quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Maior morbi-mortalidade com menos direitos legais (Sem isenção de IR, sem Isenção de Carência) - Diabetes mata mais que HIV

13/11/2012 - 18h27; Atualizada 13/11/2012 - 19h29

Diabetes mata 4 vezes mais do que Aids no Brasil, mostra balanço do Ministério da Saúde

Do UOL, em São Paulo

O diabetes foi responsável por mais de 470 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2010, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (13), véspera do Dia Mundial do Diabetes. O número saltou de 35,2 mil pessoas para quase 55 mil pessoas entre esses dez anos, alavacando a taxa de mortalidade de 20,8 para 28,7 óbitos por 100 mil habitantes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o índice já preocupa, pois a doença crônica mata “quatro vezes mais do que a Aids” no país - e ainda supera o número de vítimas fatais do trânsito. Em 2010, o país registrou cerca de 12 mil óbitos em decorrência do vírus HIV e mais de 42 mil mortos em acidentes de trânsito - no mesmo período, 54,8 mil pessoas morreram de diabetes. 

Segundo Padilha, a diferença seria ainda maior se fossem consideradas as doenças em que o diabetes age como fator de risco, como câncer e doenças cardiovasculares. Em 2010, o diabetes foi associado a outras 68,5 mil mortes indiretas, totalizando 123 mil óbitos.

Principais vítimas

As mulheres morreram mais do que os homens nesse período. Em 2010, foram 30,8 mil óbitos de mulheres, contra 24 mil de homens; enquanto, em 2000, morreram 20 mil mulheres e 14 mil homens. Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, comandada pela pasta em 2011, a prevalência de diabetes é de 5,6% da população adulta, afetando 6% das brasileiras e 5,2% dos brasileiros.

Já por faixa etária, a mais afetada é a acima dos 80 anos, com 15,7 mil falecimentos. O número de 2010 mais do que dobrou nos últimos dez anos: em 2000, foram 6,8 mil mortes de idosos diabéticos com mais de 80 anos. Além disso, o estudo aponta que a maior concentração de óbitos pela doença está na população menos escolarizada. Foram 24 mil mortes de diabéticos que tiveram até três anos de escolaridade em 2010.

O levantamento, porém, apontou estabilização no número de internações decorrentes do diabetes feitas nos primeiros semestres dos últimos três anos. Foram registradas, em média, 72 mil hospitalizações. Para o ministro, o fato se deve às ações desenvolvidas pela pasta, como oferecer medicamentos gratuitos. Desde o início da gratuidade, em fevereiro de 2011, mais de 4 milhões foram favorecidas. O acesso à medicação adequada fez o número de atendimentos saltar de 306 mil em janeiro de 2011 para 1,4 milhão em outubro de 2012. 

Fonte: UOL

3 comentários:

Heltron Xavier disse...

As patologias, embora sejam de áreas de especialidade médicas diferentes, possuem muito em comum do ponto de vista médico.

São patologias que habitualmente se descobre de forma aguda e possuem comportamento crônico. Atingem vários órgãos e tecidos. Possuem dezenas de manifestações clínicas. Os portadores precisam tomar medicação o resto de suas vidas, com raríssimas exceções.

Ambas demoram anos até causar invalidez. Ambas possuem estigma social para empregabilidade - sim, experimente tomar insulina todos os dias e procurar emprego e trabalhar. Ha qualquer momento se pode ir parar num pronto socorro por uma delas. Os portadores possuem comumente vários internamentos. O diabetes mata muito mais entretanto.

O que se observa infelizmente é que o HIV + possui muito mais direitos do que os diabéticos talvez mais por uma questão política do que técnica.

Um dos problemas de quem se aventura a discutir a incapacidade do seu caso, é esquecer o aspecto coletivo. A maioria dos médicos quanto analisa um caso pensa em outros pacientes e em outras doenças, já o portador tem na sua essência um justíssimo e irremediável egoísmo.

Quando o perito discute com ativista ou caso individual leva em conta outra gama de patologias e situações lembradas, subentendidas e mesmo esquecidas. Isso, por motivos óbvios, é esquecido pelo outro lado.

Fazer prevalecer o direito do menos doente sobre o mais doente é alimentar a injustiça. Portanto, como agentes de justiça social os peritos não deveriam se curvar a políticas individuais e pensar primordialmente com senso de justiça no que é o mais seguro para o sistema previdenciário e fortalecer o que é de todos.

Dar direito a quem tem HIV e esquecer quem tem LUPUS, Artrite Reumatóide, Fibrose Cística... não é sequer razoável.

Do lado de dentro da causa ninguém consegue ser justo.

Francisco Cardoso disse...

Diabetes mata mais, mesmo com tratamento bem controlado a pessoa irá desenvolver alguma sequela grave e precoce, envelhece mais rápido e está longe de ter no SUS o mesmo suporte que os soropositivos tem.

E mesmo assim eu não vejo um único diabético defendendo que apenas por "ter diabetes" que ele seja considerado inválido.

Esse discurso patético só serve aos que vivem da estigmatização de uma doença para benefício próprio.

Só serve para os que se dizem "ativistas contra o preconceito" mas em seus blogs pessoais nem hesitam em lançar contra os peritos o mesmo preconceito odiosos pelo qual dizem lutar contra.

Só servem para ongueiros que mamam na teta do governo e não possuem sequer vergonha em admitir.

Vendilhões do caos e do medo para manterem seus privilégios pessoais na condição de ativistas/ongueiros.

Afinal de contas, sem estigma, não precisa mais de ONG.

Por que diabético não tem direito a isenção de carência ou isenção de IR ou direito de resgate de FGTS ou passe livre de ônibus? Se doenças que matam menos proporcionalmente e quantitativamente possuem tais direitos?

Está tudo errado nesse país.

aldofranklin disse...

Esse caso é muito simples para Comentar!
Pra que tanto blá blá blá?!
Vou matar a questão em duas frases:
- Quem não chora não mama!
- quem chora mais, mama mais!
Esse foi fácil, pronto já está descomplicado!
Obvio que se colocar como vitima e como coitadinho é pra colher os frutos Mané!