quarta-feira, 2 de abril de 2014

ATIVISMO XIITA DE DOULA BOTA EM RISCO VIDA DE BEBÊ - JUSTIÇA INTERVÉM E OBRIGA GESTANTE A SE SUBMETER A CESÁREA

Decisão polêmica no RS mostra onde se pode chegar quando a cegueira sectária, o xiitismo e o fanatismo anti-médico se unem a um casal iludido e ludibriado por "espertas" (diferente de experts).

No RS, gestante de 42 semanas, terceira gestação, duas cesáreas prévias, entra em trabalho de parto. Vai ao hospital acompanhada de sua "doula" que está ganhando dinheiro para "ajudar o parto humanizado" da cliente.

Médica ao ver que o bebê está em posição pélvica ("sentado") e sabendo que a mãe está em trabalho de parto e tem duas cesáreas prévias, 42 semanas, indica cesariana com toda a propriedade que uma cesariana pode ter de indicação. Tanto pelo risco ao bebê como de rutura de útero devido às cesárias prévias.

Mãe, influenciada por doula despreparada e sectária, "acha" que está sendo enganada, doula questiona até o USG da radiologista (o que doulas entendem de USG?) e decidem "abandonar o hospital".

Médica horrorizada com a brutalidade e arrogância da doula, aciona a Justiça e o plantão judiciário concede decisão obrigando a mãe a se submeter à cesária pelas CLARAS indicações de risco à vida (dela e do bebê) devido à atitude negligente e imponderada da mãe. Família volta ao hospital escoltada por PM e o parto cesárea é feito para o bem de ambos (bebê e mãe). Doula ficou chupando dedo e falando mal dos médicos.


Este blog se questiona:

1) Se a doula entende até de USG porque ela mesma não providenciou o parto natural na casa da cliente, uma vez que o parto é "fisiológico", "natural" e "humanizado"?

2) Se desconfiam tanto de médicos ao ponto de questionar até mesmo o USG, porque procuraram um hospital?

3) Violência obstétrica dos médicos ou Violência fetal por parte da mãe?

Quando precisamos que a Justiça intervenha para que uma coisa lógica seja aplicada, é porque estamos em uma época de muita escuridão sectária com falsas certezas ideológicas.

A Justiça está certíssima: O direito a vida do nascituro SUPERA o direito à autonomia materna. Não há o que discutir.

A médica está certa, apesar da medida extrema, pois salvaguardou duas vidas (a da mãe ingrata) e a do bebê e se resguardou, pois alguém duvida que se esse parto se consumasse fora do hospital e tivesse problema para a mãe ou bebê que a doula iria desaparecer e o Datena ia aparecer metendo a boca no "abandono" da médica e do hospital?

O pseudoesquerdismo sectário, autoritário e vazio de ciência e conteúdo vai obrigar os tribunais a colocar um plantão judiciário na porta de cada hospital em pouco tempo, se as pessoas continuarem a achar que "sabem mais" que o expert;especialista a qual procuram.

E, por uma questão de coerência: Se você quer ter parto natural com doula, por favor, fique longe de um hospital.

33 comentários:

tumpopolis disse...

Os obstetras deveriam proibir qualquer pessoa que não seja da família, especialmente tolas, opa digo doulas, de acompanhar as gestantes. Será que a toula entrou junto no centro obstétrico? Eu não deixava...

MAURICIO disse...

Viva a Maria do Rosário e o Padilha. Deixem um cubano fazer o parto.
É só pegar na mão, ficar olhando nos olhos e esperar a paralisia cerebral ou a morte.

Marcelo Rasche disse...

Olha o tamanho da barriga dela. Há muito líquido e/ou um bebê enorme. Levei um susto quando vi a foto, e olha que eu trabalho com gestantes.


Já vi muita tragédia obstétrica, a médica foi prudente ao indicar a cesariana.

Marcelo Rasche disse...

Pessoal, a página do facebook da doula, https://www.facebook.com/stephany.hendz, ainda está no ar, nunca vi tanta falta de noção.

Vejam é comprovem.

Regi, Henri, Lucas e Nicole disse...

Falta de noção é tudo que acabei de ler nesta página.... Falta de noção são os tantos partos roubados das mulheres em nosso país!
Vou citar aqui a fala perfeita da Lígia moreira Sena, em resposta a um também médico GO e espero sinceramente que aproveitem a oportunidade para se informarem mais sobre este assunto:
"Essa é a opinião "esclarecida" dos que pensam que fazem obstetrícia nesse país, pelo menos da maioria deles.
Eu poderia dar uma aula aqui pra você sobre a situação atual da assistência obstétrica no Brasil. Eu poderia mostrar dados de pesquisas nacionais e internacionais. Eu poderia discutir com você questões aprofundadas sobre saúde coletiva, emancipação, respeito à autonomia, mas acredito que estaria perdendo meu tempo. Porque, ao que me parece, você não está interessado. Mas se um dia, por ventura, você estiver, saiba que terei grande prazer em ensiná-lo. Afinal, é isso o que eu faço.
Numa coisa você tem grande razão: vocês são TREINADOS. São construídos por um ensino médico deficitário, positivista e que exclui o ser humano, considerando o corpo como máquina. E a sociedade está cada vez mais mobilizada para combatê-los, exigindo formação em humanidades condizente com a importância da atividade que exercem. Logo, esse posicionamento será uma memória extinta e triste e uma obstetrícia obsoleta e eu espero que você esteja entre os que escolheram se atualizar e modificar a própria prática, e não entre os que, por agarrarem-se em uma prática arcaica, foram deixados ao esquecimento.
Se você realmente soubesse o que é ser embasado por uma ciência, saberia o que é Medicina Baseada em Evidências, especialmente no caso da obstetrícia. E está claro que não sabe.
O que você conhece, baseado em evidências científicas, sobre "Manejo do Parto Pélvico"? Imagino que nada.
De qualquer forma, meu caro, no início de maio vai haver um Simpósio Internacional de Assistência ao Parto aqui no Brasil, com a presença dos maiores nomes em medicina baseada em evidências e assistência humanizada ao parto. É MISTER que você participe, a fim de atualizar sua prática e sair da obsolescência. Precisamos que mais médicos percorram esse caminho.
Procure aí no Google e encontrarás informações sobre o evento.
Sim, esse é um país anacrônico mesmo. Um país onde quem fez um juramento pensa mais em seus próprios interesses do que no outro.
E a fim de contribuir para sua educação médica, deixo gratuitamente aqui para ti a recomendação urgente de que leia esta postagem. Vai ajudar muito em sua mudança. Se não souber quem é sua autora, então você realmente não sabe o que é obstetrícia baseada em evidências. http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html
Procure pelo nome dela na Plataforma Lattes do CNPA.
Mas reserve um bom tempo para ler o currículo que irás encontrar."

Regi, Henri, Lucas e Nicole disse...

AUTONOMIA E DIREITOS REPRODUTIVOS EM CHEQUE: CESARIANA CONTRA A VONTADE DA PACIENTE
Dra Melania Amorim

Sobre o caso mais recente de violência obstétrica em nosso país, a gestante de Torres que foi submetida a uma cesariana por mandado judicial contra sua vontade (transformei em nota para ficar mais fácil de acessar):

_______________________________________________________________________________________

Submeter uma gestante a uma cesariana à força, sob coerção do Estado, através de mandado judicial, é um absurdo: cadê o respeito à AUTONOMIA, um dos pilares da Bioética? Ainda que houvesse indicação absoluta de cesariana, só se admite submeter um indivíduo a um procedimento cirúrgico sem seu consentimento formal em condições de risco iminente de vida (ex.: uma cesariana por DPPNI com choque hemorrágico), o que não era o caso.

Segundo absurdo: não havia indicação absoluta de cesariana. Mulheres com duas ou mais cesáreas podem parir. Bebês em apresentação pélvica podem nascer por via vaginal. Não preciso me remeter a centenas de estudos, basta considerar os guidelines do ACOG, que consideram o parto vaginal uma opção razoável nesses casos, desde que esse seja o desejo da mulher. Além do que, não é obrigatória a interrupção da gravidez depois de 41 semanas, a própria revisão sistemática da Cochrane demonstra que sendo o risco absoluto de morte perinatal pequeno, a conduta expectante pode ser uma alternativa e as mulheres devem tomar a decisão depois de esclarecidas sobre riscos e benefícios.

Terceiro e não menor absurdo: a justificativa desse ato arbitrário foi "o direito do nascituro", juridicamente sem fundamento!

CONTRA A VIOLÊNCIA DE ESTADO!
CONTRA O DESRESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS!
CONTRA A SUBMISSÃO DOS NOSSOS CORPOS!

Nosotras parimos. Nosotras decidimos!

Janny Barbosa. disse...

Pessoal, gostaria de compartilhar com vocês a ignorância de uma DOULA. Tentando justificar e excluindo um pedido de ajuda pra uma outra mãe, que precisava atender as necessidades natural da vida do um filho. ( A criança precisa de LEITE.) Acabei fazendo o post no meu próprio Facebook. https://www.facebook.com/janny.barbosa.7?ref=tn_tnmn

Mariana Andrade
Janny, sou moderadora do Mães de Florianópolis, logicamente mãe e atuo como doula também. Apaguei a tua publicação no grupo porque essa história já tá um saco. Já deu o que tinha que dar. O grupo tem outro foco e está sendo desvirtuado toda vida por questões como estas que sabemos que existe. A Flávia não é a única mãe que precisa de ajuda e um do motivos para as doações dentro do grupo sempre darem rolo é isso. Me disponibilizo a atende-la voluntariamente onde for para auxiliá-la na amamentação que é o mínimo que se deve tentar já que financeiramente, não tenho como ajudar nem pedir que outras mães o façam sem conhecer a realidade dessa. Abraço e grata pela solidariedade que tens tido.

H disse...

Mãe defensora do parto domiciliar morre após dar à luz, na Austrália

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/02/01/mae-defensora-do-parto-domiciliar-morre-ao-dar-a-luz-na-australia.htm

O que uma doula faz quando o parto complica?
a) Sai de fininho;
b) Justifica que é a vontade de Deus;
c) Pega na mão da parturiente e olha ternamente para mesmo,proferindo palavras de encorajamento e consolo;
d) Chama o médico e deixa que ele se vire e responda a processo;
e) Letra D mais outra opção não listada aqui.

MAURICIO disse...

Doulas em patrulha de plantão respondam!
A médica é uma louca e quis indicar cesareana sem ganhar nada só para implicar com vocês? Sejam honestas e não corporativistas mercenárias ideológicas com esse papinho de "parto humanizado". Sejam humanas sábias. Aprendam. O conhecimento abre mentes ... e às vezes barrigas !

E.G. disse...

A medica deveria simplesmente fazer um BO e pronto, resolvido. Se desse merda em casa deu, foi a vontade da mae, do pai e da doula. Ah, mas e a vida do menor? Talvez um ignorante a menos. Afinal, o que essa mae e esse pai vao ensinar a ele se nada aprenderam com tudo isso?

Mansano disse...

E o que o medico faz quando complica??? Sai de fininho...Sou Obstetra há 39 anos, vi dezenas se não centenas de mortes fetais e maternas, e não foi em mao da Natureza, entenda doulas.
Não estou para defender despreparados mas sim Maes e Fetos!! Ou seja seres humanos!!

Deise Neumann disse...

Um dos ensinamentos básicos da Obstetrícia não seria não arriscar parto normal após uma segunda cesarea pelo risco evidente de ruptura uterina?! Risco de hemorragia maciça materna... Risco de complicações serissimas para o bebê... Risco de vida claro para ambos!! E ainda pelvico e pós-data!! Em que país estranho vivemos.

Regi, Henri, Lucas e Nicole disse...

Insistem em repisar a notícia do único caso de morte materna em parto domiciliar na Austrália, mas se esquecem das milhares mortes maternas e FETAIS em cirurgias cesarianas em todos os hospitais. Muitas delas realizadas através de cesáreas eletivas com 36/37 semanas, onde o feto sequer está pronto para nascer! Isso vcs não divulgam né!!!??? E a falta de preparo para um parto normal SEM INTERVENÇÕES, respeitando a fisiologia da mulher??? Ou a mulher brasileira não sabe mais parir??? Infelizmente o parto no Brasil se transformou de um evento fisiológico para um evento cirúrgico, pois CESARIANA NÃO É PARTO, É CIRURGIA, e como tal tem todos os seus riscos também!
Infelizmente, a maioria dos "obstetras" (sim, chamo-os assim pois no início do pré-natal concordam com o parto normal e no decorrer da gestação vão sabotando o desejo da mãe com indicações falsas e sutis de cesariana ... vcs sabem disso) muitos ainda não aprenderam a praticar a medicina baseada em evidências, esta sim, a favor do ser humano. O caso desta gestante foi a gota d'água para com a violência contra a mulher e certamente não ficará assim.
A seguir cito o link do documento referente a denúncia do caso Adelir, encaminhado a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Presidência da República com toda a fundamentação legal que o caso requer: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2014/04/denuncia-do-caso-adelir-torres-rs-ja.html
Ninguém pode ser arrancado de casa e ser OBRIGADO a realizar uma cirurgia! O nascituro não tem direitos perante a legislação brasileira, ou seja, prevalece os direitos da mãe!
Gostaria muito, do fundo do meu coração, que cada um de vocês pudessem refletir sobre tudo isso e começarem a promover a mudança tão necessária para a evolução da obstetrícia em nosso país, e consequentemente, que as mulheres pudessem se sentir acolhidas, protegidas e ter sua vontade respeitada nos hospitais. É um Sonho, mas quem sabe???
Em tempo! Não sou Doula, e repeito muitíssimo o trabalho maravilhoso que elas vem realizando em prol da humanização do nascimento, sou apenas uma mãe de dois filhos, violentada em seu primeiro parto com marcas que doem até hoje no corpo e na alma e com um parto lindo e maravilhoso de minha segunda filha, do qual jamais esquecerei, acompanhado de um obstetra sensacional, que respeitou TODAS as minhas decisões e uma Doula também fantástica que me apoiou física e emocionalmente antes, durante e após o parto. Tenho pena de muitas mulheres que não podem ter a chance de vivenciar um momento assim por terem seus partos literalmente roubados...

Regi, Henri, Lucas e Nicole disse...

Deixo aqui para vocês só uma amostra do que acontece nos centros obstétricos do nosso país. Além deste vídeo sugiro também que assistam ao documentário "O Renascimento do Parto", todos mostrando a nua e crua realidade obstétrica do Brasil.
https://www.youtube.com/watch?v=eg0uvonF25M

Paulo Castro disse...

Aposto que se a criança tivesse morrido, uma hora dessa teríamos milhares de ONG's, militantes etc dizendo que isso foi um absurdo, que só acontece porque os médicos são corporativistas, desumanos, não respeitam o direito dos pacientes, tudo dentro da teoria gramsciana e esquerdista da luta de classes. Esse pessoal de esquerda é assim mesmo: grita contra a atitude tomada por um indivíduo, mas silenciam quando a atitude é tomada pelo Estado. Colocar a opinião de uma xiita contra a atitude tomada pela médica só pode ser má fé! Por que agora não pegam um radical do lado de cá e põem os dois para debater? Se as pessoas querem arriscar suas vidas e de seus filhos, o problema é delas, que carregarão a culpa pelo resto de suas infelizes vidas. Steve Jobs foi influenciado por terapias alternativas e se arrependeu quando já era tarde demais. Leigos criticando a médica gaúcha eu até entendo, pois não tem compromisso com a verdade nem conhecimentos suficientes, mas a médica ativista precisa reler o Código de Ética Médica, antes de posar de dona da verdade. Aposto que é petista ou de alguns desses partidecos de esquerda? Quantos inocentes ainda morrerão nesse caminho? Vocês gostariam que fossem seus filhos. As pessoas estão tomando os casos absurdos como regra e daqui a pouco isso vai virar o caos completo...

H disse...

Então o Dr GO também nunca deve de ter sido procurado pelas autoridades médicas e civis, para PROVAR que a parturiente recebeu os cuidados e recursos previsto na técnica, perdendo dias de trabalho e talvez muito dinheiro na sua defesa? Dou sofre isso também? Ou está isenta, pois que mata é "Deus"?

Paulo Castro disse...

Fetos que não estão prontos para nascer com 36/37 semanas? Médicos que indicam cesáreas de maneira sutil? Milhares de mortes maternas ( qual o conceito mesmo de morte materna?)Partos literalmente roubados? Os obstetras viraram bandidos agora? Mais uma vez, são citados absurdos como se fossem a regra geral. No caso da ativista indignada, pergunto se teria a mesma opinião se tivesse tido um parto maravilhoso, mas apenas um filho agora. Experiências pessoais não servem como regra geral, pois são eivada de aspectos emocionais. Opiniões leigas não substituem questões técnicas. O próprio nome parto normal parece inadequado pois dá a entender que é isento de riscos, que a natureza fará todo o seu trabalho, o que não é verdade. Quanto ao caso em tela, aposto que a mulher vai entrar na justiça pedindo reparação por danos morais etc. Será que estamos assistindo a uma nova Revolução Cultural? Médicos serão mandados para campos de trabalho forçados para serem reeducados? Quantas gestantes tem suas vidas roubadas por não terem feito pré-natal adequado, pela ausência de hospitais decentes? Querem fazer ativismo? Entre para a política...Quer um parto normal sem intevenções? Não vá ao hospital, pois pelas palavras da ativista poderá ser pior que ir ao DOI-CODI da época da ditadura.

Deise Neumann disse...

Eu acho que este povo do "humanizado" nunca, eu digo isso com toda a convicção que alguém intelectualmente capaz pode ter, nunca mesmo, pôs seus pés numa UTIP, num ambulatório ou numa emergência pediátrica. Desconhecem totalmente o que é uma criança inocente com paralisia cerebral hipóxico-isquêmica. Tanto isso é verdade que grande parte das gestantes passa o seu pré-natal inteiro fazendo tudo o que não deve: fumam, bebem, se drogam, trabalham pesado na lavoura até o termo, abandonam tratamentos indicados por seus verdadeiros médicos... e, não menos pior, ainda arriscam um parto domiciliar a quilômetros de distância do seu hospital mais próximo!! E quem paga a conta?! O obstetra que certamente terá de fazer algum procedimento de urgência muito às pressas: curetagem de restos ovulares, sutura de vasos sangrantes dentro do útero, histerectomia nos casos mais graves de lacerações uterinas, episiorrafia de lacerações gigantescas de períneo... O pobre do pediatra e a própria criança desde o início da vida do inocente até o final da adolescência com RGE, distúrbios da deglutição, aspirações pulmonares volumosas, RVU, bexiga neurogênica, sondagem vesical várias vezes ao dia, ITUs altas de repetição com lesões renais secundárias grotescas, epilepsia com uso de anticonvulsivantes diários por décadas, hipertonias musculares graves com uso de baclofeno continuamente, fisioterapias motoras neurológicas (e respiratórias) quase diárias, ADNPMs severos que limitam totalmente TODOS OS SEUS DIREITOS HUMANOS FUTUROS para qualquer coisa... Precisa falar mais alguma coisa aos outros expertos e espertos?! Sem comentários adicionais neste momento. Obrigada pela oportunidade. Um abraço aos colegas.

H disse...

Essa propaganda de parto natural é uma balela para se economizar gastos... Se o hospital não tem condições, é outra história. Os partos naturais que mataram já eliminam, por si mesmos, as testemunhas para desestimular essa prática ou pelo menos cortar esse mito irresponsável. Os sequelados dos parto natural, que o digam (ah, muitos , infelizmente, não podem se queixar na internet e nem as ONGs "de naturalistas"). Se ocorrem falhas médicas e hospitalares, a medida é estudar o que ocorre e melhorar o serviço. Se morre na mão do médico, processo nele. O mesmo com as doulas ou elas sugerem que se processe Deus? Alguém tem estatísticas da responsabilização das doulas nos partos que deixaram de ser naturais e complicaram?

enfprismac disse...

Esse modelo de atendimento brasileiro, tecnocrata, já deu tudo o que tinha que dar. Sou enfermeira de uma maternidade de alto risco no RJ e não aguento mais ver tanta violência obstétrica. É ocitocina em todo mundo, é jejum pra todo mundo, é episiotomia em todo mundo, e todo mundo com DCP às 23 h, estranho não? Já vi um monte de bebês nascendo mal, mal mesmo. Já vi bebês morrendo por excesso de intervenções. Mas não vira notícia né? Afinal estava dentro do hospital e os doutores fizeram tudo, foi Deus que quis......

tumpopolis disse...

Ela queria ver o quê em uma maternidade de alto risco??????? Parto de cócoras???

E.G. disse...

É justamente o local pra se ver DE TUDO, MENOS gestação normal. Volta pra UBS fazer curso de gestante.
Não denunciou os casos por que? COREN não te da apoio não?

Paulo Castro disse...

Se viu um monte de intervenções que deram errado ( baseado no que: conhecimento técnico? achismo?), já fez alguma denúncia? Se não denunciou ainda e está plenamente convicta de que houve imperícia, imprudência ou negligência, não o faz por que? Ou é cúmplice ou mais uma vez trata-se de frustração pura, inveja etc. Chega de ser looser e vai estudar! Se tiver capacidade para tanto...Como dito acima, se a maternidade é de alto risco, pode-se esperar o que?

H disse...

A doutora enfermeira disse que trabalha em uma maternidade de alto risco e quer assistir partos paz e amor, naturais. Acho que na graduação de enfermagem dela, pularam as aulas sobre Alto risco...A gente lê cada asneira...

A. Lice G. disse...

Ativistas até são mesmo radicais, mas o que dizer dos quase 90% de cesáreas, como ocorre em tantos hospitais da rede privada? Quase 90% é um número radical, não acham? Penso que devemos OUVIR as ativistas.Existe um sistema que é contrário a uma função normal do ser humano, parir. Penso que a solução é o fortalecimento da enfermagem obstétrica. Por razões culturais e econômicas, o parto normal não deve ser feito por médicos.

David Lin disse...

Se não quer não faça o seu, volte ara a selva e seja feliz. Se seu filho nascer tiver hipoxia e depois ser tiver QI mais baixo e todo desempenho da vida dele for abiaxo, tiver um pior emprego lembre se que a culpa é SUA. Se não acontecer coisa pior. Não dá para comparar % de cesaria de Brasil com a da noruega que as não tem a mesma % de gravidez ue não controlou diabetes, fumou crack e nem come direito. Estudo é que não falta, tem metanalises com dezenas de milhões de gestantes mostrando que mesmo gravidez normal tem mais que o dobro de pior desfecho se não for feita no hospital. Querer humanizar é uma coisa, quer TAPEAR é outra. Fica a dica.

David Lin disse...

Se não quer não faça o seu, volte ara a selva e seja feliz. Se seu filho nascer tiver hipoxia e depois ser tiver QI mais baixo e todo desempenho da vida dele for abiaxo, tiver um pior emprego lembre se que a culpa é SUA. Se não acontecer coisa pior. Não dá para comparar % de cesaria de Brasil com a da noruega que as não tem a mesma % de gravidez ue não controlou diabetes, fumou crack e nem come direito. Estudo é que não falta, tem metanalises com dezenas de milhões de gestantes mostrando que mesmo gravidez normal tem mais que o dobro de pior desfecho se não for feita no hospital. Querer humanizar é uma coisa, quer TAPEAR é outra. Fica a dica.

Paulo disse...

Citando A. Lice G.:
"Por razões culturais e econômicas, o parto normal não deve ser feito por médicos."

Você poderia fornecer estudos médicos, sociológicos e econômicos que comprovem sua fala ou é somente sua opinião sem um fundamento sólido? Ao estendermos sua fala, poderemos dizer que a saúde é coisa muito séria para ficar nas mãos dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc.

Isabella Vasconcelos disse...

Ignorância é da sua resposta. Se a sua filosofia é do foda-se todo mundo, é melhor nem opinar.

Isabella Vasconcelos disse...

Perfeito!!! A defesa da vida! Isso é o que importa, e sinceramente, a situação ficou crítica, pq senão nem a mãe e nem a doula teriam procurado o hospital. Aí se lá, ela fosse "liberada" e morresse por um erro da sua ajudante, iriam dizer que foi negligência do hospital. Se fosse realizado um parto normal e a criança ou a mãe morressem, iriam dizer que a culpa foi do médico! Se a doula é tão competente assim, a mãe foi ao hospital para quê? Sou mulher e gestante, e em primeiro lugar está a saúde do meu filho s a minha, já que ele depende exclusivamente da minha para se manter saudável também! Médicos fazem juramento a favor da defesa da vida, e essa médica cumpriu com seu papel. E a doula, faz juramento do que? Se a mãe e o bebê morrerem ela não vai arcar com nada, desaparece e ninguém vai saber. Se um médico deixar mãe e filho morrerem por negligência, respondem processo.

Isabella Vasconcelos disse...

Concordo com VC, que a cesárea é um procedimento que dever ser muito bem verificado, e acompanhado da real necessidade. Assim como existem muitos médicos forçando cesáreas, existem muitas mães que optam pelo procedimento, de forma eletiva. Concordo também, como mulher e gestante que temos que ter nosso direito a um parto com assistência total, no sentido, físico como também emocional. Mas, como VC mesma citou, no seu segundo parto, houve a presença da obstetra e da doula fazendo cada uma seu papel. Dessa forma que deve ser, agora dizer que o bebê não tem direito, até pode ser na constituição, mas humanamente, tem sim. É uma vida. Assim como tem mães irresponsáveis que fumam e consomem álcool entre outras substâncias, outras que abortam, com a criança já com 4 a 5 meses, outras que colocam o bebê num saco plástico e jogam no rio... É o direito da mãe? E aonde está o direito do filho? O que eu fico surpresa é se a mãe, daqueles que dizem que a mulher faz o que quer com o corpo, inclusive abortar, se a mãe dessas pessoas tivessem as abortado.

Isabella Vasconcelos disse...

Concordo plenamente com VC! Vejo muitas mulheres na maternidade aonde faço meu pré-natal, levando seus filhos, ao neurologista, alegando que se arrependem de não terem feito pré-natal adequado, ou que consumiram álcool e cigarro, ou que não fizeram exames de rotina, e por causa de uma doença, venérea, não tratada, o filho agora sofre com diversos problemas neurológicos, sem contar com as mortes de crianças, pq a mãe tomou veneno ao saber da gravidez. Sinceramente, dê a César o que é de César". Ter senso de humanidade para uma gestante é importantíssimo, mas o bebê, ou como foi cientificamente chamado, o feto, tem direitos humanos sim!

Unknown disse...

não existe estatística de responsabilização das doulas por partos que não deram certo, porque as doulas não substituem médicos ou enfermeiros. Portanto ela não atua sozinha e não tem a responsabilidade de decidir pelo casal. O que eu vejo é muito preconceito e desconhecimento do que uma doula faz realmente. No caso citado, se a doula realmente sugeriu que a mãe fosse embora do hospital ou deu palpite nos exames, está errada. A doula auxilia e muito mães e bons médicos e boas equipes não precisam desestimular sua presença no parto, pois ela não compete com a equipe. Quanto ao atendimento humanizado, se refere a todo tipo de nascimento, inclusive uma cesárea. Ele pressupõe respeito a autonomia da mulher e informação. Profissionais irresponsáveis, vemos em todas as áreas, mas o texto ironiza a atuação das doulas e acho isso desrespeitoso. Médicos e outros profissionais da saúde também err e também trabalham para ganhar dinheiro. No entanto não vejo ninguém ridicularizando suas práticas, ironizando sua atuação.