quarta-feira, 5 de junho de 2013

E a Pressão sobre a Perícia Médica só vai aumentar

O país dos “sem‐previdência”

Quase metade dos habitantes do país não possui qualquer tipo de previdência ; a partir de 2035, teto da aposentadoria pública será de apenas três salários mínimos

O histórico de mau poupador do brasileiro se tornou uma ameaça ao sonho da aposentadoria tranquila. Quase metade dos brasileiros – 48% – não faz nenhum tipo de contribuição para quando deixar o mercado de trabalho e 42% recolhem apenas para o INSS, segundo o indicador da Serasa Experian de Educação Financeira do Consumidor, lançado no início deste mês. Os conscientes e precavidos, que além da previdência social também contribuem para planos de previdência privada, somam 5% – outros 2% têm apenas previdência privada e 3% não souberam responder.

Em um país que envelhece no dobro da velocidade que foi observada nos Estados Unidos, esses dados são
extremamente preocupantes, afirma o especialista em previdência Renato Follador. A origem do problema,
segundo ele, é a conhecida falta de educação financeira e previdenciária do brasileiro, que leva à incapacidade de pensar e planejar o futuro. “O maior crime em relação à velhice das pessoas é não orientá‐las sobre a necessidade de guardar dinheiro. Qualquer governo com visão estratégica deveria educar sua população para o futuro”, diz.

Diante do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o risco de faltar dinheiro para a aposentadoria por conta da falta planejamento é cada vez maior. Muitas pessoas ignoram essa possibilidade ao longo da vida e se veem obrigadas a continuar trabalhando, mesmo na velhice. Hoje, de cada três pessoas que se aposentam, duas permanecem no mercado de trabalho para poder manter o mesmo padrão de vida, afirma Follador.

Segundo o professor de Finanças da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Picolli, a idade limite para aderir a um plano de previdência privada a tempo de garantir uma boa reserva para a aposentadoria é com 40 anos. A partir daí, a única solução é promover uma mudança no padrão de vida, diminuindo os gastos e aumentando os aportes mensais.

“Das três variáveis de um investimento – valor, tempo de investimento e remuneração –, o tempo é o que
proporciona o melhor resultado. Entre poupar o dobro ou contribuir o dobro do tempo a segunda opção é
sempre a mais recomendada, porque a regra dos juros compostos joga a favor de quem poupa mais tempo e não de quem poupa mais ou tem remuneração melhor”, explica Picolli.

De acordo com especialistas, a exemplo do que já ocorreu em outros países, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vai ter muita dificuldade para manter o atual padrão de aposentadoria no Brasil e, em hipótese alguma, terá condições de melhorar a previdência social. De 20 salários mínimos na década de 1970, o teto da aposentadoria caiu para os atuais 6,1. “Daqui a oito anos, quem se aposentar com a atual política de aumento do salário mínimo terá direito a cinco salários mínimos. Em 2035, o teto cairá para três salários mínimos, o que deve corresponder a R$ 2.034”, projeta o especialista em previdência.

Fonte: Gazeta do Povo

5 comentários:

Heltron Xavier disse...

Bem,... a culpa do cidadão não poupar é do governo? O cidadão preocupado com o futuro economizou com dificuldade e privação e o cidadão despreocupado não se preocupou porque entende que é obrigação do governo a sua manutenção e felicidade. É muito difícil tudo isso para nós médicos que somos acostumados a receber tudo com muita luta e suor desde cedo com privações de todas a maneiras, trabalho em fins de semana e feriados e todo o mais.

Um belo dia o cidadão despreocupado que gastou tudo fica doente, posto que todos ficaremos nalgum dia, e agora... agora tem um chato do Perito do INSS no meio do caminho.

É claro que ele tem que ser acolhido pelo estado, mas não com o dinheiro de quem poupou e com os mesmo privilegios de quem fez a sua parte. Para isso existe a assistência social que nunca é discutida. Parece que apenas a previdencia é a seguridade social.

Esse país não tem jeito mesmo...

aldofranklin disse...

Nao há necessidade de pagar a vida toda pra pegar um beneficio! Somente quem é besta! O ideal pro povo brasileiro é pagar um ano no teto e a partir dai "pingar" uma contribuição por ano pra nao perder qualidade! Continuar trabalhando por fora, sem registro! Quando adoecer é só se encostar e quando o beneficio encerrar alegar que é Pedreiro para os homens e diarista para as mulheres no Processo Judicial a ser movido contra a Autarquia!
Vc tem que se adequar a esculhambação que é esse País, agindo com inteligência e visão de futuro!
Já quem tem emprego fixo, nao tem muito pra onde correr pois a "facaozada" do Governo é dado na fonte de forma a garantir o bem estar social de quem decidiu nao trabalhar pra viver! Tem que arrumar alguma coisa por fora pra complementar a Renda, caso nao seja político ou do Judiciário!
Hoje em dia, todo mundo ta tentando alguma forma de rapinar também o Governo face aos exemplos que temos dos Políticos, na maior parte das vezes Mentirosos e Fanfarrões!
Pra quem trabalha no Serviço Publico é interessante também se filiar a um Partido Político e particar de algumas reuniões pra descolar um cargo de Gestor! Nao precisa ser bom Gestor, só na base da amizade já se consegue uma boca! Pros mais rebeldes sobra apenas o Lixo pois nao há como lutar contra uma força monstruosa como essa onde até dentre os pares há vários trairás e picaretas também batalhando por uma boca ou oportunidade de apunhalar pra mostrar Serviço!
E pra finalizar esta explanação:
Brasil, país da piada pronta! País lixo, esculhambado, repleto de exemplos de ingerências e desmandos que só fazem sangrar os recursos de quem trabalha! Um país que apenas 15% da população paga imposto pra levar uma cambada de vagabundos nas costas!

Fernando Antônio disse...

Aposentadorias do INSS com certeza serão entre 1 ao teto de 3 salários mínimos.


Os benefícios de auxílio-doença deverão ser de no máximo 1 salário mínimo, para estimular que o trabalhador/segurado-inss retorne ao seu trabalho habitual readaptado ou não para ter melhor rendimento do que no período de auxílio-doença.

Heltron Xavier disse...

Muito relativo o ganho do salário mínimo pode ser maior que a inflação. Por exemplo, hipotéticamente um salário pode equiparar a R$2.000,00 hoje.

Fernando Antônio disse...

Futuramente todas as contribuições e benefícios de aposentadorias e auxílio-doença serão entre 1 à 3 salários mínimos.


Previdência/aposentadoria complementar em planos de previdência privado.