segunda-feira, 28 de julho de 2014

INSS SEGUE COM FALTA CRÔNICA DE PERITOS MÉDICOS - CASO GRAVE DE OLIGOPERITOSE CRÔNICA

Edição do dia 26/07/2014
26/07/2014 13h58 - Atualizado em 26/07/2014 15h41

Falta de médicos peritos faz aumentar a espera por perícia médica no INSS

O INSS admite que precisa de dois mil peritos a mais para o serviço.
O último concurso para o cargo foi realizado há três anos.

Alessandro Torres
Fortaleza, CE



Os brasileiros tem que esperar até três meses para agendar a perícia médica e conseguir um benefício do INSS. O INSS admite que precisaria de quase dois mil peritos a mais para dar conta do serviço.

A agricultora Antônia Correia Sousa vem perdendo os movimentos dos braços e pernas e não pode mais trabalhar. "Eu vou para o roçado, mas como é que trabalha? Quando eu chego lá, não posso apanhar feijão porque é com a mão que eu apanho, e não dá".

Ela teve que esperar três meses para começar a receber o auxílio doença do INSS. "Esses agendamentos eram feitos e atendidos dentro do mesmo mês. Agora é feito o agendamento e passa dois, três meses até para serem atendidos esses trabalhadores", conta Alfredo Paz, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Canindé.

O problema é que faltam peritos no Brasil. O último concurso para o cargo foi realizado há três anos, quando 516 médicos foram contratados. Só que neste período o número de peritos que deixaram de trabalhar por aposentadoria, morte ou exoneração foi quase o triplo: 1.411.

Atualmente o país tem 4.105 peritos médicos. De acordo com o INSS, seriam necessários quase seis mil para atender a demanda.

Essa a falta de médicos impõe uma dificuldade financeira no momento em que a pessoa mais precisa de dinheiro. "Quando você está com saúde, você vai planejando sua dívida, seus pagamentos. Na hora que você adoece, além de você ficar parado, você aumenta sua despesa", lembra o sindicalista Josué Cândido, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Russas.

A agricultora Maria de Abreu Melo esperou dois meses pelo atendimento. Ficou mais de três horas na agência do INSS e saiu de lá ainda mais aflita. Mesmo com sequelas de uma tuberculose, o benefício foi negado. O médico entendeu que ela pode sim trabalhar, e agora dona Maria vai ter que esperar mais dois meses por uma nova perícia. "Já gastei R$ 800, pedindo emprestado. Tem que fazer consulta médica, tem que pagar exame. Estou esperando esse resultado daqui para poder pagar as pessoas".

Aumento de 300% de Benefícios por Depressão no Piauí

PERITO MÉDICO NÃO PRECISA SER ESPECIALISTA

Médicos do INSS podem dar parecer sobre incapacidade laboral para qualquer área

Advocacia-Geral da União afastou ação de entidade, em Uberlândia (MG), que queria obrigar a autarquia reavaliar todos os requerimentos de benefícios

por Portal BrasilPublicado: 25/07/2014 12:17Última modificação: 25/07/2014 12:17



A Advocacia-Geral da União (AGU) em Uberlândia (MG) comprovou, na Justiça, que médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem dar parecer sobre incapacidade laboral para fins previdenciários em qualquer área médica.

A Associação dos Renais Crônicos Doadores e Transplantados de Uberlândia ajuizou Ação Civil Pública para que o INSS refizesse análise dos pedidos de benefícios apresentados por pacientes renais, mediante a realização de novas perícias por médicos nefrologistas, alegando que os peritos não poderiam emitir parecer para isso.

A Justiça de Uberlândia acolheu tese dos procuradores e afastou ação de uma entidade que queria obrigar a autarquia reavaliar todos os requerimentos de benefícios.

Em defesa do INSS, os procuradores federais argumentaram não haver qualquer razão jurídica ou justificativa técnica para a nomeação de nefrologista para efetuar perícia em requerimentos de benefícios previdenciários por incapacidade. Segundo eles, não seria suficiente a mera alegação da entidade quanto a existência de doença renal em atestados emitidos por médicos particulares.

Além disso, a AGU destacou que os peritos médicos têm competência exclusiva para emissão de parecer conclusivo quanto à incapacidade laboral. A Lei nº 10.876/2004, que regula as carreiras do INSS, não exige qualquer conclusão de residência médica ou especialização em determinada área médica para a posse e o exercício do aludido cargo. Para o cargo é preciso apenas a aprovação em concurso público e a habilitação do candidato em Medicina. Por isso, não haveria razão para realizar as perícias com especialistas de cada patologia examinada.

A 1ª Vara da Subseção Judiciária de Uberlândia acolheu a tese defendida pela AGU e julgou improcedente o pedido da associação. A decisão reconheceu que "em relação às perícias judiciais, a jurisprudência consolidou-se no sentido de que não é necessário que o exame seja realizado por médico especialista na área médica da patologia que acomete a parte. Esse mesmo entendimento deve ser aplicado em relação às perícias realizadas no âmbito do INSS".

Fonte:

BOMBA!! EXCLUSIVO: PERITO.MED TEM ACESSO Á VERDADEIRA "MINUTA" DA CARREIRA. JAMAIS FORAM 20H. INSS RECONHECE DEGRADAÇÃO DA CARREIRA E PEDE 30H. EXONERÔMETRO É RATIFICADO PELO MPS.

Está engavetado há quase um ano nos arquivos da SEGEP/MPOG (onde trabalha atualmente a esposa do Comissário Gabas) o processo 03100.001880/2013-24 oriundo do MPS e que versa sobre a proposta oficial do Ministério da Previdência Social para a reestruturação da carreira do perito médico previdenciário, conhecida entre os peritos como a "minuta" da carreira, por causa das promessas feitas pelo então candidato à presidente da ANMP, Jarbas Simas, de que viriam as 20h e ele inclusive teria visto essa minuta com esse teor (clique aqui). Achamos que o nobre colega vai precisar trocar os óculos.

Cansados de verem a ANMP brincar de sapo no pântano (só comendo mosca), colaboradores do blog foram à caça e descobriram a existência da minuta de reestruturação proposta pelo MPS e protocolada junto ao MPOG em novembro de 2013.

Resumidamente, o MPS faz as seguintes ponderações:

1) A carreira é essencial para as atividades do MPS e do INSS.
2) A carreira está defasada salarialmente.
3) O MPS não consegue repor os quadros e/ou fixar os peritos.
4) Aumento de demanda por novos serviços e aumento de contribuintes enseja mais peritos que em 2007.
5) O represamento gerado pela falta de peritos custa muito ao MPS.

Fazendo esse diagnóstico, na verdade já feito por este blog desde 2010, o MPS propõe a seguinte reestruturação da carreira:

A) Carreira de 30h sem redução salarial
B) Redução do peso da GDAPMP dos atuais 50% para 15% do salário total.
C) Reposição automática dos quadros

Esta proposta está na gaveta do MPOG desde novembro de 2013. Por isso fica ainda mais incompreensível, beirando à má fé, as justificativas absurdamente mentirosas que o próprio MPOG fez à Presidência da República para justificar o veto às 30h.

Leia aqui as justificativas absurdas do MPOG para o veto (clique aqui).

Como que o MPOG alega, por exemplo, que as 30h vão impactar na redução de perícias, se o próprio MPS informa ao MPOG que a redução para 30h NÃO CAUSARÁ impacto nas agendas médicas? 

Em relação á dificuldade de fixação de peritos, o MPS mostra com gráficos como que a carreira está desestimulante:


 Gráfico 7 (da minuta) - De todas as carreiras médicas federais ou similares à da perícia médica, o perito médico do INSS é o que tem a MENOR REMUNERAÇÃO FINAL (em amarelo à direita). Da esquerda para a direita: Delegado da PF, Auditor Fiscal do Trabalho, Médico IBAMA, Médico IPEA (* detalhe, esse é 20h) e Médico SUFRAMA.


Gráfico 6 (da minuta) - Remunerações iniciais de algumas carreiras de médicos (40h semanais) incluindo prefeituras e estados . A do Perito Médico do INSS é a pior de todas

Em relação ao exonerômetro, ao contrário do que alguns pelegos tentam dizer, a evasão da carreira foi comprovada pelo INSS que ratifica os números que o perito.med apresenta. O MPS informa ao MPOG que tínhamos 5.245 peritos em 2007 e éramos 4.849 peritos em 2013. Nesse periodo o INSS deu posse a 2.003 peritos novos. Mesmo assim teve uma queda de 396 peritos. Ou seja, Somando os 2.003 novos empossados mais os 396 que faltam para empatar com os números de 2007, temos 2.403 exonerações / aposentadorias desde 2007. O INSS aponta que os últimos anos representa a maior parte das saídas, muitas por aposentadoria a partir de 2012. Os números do blog estão desatualizados mas iremos atualizar em breve.


Gráficos retirados da minuta provam que o blog sempre esteve certo. A carreira está se esfacelando e só não colapsou ainda porque o governo vem enxugando gelo dando posse em média a 400 novos cargos por ano desde 2008. Ou seja, o INSS precisa nomear mais que UM PERITO POR DIA para apenas estancar a sangria da perda de cargos. Enquanto isso demanda do INSS cresce e a fila vai junto.

Quem disse tudo isso ai acima não fui eu, é o MPS e o INSS. Está com a assinatura do Gabas, Lindolfo e carneiro. Mas este blog já disse tudo isso ai acima descrito, nos últimos 4 anos.

O projeto está parado no MPOG. O INSS, mesmo sabendo que o problema é a carreira estagnada, ao invés de pressionar politicamente, prefere a saída mais fácil da terceirização ilegal e criminosa, que vai aumentar ainda mais a estagnação e a crise.

Credenciar peritos lembra o náufrago que está com sede e começa a beber a água do mar. 

Obviamente que não é possível o MPOG ter nas mãos esses dados e, pouco tempo depois, mandar documento mentiroso para a Presidência da República justificando um veto que é justamente uma das medidas que o próprio INSS pede como reforma urgente. 

Como estamos desconfiados que existe sim uma intenção em boicotar a carreira e não sabemos até onde que essa minuta está sendo mesmo "defendida" pelo INSS, iremos protocolar uma representação ao Ministério Público Federal para que apure as responsabilidades do governo na gestão de uma área tão essencial ao povo brasileiro e tão negligenciada pelo governo.

Clique aqui para ler o documento de inteiro teor da minuta da reestruturação da carreira: (Clique aqui).

Enquanto vocês lêem o documento, vejam de novo esse vídeo, vejam quem está levantando os documentos, quem está de fato trabalhando, quem está esclarecendo as coisas e quem está apenas de papinho e promessas vazias... reflitam.... 


Já somos o menor salário médico federal. Em 2007 éramos o maior. Em 7 anos já somos o menor. Nessa toada, em 10 anos nossos salários serão inferiores a de técnicos de enfermagem federal. É assim que pretendemos aposentar?

Vamos continuar parados, sossegados, mantendo a atual "linha" de comando nos nossos representantes até quando?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A VERDADE SE REVELA: FOI O PRÓPRIO INSS QUE PEDIU À JUSTIÇA O CREDENCIAMENTO DE PERITOS. MAS A PRÓPRIA JUSTIÇA JÁ REVOGOU ESTA AUTORIZAÇÃO. RESOLUÇÃO 430 É ABSOLUTAMENTE ILEGAL.

Analisando a ação civil pública em Santa Catarina e seus desdobramentos, está escrito em um dos pedidos de agravo de instrumento que foi o INSS que solicitou ao Judiciário o retorno do credenciamento, em um verdadeiro ato de atuação contra o próprio interesse público (já que existe lei definindo que a carreira é exclusivamente pública) e revelando a mentira do discurso do Presidente Lindolfo, que sempre negou ter sido "vontade" do INSS credenciar e que só fariam isso por "obrigação judicial".

Voltando no tempo, a permissão ao qual o INSS se refere na Resolução 430 para tentar justificar o credenciamento indiscriminado de peritos é o Agravo de Instrumento proferido pelo desembargador Rogério Favrato do TRF-4 a pedido do MPF-SC em ACP movida naquele Estado que pedia benefício sem perícia em caso de demora de marcação.


A decisão na época foi polêmica pois foi extra-petita, uma vez que não era isso que o MPF pedia. O MPF pediu benefício automático, a primeira instância negou a antecipação de tutela, o MPF pediu o agravo ao TRF e este desembargador, ex-membro de administrações petistas antes de ser nomeado Juiz, decidiu por algo que o MPF não havia pedido, ou seja: credenciar peritos.

Mesmo assim, a decisão era restrita a SC, mas o INSS editou a resolução 280 e a expandiu por "entendimento próprio" a todo o país. Na época o Sindicato entrou com agravo mas sem sucesso.

Em setembro a ação foi julgada em primeira instância com vitória do MPF e com isso derrubou o agravo de instrumento extra-petita que autorizava terceirizações. Este fato foi confirmado pelo próprio Favreto conforme decisão abaixo:



Em novembro do ano passado o INSS agravou de novo o TRF para pedir revisão da decisão de primeira instancia E PARA PEDIR DE NOVO o credenciamento, o que em tese deveria ser objeto de apuração de responsabilidades pois a Lei determina que a carreira é pública e temos o próprio governo pedindo ao judiciário para terceirizar a carreira. Em novembro o já conhecido Favrato concedeu de novo o credenciamento, de novo restrito a Santa Catarina.

Clique aqui para ler o agravo solicitado pelo INSS onde consta o pedido da autarquia para REATIVAR o credenciamento de peritos e o deferimento do Desembargador Favrato.

Só que em maio desse ano em julgamento final o AI foi derrubado por perda de objeto, ou seja, nem essa SEGUNDA autorização de credenciamento vale mais.


Clique aqui para ler todo conteúdo.

Portanto, SMJ, não há nesse momento NENHUMA determinação judicial em vigor que autorize credenciamento, seja em SC ou no restante do país.

Por isso temos que:

1) O próprio INSS agiu contra o interesse público ao provocar o judiciário pedindo o credenciamento, onerando os cofres desnecessariamente uma vez que era sua obrigação cuidar da carreira e geri-la de maneira eficiente.

2) O próprio INSS sabe que a ação era válida apenas em SC (isso está escrito pelo Desembargador) mas de forma irresponsável a expandiu para todo o país.

3) O próprio INSS sabe que a ação de credenciamento expirou mas continua pagando terceirizados e, pior, reeditou resolução para prorrogar por mais DOIS ANOS em todo o país.

4) E isso tudo em pleno PERÍODO ELEITORAL.

Cada um tire as suas conclusões. As devidas ações legais já estão sendo feitas, mas ou a categoria acorda e se une e reage a isso ou em breve veremos nossa renda esfacelar e nossa aposentadoria virar lixo.

Dentro do espírito de união que este blog prega, disponibilizamos esse arrazoado para a ANMP analisar.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

CONSELHO DE MEDICINA SE PRONUNCIA - PARECER DE JUNTA DE RECURSOS SOBRE MATÉRIA MÉDICA SEM PARTICIPAÇÃO DE MÉDICO É ILEGAL E ILEGÍTIMO.

Há mais de ano o Sindicato dos Peritos e este blog vêm denunciando e combatendo a loucura que se abateu sobre as Juntas de Recurso da Previdência Social, que estimulados pelo seu Presidente, baseado em um parecer meramente opinativo, sem poder de lei, falho, impreciso e que indevidamente transfere à seara administrativa os mesmos poderes que a Lei confere aos Juizes de Direito, estão promovendo julgamentos de recursos de benefícios previdenciários que envolvem análise médica SEM a presença de médico assistente no julgamento e, pior, estimulando conselheiros leigos a, por conta própria, fazerem julgamento médico dos atestados apresentados tornando-os assim os próprios "peritos médicos" do caso analisado, em flagrante exercício ilegal da medicina além dos graves prejuízos ao erário público.

Já pegamos até mesmo casos onde conselheiro leigo usou a WIKIPÉDIA para desmerecer laudo médico pericial em detrimento de sua opinião "pessoal" sobre um caso, causando prejuízo ao INSS.

Tentamos todas as vias administrativas para reverter esse absurdo e trazer de volta os médicos para a Junta de Recursos, sem sucesso.

Agora o CREMERS se torna o primeiro Conselho de Medicina a dar balizamento ético e legal contra esse absurdo que vem ocorrendo no Ministério da Previdência Social que, sob o comando de um procurador federal (imaginem vocês), decidiu que médico não precisa participar de JRPS e que conselheiros leigos podem mudar opinião e parecer médico legal, que, por LEI, são pareceres CONCLUSIVOS, ou seja, encerram uma conclusão administrativa que precisa ser acatada pela administração, ao contrário do parecer OPINATIVO ao qual se baseia a loucura que reina na JRPS.

O parecer demolidor do CREMERS se encontra aqui. (Clique aqui).

Informamos que medidas legais estão sendo tomadas para reverter essa situação bem como responsabilizar todos os gestores e conselheiros leigos que resolveram brincar de medicina nos últimos meses.

Para saber mais:


Se você perito teve acesso a algum despacho ou acórdão de JRPS onde um Conselheiro MUDOU um parecer médico sem a participação de um médico, por favor mande para o email deste blog: peritomed@hotmail.com

MESMO PREJUÍZOS ANUAIS MILIONÁRIOS POR ERROS PRIMÁRIOS (E ATÉ BILIONÁRIOS COMO O ERRO DE 8 BILHÕES DE REAIS DO AUXÍLIO DOENÇA DE 2012) O INSS MANTÉM MESMO MODELO DE GESTÃO, HAJA INCOMPETÊNCIA!


INSS tem quase 500 mil aposentados com cadastro irregular, diz TCU 


DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA 19/07/2014 02h00

O INSS tem quase 500 mil aposentadorias com cadastro irregular, o que pode gerar prejuízos estimados em R$ 6 bilhões ao ano.

É o que aponta auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), aprovada na quarta-feira (16), que checou 12,5 milhões de benefícios por tempo de serviço e idade pagos pelo instituto de previdência do país.

A estimativa do tribunal é que se gastava, no ano em que foi feita a checagem (2013), cerca de R$ 12 bilhões por mês com esses pagamentos.

De acordo com o relatório, foram encontrados quase 1.200 pessoas que recebem duas aposentadorias de forma irregular. Esses pagamentos podem somar R$ 6 milhões ao ano de prejuízo, estima o TCU.

No restante das aposentadorias, o TCU aponta que há problemas no cadastro que podem sinalizar que o INSS está pagando benefícios duplicados ou a quem não tem direito.

Mas o relatório informa que não pode afirmar que o benefício é pago irregularmente nesses casos –que respondem por pagamentos mensais de R$ 450 milhões (R$ 6 bi ao ano)

IDADE

Segundo a auditoria, há 11,6 mil pessoas recebendo aposentadoria com a idade cadastrada incompatível com tipo de benefício recebido. Foram detectados também 12,3 mil cadastros em que o CPF ou NIT (número do INSS) são incompatíveis.

Em outros 43 mil benefícios, os dados do INSS são completamente divergentes dos que constam nos cadastros da Receita Federal.

O maior problema, contudo, está nos cadastros com dados errados ou incompletos. Há 415 mil beneficiários que recebem sem que haja em suas fichas idade, nome de mãe, nome completo entre outros dados.

O TCU reconhece que boa parte dos cadastros com suspeitas de irregularidades é antiga e que o INSS vem melhorando a coleta de informações nos últimos anos.

Mas determinou que o órgão reveja seus procedimentos de cadastro e revise os que estão irregulares.

O INSS, que recebeu pela Folha cópia do acórdão do TCU, informou que não foi comunicado oficialmente sobre o relatório. "Sem a análise do documento não podemos comentar agora o assunto", informa nota do órgão.

PROBLEMAS APONTADOS PELO TCU

- acumulação indevida de benefícios: 1.197 casos

- erro cadastral (ex: nome abreviados, CPF não informado): 415.356

- Uso do mesmo NIT (Número de Identificação do Trabalhador) ou CPF por pessoas diferentes: 12.332

- divergência entre cadastro do INSS e outros cadastros: 45.923

- aposentadorias com idade incompatível: 11.628

NÚMEROS

- As aposentadorias por idade e tempo de contribuição pagavam R$ 11,9 bilhões por mês em benefícios em 2013

- Segundo o TCU, as aposentadorias com problemas cadastrais somam R$ 5,9 bilhões/ano (cerca de R$ 450 milhões/mês)

- De acordo com o órgão, os problemas de cadastro abrem a possibilidade defraudes. Foram solicitadas correções ao INSS

Fonte: Folha de SP

ENTÃO NÃO ERA RISO, ERA GRITO?

ANMP solta nota apenas hoje, se dizendo "apunhalada pelas costas"...

Então não era riso, era grito??



quarta-feira, 23 de julho de 2014

EDITORIAL: QUANTO PIOR, PIOR.

A carreira de perito médico previdenciário foi obtida após muita luta dos antigos peritos médicos, massacrados com décadas de estagnação financeira e funcional e com apoio direto dos setores dito progressistas contrários à terceirização de atividades fim do Estado.

A frente parlamentar de Saúde foi muito importante, com os deputados Henrique Fontana, Jandira Feghali, Alice Portugal e Arlindo Chinaglia encampando a bandeira da ANMP que, só por isso e pela atuação do Procurador da República Luiz Francisco, conseguiu a vitória do Estado democrático sobre o modelo do governo liberal da época. 

O modelo se mostrou bem sucedido, embora a contra-gosto do governo Lula que, como o antecessor, não gosta de órgãos de controle que prejudiquem o coitadismo, base de seu populismo. O modelo desagradou também aos que viviam do caos previdenciário e da necessidade de pontes para vender favores no meio da dificuldade.

Desde sua consolidação em 2007 a carreira em sendo diuturnamente boicotada pelo próprio INSS e cada vez mais solapada, como se o critério rigoroso e balizado não fosse do interesse dos usuários do sistema. 

Colegas da época testemunham que era impossível desenvolver trabalho pericial enquanto o perito credenciado atuava comprometido apenas com o número maior possível de atendimentos pois desse número saia sua renda e preocupado somente em atender ao melhor interesse do "cliente" (lógica assistencialista), tratando o periciado como seu paciente, sem contar com o mínimo de segurança pessoal, sem relação formal com o Estado, sem risco de responder PAD e desconhecendo a expertise médico-pericial desenvolvida com longo treinamento e prática, além de desconhecer a legislação previdenciária. 

Já tivemos 73% das perícias feitas por credenciados em 2004, fato que levou os peritos à greve por absoluta impossibilidade de fazer um trabalho sério, literalmente enxugando o gelo sujo fabricado por muitos credenciados.

Dez anos depois, baseado em falsas premissas e fundamentação irregular, o INSS retoma o modelo de credenciamento que já se mostrou tão nocivo à previdência pública no passado. Desde já este blog recomenda aos peritos públicos que se declarem impedidos eticamente de avaliar qualquer requerimento/benefício oriundo de médicos credenciados, por não haver isenção na análise do caso.

Esta medida, além de ser uma pá de cal na carreira de Estado, infringe a Lei e tem viés eleitoral, abrindo a porta para milhares de concessões às vésperas do pleito, sobretudo por não haver licitação, mas apenas indicação, no preenchimento de vagas, feitas por agentes públicos nomeados pelo partido no poder. 

Mais um escândalo de proporções inssanas, além de provar que o atual governo é tão ou mais neoliberal que o antecessor.

BOMBA: INSS DECLARA GUERRA AOS PERITOS E AUTORIZA DE FORMA ILEGAL O RETORNO DOS CREDENCIADOS.

O Presidente do INSS declarou guerra aos peritos ao publicar ontem a Resolução INSS 430/2014 que regulamenta a volta do credenciamento de peritos em todo o Brasil.

Isso mesmo, leitores. Anos de esforço pela criação da carreira pública de Peritos Médicos estão soib ameaça direta de extinção por portaria ILEGAL e que afronta a Lei Eleitoral. assinada pelo Presidente do INSS, que ao arrepio do artigo segundo da Lei 10.876/04, determinou de forma administrativa o fim da exclusividade pública e o retorno ao período negro do credenciamento médico pericial que tantos males causou ao INSS e causa até hoje.

Ilegal pois a fundamentação para a resolução é peça de ficção científica mirim: Associa argumentos de “apoio moral” ao MPF associado a uma falsa crise no TMEA-PM e cita uma sentença judicial que não autoriza mais o INSS a credenciar peritos médicos.

Os argumentos de “compreensão” às ações do MPF são inaceitáveis pois o INSS não é subordinado administrativamente ao mesmo e como denunciado, deveria se defender e não “acatar” regiamente os ditâmes dos procuradores. Ao fazer isso o INSS praticamente diz que cabe ao MPF decidir como gerir o INSS. Que tal o Presidente Lindolfo então entregar seu cargo ao PGR?

A falsa crise no TMEA-PM: Usada para justificar a urgência, na verdade ela não existe nessa forma na maioria das gerências. Sim, o tempo está longe do ideal, porém mais de 90% das gerências passaram com folga no IMA-GDAPMP, cujo TMEA-PM é referencial (outro absurdo). As gerências com problemas já estão cobertas por ações civis públicas que obrigam o INSS a pagar benefícios em caso de tempo demorado para perícia. Portanto, não há emergência.

Por fim, a tal sentença judicial de SC, já largamente explicada aqui: Essa sentença jamais autorizou credenciamento nacional de peritos. O que houve, por curto tempo, foi uma decisão extra-petita, em sede de agravo de instrumento, contra decisão contrária em primeiro grau, de uma ação do MPF em SC contra o INSS que pedia pagamento antecipado de auxílio-doença em caso de atraso na fila. A primeira instância negou a liminar, o MPF recorreu à segunda instância e o desembargador decidiu dar algo não pedido pelo MPF (extra-petita), ou seja, não autorizou pagamento mas determinou terceirização local de peritos sob critérios bem rígidos e temporários. Só que a primeira instãncia posteriormente decidiu a favor do MPF e com isso caiu por perda de objeto o agravo de instrumento e a decisão judicial. Isso já foi explicado neste blog em outubro de 2013. Só que o INSS não apenas não revogou a resolução 280 (terceirização) como ainda manteve terceirizados sendo pagos conforme denúncias que recebemos.

Portanto, não há nenhuma decisão judicial que autorize o INSS a afrontar a Lei que determina que Perito é carreira pública exclusiva.

Por isso, a Resolução 430/2014 é claramente ILEGAL e nem precisa ser jurista para ver isso.

Por fim, fere a Lei Eleitoral pois irá permitir a contratação de pessoas (eleitores) que irão, sem nenhum compromisso formal de responsabilidade para com o Estado (não podem responder PAD, por exemplo), julgar concessão de benefícios financeiros a eleitores em potencial escala maciça em todo o Brasil, perto da eleição. 

A Lei eleitoral proíbe esse tipo de contratação expressamente:

Art. 73 - São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:
(...)
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
a) a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança;
b) a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República;
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo;
d) a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder Executivo;
e) a transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitenciários;
Mesmo que fosse possível enquadrar no item “d”, e não é pois não há emergência e o serviço está funcionado (mal, mas funciona), não houve prévia autorização do Chefe do Poder Executivo, no caso a Presidente Dilma. Por fim, se o chefe do Executivo declarar que a admissão de pessoal credenciado é necessária para a execução de serviços públicos essenciais, a nomeação ou contratação poderá ocorrer, mesmo dentro do período de vedação.

No entanto, conforme a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só podem ser considerados essenciais os serviços públicos cuja ausência possa gerar dano irreparável à sobrevivência, saúde ou segurança da população. Isso para evitar burla ao dispositivo legal, tachando-se de essencial todo e qualquer serviço público, com o fim de admitir novos servidores. Não é o caso pois além de ter mais de 4000 peritos, o INSS já era obrigado a PAGAR benefícios em localidades com tempo médio estourado, ou seja não se caracterizaria risco irreparável pois a obrigação de pagar sem perícia já existia.

Poderia escrever aqui um milhão de palavras de revolta, mas em resumo essa atitude se trata de:

Possível uso eleitoral do mecanismo de credenciamento, que será denunciado por este blog à Justiça Eleitoral tendo como denunciado o Ilmo. Presidente do INSS Lindolfo Sales. 

Tentativa clara de extermínio da carreira de perito médico 

Comprovação do boicote que estamos sofrendo de setores retrógrados do INSS que jamais tiveram interesse no fim do credenciamento em 2006 e desde então lutam para sabotar e destruir nossa carreira. 

Digno de nota que a ANMP não foi informada dessa ação drástica contra os peritos e que a resolução foi publicada no dia seguinte à da anunciada reunião da ANMP com o Ministro Garibaldi.

ONDE ESTÁ O SORRISO AGORA, DR. JARBAS?

Dr. Jarbas prometeu para ser eleito que sua amizade com Gabas seria a porta da salvação dos peritos, que ele havia lido a minuta das 20h e que não haveria credenciamento/terceirização de peritos.

Publicou até foto rindo com o Ministro Garibaldi e Gabas, para demonstrar afinidade.

20h foram pro espaço, 30h vetadas, tudo piorou e agora....

No dia em que anunciou que se reuniria com o mesmo ministro, o INSS anunciou o retorno do credenciamento de peritos.

Voltamos a perguntar: Estão rindo do que? http://www.perito.med.br/2013/03/estao-rindo-do-que.html

DIÁRIO DO PODER REPRODUZ DENÚNCIA DO PERITO.MED SOBRE PADILHA E LABOGEN

Coluna do Cláudio Humberto, publicada em mais de cem periódicos nacionais e lida por 10 em cada 10 políticos e agentes públicos comissionados do Brasil, publica hoje denúncia feita em março pelo perito.med sobre as traquinagens de Padilha e a Labogen para justificar a compra maciça de Viagra.

Na matéria (clique aqui) abordamos um ponto pouco falado nas investigações, que foi a pressa que o MS teve para validar e publicar um protocolo de diretrizes de tratamento que praticamente empurrava o médico do SUS para prescrição do remédio que seria fabricado pela Labogen. A qualidade técnica do protocolo bem como da recomendação desse remédio sempre foi amplamente contestada dentro do meio médico e somente após o escândalo soubemos o motivo de tanta ênfase nessa droga específica, o sildenafil (Viagra).

O Diário do Poder (blog do Cláudio Humberto) de hoje deu ampla repercussão à matéria.







A QUAL COLEGA MARIO SÓRIA SE REFERIA?

A postagem das brincadeiras do Diretor de Atendimento (DIRAT) Mário Sória, bombou no perito.med.

Entre a indignação de centenas de servidores e comentários ácidos, algumas perguntas ficaram no ar:

1) Como pode um servidor do INSS ter acesso ao Facebook se em tese o acesso é vedado? Consultamos o IP da postagem e ela partiu de dentro das hostes previdenciárias.

2) A qual colega Mário Sória se referia? Em se tratando de reuniões de diretoria, que varam a noite em Brasília, na época da postagem tínhamos um diretor de folga apenas: Sérgio Carneiro, da DIRSAT.

Bom, apenas uma constatação: Bastou sair a matéria no perito.med e a postagem foi apagada. Obrigado pela audiência, Diretor.

DEPRESSÃO

Números são surpreendentes - 22/07/2014 às 17h54
PIAUÍ: segurados por depressão cresceu 309% em 10 anos
INSS GASTOU MAIS DE R$ 2,3 MILHÕES com pagamento de benefícios em todo o estado



Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS mostram que a depressão é hoje uma das principais causas de afastamento de trabalhadores de suas funções. No Brasil, uma das consequências da doença é o aumento dos gastos da Previdência Social.

De acordo com números da Gerência Executiva do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, em Teresina, em dez anos, o número de benefícios concedidos a segurados que se licenciaram do trabalho e receberam benefícios previdenciários por causa de episódios depressivos aumentou em 309% no Piauí.

De 2003 até junho deste ano, somente no Piauí, o INSS concedeu mais de 2,9 mil benefícios a segurados vítimas de depressão. Deste total, 2.507 foram de auxílio-doença, 167 aposentadorias por invalidez, 117 amparos sociais, 131 auxílios-doença por acidente de trabalho. Também ocorreram nove aposentadorias por invalidez por acidente de trabalho em decorrência de episódios depressivos.


Ainda de acordo com o INSS, em 2003, 97 segurados receberam benefícios relacionados à depressão. E esse número não para de cresce. Somente este ano, já foram concedidos 153 benefícios a segurados com episódios depressivos.

Para pagar todos estes benefícios, o INSS gastou, só no Piauí, mais de R$ 2,3 nos últimos dez anos, o que equivale a uma média de R$ 200,3 mil por ano.


Para o gerente executivo do INSS em Teresina, Carlos Viana, as empresas e os órgãos públicos precisam ficar de olho nos sintomas da depressão em seus empregados e procurar manter um ambiente de trabalho saudável. (PRINCIPALMENTE O INSS)

“O ambiente de trabalho pode contribuir para o desencadeamento de um quadro depressivo. A competitividade, jornadas de trabalho extensas e a busca por melhor desempenho podem provocar a depressão, pois o indivíduo fica exposto a cenários estressantes e acaba perdendo a qualidade de vida”, diz Carlos Viana.


Fonte: Com informações da Assessoria
Publicado Por: Manoel José

terça-feira, 22 de julho de 2014

NÃO HÁ NADA QUE NÃO HAJA - EMPRESA DE ADESIVOS AUTOMOTIVOS TEM LANÇAMENTO


http://www.stickadesivos.com.br/preco-comprar/52333/nao-encoste-nao-e-inss#.U85dbvldV-0

Mulher espera benefício do INSS há 1 ano - TVB afiliada Record

Mulher espera benefício do INSS há 1 ano
Perito do INSS solicitou exame de ressonância magnética, mas ela tem direito negado em hospital

da redação da TVB Record Campinas

A dor de conviver com uma esclerose na bacia, artrose e osteoporose no joelho. A falta de um exame tem dificultado a vida de Eulinda Gomes, de 59 anos que precisa comprovar no INSS condições de voltar ao trabalho de auxiliar de limpeza por causa dos problemas de saúde. 

Apesar de Eulinda já ter apresentado dois laudos médicos comprovando as doenças que tem, o perito do INSS solicitou um exame de ressonância magnética. Sem condições de pagar por um teste particular, a mulher procurou um profissional na Unidade de Pronto Atendimento de Hortolândia. Mas, o médico que atendeu Eulinda simplesmente não concordou com a determinação do perito e disse a paciente que ela não precisaria do exame uma vez que os que ela já tinha, já bastaria para comprovar as doenças da mulher.

Sem saber o que fazer nesse "empurra-empurra" de responsabilidades,a paciente está aflita e precisa do auxílio para sobreviver. Veja na reportagem de Ana Paula Palazi.

Ver vídeo:

segunda-feira, 21 de julho de 2014

PERITOS PARAM NO RJ

Médicos peritos do INSS no Rio paralisam atividades por três dias

21/07/2014 14h23
Rio de Janeiro
Da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município do Rio de Janeiro decidiram paralisar suas atividades por três dias - de hoje (21) a quarta-feira (23). A decisão foi tomada em assembleia na semana passada, após uma greve de advertência de 24 horas. A categoria recebe salário-base de R$ 933, valor abaixo do piso da Federação Nacional dos Médicos que é R$ 10.900. Os médicos peritos cobram ainda a realização de concursos públicos para aumentar o número de profissionais, além de plano de cargos e salários, reajuste salarial imediato, condições de trabalho e pagamento emergencial de gratificação de R$ 4 mil, até a aprovação do plano de carreiras.

Atualmente, 33 médicos peritos atendem a todos os servidores do município e seus dependentes. De acordo com a última Pesquisa de Informações Básicas Municipais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município do Rio tem cerca de 100 mil servidores, cada um com cerca de três dependentes. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), Jorge Darze, a realização do concurso público é fundamental para garantir o atendimento satisfatório.

"O número de médicos é absolutamente insuficiente. Nós temos um parecer do Tribunal de Contas do Município com autorização para realização de novo concurso e a prefeitura não faz esse concurso. Enfim, é uma situação que demonstra negligência do governo municipal e que desrespeita esse setor estratégico que é a perícia médica. Na verdade a gente vem tentando negociar com a prefeitura uma solução, mas essa solução vem sendo adiada, vem sendo negada e a greve surge exatamente em função dessa realidade", afirmou.

O presidente do sindicato lembrou que muitos médicos deixam o cargo por causa da violência. "Esse problema da violência é tão grave que, ao longo dos últimos anos, três médicos peritos foram assassinados em função da precariedade de como o INSS trata a questão da segurança. Inúmeros casos diários de atos de violência são praticados contra esses profissionais peritos e é preciso que o INSS resolva essa questão".

Jorge Darze destaca a importância de o INSS lidar também com os casos de violência contra médicos peritos em todo país. "A justiça do Rio está obrigando o INSS e o sindicato dos médicos que façam um acordo e que nesse acordo estejam contemplados os itens que possam garantir a segurança desses profissionais e nós queremos que esse acordo além de ser firmado no Rio, possa ser estendido para todas as agências do Brasil, então nós vamos amanhã ao ministro para ver de que maneira esse acordo pode ser estendido para todas as agências do Brasil, já que esse é um problema que não ocorre somente no Rio", disse.

Darze disse também que a prefeitura deve apresentar uma proposta para categoria, mas até agora nenhuma proposta concreta foi apresentada. Segundo ele, a prefeitura já tentou a terceirização do setor, mas a categoria luta para que isso não aconteça.

"Parece que a prefeitura está se dispondo a apresentar uma proposta. Eu espero que agora durante essa paralisação, a prefeitura realmente apresente essa proposta. Eu tenho a impressão de que a posição do governo de fato não é de investir nesse setor e acredito que o governo esteja permitindo que esses servidores fiquem no quadro até a aposentadoria e depois privatizem esse setor que inclusive a lei proíbe. Nós é que não estamos permitindo que isso aconteça ", disse, acrescentando que a perícia tem uma função não só de atender o servidor quando ela adoece, mas como também de propor ações de governo para prevenir doenças ocupacionais", explicou.

Entidades médicas apoiam o movimento dos peritos. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e o Sinmed-RJ, marcaram audiência pública para o próximo mês com o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe, para buscar uma solução para a situação dos peritos. Além disso, as entidades médicas estão tentando agendar uma reunião com o prefeito Eduardo Paes.

O presidente do Cremerj, Sidnei Ferreira, rafirmou o apoio do conselho ao movimento. "Eles estão em uma situação muito difícil, estão atendendo todos os casos que acontecem dentro do município e é impossível que eles deem conta disso e não há como outro médico que não seja perito atender, porque o perito é treinado, faz cursos e estuda para isso. Os peritos ficam sobrecarregados e podem errar. Outra coisa é a carreira deles, que não é dentro da Secretaria de Saúde. Eles estão dentro da administração e por isso o salário é muito baixo. Não está previsto na administração a carreira de saúde. Eles trabalham muito e estão ganhando menos dos que os que já ganham muito pouco [médicos da secretaria de saúde]. O salário é incompatível com a responsabilidade. As entidades estão unidas para resolver o problema deles", disse. 

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que não respondeu as demandas até a publicação da metária.

PAUTA DA DIRAT - ESTUDAR O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE QUANDO O SERVIDOR SAI DE FÉRIAS....

Chega a dar náuseas e vontade de ir vomitar ao ler como que determinados servidores do INSS, empossados em cargos de diretoria, ao invés de assumirem a responsabilidade e a seriedade da função, se comportam de maneira tão afrontosa para com o funcionário sobrecarregado da ponta, pressionado por metas, estrutura deficiente e chefias assediadoras.

Vejam essa postagem pública do Diretor da DIRAT, Mário Sória, em seu Facebook:


Resumo da conversa: O diretor Sória (DIRAT) postou uma bobagem qualquer que fez o pessoal achar graça. Ai aparentemente um parente o provoca dizendo se tem pouco serviço pra fazer e a resposta do "tio" Sória está grifada por nós:

"Q nada... momento de intervalo... terceiro tempo já começa...e a pauta é avaliar como a produtividade aumentou quando um colega saiu de férias!"

Isso mesmo: É assim que aparentemente o diretor de ATENDIMENTO ocupa seu tempo, avaliando como a produtividade AUMENTA quando determinada pessoa sai de férias.

Como não foi direcionado a nenhum servidor especificamente, não cabe acusação, mas podemos mostrar aqui um caso de bullying INSTITUCIONAL CONTRA TODOS os servidores, que agora ficarão acuados até mesmo em suas parcas férias...

Como que o diretor tem acesso ao facebook de dentro do INSS quando a maioria dos servidores além de não ter isso não tem tempo sequer de olhar para o lado sem ser assediado por segurado ou chefias, que são muitas diga-se de passagem, e é esse tipo de escárnio que ele faz quando está online em horário de serviço?

O servidor dá a cara a tapa na APS em condições insalubres sem nenhuma recompensa exceto a chantagem do turno estendido e isso mesmo só para alguns e o Diretor fica em BSB postando no Facebook coisas desse naipe?

Inacreditável.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

INSS GASTA GRANA PRETA AUTORIZANDO GESTORES A VIAJAR PARA ESPANHA PARA PÓS-GRADUAÇÃO DESCONHECIDA E DEPOIS GASTA MAIS GRANA AINDA PRA MANDAR O GABAS PALESTRAR, NA ESPANHA, AOS MESMOS SERVIDORES. ISSO PODE, ARNALDO?

Conforme já publicado aqui, o INSS vem gastando uma grana preta nos últimos anos custeando cursos e viagens de servidores escolhidos a dedo para uma pós-graduação em gestão previdenciária na Espanha, em uma universidade sem impacto internacional. O primeiro a puxar o trem foi o próprio secretário-executivo, Carlos Gabas, anos atrás.

Recentemente viajaram uma série de diretores, incluíndo Sérgio Carneiro, Sílvio Seixas, até mesmo o Hauschild, ex-presidente, está lá terminando o curso. Tudo com ônus ao INSS segundo o DOU.

Como se não bastasse, agora o MPS liberou por 3 dias o próprio secretário executivo, Carlos Gabas, para ir à Espanha para palestrar nesse mesmo curso de pós-graduação, aos próprios servidores do INSS que lá estão. Tudo com ônus pago pelo governo.

Isso mesmo: INSS paga a servidores irem estudar na Espanha, quando aqui existem universidades bem melhores do que a escolhida lá, e depois paga ao Gabas ir à Espanha para dar aulas a esses mesmos servidores que lá estão.

Isso é uma verdadeira farra com o dinheiro público e um tapa na cara de todos os contribuintes.

Para saber mais:


quinta-feira, 17 de julho de 2014

NÃO É SÓ NO FUTEBOL QUE O BRASIL PERDE DE GOLEADA. SUPERINTENDÊNCIA SÃO PAULO TAMBÉM TEM "PADRÃO FELIPÃO".

A recente publicação do IMA-GDASS nacional, feita pela DIRBEN, mostrou que metade das gerências executivas com piores índices de IMAGDASS estão em São Paulo. 

Das 20 piores gerências, metade são da Superintendente Dulcina Golgato, que esse blog já afirmou se tratar da pior superintendente da história de São Paulo, quiçá de todo o INSS, tamanho o rombo logístico que sua paralítica gestão causou na "locomotiva da nação".

São Paulo tem 25% das gerências executivas, mas metade delas estão no fim da fila do IMAGDASS. Ora, quando um aluno vai mal, tende-se a culpar o aluno. Mas quando metade da classe vai muito mal, é claro que a culpa é da professora, no caso a professora Dulcina e seu ajudante de Ferro, que aparentemente se inspiraram na leitura de "Formando Equipes Vencedoras", de Parreira, para governar São Paulo.

Professora Dulcina, assim como o Professor Felipão, não conseguiu motivar o elenco nem dar um "padrão tático" para os paulistas. Dos 10 piores resultados, 5 são daqui. Mais um pouco e iremos repetir o "7 x 1" dentro do INSS.

Por ser vista por muitos como uma pessoa distante, sem conhecimento técnico para o cargo e até mesmo flagrada em atitudes que beiravam o deboche com o servidor (vide relato do sindicato dos administrativos em Campinas), professora Dulcina perdeu o respeito do "time", que tal qual a Seleção, passou a ignorá-la e tentar cada um, a seu jeito, consertar o buraco no meio de campo.

E se o INSS mantiver esse pesadelo chamado Gestão Dulcina por mais tempo em SP, é capaz de superarmos a Alemanha e emplacarmos um 10 x 0 nas piores gerências do Brasil em índices.

Sou daqui e testemunho o esforço colossal que os servidores estão fazendo para tentar manter os números em dia, mas parece que a mágica que existia em SP desapareceu quando o time da professora Dulcina foi enfrentar um adversário de primeiro nível (SISAGE) e agora é só goleada pra cima das redes bandeirantes.

Vamos lá, Professor Felipão, quer dizer, Professora Dulcina. Você consegue, falta muito pouco. Só duas gerências. Olhe o exemplo do Felipão e do Parreira. Jamais imaginaram que seria possível tomar aquele sacode dos "alemães" e conseguiram. Você também pode. Está no caminho certo.

Enquanto isso, a "CBF" (INSS) se faz de surda-muda e cogita manter a professora Dulcina no cargo. Até quando o "José Marin" vai deixar isso ocorrer?

Para saber mais:
http://www.perito.med.br/2014/02/dulcina-superintendente-que-deixou-o.html
http://www.perito.med.br/2014/05/a-locomotiva-parou.html
http://www.perito.med.br/2014/05/eu-produzo-os-numeros-que-eu-quero.html
http://www.perito.med.br/2013/10/sob-sombra-de-golgota-parte-2-sinssp.html
http://www.perito.med.br/2013/11/sob-sombra-de-golgota-parte-3-falencia.html
http://www.perito.med.br/2013/11/sob-sombra-de-golgota-parte-4-efeito.html
http://www.perito.med.br/2013/11/sob-sombra-de-golgota-parte-5-dirat.html
http://www.perito.med.br/2014/05/sob-sombra-de-golgota-parte-6-acabou.html


JUSTIÇA DECIDE O ÓBVIO: MÉDICO É MÉDICO E FISIOTERAPEUTA É FISIOTERAPEUTA. CADA MACACO NO SEU GALHO. PERÍCIA MÉDICA, SÓ COM MÉDICO.

TRF-1ª - Fisioterapeutas não podem atuar em áreas do profissional de medicina
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A 7.ª Turma do TRF da 1.ª Região determinou o prosseguimento de ação civil pública movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) a fim de ver declarada a ilegalidade dos incisos VI, XX, XXI, XXIX e XXXVIII do artigo 3º, e inciso VIII do artigo 5º da Resolução Coffito 403/2011. Essa norma permite aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais realizar e interpretar exames complementares para o diagnóstico de doenças bem como participar de perícias médicas nas áreas cível, trabalhista, previdenciária e criminal.

Em primeira instância, o magistrado que analisou o caso entendeu que “inexiste interesse de agir”. Inconformado, o CFM recorreu ao TRF da 1.ª Região ao fundamento de que o ato normativo em questão “viola o princípio da legalidade e invade a área de atuação do profissional da medicina”. Sustenta que houve, na espécie, violação aos princípios do contraditório e do devido processo legal, pois não houve sequer contestação. “Nessa linha de raciocínio, o interesse de agir é evidente”, ponderou o Conselho.

A Turma concordou com os argumentos apresentados. “A área da fisioterapia não se confunde com a área médica, pois cuida da reabilitação ou a conservação da capacidade física ou mental do paciente, mediante o emprego de métodos e técnicas fisioterápicas ou terapêuticas. É juridicamente possível, portanto, a tese no sentido de que o profissional da fisioterapia não pode efetuar o diagnóstico de doenças, determinar exames médicos, estabelecer o nexo causal de doenças funcionais ou atuar como médico-perito”, destaca a decisão.

Nesse sentido, de acordo com o entendimento da 7.ª Turma, “afigura-se possível a alegada ilegalidade dos incisos VI, XX e XXIX da Resolução Coffito 403/2011, que preveem a atuação do fisioterapeuta do trabalho nas atividades citadas”. Com tais fundamentos, o Colegiado deu provimento à apelação movida pelo CFM e determinou o regular processamento da ação civil pública.

Processo: 0047357-73.2012.4.01.3400

Fonte: Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Nota do Blog: Conheço muitos fisioterapeutas muito bons que honram sua profissão, são excelentes fisioterapêutas e sua atuação possui impacto na qualidade do serviço de saúde. Eles ficam com VERGONHA do conselho que possuem, que ao invés de lutar por condições mais dignas de trabalho e salário para os filiados, fica a toda hora querendo invadir e afrontar a área médica. Como disse um deles: "Se eu quisesse ser médico tinha feito faculdade de medicina". É isso ai, enquanto o COFFITO fica pagando mico com resoluções recalcadas e ilegais como essa derrubada recentemente pela Justiça, os fisioterapeutas sofrem para trabalhar pois são obrigados a cobrir extensas áreas hospitalares, com baixa remuneração e sem atuação do Conselho em favor da profissão.

terça-feira, 15 de julho de 2014

INSS SUCATEADO E COM GESTÃO INCOMPETENTE SÓ CONSEGUE OPERAR GRAÇAS AOS ESFORÇOS DOS PERITOS DO INSS E DE SERVIDORES DA PONTA - EM TROCA, SOMOS MASSACRADOS. ESTÁ NA HORA DE MUDAR ESSE JOGO.

O INSS é o maior pagador individual de benefícios do planeta, 25% da população brasileira e 60% dos municípios vivem graças aos pagamentos mensais efetuados pela autarquia, cuja importância social é ímpar e inigualável e capilaridade territorial só é superada pela Igreja, alguns grandes bancos e pelos Correios.

70% da demanda popular junto ao INSS é de benefícios que envolvem análise médica. Os motivos para isso já foram ditos no passado por este blog, mas envolvem precarização trabalhista, flexibilização judiciária para conceder indevidamente benefícios negados pela autarquia, falta de planejamento governamental, enforcamento das finanças dos empreendedores individuais, dentre outros.

Além de ser a maior demanda, os benefícios médicos são os socialmente mais expostos e sensíveis politicamente e economicamente.

Apesar do INSS depender dos médicos para fazer a máquina funcionar, os trata como se fosse bandidos e com certeza existe uma postura não-declarada de exclusão de médicos da hierarquia previdenciária, já dissemos isso e repetimos. São mais de 10 sistemas feitos apenas para monitorar atividade médica, enquanto que o INSS sofre com milhares de golpes e fraudes anuais.

Apesar do INSS depender dos médicos, somos desprestigiados e abandonados pela instituição. Não respeitam o ato médico, não respeitam a formalização processual devida para os benefícios médicos, apesar da mesma ser rigorosamente respeitada para todas as outras rotinas institucionais.

Os médicos são forçados pela instituição a trabalhar sob intenso risco de diversas naturezas, aos quais tento resumir aqui:

- Risco físico: Agências sem seguranças, sem rotas de fuga, com consultórios vulneráveis, sem revistas de segurados e em vários casos com atitude anti-médica pór parte de chefias que insuflam a dissídia entre cidadão e médico perito na própria APS.
- Risco biológico: Agências sem aparelhos de segurança como luvas e máscaras, sem local de descarte de lixo biológico como curativos, sem ventilação adequada, sem pia, água, sabão, iluminação inadequada, metragem indevida, dentre outros.
- Risco jurídico: Poucas agências respeitam as leis e a devida formalização processual para cada requerimento de auxílio-doença, tida como "desnecessária", enquanto que para todos os outros benefícios, é obrigatória. Peritos não conseguem juntar no processo elementos para sua segurança, como atestados apresentados, exames, laudos, cópias, provas de que fez um exame detalhado. Segurados não conseguem depois provar na justiça suas queixas, pois documentos apresentados, prazos, data de apenso, etc, não são feitas. A qualquer hora um perito poderá ser processado por negar um B91 sem ter feito vistoria, por não ter aceito CAT de sindicato sem visita técnica, dentre outros, pois não nos é permitida essa vistoria. Peritos estão sendo processados internamente por DCB fixada anos atrás. Sem o processo, o perito não consegue provar adequadamente sua fixação e estão sendo intimados a devolver vultuosas quantias ao erário. Isso é real e já está acontecendo.
- Risco ético: O SABI não é um prontuário nem processo eletrônico, é apenas um arquivador de laudos não assinados, não vem a assinatura digital. Por outro lado, é passível de fraude, mudanças, apagamento de dados, acesso por outras pessoas não-médicas. O SABI limita a descrição do exame pericial. Rotinas administrativas interferem no ato médico, como tentar obrigar o mesmo médico a fazer o PR, proibir retenção de atestado (absurdo criminoso) dentre outros. As rotinas do INSS colocam em risco nosso CRM tão duramente contestado.

Apesar desses riscos todos, todos os dias pelo menos 3.500 peritos estão nas APS do Brasil e nas áreas administrativas trabalhando, "fechando os olhos" para todas as deficiências de logística e de recursos do INSS, fazendo coisas arriscadas, se colocando em riscos de processos, para atender a carga ditada pela instituição. 

Ao invés de agradecer e buscar a melhoria, o INSS responde com chicote, ameaças (tirar turno estendido, etc) e sucessivos PAD, ameaças de PAD, investigações, ouvidorias e assédios de chefias.

E o que o governo nos dá para poder ao menos tolerar tamanha insuficiência institucional e insalubridade laboral? Veta nossos pedidos, ameaça tirar nossa insalubridade e nos destrata publicamente com mentiras proferidas em cartas de justificativas de vetos.

A pergunta que eu faço é: Se o INSS depende de nós para funcionar, se o INSS depende de nossa boa vontade uma vez que não cumprem a lei, não cumprem as obrigações processuais formais já instituídas no país e não nos tratam direito e congelam nossos vencimentos e nos assediam, porque ainda aceitamos trabalhar fora das condições legais previstas?

A mesma análise serve aos servidores administrativos da ponta, forçados a trabalhar em ritmo insano, sem segurança legal, tendo que "se virar" para evitar remarcações, com forte assédio e pressão. Estão adoecendo aos potes, mais até que os peritos.

A defesa do correto é a defesa da categoria e dos cidadãos. Com o respeito à lei e às regras, todos ganham, a começar pelo segurado, que estará certo que será avaliado de forma legal, segura, consistente e documentada nos termos da lei.

A política do coitadismo e da flexibilização de regras por motivo social, que imperou nesta autarquia nos últimos 10 anos, entupiu o INSS e travou sua logística. O INSS virou alvo de demandas de toda sorte, muitas sequer lhe pertencem, e o maior litigante na Justiça Federal. Isso precisa mudar. O INSS precisa estar de novo disponível para seus segurados, e livre de gestores incompetentes, assediadores e em muitos casos, em flagrante ilícito perante as normas.

Ao fazermos tudo, sublimar a lei e as regras e aceitar se arriscar, para fazer a "casa" funcionar, não só estamos nos colocando em risco, colocamos em risco a qualidade do atendimento ao cidadão e a nossa própria carreira.

Ao fazermos tudo "meia boca", "nas coxas", pois o INSS não faz o seu papel de atuar do jeito que a Lei determina, estamos dizendo para o governo que o nosso serviço também é "meia boca, nas coxas" e isso qualquer um pode fazer, ou até mesmo pode ser dispensado (vide modelo psicobiopoliultrasocialholístico da DIRSAT).

Quem faz "meia boca", ganha "meia boca" e oferece um trabalho "meia boca". Se quisermos dar qualidade ao cidadão, e dar qualidade ao nosso trabalho, precisamos valorizar nosso trabalho. Como fazem os auditores, promotores, etc.

A primeira etapa para valorizar nosso trabalho é exigirmos que ele seja feito dentro da Lei, conforme a Lei determina, com a qualidade exigida pelo próprio governo e a população. Somente ai conseguiremos no futuro transformar nossa carreira. Enquanto continuarmos quebrando galho do INSS, seremos tratados como tal, quebradores de galhos.

Individualmente é complicado para um perito ir na chefia e exigir as devidas condições legais para trabalhar. Será duramente assediado e combatido. Por isso precisamos nos unir e ter o sindicato e a ANMP juntas nesse processo.

Ontem teve reunião da ANMP aqui em São Paulo e como filiado da GEx SP Centro, me pronunciei sobre o que fazer nesse cenário de veto + falta de vontade do Governo + INSS sucateado + peritos tendo que trabalhar sob intenso risco jurídico, biológico, ético e físico + obrigações legais da autarquia perante seus servidores e os requerimentos dos cidadãos.

Sábado haverá a AGE. Peço que ouçam com atenção a nossa proposta, que será levada pelo delegado da ANMP da GEx SP Centro. 

Agora é hora de cautela, paciência e união. É o que desejo em nome do blog.

PROFISSÃO PERITO - A Luta Diária contra os Estelionatários

PRESO COM DOCUMENTOS FALSOS TENTANDO OBTER BENEFÍCIO SOCIAL JUNTO AO INSS

Uma guarnição da Polícia Militar foi solicitada nesta terça-feira, 15 de julho, e se deslocou até a Agência do INSS localizada na Rua Benedito Valadares, Centro, em Pará de Minas, onde o Médico responsável pela parte das Perícias relatou que compareceu até a agência um homem de 52 anos, portanto uma pasta com diversas cópias de documentos públicos.

Com este documentos ele requeria um benefício social, contudo as cópias continha indícios de falsificação, devido às rasuras.

O Médico pediu ao requerente que o mesmo apresentasse os documentos originais, porém ele se negou, insistindo na originalidade desses documentos.

Diante dos fatos narrados, o homem foi preso e cópias dos documentos apreendidas, e encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal em Divinópolis.

ACABOU O TUTU

Em recente reunião informado aos diretores que acabou a grana do INSS para 2014 no que concerne a pagamentos de extras, diárias e outras obrigações não previstas.

Ano passado a verba havia secado em setembro. Esse ano já foi logo na Copa...

O que já foi orçado já foi, o que ainda não foi liberado, dificilmente o será.

Dinheiro agora só para situações muito especiais, com muito critério, e cada OFC está guardando o que sobrou a sete chaves, para evitar ter que devolver ou repassar a terceiros por ordens superiores.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

ESCÂNDALO DO AUXÍLIO-MORADIA DE GABAS É NOTÍCIA NO CLÁUDIO HUMBERTO

No Diário do Poder de hoje, publicado em mais de 100 jornais na Coluna do Cláudio Humberto...


E ai Comissário? E ai CGU? E ai Corregedoria do MPS?

domingo, 13 de julho de 2014

GESTÃO NÃO CONSEGUE RESOLVER A CARÊNCIA DE PERITOS MÉDICOS

Agendamento de perícias médicas pode levar até quatro meses

Luana Souza
Publicado em: 13/07/2014 - 00:00 | Atualizado em: 11/07/2014 - 18:49


Roseli afirma que esperou aposentadoria durante cinco anos. Foto: Fábio Matavelli

O atraso nas perícias médicas em quase todo o País faz com que, em muitos casos, o trabalhador fique meses sem qualquer rendimento. A demora no agendamento dessas perícias, exigidas por lei e que determinam se o segurado está ou não em condições de exercer o seu trabalho, impede que o mesmo dê continuidade ao procedimento. Em alguns casos, o contribuinte chega a esperar quatro meses para agendar uma perícia. Em Ponta Grossa não é diferente, além dos agendamentos, os trabalhadores alegam que esperam anos para conseguir aposentadoria por invalidez como é o caso da ex-diarista Roseli de Fátima Sviech, 60 anos, que conseguiu se aposentar após cinco anos de espera.

"Em todo esse tempo estava muito doente e não podia caminhar, pois tenho problemas na coluna. Fiz inúmeras perícias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e em algumas conseguia o benefício para três meses e outras até para um ano. O problema era a espera para os agendamentos das perícias que levavam de três a quatro meses e, no dia do exame, o médico nem olhava direito os pacientes. As pessoas não são bem tratadas. Porém, era preciso enfrentar tudo isso para conseguir o benefício que era utilizado para comprar comida, medicamentos e pagar outras despesas da casa", disse.

Demora se dá pela falta de peritos nas agências

Segundo a advogada da Associação Nacional da Seguridade e Previdência (ANSP), Simony Prado, os principais motivos pela demora nos agendamentos das perícias em todo o País se dão "pela ausência de efetivo necessário nas agências da Previdência Social que não possuem um número de peritos-médicos suficientes para atender a gigantesca fila de segurados doentes", explica.

De acordo com ela, as agências previdenciárias do País não possuem estrutura adequada e pessoal suficiente para atender a demanda. "O resultado disso para o contribuinte é a privação do salário por um ou vários meses, enquanto espera pela realização da perícia, podendo ainda ter o seu quadro de saúde agravado. Existem, ainda, casos de médicos da própria empresa que consideram o segurado inapto para o trabalho impedindo o seu retorno", comenta.

RELATÓRIO DO TCU MOSTRA QUE SEMPRE ESTIVEMOS CERTOS.

O devastador relatório do TCU apontando as graves falhas de gestão do INSS tanto quanto na alocação de servidores quanto na escolha de prioridades mostra que este blog sempre esteve certo ao apontar a GESTÃO DO INSS como a principal causadora dos problemas institucionais.

Não será nenhum PAD intimidatório que nos impedirá de continuar dizendo isso bem como manter a denúncia contra a gestão inssana que devora as forças da autarquia. Nossos advogados garantirão que a nossa voz continue livre bem como penalizar quem usa de meios institucionais para perseguir servidores.

Servidores alocados em excesso em área meio e faltando na área fim, falta de planejamento e gestão das APS, falta de planejamento a longo prazo, falta de controle da operação, sistemas obsoletos e falhos, perda da capacidade produtiva onerando os que ficam na ponta com sobrecarga de trabalho e assédio, há anos estamos denunciando isso. Tanto na parte pericial quanto na parte administrativa.

Eis que o TCU, ao qual temos a honra de tê-los como leitores segundo nosso analisador de acessos, desperta para o problema e encampa nossas queixas de forma oficial, após auditores constatarem in loco os problemas gerenciais.

Problemas esses que começam no Regimento Interno, que isola Brasília das APS, não dá ao Presidente do INSS uma linha de comando contínua até o servidor da ponta, quebrada pela indevida independência de Superintendências que deveriam ser um "hub" local da diretoria mas se colocam como um governo à parte, competindo com Brasília e causando curto circuito na base.

Modelo inssano absurdo feito para privilegiar o poder de diretorias menores, como a DIRBEN, em detrimento do poder central, e que isola as gerências-executivas, que viram verdadeiros FEUDOS nas mãos de políticos locais, tornando o Presidente do INSS uma verdadeira Rainha da Inglaterra.

O resto é consequência, cada gerência atua apenas para o próprio umbigo, desagregada das outras, sem obedecer a um plano federal, em muitos casos maquiando números (já denunciamos isso também) para não aparecer no alerta e com isso temos: alocação indevida de servidores, acúmulo de processos, ausência de diagnósticos, sobrecarga de trabalho, boicote a gerências "inimigas" da superintendente de ocasião, caos, ausência de zelo com o respeito às normas, à rotina processual e à formalização processual.

Nada que o TCU disse é novo, basta lerem o blog desde 2010. Infelizmente enquanto não se punirem os gestores graúdos com ações judiciais e administrativas, o destino de relatórios como esses será o lixo da história.

Para lerem o Relatório na Íntegra (click)