sexta-feira, 8 de julho de 2011

MPF avalia a qualidade do atendimento do INSS na região de Florianópolis

07/07/2011 - Em reunião, sindicato relatou más condições de trabalho

O Ministério Público Federal instaurou Inquérito Civil Público (ICP) com o fim de avaliar a qualidade do atendimento à população prestado pela Gerência Regional de Florianópolis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ICP foi instaurado pelo procurador da República Maurício Pessutto.

Em reunião realizada em junho com o procurador Maurício, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal em Santa Catarina (Sindprevs/SC) relataram as más condições de trabalho e as dificuldades que encontram os servidores do INSS para o desempenho de suas atividades no âmbito da gerência de Florianópolis.

Entre os problemas apontados, os representantes do Sindprevs/SC destacaram que a carga de trabalho é estafante, com alta demanda a ser atendida por poucos servidores, que o sistema eletrônico utilizado pelo INSS é lento e funciona mal, e que os servidores encontram-se sob intensa e contínua pressão, sendo confrontados diariamente pelos segurados, que se sentem ofendidos pela demora no atendimento.

Além disso, segundo o sindicato, no dia em que foi realizada a reunião com o MPF, já estava sendo aberta a agenda de perícias para setembro de 2011, implicando mais de dois meses e meio de espera. O agendamento de atendimento, conforme o Sindprevs, também é demorado, sendo que há agências que já estão agendando para julho de 2012. Os representantes do sindicato relataram ainda que houve evolução no número de processos represados (sem análise), passando, no período de um ano, de 122 mil para 140 mil.


Nota do Autor:

Pelo menos a ANMP assinou convenio com a HP para justificar que um perito médico ainda seja seu sócio porque pela sua atuação de sindicalismo, não compensa. Imagine que a perícia médica é o principal problema da III região (filas para 120 dias, agressões, altíssima carga de trabalho, redução contínua do quadro de servidores) e o MPF faz uma reunião para tratar do tema com o Sindprev. SEM PERITOS? Não está na hora de fundarmos um sindicato de verdade? Ora, a ANMP pode ficar com a parte que é competente: cultural, lazer e mesmo convênios com planos de saúde e empresas de informática. Não dá é para ficar completamente desprotegido e iludido achando que se é representado por uma entidade que pensa ser "Sindicato", mas não é. Lamentável.

Um comentário:

Herbert disse...

EU APOIO E QUERO A CRIAÇÃO DE UMA NOVA ENTIDADE. ESSA ANMP NÃO ME REPRESENTA. SEQUER SE MOVE PARA ACABAR COM O CONFISCO DE 3 ANOS DE PARTE DO SALÁRIO DO PERITO (3 ANOS DE GDAMP CONGELADA). UNIÃO DA BOCA PARA FORA NÃO É A MINHA PRAIA.