terça-feira, 10 de janeiro de 2012

INSEGURANÇA POLÍTICA

Os peritos do INSS estão sendo levados à cega aventura de opinar sobre seu destino com desconhecimento de causa e apenas para referendar o que já foi decidido por seus representantes com o presidente do INSS. Como foi a tônica das 2 gestões anteriores, que mantém 2 diretores nesta, inclusive o presidente, a interlocução está errada, de forma que não se sabe o que o Governo quer de nossa carreira. Sem essa informação básica, como pinçar e opinar sobre um de seus aspectos, a jornada? Os colegas administrativos debatem o assunto plenamente conscientes de sua carreira, e nós? A nossa carreira passa por indefinições existenciais, bem diferente! Perguntem ao presidente da associação o que o Governo pretende para a carreira de perito médico previdenciário e ele não saberá responder, mas quer que os associados respondam uma enquete ratificando o seu acordo com o presidente do INSS. Se não é essa a verdade, ao menos é a percepção do que aflora.

Minha opinião sobre carga horária ideal depende da forma e valor da remuneração, do plano de carreira atraente ou não, da aposentadoria integral ou não, da estrutura oferecida para trabalhar, das garantias legais etc, etc. Lembro-me dos juristas dizendo da insegurança jurídica. É mais ou menos o que nos acomete. Para as condições atuais de trabalho e de remuneração, não surpreenderia nada que a "enquete" apontasse para a menor carga horária possível. Uma vez implantada a jornada menor possível, a remuneração definitiva estaria igualmente sacramentada, concordam? É um raciocínio elementar, incontestável. O que a decisão sinalizará para o Governo? Compromisso ou desinteresse? Alma servidora ou categoria forte? Compromisso previdenciário ou individual, Carreira de Estado ou carreira terceirizável?

Para decidir a jornada o ilustre Presidente da Associação deveria saber o que o Governo quer de nós e, SÓ ENTÃO, dizer isso à categoria para ouvir dela o que esta aceita como jornada e remuneração para fazer o que o Governo manda.

Mas quem é o Governo? Por certo não é o Presidente do INSS. Lembram-se do Presidente anterior da Associação batendo à porta do Waldir Simão todas as semanas e terminando em uma greve fracassada? O Dr Hauschild é, por óbvio, um interlocutor fundamental, mas e a Casa Civil, o MPS e o MPOG, o que pensam? Com um acerto entre estes 4 interlocutores estaríamos fazendo algo sério, entretanto... damos provas de uma entidade representativa fraca e muito distante das que representam as principais categorias do Estado brasileiro.

Um comentário:

aldofranklin disse...

São Fracos, desarticulados, sem jogo político, péssimos negociadores, despreparados para representar a quem quer que seja!
Por conta disso, embora a funçáo de perito previdenciário seja de suma importância e de natureza estratégica para o INSS, a carreira só definha, mês a mês, perdendo membros via exoneração do quadro! Carreira indo pro precipício!
Sao tão primários que vem com conversa mole de enquete sobre a carga horária! Isso é lá representante?