sexta-feira, 28 de março de 2014

NÓS, COMO BONS QUIXOTESCOS, CONTINUAREMOS A LUTAR CONTRA OS MOINHOS DE VENTO QUE SOPRAM CONTRA O INSS

Não basta trocar o capitão. Precisa trocar todo o time, o técnico e o comissário de futebol que já está sem a "mão" do grupo.  Está na hora da "seleção" INSS parar de fazer tantos gols contra.
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Em atitude sem precedentes nesta autarquia, o Presidente Lindolfo solta carta aos servidores anunciando a saída de Brunca e a entrada de Cinara em seu lugar na DIRBEN, encerrando assim a luta interna que Brunca iniciou quando soube da decapitação. Como consolo, ficará na Secretaria de Políticas da Previdência Social, cargo politicamente inútil e tecnicamente sem valor que foi apresentando como "estratégico", leia-se "escanteado".

Há dois dias este blog soltou em furo exclusivo a saída de Brunca e ontem a sua reação. Anteontem, usamos uma metáfora futebolística ao comparar a DIRBEN e a SPPS como a troca do técnico da seleção para a "diretor de seleções". Cai pra cima mas perde o poder de convocação. É isso que Brunca fará a partir de breve: figuração.

Imitando o blog, presidente Lindolfo usa frase de Erico Veríssimo sobre como reagir com os "ventos da mudança", fazer muros ou moinhos de vento e que seu time estaria escolhendo fazer moinhos de vento, com a ex-DIRAT Cinara Fredo assumindo a DIRBEN.

Aproveitando a admiração dos comissários inssanos pela Espanha, um de seus principais personagens literários sem dúvida é o cavaleiro Dom Quixote de La Mancha e sua luta contra os "gigantes". Dom Quixote luta 40 combates, com 20 vitórias e 20 derrotas. Cervantes, seguindo a lição do seu mestre cético, Erasmo de Rotterdam, torna equivalentes derrota e vitória, construindo um sofisticado sistema de relativização tanto da vitória quanto da derrota. Por isso, o valoroso cavaleiro se esmera em transformar suas derrotas em vitórias; da mesma maneira, não comemora suas vitórias, considerando-as tão naturais quanto as derrotas.


Síntese desse processo é a famosa luta contra os moinhos de vento. Nesse episódio, Dom Quixote teria tido sua mais contundente e ridícula derrota. No entanto, o título do capítulo, no original espanhol, já o apresenta como uma das principais vitórias do cavaleiro: "Del buen suceso que el valeroso don Quijote tuvo en la espantable y jamás imaginada aventura de los molinos de viento, con otros sucesos dignos de felice recordación".


A luta com os moinhos de vento ajudou a forjar o mito quixotesco, porque envolve objetos inanimados que se transformam, para Dom Quixote, em gigantes cruéis, e depois, novamente, em moinhos de vento. O absurdo não reside somente em ver gigantes onde moinhos de ventos, mas principalmente em arremeter sozinho contra todos eles, gritando: "Não fujam, criaturas vis e covardes, que um cavaleiro sozinho é quem os ataca". A pá de um dos moinhos, porém, derruba o cavaleiro e o derrota.

O herói ferido, no chão, é abordado pelo seu fiel ajudante Sancho, que lhe pergunta como não viu que atacava apenas moinhos de vento. Dom Quixote manda o amigo se calar, lhe explicando que as coisas da guerra, mais que as outras, estão sujeitas a mudança contínua. Na verdade, ele explica para o seu ignorante escudeiro que o sábio inimigo (Frestão) transformou de repente os gigantes em moinhos de vento, justamente para lhe roubar a glória da vitória.

"Lutar com moinhos de vento" tornou-se, desde então, em todas as línguas ocidentais, o paradigma da luta inútil. Não importa ao protagonista, entretanto, que ela se apresente inútil, se a entende como necessária para o seu desejo e, portanto, necessária para o mundo.

Dom Quixote não era louco e sua luta não era inútil. Apenas insistia em ver o que de errado havia no mundo enquanto todos os outros aceitavam os problemas como normais eles fossem. É assim que muitos se comportam no INSS e é assim que os Moinhos de Vento querem que esses vejam pessoas como nós, do perito.med, do sindicato.

Talvez quando se cometa uma pequena infração,um pequeno deslize, uma pequena burla à regra, como qualquer "bom cidadão", estejamos vendo apenas um moinho. Dom Quixote veria um gigante. Há outros exemplos, mas para bom entendedor meia pala basta.

É por isso que continuaremos a lutar contra os Gigantes com aparência de Moinhos de Vento, porque o Brasil merece uma previdência pública séria, bem gerida e sólida, e não esse fosso de fraudes e de desperdício de dinheiro que atualmente existe.

Avante, avante!
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Abaixo, a carta de Lindolfo:


Aqui a nossa resposta:


5 comentários:

Heltron Xavier disse...

Eis que vejo um sopro de mudança do INSS. Ato de Coragem... Não deseje mal ao Sr. Brunca. Nada tenho pessoal contra ele, mas todos nós temos nosso tempo. O tempo dele chegou. Parabéns Lindolfo Sales.

Eraldo Simões disse...

Héracles (Peritos), mais conhecido pelo nome romano Hércules, foi um herói que matou muitos monstros. Era filho da mortal Alcmena com Zeus. Hera, a esposa ciumenta do deus, provocou uma loucura temporária em Hércules ( Acreditar em carreira de estado--> Auditor; comprar a fila, etc), que matou a esposa e os filhos. Quando lúcido, o herói foi aconselhado pelo Oráculo de Delfos a servir o primo Euristeu. O rei, simpatizante de Hera, impôs perigosos trabalhos, os quais Hera fez questão de tentar atrapalhar.


A segunda tarefa de Hércules foi matar a serpente gigante Hidra (INSSano), que aterrorizava a região pantanosa e sombria de Lerna, devorando os aventureiros que tentavam atravessá-lo. Uma das lendas diz que a Hidra de Lerna fora criada pela deusa Hera para testar as habilidades de Hércules. A lenda mais comum diz que era filha de Équidna, assim como o Leão de Neméia. Com Tifão, Équidna gerou várias criaturas como Fix, Ortro, Cérbero e Quimera.

Assim como os irmãos, Hidra era monstruosa, tinha muitas cabeças e um veneno que não tinha antídoto; e se uma cabeça fosse cortada, outra nasceria em seu lugar (filhos dos mandatários de muitos anos). Para realizar esse trabalho, Hércules contou com a ajuda do companheiro Iolau. A cada cabeça que decepava, a ferida era cauterizada com fogo, assim não voltava a nascer. Depois de matar o monstro, Hércules passou suas flechas no sangue de Hidra, tornando-as armas mortais.

Tem que cortar todas as cabeças e cauterizar com fogo, em golpe simultâneo

Paulo Castro disse...

É preciso mudar tudo para tudo ficar como está...se o presidente quer realmente que algo mude, por que não coloca gente realmente nova pra fazer algo útil? Se esses aí estão há décadas e nunca fizeram nada que preste, ficarão eficientes agora? Continuarão a ter ideias idiotas e bebendo Romanée Conti enquanto as filas explodem. E essa carta parece que foi extraída de um livro de auto-ajuda de quinta categoria! Quem é essa Cinara? Mais uma técnica do seguro social e carreirista?

sergioperito disse...

Há que ver QUAL benefício foi concedido...LOAS? este alem da pericia determinar a incapacidade para exercer atividade laborativa tem de haver a necessidade social dentro o estipulado renda familiar de no máximo 1/4 do minimo,e será que a reclamante atende ao fato? ela não efetuou recebimento indevido e foi feito levantamento social pela prefeitura? Reitero que este benefício NÃO é do INSS que apenas o gesta.Devemos ter muito cuidado nesta análise.Tenho um filho de 32 anos com DOWN e trabalha há mais de 15 anos....

PauloVieira disse...

Meu ponto de partida para melhorar a questão da Perícia Médica do INSS seria a Educação Previdenciária Continuada.
Iniciaria pela inclusão do citado trabalho nas correspondências que a instituição envia aos segurados sobre os resultados das perícias médicas.
A ignorância dos requerentes sobre o assunto é cavalar e a redação atual dessas correspondências confunde os requerentes, desautoriza o trabalho dos peritos e gera conflito entre a assistência e o INSS.
Por favor, gostaria de saber se o nobre Presidente do INSS conhece a atual redação dessas correspondências?