terça-feira, 3 de setembro de 2013

A ATA DA 27a REUNIÃO DO GT DA PFDC E AS PERIPÉCIAS DE UM CARNEIRO ENCANTADO

"No entanto, segundo o palestrante, é reconhecido tanto pelo INSS como pelo perito, que o modelo atual de atendimento está esgotado. Atualmente o atendimento é denominado de médico-cêntrico ou médico-dependente, ou seja, é o médico que tem a incumbência de fazer toda a análise. Nesse aspecto, o perito acaba tendo que responder por questões além do biológico do segurado. No caso do benefício por invalidez, não é a doença que está sendo avaliada pelo médico, mas sim a capacidade de labor do paciente.

O novo Modelo proporia uma análise profissional, biológico e social do segurado. Atualmente o médico encontra dificuldades pra dizer se a pessoa está capaz ou não para o labor, uma vez que a capacidade laborativa agrega outros fatores que não só os biológicos, mas principalmente os sociais.

Acrescentou que um grupo interministerial (Ministério da Previdência Social, Trabalho e Emprego, Saúde, Planejamento, INSS, Fundacentro e Fiocruz) foi criado ano passado a fim de repensar esse novo projeto, cujo objetivo principal é o de “propor reformulaçoes no modelo de avaliação médico pericial.do INSS no âmbito de uma política de saúde e segurança que enfoca a prevenção, reabilitação física e profissional do trabalhador.” Já o objetivo macro seria o de “agilizar e tornar mais seguro o processo de reconhecimento do direito gerado pela incapacidade laboral temporária ou permanente, utilizando os recursos institucionais.”

Desta forma, de acordo com Dr. Sérgio, o novo modelo de concessão de benefício é, na verdade, um novo modelo de avaliação da capacidade laborativa e do nexo causal, isto é, analisa a capacidade para o trabalho e não a doença.

"Dr. Sérgio conclui argumentando que a ideia é agregar, aos poucos, o trabalho a CIF. A expectativa é que o segurado não seja o sujeito passivo no processo de avaliação, mas sim transformá-lo num sujeito ativo na avaliação da sua própria capacidade laboral, uma vez que ele verbalizará suas competências e habilidades para ser reinserido no mercado de trabalho."

6 comentários:

Jose Luiz Pinheiro Lima disse...

Como um processo de avaliação por uma equipe pode ser mais ágil que o atual modelo de pericias centradas em 1 profissional que tem 20 minutos para proferir um parecer ?
A premissa é tão absurda que não sei como se sustenta.

Eduardo Henrique Almeida disse...

Ouvi algo parecido há 35 anos no Diretório Acadêmico Alfredo Balena. De novo só o mantra repetido as nausean como um Fucô tupiniquim atacando o médico e reduzindo a medicina. E isso ainda cola?
A lei do ato médico não comporta esse delírio juvenil. Avisa ele.

Francisco Cardoso disse...

Carneiro desconhece sua profissão e fala bobagem. O benefício por invalidez é sempre referente a uma doença, diz apenas que a perícia não vê prazo para aquela doença grave ser recuperada, tanto que é chamada de LI limite indefinido, que deveria ser revisto de 2/2 anos mas não é por incompetencia do INSS. Só falou bobagens e não sabe para que serve sua própria função legal.

ED TOR disse...

Lendo a ata me pergunto: Quem foram os peritos medicos que reconheceram que o modelo atual de atendimento está esgotado? Eu não fui consultado. Para mim o modelo não está esgotado, esta subaproveitado, sub gerenciado, sub estabelecido, e super mega hiper blaster desconhecido pelos que pensam que gerenciam.
O Carneiro , tal qual o Padilha querem é utilizar o CRM do Médico para VALIDAR ações politicas em prol do Partido.COMO NÃO TEM CORAGEM PARA AGIR POR SI PROPRIOS TENTAM DRIBLAR AS LEIS, AS NORMAS PARA SEUS INTENTOS. OS MEIOS JUSTIFICAM OS FINS.

E.G. disse...

Lamentavel quando dão CRM, CRP, Crefito e afins pra um político, so pode levar a merda pra área técnica.

Alexander Kutassy disse...

Que tal uma sistematica supimpa: enfiar em cada sala de exames (sem janelas, sem pia, sem maca) uma mesa e cadeiras param 01 generalista, 01 assistente social, 01 .psiquiatra, 01 fisioterapeuta, 01 analista social, 01 juiz, 01 componente de RP, 01 esciturario, alem de uma cadeira para especilaiista especificamente necessario e convocado para o atendimento do caso a ser apreciado (ortopedia, cardiologia, dermatologia, ofatlamologia , etc ). Chama-se o requerente e - aa guisa de mesa de jurados em programa de televisao - todos darao a respectiva nota apos o teatrinho do candidato a incapaz. Se atingida a media minima, batera o gongo e o mesmo saira aprovado, recebendo seu cache inicial na boca do caixa. Afinal, porque nao dizem logo este ser o ideal pelo qual se batem?