domingo, 12 de maio de 2013

CUBANOS NÃO TÊM IDÉIA DO QUE LHES ESPERA

Os médicos cubanos nem têm idéia do que os espera no Brasil. Podem escrever. Não me refiro somente às tradições, idiomas e legislação. Isso podem se acostumar. Nem ao fato de não poderem mais fazer as dezenas de abortos legais diariamente como de costume para quaisquer má-formações ou interesses maternos. Nem que a falta de recursos e estrutura de apoio justificada pelos brasileiros será problema. Eles não são tão avançados assim quanto a Presidenta pensa. Estou convicto que os principais problemas dos Cubanos para exercerem a medicina no País ainda não foram discutidos. São a Violência Urbana e o Estado "Bába" de Direito.

"Sim, mas os países socialistas são violentos!" dirão. Correto penso todavia a violência é a que o estado promove sobre a liberdade do cidadão e não a violência a qual estamos acostumados vinda diretamente do cidadão como: assaltos, sequestros, estupros, latrocínios e o mais. Estatísticas de várias organizações internacionais asseguram que andar na rua em Cuba é extremamente seguro. Isso mesmo. Andar em Cuba na rua é mais seguro que andar nos Países da Escandinávia que, por sinal, estão entre os mais seguros do mundo. A Taxa de Homicídio Cubana é menor que 5 por 100.000 habitantes enquanto outros países latinos possuem em média 50 por 100.000. Agora imagine esta turma perambulando pelas nossas periferias e interiores.

Na minha cidade Natal no Estado do RN, por exemplo, com cerca de 1.000.000 de habitantes, há varios postos de saúde e hospitais sem médicos na Periferia. Pode parecer, mas não se trata de uma "aversão" médica a pobreza tampouco a falta de condições de trabalho. Os médicos protestam muito, mas, de certa forma, são acostumados as condições brasileiríssimas. Mas o que dizer de um colega que assistiu 3 tiroteios na frente de um posto de saúde da Zona Oeste num período de 6 meses? E de outro que teve seu carro arrombado por 2 vezes em 1 ano? E de outro que foi agredido fisicamente por um "Pai" chateado pela demora com o atendimento? E das dezenas de milhares de drogaditos? É isso a nossa violência urbana não tem comparação. Ora, Cuba sequer sabe sobre dependência química que é problema crescente no Brasil tanto urbano quanto rural, simplesmente a ilha esta fora das rotas do tráfico.
A segunda questão é que em Cuba os cidadãos têm medo da autoridade pública. Isso é típico dos países socialistas. Neles, uma agressão a médicos em exercício não é tratada com a mesma leniência que na nossa "democracia". Somos uma sociedade viciada, cheia de direitos e sem deveres. Imagine quando pressionarem os cubanos pelos atestados médicos para as perícias médicas do INSS? E quando os doentes "exigirem" novos exames e especialistas? E quando o filho do vereador exigir algo? E quando forem processados por motivos banais? Chamarão Fidel para tirar-lhes da cadeia para a casa?  E quando lerem que 5% dos homicídios são desvendados aqui na Terrinha?

Os Médicos Cubanos, se vierem sofrerão um choque quando descobrirem que manda no estado do Brasil é o cidadão. Que quem promove o medo é o cidadão. Que quem ameaça é o cidadão.  Que os médicos do Brasil não vão para a periferia porque temem por suas vidas antes de tudo e não somente por questões políticas e técnicas. Quem viver verá....

3 comentários:

Andre disse...

Parabéns pelo conteúdo. Concordo plenamente com você Heltron. POdemos observar nos vídeos do YOUTUBE que na Venezuela a principal reclamação foi a necessidade de morar e trabalhar na periferia, exatamente por causa da violência. Não tenho dúvida que será um fiasco. Mas acho que a diferença na lingua é também muito significativa. Já trabalhei com alguns médicos de origem peruana e boliviana e a população volta na gente para que possamos explicar sobre sua condição de saúde.

aldofranklin disse...

Hoje No Estadao saiu uma matéria que aborda a Banalização do Crime! Cada vez mais bárbaros! E se a saída de expressiva camada da pobreza e ascensão a classe media fosse suficiente, nao foi isso observado o que leva a pensar que há outros fatores! Em resumo: somos 3% da população mundial e 9% dos Homicídios!
E sejamos honestos: há muito mais coisa banalizada nesse Paisinho como a INCOMPETENCIA, por exemplo!

Elza DE LIMA FERNANDES disse...

GUERRIHEIROS , NÃO MÉDICOS !