quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

TÁTICA DO CONSTRANGIMENTO NO SUL

Após o fracasso da operação Caracu, os gestores partiram para a apelação pura e simples: Constranger os peritos da BI Porto Alegre com táticas de pressão e intimidação como:

- Videoconferências diárias falando mal dos peritos.
- Alegações vagas de que a BI é a que menos produz no Brasil
- Soltar informações de que a "qualidade" das perícias de lá é igual a do resto do país, tentando desqualificar o MEP.
- Notícias de que a produção individual dos peritos será "investigada"
- Presença ostensiva de auditores pesquisando perícias (sem autorização legal para ver laudos médicos) e itens de auditoria que não constam em inspeções similares feitas em outras APS
- Alegar que as perícias da BI não seguem o QUALITEC.

O objetivo é constranger os peritos com dados imprecisos e não mensuráveis ("a sua perícia está igual a da outra APS") e desqualificar o discurso do MEP com vistas apenas a aumentar a média de perícias por perito   de 14 para 18 nesta importante APS.

O INSS enxerga o médico como peão e o ato médico como trabalho de montagem em uma linha de produção. A única coisa que esse regime fordista consegue medir é "produção" como se perícia fosse igual a uma fábrica de sapatos ou de salsichas.

Não irão colocar 100% dos peritos para trabalhar na APS pois os que estão fora são amigos do establishment, não irão contratar mais peritos e muito menos organizar o caos que é a marcação de benefícios por incapacidade, único dos benefícios do INSS que já começa do meio (perícia) para depois se checar o início (habilitação e processo capeado).

Não querem fazer isso. Querem apenas chicote no lombo dos médicos. Eles são incompetentes e jogam a culpa em vocês.

O que se pode medir já foi desmentido: A média de produção da BI Porto Alegre é igual a da BI São Paulo e acima da média nacional de perícias por perito. Sobre o qualitec chega a ser risível a alegação pois com quase 30 itens, se os peritos forem seguir burocraticamente item a item a perícia vai levar 60 minutos e não 20 minutos. Típico de inssanos alegar algo assim. Auditorias "seletivas" se corrige com processos administrativos e judiciais contra a autarquia. O resto é disse-me-disse.

É hilário ver o INSS "preocupado" com qualidade mantendo um sistema eletrônico que permite apenas 4.000 caracteres com copia-e-cola e uma série de defeitos de cadastro, operação e falhas de segurança.

Lembremos todos que o SABI só "mede" o tempo de digitação do laudo médico, não mede o tempo do exame físico, da análise dos exames complementares, da entrevista dentre outros. E com 4.000 caracteres de limite, se um médico demorar mais que 15 minutos para escrever isso deve sofrer de dislexia. Logo, o relógio do SABI é inútil e o SGA idem. Tempo de atendimento médico e de formulação de convicção pericial para feitura do LMP são IMENSURÁVEIS.

Espera-se que os bravos peritos gaúchos saibam questionar com ênfase essa tática de desqualificação profissional com vistas apenas a sugar mais ainda o sangue dos apenas 60% de peritos destinados à linha de frente (montagem) da APS.

Um comentário:

aldofranklin disse...

Solução simples:
Trampa uns 15 dias nesse regime, depois vai num psiquiatra e mete um F43 na cabeça do Gestor! E o gestor que vá arrumar outro trouxa pra explorar!
Ja tem poucos, se apertar espana...