quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Transtorno de pânico (F41.0)


Segundo as diretrizes de apoio à decisão médico-pericial, documento submetido à critica da sociedade de especialidade e comunidade em geral, sendo aprovada e em pleno vigor*, a Síndrome do Pânico não pode ser confundida com manifestações histeriformes ou outros quadros ansiosos, sendo uma entidade bem estabelecida que se manifesta em crises agudas e auto-limitadas sem qualquer fator desencadeante. É duas vezes mais freqüente em mulheres e ocorre, em geral, antes dos 30 anos. Jamais deve ser confundida com fobias sociais, agorafobia, claustrofobia etc. O documento estabelece que:

A síndrome de pânico ou doença de pânico é caracterizada por várias crises/ataques de ansiedade paroxística intensa e grave, num período de 30 a 45 dias, súbita, auto-limitada, sem fatores predisponentes, desencadeantes ou traumáticos como causa.

Os sintomas são:
 

Medo e sensação de morrer, de enlouquecer, de perder a razão e o controle total de si;

De ordem cardiovascular e/ou respiratória (taquicardia, palpitações, dor e/ou pressão no peito, falta de ar, sensação de sufocamento). Estes sintomas, em geral, confundem-se com as emergências cardiovasculares. Não é raro ter seu primeiro atendimento num pronto socorro cardiológico;

De ordem neurológica e/ou otorrinolaringológica (tonturas, vertigens, formigamento, sensação de anestesia ou de choque, parestesias, zumbidos); e 


De ordem geral (náuseas, vômitos, sensação de frio ou calor intenso, sudorese, tremores), e outros consequentes à descarga adrenérgica.

A crise no transtorno de pânico é auto-limitada e de curto período. Em geral, não ultrapassa 10 minutos. Atualmente usa-se com grande eficácia técnicas de controle respiratório, impedindo inclusive que a crise se desencadeie com todos os pródromos descritos O prognóstico é, em geral, bom em médio prazo, podendo ocorrer remissão espontânea.

O tratamento adequado abrevia o curso da crise.

Conduta médico-pericial

De um modo geral, este grupo de patologias não gera incapacidade laborativa, a não ser em caso de agravamento ou de situações críticas.
Quando incapacitantes, o afastamento é breve, sugerindo-se até 30 dias.
Na possibilidade de PP ou PR, a SIMA é recomendável.
Nos casos em que há o exercício de função de risco individual ou coletivo, como, por exemplo, na condução de veículos e trabalho em confinamento, pode haver a necessidade de encaminhamento para a Reabilitação Profissional”.


* Resolução INSS/PRES 128 de 16/12/2010 publicada no DOU 242 de 20 de dezembro de 2010, Seção 1, pág. 732.

54 comentários:

Guest disse...

Tem algo de errado com essa informação.... Podem verificar o que de errado tem com a fonte?

Abraços.

Heltron Israel disse...

Nada de errado nem com a fonte e nem o conteúdo ha meses disponibilizado aqui. Pag 33

http://peritomed.files.wordpress.com/2010/09/consultapublica_mental.pdf

Guest disse...

Desculpe Heltron,

Mas está tudos errado, primeiro que a matéria dá impressão que a medida médico pericial foi tratada pela resolução 128 e não é verdade!

Segundo, há leviandade no tratamento de um assunto extremamente complexo, já que no caso da CID discutida a possibilidade de erro no diagnóstico pelo médico assintente é enorme. Pode se tratar de transtornos diversos de ansiedade, TEPT e até mesmo neuroses diversas.

Quanto a referência que VOCÊ ofereceu a orientação é:
"Conduta médico-pericial
O prognóstico é, em geral, bom em médio prazo, podendo ocorrer remissão
espontânea. O tratamento adequado abrevia o curso da crise.
O critério técnico da avaliação pericial é a freqüência das crises ocorridas no
período de trinta dias, e suas repercussões (medo persistente a um novo ataque).
A história clínica bem colhida é fundamental para a decisão pericial. É importante
lembrar que o pânico é um transtorno que tem recidivas com alguma freqüência, ou seja,
mesmo no indivíduo em franca remissão, ou considerado curado, uma nova crise pode
surgir até anos depois.
Nos casos em que há o exercício de função de risco individual ou coletivo, como,
por exemplo, na condução de veículos e trabalho em confinamento, pode haver a
necessidade de encaminhamento para a Reabilitação Profissional."

A pergunta que não quer calar, a população em geral tem se beneficiado de um bom sistema de saúde mental no país? E pergunta mais pertinente, a sistema de Reabilitação está funcionando?

Faço essa pergunta porque, mesmo que o cidadão seja bem cuidado clinicamente e/ou reabilitado, se houver recidiva da doença, que é comum no caso, concessão nele!

Estou tento aquele velha impressão de "meteria paga". Tem algum destinatário especial a questão?

Abraços.

Heltron Israel disse...

Bem, a resolução foi publicada ano passado. Pesquise mais está na intranet e no diário oficial. Leviandade? Avise aos psiquiatras que elaboraram o documento Já que fala com tanta propriedade sobre o tema e, claro, não esqueça de se identificar com seu nome original. Não sei a quem EH quis enviar a mensagem. É uma patologia muito comum.
A quem seria?

Heltron Israel disse...

Resolução INSS nº 128, de 16.12.2010 - DOU 1 de 20.12.2010
 
Aprova o Manual de Procedimentos de Benefícios por Incapacidade (MPBI) - Volume I: Diretrizes de Apoio à Decisão Médico- Pericial em Ortopedia e Traumatologia, Volume II: Diretrizes de Apoio à Decisão Médico- Pericial em Transtornos Mentais e Volume III: Diretrizes de Apoio à Decisão Médico-Pericial em Clínica Médica (Parte I).
 
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:
 
Decreto nº 6.934, de 11 de agosto de 2009; e
 
Resolução nº 70/INSS/PRES, de 06 de outubro de 2009.
 
O Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, no uso das atribuições que lhe confere o Decreto nº 6.934, de 11 de agosto de 2009,
 
Considerando a necessidade de gestão de benefícios por incapacidade e de acompanhar tendências internacionais de uniformização de procedimentos em face da crescente demanda por estes benefícios,
 
Resolve:
 
Art. 1º Aprovar o Manual de Procedimentos de Benefícios por Incapacidade (MPBI) - Volume I: Diretrizes de Apoio à Decisão Médico-Pericial em Ortopedia e Traumatologia, Volume II: Diretrizes de Apoio à Decisão Médico-Pericial em Transtornos Mentais e Volume III: Diretrizes de Apoio à Decisão Médico-Pericial em Clínica Médica (Parte I).
 
§ 1º As atualizações ou alterações no texto do Manual serão objeto de Despacho Decisório, de competência do Diretor de Saúde do Trabalhador.
 
§ 2º O Manual aprovado por esta Resolução será publicado no Portal do INSS.
 
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação e revoga a Orientação Interna nº 203 INSS/DIRBEN, de 19 de novembro de 2008.

Guest disse...

Pois é Heltron,

Eu gosto de vc por causa disso, vc é perspicaz e muito inteligente...

Me economizou a escrita já que estou apanhando para postar de um tablet...

Agora para fechar a questão é só reler a orientação para a conduta medico-pericial, ela está lá e é clara e adequada sim...

Só restaria a resposta ao quesitos levantados - Só vamos evitar argumentos circulantes e ad aeternum!

Abraços.

Eduardo Henrique Almeida disse...

Não respondo quem se oculta sob o manto do anonimato.

Guest disse...

Já respondeu Eduardo!

Abraços.

Patricia disse...

o sistema que deve ser mudado, não o conteúdo do site que está prestando serviço.

ademir pires disse...

me parece q a sindrome do panico nao eh tratada com tanta seriedade por parte dos peritos,pois tenho sindrome do panico ha 2 anos vivo de medicamentos e limitaçoes por causa da doença e ate hoje nao consegui o auxilio doença,simplesmente me tratam como algo passageiro e q nao necessita de um bom prazo para tratamento

ademir pires disse...

gostaria q a sindrome do panico fosse tratada de maneira mais seria ela mudou minha vida tenho limitaçoes,sofro muito com isso e as pessoas nao me entendem tenho a doença a 2 anos e sofro muito com isso. ate hoje a pericia medica nao me concedeu o auxilio doença porq isso? sendo q a doença nao me deixa nem trabalhar.

CELULA GERAÇÃO RADICAL disse...

Acontece que os peritos parece que tem uma obsessão de não dar licença, como se a pessoa quisesse ficar afastada só para não trabalhar. Só quem teve uma crise de pânico é que sabe o quanto essa doença é corrosiva. Estou de licença por sofrer com a síndrome do pânico com agorafobia há quase 3 anos e ainda não consigo ter uma vida normal. Tudo o que eu faço dependendo da companhia de pessoas da minha confiança. Não ando de ônibus e caso apareça alguma viagem preciso tomar uma medicação um pouco mais forte para controlar a ansiedade. Isso porque tomo a medicação correta e faço terapia. As pessoas que nunca tiveram isso não tem noção do quanto acaba com as nossas vidas. Os médicos peritos, com todo respeito, deveriam desenvolver um pouco mais a sua sensibilidade com as doenças mentais ou emocionais, seja lá como elas são reconhecidas. O problema é que muitos peritos batem no peito cheios de autoridade, mas a pessoa que sofre com a patologia é que aguenta o tranco. A medicina devia ser igual para todos, sejam peritos ou não. Médico deve zelar pela saúde do paciente, mas infelizmente nem sempre a gente vê isso por ai. Eu já vi pessoas pedindo demissão porque não conseguiram licença médica e não tinha como trabalhar. Já vi peritos tratando mal, pacientes que estavam em tratamento psiquiátrico, sem a menos sensibilidade. Infelizmente falta mais amor na profissão. Fico triste em ver tanta injustiça. Admiro os médicos que zelam pela saúde das pessoas e que querem realmente que elas se curem. E me desculpe, mas esse conteúdo está bem fora do que essa maldita doença realmente é... Deveria deixar os comentários sem moderação para que as pessoas possam se manifestar livremente. Obrigada.

Aldo Camboriú disse...

Estou há 17 anos com Transtorno do Pânico. Lutei muitos anos contra esse monstro com coragem e determinação. Travei uma batalha longa e desgastante com meus próprios demônios, no entanto, após muitos anos de luta chegou um momento que precisei descansar da batalha, pois encarei meu trabalho mesmo com todas as dificuldades. Há aproximadamente 2 anos, depois de ter contribuído quase 30 anos com o INSS, fui até esse órgão FALIDO e cheio de VÍCIOS munido de farta documentação, como declarações médicas, atestados, prontuários de 18 anos de luta, enfim, com tudo o que necessitava para ter um auxílio doença. Eis que lá passando por um "PERITO", daqueles que são pagos com o dinheiro de nossa contribuição ao governo para dar SAÚDE, SEGURANÇA, MORADIA, ETC..., o qual na minha opinião é totalmente despreparado para exercer esta função quando se trata ao menos da parte psiquiátrica, pois demonstra escancarado nada entender do assunto.
Bem, no primeiro atestado com pedido de afastamento para 120 dias o "perito" achou que o MÉDICO ESPECIALISTA não sabe o que faz, pois concedeu somente a metade do tempo para meu tratamento. Muito bem, munido de mais 5 atestados de 5 profissionais da área mental dizendo que eu não poderia trabalhar da forma que me encontro, mesmo assim o STEVE JOBS do INSS, grande EINSTEIN, contrariou os especialistas e não concedeu o auxílio doença.
Logicamente estou providenciando judicialmente o necessário para a concessão.
Mas pergunto: Não parece que esses INCOMPETENTES estão lá somente para NEGAR benefícios com intuito de sobrar mais um dinheirinho para os LADRÕES do PLANALTO?
Lamentável, mas é somente esta a conclusão que chego.

Aldo Camboriú disse...

Estou há 17 anos com Transtorno do Pânico. Lutei muitos anos contra esse monstro com coragem e determinação. Travei uma batalha longa e desgastante com meus próprios demônios, no entanto, após muitos anos de luta chegou um momento que precisei descansar da batalha, pois encarei meu trabalho mesmo com todas as dificuldades. Há aproximadamente 2 anos, depois de ter contribuído quase 30 anos com o INSS, fui até esse órgão FALIDO e cheio de VÍCIOS munido de farta documentação, como declarações médicas, atestados, prontuários de 18 anos de luta, enfim, com tudo o que necessitava para ter um auxílio doença. Eis que lá passando por um "PERITO", daqueles que são pagos com o dinheiro de nossa contribuição ao governo para dar SAÚDE, SEGURANÇA, MORADIA, ETC..., o qual na minha opinião é totalmente despreparado para exercer esta função quando se trata ao menos da parte psiquiátrica, pois demonstra escancarado nada entender do assunto.
Bem, no primeiro atestado com pedido de afastamento para 120 dias o "perito" achou que o MÉDICO ESPECIALISTA não sabe o que faz, pois concedeu somente a metade do tempo para meu tratamento. Muito bem, munido de mais 5 atestados de 5 profissionais da área mental dizendo que eu não poderia trabalhar da forma que me encontro, mesmo assim o STEVE JOBS do INSS, grande EINSTEIN, contrariou os especialistas e não concedeu o auxílio doença.
Logicamente estou providenciando judicialmente o necessário para a concessão.
Mas pergunto: Não parece que esses INCOMPETENTES estão lá somente para NEGAR benefícios com intuito de sobrar mais um dinheirinho para os LADRÕES do PLANALTO?
Lamentável, mas é somente esta a conclusão que chego.

Ivete Quintela disse...

Senhores, sou executiva e trabalho viajando muito e administrando equipes comerciais. Fazem alguns anos que não tiro férias, e me sentia cansada, com muitas crises hipertensivas, sem vontade de interação social nas poucas folgas que tinha, engordei demais e agora começou um tremor nos olhos, no corpo, dores de cabeça e medo de sair até de casa...fui ao um cardiologista que na emergência me afastou por 10 dias e disse que eu estava com riscos F41 - Outros transtornos ansiosos e me mandou procurar urgente um psiquiatra pois ele me passou Rivotril 2g por dois meses e disse que não posso trabalhar nessas condições pois há riscos na direção de autos e de ficar sozinha em hoteis como faço hoje. Isso quer dizer que estou doente de verdade? O que devo fazer de fato para lidar com isso.

Regilano Oliveira disse...

Prezados, Por várias vezes, inclusive essa semana tive uma série de situações difíceis na minha empresa que me fizeram ficar em casa e deixar a mente "esfriar" pra retomada na semana seguinte.
Minha surpresa foi me deparar com um colaborador meu com um atestado de 30 dias pelo CID. F41.0, mesmo com uma idade não superior aos 25 anos e sendo esse o seu primeiro emprego. Fiquei perplexo e resolvi buscar informações com amigos que comprovadamente passam pelo mesmo problema e neste blog para entender melhor a situação dele e talvez entender inclusive algumas reações que venho tendo ultimamente.
Como vi que temos muitas pessoas experientes no blog, me pergunto.

Como posso colaborar com a reabilitação deste colaborador, apesar de sempre ter tido uma relação amigável e inclusive de apoio em diversos episódios?

O caso dele, pela idade e características, costuma ser revertido com tratamento de medicamentos e continuidade da atividade laboral, ou o ideal é ele buscar afastamento permanente, seja pelo INSS ou pelo desligamento da empresa?

Pelo visto, os peritos do INSS não costumam ser capacitados tecnicamente para as avaliações aqui postadas. O que farei no caso dele não conseguir o afastamento pelo INSS? Não posso manter um colaborador, por mais humanitária que seja minha gestão, preso a empresa sem dar resultados. Seria inclusive injustiça com os demais que fazem suas atividades normalmente.

Me perdoem, se fiz algum comentário incorreto ou indevido, mas estou em busca de entender melhor o assunto, tanto por conta dele, como por conta da empresa e quem sabe por conta de algumas reações minhas ultimamente.

Obrigado.

Hafiz Ben David disse...

Regilano,tudo bem? Se os Peritos Médicos do INSS não estão capacitados, veio ao blog errado:este é um blog idealizado por aqueles.
Mas creio que alguns deles,de boa vontade,talvez elucidem alguns pontos.

Francisco Cardoso disse...

Se nós não somos capacitados tecnicamente (e ai gostaria de saber qual a formação do Sr. Regliano para fazer tal assertiva) porque seríamos para responder as suas indagações?

Regilano Oliveira disse...

Prezados Hafiz Ben e Francisco Cardoso,

Lembro-lhes que eu usei a expressão "pelo visto", então, as postagens que foram comentadas aqui, de pessoas que passam por este problema é que me deram essa impressão.

Minha formação é na área de tecnologia da informação, mas como empresário, preciso conhecer sobre gestão de empresas, Gestão de pessoas (RH), marketing, Legislação trabalhista e previdenciária, negóciação, vendas e várias outras áreas afins, mesmo assim, de forma básica ou intermediária. Nunca avançada ou especializada.

Minha busca no blog foi exatamente para entender sobre o assunto e não ser ignorante ao ponto de achar que o meu colaborador estava mentindo, mesmo não recebendo um laudo da Previdência Social (INSS não existe mais com a criação da Super Receita), ou entender, no caso de provimento.

Desculpem se ofendi alguém, mas minha busca é e sempre será ampla e infelizmente não existem muitos mecanismos públicos de esclarecimento sobre benefícios.

Estou inclusive participando e fazendo palestras sobre o eSocial, onde falo sobre a necessidade da sociedade se mobilizar para dar mais informação aos órgãos ligados ao governo, não só para que o estado arrecade mais, mas fundamentalmente para que possamos nos aposentar ou ser beneficiário em uma necessidade de ações assistenciais do estado.

Eu inclusive gostaria de saber, já que da postagem para cá o colaborador vai fazer a perícia:

Eu (Empresa) tenho que preencher algum formulário de encaminhamento ou se basta o atestado original dele para que ele possa fazer a perícia? Se sim, qual?

Em caso de negativa pela Previdência Social, qual o procedimento mais correto, já que tive orientação jurídica para só receber o colaborador depois de um laudo conjunto feito por um médico do trabalho?

Quero fazer o correto e o justo, então, se puderem me orientar, ficarei imensamente grato.

Obrigado e mais uma vez, desculpe se pareceu a alguém julgamento, mas foi só o que lí sobre o tema.

Regilano Oliveira

Alfredo Mengai disse...

Empregador não pode impedir retorno de empregado ao trabalho após alta do INSS
29/08/2011 - 07:50
Se o empregado, após receber alta do INSS, tenta retornar às suas funções e a empresa nega-se a aceitá-lo porque exames internos o declaram inapto para o trabalho, a empregadora é responsável pelo pagamento dos salários, desde o afastamento do empregado até a concessão do novo benefício previdenciário.
Isso porque, cabia à empregadora, no mínimo, readaptar o trabalhador em função compatível com sua condição de saúde e não, simplesmente, negar-lhe o direito de retornar ao trabalho.
A decisão é da 9a Turma do TRT-MG que, acompanhando o voto do juiz convocado Ricardo Marcelo Silva, julgou desfavoravelmente o recurso da reclamada, mantendo sua condenação ao pagamento dos salários e verbas trabalhistas do período em que o reclamante não foi aceito pela empregadora. A empresa sustentou em seu recurso que não poderia permitir que um trabalhador doente reassumisse as suas funções, sob pena de ser responsabilizada por um dano maior. No seu entender, a prova de que o médico da empresa tinha razão está no fato de o INSS ter concedido novo benefício previdenciário ao trabalhador. A ré alegou ainda que, se não houve trabalho, não pode haver salário.
Mas, conforme explicou o relator, o reclamante foi encaminhado à Previdência Social em julho de 2008, mas teve o seu pedido de auxílio-doença negado, porque a autarquia não constatou incapacidade para o trabalho. O seu pedido de reconsideração da decisão também foi negado, pela mesma razão. Foram feitos novos encaminhamentos, com requerimento do benefício previdenciário, todos sem sucesso. Como o reclamante foi considerado apto para o trabalho pelo órgão competente, ele se apresentou na empresa para reiniciar a prestação de serviços, mas foi impedido de retornar.
Para o magistrado, a conclusão da autarquia previdenciária é a que deve prevalecer, porque as declarações do órgão têm fé pública, não sendo o caso de se discutir, nesse processo, se houve equívoco na decisão do INSS. Por isso, empresa deveria ter readaptado o trabalhador em funções compatíveis com a sua saúde e não impedi-lo de voltar ao trabalho. “Relevante, de todo modo, é que o autor permaneceu à disposição da ré e que partiu desta a iniciativa de obstar o retorno ao emprego – como, aliás, se infere das próprias razões recursais.
O salário do empregado não podia ficar descoberto até que o órgão previdenciário, mesmo reconsiderando decisão anterior, concedesse o benefício” - finalizou. (RO nº 01096-2009-114-03-00-4).

Cida Toledo disse...

Não aprovou meu comentário porque? Onde está seu espírito democrático?

rafael andrade disse...

Por gentileza sou professor contratado do estado sp e perdi um filho em abril 2014 fato que me levou a se afastar por 12 dias com cid F41 Outros transtornos ansiosos, e agora passei na marinha do Brasil, esse cid pode me prejudicar no exame de saude? No diário oficial não aparece cid, foi atestado de médico autônomo, sem perícia em inss ou dpme. Por favor me ajudem.

rafael andrade disse...

O cid F41 Outros transtornos ansiosos incapacita por quanto tempo?

lilian moura disse...

o cid f41 mais f34 e outros trantornos qua o tempo de incapacitação?

Matheus Schmidt disse...

Fui perito por 3 anos, digo que avaliação psiquiátrica é a mais difícil que tem. A prova disso, é que atualmente trabalho num hospital de infectologia. Atendi uma paciente HIV +, transtorno de ansiedade que a própria avaliação do psiquiatra do hospital dizia que ela era incapaz de trabalhar( tinha laudo do INSS anexado). Conversando com ela, me disse que já que estava afastada da firma há quase 10 anos e o benefício do INSS tinha sido cortado há 5 anos, ela me disse que trabalhava como vendedora de roupas e perfumes( Natura, Avon) pra se sustentar. Ou seja , não estava inapta, já exercia outra função.
Outra coisa, as principais denuncias de aposentados ou pessoas em benefícios que estão trabalhando é de CID psiquiátrico. Infelizmente a maior parte dos fraudadores usa desses CIDS, o único jeito do perito avaliar é confiar no laudo e na fala do paciente.Enquanto o governo não punir os fraudadores e os médicos que dão esses laudos infelizmente alguns doentes vão pegar pelos corruptos. Não tem como o perito avaliar problemas psiquiátricos e separar o joio do trigo. Tem que ter fiscalização externa, investigação social pra comprovar que aquela pessoa realmente não consegue trabalhar, sair de casa. E tem mais, atendia pessoas que tinham vários indeferimentos por psiquiatria, como que eu posso dar um beneficio baseado em laudos que dizem a mesma coisa que os outros 5 ou 10 peritos que avaliaram e indeferiam. Como provar isso nos controles internos. Essa profissão é ingrata, sinto pelos verdadeiros doentes, mas devido a grande maioria de fraudadores as pessoas doentes serão prejudicadas. Isso foi um desabafo, digo isso a pessoas como o Aldo e o Ademir, não é pessoal. É como esse país injusto funciona.

Victor GameRom disse...

Olá meu nome é Victor tenho 16 anos minha mãe sofre de leucemia mieloide cronica e tinha uma vida ativa é biomédica trabalhava em dois empregos inclusive no Hospital onde foi feito o seu diagnostico ICESP. Ela estava afastada do serviço desde o inicio da quimio, agora não mais porém sua doença evoluiu não tendo remissão esta na segundo linha de tratamento e recentemente foi diagnosticada com síndrome do panico. Um perito do INSS deu alta a ela depois de dizer que a mesma se encontrava em remissão.
Com a síndrome do pânico a vida tem sido dificil ela vomito o remedio da quimio passa mal no ambiente de trabalho desmaia no metro enfim...estou vivenciando dias de pleno terror.
Pergunto ela pode requere novo auxilio doença e ficar em casa? pelo F41.0 ou c 92.1

Mara Santana disse...

Meu cunhado era caminhoneiro, a barriga dele começou a inchar e ficou enorme, ele foi ao médico e fez vários exames e foi constatado que o problema era alcoolismo.
Ia duas vezes por semana ao médico até que pediram sua internação. Ele tentou afastamento mas lhe foi negado, perito alegou que ele estava apto a trabalhar.
Fazia extração de litros de água da barriga toda semana até que ele não consegua mais ficar em pé. Tentou nova pericia mais lhe foi negado o afastamento novamente.
Ele ficou incapacitado de sentar e passava algumas vezes no hospital e algumas vezes em casa na cama. Foi lhe negado novamente o afastamento.
Quando ele estava em casa as suas filhas se revesavam faltando do trabalho para fazer companhia a ele pois não tinha salário para pagar um cuidador.
Aí os funcionários do INSS entraram em greve e ele tentou marcar nova peícia mas mesmo marcada lhe foi negada porque só estavam atendendo novas perícias mas não revisão.
Mês passado fizemos o funeral do meu cunhado. Laudo da autópsia é falência múltipla dos órgãos.
A doença do meu cunhado foi suficiente para matá-lo mas não o suficiente para afastá-lo.
Espero que o moderador seja imparcial e aprove meu comentário.

Thaty Paixao disse...

Olá, Matheus Schmidt!

Seu depoimento em especial foi bastante importante. Pareceu-me bastante sincero! Parabens!

Como portadora do transtorno de ansiedade social ou fobia social e servidora pública, tentando atuar como professora pois esta é minha função, por diversas vezes precisei encarar a perícia médica. O contexto descrito pelo senhor ao qual peritos e nós adoentados, tão bem descrito pelos colegas portadores de transtornos mentais vivenciamos, é nitidamente de total conflito.

Agora o mais grave de tudo isso é que nós quando nos submetemos a perícia médica saímos pior...desacreditados de um tratamento adequado...desacreditados de uma instituição governamental...desacreditados da classe médica por tamanhas injustiças.

Recentemente solicitei uma correção no sistema de informações no qual constam períodos de licença, meu comprovante assinado e carimbado pelos peritos me concediam 30 dias. Contudo registraram tempo inferior no 'computador'. Somente soube pq, quando fui renovar a licença, uma perita preocupou-se com o periodo que estava descoberta, deixei claro que havia algo errado e que como saimos com o resultado da pericia preenchido de próprio punho pelos peritos, carimbado e assinado, certamente seria resolvido. Afinal esse é o único comprovante legal concedido ao servidor periciado.

Pura ilusão a minha, tive a infelicidade de confiar meu documento original a atendente, que prontamente entendeu a situação e levou aos peritos para resolução do problema. Qual foi minha surpresa, os peritos rasgaram meu resultado, alteram a data de uma licença que eu já havia gozado, preencheram um documento semelhante ao que eu havia entregue, contudo com a data alterada, deixando-me descoberta 10 dias, para simplesmente conformar ao que eles haviam preenchido no sistema e que somente eles tem acesso. A atendente teve a infelicidade de reproduzir um recado dado pelos peritos, o de que a licença na foi aquela (que eu acabara de apresentar a atendente e que eles rasgaram...meu Deus meu único comprovante) e sim a que constava no sistema.

O mais interessante é que o servidor periciado não tem acesso ao sistema no momento da pericia.

Bom, exaltei-me e solicitei meu documente de volta mesmo rasgado pois era meu UNICO COMPROVANTE...INFORMEI que estava sendo lesada, conversei POR TELEFONE com advogado QUE ORIENTOU-ME PRESTAR UMA B.O. pois tratava-se de supressão de documento original e aguardei o atendimento da diretora da pericia médica. Esta me informou que o resultado da perícia que eu estava em maos, aquele que eu já tinha gozado licença e que os peritos rasgaram, mas que eu já havia apresentado no trabalho como comprovante, o qual retido uma copia e funcionarios do setor recebem e assinam comprovando, NÃO POSSUIA VALIDADE ALGUMA. Bom, como não gravei nossa conversa jamais posso provar.

Mas de tudo isso, sabe o que mais me doeu fora a forma como fui tratada, como um ser que não teria capacidade cognitiva para entender e indignar-se com o ocorrido, isto é, a supressao de documento original, constrangimento, afinal, segundo a diretora da pericia médica sou portadora de um transtorno de ansiedade social e depressao.

Mesmo não sendo médica psiquiatra nem psicologa, deixei bem claro que minha fragilidade emocional especificada em atestados psiquiatricos deveriam ser o bastante para uma senhora responsável por uma Perícia Médica Estadual NÃO CONFUNDIR, DESVALORIZAR MINHA REINVIDICAÇÃO simplemente para ACOBERTAR a grosseria de procedimentos, a falta de habilidade dos peritos médicos em lidar com uma situação de fácil resolução.

Eis meu desabafo...sinceramente nem sei mais o que dizer...só sei que prestes a voltar às minhas atividades com todas as dificuldade, tive uma recaída considerável pelo tamanho desgate em precisar reivindicar meus direitos!

Agora não suporto imaginar entrar no ambiente pericial ao qual fui destratada e nem consigo voltar a trabalhar!!!

andre araujo da silva disse...

tenho síndrome do pânico têm 6 anos que venho lutando estou na reabilitação que não reabilita ninguém quando entrei no INSS a perito disse que não tinha nada mandou trabalhar sou motorista de coletivo surtei indo pró ponto acabou que colisão sorte que ninguém se machucou luto mais as vezes falta forças confesso que tentei suicídio duas vezes é muito difícil

vanusa disse...

Não aguento mais viver com essa doença jà estou exausta ��

eu anthrax disse...

Tenho passado mau todos os dias e por meses,passo mau tantas vezes que nem procuro hospital mais é dor no peito,angústia,medo de sair de casa,raiva quando alguém fala comigo,tristeza,vontade de morrer pra ver se a dor passa,tremor,dormência no braço esquerdo,dor de cabeça,ânsia de vômito insonia,etc,estou com cid F32.2 e F41.0 estou tomando frontal,reconter 15mg,cymbi 30mg,carbonato de lítio,riss ,zolpiden.será q tenho direto a benefício do INSS?

eu anthrax disse...

Meu nome é Nilson batista não anthrax

eu anthrax disse...

Foi mandado uma pergunta com o nome de anthax mais meu nome é Nilson Batista

sarah Leoma disse...

gostaria de saber se a pessoa tem f41.0 e f82 e onde ela trabalha so existe uma atividade, ou seja, não tem como readapita-la em outro setor por não existir o que acontece? Detalhe o trabalho dela é de grande risco pois trabalha com inspeção de caldeira e ainda tem que viajar para o brasil todo dirijindo

sarah Leoma disse...

Boa tarde! se uma pessoa tem f41.0 e F82 e a empresa que ela trabalha so tem um setor, ou seja, não tem como readapita-la em outro. e a atividade é perigosa pois trabalha com inspeção de caldeira e tem que dirigir o pais todo o que aconteceria com esta pessoa?

Thiago Santos disse...

Meu nome é Thiago, tenho trabalhado a mais de 6 meses por conta por que não conseguir voltar a atuar na minha ária( construção civil)no início do ano tenho ajudado um amigo vendendo balas e doce pra sobreviver, sou contribuidor individual, e a umas semanas atrás senti os primeiros ataques de pânico, fui no pronto socorro,que me indicou um psiquiatra, meu psiquiatra me recomendou um tratamento pois os sintomas são de transtorno de ansiedade generalizada,vou fazer uma bateria de exames num clínico geral e cardiologista só pra garantir,pois estou acima do peso, mais minha dúvida é, eu na minha situação, caso não consiga lidar com o problema tenho direito a algum benefício? Tenho muita dificuldade por causa da ansiedade, tanto na concentração e distração, tenho medo de não consegui trabalhar e não ter o que fazer.

Thiago Santos disse...

Oi, tenho passado por uma divida, eu perdir o emprego a pouco mais de um ano, tenho vendido balas e doces na rua e contribuo como segurado facultativo a previdência, e a duas semanas atras tenho tido ataques de panico, fiz consultas com um pisquiatra e ele me falow que o mais provável é que eu tenha TAG (transtorno de ansiedade generalizada) marquei um checape com um clínico geral e um cardiologista só pra garantir, mais a angústia e os sintomas chegam a dar muitos danos psicológicos e físicos, tenho medo de não conseguir exercer minha profissão, uma vez que notei que minha concentração e memória também estão afetados,caso eu não consiga trabalhar terei direito a algum. Benefício? Gastei 500 reais apenas com uma consulta do pisquiatra e os remédios para durmir,recebo muito pouco, e tenho medo que com a TAG possa aparecer outros problemas, caso eu não consiga trabalhar? Terei direito a algum benefício apresentando o laudo medico??

Thiago Santos disse...

Meu nome é Thiago, tenho trabalhado a mais de 6 meses por conta por que não conseguir voltar a atuar na minha ária( construção civil)no início do ano tenho ajudado um amigo vendendo balas e doce pra sobreviver, sou contribuidor individual, e a umas semanas atrás senti os primeiros ataques de pânico, fui no pronto socorro,que me indicou um psiquiatra, meu psiquiatra me recomendou um tratamento pois os sintomas são de transtorno de ansiedade generalizada,vou fazer uma bateria de exames num clínico geral e cardiologista só pra garantir,pois estou acima do peso, mais minha dúvida é, eu na minha situação, caso não consiga lidar com o problema tenho direito a algum benefício? Tenho muita dificuldade por causa da ansiedade, tanto na concentração e distração, tenho medo de não consegui trabalhar e não ter o que fazer.

Unknown disse...

Que surreal este artigo!Totalmente desconectado da realidade! Nossa, curar pânico em 30 dias???O.o
Não costuma incapacitar?
Isso explica o tratamento horrível que são a nós no INSS e porque nos negam benefício.
Gente, estou com isso já faz anos, não é assim, não.
Eu muitas vezes não consigo sair de casa pra ir comprar pão na esquina, falar com as pessoas ou lavar uma louça.
A primeira vez que tive, estava no meio de uma aula(sou professora), tive que interromper a aula no meio porque achei que estava tendo um ataque cardíaco e com o passar do tempo não melhorou, foi se agravando.Não ter recebido amparo que me seria de direito só piorou tudo porque o SUS não dá vários dos remédios, cada consulta leva meses, não pude me alimentar e sequer tinha segurança de não ir parar na rua.Vocês precisam acordar pra realidade

Ligar sempre! disse...

Você recorreu a justiça?

marcia garcia disse...

Obvio que vocês médicos peritos não iriam criar um blog para falar o que realmente acontece nas pericias medicas em um Box que só pode entrar a infeliz que esta ali, buscando manter sua única fonte de renda. Que na maioria das vezes são os mais abastados, tentando receber um salário miserável de menos de mil reais, tem que se submeter às ficar escutando por meia hora, ou por menos de 10m as batidas do teclado que somente o “juiz” medico perito escreve sobre você, e o infeliz não tem a menor noção do que esta sendo escrito sobre a sua vida, saúde, o que o fez estar ali, como um mendigo implorando um pedaço de pão para saciar a fome insuportável que já dura mais de um ano. Uma tortura imposta pelo INSS de forma cruel, que muito se assemelha a um campo de concentração, guardas armados, detectores de metal, e um monte de pessoas de cabeças baixas, com muletas, cadeira de rodas, todos em pânico esperando ser em chamados a o Box aonde se deparam com seu carrasco. Que se acha o “juiz” e da a sentença final. O pior estar por vir, ele apreende o documento da empresa do infeliz, não da o comunicado de decisão, e questionado pelo infeliz o porquê, ele responde que so na agencia mantenedora do seu beneficio no prazo de 48 estará disponível. Arremata dizendo que o beneficio foi favorável, ou seja, ele MENTE. DIZ SE CHAMAR GIOVANE, MENTIRA, não existe nenhum medico na agencia da Miguel lemos em Copacabana com esse nome. Mas essa infeliz, que vem tentando por fim a todos esse sofrimento, conseguiu uma orientação, e na pericia de reconsideração na mesma agencia ela gravou, a humilhação que fora mais uma vez submetida. Esses médicos vão ter que responder criminalmente por suas ações.

marcia garcia disse...

Infelizmente a doença mental e a mais terrível de todas as doenças que existem. A depressão crônica associada a síndrome do pânico mais traços psicóticos, com um histórico familiar, mãe, mais 3 irmãos e um filho. Servindo de cobaia há mais de vinte anos, com a esperança de se livrar dessa mais horrenda doença, que só quem tem sabe, a luta de se manter “vivo” a cada segundo. E na hora da pericia o medico perito indefere o pedido do auxilio doença. Algum medico perito psiquiatra poderia me dar um remédio para cura dessa doença?

marcia garcia disse...

Minha Irma em um surto assassinou o namorado com quem mantinha uma relação de quase 3 anos. Ficou desaparecida por anos, reapareceu, tomou varias drogas, o que causou hemorragia interna, veio a óbito há 1 ano. Minha mãe após varias tentativas de suicídio, enfartou nos meus braços com 36 anos, eu tinha 11 anos.

marcia garcia disse...

Obridaga, por ter postado os meus desabafos, as pessoas precisam de um espaço como o seu blog para que saibam o que realmente acontece nas pericias. Mesmo contra tudo e todos, a verdade sempre será a verdade.

RSJ disse...

Eu acho uma verdadeira piada de terror dizer que um perito do INSS está hapito a periciar todas as enfermidades, sendo que muitos médicos que se formaram na sua especialidade ex: clínico geral, passar num concurso para perito, e num passe de magica o médico virou perito de todas as doenças? Isso é uma palhaçada com os doentes mentais que a maioria das vezes é atendido por "perito" formado em ortopedia ou qualquer outra especialidade. Por acaso um perito desses esta hapito para atender pacientes sofrendo de vários tipos de transtornos que até psiquiatra apanha em tratar e diagnosticar. Aí passamos por peritos que não sabem nada de psiquiatria para nós havaliar? Inss é uma grande farsa com raras exceções. Médicos que se dizem peritos programados" a dizer que vc está bem para o trabalho... Pira máfia... Uma tristeza de realidade... É uma verdadeira humilhação o que a gente passa nesse lugar... Só Deus para nós ajudar, pois eu entendo que um " perito" em ginecologia vai ter conhecimento para avaliação de pessoas que sofrem de diversos tipos de transtornos mentais? Fala sério... Inss é uma grande farsa.. e que se, ferra É o
doente... meu desabafo!!!!

eu disse...

Bom dia, me chamo Paula e sofro com esse problema há alguns anos, tenho 23 anos de idade e deixei de viver muitos momentos bons por medo de morrer, ou de ter uma crise de panico e estar longe da minha casa. Amei todo esse debate de vocês, mas as palavra de explicação do autor/ perito foi o que mais me tranquilizou, pois sabendo exatamente o que poder vir acontecer e sintomas (OUVINDO DE OUTRAS PESSOAS) eu me sinto mais segura para lidar com esta crise, muitas vezes na crise sinto medo de morrer embora não haja relatos (segundo minhas pesquisas particulares por "N" sites) sempre que tenho uma crise sinto que vou morrer, ou ficar louca pois a sensação de formigamento na cabeça, de moleza, vontade de sair correndo e ao mesmo tempo me isolar acabam comigo.
Não posso pagar por um tratamento, então gostaria que compartilhassem nos comentários também o que fazem para se controlar, quais são os pensamentos para se livrar, me ajudem preciso entender mais para que eu possa dar um jeito de não me preocupar tanto com essas crises e viver minha vida.

Unknown disse...

ademir também sofro com síndrome do pânico e transtorno bipolar e me deram alta sendo que minha profissão é perigosa e vivo com essa doença à dois anos eu entrei na justiça.faca o mesmo

Claudia Dorneles disse...

IMAGINA JÁ FAZEM 19 anos que tenho ansiedade e transtorno do pânico tomo vários medicamentos. Meu caso E crônico, pois além disso fiquei com DEPENDÊNCIA QUIMICA para agravar ainda mais a minha doença .FICO COMPLETAMENTE FORA DE MIM SEM MEUS MEDICAMENTOS PARA NO HOSPITAL.

Claudia Dorneles disse...

IMAGINA JÁ FAZEM 19 anos que tenho ansiedade e transtorno do pânico tomo vários medicamentos. Meu caso E crônico, pois além disso fiquei com DEPENDÊNCIA QUIMICA para agravar ainda mais a minha doença .FICO COMPLETAMENTE FORA DE MIM SEM MEUS MEDICAMENTOS PARA NO HOSPITAL.

Carl Ramos disse...

blog mais lixo que ja entrei meu Deus povo trata doença como não fosse nada nem sei pq perdi meu tempo e meu teclado escrevendo isso bando de noob

Carl Ramos disse...

bobaiada blog lixo da poha doença é coisa seria peritos sao uns fdp

Alfredo Mengai disse...

Carl Ramos perfeito idiotia

carlos disse...

Não tem alguma coisa errada na conduta do perito? Tenho problemas psiquiatricos há 9 anos, o médico que me acompanha no caso, já pediu várias vezes através de Laudos, relatórios, minha aposentadoria por invalidez, pois tenho depressão recorrente, ansiedade e fobia social. O que me impede de ir a cinemas, festas, bares,viagens e até mesmo de ir para bairros mais afastados dos meus. Faço psicoterapia também e já usei todos os anti-depressivos disponíveis em varias associações, além de fazer uso de ansiolíticos, sem qualquer resposta do meu organismo. Porém chego na pericia o "perito" analisa os laudos, manda eu deitar na maca, auscuta meu coração e apalpa meu abdomen e me concede 45 dias de aux. doença, isso não levou nem 15 minutos. Por acaso perito tem bola de cristal? alguma mágica que me cure nesse periodo de tempo? Será que ele possui algum remedio milagroso que o colega de profissão dele desconhece? Nesse no país da pra desconfiar de tudo. Aqui vejo uma defesa ardua a favor dos peritos. Para que ele fez esse exame em mim? Se não o meu problema é cardiaco, ou gastrointestinal? Sendo do sexo masculino, já passei por perito cuja especialidade é ginecologia e obstetricia, será que ele sabe mais que o colega que é especialista em psiquiatria? O perito é formado em todas especialidades médicas? Ou simplesmente aprendem alguns truques para analisar os pacientes? Vamos esperar as respostas dos senhores, que estão acima de Deus. Obrigado.

carlos disse...

Voces tem tanto medo assim dos questionamentos? Que os comentários devem passar por análise? Eu não estou mentindo sobre o acontecido, os peritos são tão temerosos que não permitem que ninguém acompanhe os doentes, para não terem testemunhas....Muito feio isso....