segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dificuldades para Benefício por Incapacidade - 7 meses para discopatia vertebral seria "pouco". Segurada técnica de enfermagem segue inconformada.

Enfermeira de AL luta na Justiça para receber benefício saúde do INSS
Mulher que foi diagnosticada com problema que reduz capacidade do corpo. Apesar do diagnóstico, ela não consegue se manter afastada do trabalho.

23/09/2013 08h11 - Atualizado em 23/09/2013 08h11

Do G1 AL

A penitência em busca de justiça social vem tirando o sono da técnica de enfermagem, Valéria Maria Santos de Paula, que vive em Arapiraca . Diagnosticada em outubro de 2012 com hérnia de disco ferominal, problema que reduz a mobilidade do corpo e provoca fortes dores, ela busca na Justiça o direito de receber o benefício saúde dos meses que se manteve afastada do trabalho e o reconhecimento junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para continuar o tratamento médico longe do serviço. 

“Me sinto humilhada porque depois de tantos anos de trabalho adoeci e estou sendo tratada como uma estelionatária pelos médicos do INSS, que alegam que meu problema de saúde não afeta minha condição de trabalho. Perdi a força de uma das pernas, sinto dores e estou com os movimentos limitados; situação considerada como séria pelos médicos do trabalho que expõem que a volta a função que exerço pode resultar no agravamento da lesão”, relata Valéria Maria.

Afastada do trabalho temporariamente após passar por procedimentos invasivos por infiltração, Valéria Maria ficou sem salário e sem benefício. “Fui encaminhada para o INSS em dezembro de 2012, em 4 de julho deste ano, após uma nova perícia, cortaram o benefício de R$ 994 que nunca foi pago e exigiram a minha volta ao trabalho. Assim, entrei na Justiça para tentar receber o dinheiro que tenho direito e nunca recebi. Entrarei com outro processo exigindo uma nova avaliação médica”, conta, ao expôr que, sem salário e benefício, está vivendo com a ajuda do filho e de amigos. 

Quando a reportagem do G1 esteve na casa da técnica de enfermagem, ela estava sem receber salário e com 3 meses de contas atrasadas, entre aluguel, água, luz. Valéria Maria disse que estava recebendo doações dos amigos do trabalho para custear os medicamentos e até mesmo alimentação. No dia anterior, ao passar por nova triagem médica, ela teve novamente o benefício negado. 

“Além de tudo que está acontecendo comigo o mais absurdo é o tratamento dentro do INSS. São horas de esperas e avaliações mal feitas. Para se ter ideia, em um dos exames uma médica começou o procedimento e passou para outra. Nenhuma das duas se deram ao trabalho de olhar os exames que tenho e mal avaliaram minhas condições de saúde. Abri um processo também na Ouvidoria do INSS, mas também não recebi resposta”, completou.

A técnica de enfermagem trabalha em três unidades de saúde que ficam localizadas no Agreste e Sertão. Ela é funcionária de um hospital em Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema , e funcionária pública da prefeitura de Igaci . Para se deslocar aos trabalhos diariamente, faz uso de veículos de transporte alternativo, o que implica em mais problemas na mobilidade.

INSS 
Ao falar com a reportagem do G1 o Chefe da Seção de Saúde do Trabalhador do INSS em Alagoas , Luiz Carlos Santana Marciel, tomou conhecimento do número de protocolo da beneficiária e disse que os médicos que avaliaram Maria Valéria constataram que ela se recuperou do problema de saúde e pode retornar ao trabalho. 

“No entanto, ela tem o direito de recorrer do resultado e solicitar uma nova avaliação médica. Algo que, segundo o protocolo, foi feito. E diante de novo exame o resultado foi ratificado pelo médico que considerou a mesma decisão anterior ao não constatar incapacidade para o trabalho. Quanto ao processo judicial, o INSS deverá aguardar a decisão para cumprir o que foi determinado”, disse Luiz Carlos Santana.

4 comentários:

Heltron Xavier disse...

Aparenta um caso de encaminhamento para a reabilitação. Ah! Esqueci que o governo não está nem aí para PRP.

Ainda em 2010 relatório do TCU de auxilio doença apontou a reabilitação como setor crítico e determinou investimentos e medidas que nunca foram feitas.

Fernando Antônio disse...

Ou apta com adaptação das atividades laborais, sob responsabilidade da empresa através do setor de medicina do trabalho,,, setor que em milhares e milhares de empresas ytem medo de exercer corretamente sua função.

Fernando Antônio disse...

ytodo segurado/inss apto com restrição deveria ser visitado na empresa pelo perito do inss para se fiscalizar a correta execução pela empresa e pelo setor de medicina do trabalho das devidas adaptações para proteger a saúde do trabalhador e evitar novas agudizações da doença e novas necessitades de auxílio-doença pelo inss.

Fernando Antônio disse...

Deficiente que está com o LOAS devia fazer o PRP-INSS.

Para adquirir uma profissão.