sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CUBANADAS NO AMAPÁ - FARMÁCIAS SE NEGAM A VENDER REMÉDIO DE APRESENTAÇÃO QUE... "SIMPLESMENTE NÃO EXISTE". QUER PROVA MAIOR QUE NÃO SÃO MÉDICOS?

17/01/2014 17h48 - Atualizado em 17/01/2014 18h24

No AP, farmácias recusam receitas prescritas por médicos cubanos
Conselho diz que houve mal entendido nos estabelecimentos.
Coordenação do programa classifica como crime recusa nas vendas.

Dyepeson MartinsDo G1 AP


Em três farmácias da capital, a receita expedida por um médico cubano foi recusada (Foto: Dyepeson Martins/G1)

Farmácias de Macapá estão recusando receitas prescritas por médicos cubanos que atuam na cidade através do programa "Mais Médicos", do governo federal. As receitas teriam erros nas descrições de nomes e doses dos remédios, conforme apontou Julio Cesar Souza vice-presidente do Conselho Regional de Farmácias (CRF/AP). "Alguns membros do conselho já comunicaram essas situações. Os médicos devem ser informados sobre o padrão estabelecido na rede municipal de saúde para que não sejam cometidos novos erros”, ressaltou Souza.
Iracildo Mendes enfrentou dificuldades para
comprar o antibiótico para a filha
(Foto: Dyepeson Martins/G1)

O ajudante de pedreiro Iracildo Mendes, de 38 anos, enfrentou dificuldades para comprar o antibiótico amoxicilina destinado ao tratamento da filha de 5 anos, que enfrenta problemas inflamatórios. A receita foi expedida por uma médica cubana que atua na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Pedrinhas, na Zona Sul de Macapá. A reportagem do G1 o acompanhou em três farmácias da capital e todos os estabelecimentos se recusaram a vender o medicamento.

As justificativas dos farmacêuticos para não venderem a medicação foi que a dosagem do antibiótico, descrita em 50mg, não existia. Contudo, o remédio está disponível no mercado nacional em dosagens que vão de 50mg a 500mg, segundo o Ministério da Saúde. “Eu mesmo não entendi porque eles não me venderam. Me ofereceram outros remédios, mas não os que estavam na receita. (...) Fica complicado porque demora muito para conseguir uma nova consulta para a minha filha”, lamentou Iracildo.

Para a coordenadora do programa federal no Amapá, Mariane Seabra, a atitude das farmácias está caracterizada como preconceito e deve ser classificada como crime. “Estão desrespeitando determinações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anivsa]. Esses estabelecimentos podem ser até fechados desde que as denúncias contra eles sejam formalizadas pelos usuários”, afirmou.

2 comentários:

Marcelo Rasche disse...

Nesse caso ao invés de amoxicilina 50mg/ml, deveria ter prescrito como 250mg/5ml.

Esse mal entendido pode ser culpa da farmácia, não só do cubano.

Esse cubano deve ter levado as farmácias à loucura para recusarem receitas.

Heltron Xavier disse...

Provavelmente o farmacêutico orientou que existia a apresentação 250mg/5ml ao pai e que seria a mesma coisa. O Pai todavia tem o direito de desconfiar e provavelmente não se convenceu pensando ser uma Superdosagem....