segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TRABALHO E PREVIDÊNCIA - DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Hoje compareci no Ministério do Trabalho e Emprego no Bairro da Ribeira em Natal a fim de tirar uma dúvida trabalhista no plantão fiscal sobre uma das minhas funcionárias. Inicialmente havia uma fila de umas 50 pessoas fora do edifício esperando o início do atendimento ao público às 8:00. Ainda na fila fui reconhecido e reconheci vários segurados do INSS. Às 8:30, consegui uma ficha Número 16. De cara, me chama atenção a presença de segurança ARMADA, 2 seguranças que arrumavam a fila e faziam algumas orientações aos usuários. No meu setor havia 3 avisos sobre o Art. 331 do Código Penal tão CRITICADO na previdência social com a observação: "MODERE SUAS PALAVRAS, ASSIM CONSEGUIREMOS VIVER MELHOR". Alguns segurados atendidos por mim me arrodeavam e me olhavam de lado. A Fiscal me chamou às 9:45 sem qualquer preocupação com o tempo. Explicou-me detalhadamente meu caso. Não havia pressa nenhuma como ela mesma disse. Não sabia se ria ou chorava lembrando dos colegas médicos quando ela falou que pela "lei trabalhista" quem exerce jornada de 24 horas de trabalho seguidas teria direito a outras 72 de descanso, como eles os fiscais fazem - Dois dias plantões de 24 horas por semana e um abraço. Não há tempo estimado de atendimento tampouco quantidade nos PRIMOS. Na saída a fila estava ainda maior no interior do edifício. Enquanto isso no INSS com riscos ainda piores e estatísticas mais alarmantes não temos segurança; os trabalhadores repudiam o Art. 331 nas paredes; as filas são menores mais são manchetes de jornal diariamente e o médico é pressionado de todos os lados para trabalhar em linha de produção. Dois pesos e duas medidas.

2 comentários:

aldofranklin disse...

Vai na Receita Federal que também tem atendimento ao Publico e me fala como é?!
Agora no INSS, o Servidor é xingado e não acontece nada! O Povo já tão acostumado que já é praxe!

Prof. José Luiz disse...

Heltron, como sempre suas colocações são muito inteligentes, parabéns. Qual seria o motivo de tanta diferença na atenção dada a estas autarquias federais??
No INSS só quem tem direito de entrar armado é o segurado!
No INSS agredir o servidor (leia-se o médico) é direito adquirido!E o servidor tem a obrigação de aguentar calado, se reagir tem o direito de ter agressão física com o apoio dos outros servidores da casa (infelizmente com frequência) e a autarquia faz de conta que é tudo NORMAL !
"Rotina do absurdo dos bastardos inglórios!".
Depois disso tudo em ainda me questiono é o porquê do ezonerómetro ser a única coisa que aumenta na carreira.