terça-feira, 12 de novembro de 2013

O MPT E OS MÉDICOS DE(O) PROGRAMA

Depois do flagrante delito que o obrigou a "fazer alguma coisa" após vários sussurros e denúncias de populares médicos brasileiros e agindo como um manso marido traído que infelizmente descobriu tudo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) foi liberado mais cedo para a casa e comprovou as íntimas e tórridas relações do milionário contrato promíscuo e escandaloso do Governo do PT (nada a ver com M"PT") com a OPAS (anagrama de SOPA, de tanta moleza) envolvendo especificamente uma suposta mão de obra escrava médica do feudo de Fidel e decidiu manter uma postura, no mínimo, desconsertante e tímida, como a de um marido traído que suspeitava, mas não queria saber, mas já que agora que sabe... tem que infelizmente agir com muita, muita cautela para enquadrar a impostora (mas que paga as contas da casa e lhe dá alguns presentes) no crime DE trabalho escravo. A cena se repete. Chama de messalina, bandida e ordinária; diz que "da próxima vez" não perdoa; puxa a faca; ameaçar botar fogo na casa; cumprindo a "formalidade"do traído com a consciência de que é tudo uma etapa importante para sociedade, o fim é sempre refazer as pazes. 
Pois bem, o Exmo. Procurador do Trabalho na audiência do dia 05/11/2013 na presença de representantes dos Ministérios da Saúde e Educação e, claro da AGU, pareceu tentar, antes de tudo, se convencer de que o que aconteceu não é tão grave assim. Cogitando a "possibilidade", "talvez", "quem sabe", de determinar um termo de ajustamento de conduta (TAC) e fazer uma visita in loco para ver se se trata de uma Relação de Trabalho (ou prazer). Isso mesmo, mas peraí? TAC para o Governo do PT. Ajuste de Conduta para o PT? Por favor... O país está empetecido Vossa Excelência há muito tempo. Mas também... havia quase nada a fazer e havia de se fazer algo. À propósito, visitar o local de trabalho vai mesmo ajudar? Ora, o próprio MPT alardeia que "não tem expectativas de que a argumentação da pasta mude a sua crença de que há uma relação de trabalho". Me desculpe, mas o MPT quer é ganhar tempo.
Ora, tentar evitar ou esconder as irregularidades dos Médicos de(o) Programa é como esconder um elefante atrás de um poste da avenida. Nessa não tem nem como ajudar o Governo a ajudá-lo sem ferir publicamente a sua inteligência. Por exemplo, como o Procurador se justificaria e conseguiria acreditar numa a educação à distância no SUS periférico? Computadores de alta velocidade nos consultórios? E a supervisão médica à distância? Só falta o PT mandar uma MP para regulamentar a Telemedicina via correio ou celular. E depois, como fazer para explicar o repasse do dinheiro para OPAS com a devolução de uma módica e singela fatia para o Médico de(o) Programa sem tipificar Trabalho Escravo? O Sujeito trabalha no Brasil sob as Leis do Ditador barbudo e pronto? Vai ficar Cuba lançando gado humano para o Brasil sem sequer recolhermos os nossos impostos? Que situação... É mais ou menos como pegar a esposa pelada na cama com outro, sair dizendo que não houve nada e, claro, pagar para o amante sustentar a versão na rua. Olha, vou te contar, na trama achamos as coisas difíceis no ser humano: guardar um segredo e se fingir ser idiota (sem ser é claro).
Mas a cereja do episódio é a consciência do Governo completamente tranquila, típica das mulheres que maltratam do coração dos homens, atestando que tem completa e plena "segurança jurídica" no contrato, como as devassas que juram pela sua honra e os corruptos que se dizem inocentes em rede nacional. Num delírio final o Governo comparou com a residência médica ao programa "Mais Médicos Cubanos" (já que são mais de 83% e vindo mais) alegando que residente tem 80% de aulas práticas e 20% teóricas... sem possivelmente lembrar que se faz uma prova pior que o REVALIDA para entrar e que as "aulas práticas" da Residência Médica são supervisionadas de muito perto.
Sabe o que acho que vai acontecer... Nada. O MPT vai adiar calma e lentamente uma ação judicial depois de um TAC, só ano que vem, claro. E vai gozar do imenso privilégio da lentidão da justiça para que daqui uns 10 anos o Mais Médicos seja considerado ilegal. Quem viver verá....

2 comentários:

aldofranklin disse...

Sabe o que vai acontecer? NADA
O MPT fez um acordo no "esquema" só pra dizer que fez algo, pois aqui é Brasil!
O Governo já deu uma boas estocadas nos Médicos por conta desse programa: Botou pra lascar no Ato Medico, agora o MS também emite registro de classe, já tem um esquema certeiro de escravos, e NINGUÉM FAZ NADA!
É o seguinte:
Segura aí no painel da cama, trinca os dentes com a faça na boca, que o Governo já ta ia na Retaguarda!

Enquanto isso, vejam esse excelente vídeo que ilustra a realidade do post: http://www.youtube.com/watch?v=Rw4zn1DfOCk&sns=em



Paulo de Tarso disse...

Heltron Xavier é contrário a que o programa Mais Médicos leve profissionais de saúde onde os profissionais brasileiros (prioritários para contratação para prestar seus serviços no MM) não quiseram ir. Os Mais Médicos põe profissionais da saúde nas unidades de saúde atendendo 8 horas por dia as populações dos territórios com os piores indicadores de saúde, periferia dos centros urbanos, pequenas cidades. Fazem o que o próprio Heltron Xavier não pode fazer, uma vez que é titular de uma espetacular cartela de quatro empregos, um deles público, onde deveria trabalhar 8 horas. Como consegue atender a Maternidade das Quintas e a Skopia Clínica, em Natal, a Maternidade do Divino Amor, em Parnamirim, e ainda consegue tempo para trabalhar como Perito Médico Legista (não é anestesiologista?) no INSS (não deveria trabalhar tempo integral no serviço público?). Trata-se do milagre da multiplicação do tempo... Acho muito engraçado esses críticos do serviço público quando eles próprios não cumprem a jornada de serviço para a qual são contratados. Onde está a honestidade?
É plenamente legítimo que seja contrário ao governo, ao Ministério, ao Mais Médicos, a Cuba, ao que sua consciência e convicções indicar. Mas não minta, como fez com meu vídeo.
E, principalmente, trabalhe no serviço público o tempo contratado. O senhor ali é pago com o sagrado dinheiro público.