sexta-feira, 5 de julho de 2013

GARI E O AVIÃO

Ministro da Previdência também usou jato da FAB para ver jogo

PUBLICIDADE 

LEANDRO COLON
DE SÃO PAULO

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), também usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no fim de semana para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã.

O ministro saiu de Brasília na sexta-feira às 6hcom destino a Fortaleza para cumprir agenda oficial na cidade de Nova Morada (CE). O compromisso acabou pela manhã.

Em vez de retornar a Brasília, o ministro pediu que o avião, um Learjet 35, o levasse ao Rio, onde havia programado passar o fim de semana para ver o jogo da seleção brasileira contra a Espanha.
Sergio Lima - 7.dez.2010/Folhapress
O ministro da Previdênvia, Garibaldi Alves Filho

A aeronave saiu às 14h de sexta de Fortaleza e chegou às 17h no Rio. Em entrevista à Folha, Garibaldi contou que deu carona a um amigo, o empresário Glauber Gentil. Ambos viajaram num avião que comporta 10 passageiros.

"Eu não iria passar o fim de semana em Natal [terra do ministro]. Se fosse voltar para Brasília, teria optado por lá. Mas havia programado ir ao Rio. Fui para passar o fim de semana e ver o jogo", disse.

"Me senti no direito de o avião me deixar onde eu quisesse ficar", afirmou o ministro. "Já fiz isso outras vezes, porque na volta fico sempre no destino que eu me programei. Pedi com antecedência, senão ministro entra na fila."

Ele ganhou ingresso do Ministério do Esporte para o Maracanã e disse ter gostado do jogo. "Quem não gostou?"

O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".

Ou seja, segundo o decreto, Garibaldi não poderia ir ao Rio porque não tinha agenda nem mora na cidade. O ministro disse que retornou para Brasília em voo comercial.

Garibaldi é primo do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que usou outro avião da FAB para ver o jogo da seleção. Alves levou sete convidados de Natal para o Rio. Glauber Gentil, que foi para o Rio com Garibaldi, pegou carona com Alves para voltar a Natal.

8 comentários:

Eduardo Henrique Almeida disse...

A resposta é simples. A carona em vôo oficial, segundo a legislação alemã, é muito cara. Mais de dez vezes o preço de um bilhete aéreo comercial. Por isso, o casal Merkel viajou separado. Em outras palavras, para economizar. Assim, o varão viajou como um comum mortal que, temporariamente, é esposo da chefe de governo da Alemanha. A virago, de enormes responsabilidades institucionais, cumpriu a lei e fez economia doméstica.

No Brasil, o senador Eduardo Suplicy, depois de noticiado na imprensa, correu para devolver o valor de uma passagem aérea que o seu gabinete, por sua ordem e numa relação privada, havia comprado para a namorada.

Ontem, no final da tarde, um avião alemão oficial conduziu Merkel de volta a Berlim, sede do governo e sua cidade natal. O esposo da chanceler partiu hoje cedo em vôo de carreira, com conexão e passagem paga por ele próprio e não pelo cidadão alemão.

O fato não passou em branco na mídia italiana, que, no momento, cobre o escândalo a envolver o senador Umberto Bossi, líder do partido político da Liga Norte e já demissionário da secretaria-geral, e a vice-presidente do Senado da República italiana, Rosi Mauro, de 42 anos.

Bossi pagava as elevadíssimas despesas familiares com dinheiro público referente ao financiamento de campanhas e do partido político.

Não bastasse, a Liga Norte, administrada por Bossi, pagava um “mensalão” para a vice-presidente do Senado, que fundou um sindicato e mantém o amante-cantor como chefe de gabinete.

Cerca de 500 milhões de euros foram “desviados” pela Liga Norte, segundo noticiado pela imprensa e cálculos da magistratura do Ministério Público. Dois filhos de Bossi compraram diplomas escolares na Suíça e Inglaterra. Tinham carrões de marca BMW e Porsche. A casa de Bossi foi toda reformada e a sua esposa, leitora de livros de magia negra, instalou com dinheiro público desviado, na cidade de Varese (vizinha a Milão), uma escola maternal onde se autocontratou como diretora-geral.

Líder separatista e praticante de xenofobia, Bossi, durante 20 anos, referia-se à capital do país como “Roma Ladrona” (verbis). Desde ontem, nos muros de Roma estão grudados cartazes com o título: “Lega Nord Ladrona”.

Dispensável dizer que Bossi alega que não sabia de nada. Não controlava o tesoureiro do partido e, num atentado à inteligência italiana, coloca-se em panos de quem não percebia nada. Nem quando a casa estava sendo reformada e os filhos chegavam com automóveis novos e caríssimos.

A vice-presidente do Senado, Rosi Mauro, eleita pela Liga Norte em 21 de dezembro de 2010, não vê necessidade de se afastar da vice-presidência. Ela disse aguardar o trabalho da Magistratura do Ministério, que se desenvolve em três frentes independentes: Milão, Calábria (suspeita de lavagem de dinheiro da Liga Norte pela máfia calabresa ´NDrangheta) e Nápoles.

Como no Brasil, os políticos confundem princípios. A presunção de não culpabilidade (mal chamada no Brasil de presunção de inocência) aplica-se no processo criminal. Não se aplica em política, como se viu, por exemplo, nas cassações de José Dirceu e Roberto Jefferson.

Pano rápido. Na Itália, a Operação Mãos Limpas acabou de completar 20 anos. Os membros da magistratura do Ministério Público continuam atentos. No Brasil, o sistema, pela concentração de competência em mãos dos procuradores-gerais (da República e dos estados) não permite que tenhamos uma Operação Mãos Limpas. Só os procuradores-gerais (escolhidos pelo presidente da República e, nos estados, pelos governadores) cuidam dos políticos no Brasil. E em nosso país, ao contrário da Itália da Operação Mãos Limpas, têm foro privilegiado e o Caixa 2 é descarado e indecoroso.

Wálter Fanganiello Maierovitch

Eduardo Henrique Almeida disse...

Para a mídia alemã não representa notícia de interesse público o fato de a chanceler Angela Merkel, chefe de governo, não dar carona ao marido em avião oficial.

Merkel passou a Páscoa na cidade italiana de Nápoles a fim de descansar. O avião oficial que a transportava desembarcou na sexta-feira e o corpo de segurança alemão a acompanhou à residência que alugara com dinheiro próprio.

Cerca de quatro horas depois do desembarque de Merkel em Nápoles, chegou o seu marido. Estava programado que o casal passaria a Páscoa em Nápoles. O “maridão”, no entanto, pegou um vôo comercial Berlim-Roma e, na sequência, uma conexão para Nápoles.

Por que não pegou uma “carona” com a poderosa chanceler e esposa ?

Anderson disse...

Pô Heltron, vc fala tanto [das mazelas] do Rio de Janeiro, mas os potiguares estão fazendo os cariocas parecerem fichinhas. Dias desse o CNJ aposentou dois desembargadores do TJ/RN; agora esses dois daí... sei não hein... Abraço.

PauloVieira disse...

A mobilização de uma aeronave da FAB envolve toda uma logística e custa muito dinheiro aos cofres públicos.
Quando a serviço, tudo bem. Agora, cá entre nós, para assistir um jogo de futebol é "pacabá", né não??.
É avacalhar e abusar "demais da conta" do cargo. Se toca "sinhô Ministru".
Em qualquer país sério, perderia o cargo e restituiria os custos com juro e correção.
Dizem nos bastidores que ele é o candidato preferido da Dilma e do PT para o Governo do RN. Já pensou?!. K..k..k
Depois não querem que o povo vá para as ruas..

Heltron Xavier disse...

Não entendi?
Falar das "mazelas" do RJ?
Nam...
O RJ é 10 vezes maior que o RN em termos populacionais. Seria natural que tivesse mais notícias, tanto boas quanto ruins.
Eu publiquei a notícia meu caro.
Não pareço estar defendendo ninguem.

O RN proporcionalmente é um dos piores estados de más notícias de políticos e autoridades. Tivemos a pior prefeita de todos os tempos que saiu pelo poder judiciário e responde MPF recentemente. Tivemos uma governadora que nada fez por ninguém. Tivemos um dos maiores escandalos do poder judiciário brasileiro de todos os tempos. Tivemos o poder legislativo corrompido tem todos os níveis e inclusive no federal.

Nam... Você está incitando um preconceito que não existe neste blog.

Anderson disse...

Caro Heltron, como carioca, apenas retruquei, de forma sarcástica, ao seu comentário de 30/3 [que considero deveras ofensivo aos povo fluminense]. Reproduzo:

ESCÂNDALO NACIONAL: NITERÓI-RJ - A TERRA DOS INVÁLIDOS.

"Eu não tenho nada contra o RJ morei 5 anos aí na infância e tenho tios e primos que moram.

No Rio parece que o Brasil é sempre mais Brasil em todos os aspectos bons e maus. Na cultura e na arte. Inclusive na CORRUPÇÃO E FRAUDE [destaquei].

Chama atenção a placa do INSS no prédio.
Se eu fosse o prefeito fazia convênio para o INSS fazer a Revisão...."

Não há nenhuma tentativa, de minha parte, de criar qualquer tipo de preconceito.
Att.

Heltron Xavier disse...

Bem,
Continuo com a mesma opinião.
Mas adianto que isso não é uma disputa.
E há coisas muito mais importantes para você se preocupar. Não me dê tanta importância assim.

Vou te dar um consolo, eu adoro o RJ. Depois de Natal era a outra cidade que eu queria ter nascido.
Mas isso não diminui a projeção triste de descaso publico em vários níveis. Temos muitos cariocas aqui, há uma boa adaptação a Natal.

E.G. disse...

Eita nosso chefinho, passeando de avião, inaugurando APS vazia, falando bobagem. Resolvendo o abacaxi ? Pra que ? É mal de familia.