terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ARTIGO - CUBANOS SÃO BONS MÉDICOS PARA A DÉCADA DE 50

Os médicos cubanos não são maus médicos; são bons médicos para os anos 50, quando o médico na cabeceira, consolando muito mais que curando, era a realidade assistencial. A ilha dos Casto mantém-se na década de 50, porém apresenta ao mundo indicadores elevados de saúde pública, naturalmente não auditados. No Brasil, a medicina enveredou pelo caminho da alta tecnologia, da valorização da máquina, do procedimento, em detrimento da escuta, da semiologia, da dedicação do médico a ouvir seus pacientes. O médico passou a ser desvalorizado perante a tecnologia, sumidouro dos recursos públicos e privados, empobrecendo os médicos. A alternativa foi adensar o trabalho, acumular empregos, atender mais e mais, cada vez com menos escuta e menos tempo. O médico radicalizou, foi ao extremo de sua saúde, em um ciclo vicioso que prenunciava uma crise quando, oportunamente, sua autoridade natural passou a ser atacada para que sua liderança e potencial formador de opinião fossem aniquiladas, adotando-se a primazia da tecnologia e da informação, abrindo espaço para o Dr Google. 

O investimento público em tecnologia médica vem sendo pífio, assim como o investimento em médicos que se atrelam à tecnologia que requer investimentos e, por isso, preferem atuar em grandes centros onde estas estão minimamente presentes. Por negar-se a investir em tecnologia médica, os governantes do Lulopetismo optaram por investir em médicos da década de 50, uma saída marketológica sem nenhum compromisso com a vida. João Santana, o Goebels do neofacismo lulopetista, foi o artífice do programa antes ensaiado por ele na Venezuela com sucesso eleitoral para o neobolivariano Chaves. Não se trata de uma valorização dos médicos, muito pelo contrário, é uma estratégia de oferecer a quem se encontra no século XVIII alguns dos avanços da década de 50 do século XX para agradar e receber retorno eleitoral e, ao mesmo tempo, destruir uma classe "elitizada" que tem potencial formador de opinião. 

A tecnologia e a excelência de Século XXI ficam por conta dos luxuosos hospitais onde morreram Gushiken, Deda, Alencar, operaram-se Lula e Dilma e tantos outros estrelados líderes.

Eduardo Henrique Rodrigues de Almeida

3 comentários:

Heltron Xavier disse...

Seria fácil enquadrar os cubanos por esta teoria. Basta que os médicos lutassem para acabar com o "preconceito" do governo para os cubanos e exigissem as plenas prerrogativas médicas. Deixa eles operarem, fazerem partos, perícias e anestesias.

Na verdade a limitação imposta pelo governo de assistência básica só prejudica o povo e mascara as deficiências dos intercambistas...

Heltron Xavier disse...

Segundo o governo, mas vale um cubano na mão que dois médicos brasileiros voando...

Eu discordo

aldofranklin disse...

Aqui nesse País há 03 coisas que impera: O jeitinho, A corrupção e a Hipocrisia!
O País precisara chegar ao fundo do poço pra mudar?