sexta-feira, 25 de outubro de 2013

GESTÃO CATASTRÓFICA FAZ TRABALHO VIRAR PESADELO EM SÃO PAULO. "ERA DULCINA" JÁ É CONHECIDA COMO UMA DAS PIORES DA HISTÓRIA.


E eles chegaram a um lugar chamado Gólgota, que significa o Lugar da Caveira. Mateus 27:33
Os servidores da SR-I estão sofrendo na pele os efeitos catastróficos do regime de terror ao qual estão submetidos desde a posse de Dulcina Golgato na Superintendência Regional em São Paulo, cerca de dois anos e meio atrás. Não que a gestão anterior, sob os auspícios de Elisete Berchiol (atual subcomissária), tivesse sido grande coisa mas comparado com a catástrofe dulciniana, Elisete Berchiol parece mais uma "Jack Welch" da previdência.

Nunca antes na história uma gestão foi tão pífia, adoecedora e errática como a atual. Já demos vários exemplos aqui na nossa situação da perícia, como na mais recente desastrada remoção à força de peritos da APS BI SP, que causou adoecimento de dezenas de médicos e fez subir a TMEA-PM das gerências envolvidas. Enquanto peritos insatisfeitos se acotovelam em APS pequenas e pútridas, a APS BI está cheio de salas vazias. As juntas e procuradorias e auditorias foram desmontadas ou esvaziadas. Mas não são apenas os peritos, os administrativos também sofrem na pele a gestão cega e esgotante que haure a alma dos servidores.

 Típica cena de servidor administrativo ou perito médico tentando cumprir as "metas" institucionais.

Todos os servidores administrativos lotados em APS são submetidos a jornadas de trabalho draconianas, com overbooking de tarefas, estafa mental e cobranças ímpias de produtividade sob a chantagem do turno estendido. Cena comum, servidores aos prantos quando, assoberbados de tarefas, vêem o Plenus dar xabu ou o CNIS cair faltando 1h para encerramento do turno. Todo dia aparece um imprevisto que pode comprometer as 6h e todos tem medo de serem culpados por eventual retirada coletiva dessa benesse que mais parece um presente de grego. E o que falar do horário das 9h, quando tudo fica lento até a morte?

Esquete demonstrando a angústia do servidor ao ver o CNIS cair às 11h.

Para piorar, todos os servidores administrativos são submetidos à famosa "Calculadora do Ferro", que as pessoas dizem ser em homenagem ao sub-dulciniano de mesmo sobrenome mas parece que se refere ao "Ferro Quente" no lombo dos servidores cuja explicação é uma pérola da administração pública. Funciona assim: 

1) Tudo é calculado em horas. Obtêm-se o número de servidores de alguma APS, exclusas chefias, multiplica-se por 5,5 horas de atendimento e desse total de horas, 25% (número impositivo e aleatório) tem que estar destinados ao agendamento com marcação prévia.
2) A "calculadora do Ferro" porém não leva em consideração a demanda espontânea, nem serviços internos como arquivo, expediente, ou faltas de funcionários.
3) Como a demanda espontânea representa até 80% da demanda diária de uma APS, mas o número de horas é fixo, acaba-se calculando um percentual obrigatório em cima das horas sobre um tipo de atendimento preterido pela população (pré-agendamento) e comprime-se a maior demanda em uma parcela menor de horas.
4) Exemplo: A média mensal na SR-I é de 1 milhão de atendimentos. A média em sido de 150.000 agendados e 850.000 atendimentos espontâneos. Isso fora atendimento pericial e serviços internos. Ou seja, a média histórica fica em 15% de atendimentos agendados e 85% espontâneos. 
5) Com isso, em uma jornada de 5h30min, o servidor teria que dedicar 15% (~50 minutos) ao agendado e 4h40min ao espontâneo. A "Calculadora do Ferro" cobra dos gerentes da APS, porém, cerca de 83 minutos para o agendado, restando 4h07 para o espontâneo. Como o espontâneo não vai cair, isso significa que teria que aumentar o volume de agendados para encher os 33 minutos a mais por servidor/dia, pois o tempo esperado por atendimento é fixo.
6) Portanto, teríamos que aumentar, na SR-I, considerando os espontâneos (850.000) como algo constante, de 150.000 atendimentos agendados mensais para 270.000 em um total de 1.110.000 atendimentos mensais.
7) Na prática, a "Calculadora do Ferro" exige um aumento de 80% do volume mensal de atendimentos agendados em São Paulo. Se lembrarmos que em 2004 o INSS fez 5,5 milhões de agendamentos com 34 mil servidores e em 2012 8 milhões com 32.000 servidores, com majoração por servidor da ordem de 45% em 8 anos, querer ainda por cima jogar mais 80% de agendados é sacrificar o administrativo até a morte.
8) Com isso, a gestão espoliante de Dulcina Golgato mina todo o sangue dos servidores do INSS e, como os medidores do IMA-GDASS e do Turno Estendido continuam os mesmos, ao servidor só resta a falência moral e de saúde. Como efeito colateral, ao mascarar os números via superexploração dos servidores, São Paulo sempre acaba preterida na lista de novas vagas disponíveis para concursos.
Exemplo da "Calculadora do Ferro" em ação nas APS.

Além disso, APS imundas, mal conservadas, sem segurança interna e externa, assédio moral de gerentes e desrespeito ao servdor se tornaram habituée.

Somente isso explica a revolta recentemente ocorrida na GEx Osasco, comandada a mão de ferro (opa, mais um ferro) pela parente do mensaleiro João Paulo Cunha. Os servidores de Osasco simplesmente encheram a paciência e entraram em greve local com a presença do sindicato apoiando a causa. Num ato inédito no INSS, que mostra a falência da gestão de Dulcina, todos os gerentes de APS da GEx Osasco renunciaram ao cargo. Além  deles todos os chefes administrativos importantes da Gerência também entregaram os cargos. E não teve expediente até a própria comparecer lá, onde ouviu poucas em boas. 

Diante da quebra de hierarquia e perda do comando, não restou saída a não ser remover a gerente. Em seu lugar entra um apadrinhado rio pretense, o que levanta dúvidas sobre até que ponto essa crise poderia ter sido evitada, ou não, ao ponto de ter que fazer o "sacrifício" de tirar uma gerente ligada a um grupo distinto para colocar um apadrinhado

Nunca a SR-I esteve tão abandonada. Gólgota é o termo aramaico para Calvário, ou Caveira. Calvário é o nome da colina aos arredores de Jerusalém onde a história diz que Cristo foi crucificado, também chamado de Monte Gólgota, ou Monte Calvário.

Os servidores paulistas estão, com trocadilhos por favor, sob a sombra de Gólgota


E com a benção do Comissário, é claro.

3 comentários:

aldofranklin disse...

Fala-se muito em Gestão dentro da Autarquia, em metas, objetivos, em Estratégias.

Ora, gestão subentende-se naturalmente a existência da figura do Gestor, e obvio dos Geridos!

Daí é que vem a armadilha: Pra ser Gestor nos deparamos com duas coisas principais, a Liderança e a Motivação. Nesse contexto entra o planejamento que por fim vai nos objetivos!

Pois bem, no INSS, aquilo que deveria ser a excessão da Regra, tornou-se a Regra, por que? Praticamente todos os cargos de Gestor é por indicação política, não há a fundamentação técnica, a capacitação para tal e com isso, o que se vê é a maioria Gestores sarcásticos, que adoram esfolar o Servidor, que estão pouco se lixando pra preceitos da Moderna Administração, e que fariam o Maslow corar no seu túmulo diante de tanta intransigência, maldade, falta de respeito ao ser humano e hipocrisia!

Ora, naturalmente o Servidor gerido dentro deste contexto adoece mais, produz menos, colabora menos, e aquilo que deveria ser realizado com prazer passa a ser um momento de tortura!

Até quando o INSS vai conduzir o bem público desta forma?
Até quando teremos Gestores sem preparo?
Até quando o País ficará a mercê disto?

A infinidade de servidores que faz uso de benzodiazepínicos, de tranquilizantes, reguladores de humor, é absurda! Somente assim pra conseguir suportar tal situação! Não à toa, além dos que trabalham doentes, tem aqueles que não trabalham, que já estão afastados faz tempo! É justamente por isso que o INSS não realiza os exames médicos em seus servidores, pra não conhecer a realidade que está aí, estampada pra quem tem um pouco de bom senso e seja míope.

Bem, se me dão licença, agora vou tomar meu RIVOTRIL pra não ficar RIVOLTRADO!

Marcelo Vasques - INSS disse...

Com relação ao INSS de Osasco, vocês falam de apadrinhamento porque não conheceram a tirania e o terror causado pela Sra. Sandra Margareth, ex-gerente executiva do INSS de Osasco. Esta senhora fez servidores aposentarem antes da hora, fez inúmeros servidores responderem processos administrativos, perseguia, torturava e humilhava os seus servidores. Se querem bem saber, a senhora Dulcina fez um bem enorme para toda a população da região de Osasco, Carapicuíba, Cotia, Santana de Parnaíba e todas as outras cidades que fazem parte da Gerência do INSS de Osasco... Portanto, ao fazerem comentários do tipo, procurem saber de verdade o que ocorreu, aliás uma grande coisa que aconteceu com a nomeação do novo gerente executivo foi a expulsão do tirano Dr. Gilmerson da chefia dos médicos de Osasco, este aí os senhores não mencionam, era igualzinho, filho criado da senhora Sandra Margareth. Gostaria que vocês respeitassem o direito de opinião e postassem este comentário.

Francisco Cardoso disse...

Este blog foi o primeiro a denunciar as tiranias da gerente de Osasco. O fato porém é que não se pode defender para os outros aquilo que não se defende para si. Se somos contra a tirania não podemos deixar que sejam tiranos com os outros. Dulcina deixou a gereência, e o senhor e demais servidores, explodirem ai dentro para criar um fato consumado e retirar a gerente, ela poderia ter resolvido muito antes mas sacrificou vocês por questões políticas. Portanto, defendê-la é não saber o que foi o que de fato aconteceu. E não pensem que mudará a situação não...