quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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24/01/2012 - 13:35
Sindprevs/SC faz vistoria na APS Centro da Felipe Schmidt

O Sindprevs/SC através do Departamento e Saúde do Trabalhador da entidade realizou uma vistoria no prédio novo na Felipe Schmidt da APS/Florianópolis Centro. A vistoria foi realizada em novembro passado e muitos foram os problemas observados, mesmo após a reforma que já havia sido realizada na Agência.

No setor de perícia médica não há uma divisória entre o público e o servidor, sendo que esse layout facilita a pressão dos segurados sobre os servidores e a possibilidade dos trabalhadores serem acometidos por doenças infectocontagiosas. Foi encontrado problemas em relação ao sistema de som das senhas, sendo que o volume está muito alto e a alternativa que os servidores encontraram foi desligar o sistema de som e, dessa forma, precisam fazer o chamado dos segurados oralmente, ou seja, precisam falar alto e/ou gritar o dia todo. A perícia médica ainda é prejudicada devido ao elevador, o qual se encontra com problemas técnicos (foi colocado um elevador domiciliar na Agência, que não suporta o fluxo de pessoas diariamente). O dano do elevador dificulta o acesso de cadeirantes, mães com crianças no côo, etc. à perícia médica, pois eles precisam subir as escadas.

Outro problema é a acústica da APS. Não há uma blindagem de som em toda a Agência. O barulho interno foi comparado ao barulho de “uma praça de alimentação de um shopping”. Devido à acústica no local muitas vezes o barulho torna-se insuportável para os trabalhadores. Na retaguarda da perícia médica há claridade excessiva e os servidores solicitaram a colocação de película nas janelas. Nas salas 8 e 9 do prédio foi observado que o teto está rebaixado, faltam janelas e as luminárias estão dispostas muito baixas, cerca de 25 centímetros da cabeça dos trabalhadores, os quais correm o risco de absorção de raios UVA, sendo que, ao longo do tempo, isso pode desencadear várias doenças, entre elas o câncer.

O relatório da vistoria foi encaminhado ao Ministério Público e também foi solicitado ao Cerest de Florianópolis uma vistoria no local. O objetivo é denunciar as más condições de trabalho dos servidores e pressionar a Administração a solucionar os problemas.

Cerest estabelece prazo para solução dos problemas

Devido à denuncia do Sindprevs/SC, o Cerest de Florianópolis fiscalizou a APS e determinou o cumprimento de prazos para a solução dos problemas encontrados e já denunciados pelo Sindicato. A inspeção foi realizada por técnicos do Cerest e fiscais da vigilância sanitária no dia 10 de outubro passado. O Cerest deu prazo de 15 dias para que o INSS dê conta de resolver os seguintes encaminhamentos:

1) Providenciar Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) de acordo com a NR-09, tais como: ruído, iluminação contemplando todo o período de exposição aos quais os trabalhadores estão expostos, bem como a inclusão dos riscos ergonômicos; e

2) Providenciar Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSC).

O Sindprevs/SC continua em contato com o MP e o Cerest para que as providências sejam tomadas.

Fonte: Sindprevs/SC

6 comentários:

Heltron Israel disse...

Alguma dúvida sobre Política de Holofote?

aldofranklin disse...

Se denunciam o próprio Governo, nao conseguira ser promovido por indicação do Presidente da Republica!
E se vc examinar a cena do Bio brother, o cara tem que ser maior que aquele famoso ator da década de 80 chamado de " Long Jonhny"...fala serio!
"casa de ferreiro, espeto de pau"...
Cumprir a NR 7 e 9? Ate parece piada...

Heltron Israel disse...

Curioso mesmo é o Cerest determinando algo com prazo justamente no INSS... Fazendo papel de MPF

Francisco Cardoso disse...

Sao todos ridículos, mpf, cerest... Heltron, a política do holofote é isso aí. Sair em revistas, mas zero com a saude dos segurados e servidores.

O cerest, de tão negligente sequer merece ser ouvido.

Rodrigo Santiago disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo Santiago disse...

O preço de depender de político para ascenção na carreira é a subserviência, a famosa alma servidora dos interesses do governo, que invariavelmente estão alinhavados aos interesses de poucos que detém o poder econômico.

O Ministéiro Público deveria gozar de total independência funcional e ter critérios meritocráticos específicos do Direito e da sua área de atuação, com aplicação de provas regulares para testar conhecimento, com análise por uma comissão independente (também sem ingerência política -pelo menos em tese e diretamente) para avaliar o mérito das ações, sua motivação, pertinência, prioridade e a efetividade das mesmas em relação ao serviço público.Isto não significa que deva deixar de ser submetido também ao controle social, Corregedoria e CNJ.

Só assim evitar-se ía a política do holofote ou, em outras palavras, a subserviência ao governo ou às manchetes de jornais da grande mídia para que se pudesse ascender profissionalmente.

Só assim para evitar ter que bajular políticos e se deixar subjugar covardemente no presente em troca de um holofote no futuro.

Aqueles que se seduzem pela política do holofote - Freud explicaria? - e se preocupam com o BBB enquanto o mundo está acabando - é porque gostariam, inconscientemente, de estar no lugar dos BBBs, é claro que não na posição do denunciado, que nem sei se cometeu crime algum.

É literalmente a política do holofote para aparecer na Rede Globo.Quem não quer aparecer na Globo e ter seus 15 minutos de fama?Não é só BBB, não!Eu não sei se eu queria pessoalmente porque sou muito tímido e não tenho pretensões semelhantes.Mas, quem sabe alguma de minhas poesias?

Aliás, o termo "política de holofote" não deveria ser evitável neste caso porquanto política cabe aos políticos fazer?Aos órgãos de controle cabe fiscalizar, cobrar e verificar se a política está sendo cumprida com correção, cobrando dos gestores desidiosos e corruptos.

Nem sempre é o que ocorre, lamentavelmente!