Desde o início do ano começaram a pipocar na internet vídeos de usuários do SUS (coitados) manifestando desconfiança, incredulidade e revolta com o péssimo atendimento prestado pelos médicos do Padilha e da Dilma (Mais Médicos).
As queixas vão desde a óbvia incompreensão do que é dito e escrito a até mesmo desconfiança de tratamentos feitos com base apenas em sintomas relatados. Um dos campeões das "cubanadas" do blog é justamente um atestado onde o intercambista** , sem sequer saber qual a hipótese diagnóstica, dispara uma série de remédios na prescrição.
A população um pouco mais esclarecida já começa a perceber que esse papo de amor, apalpar e olhar nos olhos é tudo mentira. Se medicina fosse fazer "bilu-bilu" na frente do paciente não teríamos problemas tão graves. A pífia tentativa de transformar o ato médico em algo banal, infantilizado e mecanizado, justamente para justificar a vinda de leigos "com crachá de médico" de outros países, já está dando sinais precoces de desgaste perante a população.
A empolgação inicial com a mídia marqueteira, a imprensa chapa-branca e blogs progressistas pelegos já está passando e em breve a população começará a ficar intolerante com as receitas de "amoxicilina e dipirona" que estão brotando da caneta dos intercambistas** do Padilha.
A melhor postura da classe médica agora, os médicos de verdade que estudaram no Brasil ou revalidaram seu diploma, é a de manter a denúncia sistemática dos erros bizarros dos intercambistas** e acolher a população vítima dos erros crassos desses agentes de propaganda governista, orientando o que estava errado e dando a conduta certa. Devemos também incentivar esses escravos cubanos a soltarem suas algemas/tornozeleiras ideológicas e evadirem desse projeto explorador.
Um dos "mantras" dos defensores da substituição de médicos por leigos, ou intercambistas**, para atendimento à população é a de que faltam médicos e que "é melhor meio que nada". Pois nada mais falso: Primeiro que não faltam médicos, eles só estão ausentes do SUS por absoluta falta de incentivo e planejamento estatal. Ninguém é obrigado a trabalhar de graça. Segundo porque medicina não é simples, tudo é complexo pois lidamos com seres humanos e não peças automotivas. Terceiro porque pior que zero é um "meio" fazendo bobagem, levando pacientes ao atraso diagnóstico e à morte. Por fim, não se pode mecanizar a medicina pois o mesmo conjunto de sinais e sintomas podem significar diagnósticos bem diversos, de cefaléia tensional à meningite bacteriana, por exemplo. É para isso que existe a figura do "diagnóstico".
A arte do diagnóstico é a parte mais difícil da medicina, sem dúvida. Muitos hoje em dia preferem terceirizar essa etapa aos exames "complementares" porém em muitos casos são insuficientes, pois o diagnóstico perfeito só é obtido através de um médico preparado e experimentado. E diagnóstico é o que mais se precisa na medicina preventiva ou primária. Portanto, a atenção básica à saúde não é simples, é deveras complexa, mais que muita "especialidade".
Ao negar médicos preparados e colocar falsos médicos, não reconhecidos, ou médicos sem a revalidação de diploma, para atender a população carente, o governo atua com enorme preconceito, descaso e absurda ignorância em relação a essa classe populacional dependente do SUS. A pessoa com câncer vai continuar sendo apalpada e acolhida e recebendo dipirona do Mais Médicos até desfalecer, pois a ela não estará sendo dado a chance de diagnóstico. No primeiro escândalo do Mais Médicos, o do argentino radiologista que virou "clínico" no Sul, o intercambista** ia condenar o paciente à morte. Se não fosse pela dose excessiva de azitromicina, seria pela falta do diagnóstico de leucose, que foi corretamente dado dias depois em um hospital de verdade com médicos de verdade, após o próprio paciente desconfiar da "conduta".
Na medicina, "mais" pode significar "menos". É o caso do "Mais Médicos", um "mais " que esconde um monte de "menos". E a população já está sentindo a enganação. Mas muitas mortes ainda virão antes que essa vergonha seja enterrada.
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** Este blog se recusa a chamar os mais médicos de intercambistas, pois não são médicos, já que não provaram sua formação e nem revalidaram seus diplomas. Também não são intercambistas, pois isso é uma tentativa clara do governo em fraudar leis trabalhistas, pois estes vieram aqui para tocar ficha e não aprender. Intercâmbio pressupõe grade curricular, vínculo direto com instituição acadêmica, previsão de duração do curso e grade docente pré-aprovada. Nada disso existe no Mais Médicos, mas usamos o termo pois é assim que a lei os define.
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