sexta-feira, 12 de julho de 2013

PADILHA FICOU NERVOSO

Padilha quer que PF acompanhe plano Mais Médicos
Medida foi adotada depois de denúncias de que grupos usariam redes sociais para incentivar médicos do Brasil a se inscrever em massa no programa
Lígia Formenti, do

Elza Fiuza/ABr


Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, para falar sobre o Programa Mais Médicos

Brasília - A polêmica em torno do programa Mais Médicos, que permite a contratação de profissionais formados no exterior sem a validação do diploma, chegou à Polícia Federal (PF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, encaminhou nesta quinta-feira, 11, um ofício ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, pedindo o acompanhamento da PF nas inscrições do programa.

A medida foi adotada depois de denúncias recebidas pelo ministério de que grupos usariam redes sociais para incentivar médicos do Brasil a se inscrever em massa no programa. Uma vez atingido o objetivo e encerradas as inscrições, seria organizada uma desistência em conjunto. A estratégia, de acordo com as denúncias, teria como meta atrapalhar o cronograma e o recrutamento de médicos estrangeiros.

Lançado na segunda-feira, 8, o programa tem entre as ações um chamamento público para médicos interessados em trabalhar em áreas consideradas prioritárias. Os profissionais contratados receberão R$ 10 mil mais uma ajuda de custo que vai variar entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, de acordo com a área de atuação. O salário será pago pelo Ministério da Saúde, por um período de até três anos. As vagas serão preenchidas, prioritariamente, por profissionais formados no País. Se houver postos remanescentes, eles serão ocupados por brasileiros formados no exterior e por médicos estrangeiros. 

Resposta às ruas

Encomendado pela presidente Dilma Rousseff há mais de um ano, o recrutamento de médicos estrangeiros foi apressado depois das manifestações nas rua do País. A proposta, no entanto, é criticada pelas principais associações médicas. Elas afirmam que a medida é ineficaz, "eleitoreira" e põe em risco a saúde da população. Argumentam que a dificuldade no País não é falta de médicos, mas distribuição inadequada. Afirmam que a vinda de profissionais sem a validação do diploma trará uma "medicina de segunda" para pacientes economicamente menos favorecidos. 

A estratégia dos médicos seria atrasar a “importação”. O Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da assessoria, afirmou desconhecer qualquer movimentação contra o Mais Médicos. Afirmou ainda que não partiu do CFM nenhum comando para que inscrições fossem feitas em massa para posterior descredenciamento.

Mudança

O Mais Médicos foi anunciado nesta semana, ao lado da mudança no curso de medicina, que passará de seis para oito anos em 2015. Os estudantes terão de trabalhar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), antes de conseguir o diploma. A ideia é ampliar a oferta de médicos e melhorar a formação. Definida por medida provisória, a ampliação deverá ser regulamentada em até 180 dias.

7 comentários:

Marcelo Rasche disse...

Boa idéia, acho que vou me inscrever também.

JOSÉ ALBERTO ARMÊNIO disse...

ATÉ O MOMENTO NINGUÉM FALA EM HORÁRIO DE TRABALHO.
COMO FICA O MÉDICO EM CIDADE COM 8.000 HABITANTES, À NOITE ?

Herbert disse...

Existe alguma lei prévia proibindo que alguém se inscreva? Ou o direito é de todos? É direito ou obrigação?

ccesar disse...

será um escravo da população e do prefeito

ccesar disse...

será o escravo da população e do prefeito

E.G. disse...

Ja definiram quanto vai ser a hora extra ? O sobreaviso ?
O melhor a fazer é justamente NÃO MORAR na tal cidade, chegar de manhã e sair a tarde !

Alexander Kutassy disse...

Na decada de 70 o govrnador Laudo Natel enfrentava graves problemas sociais no Vale do Ribeira, litoral sul de Sao Paulo. Criou a SUDELPA - Superintendencia de Desenvolvimento do Litoral Paullista, de saudavel memoria, para tirar aquela area das condicoes de extremo atraso social. Quase nenhuma cidade dos mais de 12 municipios tinha medico. As excacoes eram Registro e Pariquera-Acu, nesta existindo portentoso hospital construido pelo Ademar de Barros, tendo apenas 5 medicos. O Vale era definido como a pobreza nordestina encravada no estado de Sao Paulo. O que foi feito? A SUDELPA contratou medicos pagando tres vezes o salario estadual da categoria, sendo que cada medico trabalhava em periodo integral 30 dias tres vezes por ano, RECEBENDO SALARIO INTEGRAL A CADA MES AO LONGO DO ANO. Tratava-se de trabalhar 30 x 24 horas por dia. Todos os municipios receberam consultorio completo montadp, os exames requeridos eram providenciados pelos Postos de Saude, e os casos necessitados eram encaminados ou para Registro, cidadevsedevdavregiao (INAMPS), ou para P-Acu, onde o hospital passou a receber os estagiarios de final de curso de Medicina da Santa Casa de Sao Paulo. Conclusao: todas as cidades no Vale do Ribeira contam hoje com muitos medicos moradores, o Hospital de P-acu hoje conta com mais de 50 medicos, exercendo as mais altas especiakidades (neurocirurgias, dialise renal, cirurgias complexas, tomografias), em grande parte com colegas originados desde aquela epoca na Santa Casa. Saio satisfeito da vida por ter participado na implantacao daquele programa, e no,progresso atual que tudo isso significou para o Vale, nao podendo deixar de evocar o nome do saudoso Dr. Alipio Correa Neto, operador mor de todas as operacoes na salinha da SUDELPA na Capital Sao Paulo., e do colega Emilio Sebe que liderou a motivacao de todos os residentes do atual Instituto Emilio Ribas a partiparem naquele programa, muitos depois se tornando residentes fixos naquela area do esrado. Velhos tempos, cujos ensinamentos nao entram na cabeca dos governamtes atuais, portadores de cabecas duras e idiotas demais para entenderem que existem caminhos que funcionam, menos os deles.