domingo, 26 de agosto de 2012

Mídia anuncia término das negociações com Grevistas

Governo encerra negociações com servidores em greve
26 de agosto de 2012 • 18h27 • atualizado às 18h45

O governo encerrou neste domingo as rodadas de negociações com os servidores públicos federais em greve. O Ministério do Planejamento deu prazo até terça-feira para que os representantes das categorias assinem os acordos concordando com o reajuste de 15,8%, dividido em três anos, proposto pelo governo.

As categorias que não concordarem ficarão sem aumento. Apesar de os trabalhadores saírem das negociações insatisfeitos com o percentual oferecido pelo governo, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse estar confiante de que a maioria das categorias vai assinar o acordo. "Encerramos esse longo processo de negociação. Amanhã e terça-feira vamos aguardar os retornos e estamos estruturando os projetos de lei daquelas categorias que estão aceitando fazer o acordo com o governo. Tivemos a sinalização de diversas categorias que vão topar", disse Mendonça.(Quais? Peritos do INSS?)

Desde março, quando foi iniciado o processo de negociação salarial, foram mais de 200 reuniões para discutir o reajuste dos servidores com mais de 31 entidades sindicais. Apenas neste final de semana foram realizadas 12 reuniões com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), dos controladores de voo, da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra), trabalhadores da área de ciência e tecnologia e do Itamaraty.

No próximo dia 31 termina o prazo para o envio do Orçamento ao Congresso Nacional, com a previsão de gastos com a folha de pagamento dos servidores para 2013. Até o momento, só as negociações com a área da educação, segmento considerado estratégico e prioritário pelo governo, foram resolvidas. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa a minoria dos docentes federais, e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), representante dos técnicos administrativos universitários, aceitaram a proposta do governo.

Para os professores universitários, a proposta acordada foi de reajustes que variam entre 25% e 40%, nos próximos três anos, e redução do número de níveis de carreira de 17 para 13. A oferta terá custo de R$ 4,2 bilhões para a folha de pagamento.

No caso, dos servidores administrativos das universidades, o impacto do reajuste será de R$ 2,9 bilhões. O acordo prevê além do reajuste "parâmetro", incentivos à titulação. Todas as propostas feitas pelo governo, se aceitas, devem onerar em R$ 18,95 os gastos com pessoal no período de três anos. As ofertas preveem reajustes de 15,8%, fracionados até 2015.

O Ministério do Planejamento estima que a greve envolva cerca de 80 mil servidores públicos federais. Em contrapartida, os sindicatos calculam que cerca de 350 mil funcionários aderiram ao movimento.

5 comentários:

Heltron Xavier disse...

Que negociação é essa que inclui uma imposição e uma aceitação apenas? Ora, todos sabemos que a arte do negócio incluir ceder e ganhar a partir de determinado ponto e até determinado limite.

O Governo tem se mostrado um péssimo negociador. Jogar o limite total diretamente sobre a mesa é um ponto muito negativo. Levar apenas uma proposta para mesa e diz que "é pegar ou largar"? É isso que querem chamar de negociação?

Sinceramente esperava mais habilidade e competência nisso.

Heltron Xavier disse...

Ora, mas é claro que os professores universitários aceitaram uma proposta que chega a 40% dos salários.

Problemas que não resolvemos agora voltam no futuro sempre pior...

Regi disse...

Aos TONTOS deta associação exdrúxula:

Não fazer negociação nenhuma pois se assinar ficariamos 3 anos sem aumentos e em 2015 (pós-eleições) não havera nenhum poder de questionamento).

E desde já que este governo que corta o ponto dos funcionários em greve nada mais é que sufocar o movimento que pleiteia nada mais que o respeito ao se pagar o justo!

Não aceitemos essas migalhas para podermos dar continuidade as negociações pois se assinarem não haverá mais nenhuma negociação.

Regi disse...

Nas próximas eleições todos os servidores FEDERAIS,ESTADUAIS E MUNICIPAIS já sabem em quem não eleger: NÃO VOTAR EM NINGUÉM DESTE GOVERNO E DE SEUS ALIADOS NOS ESTADOS E MUNICÍPIOS !

Força servidores deste Brasil!

aldofranklin disse...

Que negociação? Tá mais pra TIRANIA!
Se o Governo não negociar de fato, vai ficar com um abacaxi daqueles na mão...Operação pente fino da RF, Multa Zero, etc etc etc...
E cá entre nós, é intransigência!
O trabalhador tem cerca de 30% de perdas desde 2008 e o Governo tá pensando em Repor a Inflação futura dando 5% de aumento ao ano? E o poder de compra onde fica?