quinta-feira, 4 de abril de 2013

Rotina do Absurdo - E aí Carneiro? Cadê o Programa de Qualidade de Vida do Servidor? O DIRSAT tem a oportunidade de mostrar na prática o que apresenta na teoria. Até agora Qualidade de Vida no INSS é conseguir chegar vivo em casa! E aí Carneiro como fica isso!?

Bem, no dia 26/03/2013, numa 3ª feira, por volta das 08:15h, chamei o seguradoSr. xxxxxxxx xxxxxxxxx da Silva (NIT xxx.xxx.557-76, RG xxx.xxx.658, Requerimento xxx.621.816, Benefício xxx.xxx.432-5) para dar início à sua perícia. Trata-se de um segurado motorista de ônibus que está afastado de suas atividades desde 2007 (inicialmente para tratar hepatite C mas que, após alta em 2008, passou a queixar-se de doenças psiquiátricas). Desde 2008 está sem benefício e vinha de inúmeros indeferimentos anteriores à minha perícia. A perícia transcorreu-se dentro da normalidade, sem nenhuma intercorrência. Ao final da perícia, por se tratar de segurado vinculado, solicitei que o mesmo aguardasse o resultado no salão de espera.

Em seguida, chamei a próxima segurada Sra. Maria xx xxxxxx xxxxxxx xxxxxxx (NIT xxx.xxx.647-84, RG xxx.xxx.169, Requerimento xxx.xxx.054, Benefício xxx.xxx.072-8) para dar início à sua perícia. Ao transcorrer da perícia da Sra. Maria xx xxxxxx por volta das 09:00h, escuto um homem aproximando-se da minha sala aos berros. Tratava-se do segurado anterior (Sr. xxxxxxxxx) o qual conseguiu se driblar 3 seguranças (todas femininas) e entrou na minha sala dizendo "Não sou vagabundo, não!" e "Vou mostrar para este merda que é vagabundo!". Neste momento, aproximou um 4º segurança (desta vez masculino) que se limitou em ficar na porta do meu consultório dizendo "meu senhor, saia daí! O senhor não pode entrar aí!".

Na sequência e sem resistência por parte dos seguranças, o segurado amassou a CRER com uma mão e com a outra bateu forte na minha mesa dizendo "quero que o senhor assine esta merda!" e insistiu dizendo "quero ver a sua assinatura aqui!". Neste momento, coagido e prevendo uma eminente agressão física, levantei e me posicionei na quina da minha sala com os braços defendendo a minha face.

Em seguida, o segurado Sr. xxxxxxxxxxx  me deu um soco em direção à minha cara, a qual foi protegida pelo meu antebraço esquerdo e, posteriormente, me deu um chute acertando a redião distal da coxa esquerda (próximo ao joelho), o qual causou escoreações. Não satisfeito, o segurado chutou o computador, derrubando o CPU e o monitor no chão.

O segurado só saiu da minha sala quando finalmente a sua esposa adentrou à minha sala e pediu, pelo amor de Deus, que o mesmo saísse de lá.

Após o ocorrido, o segurado permaneceu no salão de espera aguardando a chegada dos policiais (a PM foi chamada). Já na presença dos policiais (pasmem, que não fizeram nada!) que estavam ao seu lado, o segurança agrediu o segurança do INSS, Sr. xxxxxxxxxx xxxxxxxx da Silva (os policiais limitaram a assistir a cena!).

Auxiliado pelo colega Abdou, tomei as providências cabíveis. Fiz Boletim de Ocorrência, exame de corpo de delito no IML e protocolei, junto ao RH, o CAT (comunicado de Acidente de Trabalho) conforme fui instruído pelo próprio RH. A gerente executiva Sra. Sandra montou um Dossiê com as imagens do circuito interno de segurança, com as fotos e os demais documentos e deu entrada na PF para as devidas apurações.

Bem, como disse anteriormente, as lesões físicas (escoreações) foram apenas detalhes do processo e, hoje, já não tenho mais nenhuma lesão física... Entretanto, desde então, a minha vida mudou drasticamente e eu, previamente hígido e com uma vida normal, passei a viver dias de verdadeiro terror!!!!!! Durante os dias, alterno momentos de ansiedade profunda, com depressão e uma mistura de sentimentos (humilhação, indignação, impunidade, desprezo e pavor sem explicação!)... Mas, o pior têm sido as minhas noites! Nunca tive problema de insônia... O ocorrido foi numa terça (26/03), porém desde a madrugada de sábado para domingo (30 para 31/03), tenho tido pesadelos horríveis onde sou agredido e ameaçado de morte pelo segurado agressor e acordo em plena madrugada com taquicardia e sensação de morte iminente... É uma sensação horrível que não desejo nem para o meu maior inimigo!!! Acordo paracendo que tomei o maior susto da minha vida e, depois, não consigo mais dormir... Portanto, tenho tido importante privação do sono, acompanhado de dias horríveis e, geralmente, com enxaqueca...

Com nenhum antecedente pessoal de psicopatia, passei a fazer tratamento com psiquiatra (já fui à 2 consultas e, na semana que vem, já tem outra consulta agendada) e, desde ontem, me foi prescrito rivotril para conseguir dormir (segundo psiquiatra, trata-se de uma medicação emergencial, porém o tratamento será constituído por outras drogas)...

Bem, estes foram os fatos ocorridos...

As indignações são inúmeras pelo descaso do nosso patrão (ausência de rota de fuga, segurança feminino no fronte, os segurados nos vêem saindo e usamos a mesma calçada para acessar ao estacionamento... Dentre outras inúmeras falhas que não descrever agora pela tristeza que me bloqueia ao lembrar dos pormenores do ocorrido)...

O que mais temo é, se um segurado desarmado consegue fazer o que este fez, imagina só um segurado armado?! Com certeza não estaria aqui para contar história...

PS: anexo BO - porém, solicito que este não se torne público, pois haverá uma ação judicial e não sei o quanto posso me prejudicar tornando este documento público, ok?!

PS2: Número do protocolo do CAT (35415.000128/2013-17)

H.L.M. Perito Medico Região I

Defensorias Publicas, regionais e união, vêm crescendo adubadas pelo INSS

Reclamações contra INSS são a principal queixa na defensoria pública de SP

Excesso de burocracia, dificuldades com a aposentadoria, equívocos em perícias médicas. Os casos são intermináveis. As reclamações contra o INSS são a principal reclamação de quem procura a defensoria pública de São Paulo. E mesmo assim, muitos problemas ficam sem solução. Acompanhe na matéria.

Após ampla publicidade e protestos, depois de meses, servidores obtém resposta do Ministro

MINISTRO PROMETE AO BLOG PROVIDÊNCIAS SOBRE OBRA PARADA DO INSS EM CAMOCIM 

A obra de reforma da Agência do INSS, no valor de R$ 2 milhões de reais, teve início em Março de 2012, devendo, de acorido com a licitação, ser concluída em Julho do mesmo ano. Acontece que, um ano e um mês depois, a obra encontra-se paralisada. Não há previsão de retomada dos trabalhos. 

Enquanto isso, o atendimento ao público vem sendo feito de forma precária, insalubre, no Galpão da Prefeitura, espaço cedido por aquele órgão municipal ainda no mês de abril de 2012, fato que também já completa 1 ano. Recentemente os servidores fizeram uma paralisação de um dia, em protesto contra as condições de trabalho. Nesta quarta-feira (03) pela manhã, pedimos ao Ministro da Previdência, Garibaldi Filho, via twitter, que ele fizesse algo a respeito. De forma imediata, recebemos a seguinte mensagem como resposta: "Vamos tomar as providências adequadas sobre a sua informação quanto à Agência de Camocim". 

Em seguida enviamos ao Ministro matérias relacionadas ao assunto, desde o início dessa via crucis pela qual passa servidores e segurados. Vamos acompanhar agora mais essa etapa da luta por um serviço previdenciário decente em Camocim, cobrando do Ministro Garibaldi sua promessa. 


Fonte: Camucim on line

CORREIO BRAZILIENSE

Defensoria Pública vai ajudar segurados a resolver conflitos com INSS

Essa parceria dará ao público "a alternativa de agilizar a solução de questões com a interferência de membros da DPU


Publicação: 04/04/2013 15:51 Atualização:
A Defensoria Pública da União (DPU) vai assinar no final da tarde desta quinta-feira (4/4) com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) termo de cooperação para intermediar a solução administrativa de recursos de segurados da Previdência Social, com o objetivo de evitar a judicialização dos conflitos previdenciários. 

De acordo com o diretor da Escola Superior da Defensoria Pública da União, Alexandre Mendes de Oliveira, essa parceria dará ao público "a alternativa de agilizar a solução de questões com a interferência de membros da DPU, que podem viabilizar a resolução do conflito quando o segurado não concordar com a decisão do INSS". 

Segundo Oliveira, no âmbito da parceria, o INSS "deverá se comprometer a reapreciar as questões que, na maioria dos casos, ficam muitos anos tramitando na Justiça". Só nos casos de indeferimento definitivo do benefício é que o segurado poderá, a partir de agora, recorrer à Justiça para obter uma decisão final.

A Defensoria Pública da União, criada pela Lei 9.020, completou 18 anos no dia 30 de março. A instituição marca a maioridade com a realização do 3º Encontro Nacional dos Defensores Públicos Federais, que termina amanhã, no Hotel Nacional, em Brasília. O tema do evento é “Conciliação: O novo caminho”, que propõe a ampliação da atuação extrajudicial dos conflitos de interesses.

PERITO.MED 2 MILHÕES E QUINHENTOS MIL ACESSOS.

É com orgulho que informo que na data de hoje o blog Perito.med atingiu a marca de 2.500.000 (dois milhões e quinhentos mil) acessos.

O blog foi inaugurado em 10/04/2010, atingiu 500.000 acessos em 15/07/2011,1.000.000 de acessos em 19/03/2012, 1.500.000 acessos em 11/09/2012 e 2.000.000 de acessos em 16/01/2013.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

MEMORANDO SECRETO DA AUDITORIA E DA CORREGEDORIA MOSTRA QUE INSS NÃO TEM CONTROLE SOBRE QUADRO PERICIAL - GERENTES ESTÃO SENDO CULPADOS.

Uma ação até então reservada da Auditora Geral do INSS, Sra. Sueli Romero, em conjunto com o Corregedor-Geral do INSS, Sr. Sílvio Seixas, ainda em andamento, está provando e mostrando que o INSS não possui o menor controle e gestão sobre o quadro de peritos. O quadro completo ainda não está montado, mas as parciais apontam para um quadro de grave crise na gestão da perícia médica do INSS.

Cerca de 200 a 300 peritos já foram "aleatoriamente" escolhidos, dentre os quais este que vos escreve, e sem especificar o motivo a AUDIGER e a CORREG pediram dados sobre números de perícias, agenda sisref e outras informações que foram cruzadas durante acompanhamento por um mês, com o Gerente Executivo e o SST justificando todos os códigos colocados no sistema.

O quadro levantado é aterrorizador e mostrou, para os colegas da Auditoria e da Corregedoria, que a gestão da perícia médica no INSS é anárquica.

O que os gerentes não sabem é que na alta cúpula da autarquia, quem está levando a culpa pela má gestão são os próprios gerentes-executivos. 

O memorando secreto não pode ser exposto por preservação de identidades mas os dados já levantados provam de forma cabal que o INSS JAMAIS FEZ todas as ações de gestão necessárias para evitar o credenciamento.

Algumas respostas de gerentes beiram ao escárnio ao dizer que "É, esse fulano não trabalha mesmo" a outras como "Não sei explicar porque nos dias A B e C o fulano não tinha perícia agendada".

A conclusão parcial é que não existe linha de comando no INSS e os Gerentes Executivos estão sendo culpabilizados por isso.

Essa ação conjunta dos nobres colegas Sueli e Sílvio só provam que o INSS não cumpriu a determinação judicial de fazer todas as medidas administrativas antes de credenciar e expõe os gerentes executivos a processos por improbidade no TCU, MPF, CGU e na própria CORREG caso eles peçam o credenciamento.

NOTÍCIAS DO MPF

MPF/SC quer que INSS faça controle informatizado da revisão de benefícios por incapacidade
3/4/2013 

Sistema atual não permite a inserção de dados sobre prazos para revisão

O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) recomendou à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em São Miguel do Oeste (SC) que faça o controle informatizado dos prazos para revisão dos benefícios por incapacidade concedidos judicialmente e dos benefícios de aposentadoria por invalidez concedidos administrativamente.

Segundo a recomendação da procuradora da República Maria Rezende Capucci, a Lei nº 8.212/91 estabelece que o INSS deve rever os benefícios, para avaliar a persistência, a atenuação ou o agravamento da incapacidade para o trabalho. Além disso, uma orientação interna do próprio INSS prevê que os benefícios de auxílio-doença devem ser revisados semestralmente e os de aposentadoria por invalidez, a cada dois anos.

O problema é que o Sistema de Benefícios do INSS não permite a inserção de dados informatizados sobre a data de cessação dos benefícios por incapacidade concedidos judicialmente nem o controle dos prazos revisionais dos benefícios de aposentadoria por invalidez concedidos administrativamente. Como as revisões dos benefícios são realizadas de forma manual, há o risco de serem efetuados pagamentos a beneficiários que não fazem mais jus ao seu recebimento.

Considerando que os benefícios previdenciários são pagos com verbas federais e eventuais pagamentos indevidos por parte do INSS representam prejuízo ao erário federal, o MPF concedeu prazo de 60 dias para que o Instituto tome as providências necessárias ao controle informatizado da revisão dos benefícios.

ROTINA DO ABSURDO - Uma Vida de Agressões


Médico do INSS diz ter sofrido agressões após negar benefício

Um médico do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) de Tatuí, de 37 anos, alega ter sido vítima de desacato e de agressões no dia 1º deste mês. A vítima acionou a Polícia Militar para comparecer ao local por conta da reação de um caminhoneiro, de 41 anos, pela manhã.

De acordo com o médico, o homem teria avançado contra ele depois de ter o pedido de benefício negado. O caminhoneiro teria desferido socos e chutes, quebrado um monitor de computador, da marca Samsung, e a entrada de mídias de uma CPU (unidade central de processador).

O perito alegou que o homem teria ameaçado, também, seguranças do instituto. Por conta disso, os PMs levaram o caminhoneiro até a Delpol (Delegacia de Polícia) Central, onde foi arbitrada fiança.

O médico informou que o homem estava de “alta previdenciária” e que teve o pedido de benefício negado após “perícia revidenciária”. A conclusão do processo teria sido insatisfatória para o pedido do benefício.

Ao tomar conhecimento do parecer, o caminhoneiro teria ficado irritado e jogado o monitor do computador e a mesa sobre o médico. Também teria dado socos no tórax e no peito do perito.

O médico afirmou, ainda, que precisou empurrar o agressor para se defender, e que houve necessidade de intervenção de seguranças. De acordo com o perito, o caminhoneiro teria ameaçado os profissionais e dito palavrões.

Na delegacia, o acusado afirmou que estava afastado das funções desde 2008 por problemas de saúde. Alegou que tomava remédios controlados e que, no dia 4 do mês passado, havia passado por perícia médica, ocasião em que teve o pedido do benefício negado.

Ao passar novamente pelo perito, e ter de novo a solicitação negada, ele disse que teria ficado nervoso. Conforme o caminhoneiro, o médico “não teria condições nenhuma para avaliar” se ele precisava ou não do benefício, e disse que só atirou o monitor contra o perito porque ele teria tentado tirá-lo da sala.


ROTINA DO ABSURDO - O BARRACO

Segurada com antecedentes de outros escândalos adentrou o consultório da APS em Realeza PR, ainda não sabemos maiores detalhes, mas começou um barraco rasgando patéis e atirando no Perito. Ao que parece quebrou cadeiras da sala indo direção ao perito, mas foi contida prontamente pelo vigilante. Ligaram da APS Realeza 100Km distante de Cascavel para saber o nome do sistema de registro de violência do INSSano: SIREV. Imaginem, quem faz o registro fica na gerência em Cascavel e deve receber por email, sabiam deste detalhe? É só nas pequenas APS do interior que ninguém tem acesso ao SIREV ou por aí é diferente? Amanhã darei mais detalhes, passarei o roteiro de combate a violência ao colega de Realeza amanhã pois já estava fora da APS. Em breve mais Notícias.

Por Perito Médico Previdenciário Região III

QUEM PEDIR CREDENCIAMENTO SERÁ DENUNCIADO PELO SINDICATO

Após leitura minuciosa da Resolução 280, ficou claro que para pedir o credenciamento o gerente-executivo terá que assinar UMA NOTA TÉCNICA dizendo que já fez todas as medidas administrativas para reverter a fila. Sem essa nota, que terá que ser aprovada por Superintendência, DIRSAT e Presidência, nada de credenciado.

O problema é que nós temos provas documentais e testemunhais de que o INSS jamais fez todas as medidas necessárias para melhorar a oferta de vagas de perícia. Por exemplo, o mais clássico de todos, a média de agendas abertas no Brasil diariamente dificilmente passa de 60% e se formos esmiuçar agenda por agenda vamos achar cada bicho estranho que é melhor nem falar.

Temos provas de que em outras gerências, por falta de administrativos, o INSS não consegue encaminhar todos os agendados para a perícia, ou pior, é obrigado a remarcar sucessivamente por falhas processuais básicas. 

Dentre outros.

Por isso, o Sindicato dos Peritos já organizou documentos estilo "padrão" de denúncia contra qualquer gerente executivo, superintendente, DIRSAT ou presidente que assinar processos de credenciamento, pois temos a prova da improbidade.

Médicos do Brasil, não entrem nessa gelada em que o INSS quer vos enfiar, porquê:

1-Vai receber uma esmola pelo seu trabalho: 25 reais por consulta( 35,00 menos imposto e ISS)

2-Terá seu nome queimado frente à sociedade em função das incompreensões
relacionadas com a perícia médica.

3-Colocará sua segurança, e a segurança de sua família, sob ameaça constante, já que perito do INSS vive todo o tempo sob  ameaça decorrente do dever de combater às fraudes(veja o caso de assassinato da perita de Minas Gerais, Dra. Cristina)

4-Poderá responder civilmente por eventual concessão indevida, já que você não conhece a legislação previdenciária e terá seu trabalho auditado por quem a conhece profundamente;

5-Poderá responder a processo ético junto ao CRM por se colocar contra  movimento legítimo da categoria(Art. 78 do CEM).

Mas se você prefere viver perigosamente, humilhado e desvalorizado, go ahead.


terça-feira, 2 de abril de 2013

INSS AUTORIZA TERCEIRIZAÇÃO E CREDENCIAMENTO DE PERITOS.

Conforme este BLOG disse (clique aqui) o INSS publicou na data de hoje no DOU a autorização para credenciamento de peritos, baseado em decisão judicial frágil e cheia de irregularidades.

Aos que nos chamavam de mentirosos, hoje vocês descobriram quem que sempre esteve com a razão e quem sempre esteve sendo enganado por supostas amizades com políticos:




E ai ANMP? E ai Geílson? E aí candidatos amigos do governo? Cadê o discurso? Quem era o mentiroso? Cadê a coerência agora?

Bom colegas, agora é tudo ou nada. Com credenciados, não irão nos dar mais nada, nem 20h, nem aumento.

Dr. Linfolfo sem querer acabou autorizando o retorno da corrupção em massa à perícia, o retorno do caos e dos esquemas privados. Basta ver o histórico do credenciamento até 2006.

Relembrando...
http://www.perito.med.br/2012/12/presidente-leia-para-nao-repetir-erros_4946.html
http://www.perito.med.br/2012/12/presidente-leia-para-nao-repetir-erros_4.html
http://www.perito.med.br/2012/12/presidente-leia-para-nao-repetir-erros.html
http://www.perito.med.br/2012/11/terceirizacao-parte-1-que-tal.html
http://www.perito.med.br/2012/12/terceirizacao-parte-2-quando-gestao-e.html
http://www.perito.med.br/2010/10/peritos-terceirizados-trabalhador-sem.html
http://www.perito.med.br/2012/11/empresas-de-telefonia-nao-podem.html
http://peritomed.wordpress.com/tag/terceirizacao-2/

CREDENCIAMENTO - CADÊ A COERÊNCIA, DR. SÉRGIO CARNEIRO?

Dr. Sérgio Carneiro assumiu a DIRSAT e até agora está calado. Diante do fim da carreira à qual ele mesmo pertence, nada fala, nada ouve, nada vê.

Ele é visto frequentemente em BSB falando que perícia é difícil, é uma tarefa complicada pois é uma tarefa "biopsicosocial", que precisa de tempo e tal, e que tem que analisar a questão social, etc...

Dr. Sérgio, como se pode fazer uma perícia complexa de cunho biopsicosicial para o nosso segurado com um credenciado??

O SIASS vai ter credenciado? A PFE vai credenciar peritos para assistente técnico? A Auditoria vai credenciar peritos também??

O senhor e o governo que representa estão tratando o segurado como uma mercadoria barata que custa 35 reais.  Estão tratando o segurado da pior forma possível, discriminando-o. Para o SIASS são 3 peritos em junta para avaliar servidor. Para a população comum é um credenciado a 35 reais!

O INSS tem quase 5.000 peritos que dão conta do quadro se forem bem aproveitados e principalmente se nos deixarem trabalhar em paz!!!

Como o senhor vai explicar que no dia da publicação do credenciamento o www-sala apresentava apenas 59% de agendas abertas? Onde o senhor vai arrumar justificativa para os 41% de peritos sem agenda aberta no SABI hoje? E ontem? E semana passada?

Como o INSS vai credenciar peritos se o governo acabou de autorizar a contratação de mais 300 colegas?

O senhor não acha que isso pode ser visto pelo MPF como indício de improbidade? Gastar centenas de milhões de reais com médicos credenciados SEM LICITAÇÃO enquanto a casa tem os servidores necessários para dar conta do serviço?

Cada autorização de credenciamento será investigada de forma minuciosa e detalhada ao TCU, CGU caso a DIRSAT e a Gerência local e SST não tenham esgotados todas as medidas de gestão para resolver o problema. Esse é o dever de todo o perito a partir de agora.

E então Dr. Sérgio? Como fica a visão biopsicosocial a 35 reais??

DESTAQUES NA RESOLUÇÃO 280

Pontos de destaque da Resolução 280, publicada hoje no DOU:

1- credenciamento de profissionais de saúde visando à realização de serviços na área de perícia médica.
2- Fundamenta em duas ACP, uma de Criciúma e outra de Floripa. Diz que a sentença obriga Santa Catarina e autoriza para o país inteiro.
3- Por credenciamento entende-se o procedimento administrativo para a contratação direta de médicos, com fundamento no art. 25, caput da Lei nº 8.666, de 1993, haja vista a inexigibilidadede licitação para contratação de todos os interessados que satisfaçam o edital.
4- Dois médicos peritos de cada gex se responsabilizarão pela seleção dos credenciados.(Art 6º)
5- As perícias médicas previdenciárias poderão ser realizadas em consultórios dentro das Agências da Previdência Social ou em clínica/consultório particular, a critério do credenciado.
6- O tempo de agendamento será de vinte minutos para cada avaliação médico-pericial, sendo possível o agendamento de no máximo dezoito perícias/dia por médico credenciado.
7- O limite máximo mensal de perícias médicas por médico credenciado será de acordo com o limite da remuneração bruta recebida pela Classe Especial III da carreira de Perito Médico Previdenciário.
8- O médico credenciado deverá passar por capacitação promovida pelo SST.
9- Os profissionais credenciados obrigam-se a emitir parecer médico conclusivo quanto à capacidade laboral, para fins previdenciários. (vide Lei 10.876/2004, Art 2)
10- O desempenho dos profissionais credenciados será avaliado pelo SST subordinante, através da aplicação da metodologia Qualitec.
11- O valor das perícias é 35 reais brutos. (Fazendo 18 por dia, 20 dias, fatura 12.600 ao mês. Médico do quadro não pode).

FOTONOVELA DO CREDENCIAMENTO - E agora o que é que eu vou dizer?


 - O que que eu vou falar lá em casa.....???


Me worry? Você está lendo muito o tal BLOG. Isso ai é só pra Amazônia, né Gabas?

ADVOGADOS DISSEMINAM O ÓDIO E CELEBRAM A IGNORÂNCIA. NESTE PAÍS IDIOTAS TÊM VEZ E VOZ.

Perícia do INSS: o campo de concentração brasileiro

As perícias do INSS historicamente têm-se caracterizado como verdadeiros campos de concentração, mantendo segurados reféns numa via sacra de humilhação e desgostos até a resposta administrativa sobre os benefícios requeridos.

Imaginem um cenário onde segurados doentes, acidentados, endividados e desesperados são confinados as dezenas e durantes horas, previamente fiscalizados por detectores de metais e vigiados por seguranças armados e truculentos, maltratados com ofensas por servidores no atendimento, enquanto agonizam a espera do perito pronto para humilhá-los e desenganá-los quanto as suas pretensões e direitos. Essa é a realidade da maioria das perícias médicas realizadas no INSS, que se assemelham aos piores campos de concentração existentes ao longo da história da humanidade.

Neste campo de extermínio social, os segurados são tratados como números e a perícia afigura-se como um ritual estressante no momento mais vulnerável do trabalhador. O INSS condena e mata pela via econômica os segurados, quando nega o benefício a que têm direito, porquanto os benefícios negados destinam-se ao principal responsável pela renda da família.

Os usuários do sistema chegam a esperar durante horas por atendimento tamanho é o descaso dentro das agências, sendo que em determinado momento a tolerância e paciência chegam ao fim. A frieza no atendimento revolta e indigna, por se tratar de um ser humano doente e necessitado de auxílio financeiro.

A superficialidade das perícias causa espanto, a maioria delas é realizada em poucos minutos, sendo humanamente impossível diagnosticar alguma doença neste contexto, especialmente se forem profissionais não especialistas nas doenças específicas do atendimento. A maioria das perícias é meramente “visual”, com alguns pedidos do perito para movimentar os braços, pernas, sentar e levantar, para a definição da incapacidade ou não. Isso quando os laudos não são completamente ignorados. Na prática, os segurados correm o sério risco de terem seus problemas uniformizados, sem levar em conta as peculiaridades e limitações de cada um em recuperar a capacidade laboral.

O auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez são benefícios que o INSS mais tenta inviabilizar pela via administrativa, através de avaliações severas nas perícias, denúncias de cotas de concessão e inversão de responsabilidades através de exigência de laudos, exames, atestados e receitas prévias a realização da perícia.

A “indústria do indeferimento” beneficia os servidores do INSS, visto que é bem mais fácil indeferir um benefício a ter que justificar a concessão, bem como para as empresas nos casos acidentários, visto que a subnotificação e indeferimentos a caracterização dos benefícios como acidentários possibilitam a sonegação tributária e contribuem para o não pagamento das indenizações trabalhistas. Essa “indústria do indeferimento” foi desmascarada por completo em 2011, quando o INSS tornou-se o maior litigante nacional segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Dados não oficiais revelam que o número de indeferimentos administrativos de 30% a 80%, dependendo da agencia do INSS.

Uma prática comum do INSS é a cessação de benefícios sem a devida recuperação dos trabalhadores ou sem a prévia perícia administrativa.

O trabalho ou reintegração, muitas vezes são impostos pelos próprios peritos médicos, que informam ao segurado que farão à liberação daquele, mesmo sem condições de retorno, vez que os prazos da “alta programada” e as “metas de indeferimento” assim os obrigam.

Os laudos periciais dos médicos do INSS vivem sob suspeitas e cercados por escândalos. A divergência diametralmente oposta entre os relatórios médicos trazidos pelos trabalhadores e os relatórios produzidos pelos peritos justamente com base nos primeiros causa espanto. Se os documentos (atestados, laudos, exames, receitas) são ignorados pelo médico do INSS, especialmente um não-especialista, o resultado é desastroso.

A política anti-trabalhista do INSS, com o mau atendimento, nestes abatedouros sociais, leva os segurados a uma via-crúcis intensa e burocrática, de diversas perícias, negativas, concessões, prorrogações e reconsiderações. A política fascista dos atendimentos dos benefícios incapacitantes, leva as arbitrariedades e truculências na tratativa dos trabalhadores, quando aqueles apenas requerem os seus direitos.

O Ministério da Previdência ao instituir, de forma indistinta, o prazo para o restabelecimento do segurado, fere os preceitos básicos da medicina. Os peritos lastreiam-se numa listagem pré-definida e organizada com base no CID-10 (Código Internacional de Doenças) criado pela Organização Mundial de Saúde, para classificar e codificar as informações médicas. Assim, o médico perito tem apenas que lançar os CID´s que considerar aplicáveis ao caso e esperar a resposta do sistema computadorizado para obter o tempo de afastamento do segurado, estipulando também o tipo de tratamento a ser realizado (clínico, cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico)

Outra crítica reside no fato que o CID não abrange algumas patologias, tal como a intoxicação por analgésicos e antipiréticos.

Não é possível objetivar questões subjetivas, tal qual prefixar prazos de 3 (três) meses para melhora mas ignorar os prazos para marcação de cirurgias na rede pública que podem demorar anos. A vulnerabilidade social e as particularidades dos casos devem ser consideradas.

As tabelas impostas pelo INSS em momento algum são utilizadas apenas como orientação aos médicos, mas como regra absoluta, até mesmo para não sofrerem as reprimendas da Autarquia Previdenciária quanto a concessões acima do que eles consideram aceitável.

O pior é que os representantes do INSS, tal como o chefe da Gerência Executiva do INSS em Juiz de Fora, Paulo Cirino, acreditam que a tabela deveria servir de parâmetro também para os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Recentemente, o Brasil foi surpreendido com acusações do Poder Público contra uma médica do SUS onde repousam suspeitas de provocar a morte intencional de pacientes para liberar vagas na UTI. Guardada as devidas proporções é exatamente o que o INSS pratica com seus segurados, a ordem de melhora a qualquer custo, sob pena de extermínio econômico e assistencial.

Se o resultado da perícia for insatisfatório ou em contrário a realidade do beneficiário, este tem direito a requerer a prorrogação do benefício (ao menos para ser reavaliada e em caso positivo ver o benefício prorrogado por um tempo superior) ou a reconsideração (em caso de negativa total ao benefício), requerimentos que podem ser formalizados por telefone 135, no site da previdência – www.mpas.gov.br, ou nas agências.

O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), através da Resolução n.º 1845, reconheceu oficialmente a Perícia Médica como uma área de atuação comum a todas as especialidades médicas, inclusive com certificação emitida pela Sociedade Brasileira de Perícia Médica, para atender a uma reivindicação antiga quanto as perícias médicas realizadas do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS e a falta de padronização nas avaliações.

A presença dos acompanhantes durante a perícia ainda tem sido objeto de censura pelos peritos médicos que tem se recusado a cumprir a norma legal. A entidade nacional inclusive se pronunciou contra a medida de transparência.

Estranhamente ou não, a corporação médica emitiu uma nota pública para criticar também a ordem do Ministério da Previdência de disponibilizar em cada agência e postos, um exemplar do código de ética médico. Inclusive, dentro do INSS, é possível notar que ninguém utiliza os crachás de identificação, às vezes não assinam as próprias decisões e nem identificam seu número de registro no Conselho Federal de Medicina, fatos que dificultam a identificação para as denúncias.

O perito não se dá sequer ao trabalho de fazer as solicitações de procedimentos por escrito, através da Solicitação de Informações ao Médico Assistente (SIMA), forçando o segurado a peregrinar atrás de relatórios e exames contemporâneos. Via sacra que custa ainda mais dinheiro ao segurado, visto que precisa despender dinheiro para custear exames a relatórios, obtidos com celeridade apenas no sistema privado de saúde.

Outra situação que revolta é o jogo de empurra-empurra entre o INSS e a empresas. De um lado, a Autarquia que sabe da doença, mas libera o segurado, de outro lado, a empresa que igualmente tem ciência da doença e justamente por isso também não deseja arcar com as responsabilidade e riscos de um empregado doente/acidentado. O primeiro aduz que aqueles não estão em condições de trabalhar e o outro que não há outras funções adequadas para o retorno ao trabalho.

O caminho da humilhação no INSS obriga muitos trabalhadores a retornarem ao trabalho ainda doentes ou em recuperação do acidente. Mas existe o risco de vida real para o retorno açodado do segurado ao mercado de trabalho:

Consequências para a saúde

“A vida e a saúde do trabalhador estarão em risco. Vou dar um exemplo simples: um trabalhador que reclama de dores no peito terá direito a 30 dias de afastamento, segundo a tabela de repouso, ou seja, será dispensado da perícia. Esta pessoa pode estar com risco de infartar e mesmo assim retornará ao trabalho, podendo efetivamente morrer com o esforço, calor excessivo e stress causado pelas atividades profissionais. Lembremos que mais de 95% dos trabalhadores brasileiros têm que esperar no mínimo 180 dias para fazer exames complementares básicos. Isso vale para toda e qualquer doença”.(site:sindmetalsjc.org.br, acessado em 21/03/2013, às 22:45 horas)

Os benefícios por incapacidade respondem por mais de 50% dos gastos do INSS e a mídia frequentemente traz questionáveis dados negativos sobre o fundo previdenciário no Brasil, mas tais fatos não deveriam servir para justificar a caça aos acidentados tampouco para mascarar interesses obscuros:

...

Governo quer privatizar a Previdência

"O governo segue um caminho errado. Ele culpa o trabalhador pelo seu próprio adoecimento, que é causado pelas condições de vida e de trabalho. Como as pessoas que elaboraram e coordenaram essa proposta [novas regras do INSS] são inteligentes e cultas do ponto vista da saúde pública, suspeito que a intenção é realmente a de privatizar essa área da seguridade social"

(site:sindmetalsjc.org.br, acessado em 21/03/2013, às 22:45 horas)

A perícia médica é um dos problemas mais impactantes no INSS, geralmente relacionada à deficiência na quantidade de analistas previdenciários ou na qualidade deles, vez que muitas vezes as perícias são realizadas por médicos não especialistas na doença ou lesãoem análise. Tantoé caótica essa situação que o próprio Conselho de Recursos da Previdência Social tem determinando de pronto, a reanálise da maioria das perícias, quando interposto recurso administrativo pelo segurado.

E, sem contar que a situação precária dos locais das perícias do INSS praticamente obriga os segurados a produzirem todas as provas da doença ou lesão incapacitante previamente, sendo inclusive censurados por alguns peritos quando não os trazem para avaliação.

Com efeito, a insegurança emanada pelas perícias administrativas, ainda amparadas pelas inconstitucionais “altas programadas”, impõem a composição do rol de pedidos de uma maneira a contemplar as imprevisíveis atuações da autarquia. Sobre a inconstitucionalidade da “alta programada” que impõe prazos pré-determinados para a melhora do segurado, a qualquer custo, é de longe, um instituto inconstitucional, que fere os princípios emanados da Constituição, dentre eles o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana.

Profetizar uma data de melhora obrigatória, invertendo o ônus da prova ao beneficiário, contraria todos os estudos médicos conhecidos na atualidade. Aliás, interessante que tal atrocidade advenha de uma Orientação Interna Conjunta 1 DIRBEN/PFE secreta, inacessível, impublicável aos beneficiários da previdência social.

As vítimas do COPES (Cobertura Previdenciária Estimada), programa deflagrado pelo Ministério da Previdência iniciado em agosto de 2005, com o intuito de reduzir os números de concessões do auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez, cujo pretexto para a criação do instituto inviabilizador era suprimir fraudes na concessão dos benefícios e diminuir gastos com as perícias, nunca receberam indenização ou amparo judicial pelos sofrimentos causados pela “alta programada”. O programa acima ficou conhecido como “Data Certa” e dizimou milhares de benefícios previdenciários, muitos deles mantidos há anos e subitamente cessados.

O INSS já avisou que não se digna a pagar a “revisão dos auxílios”, benefícios por incapacidade, (aposentadorias por invalidez, pensões decorrentes e auxílios doença e acidente) aos segurados no período entre1999 a2002. Apesar de reconhecer que o erro abrange o lapso entre1999 a2009, atingindo cerca de 491 mil pessoas, a autarquia seguirá a ordem decadencial prevista em Lei, limitando o pagamento do erro apenas a2002 a2009.

Os benefícios acidentários não alimentam melhor sorte, visto que os percalços internos (e não previstos em Lei) impostos para o reconhecimento e concessão dessa modalidade desses benefícios acabam por mitigar o direito ao melhor e correto benefício. A ausência de correlação dos acidentes ou doenças com a atividade econômica da empresa, através da utilização do Nexo Técnico Epidemiológico - NTEP (cuja criação visava justamente a facilitação ao reconhecimento destes benefícios acidentários, mas revelou-se largamente utilizada pelo INSS apenas para fiscalização e arrecadação contra as empresas devedoras). A mudança automática e surpresa dos tipos de benefícios, a utilização dos laudos trazidos pelos segurados apenas de forma negativa e a burocracia no preenchimento dos dados do CAT, são outros institutos que deveriam ser revistos para a melhoria das análises médicas, visto que estão na contramão das boas práticas médicas, desvirtuando o papel principal do INSS, o atendimento e assistência aos segurados durante o infortúnio médico incapacitante

No caso do auxílio-acidente, o INSS concede a Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT, valor maior que de uma mera comunicação, conforme se depreende dos artigos355 a360 e artigo 160, §7º:

“§ 7º Quando o benefício decorrer de acidente de trabalho, será necessário o preenchimento e encaminhamento da Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT, conforme o disposto no art. 336 do RPS.”(negritado)

Em certa oportunidade, a OAB insurgiu-se contra as perícias realizadas em Cuiabá, com base em denúncias assustadoras:

“A mais grave das denúncias: peritos estão concedendo alta médica a trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho sem examiná-los e muito menos ler os laudos que acompanham radiografias, ressonâncias magnéticas, tomografias computadorizadas e outros exames sofisticados. Se alguém reclama e são poucas as pessoas que têm coragem de se insurgirem contra o tratamento que recebem na perícia médica, porque faixas colocadas em pontos estratégicos do setor intimidam os segurados sobre punições a que estão sujeitos se ofenderem servidor público o perito justifica que as altas são programadas pelo INSS através do computador, com base na estimativa do tempo de duração da licença médica...”

(Comissão da OAB encabeça reação contra peritos do INSS em Cuiabá, site: jusbrasil, acessado em 25/03/2013, às 19:57)

Não existem dados oficiais, até mesmo em razão do aspecto sigiloso dos processos disciplinares administrativos dentro dos Conselhos Regionais de Medicina, mas diariamente é possível constatar a insatisfação pelos maus tratos e descaso ocorridos nas avaliações médicas.

Em Cárceres, por exemplo, o Ministério Público Federal teve que intervir através do requerimento de instauração de Inquérito Civil Público, pelas acusações de maus tratos pelos médicos peritos contra diversos usuários do INSS. A má qualidade dos serviços prestados, era realizado mediante tratamento “humilhante e desumano.”

De outro lado, também expõe-se a falta ética e à desobediência ao dever funcional de tratar com urbanidade os segurados dos serviços.

Como forma de sanar o problema, recomenda-se que os médicos peritos sejam submetidos a cursos e treinamentos de conscientização acerca dos deveres e proibições funcionais dos servidores públicos federais; a melhoria do sistema de ouvidoria; a diminuição do protecionismo nas proposituras de processos administrativos disciplinares; o aumento da transparência quanto aos trabalhos realizados pelos servidores do povo e o aumento do rigor em caso de reincidência delitiva.

A humanização das perícias médicas pelo INSS é uma reivindicação histórica, visto que os segurados - trabalhadores acabam por serem vistos e igualados a fraudadores durante o processo de requisição e perícia dos benefícios previdenciários.

Não é incomum que os segurados gravem as conversas realizadas durante o atendimento ou a perícia médica, como prova dos maus tratos. Mas os absurdos e certeza de impunidade são tamanhos, que em alguns casos ocorrem à vista dos demais segurados, nos corredores da Autarquia Previdenciária, tal qual foi exposto no processo julgado perante a 5ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal da 3ª Região, onde a médica perita havia ofendido a segurada de 83 anos de idade, exposta a situação vexatória, na presença de várias pessoas, que comparou ela a um “caminhão velho”, sendo aquela condenada solidariamente com o INSS à indenização no valor de R$ 10.000,00 à segurada A.P.O.

É improvável reconhecer no país outra instituição que afronte tantos direitos humanos fundamentais como o INSS, álamo para procedimentos humilhantes e vexatórios, muitos deles que acarretam também na falência econômica de diversos segurados e seus dependentes. Tais ilícitos refletem-se nos tribunais, visto que a Autarquia Previdenciária é a maior litigante do Brasil, a frente de bancos ou empresas de telefonia. As melhorias no atendimento e perícias têm ocorrido em doses homeopáticas e as punições são pontuais, sendo que neste contexto por muitos anos ainda veremos no seio das agências do INSS, algo muito próximo aos campos de concentração mais tenebrosos.

Informações para a Imprensa:

Guilherme Pessoa Franco de Camargo é advogado do escritório Franco de Camargo & Advogados Associados, atuante nas áreas de Direito Empresarial e Previdenciário em Campinas e região.

Tel.: (19)3383-3279
www.francodecamargo.com.br
e-mail: guilherme@francodecamargo.com.br

BRASIL, PAÍS DA MALANDRAGEM: GESTANTES QUEREM LUXO MAS NÃO ACEITAM PAGAR O PREÇO POR ISSO.

Reportagem de domingo da Folha assusta: Gestantes seria obrigadas pelos planos a fazer cesáreas. Ao ler a manchete (de tão chocante, já trocada no site) não há como não sentir uma repulsa.

Mas é aquela história, vamos aos "laudos"...



Logo a história fica esclarecida: A pessoa contrata um plano de saúde. Lá no plano está escrito: Para hospitais A, B e C (tidos como "luxuosos" ou de "elite") o plano só paga partos pré-agendados. Para partos não-marcados, existe a cobertura 24h oferecida pela rede própria do plano.

Não há negligência do plano, existe desinformação e esperteza do usuário. Esse tipo de informação é muito fácil de se descobrir na contratação do plano ("Quero fazer parto normal, posso usar o hospital das estrelas?").

Não perguntam. Como sempre, deixam tudo para a última hora. Ai se deslumbram vendo na TV a Gisele Bundchen tendo parto em piscina, banheira, etc, e querem reproduzir o consumo que a TV vende.

Só que na hora descobrem que no hospital de luxo, só marcado. Para esperar o trabalho de parto, que é imprevisível, é a rede própria do plano, que não tem o hospital de elite.

Por que isso? Discriminação? Sò um imbecil para dizer isso. O motivo é $$$. Um parto pré-agendado tem hora pra começar, terminar, tempo de duração de procedimentos e quarto. O preço é mais ou menos fixo e pode ser custeado pelo plano quando negocia no atacado.

Já o parto dito "normal" não tem hora pra começar nem para terminar, pode fazer o médico ficar parado por horas ou dias a fio, imobilizar quarto, sala e equipe. O custo é muito maior, imprevisível e não pode ser negociado por pacote.

Por isso que o plano até paga o parto no hospital de elite, desde que esteja no pacote. Não há dinheiro para fazer a pessoa ficar horas e horas a fio segurando uma equipe enquanto o parto natural se desenvolve.

Quer dizer, dinheiro há. Mas ai o preço do plano da classe média, que quer bancar a top model, iria subir bastante.

Para darmos uma idéia: Estudos mostram que a menos de 500 reais por vida, um plano não se sustenta. Se vendem planos a menos que isso é porque em algum lugar a empresa está tirando custo, normalmente às custas do SUS ou de pacotes por "atacado". Um plano de saúde que cobre hospital de elite para parto eletivo não sai por menos de 400 reais por mês, na média. Se for via empresa, só planos para funcionários "top" cobrem isso.

Se a pessoa optasse por um plano que cubra qualquer tipo de parto em um hospital de elite, o valor de sua mensalidade saltaria de 400 (média) reais para pelo menos 1.500 reais (média), preço dos planos TOP sem intermediação de empresas. Ou seja, quase 4x mais.

Agora vamos perguntar para as indignadas da matéria da Folha se elas topam pagar 4x mais para ter parto na banheira do hospital de elite? (Risos) Claro que não.

Ai vem a esperteza: A primeira é usar a Justiça com argumentos pseudo-sociais para transformar o peticionante em um retardado coitado que não entendeu nada e a empresa em vilã como culpada por ser sórdida e enganadora, como se a pessoa assinasse um contrato sem ler o que está escrito nele.

A segunda é com conluio do médico: Fraudar a Data Prevista do Parto para fazer com que a pessoa possa entrar em trabalho de parto antes da data da guia e com isso burlar o sistema. Recomendo às auditorias de planos que façam pente fino em todos os casos onde a gestante deu entrada em trabalho de parto antes da data da guia. O médico que colabora com isso comete fraude e deve com razão ser expulso do plano e processado pelo mesmo, junto com a cliente.

Por que? Pois esse tipo de fraude prejudica a todos, pois vocês acham que a empresa de saúde vai tomar prejuízo? Claro que não. Ela incorpora o "custo Brasil" no valor da mensalidade e pagamos hoje em dia até 30% mais caro em um plano do que ele deveria custar por causa desse tipo de gracinha. Não duvidem: Os chefes dos planos não vão suar um minuto por causa disso. Apenas incorporam o prejuízo no custo geral e pronto.

Esse é o Brasil do Estado Babá: Todos querem o luxo, mas ninguém quer pagar. Se lembram da história do obstetra do Neymar? É a mesma coisa: Querem o "parto normal" mas se recusam a cair na mão do obstetra de plantão. Queriam o mesmo "médico" o tempo todo, mas sem pagar a ele as horas a mais de espera. Obviamente não conseguiram, apesar do histerismo astucioso promovido, como agora.

Na prática, os planos estão ficando sem obstetras. A maioria agora só atende consulta, não parto. Graças, em parte, às espertas gestantes militantes do Brasil, que pelo menos em uma coisa se assemelham com as operadoras que tanto criticam: Nenhuma delas quer pagar nada pro médico.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

DE ONDE VEM A PRESSÃO CONTRA O TURNO ESTENDIDO

Já citamos aqui a luta que alguns setores do INSS, como exemplo a PFE e a DIRAT, estão empregando pelo fim da jornada estendida através da radicalização da interpretação da resolução 264 para tirar os servidores das 6h uma vez que a tabelinha com o MPF deu errado.

Obviamente esses diretores não fariam isso sozinhos. Existe um grande apoio da área meio que insufla esses dirigentes a fazer o que estão fazendo.

Recentemente em reunião com gerente-executivo de uma famosíssima cidade litorânea brasileira, cheia de encantos mil, várias gerentes de APS sairam comemorando dando como "certeza" o retorno de todos os servidores para as 8h.

O motivo de tanta euforia seria, na palavra de uma delas, que em primeiro lugar não era justo elas ficarem 8h e os outros servidores apenas 6h e em segundo lugar que com o retorno às 8h elas não iam mais ter que ir para o balcão atender segurado no fim de expediente da APS.

Portanto, colegas servidores, saibam que não é apenas a PFE e a DIRAT que estão tensionando pelo fim da jornada estendida. Estão com o apoio de milhares de chefetes e gerentes Brasil afora, que entre lutar para terem mais direitos (ambição), lutam para todos voltarem à lama (inveja).

Isso apenas comprova o que este blog já vinha avisando, da pressão oculta de chefetes de APS e gerentes-executivos pelo fim das 6h. Obviamente, nem todos são lunáticos assim, alguns gerentes estão muito preocupados com o fim das 6h e o impacto que isso terá, mas são a minoria.

Sem efetivar as 20 horas Prometidas e Sem criar novos atrativos, o exonerômero promete Bombar em Breve

Ministro anuncia nomeação de peritos
Publicado em Concursos & Empregos
Segunda, 01 Abril 2013 19:18


O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, anunciou há pouco no microblog Twitter, que em maio serão nomeados os novos médicos peritos, aprovados em concurso. Dessa forma ele responde a uma série de críticas segundo as quais há uma deficiência muito grande de pessoal nesta área. 

Em consequência, filas de esperam de usuários da previdência para as perícias médicas. Já a nomeação de 1.500 técnicos da Previdência Social, segundo o ministro, foi autorizada pela presidente Dilma Rousseff e encaminhada ao Diário Oficial da União. 

Em outra notícia, desta vez divulgada na semana passada, a Previdência vai divulgar até maio o concurso para contratar analistas do INSS, função que exigirá nível superior. Serão 500 vagas destinadas a todo o País. O concurso vai ocorrer ainda este ano. O ok foi dado pelo Ministério do Planejamento. O edital está em fase de preparação, informou o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, à imprensa. 

Os novos contratados atuarão nos postos a serem construídos pelo plano de expansão da Previdência. 

No último concurso realizado, foram 1.875 vagas sendo 375 para perito médico e 1,5 mil para técnico do INSS. A convocação dos aprovados desta seleção está e mandamento.

MEDICINA DOMINADA PELO ESTADO

01/04/2013 15h59 - Atualizado em 01/04/2013 18h07

Governo lança programa para diminuir erros médicos
10% dos pacientes no Brasil são vítimas de falhas, indica estudo.
Hospitais que não criarem núcleo de segurança serão fechados, diz ministro.

"De acordo com o ministro da Saúde, os núcleos deverão fazer monitoramento constante das práticas médicas. O hospital que não instalar o núcleo poderá ser fechado. “Todos os hospitais terão como principal sanção a cassação de seu alvará de funcionamento, caso não tenha o Núcleo de Segurança do Paciente”, afirmou Padilha. Segundo ele, alguns hospitais já possuem profissionais atuando nesse tipo de serviço, enquanto outros deverão fazer remanejamentos ou novas contratações para atuação na área."

Leia impressionante íntegra:

SOB PRESSÃO - MAIS UM CASO ONDE POLÍTICOS QUEREM NA MARRA FORÇAR PERITOS A LIBERAR GERAL.

INSS promete examinar reclamações sobre perícias
Intenção é reduzir o número de perícias que são negadas aos trabalhadores

Últimas do contai

Em torno de 600 perícias médicas estão sendo realizadas por mês em Vacaria, sendo que destas, aproximadamente 40% são indeferidas pelos peritos. Os integrantes da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador estiveram reunidos com representantes do INSS para tratar do assunto.

O coordenador da comissão Sérgio Poletto destaca que o percentual de trabalhadores que não conseguem obter o benefício mesmo não tendo condições de desempenhar as funções é muito grande. Alguns encaminhamentos foram acertados como o encaminhamentos das denúncias a ouvidoria do INSS.

O gerente executivo substituto da regional do INSS José Carlos de Oliveira explica que será necessário protocolar as reclamações dos trabalhadores que precisam de perícias e encontram dificuldades.

Postado 01/04/2013 às 09:10 por Aldoir Santos.

Nota do BLOG: E qual seria o percentual que o coordenador acha que é razoável? Ora, se a pessoa não tem condições de desempenhar as funções, esse percentual deveria ser ZERO, não? Se está incapaz e é filiado e está em dia ao RGPS, tem direito ao benefício. Por isso volto a perguntar: Que diabos de percentual é esse e de onde o coordenador se baseia pra proferir tamanha besteira?

Ou será que a verdade não é bem essa? Apenas para lembrar, a média nacional de indeferimentos do INSS para o auxílio-doença é de 30%, uma das menores do planeta. A Justiça, quando acionada, referenda a decisão do perito em 90% das vezes (quando há assistência técnica do perito na lide).

IGNORÂNCIA ATIVA

Auxílio-doença é para quem está doente e enquanto estiver doente faz jus ao benefício, afirma "ESPECIALISTA" em direito previdenciário...

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=7CpoN71KkRs

Novas Convocações amanhã

EFEITO PÓS-REVOGAÇÃO DO MEMO 42

INSS - 01/04/2013 11h48
Atualizado em 01/04/2013 11h51

Diminui a demora da perícia médica em Novo Hamburgo
Em março espera caiu para oito dias no Município
Gustavo Henemann

Novo Hamburgo- Demora na realização das perícias médicas para obtenção do auxílio doença, é uma das maiores queixas dos trabalhadores brasileiros. Mas essa não é a realidade que vive a gerência executiva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Novo Hamburgo. Apesar de nos primeiros meses do ano o agendamento de perícias terem demorado em média 33 dias em janeiro, e 22 dias em fevereiro, devido ao período de férias de muitos peritos, no mês março a espera é de até 8 dias.

De acordo com o chefe do Serviço da Saúde do Trabalhador da gerência hamburguense, Felipe Lagranha, nada impede que o segurado consiga uma vaga de perícia até para o próprio dia de solicitação - neste caso, para o segurado que procura o agendamento na própria agência. “Nossa demanda está adequada. Como posso ter agenda de um dia para o outro, às vezes pode demorar um pouco mais, porque essas vagas são preenchidas rapidamente”, garantiu. Enquanto Novo Hamburgo apresenta esse resultado, outras cidades da região têm problemas nos prazos.

Dados atuais da Previdência Social apontam que em Canoas os segurados marcam as perícias para até 62 dias, já em Porto Alegre esse número cai para até 48 dias, por exemplo.
http://www.jornaldegramado.com.br/novo-hamburgo/447066/diminui-a-demora-da-pericia-medica-em-novo-hamburgo.html

Reabilitação em Foco

Análise: Com atenção à reabilitação, INSS reduziria despesas
Folha.com - São Paulo/SP - MERCADO - 01/04/2013 - 03:00:00

Editorial de Arte/Folhapress

Desde 2000 os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com benefícios previdenciários crescem quase 7,5% ao ano, chegando a R$ 320,6 bilhões em 2012, considerando segurados urbanos e rurais.

O aumento da população formal empregada, e a consequente filiação à Previdência, deve fazer a métrica continuar, já que segurados do INSS se aposentam, deixam pensão a dependentes após a morte e recebem benefícios por incapacidade em caso de doença ou acidente que os afastem do emprego por mais de 15 dias consecutivos.

A falta de uma política de reabilitação profissional para afastados por incapacidade corrobora esse cenário.

A regra diz que quem recebe benefício por incapacidade --aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e auxílio-acidente-- deve passar por consulta médica de tempos em tempos para checar sua capacidade laborativa.

É o apelidado "censo da invalidez", que não é feito com os aposentados por falta de estrutura, inclusive pessoal, e que deveria avaliar a possibilidade de encaminhar o segurado à reabilitação.

O site da Previdência informa que a reabilitação deve oferecer "meios de reeducação ou readaptação profissional" para o segurado afastado retornar à atividade.

De 2009 a 2011 (último dado disponível), entretanto, só pouco mais de 168 mil segurados passaram por triagem. Desses, quase 17 mil tiveram o benefício cortado e voltaram ao trabalho; e 53.672 tiveram alta após reabilitação.

O INSS gastou R$ 34 milhões com essas reabilitações. Pouco, considerando que na média o custo anual com os segurados seria maior.

No final, 40% desses afastados tiveram o benefício cancelado por estarem aptos a retornar ao trabalho.

A reabilitação, porém, não chegou a 1,35% dos 5 milhões de benefícios por incapacidade pagos pelo INSS no período, dos quais 3,25 milhões de aposentadorias por invalidez.
Os gastos totais com esses benefícios por incapacidade foram de R$ 4,464 bilhões nesses três anos, ou 19% da folha de pagamento do INSS.

AUTOESTIMA

Os números mostram o tamanho do problema e como a reabilitação pode reduzir os gastos do instituto. De quebra, podem ajudar o trabalhador a recuperar a autoestima e aumentar seu rendimento na volta ao mercado, já que os benefícios estão limitados ao teto (hoje em R$ 4.159).

Faz falta, portanto, uma política efetiva que ofereça ao segurado um processo de reabilitação que possibilite sua reinserção no mercado. Há projetos-piloto em andamento, mas não há previsão de implementação.

Desde o começo de março a reportagem solicita ao Ministério da Previdência o número de projetos-piloto no país; quando irá tornar a reabilitação efetiva; se há previsão para o "censo da invalidez" e se há previsão de quanto deverá ser a economia para os cofres públicos quando o "censo" entrar em vigor.

Também foram pedidos dados de 2012 (o Portal da Transparência informa que foram gastos R$ 13 milhões em reabilitação). A pasta informou que não poderia responder. O deficit em 2012 foi de R$ 40,3 bi. E 2013 começou com um rombo de R$ 6,2 bi.

Desde 2000 os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com benefícios previdenciários crescem quase 7,5% ao ano, chegando a R$ 320,6 bilhões em 2012, considerando segurados urbanos e rurais.

ILEGALIDADE PERSISTE NO RIO DE JANEIRO

Este blog denunciou há 3 meses um esquema de privilégios na GEX Rio Centro que envolvia a cessão ilegal de colegas para um "núcleo médico fantasma" dentro da subprocuradoria do INSS no Rio de Janeiro, sem portaria de cessão, sem autorização legal, uma vez que o núcleo inexiste no regimento interno do INSS.

O INSS devolveu os peritos, incluindo a chefe, para as APS, mas o movimento para devolvê-los à sombra está a toda nos bastidores da casa. O que chama  a atenção é que a dita chefe do núcleo fantasma, sem ninguém saber, recebia FUNÇÃO GRATIFICADA (FG-001) de "chefe de setor", ao arrepio da Lei, pois o setor que chefiava não existia legalmente e, pior, segundo a Lei, essas funções gratificadas são exclusivas dos servidores de carreira do órgão onde estão lotados. Como a subprocuradoria por definição regimental só pode ser ocupada por servidores dos cargos da AGU, Lei complementar 73/93, uma perita médica ser CHEFE DE SETOR COM FUNÇÃO GRATIFICADA dentro da subprocuradoria, em tese, parece no mínimo irregular.

Sabendo então que o setor não existe, fica pior ainda. E a situação só se agrava ao descobrirmos que a referida colega possui um segundo vínculo público em hospital federal no Rio. Este vínculo, em tese, é constitucional, mas o problema é que sendo FG no INSS, essa função exige plena disponibilidade de horários para a autarquia. Como ela vai dar essa disponibilidade no meio do seu plantão no hospital?

E para fechar o ciclo, mesmo devolvida à APS, ela continua recebendo a função gratificada, que deveria ter sido suspensa. Tanto a Procuradoria local como a PFE em Brasília estão sabendo desse caso. O procurador-chefe Stefanutto já foi avisado mais de uma vez do problema. E até agora, nada foi feito.

O mais revoltante é que para quem não é amigo do Rei, os descontos vem de guilhotinada, sem aviso prévio, sem pedir licença, as vezes cobrando anos e anos de supostos pagamentos indevidos. Mas a amiga do Rei consegue ganhar 15.000,00 reais por mês com FG em área onde não podia ser chefe, em núcleo inexistente legalmente, e mantém o rendimento mesmo devolvida à APS.


NÃO GOSTOU

Colegas da DIRSAT ligadas à gerência do Rio de Janeiro não engoliram até hoje matérias que expunham aos colegas privilégios indevidos e demais abusos que estavam em andamento na cidade maravilhosa. Aproveitando o vácuo temporário de poder, estão fazendo lobby para o INSS bloquear o perito.med nos computadores da autarquia, mostrando o quão democráticas são bem como o grupo que dizem representar. 

Relembre aqui as matérias:
http://www.perito.med.br/2012/12/gex-rio-de-janeiro-centro-retrato-do.html
http://www.perito.med.br/2012/12/peritos-do-rio-suor-que-provoca-arrepio.html
http://www.perito.med.br/2013/01/mais-um-escandalo-da-gex-rio-medico-que.html
http://www.perito.med.br/2012/11/achamos-alguns-dos-peritos-sumidos-do.html

O fato é que enquanto uma pequena casta de colegas se cercou de toda a sorte de privilégios, a maioria dos colegas cariocas são submetidos a condições desumanas de trabalho. Não concordamos com isso, isso não é correto.

domingo, 31 de março de 2013

Eis uma Alternativa às Pílulas Catalépticas da Dona Conceição do INSSANO Movies

Gerente Executiva de São Paulo Leste contrata profissional que se diz: ilusionista, hipnólogo (Veja vídeo) e "palestrante comportamental" para evento com os servidores do INSS da Gerência. Diz o que o dia da palestra foi "Uma mágica muito grande" (Juro que não entendi) e que tocou "o coração de cada servidor" (os Peritos Medicos são servidores, foram convidados?). Também que o Ilusionista e Hipnólogo fez os servidores entenderem qual o papel deles na instituição (Iludir ou ser iludido?);
http://youtu.be/ikO7UC8605g (Depoimento/Propaganda da Gerente)

Currículo do Palestrante
"Rafael Baltresca
Sou palestrante comportamental, hipnólogo e ilusionista. Atuação no Brasil, Argentina, Uruguai, Peru, Colômbia, Venezuela, Chile, Portugal e Estados Unidos. "
http://www.youtube.com/user/baltresca (Página do Palestrante)