não há a menor prova de que taxas de 20, 30, 50 ou 100% de cesarianas, por si só, sejam boas ou ruins para a maternidade de uma nação. Não há.

Lendo o tal estudo da Fiocruz, não há um parãmetro de controle sequer que permita afirmar que o número de cesáreas esteve associado com qualquer evento desfavorável ao bebê, muito menos a taxas de nascimentos precoces. Afirmar isso é uma levianidade e não à toa a pós-graduação da Fiocruz em saúde da mulher tem nota baixíssima (CAPES 4 - Clique aqui) comparado a outros programas de excelência do mesmo instituto. É o que acontece quando a militância se infiltra na ciência.

Mesmo não havendo ainda prova de relação direta, estamos vendo uma queda global das taxas de mortalidade materno-infantil relacionadas ao parto no Brasil e no planeta, associado a um aumento global nas taxas de cesarianas na mesma proporção. Nenhum país desenvolvido possui mais as taxas utópicas e desprovidas de embasamento científico de "15%" de cesarianas preconizadas pela OMS.

Lendo o PL do referido deputado e o estudo da Fiocruz, os ataques á cesariana são diretos e o tema é tratado quase como crime. E essa falsa argumentação da OMS é o sustentáculo de toda a mentira destilada nos textos do deputado e do estudo.

Por que isso? Simples. Se chama roubo de mercado. Sem sombra de dúvida o mercado em saúde se tornou o eldorado dos empregos hoje em dia. É o que mais cresce, paga e emprega em larga escala. Não à toa, cobiçado por dezenas de profissões que antes da década de 70 sequer se enxergavam como da "saúde", como psicólogos, advogados e engenheiros. No mercado da saúde, quem domina é o médico, pois é ele a quem cabe o poder do diagnóstico e terapêutica.

Está em curso uma tentativa de desconstrução da medicina, por parte desses grupos a quem este blog chama de paramédicos (desde os tradicionais até mesmo engenheiros e advogados) para usurpar nosso mercado de trabalho. Isto já estamos denunciado há anos. Para isso, é necessário primeiro criminalizar o ato médico (desumano, autoritário, medicocêntrico, egoísta, anti-ético) e depois propor uma alternativa não-médica (humanização, multiprofissional, naturalismo, biopsicosocial, holístico, ético) e assim se abrem as portas desse mercado rentável aos paramédicos arfando por empregos públicos, consultórios e consultorias.

O primeiro experimento foi na psiquiatria, na década de 70. Nesse caso até havia algo de fato a ser combatido e mudado, pois o modelo existente era criminoso pois muitos hospitais psiquiátricos e manicômios eram verdadeiros campos de concentração.

Mas ao invés de se resolver isso e se criar um modelo adequado de atenção psiquiátrica, os espertos resolveram acabar com a psiquiatria, a começar pelo nome, criando a "saúde mental" e nesse guarda-chuva se pendurou de tudo, até mesmo professor de piano. De um modelo hediondo, partiu-se para o "não-modelo", com poucos centros que não funcionam, doentes psiquiátricos desassistidos e abandonados, traumatizando e prejudicando famílias, cometendo homicídios, estupros e outros crimes ou então se matando, caíndo nas drogas (cracolândias) e hoje em dia o doente psiquiátrico só é de fato acolhido pelo Estado quando comete algum crime e vai pra cadeia. Exemplos não faltam.

A ganância de psicólogos, terapeutas e afins em roubar o mercado de trabalho dos psiquiatras pode ter sido bem sucedida, ajudados pela covardia, inaptidão e incompetência dos próprios psiquiatras que engoliram a seco o próprio suicídio como coletivo, mas na prática apenas fez o louco trocar de manicômio: do manicômio psiquiátrico foi para o manicômio judicial. Hoje em dia mente quem diz que não existe prisão perpétua no Brasil. Existe sim, apenas para uma pessoa: o preso psiquiátrico. Esse é o resultado de 40 anos da reforma psiquiátrica no Brasil.

Conforme vimos acima, agora está em curso o ataque a uma segunda área de atuação médica muito lucrativa e politicamente importante: A obstetrícia. Lançado em 1985 pela OMS, os ataques à obstetrícia estão completando 30 anos. A obstetrícia encontra-se em uma encruzilhada pois também foi inoperante em fazer valer o seu saber científico e ficou com medo da patrulha politicamente correta. Se continuar assim serão massacrados e veremos as crianças pobres do SUS serem massacradas pelos "experimentos naturais" nas casas de parto e afins que virão doravante se projetos como o do deputado energúmeno que subscreve o específico escreveu.

O governo certamente apóia esse modismo parte por filosofia e parte pelas enormes promessas de ECONOMIA DE GASTOS que ele pode gerar, ao se retirar o médico, sala cirúrgica, berçários e demais itens "caros" da conta da saúde pública.

Só que enquanto à mulher pobre do SUS o acesso a um parto seguro e sem dor será negado em nome do "humanismo", as esposas dos deputados, líderes partidários e demais apoiadores dessa filosofia hedionda continuarão a ter seus filhos nas melhores maternidades, com cesárea e com médicos.

A própria Presidente Dilma assistiu em um caríssimo hospital particular de Porto Alegre ao nascimento de seu neto, cuja mãe (filha da presidente) foi submetida a uma cesárea segura e sem riscos, feita por uma equipe médica qualificada e competente e que gerou um neto saudável e forte que é o xodó da mandatária da nação. Então que diabo de brincadeira é essa que se está fazendo no Brasil?

Estamos lidando com bebês. Não se pode fazer política com recém-nascidos. Nem negar à mãe pobre do SUS o direito a querer uma cesariana, ou forçá-la a se submeter a um perigoso parto normal e suas complicações graves ao bebê, em especial a anóxia neonatal. Se a pessoa já é necessitada, imagina com uma criança especial a carregar? O Estado vai prover assistência onde não provê nem transporte? Nunca conheci uma criança com paralisia cerebral oriunda de cesariana, mas todas que conheci vieram a esse mundo de parto normal, inclusive um parente meu, já falecido.

Enquanto isso, a sífilis neonatal se encontra em taxas vexaminatórias no Brasil, realmente absurdas, e a mortalidade neonatal em algumas regiões carentes deveria ser causa de renúncia coletiva de dirigentes. E estamos aqui, discutindo a desconstrução da medicina para dar emprego a paramédicos que querem brincar de medicina com a saúde dos outros.

Há algo de muito errado acontecendo e ou botamos a boca no trombone para protestar e denunciar essa farsa agora ou será tarde demais, como foi na psiquiatria.
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***Só voltando no tempo, há alguns anos, durante a construção do movimento pela autonomia do ato médico pericial, depois batizado de MEP pela ANMP, um dos entraves à nossa luta era a informação repetida ad nauseam pelo INSS e até mesmo pelo MPF de que as consultas médicas, segundo a OMS (opa!), deveriam ter em média 20 minutos.

Essa era a base da exigência de ambos (INSS e MPF) de 24 perícias em 8h de atendimento. Em um ato histórico e pioneiro, Luciana Coiro, colaboradora desse blog e perita médica em Porto Alegre, após procurar em todo lugar a origem desse dado, e não achar, consultou formalmente a OMS e eis o que recebemos como resposta da Organização Mundial da Saúde:

"the evaluation time are also dependent on the condition and treating phisician, I am afraid there are no specific recommedations on this",
Rachel Pedersen, Assistant, Disability and Reabilitation (DAR), Department of Violence and Injury Prevention and Disability, Noncommunicable Diseases and Mental Health World Health Organization 


Essa mesma autoridade já havia se pronunciado em mail anterior informando que a WHO não propõe recomendações para tempo de tratamento em face da peculiaridade de cada caso. Ou seja, a OMS (WHO em Inglês) posicionou-se de forma INEQUÌVOCA que a tal "recomendação" de 20 minutos era mentirosa.
De onde veio então? Pesquisando, chegamos à antiga União Soviética, Conferência de Alma Ata, 1978, que entrou para a história como a base do "movimento da saúde básica", em um dos painéis foi citado o tempo médio de 20 minutos de atendimento por paciente como um referencial básico sem nenhum tipo de compromisso formal, tanto que não consta sequer da Declaração de Alma-Ata. Desmontado o mito dos 20 minutos, o MEP foi vitorioso.

73 comentários:

H disse...

Caro Francisco,

Sobre cesarianas, tão criticadas, eu tenho algumas teorias. Uma delas é que é melhor defender o corte das cesarianas e juntos os custos (objetivo final). Outra teoria é que é melhor mostrar as estatísticas negativas, parciais, geradas por atendimentos em pardieiros que chamam de hospitais, sem recursos e sem condições de uma cirurgia sem contaminação. Outra é que quem morre ou fica sequelado em um parto normal, das antigas, não consegue dar o seu depoimento. E outra é que só dá depoimento de parto natural legal quem sobreviveu, pois até os índios entram nessa, pois as índias que morreram não deixaram descendentes. E todo parto natural pode se complicar...aí chamam o médico...e ele se dá mal.
Com a crescente população de médicos mal formandos, tudo tende a piorar...Ah, estão criticando a episiotomia, chamando de barbaridade. Engraçado, parece que ainda não viram como fica uma mulher depois de um parto natural totalmente natural...deveriam ver, e perguntar para ela se ela aprovou as lacerações sofridas e as sequelas para sempre...

Izaura Rodrigues Bento Torres disse...

Sou obstetra desde 1988, com primeiros partos realizados em 1985, estagiando em maternidade pública. Aprendi que mais vale uma cesariana quando há perspectivas de complicações, do que sofrer e fazer sofrer uma parturiente para melhorar estatísticas de partos cirúrgicos, cobradas pelo SUS, em geral. Receio que voltemos aos tempos em que víamos seqüelas de partos normais sem episiotomias, com mulheres portando verdadeiras cloacas, por lacerações de esfíncter anal, que os obstetras mais jovens não conhecem. Também não conhecem as fistulas vesico-vaginais, quando a mulher vive a feder urina, por partos ditos "normais". Certamente tais complicações voltarão . Começam a acontecer absurdos, como aquele noticiado recentemente, de portadora de duas cesarianas prévias e feto em apresentação pélvica recusando parto cirúrgico.
Não quero mais ser obstetra nestas condições. Vou pedir o chapéu. O Brasil está se tornando um pais de medicina com ideologias. Isto não pode dar certo. Os pobres vão pagar o preço.
Desculpem os erros, escrevi via iPad.

sergiotorrino disse...

Cesária: com as tecnologias atuais e a capacitação adequada o cirurgião tem nas mãos o controle do feto.Com o parto uma vez no canal,muito pouco o obstetra pode fazer,contando sempre coma natureza,ou Deus,chame o que quizerem. Ademais com o parto ,quase sempre ,face nossas condições sanitárias e de assistência ,terá a gestante,mais tarde,sobretudo se foi multípara,de efetuar cirurgia perineal, com a flascidez de tecidos e orgãos.Qual seja : só adiamos o tratamento cirurgico para outra etapa,sem falar nos inúmeras alterações de natureza sexual e suas relações decorrentes destes fatores...

sergiotorrino disse...

Dados de 1985....quase trinta anos atrás!!!!!!!!

Renato Janone disse...

Meus caros. Vejo um " mundo " de equivocos assinalados.
Nenhuma sociedade regional, nem mesmo nossa Febrasgo recomenda 15%. Esse número é antigo e obsoleto. De fato em todos os congressos e publicações não há espaço para 15%.
O q se luta e se tenta é regulamentar boas práticas obstetricas, q já caminham por longos anos passando pelo projeto diretrizes e pela RDC36 .
Infelizmente temos no Brasil 2 formas de nascer. O parto cirurgico cesareo e o parto anormal com uma série de intervenções e privações maternas q não possuem nenhum, repito, nenhum embasamento cientifico e respaldo na literatura mundial......episiotomia de rotina, jejum durante trabalho de parto, posição litotomia, uso ocitocina inescrupuloso, etc etc etc..
Não cometam o crime de associar boas praticas obstetricas e recomendações da categoria 1A com política. .... façam-me o favor.......
Um abraço cordial.
A propósito, a discussão q se propõem no caso Adelir é tão somente um juiz mandar escoltar uma mulher e obriga-la a uma cesariana à revelia. Esse é o ponto.

Tatiana Batista disse...

Sou mãe e leiga, mas possuo informação... Tenho um filho de 1 ano e 3 meses, lindo, forte e saudavel. Nasceu de parto natural, pelvico, mamou no primeiro minuto de vida e essa foi a maior emoção que tive. Troquei 6 vezes de gos.. todos queriam me meter na faca. Procurei e encontrei uma go humanizada e antenada com as evidencias médicas e tive sim, meu bb de parto natural sem analgesia, sem epsio, sem cortes e pelvico. Quem disse que bb pelvico não nasce naturalmente??? Não sei de onde o senhor doutor pode afirmar que cesara é livre de riscos sendo uma cirurgia de grande porte? E que parto natural é perigoso... desde quando o natural é pior que uma cirurgia de abdomem aberto?? Conheço pessoalmente 5 mulheres que tiveram graves problemas com suas cesareas " tão seguras", mulheres que tiveram de forma eletiva em hospitais particulares, cesarea desnecessarias pra gravidez de baixo risco.. 4 morreram por complicações e uma está a 4 anos presa numa cadeira de rodas por erro do anestesista. Acontece complicações? Sim, em ambos os partos. Mas as evidencias mostram o contrario do senhor... deve se ter um pré natal bem feito e por que não tentar o natural? E, em caso de complicações a cesarea existe pra isso... salvar vidas. Não deve ser direito de escolha, nem da mulher por querer agendar festa e nem do médico pra facilitar agendas.

Gabi Doula disse...

Caros Francisco e Izaura.
Vocês alguma vez se perguntaram se essas sequelas e/ou complicações geradas pelo tal do parto "normal" não seriam causadas justamente por excesso de intervenção médica? Vocês já tiveram a chance de acompanhar um parto sem episiotomia mas também (atentem para esta fato importatíssimo) sem Kristeller e com a mulher em posição mais verticalizada?
Pois estudando um pouco mais sobre evidências científicas tenho a mais absoluta certeza de que jamais vocês sairão a repetir opiniões tão absurdas para justificar o alto índice de cesareana no país. Certa estou de que se vocês se debruçarem sobre artigos científicos recentes, perceberão que o que praticam se chama Violência Obstétrica e portanto vão se envergonhar dessa opinião tão superficial e sem nenhum embasamento científico.
Fico de certa forma aliviada por ler que um de vocês tá largando a obstetrícia pois se não estão dispostos a estudar, melhor mesmo é ir cuidar de outra coisa e não de pessoas.

JOSÉ ALBERTO ARMÊNIO disse...

FMRP-USP DÉCADAS 70/80
O PESSOAL DA GO E PEDIATRIA ERAM RIGOROSOS NAS INDICAÇÕES DE CESÁREAS.
OCORRE QUE SABIAM AVALIAR UMA PELVE FEMININA, SABIAM APLICAR FÓRCEPS E HAVIA A ESTRUTURA DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO POR TRÁS.
NÃO CREIO QUE OS GOs DE HOJE TENHAM AS HABILIDADES NECESSÁRIAS PARA ESSE FIM.
QUANDO DA DETERMINAÇÃO DO SUS PARA A RELAÇÃO CESÁREAS / PN, UM AFOITO EM SERRANA-SP FOI MANCHETE APÓS 4 FÓRCEPS MAL SUCEDIDOS, COM ÓBITOS FETAIS.
NESSES TERMOS, A CESÁREA
DEVE SER MAIS SEGURA.

كرس disse...

Nem eu,do jeito q vai ,ao invés de progredirmos e trabalharmos c risco zero,retrocedemos ....

Taniella disse...

Caro Colega Francisco, diante de tudo o q vc escreveu,eu só tenho uma pergunta para você se aprofundar mais... Por que os países desenvolvidos tem índices de cesáreas abaixo de 30%? Nossa medicina (no Brasil) é mais avançada? Encaminho um artigo da revista científica para sua leitura... http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102011000100021&script=sci_arttext e uma figura que demonstra o índice de cesárea no mundo http://www.scielo.br/img/revistas/rsp/v45n1/1759f01.jpg Também encaminho outra imagem... http://www.ans.gov.br/portal/site/home2/..%5C..%5Cimg%5Ccesaria%5Cgrafico_cesaria1.gif Então? Nossos índices estão longe dos países do primeiro mundo...

Claudia disse...

Palavras perfeitas. Enfim alguém começa a defender o que a mulher custou tanto a conseguir: o parto humanizado que, só pode ser o cirúrgico. É um absurdo ver a própria mulher lutando contra seu direito de parir sem dor e, parece que voltamos ao século XV ou, quem sabe, lutem agora pelo direito de parir em cavernas úmidas e escuras. Mulheres, vocês que lutaram tanto pelo direito à igualdade, a um lugar no mercado de trabalho, ao voto, lutem também pela dignidade de um parto que não destrói suas partes íntimas e não promove 20 horas de agonia, em nome de coisa nenhuma.

Obstetrícia-Campos/RJ disse...

Muito bom. Esclarecedor.

Obstetrícia-Campos/RJ disse...

Muito bom. Esclarecedor.

Mari Fernandes disse...

Já fiz estágio em centro obstétrico e em casa de parto. Por isso, afirmo com todas as letras: espero NUNCA precisar pisar num hospital para dar à luz. Existem sim vários estudos sobre os benefícios do parto natural, baseados em ciências médicas e humanas (sociais). Ou seja, são opiniões de diversas áreas profissionais e não apenas da medicina. O problema é que vocês se acham tão donos da verdade que esquecem que podem se enganar. Esse deboche que você faz colocando diversos termos entre aspas só demonstra sua própria ignorância, porque menospreza qualquer visão que se diferencie do seu reducionismo. O movimento pela humanização do parto não nega a necessidade de intervenção cirúrgica, apenas alerta para os riscos de um procedimento quando desnecessário. Recomendo ler um pouco de história, de gênero e de ciências sociais para saber qual é o real interesse de tanta intervenção médica no parto. Uma cirurgião pode fazer quantas cesáreas por dia e quantos partos "normais"? Qual é o mais lucrativo? Por que a pressa em forçar um parto que, naturalmente, pode levar um dia inteiro? Entao, não vem me falar que a humanização do parto é devido a luta por mercado. No hospital, a mulher fica deitada (uma posição anatomicamente desfavorável à saída do bebê), recebe ocitocina para o útero contrair mais, o que causa dor, levando a administração de medicamentos analgésicos, o que dificulta ainda mais a passagem, e, por fim se faz a episiotomia porque nenhum dos procedimentos acima foi suficiente. Como se não bastasse, a gestante é, muitas vezes, submetida a violências (sim, violências! Não ouse diminuir uma dor que você não sente, física ou psíquica) do tipo empurrar a barriga, dizer "não grita, porque na hora de fazer não gritou" (essa é podre), não poder estar com o companheiro na hora do parto e não ter voz para decidir sobre intervenções que farão no próprio corpo (ocorre bastante do obstetra realizar episio sem o consentimento da mulher, isso eu já vi), entre inúmeras outras coisas. Você, como médico, deveria saber também que o canal vaginal é composto por uma tecido elástico que tem capacidade de retornar ao tamanho normal após o parto. Fora que o tempo de recuperação e o desconforto depois do parto são infinitamente menores no parto natural. Enfim, eu nem sou médica e sei de tudo isso simplesmente por estudar e procurar me informar por meio de livros e artigos científicos, em vez de engolir qualquer asneira que me dizem. Acredito que você, que provavelmente estudou por volta de uma década só nessa área tenha condições de evoluir como profissional. Isso foi só algo muito básico que resumi com pressa, mas afirmo com todas as letras que, diante dos fatos, prefiro um milhão de vezes fazer meu parto com uma parteira do que com um obstetra no hospital. Sou mulher e sei do que estou falando. Espero também que tenha minimamente a dignidade de procurar entender as causas alheias antes de criticar. Se existe um movimento do tamanho do Brasil pela humanização do parto, é porque algo está errado. Acho nobre (de verdade!) sua atitude de procurar a fonte das informações. É algo que todo mundo deveria fazer. Entretanto, independentemente de a OMS recomendar esses 15%, o fato é que procedimentos que deveriam ocorrem apenas em último caso estão sendo feitos como ROTINA. Essa é a luta daqueles que prezam pelo parto natural: saúde da população, empoderamento da mulher, redução de gastos etc. É verdade que mais estudos precisam ser feitos. Mas não se preocupe, eles surgirão cada dia com mais embasamento científico. Tenha, por enquanto, a humildade de compreender que essa luta não é por acaso. Abraço!

Jandira Pinheiro disse...

Poderia explicar o excelentíssimo Dr. Para a leiga aqui como se faz ima cirurgia totalmente sem riscos como afirma em seu texto. Obrigada!

Bárbara Salatiel disse...

Quanta barbaridade! "cloacas", "lacerações de esfíncter anal", "ainda não viram como fica uma mulher depois de um parto natural totalmente natural"... Quem parece que nunca viu foram vocês, ditos "profissionais". Eu não só vi como tenho uma, que 'belamente' retornou à sua forma original sem nenhuma laceração após parto domiciliar planejado.

Paula Santana disse...

eu tive um parto natural, sem elísiotomiia, anestesia, nada! foi ótimo,lindo e ficou tudo perfeitinho depois....

Izaura Rodrigues Bento Torres disse...

Cara Gabi-douta! As complicações a que me referi eram produtos de partos assistidos por parteiras/doutas, geralmente do nordeste. Chegavam assim, com fistulas, lacerações monstruosas de perineo, já cicatrizadas. Eram produtos de partos sem assistência médica. Faça-me o favor! Compreenda que não defendo nem um nem outro parto, especificamente. Sou a favor de que deixem o medico trabalhar em paz!
Não assino em baixo das altas estatísticas de partos cirúrgicos doa ala privada. São elevadas e originam- se em outros fatores, como a não organização da obstetrícia para esta assistência, com locais referenciados. Não discuto isto. A senhora não entendeu. Sou a favor do parto que preserve mãe e filho, sem esta maldita patrulha que querem instalar na profissão. Assim, será mesmo as doutas que sofreram os processos pelos resultados desastrosos disto tudo. Os obstetras, tais como os pediatras, estão buscando o que fazer longe das salas de parto. Faça medicina que a senhora entenderá melhor!

Izaura Rodrigues Bento Torres disse...

Cara Barbara, também já vi partos sem necessidade de episiotomias e os fiz, sem lacerações. São aqueles que todo obstetra sonha conduzir. Mas, com conhecimento de causa, não são a maioria. Evito usar ocitocina e fazer manobras só para acelerar o parto, mas há momentos em que se faz necessário intervir, e não são poucos. A pessoa leiga não tem noção clara disto e romantiza o parto normal, satanizando os obstetras. Isto precisa acabar. Não faz bem a ninguém.

Joana Rieveres disse...

Esse texto expõe toda a podridão do sistema obstétrico brasileiro. Tudo é uma questão de mercado, apenas isso $$. Não queremos obrigar ninguém a parir. Continuem fazendo suas cirurgias. Agora falar com uma gestante que deseja parir, que ela precisa de uma cirurgia na sexta feira às 15 hrs porque senão o bebê vai morrer sufocado no cordão umbilical assassino, aí já é vandalismo! É exatamente isso que acontece no Brasil. Não temos opção, é cirurgia ou cirurgia. Você defende mesmo isso?

Meimei Diniz disse...

Com meus poucos anos de obstetrícia, 14'anoa, aprendi que 8 ou 80 é uma burrice. O parto normal bem assistido e se a paciente preferir , sem dor, é a melhor via de nascimento de um bebê . Isso quando tudo é favorável: bebê com tamanho adequado à pelve, posição e situação adequada, mãe consciente, familiares conscientes, médicos ( anestesista, obstetrícia e pediatra de plantão), enfermeiros obstetras e doulas. Caso contrário a cesareana é uma excelente opção . Tudo depende do BOM SENSO, do médico que atende a paciente na triagem. Tem mulheres que não tem a mínima condição de enfrentar as dores do parto, vou obriga-la ? Em nome do que é melhor? Isso para mim é violência obstétrica. O que MUITOS médicos, e não TODOS, fazem em consultórios particulares, está errado??? Quem o procura??? Vamos pensar e usar o bom senso. E quanto aos inúmeros processos médicos? A obstetrícia é a número 2 dos advogados , só perde para a cirurgia plástica . Bom que agora vamos dividir esses problemas também com as parteiras , doulas , enf.obstetras , e com o governo também...

H disse...

A sua experiência não é a única. Mas as sortudas não dão o objeto do comentário e sim as que se prejudicam no parto natural. Mas é pedir demais que vc seja diária a elas, pois só conseguir se ficar c na c dia próprios experiência.

Franciana Soares disse...

Mari Fernandes disse tudo! Já escutei vários casos de mulheres que chegaram a falecer durante a recuperação de uma cesárea. Minha mãe teve 10 filhos de parto normal, os 3 primeiros foram em casa (sem lacerações e nenhum tipo de complicação). Nos partos feitos no hospital ela foi cortada e sofreu intervenções desnecessárias. Hoje é uma senhora de 74 anos, cheia de vida e sem nenhum tipo de sequela por conta dos partos. Minhas 5 irmãs todas tiveram seus filhos de parto normal e nunca se arrependeram disso. Estou grávida de 37 semanas e totalmente convencida a ter minha filha de parto natural. Apesar de todos os bons exemplos que tenho em casa (partos normais bem sucedidos), fui atrás de informações sobre partos e cheguei à conclusão de que de fato os benefícios do parto natural para a mãe e o bebe são incontestáveis. Respeito as mulheres que por conta própria decidem fazer a cesárea, mas tenho certeza que se estas mulheres buscassem informações sobre o parto natural, por meio de boas leituras e participando de grupos onde mulheres que tiveram seus filhos de parto natural compartilham suas experiências, elas com certeza se convenceriam a ter seus filhos de parto natural. O corpo da mulher foi preparado para gerar vidas e dar a luz, portanto "parir" deve ser um processo natural e não um procedimento cirúrgico. É assim que penso!

JWE disse...

Ual... Concordo plenamente... e vamos bater palma pra esse/essa GO que está largando a obstetrícia... Eu pari dois filhos... e tive laceração muito pequena nos dois partos... e meu marido ainda ama meu órgão sexual... Sabe por quê? Além de proporcionar diversos momentos bons a dois, proporcionou dois momentos maravilhosos em nossas vidas: o nascimento dos nossos dois filhos!!! Não sou contra cesárea quando a mulher escolhe ou quando é realmente necessário, mas sou contra a postura dos médicos que tentam induzir mulheres que querem ter parto normal e não tem informação do que é evidência científica pra cesárea e se deixam levar pela maré... E também sou contra as intervenções desnecessárias nos partos normais, pois uma intervenção leva a outra...

JWE disse...

Cara Claudia... essas horas que vocês chamam de agonia, são na realidade DELICIOSAS... Elas trazem nosso filho quando ele está pronto... com o pulmão maduro... ajudam ele a expelir os líquidos que engolem enquanto estão ainda dentro de nós... sem falar no vínculo que se cria... é um momento único entre mãe e filho que só quem pariu sabe... Não queiram tirar o direito de escolha da mulher... Os médicos que não querem atender parto normal, deveriam recusar as pacientes e pronto...

Alessandra Loraschi disse...

Senhores, por favor! A questão dos riscos de complicações para parturientes e bebês deve sim ser considerado e não é bem assim como é exposto aqui, pois tem vários estudos que mostram como uma cirurgia de grande porte é arriscada, mas a questão vai muito mais além!! Estudos como o da Dra. Elanor Madruga Luzes o qual abrange estudos multidisciplinares de teorias em torno do nascimento e mostra, dentre outras coisas, a importância para mãe e bebê da descarga natural dos hormônios no momento do parto; a importância do aconchego do bb pela mãe logo após o nascimento e que permaneça perto desta mãe durante a internação hospitalar; as consequências desta retirada do bebê antes do trabalho de parto e separação imediata de sua mãe após o parto sendo relacionada com desenvolvimento de diversas doenças físicas e psicológicas e inclusive parece ter relação com o surgimento de alguns tipos de crimes, como o sequestro, por exemplo, que surge nas décadas que sucedem o advento da cesariana;bem como o parto normal mal feito como é feito no hospital no Brasil tem consequências igualmente prejudiciais física e psicologicamente. O mais difícil é "abrir os olhos" do médico que gosta de brincar de Deus e que adora os benefícios financeiros que possui com suas práticas ruins, mas que com um esforcinho consegue criar uma cultura disfarçada de melhorias para as mulheres, quando na verdade está retirando a oportunidade da mulher ter seu filho com toda a beleza e divindade que é o nascimento natural e com todos os benefícios para o futuro da humanidade também inclusos neste momento!!

Alessandra Loraschi disse...

Senhores, por favor! A questão dos riscos de complicações para parturientes e bebês deve sim ser considerado e não é bem assim como é exposto aqui, pois tem vários estudos que mostram como uma cirurgia de grande porte é arriscada, mas a questão vai muito mais além!! Estudos como o da Dra. Elanor Madruga Luzes o qual abrange estudos multidisciplinares de teorias em torno do nascimento e mostra, dentre outras coisas, a importância para mãe e bebê da descarga natural dos hormônios no momento do parto; a importância do aconchego do bb pela mãe logo após o nascimento e que permaneça perto desta mãe durante a internação hospitalar; as consequências desta retirada do bebê antes do trabalho de parto e separação imediata de sua mãe após o parto sendo relacionada com desenvolvimento de diversas doenças físicas e psicológicas e inclusive parece ter relação com o surgimento de alguns tipos de crimes, como o sequestro, por exemplo, que surge nas décadas que sucedem o advento da cesariana;bem como o parto normal mal feito como é feito no hospital no Brasil tem consequências igualmente prejudiciais física e psicologicamente. O mais difícil é "abrir os olhos" do médico que gosta de brincar de Deus e que adora os benefícios financeiros que possui com suas práticas ruins, mas que com um esforcinho consegue criar uma cultura disfarçada de melhorias para as mulheres, quando na verdade está retirando a oportunidade da mulher ter seu filho com toda a beleza e divindade que é o nascimento natural e com todos os benefícios para o futuro da humanidade também inclusos neste momento!!

Kelly Prado disse...

O recado foi dado, go$tei da $ua $inceridade quando diz abertamente que a$ $ua$ preocupaçõe$ não $ão $obre a $aúde da mulher, muito meno$ $obre o bem-e$tar do bebê,ma$ $im, $obre o grande "filão de mercado" que você$ temem perder com o fim de ce$ariana$ indicada$ de forma engano$a para mulhere$ que querem ter seu parto normal. A que$tão é apena$ financeira, e muito obrigada por deixarem i$$o tão claro! Extremamente e$clarecedor e$$e texto de você$!

lele disse...

Claudia,antes de escrever erros grotescos, inclusive de português se informe! Pra começar, PARIR através de cesárea? Parto é o ato de parir, expulsão fetal e cesárea não é parto, é cirurgia de extração fetal!!
SEGUNDO O DICIONARIO MEDICO:

Resultados: PARTO »

parto Ato de parir; produto da concepção; expulsão do filho. ...
parto gemelar Parto de dois filhos. ...
parto induzido Parto provocado na gestação prolongada, ou nas anormalidades gestatórias. ...
parto prematuro Parto que se realiza antes do período normal de gestação. ...

Claudia disse...

E quem é que quer se igualar às estatísticas da Inglaterra, EUA, em estatística de parto cesáreo? Será que não percebem que o Brasil é infinitamente melhor nesse sentido? Aqui, nós mulheres podemos optar por uma cesárea. A Mulher Inglesa é praticamente partida ao meio e é obrigada a ter parto normal. Nós, brasileiras somos livres, podemos optar. Nós não temos vergonha de nos preservar como mulher e preservar nossas partes íntimas. Ah, vão contar historinha de que depois do parto normal a mulher permanece a mesma? Por favor! Então porque fazem períneo? Por que precisam levantar a bexiga? Eu me levanto sim contra essa vergonha que é a criminalização da cesárea. São as mulheres de baixa renda que vão acabar pagando por esse movimento. As que podem pagar vão continuar optando pela cesárea e os médicos serão obrigados a apresentar "melhores estatísticas" obrigando as que não podem pagar ao parto natural. Estamos indo na contramão da história dos direitos da mulher, impondo a elas um retrocesso e jogando nossos bebês numa roleta russa que, pode dar certo ou não. A vida merece mais respeito e, como falou o Francisco, me apresentem alguém que tenha paralisia cerebral decorrente de um parto cesáreo. Me aprentem uma mulher que tenha se submetido a uma cesárea e precise de cirurgia de períneo e, talvez eu mude de ideia.

Claudia disse...

...e, por favor gente, eu paguei pelas minhas cesáreas e não tenho que justificar coisa nenhuma para OMS, países de primeiro mundo ou do último mundo. No meu corpo mando eu (e tive a maior consideração pelos meus bebês). O que acontece é que há um mercado de trabalho para doulas e enfermeiras obstétricas que vem criminalizando as cesáreas porque quer crescer a qualquer custo, nem que isso custe a vida e a segurança dos bebês e das gestantes. Exemplo: a doula que contestou a indicação médica para cesárea de gestante no RS.

Tomas Hogan disse...

O mais importante no final das contas é a saúde do bebê. Mas minha esposa teve um parto lindo e humanizado. Não trocaria por uma cesárea com ela maquiada e transmitindo ao vivo, tipo show business para a família. Estive com ela a cada momento, dando força e posso dizer que foi um dos momentos mais lindos de nossa história. Ver minha pequena filha nascer no seu tempo, totalmente formada, indo parar nos braços de minha esposa já nos primeiros segundos não tem preço. Percebo que há pessoas que gostariam de ter tido cesárea, mas optarão por não. Tudo certo. Vocês não deixarão de ser boas mães por conta disso. Entendam, mães: vocês são a coisa mais importante para nós filhos. Amamos vocês não pela forma como nascemos, mas por cada minutinho de atenção. Cada carinho. Minha mulher continua com uma xoxota apertadinha, se querem saber. Acho até que nossa frequencia sexual aumentou...Agora: DEIXEM AS MULHERES QUE QUEREM TER PARTO NORMAL EM PAZ. Só uma mulher que optou por fazeer parto natural sabe a pressão que se sofre por tal opção.

Mateus Costa disse...

Para os peritos em obstetrícia... ops... do INSS, que devem ter visto obstetrícia somente na graduação, com práticas violentas de assistencia ao parto natural, com residentes loucos para estourar bolsa para que o bebe nascesse no plantão deles e aqueles que queriam fazer episiotomia para treinar sutura, e mais ainda, para os que não se atualizaram e citam trabalhos antigos. Seguem algumas indicações de leitura e questionamentos. O texto é grande, mas com conteúdo.

Referências:

1. A taxa de mortalidade perinatal na cesárea foi 2,4 vezes maior que no parto vaginal (“Neonatal Mortality for Primary Cesarean and Vaginal Births to Low-RiskWomen: Application of an ‘‘Intention-to-Treat’’ Model. MacDorman et al., BIRTH, 2008.);

2. Na cesariana a chance de antibioticoterapia é até 5 vezes maior que nos partos normal e natural, até 3 vezes maior a chance de morbidade materna na cesariana eletiva, até 5 vezes maior a taxa de mortalidade materna, até 4 vezes maior a chance de histerectomia e até 2 vezes maior a chance de internação na UTI ou internação maior que 7 dias (“Maternal and neonatal individual risks and benefits associated with caesarean delivery: multicentre prospective study, Villar et al., BMJ, 2007.”);

3. Mulheres submetidas a cesarianas apresentaram 5,93 mais chances de morbidade grave. (“Caesarean section without medical indications is associated with an increased risk of adverse shortterm maternal outcomes: the 2004-2008 WHO Global Survey on Maternal and Perinatal Health. Souza et al., BMC, 2010″);

4. A taxa de cesariana acima de 15% não é justificada do ponto de vista médico. (“Searching for the Optimal Rate of Medically Necessary Cesarean Delivery. Ye J1, Betrán AP, Vela MG, Souza JP, Zhang J., BIRTH Abril 2014″);

5. O aumento nas taxas de cesarianas no Brasil deve-se, também, a um grande número de cesarianas indesejadas na saúde suplementar. (Potter et al., BJOG, dez 2001);

6. Médicos da saúde privada no Brasil, com frequência, convencem suas pacientes a agendar cesarianas por motivos inexistentes ou irreais. (Potter et al., BIRTH, dez 2008).

Dados de 2011.
Holanda: 14%
Suécia: 17%
Reino Unido: 22%

Um link para atualizarem
http://estudamelania.blogspot.com.br/2014/06/cesariana-e-respeito-autonomia-da.html

Infelizmente há quem acredite nos peritos em obstetrícia... ops... do INSS.

Ana Paula Gaia disse...

Eu tive três partos normais e nunca levei episiotomia. Minha vagina e períneo são perfeitos, obrigada. Pari na posição vertical e sem nenhuma intervenção. Isso faz toda a diferença.
Se tivesse lacerado, ué, era só costurar depois, não? Qual o mistério disso?

Ana Paula Gaia disse...

Agonia? A dor do parto? Sinto lhe informar, mas o nome disso não é agonia! É uma dor que vem da dilatação do colo do útero, e é uma dor normal. Depois do nascimento passa tudo, vc recebe um bebê lindo no braço e tem plenas condições de cuidar daquele pequeno ser.
Não confunda dor com sofrimento. Pari três bebês e sou muito feliz com meus partos, que foram muito prazerosos.

TAVARES, T. L. disse...

Ontem eu participei do meu primeiro plantao de obstetrícia, e me desculpem, Parto Normal é uma confinamento de sofrimento, sem tempo fixo... A paciente fica gritando, "esgoelando", sofrendo de dor, e pedindo ajuda, e nada pode ser feito, isso por 5-12h de trabalho de parto. Ah, para neh? Que mundo é esse, não tinha nenhuma ideia que era dessa forma. E se for para não ter nenhuma mulher conhecida passando por aquilo, indico sim uma cesárea!

Neiva Pereira santos disse...

Trabalhei anos como técnica em enfermagem e nunca suportei a ala obstétrica. Acho deprimente, patética a situação de uma parturiente e, o que sobra delas depois do parto. Nenhum homem aceitaria ter seu pênis arreganhado, esticado, laceado, cortado, costurado como as vulvas das mulheres e, nisso eu os admiro muito porque eles tem autoestima. Por isso, quando tive meu filho decidi por uma cesarea. Prefiro ver acidentados, pós operatorio, pré operatório, tudo, qualquer coisa, mas não suporto ver mulheres parindo. É traumatizante e eu lutaria com todas as minhas forças para nunca ter que passar por isso. Acho que as mulheres mentem muito sobre o parto normal e induzem outras, que entram num caminho sem volta, sem saber. Depois, não querem admitir que poderiam ter tido seus filhos da mesma forma, sem passar pelo sofrimento e sequelas do parto. Meu marido é advogado e são inúmeros os casos de mulheres que processam médicos e hospitais por ficarem com suas vulvas acabadas. Elas sentem vergonha de seu corpo e nunca falam, por isso só ouvimos as "maravilhas" do parto normal.

Joana Rieveres disse...

Tavares e Neiva, vocês tem toda razão. Esse é um dos motivos para o alto índice de cesarias e se chama violência obstétrica. Práticas obsoletas e intervenções que transformam o ato de parir num verdadeiro filme de terror. Somente as mulheres que pariram com boa assistência e respeito e dignidade poderão falar bem do parto, poderão falar como pode ser lindo e prazeroso, e com certeza seus bebês agradecem.

Neiva Pereira santos disse...

Cara Joana, você me entendeu mal. Eu nunca disse que as parturientes são mal cuidadas ou sofrem violência. Muito pelo contrário, os enfermeiros e médicos fazem tudo que é possível mas, a violência é o próprio parto porque não há nada que possa ser feito para melhorar um parto. É pura ilusão achar que uma doula fazendo massagem vai diminuir a dor da paciente. Os médicos e enfermeiros fazem demais mas não podem lutar contra a natureza. Por isso sou a favor da cesariana. É claro que tem aquelas que gostam de sofrer. Mas, que sejam sinceras e contem exatamente o que é um parto natural para não enganar as menos esclarecidas com falsas promessas de parto humanizado. Parto humanizado não existe, o que existe, o que existe é a cesariana (que é sim humanizada) e o parto natural, que, mesmo com anestesia é horrível, pura enganação. Como é que vai se manter uma mulher anestesiada por 15/20 horas? De que adianta anestesiar no final, depois de 15 horas de agonia?

Claudia disse...

Parabéns pela coerência, Tavares. Nada como a verdade nua e crua, sem enganações.

Neiva Pereira santos disse...

Leiam o comentário da Ana Paula. É isso que eu quero dizer, a mulher não se dá valor. Ela fala da vagina dela como se falasse de um pedaço de bife: "...se rasgar, costura...". Isso é deprimente! Como se a questão fosse "o costurar". Pensem, imagienm um pouco, quem é que se dispõe a ser arrombada a ponto de ter suas carnes rasgadas e ainda diz "foi muito prazeroso"? É falta de valor próprio, só pode ser. A mulher foi criada para comparar-se e um pedaço de bife, mesmo e eu sinto vergonha por isso. Com relação a "sentir prazer", entra muito no campo subjetivo, afinal, os sadomasoquistas fazem o que fazem, por prazer, e ninguém vai entender como é que alguém pode sentir prazer em ser humilhado, dilacerado, queimado, surrado, etc. Há que se respeitar o gosto de cada um.

Núbia Tavares disse...

É porque doula$ não cobram nada pelo $serviço, né?

Núbia Tavares disse...

O problema dessas estatísticas é que todas se referem a países onde a cesariana só é feita em casos de complicação. Ou seja, se a cesária só é feita em situação de risco é CLARO que as taxas de mrotalidade serão maiores quando comparadas com partos normais feitos em condições ok. Algo que NÃO se aplica à realidade brasileira

Ignorar esse fato e apenas jogar dados ou é burrice ou desonestidade intelectual.

Núbia Tavares disse...

Aplausos! É isso ai!

Núbia Tavares disse...

Sou mãe, sou leiga, possuo informação, fiz tudo isso ai que você disse e optei por uma cesariana. Minha filha estava pélvica, tive contrações desde a semana 28 e falso trabalho de parto com 35 semanas e elevação de pressão. Pra maior parte das militantes do parto natural, isso não seria uma indicação de cesariana. para a maior parte dos médicos, é. Pra mim, mesmo que tivesse tudo isso, eu teria feito uma cesariana. Tudo bem, a mulher nasceu com a capacidade de parir na rua, na chuva, na fazenda, mas se tenho a opção de NÃO precisar passar por isso porque, afinal, a medicina evoluiu e não vivemos mais nos tempos das cavernas, ótimo! Minha filha nasceu com 37s5d, com apgar 9/10, e cesariana, saudável, linda e maravilhosa. Não tive problemas com a minha recuperação, não tive problemas pra amamentar e minha bebê é super saudável. Há mães que, acreditem, não querem ficar esperando 30h pra criança nascer. Esse é meu caso e não sou menos mãe que ninguém. Respeito o direito de quem quer ter parto humanizado, de quem quer parir em casa, mas não tolero que alguém venha me dizer que sou menos mulher ou mãe por não querer ter um parto vaginal, ou de dizer que se escolhi uma cesariana foi por não ter informação suficiente. Sou muito tranquila e digo: li mais a respeito de parto natural do que 90% das pessoas que conheço que optaram por ter um. E, mesmo assim, eu optei pela cesariana.

Núbia Tavares disse...

Olha, amigas, cada um com sua opinião, mas fiquei 12h com contrações em falso trabalho de parto quando estava com 35 semanas e digo: delícia mesmo é entrar na sala de cirurgia e em 30 minutos, ter sua filha nos seus braços. Respeito o direito de quem é masoquista, acho que o processo do parto vaginal pode ser transformador, libertador, emponderador, etc, mas DELICIA e gostoso contração não é não.

Sara Alvarenga disse...

"eu tive um parto natural sem ELISIOTOMIA"
"se tivesse lacerado,ué,era só costurar depois,não?"
"troquei 6 vezes de gos,todos queriam me meter na faca"
"agonia?a dor do parto?"(imagina......é um deleite...claro.)
"essas horas que vcs chamam de agonia são DELICIOSAS " ( hahammm)
" minha mulher continua com uma xoxota apertadinha"(que fino,um gentleman!)
Gente,eu estou alucinando ou li realmente isso?
Pela profundidade,elegância e conteúdo dos comentários acima a gente vê o nível de quem defende o parto humanizado feito por doulas.
SOMENTE UMA RESPOSTA SERIA APROPRIADA PARA ESSES GÊNIOS:- CREIDOSPAIDE TODO PODEROSO.
Concordo com a Claudia ,aqui pelo menos as mulheres podem optar.E as que não podem vão pagar um alto preco para que o Brasil se encaixe nas estastísticas.É claro que as doulas imbecis nunca viram um " parto humanizado " nos EUA ou na Inglaterra( super humanizado,sei) nem em lugar nenhum fora do buraco onde prestam seus servicos( pras loucas que aceitarem).
Somente uma doula pra entregar o próprio filho e o próprio corpo nas mãos de uma outra doula.
Concordo tb com a Neiva ,somente masoquistas podem falar da própria vagina como um pedaco de carne,e somente masoquistas podem achar lindo e maravilhoso ficar horas e horas sofrendo contracões,e a anestesia somente depois de 10 horas ,pra dizer que " teve analgesia,logo,humanizaram ainda mais o processo " .
Tudo bem,gosto não se discute,se lamenta.
Mas depois do que eu li aqui,se algum colega falar que quer continuar sendo GO no Brasil,vou internar.Somente um louco pra se dedicar tanto sabendo qual vai ser o reconhecimento ...
Gente,teve uma que até disse" nunca levei episiotomia"( mas uma pancada na cuca deve ter levado)
Até agora não estou acreditando!!!!
Chico,por favor,pelo bem da minha saúde mental,os comentários dos quais retirei trechos são fakes né??please

Clínica médica Marcelo Rasche disse...

E se lacerar o canal do parto de tal forma que não tenha sutura que estanque?

Já vi tanta tragédia obstétrica, que no momento a minha opinião é de que as doulas são tolas inocentes, mas não menos criminosas por isso. O "trabalho" delas pode se encaixar no codigo penal como exercício ilegal da medicina.

Elas possuem um discurso bem peculiar, um tal de "empoderamento". Empoderamento.... Parece discurso de teimosia.

Já tive plantões no PS que senti envelhecer um mês em 12 horas, tamanha a responsabilidade de atender pacientes críticos, e me vem uma doula meter a colher na medicina falando em empoderamento....

Claudia disse...

Sara, Núbia, Marcelo, como é bom ler algo coerente. Essas "testemunhas do delicioso parto normal" me tiram do sério com suas mentiras. E não sei como conseguem "arrastar" tantas para essa posição fanática e radical. Algumas chegam a "lutar pelo direito de um parto pélvico sem anestesia". Mas não mostram as fotos de uma rotura perineal de 4º grau. Aliás, falar sobre a parcela de partos que termina com roturas mutilantes e alunos pc para as APAES elas não falam. Bem, de qualquer forma, é bom saber que ainda há cérebros pensantes no Brasil e ideias menos hipócritas sendo veiculadas.

Claudia disse...

À propósito, a palavra parto, (também chamado nascimento) é a saída do feto do útero materno (http://pt.wikipedia.org/wiki/Parto). No minidicionário escolar de Dermival Ribeiro Rios, parir é "dar à luz", ou seja, os bebês que nascem de parto vaginal ou cesáreo nascem da mesma forma, são expulsos do útero da mesma forma e vêm à luz, da mesma forma. E é bom lembrar às "testemunhas do delicioso parto normal" que o Direito não admite nenhuma forma de discriminação aos filhos, sejam eles biológicos, adotivos, ou nascidos de partos cesáreos. Digo isso para responder um comentário acima e tbm, porque já cansei de ouvir algumas ignorantes explicando e provando que seus filhos são melhores pq nasceram de parto normal.

Denise Feliciano disse...

Eu tive meu parto natural após dois anos de uma cesárea desnecessária e afirmo que nunca vivi algo tão sublime na minha vida!!!! Nenhuma laceração, nenhum corte, nenhum ponto, nenhum alargamento..... apenas minha autoconfiança foi transformada....sou uma nova mulher!!!! Não tem pra ninguém!!!

Mateus Costa disse...

Não entendi bem sua colocação, mas vou argumentar da seguinte forma.
Os dados apresentados realmente são em países onde há indicações reais de cesariana. Países cuja assistência obstétrica é baseada em evidências científicas.
Em todas as áreas da medicina, uma cirurgia só é realizada quando os riscos de não fazê-la são maiores do que fazê-la. Só na obstetrícia que se vende que o risco da cesariana é zero e que ela é mais segura que o PN.
Isso demonstra que os números apresentados pela OMS são possíveis de práticar.
Se parir naturalmente fosse tão ruim quanto o texto acima defende, esses países não teriam um problema de saúde pública para resolverem?
Se as mulheres brasileiras são fisiologicamente diferentes das mencionadas nesses países que precisam tanto de uma cesariana salvadora?

Mateus Costa disse...

Se está tratando do caso da Adelir, enquanto esperamos as autoridades se pronunciarem e espero que não sejam corporativistas, leia essa análise técnica para ver se realmente era indicação de cesárea.
http://estudamelania.blogspot.com.br/2014/04/guest-post-maira-libertad-caso-adelir.html

Mateus Costa disse...

Bom Tavares, vou tentar enumerar algumas coisas que você deve ter visto no seu plantão.
- ocitocina, mulher sem alimentar, nenhum apoio emocional, entre outros que não vou enumerar.
Permita dar um conselho.
- Procure saber sobre o modelo de assistencia humanizada que está sendo proposto,
- Procure saber como esse modelo funciona em países modelo de assistencia obstétrica.
- Procure saber sobre o trinômio medo, tensão, dor e o efeito disso na adrenalina, endorfina, etc.
Talvez, começando por isso, você verá que o problema não é o parto normal e sim a forma que ele é (des)assistido pelos profissionais da saúde.
Enfim, assista ao filme O Renascimento do Parto. Se você está começando sua formação nesse modelo obstétrico obsoleto, isso é lamentável. Talvez, conhecendo uma outra realidade e sabendo que isso tem sido praticado no Brasil, ainda de forma incipiente, você possa tentar conhecer uma outra saída que não esse cenário de filme de guerra que você presencia e que faz parte de um modelo ultrapassado.

MICHEL BOCZKO disse...

Renato por que da oposição à recomendação / meta de 15% de cesareanas? Se tivessemos no Brasil 20% ou 25% e indícios de que este é um limite saudável OK, mas temos 55%, o maior do mundo. Trata-se não de atender à uma recomendacao!, mas de conter uma epidemia. Vc tem alguma meta melhor para propor?

Lucas Zorzenoni disse...

Acho muito bonito as mães que tiveram o privilégio de terem bons partos normais, mas acho irresponsável estas mesmas mulheres tomarem os seu partos como base para emitir opiniões,estamos falando de ciência e pesquisa e não de fatos isolados ou de idéias filosoficamente coerentes temos que basear em dados para tomar decisões, quantas idéias pareciam aos próprios médicos as mais corretas e estudos mostraram o contrário. Parto é algo complexo do ponto de vista físico, emocional e espiritual, e cada caso é um caso. Mas eu abandonei a obstetrícia pois comecei a achar que trabalho que muita gente põe a mão não dá certo, e hoje tenho dó dos colegas que tentam continuar na especialidade. Espero que a humanidade tenha um pouco de compaixão com as mães que são usadas , com as crianças vitimas e com os médicos massacrados pela mídea, pelos tribunais, pelos convênios e pelos pais que preferem acreditar na ilusão de que outros decidam algo que deve ser a decisão exclusiva deles e de seu médicos.

PatriciaLuchiari disse...

Clínica Médica Marcelo Rasche

Para lacerar o canal do parto de tal forma que não tenha sutura = ou dotô puxou o bebê ou pediu para mulher fazer força comprida ou fez manobra de kristeller ou as 3 alternativas de uma vez. #sóacho

Ahhhh... Mas estes detalhes vocês não contam, né?

Ffaraco Faraco disse...

Não vi nesse artigo nenhuma citação científica de que existe segurança e vantagem para mulheres e bebês, ter 88% de cesárea. Vamos checar o contrário? Na Unimed Jaboticabal eles conseguiram reduzir a taxa de cesárea de 90% para 60%. Resultado: economizaram R$400mil reais/mês com INTERNAÇÃO EM UTI NEONATAL! Não com o custo do parto.

Paty disse...

Aff...É no mínimo ridículo esse tipo de discussão do tipo "Cabo de Guerra"! "Eu tenho razão, não. ..eu quem tenho razão..." Na verdade o que deve ser discutido e respeitado é o direito à escolha da parturiente, tendo ela todas as informações necessárias para se sentir segura seja qual for o parto e com PROFISSIONAIS que definitamente respeitem sua vontade, sem influenciá-la em benefício dos mesmos, com caráter puramente mercenário!!!!

Francisco Cardoso disse...

Paty, mercenárias como as doulas que cobram de 6 a 15 mil? As obstetrizes que só assistem se o dinheiro estiver na conta? Concordo...

Renata Machado disse...

Francisco,

algumas doulas até podem chegar a cobrar este valor, mas está longe, muito longe da média. Falo isso porque sou gestante em uma das cidades com maior custo de vida do país e esse não é o preço. A doula que estou mais disposta a contratar (sim, contratar porque é um serviço, assim como a obstetra que terei que contratar mesmo tendo plano de saúde para ter maiores chances de ter um parto normal), esta doula me acompanha antes, durante e depois do parto, inclusive orientando a amamentação. Ela pediu que eu não pague tudo antes do parto, pois caso haja alguma indicação de cesárea podemos rever o valor (uma vez que ela propriamente não irá me "doular").
Agora pergunto, o senhor é médico? Obstetra? Atende por convênio? Se eu me consultasse, sem nenhuma indicação real para cirurgia cesárea, aguardaria meu bebê nascer? Ficaria 10 horas ao meu lado? Sem apressar, sem palavras amedrontadoras? Cobraria a ilegal taxa de disponibilidade ou assumiria o ônus de sua profissão?

Podem haver doulas mercenárias,sim, assim como médicos. Não generalize uma profissão, como não gosta que generalize a sua.

Se o senhor não é um desses mercenários, preocupados com suas agendas pessoais e profissionais e com a renda de seus consultórios particulares, honestamente, não há porque ter medo. Nem o senhor nem os seus colegas.

Cordialmente

Luspicacci disse...

Mas é claro, Ilmo. Todo Poderoso, Onipotente e Onisciente Sr. médico! O sr. tem toda a razão!
A OMS é formada por um bando de "gentinha garganta" que quer te ver no mesmo patamar onde está a mal cheirosa ralé que são os pacientes e outros profissionais da saúde; e a FIOCRUZ é uma Fundação de sambistas apedeutas, não é?

O que seria do mundo se não existissem os Todos Poderosos, Onipotentes e Oniscientes médicos, mandando nos Fisioterapeutas, Enfermeiras, Psicólogos, Biomédicos, Nutricionistas, doulas? Essa ralé que passa 4 anos nas faculdades e conhecem muito mais de Imunologia e Farmacologia do que qualquer médico; que tem muito mais competência para diagnosticar e tratar pacientes do que a maioria dos médicos... que não deveria ser tratada com o escandaloso e chocante desprezo com a qual o Ilustríssimo arrogante se referiu aos profissionais Psicólogos, doulas e terapeutas da MTC e Holísticos.
É por causa de Ilustres arrogantes que se fez de suma importância trazer os médicos estrangeiros e, em uma parcela expressiva, os Cubanos: para que os cantos mais afastados do país, onde não há Avenidas Henrique Schaumanns da vida e sequer shopping centers (que escândalo,lugares onde não há nem um mísero MacDonald´s para atender o bem estar dos sres. médicos!), as populações saibam o que é ter um médico que se importe com os pacientes (não CLIENTES) e os trate com respeito e dignidade.
Se houve advogados, engenheiros, etc, debatendo a falta de necessidade de parto cesariana no Brasil, como bem postou, é porque V.Sra e seus pares não passam de EXECUTIVOS DE BANCO usando jaleco - não usarei a verdadeira expressão que penso de vocês médicos, pois sei como vocês são raivosos.

Luciana disse...

As novas regras estão desagradando aos adeptos da "cesárea a qualquer custo" e isso é perfeitamente compreensível. Agora eles sabem como é ter o seu direito de escolha cerceado, dificultado ou mesmo impedido. Bem-vindos à realidade das mulheres que desejam o parto normal não-violento no Brasil. Ah, você discorda do termo "violência" em relação a diversos procedimentos? Pois é violento tudo aquilo que é imposto e feito contra a vontade da gestante. Se ela não quer anestesia mas é forçada a tomar, a anestesia se torna violência obstétrica. Também é BIZARRO aspear o "normal" em "parto normal". Vocês estão mesmo querendo dizer que normal = cirúrgico?? Cadê a lógica??

Jéssica Gontijo disse...

Paty e Lucas Zorzenoni, excelentes comentários. Estamos falando de pessoas, gestantes q estão vivendo 9 meses com inseguranças, medos, sensibilidade alterada.... Estamos tbm falando do Brasil, e nao dos EUA e Europa. É até vergonhoso comparar qualidade dos hospitais e atendimento daqui com esses lugares. O ideal é passar as informações e opções q essas mulheres têm e através disso, a própria decida o q é melhor para ela e seu bebê. Quando li comentários sobre parto humanizado, realmente já vi vídeos muitos emocionantes deles, mas se formos observar, quem teve essa experiência maravilhosa são mulheres com poder aquisitivo superiores à de mulheres q dependem de atendimento do SUS. Mulheres carentes nao têm condições de pagar uma doula para acompanhá-las na hora do parto e muito menos tiveram condições e acesso à acompanhamento fisioterapêutico obstétrico para preparar as musculaturas importantes para minimizar seu sofrimento no trabalho de parto e no trabalho de parto em, nem a continuação do mesmo no pós-parto. Parto é muito mais complexo do que a via que o bebê nascerá. Preparação pscicológica tbm deve ser levada em consideração. Pois expor uma mulher a um trabalho de parto sem preparação, conhecimento e opção, poderá sofrer muito mais do que era para ser e sofrimento esse que pode levar à consequências graves, como uma depressão pós-parto, lesões físicas na região de períneo e consequências emocionais que podem interferir diretamente na vida do casal. Então eu repito, parto é muito mais complexo do que o modo que o bebê virá ao mundo. E se o país quer impor regras, que seja feito todas essas alterações necessárias para poder oferecer toda a assistência e estrutura que as gestantes precisam. E não Simplesmente decidir que tem que ser assim e pronto. Se querem impor leis, que construam casas de parto humanizado, com acompanhamento multiprofissional CAPACITADO ao longo de toda a gestação, além de UTIs e UTIs neonatais montadas em todas essas casas. Porque, como fisioterapeuta e por já ter trabalhado em hospitais públicos, posso afirmar que o parto "normal" da nossa realidade SUS deveria ser chamado de parto anormal. E nao tem nada haver com o parto humanizado que vemos e ouvimos lindos depoimentos.

Jéssica Gontijo disse...

Paty e Lucas Zorzenoni, excelentes comentários. Estamos falando de pessoas, gestantes q estão vivendo 9 meses com inseguranças, medos, sensibilidade alterada.... Estamos tbm falando do Brasil, e nao dos EUA e Europa. É até vergonhoso comparar qualidade dos hospitais e atendimento daqui com esses lugares. O ideal é passar as informações e opções q essas mulheres têm e através disso, a própria decida o q é melhor para ela e seu bebê. Quando li comentários sobre parto humanizado, realmente já vi vídeos muitos emocionantes deles, mas se formos observar, quem teve essa experiência maravilhosa são mulheres com poder aquisitivo superiores à de mulheres q dependem de atendimento do SUS. Mulheres carentes nao têm condições de pagar uma doula para acompanhá-las na hora do parto e muito menos tiveram condições e acesso à acompanhamento fisioterapêutico obstétrico para preparar as musculaturas importantes para minimizar seu sofrimento no trabalho de parto e no trabalho de parto em, nem a continuação do mesmo no pós-parto. Parto é muito mais complexo do que a via que o bebê nascerá. Preparação pscicológica tbm deve ser levada em consideração. Pois expor uma mulher a um trabalho de parto sem preparação, conhecimento e opção, poderá sofrer muito mais do que era para ser e sofrimento esse que pode levar à consequências graves, como uma depressão pós-parto, lesões físicas na região de períneo e consequências emocionais que podem interferir diretamente na vida do casal. Então eu repito, parto é muito mais complexo do que o modo que o bebê virá ao mundo. E se o país quer impor regras, que seja feito todas essas alterações necessárias para poder oferecer toda a assistência e estrutura que as gestantes precisam. E não Simplesmente decidir que tem que ser assim e pronto. Se querem impor leis, que construam casas de parto humanizado, com acompanhamento multiprofissional CAPACITADO ao longo de toda a gestação, além de UTIs e UTIs neonatais montadas em todas essas casas. Porque, como fisioterapeuta e por já ter trabalhado em hospitais públicos, posso afirmar que o parto "normal" da nossa realidade SUS deveria ser chamado de parto anormal. E nao tem nada haver com o parto humanizado que vemos e ouvimos lindos depoimentos.

Ariane disse...

Olá, só gostaria de dizer que cada vó minha pariu 10 filhos, apenas 1 cesárea, q foi por indicação para fazer laqueadura, e foi o pior parto. Elas dizem q se fosse hoje, seriam todos normais de novo, inclusive o q foi cesarea. Eu estou com um bb de 2 meses, tive em casa, depois de 1 dia de prodromos, e 12 h de bolsa rota, doeu só na ultima hora, tive laceração, mas ja está cicatrizada e tudo como antes. E ñ me arrependo. E no grupo de gestantes q frequento, muitas nem laceração teve.

Cristiane Resende disse...

Disse tudo, concordo plenamente. As pessoas julgam demais, ninguém é menos mãe ou menos informada por optar pela cesariana.

Robbe disse...

Acho assim, como a Tatiana lá em cima, ela queria normal, os médicos não (aparentemente por motivos fúteis) e ela mudou de médicos: perfeito. Mas se ela tivesse uma complicação, se a criança tivesse mudado de posição, seus quadris não tivesse passagem, cordão umbilical enrolado ou simplesmente ela tivesse pânico de imaginar um parto normal, qual o motivo de obriga-la ? Por que obrigar ao médico? Isso é arriscar vidas. Se acham que médicos são gananciosos, paguem o mesmo por ambos partos! Eliminem os motivos! Obrigar, fazer pressão nessa área é arriscar vidas!

mari disse...

Fiquei das 3 Am as 19:00 em TP até completa dilatação com contracoes, e por querer tanto sentir aquelas dores, esperar tanto por elas, após uma cesariana forçada, porque a GO ia viajar (tirou minha filha com 36s), as contrações não doeram, e foram prazerosas, cada uma que vinha, eu esperava ansiosamente por outra, porque sabia que a cada contracao que vinha, ia ter minha filha nos braços.
fiquei das 19:00 às 22:06 em expulsivo, parto natural, na banqueta sem anestesia, sem nada! E foi a maior delicia da minha vida, o sentimento, tudo.
Não trocaria nenhum momento daqueles, nenhum.
E vou passar por tudo de novo.
E contracao é uma delícia sim.

Tive uma pequena laceracao, mas nada comparado a uma episiotomia.

A gestante tem o direito de escolher como quer parir, e não do médico influenciar e forçar a gestante a fazer uma cesariana pq é conveniente para ele, inventando problemas que não requerem uma cesariana, e dizendo : mãezinha seu bebê não quer morrer !


Unknown disse...

quiserem, flacidez

Visão de Ilitia disse...

A Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas está sendo mal interpretada por quem lê somente o renumo ou as conclusões finais. Na verdade, a OMS não recomenda a busca por taxas-alvo. E a taxa de 10 a 15% seria uma taxa mínima de segurança para cesareanas abaixo da qual aumenta-se o risco de mortalidade. Veja: http://visaodeilitia.blogspot.com.br/2015/08/interpretando-declaracao-da-oms-sobre.html

Rebeca Almeida disse...

Muito bem colocado!! Muito bem!!
Poderia falar sobre 4 ou 5 conhecidos que falam abertamente de como ficou a vagina da esposa. Uns com a realidade, outros com certo exagero!!

Existe parto vaginais maravilhosos?? Sem complicações?? Existe sim!!! E sem cicatriz!!

Mas existe cesáreas maravilhosas e sem complicações, existe também e sem tocar na piriquita, que para alguns é essencial!!

Respeitem quem quer um parto natural!! Respeitem quem quer uma cesárea!!

Se ser mãe NOTAL 1000 fosse PARIR pela xoxota, onde estão as mamães que pariram e deixaram nos orfanatos?? O que são as mulheres que adotam??

Parto é ínfimo ao processo do real empoderamento materno.

Temos é que ter direito a informação, esclarecimento e seja o que for que escolhermos, sejamos respeitadas!



Rebeca Almeida disse...

Caramba Neiva, não sabia que era assim. Já tinha ouvido um ou outro homem falando que não tinha mais coragem de ver sexo oral na esposa depois do parto vaginal. Até achei exagero, haja visto o lindo bebê que nasce... Mas sejamos realistas Isso existe, velado... Mas existe.... Que triste!