segunda-feira, 2 de setembro de 2013

AUTARQUIA PERDIDA E SEM RUMO

O INSS está perdido e sem rumo. Criaram-se os cargos de "Representante Técnico" para servir de "braço" entre a DIRSAT e as superintendências. Presume-se que um cargo técnico seja ocupado por alguém especialista no assunto.

Hoje no DOU publica-se a troca de um perito médico por um analista do seguro social no cargo de Representante Técnico de Reabilitação Social da SR-V.

Com todo o respeito à colega servidora, analista do seguro social é um cargo definido em lei e não possui nenhuma especificidade técnica para o serviço de reabilitação profissional, que é feito por equipe multidisciplinar específica. Que tipo de discussão técnica a analista poderá sustentar em um debate técnico com médicos, psicólogos, assistentes sociais, etc?

Em Porto Alegre o SST é trocado à revelia por técnico do seguro social descumprindo o regimento do INSS. Que tipo de decisão técnica ou orientação médica um técnico do seguro social poderá dar em algum caso de incapacidade laborativa?

Da mesma maneira que seria inadequado colocar peritos para fazer função específica da carreira do seguro social.

Não há seriedade no INSS, virou esculhambação. Em muito breve iremos ver o cargo de "representante do partido" nas nossas salas e repartições. Como na ex-URSS.

2 comentários:

E.G. disse...

Ihhh, Gex Santa Maria-RS idem.

ED TOR disse...

O grande erro é não escutar o escalão que é o operacional da autarquia. O INSS não escuta os peritos medicos, e não digam que eles faz Grupos de Trabalhos e os peritos participam , pois é notório que a participação dos peritos é ideológica e são escolhidos a dedos preferencialmente alinhados.
É classica a historia/estória( pode ser verdade ou não, mas o conceito é valioso) dos cremes dentais e os engenheiros:
uma grande empresa multinacional (que fabricava, entre outras coisas, pasta de dentes) tinha, há 15 anos, um grande problema para ser resolvido: na esteira final de embalamento algumas caixinhas vinham vazias, sem o tubo de creme dental. Isso era um problema pois poderia causar dificuldades comerciais para a empresa.

O que fez a multinacional? Contratou dois engenheiros para resolver o problema. Os dois engenheiros trabalharam por três meses, consumindo oito milhões de reais e chegaram a uma solução "estupenda": um programa de computador, acoplado à esteira de aço com uma balança ultra sensível. Quando passava uma caixinha vazia o sistema acusava a diferença de peso, parava a máquina, travava tudo, um braço hidráulico vinha e tirava a caixa vazia.

Depois de dois, três meses de funcionamento perfeito, foram olhar os relatórios e descobriram que havia dois meses que o sistema estava desligado. Chamaram supervisor, gerente e chefe e ninguém sabia de nada. Chamaram os operários e alguém falou: "a gente desligou isso, porque dava um trabalho danado. Travava o tempo todo". Então, como é que está funcionando sem defeitos? "A gente resolveu do nosso jeito: fizemos uma vaquinha, juntamos oitenta reais e compramos um ventilador grande e colocamos na esteira. Quando passa uma caixinha vazia o vento carrega!"

A CONCLUSÃO É OUÇAM OS PERITOS MEDICOS DE FATO!