terça-feira, 30 de outubro de 2012

ROTINA DO ABSURDO - CASO SANTOS - RECONSTRUÇÃO DOS AUTOS DE 2007 - PARTE I

Trechos dos depoimentos das testemunhas do CASO COVARDE, SANGUINÁRIO E DIABÓLICO DE SANTOS(click)

Depoimento de testemunha Jane Sant´Anna - Perita Médica do INSS de Santos

"Conversou com a mãe da acusada e esta não sabia que a filha portava uma faca, achando que a filha tinha agredido o Dr. Gustavo com unhas. Também falou que ficou preocupada, pois a acusada ficava confabulando meios de se vingar do Dr. Gustavo, pois a acusada achava que ele teria sido irônico com a acusada" 

"O Dr. Gustavo esta no INSS desde Julho de 2006. Entraram no mesmo concurso. O Dr.Gustavo é muito calmo e gosta de explicar ao segurado o motivo da não concessão do benefício, o que não é muito bom. Sempre tem confusão com o segurado quando não há concessão do benefício. Houve um segurado que correu atrás da depoente (referindo-se a ela própria Dra. Jane) e ainda quebrou um computador. Há ameaças diárias para com os Peritos."

"Não é comum a prática de violência por pacientes que estão na fase eufórica.(...) não tem nada a ver amnésia com transtorno bipolar. O estrese intenso pode causar amnésia cura e rápida. A Segurada tinha consciência da própria agressividade.(...) pode acontecer em qualquer doença a agressividade, mesmo na doença da acusa e mesmo em pessoas sãs dependendo da personalidade e outros fatores"

"No entender da depoente, a acusada interrompeu o tratamento, ou seja, não estava tomando medicamentos e não estava apta para trabalhar, inclusive porque ela estava se auto lesionando, pois tinha cicatrizes nos braços e as unhas estava bem compridas. A depoente acredita que a acusada poderia agredir qualquer pessoa que discordasse de seu ponto de vista. A falha na medicação poderia deixar a paciente muito agitada ou muito deprimida."

Depoimento de testemunha Rosa Maria Vicente da Silva - Auxilar Operacional do INSS

"Gustavo trabalha há pouco tempo no INSS, menos de um ano e é um médico educado, calmo. Na delegacia da Polícia Federal a depoente chegou a ligar a conversar com Ana Cristina que pediu para ligar para o marido para buscar a mãe que estava na Agência do INSS e pegar os remédios, a depoente ligou para o marido da acusada e este afirmou que já estava da Delegacia da Polícia Federal com a mãe da acusada, que os remédios estavam no Guarujá e fazia mais de um mês que a acusada não tomava os seus remédios."

"A acusada disse para a Depoente que é evangélica e que o anjo mais bonito de Deus é o Diabo e a acusada se deixou dominar por ele, pois quando passou pela sala do Dr. Gustavo e o viu, lembrou-se de tudo, no que a depoente retrucou dizendo que a porta do consultório do Dr. Gustavo estava fechada, mas não descara a hipótese de ter visto a porta aberta em outro momento."

"A depoente é funcionária do INSS há 27 anos. É comum na agência agressões verbais por parte dos segurados."

Depoimento de testemunha Gustavo Dias Gomes  - Vigilante do INSS de Santos

"Enquanto isso, os próprios médicos da agência já prestavam os primeiros socorros ao médico Gustavo, e tentavam estancar o sangue que jorrava muito. A acusada estava mais calma, dizendo que não iria sair do local, no sentido de que não iria fugir e pediu para o Depoente chamar uma ambulância para a mãe que estava passando mal."

"Apesar de trabalhar há pouco tempo na Agência, pôde observar que o médico Gustavo era sempre muito educado e atencioso com o público em geral. Não sabe se a acusada estava com uma bolsa, não sabendo se ela já tinha chegado na agência munida com a faca. Não é feito nenhum tipo de revista na entrada ou na saída dos usuários ou funcionários da agência."

"A acusada não comentou nada a respeito de tentar matar o médico ou ter se arrependido de tentar matá-lo."

Depoimento de testemunha Marcos Paulo Pereira de Souza  - Policial da Ocorrência

"... Que quando viu o médico, deu um surto e entrou em pânico, não se lembrando de ter esfaqueado o médico e que este teria dito que teria uma surpresa para ela quando retornasse ao INSS, uma vez que ela já tinha passado pelo médico anteriormente."

Depoimento de testemunha Basílio Mandaji - Companheiro da Sanguinária

"No dia dos fatos... A Ré estava normal apenas um pouco apreensiva".

"Diziam que o atendimento era péssimo; os funcionários mandavam a ré e sua mãe de uma fila para a outra; atualmente a ré está bastante estável; mensalmente vai ao médico para realizar acompanhamento"

"Nesses quatro anos de convivência com a ré (depoimento em 2007)...Conheceu a ré pela internet; Entre namoro e convivência já decorreu quase 5 anos;... Quando parou de trabalhar - a ré - passou a ajudar o depoente na empresa contábil da empresa; ela não é empregada, mas ia de 2 a 3 vezes por semana; o depoente delegava a parte contábil da empresa para a ré; nunca teve problemas; criava planilhas porque é administradora de empresas; a ré era responsável pela folha de pagamento; excepcionalmente mantinha contato com prestadores de serviço; a ré deixou de trabalhar na empresa de importação e exportação em 2002 (a qual fora demitida e teria supostamente gerado o F31) para ajudar o Depoente em sua empresa; o Depoente mora no Guarujá e na época precisa de mais tempo para obter mais clientes".

Depoimento da testemunha Vanderlesa do Nascimento - MÃE Co-autora

"Ouviu a médica dizendo para a filha que a carta com resultado chegaria em vinte dias; concomitantemente a filha começou a chorar e dizer "vinte dias não. Vinte dias de novo"; neste momento a depoente ficou nervosa, sua pressão subiu e desmaiou quando acordou, viu a filha sentada em seu colo chorando e pedindo ajuda; não viu o que aconteceu no interior da agência do INSS"

"Não havia gritaria, as pessoas estavam paradas e a favor da filha"

"A ré trabalhava como administradora da Cosipa sem qualquer justificativa; quando conheceu o Sr. Basílio a ré já havia parado de trabalhar. A ré não ajudava o Senhor Basílio na atividade que este desenvolve; Sr. Basílio tem uma pequena empresa "que conserta computadores"; depois que foi demitida da Cosipa, a ré não conseguiu mais colocação profissional; a ré morava com a depoente na Av. Bartolomeu de Gusmão"

"Antes de desmaiar viu a filha saindo da sala da médica, ao ser atendida foi informada que havia desmaiado por pressão alta; é a primeira vez que desmaia por pressão alta.; A médica que a atendeu disse que "havia acontecido uma coisa entre a sua filha e o Dr. Gustavo" não especificou o que tinha havia acontecido; consigno que a médica relatou haver estranhado o fato, porque a filha da da depoente havia entrado calma em sua sala; assevera que o fato a que a médica se referia dizia respeito ao choro da filha da depoente que lhe foi informado que deveria aguardar o resultado por vinte dias..."


Comentário:
Trama macabra. Segurada FRAUDADORA PROFISSIONAL engana todo mundo e sai ilesa. Depoimento detalhado do companheiro comprova uma grotesca fraude. Ou ele, ou a mãe mentem como testemunha, que é crime neste país. Onde estava o promotor?
Dá nojo realmente da justiça deste país. Tudo escrito e testemunhado.
A segurada morava com mãe e planejou com ela - POSSIVELMENTE COAUTORA. Desde as desculpas da faca para frutas (a mãe disse que a filha sempre carrega uma faca para as frutas e acreditou que a mesma tinha agredido o médico com as unhas), o desmaio sincronizado COM AMNÉSIA por crise de HAS (por favor...) logo que a segurada saiu da sala da médica calmamente, segundo os autos, para distrair a atenção de todos enquanto tentava MATAR O MÉDICO e os relatos. 
Vejam a frieza das palavras. A Segurada relata que não lembra de nada, mas que viu o médico e o reconheceu (enquanto a mãe estava passando mal). E que, ao SAIR DA CENA DO CRIME, consciente de si, pede para chamar uma ambulância para mãe enquanto a VÍTIMA SANGRA MACIÇAMENTE. Sanguinária de uma frieza assustadora.
Curioso o fato da mãe horas depois  do "desmaio" está ótima na Delegacia de Polícia e depois MENTINDO descaradamente (esqueceu de combinar com o COMPANHEIRO da BANDIDA que inclusive confirmou em juízo que mesma estava ótima no dia do acontecido). 
Já a Perita Médica falha quando diz que a segurada não estava tomando a medicação (há pelo menos 30 dias), FATO CONFIRMADO POR TESTEMUNHA ADMINISTRATIVA NOS AUTOS, para FRAUDAR A PREVIDÊNCIA e, de posse desta informação, PRORROGA O BENEFÍCIO ILEGALMENTE até julho de 2007- independente de incapacidade. (Art. 101. O segurado em gozo de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e o pensionista inválido estão obrigados, sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da Previdência Social, processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado, e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos.)
Em nenhum momento foi demonstrado arrependimento por nenhuma das duas criminosas aliás houve questão de relatar que os usuários estavam A FAVOR DA FILHA e se diz evangélica... É REVOLTANTE!!!!

6 comentários:

Heltron Xavier disse...

As estatísticas não mentem.
90% dos benefícios longos têm fraude envolvida.Principalmente os psiquiátricos. O Apego exagerado ao benefício é proporcional a chance de fraude. Os segurados de nível superior produzem fraudes mais complexas sempre com a desta senhora. O Depoimento no Julgamento quando manteve a linha de desqualificar o INSS e nenhuma piedade ou desculpa quanto ao seu ato mostraram exatamente a culpa. A responsabilidade subjetiva pelo dano pré-meditado.

A sociedade brasileira foi toda humilhada pela incompetência do ministério público.

Uma mulher evangélica doente mental que "cuida" da mãe para juri popular com 6 mulheres?!!!

Pxxx QUE PARIU!

Francisco Cardoso disse...

Ou o procurador é um completo INCOMPETENTE e DESPREPARADO ou AGIU DE MÁ FÉ contra a vítima.

NÃO EXISTE MEIO TERMO PARA TANTA INCOMPETÊNCIA E NEGLIGÊNCIA NESSE CASO.

O que existe aqui não são provas de que a sanguinária mentiu em juízo, é uma ORGIA DE PROVAS.

Como um profissional como ele é (em tese) deixou TUDO ISSO que levantamos passar em branco e alega que não vai entrar com recurso?

ISSO É UM ESCÁRNIO. Merece uma denúncia no CNMP.

E.G. disse...

Felizmente, posso ser leigo no assunto, porém não sou burro ! Já o procurador não pode dizer que é leigo no assunto, então tem que se burro...... ou age de má fé, ou simplesmente, não está nem aí, esta pensando em outro concurso, talvez pra juiz.

Marcelo Rasche disse...

O problema é que na justiça federal juri não é uma coisa comum. Por falta de prática, habitualmente o enorme potencial probatório do juri não é aproveitado.

O que se ve nos juris da justiça federal é um festival de gafes jurídicas pela falta de prática de todos, exceto pela defesa, visto que o acusado sempre faz questão de contratar advogado experiente em juri.

Ao contrário da justiça estadual, em que nas grandes cidades há juri quase diariamente, e há varas especializadas em juri.

Vandeilton disse...

Pois isto não vai ficar assim. Vou denunciar isto ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ...
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Cara, dá vontade de chorar!

Bob Rastafari disse...

Bom....em primeiro lugar, meus sentimentos ao o Dr. Gustavo.
Em hipótese alguma, poderíamos aprovar o procedimento dessa “Segurada”.
Espero que Justiça passe o status dela, de “Segurada” para presidiária.
Li todos comentários, entendi que foram os amigos ou colegas de profissão que comentaram.
Eu, não sou Perito e no momento também não sou Segurado em benefício.
Mas, como Segurado e usuário deste Serviço Compulsório de nome INSS, gostaria de manifestar minha opinião.
O Segurado já fica irritado, com aquele jogo de empurra-empurra na APS, lógico que isto não justifica a violência, mas, no caso desta doida, ajudou muito a incita-la ao crime.
Outro ponto que eu não entendi, porque este ou aquele PERITO é escolhido para a fatalidade?
É sempre o mesmo Perito que faz a avaliação do mesmo Segurado?
Ela foi INDEFERIDA de primeira?
Se não, porque então, ela foi escolher justo aquele médico, que como foi mencionado, sempre foi educado e prestativo, chegando a ponto de justificar para o Segurado, seu parecer.
A doida criminosa “Segurada” escolheu a vítima, aleatoriamente?
Se foi aleatório + o péssimo atendimento das APS (muito conhecido e divulgado pelo público em geral) + os diagnósticos de loucura da paciente (já que o Segurado em busca de benefício, é considerado paciente em potencial) etc....é óbvio que a Defesa usou tudo isto.
Outro ponto que a Defesa deve ter usado, o que ela (a Segurada) ganharia com este teatrinho macabro?
Ela ferindo ou matando o Perito, o beneficio seria concedido?
Então, ela (a Segurada) atacou o Perito, pelo fato de ser louca (com isto, seria absolvida).
E esta “coitada” além de ser louca, cuida da mãe blá...blá etc....e tal. (mais um ponto a favor).
Com certeza, a Defesa explorou muito bem estes quesitos da Ré.
E por conta da péssima fama do INSS junto a sociedade, a Defesa somou isto e entregou para o Júri Popular (aposto que ali no Júri, tinha uma ou umas juradas, que não suportam o INSS) pegue 10 pessoas, 8 ou 9 vão falar mal desta instituição. (mais 2 pontos a favor da Ré).
Com este comentário, não estou querendo justificar a violência contra o Dr. Gustavo ou a qualquer outro Perito, apenas estou manifestando minha opinião sobre o caso, como muitos de nós vemos esta instituição, a Defesa com certeza usou disto, para beneficiar a Ré em prejuízo do Dr. Gustavo.
Acredite, eu ficaria do lado do Perito (óbvio), mas, advogado é parcial e trabalha por dinheiro, some-se a isto a bela justiça brasileira (que também está precisando de uma reforma urgente).
Já li aqui, neste Blogger a intenção dos Peritos em desligar-se do INSS, sinceramente, espero que tudo de certo, estimo melhora para todos.