sábado, 25 de maio de 2013

POLÊMICA NO DSM-V - PSICÓLOGOS ATACAM MANUAL QUE TRANSFORMA "TRANSTORNOS" EM "DOENÇAS" MENTAIS

"...O manual está sendo atacado por expandir a gama de problemas de saúde mental que são classificados como transtornos. Por exemplo, a quinta edição do livro, que passou duas décadas sem ser atualizado, classifica manifestações de tristeza, achaques nervosos e preocupações com a falta de saúde física como sendo as doenças mentais chamadas "transtorno depressivo grave", "desregulagem perturbadora do humor" e "transtorno do sintoma somático", respectivamente.

Algumas das omissões do manual são tão polêmicas quanto as suas inclusões. O termo "síndrome de Asperger" não aparece no novo manual, e em vez disso seus sintomas aparecem sob o recém-incluído "transtorno do espectro do autismo".

O DSM é usado em graus variados em diversos países. A Grã-Bretanha usa um manual alternativo, a Classificação Internacional de Doenças (CID), publicada pela Organização Mundial da Saúde. O DSM, no entanto, ainda é enormemente influente - e polêmico.

O escritor Oliver James, formado em psicologia clínica, elogiou a decisão do DCP de se manifestar contra os diagnósticos psiquiátricos, e salientou a necessidade de trocar o modelo biomédico de perturbação mental por um que examine fatores sociais e pessoais.

Em recente artigo no "Observer", James declara: "Precisamos de mudanças fundamentais na forma como a nossa sociedade se organiza, para dar aos pais a melhor chance possível de atender às necessidades da criança e evitar tanta adversidade adulta"."..."

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4 comentários:

aldofranklin disse...

Funciona mais ou menos assim: o psicólogo quer pegar filé, quando o caldo entornar ele quer passar a bucha pro médico! Dai tem q ter algo pra ele se apoiar, tem q ter esse Manual "esquematizado" pra atender os interesses!
Só que é o seguinte: Combine com o Medico meu filho, pois pegar carniça é pra Urubu!

Francisco Cardoso disse...

Pura ignorância e recalque. O DSM é mais um referencial(régua) para análises estatísticas, padronização de pesquisas e protocolos que de fato um guia terapêutico. Achar que diagnóstico é tentar encaixar uma pessoa no DSM é coisa de quem não sabe o que é psiquiatria. Se os bobólogos se acham tão melhores assim porque não criam um "DSM" para eles então? São parasitas que vivem presos no corpo médico e cospem no prato que comem.

Ighenry disse...

É a história do termo "erro médico". Quando a coisa complica, a culpa é sempre do médico. Então, para alguns, é mais fácil se formar em outra área da saúde, mesmo se sentindo recalcado, ficar com o "filé" e poder criticar as deliberações médicas, do que ser considerado o culpado.

Fabi disse...

Esse lance de passar para o médico quando a coisa tá preta é pura ignorância. A questão de passar para o médico se define pelo fato de o psicólogo não ter autonomia de continuar a intervenção se caso a mesma não surtir efeito, pois o psicólogo não pode medicar. A medicação só será feita após um encaminhamento minucioso através de um laudo. Todo medicamento tem efeito colateral, por isso só se encaminha um caso para um médico quando não há mais ferramentas a se usar em uma terapia. Evita-se o máximo a ingestão de alguma química. Hoje em dia médico não fica nem 5 min em uma consulta e já sai medicando uma pessoa sem fazer exames clínicos. O sujo falando do mal lavado. O trabalho mais ético na saúde hoje em dia é o do psicólogo.