sexta-feira, 8 de novembro de 2013

EDITORIAL: A DIRSAT ESTÁ ABANDONADA, PERDIDA E SEM RUMO. ATÉ QUANDO, PRESIDENTE LINDOLFO?

A DIRSAT já é a menor e a menos prestigiada das diretorias do INSS. É a que tem o  menor número de funções gratificadas. Essa diretoria já começou errada no nome, pois a última coisa que a DIRSAT irá ver é a saúde do trabalhador. Sua missão legal, prevista nos regimentos e códigos, é regular os benefícios por incapacidade. Pelo menos era pra ser assim, mas a sombra da DIRBEN a faz ser ainda apenas um satélite bruncaniano, o que traz algum sentido ao "SAT" no final da sigla.

Por ser área muito específica e técnica, o mínimo que se poderia esperar é que as poucas funções fossem ocupadas por entendidos do assunto e que esses fossem dedicados à tarefa de normatizar o trabalho de peritos e assistentes sociais.

Mas desde a nomeação de Sérgio Carneiro para a Diretoria de Saúde do Trabalhador, o que vemos é o descaso e o abandono da diretoria em prol de pautas alheias ao escopo da mesma. Já é notório que Dr. Carneiro delega para assessores sua tarefa do dia-a-dia de Brasília. Enquanto faz questão de viajar para Sergipe para reunião do MPOG e para Gramado para participar de Congresso de Psicodinâmica, por exemplo, vem faltando com frequência às reuniões fundamentais de seu cargo, como no caso do CNPS ou em Florianópolis e em diversos outros já relatados por informantes junto a este blog.

Dr. Sérgio Carneiro ainda não assumiu de fato seu cargo na DIRSAT e insiste em manter discurso e pauta relativos a seu emprego anterior, no MPOG, de onde parece sentir muitas saudades. Toda sua atuação e prioridades são voltadas para sua função antiga na Saúde do Servidor Federal, onde ficou quase 7 anos e foi incapaz de conseguir criar uma rotina de periódicos para os seus comandados.

Além disso, faz um discurso incompatível com as funções do cargo, querendo que o INSS assuma tarefa que não lhe pertence, no âmbito da formação e capacitação do trabalhador, tarefas essas responsabilidade do MEC, MTE e do Sistema "S". O INSS mal dá conta de suas atribuições legais e ainda vamos assumir a de outros ministérios? Como? Dr. Carneiro confunde sua atuação de médico do trabalho e estudioso da saúde do trabalhador com as funções precípuas da DIRSAT, com um discurso que mais cabe numa Fundacentro do que no INSS. Talvez por isso esteja usando com frequência o auxílio de sua colega Maria Maeno, que não tem pudor de falar mal do INSS onde quer que vá, mas também não perde uma boquinha quando convidada a viajar a cargo da autarquia.

Dr. Sérgio aparenta desconhecer as atribuições da perícia e do cargo, ao ponto de defender na frente de testemunhas absurdos como a que benefício judicial não precisaria de revisão. Fala do modelo de "capacidade laboral" mas o INSS nunca trabalhou com isso, e sim com aposentadorias e incapacidade laborativa. Fontes disseram que ele se mostrou surpreso quando soube que tinha que revisar os B91/B92, não saberia da exigência legal.

Carneiro diz que a Reabilitação Profissional é a mola-mestra de seu programa, mas para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Serviços Previdenciários e Assistenciais, código DAS 101.4, ao invés de pegar um médico com vasta experiência na matéria, colocou uma servidora administrativa do IBAMA, cedida há tempos para o MPOG e agora INSS. Dentista de formação, Samara Douets é especialista em odontologia do trabalho e patologia bucal segundo o CRO-DF. Tudo bem, mas o que faz uma dentista especializada em patologia bucal e odontologia do trabalho, técnica do IBAMA, no comando do setor de Reabilitação Profissional do INSS? É assim que Sérgio quer fazer uma revolução na Reabilitação Profissional? Uma servidora do IBAMA que nunca pisou numa APS?

Pior, ela anda assinando memorandos que ditam matéria médica. Que autoridade uma dentista tem para ditar matéria médica? Como ela irá responder às demandas da área médica?

Completamente abandonada, o caldo só não entornou ainda pelo esforço hercúleo dos servidores lotados que dão o sangue para segurar a peteca e ainda sim são obrigados a conviver com espetáculos de crises, pisadinhas no chão e ataques, conforme mais de uma fonte me passou.

Além do modelo bioesotérico holístico paramédico que tenta implantar, Carneiro enfrenta outro problema: Não tem sistema para rodar esse modelo. O SABI é incapaz de fazer o que ele quer, o SIBE é uma peça de ficção, vamos voltar para o PRISMA? Pelo jeito sim, pois ao não conseguir preparar o INSS para as perícias de aposentadoria de deficientes, que começam agora dia 09, a instituição não teve escolha e o perito terá que usar o velho e dinossáurico PRISMA, no MS-DOS mesmo. Com o SIBE que não nasce e o SABI morrendo, vamos de PRISMA, né Dr.Carneiro? O senhor sabe o que é SABI, SIBE e PRISMA?

O modelo bioesotérico holístico irá desfavorecer as notificações de acidente de trabalho que ele tanto preza, cerceando direitos de trabalhadores. É assim que ele quer que o INSS seja conhecido? Onde estão os paramédicos da equipe multiprofissional? Se a equipe multiprofissional é tão importante, porque só será acionada depois do enésimo PP? Não era pra ser no Ax1? Por que no SIASS, que o senhor diz que montou, o modelo é completamente diferente, com junta médica e o escambau? Somos cidadãos de classes diferentes da plebe?

Um arremedo desse modelo, implantado quando chefe da perícia paulistana na gestão Marta Suplicy, fez o número de afastamentos de professores subir 1.000% em um ano, quase paralisando o ensino municipal.

O único recurso do qual ele contava, a terceirização, foi pro espaço junto com a caixa de cocada do procurador Stefanutto. Não tinha plano "B". Agora nem modelo bioesotérico teremos pois o GT que iria "pensar o modelo" foi dispensado por falta de grana. A concessão automática no RS, obrigação judicial, até agora não foi feita por incapacidade gerencial. 

Óbvio que isso não podia acabar bem. Um informante da DIRAT (Diretoria de Atendimento) me passou que o clima está péssimo na DIRSAT. Não há respeito mais à hierarquia, o Presidente Lindolfo sendo atravessado o tempo todo, notícias sendo passadas primeiro à secretaria executiva, faltas a eventos importantes, manifestações cada vez mais públicas de desprezo aos colegas do INSS, em especial os gerentes de APS, e menosprezo aos indicadores e planejamento do INSS. Em recente reunião manifestou incertezas sobre a eficácia dos indicadores, levando o Comissário às raias da loucura. O plano de ação foi desprezado em uma reunião importante na frente de outros diretores e servidores de confiança, segundo o informante da DIRAT me passou, causando enorme desconforto entre os presentes.

Quando se chega a esse nível de crítica, fica claro que Dr. Sérgio Carneiro não está feliz nem confortável em um cargo que não entende, não aceita como tal e do qual parece fugir, com suas delegações a terceiros e viagens constantes, como a anunciada esses dias para um Congresso de Psicodinâmica, deixando gestores em Florianópolis chupando dedo.

Este blog pensa que precisamos de um programa "Mais Médicos" para a DIRSAT: O Diretor vive viajando e delegando tarefas a segundo e terceiro escalão, a coordenadora do RP não é médica e por mais esforçada que seja, desconhece absolutamente tudo sobre perícia em reabilitação conforme ela mesmo assume em e-mail do qual temos posse, os outros são em sua maioria colegas subordinados com outros vínculos fora do INSS, não tem tempo nem poder para nada, ou seja, a DIRSAT está órfã de gestão e liderança.

Sérgio Carneiro, militante de longa data do partido governante, mal trabalhou como perito de fato e já foi alçado a cargo de confiança no MPOG onde parecia viver no céu. O MPOG é o paraíso do PowerPoint. Sempre trabalhou "do outro lado", no lado da medicina do trabalho, da prevenção e promoção da saúde do trabalhador. Foi trazido ao INSS pelo Comissário, para ser seus olhos e ouvidos. Aqui, aparentemente encontrou o inferno e está arrastando-nos junto em sua navegação perdida pelas águas do Aqueronte previdenciário. Nesse tortuoso trajeto, estamos sem peritos, sem credenciados, sem dinheiro, sem sistema, sem novo modelo, sem planejamento, sem liderança, sem carreira, sem futuro. Até quando, Presidente Lindolfo?

3 comentários:

JOSÉ ALBERTO ARMÊNIO disse...

NO inss ESTOU COMEÇANDO A ENTENDER O SIGNIFICADO DE ENTROPIA.
NA PRÁTICA !

aldofranklin disse...

É, ATé quando Presidente?

Fala aqui no meu ouvido, pra ninguém ouvir, o senhor nao ta nem ai pra quem é o DIRSAT e o que faz né?! Tem os acordos e o home tem q ser mantido lá."

Alexander Kutassy disse...

Pelo visto, perdido e sem rumo anda o próprio INSS...