quarta-feira, 16 de maio de 2012

Agressões para Obtenção de Atestados Médicos. Problema que tende a se agravar.

Um dos principais efeitos colaterais do "Novo Modelo" de Beneficios por Incapacidade no INSS, sem dúvidas, será a exacerbação da relação já conflituosa nos pronto-socorros em busca de um "Atestado Médico". As pessoas transferirão parte do ódio dos peritos médicos da Previdencia, que se expõem como barreira a seu objetivo, para alguns médicos que não se sujeitarem as suas vontades e caprichos. 
Esta semana houve um caso de indenização por dano moral de Médico ameaçado, ofendido e agredido no ambiente de trabalho por acompanhante de paciente:
"A atitude agressiva do pai foi justificada como uma reação à conduta do profissional, que se recusou a emitir o atestado de afastamento do trabalho solicitado pelo filho de Carlos, que reclamava de dores."
http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/home/-/noticias/visualizar/75701 .

Matéria de ontem também apresenta uma situação que tende a se repetir. Segurados raivosos e furiosos por não conseguirem arrancar atestados médicos que lhes garantiriam o beneficio partem para o desrespeito e a injuria publica. http://www.cornelionoticias.com.br/posts/9925/destaque/

Será que o Novo Modelo suporta esta disputa?
Será que os colegas do SUS aceitarão esta pressão passivamente?

Em crise, Grã-Bretanha irá rever benefício para deficientes

15 de maio de 2012 | 18h16 | atualizado às 18h16

O secretário de Trabalho e Previdência Social, Iain Duncan Smith, afirmou à imprensa local que cerca de 2 milhões de receptores do benefício - que pode chegar a cerca de R$ 370 por semana - serão revisados nos próximos quatro anos, e até 500 mil deles podem perder a ajuda financeira. Entre eles podem estar pessoas que perderam membros, incluindo ex-combatentes de guerra.

A medida é um dos mais controversos cortes de gastos previstos nas medidas de austeridade britânicas, que visam reduzir o deficit público do país, atualmente em recessão.

O secretário britânico afirmou que o número de pessoas que reivindicaram o benefício de mobilidade (chamado Disability Living Allowance) cresceu 30% nos últimos anos, gerando gastos estatais de até 13 bilhões de libras (cerca de R$ 40 bilhões) por ano.

Duncan Smith disse ao jornal The Daily Telegraph que as reformas têm como objetivo coibir abusos e implementar uma ajuda social mais "focada" em pessoas com grandes dificuldades de mobilidade. Segundo ele, a perda de um membro não deve resultar automaticamente no recebimento de um benefício estatal.

Dor invisível
Um documento oficial sobre o impacto das reformas foi lançado neste mês e, segundo o Daily Telegraph, prevê que os gastos com os benefícios sejam cortados em 2,24 bilhões de libras anuais, e que 500 mil pessoas percam o direito de receber o dinheiro.

Para Duncan Smith, o benefício estatal "não é um medidor de doença, e sim de sua capacidade (para se movimentar e viver de forma autônoma)". "Em outras palavras, (o benefício é para) quem precisa de cuidados e de ajuda para se mover. Essas são as duas coisas a serem medidas, e não a questão de se você perdeu um membro."

Em resposta, o Partido Trabalhista, de oposição, disse que o secretário está lidando com a reforma "de maneira desdenhosa e descuidada" e que deveria se desculpar por sugerir que "os deficientes não trabalham". E portadores de deficiência já realizaram diversos protestos em Londres, criticando a reforma. Alguns dizem ser vítimas de uma caça às bruxas.

Em entrevista ao jornal The Guardian há poucos meses, Holly Ferrie, 24 anos, portadora de uma condição severa semelhante a artrite que dificulta seus movimentos, diz que as pessoas a acusam de estar fingindo dores para receber benefícios.

"Minha dor é invisível", afirmou ela. "Se você não faz cara de dor, as pessoas te criticam. Tenho até medo de parecer saudável, porque as pessoas não vão acreditar (que tenho uma deficiência)."

Deficiência severa
A Disability Living Allowance é destinada a pessoas com deficiência física ou mental severa o bastante para que elas precisem de ajuda para se mover ou para cuidar de si mesmas. O benefício tem a mesma função do seguro-desemprego, que pode ser solicitado simultaneamente.

Duncan Smith declarou que os gastos com o programa têm crescido muito mais do que "os índices de doença e deficiência" na sociedade e que os critérios para o recebimento do benefício são "muito vagos".

Ele agregou que, nos padrões atuais, as pessoas que recebem a ajuda "nunca são vistas pelo governo, o que abre espaço para abusos". O governo britânico quer substituir o modelo, argumentando que, se este for mais focado, beneficiará mais quem realmente precisa de ajuda.

Portal Terra

ABAIXO DE DEUS O MÉDICO

Ao anunciar a nova lei de acesso aos dados públicos, o Jornal Nacional de ontem citou apenas uma categoria, a médica. E o fez duas vezes. Os médicos estão com as vísceras expostas aos abutres; os peritos aos fraudadores e simuladores de doenças mentais, quadrilheiros, assaltantes do patrimônio do trabalhador.

Por que a medicina e os médicos despertam tanto ódio? Por que os médicos são os vilões da sociedade? Alguém se preocupa com os procuradores estaduais e federais que seriam sócios ocultos de cursinhos e dão aulas durante o que deveria ser seu expediente? Isso existe ou é boato? Alguém se preocupa com a jornada de auditores fiscais? Não, só o médico, profissional que ganha até 812,92 reais por mês, como se pode conferir na MP desta semana (número 568/12). Onde estão as entidades de defesa do médico? 

Como disse o colega Héltron neste blog, quem ataca o médico ataca o pobre. É o médico que conhece a miséria social de perto e é o médico o profissional com mais horas de trabalho semanal. E não é por ganância, já que ganha menos que qualquer outra carreira, na federação ou nos estados. O mesmo governo que não investe e não dá estrutura enfraquece a medicina, estimulando faculdades precárias, revalidação de diplomas de médicos malformados no exterior. O ataque sistemático na mídia, que alardeia como erro médico todas as mazelas da assistência médica no Brasil, não condiz com o que pensa o pobre trabalhador. Pergunte ao pobre quem ele considera mais importante, abaixo de Deus.

terça-feira, 15 de maio de 2012

ONDE ESTAVAM OS REPRESENTANTES DOS PERITOS EM 2010 E 2011?

"O que estamos concedendo agora é fruto de acordos com diversos segmentos, que fechamos entre 2010 e 2011" 
- Sérgio Mendonça, secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento

 Fonte:

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MPV 568/2012 - O QUE AFETA AOS PERITOS MÉDICOS?

Antes de mais nada, a edição da MPV 568/2012 confirma uma tese que sempre defendi, a de que quando você acha que está no fundo do poço, sempre descobre um porão. A MPV 568/12 é mais um desses porões que estamos descobrindo desde 2008.


A MPV 568/12 também é um estupro legislativo cometido pelo Governo, ao atropelar mais de um ano de discussões sobre o PL 2203/11, anunciado em primeira mão aos colegas neste BLOG. Esperamos que ainda haja bom senso parlamentar e que essa MPV seja rejeitada ou emendada para cessar diversas distorções, algumas que nos afetarão diretamente.

O primeiro comentário é que essa MPV aumenta o salário de quase um milhão de servidores, mas nós peritos médicos estamos fora. Não são aumentos dados pela Dilma, são frutos de negociações ocorridas ainda em 2011, e que entram com data retroativa a março de 2012 a esses grupos. Como se sabe, nós, peritos, ficamos de fora dos aumentos de 2011. Com isso, deixamos de ser o topo da carreira de médicos federais e se não errei nas contas estamos fora até mesmo do "TOP 3".

O segundo comentário se refere à nossa gratificação prevista em lei, condenada por todos, e congelada desde setembro de 2008, a fatídica GDAPMP. A MPV muda o texto da lei que passa a ser assim escrito:

"Seção XX
Da Gratificação de Desempenho de Atividade de Perícia Médica Previdenciária - GDAPMP
Art. 82. A  Lei nº 11.907, de 2009, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 38. Fica instituída a Gratificação de Desempenho de Atividade de Perícia Médica Previdenciária - GDAPMP, devida aos titulares dos cargos de provimento efetivo da Carreira de Perito Médico Previdenciário e da Carreira de Supervisor Médico-Pericial, quando em efetivo exercício nas atividades inerentes às atribuições do respectivo cargo no Ministério da Previdência Social ou no INSS, em função do desempenho individual do servidor e do alcance de metas de desempenho institucional.
..............................................................................” (NR)" (grifo nosso)

Na prática, o texto não regulamenta a gratificação, que continuará congelada e ao acrescentar a frase grifada em verde, retira de imediato a GDAPMP (que representa quase 50% dos ganhos do perito) a todos os colegas que estejam cedidos a outros órgãos ou até mesmo cedido ao próprio INSS ou MPS, mas em função diversa, como Gerente Executivo, por exemplo. Mas a dúvida fica quanto ao termo "efetivo exercício". Existe muita coisa escrita sobre isso e muita jurisprudência sobre isso. Pelo o que estudei, na prática férias e décimo terceiro salário e abonos de férias continuam com a GDAPMP. A dúvida fica quanto aos afastamentos. Como sabemos que a intenção do INSS é acabar com a carreira, os RHs podem ser orientados a querer retirar a GDAPMP em quem estiver afastado por doença ou a doença de familiar ou demais afastamentos não compulsórios. Ou seja, mais uma vez obrigará peritos a entrarem na justiça para terem seus direitos constitucionais respeitados.

E por fim deixa uma dúvida aos peritos que irão se aposentar, pois abre margem para que no futuro o INSS não queira incluir a GDAPMP nos cálculos de aposentadoria, apesar disso não ser uma certeza jurídica, pois a lei 11907/09 ainda mantém o texto base que regulamenta o cálculo da aposentadoria, mas cria uma insegurança jurídica sobre ela no futuro.

O terceiro comentário se refere à insalubridade. Hoje por lei um perito médico pode ganhar de 400 a até 800 reais mensais a título de insalubridade, que representa 10% do VB. O Governo simplesmente extinguiu esse percentual e fixou valores em reais, arbitrários, absurdos num país com 6% de inflação ao ano, que na prática além de causarem redução salarial a médio prazo, impedirão novos ganhos lá na frente. O texto da lei diz:

"Seção XXIV
Dos Adicionais de Insalubridade e de Periculosidade
Art. 86. A Lei nº 8.112, de 1990 passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 68. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres, perigosos ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas, ou com risco de vida, fazem jus a um adicional, conforme os valores abaixo:
I - grau de exposição mínimo de insalubridade: R$ 100,00;
II - grau de exposição médio de insalubridade: R$ 180,00;
III - grau de exposição máximo de insalubridade: R$ 260,00; e
IV - periculosidade: R$ 180,00.
................................................................................” (NR)
 Art. 87. Caso o disposto nesta seção acarrete redução do valor global da remuneração total de servidor ativo que, na data de entrada em vigor desta Lei, vinha recebendo adicional de insalubridade ou de periculosidade, a diferença será paga a título de vantagem pessoal nominalmente identificada de, conforme o caso, adicional de insalubridade ou de periculosidade, de natureza provisória, que será gradativamente absorvida por ocasião do desenvolvimento no cargo por progressão ou promoção ordinária ou extraordinária, da reorganização ou da reestruturação dos cargos ou das remunerações previstas nesta Lei, da concessão de reajuste ou vantagem de qualquer natureza, sem prejuízo da supressão imediata na hipótese do art. 68, § 2º, da Lei no 8.112, de 1990."

Isso significa que um perito que hoje receba 5.000 reais de vencimento básico e com isso receba grau médio de insalubridade, ou seja, 10% de insalubridade, ou seja 500 reais (total 5.500 reais), passará a receber apenas 180,00 de insalubridade após essa MPV. Como isso acarretará redução salarial, o que é vedado por lei,  ele passará a receber, de forma provisória, 320,00 reais de VPNI para igualar os 5.500 reais recebia antes da MPV.
Mas conforme aumentos futuros essa VPNI será abatida do aumento até zerar e ser extinta (por ser provisória). Com isso, se esse perito que hoje ganha 5000 reais mais 500 de insalubridade passar a receber um aumento de 500 reais mensais, ao invés de receber 5.500 mais 550 de insalubridade (6.050 reais), ele passará a receber 5.000 + 180,00 (nova insalubridade) mais 500,00 reais de aumento e será eliminado do contra-cheque os 320,00 de VPNI que ele recebia provisoriamente, ou seja, um aumento real de apenas 180,00 reais líquidos, ou seja, 5.500,00 + 180,00  = 5.680,00, ou seja, além de não aumentar a insalubridade, que agora é fixa, comerá futuros aumentos até zerar a VPNI.

EM SUMA: A MPV 568/12 PREJUDICA MUITO A JÁ COMBALIDA E NÃO ATRAENTE CARREIRA DE PERITO MÉDICO PREVIDENCIÁRIO. DIMINUI GANHOS A MÉDIO PRAZO, FAZ CHCACOTA COM A NOSSA INSALUBRIDADE, BOTA EM RISCO JURÍDICO A APOSENTADORIA E OS AFASTAMENTOS POR DOENÇA, PREJUDICA COLEGAS CEDIDOS O QUE NA PRÁTICA MATA A CHANCE DE SE TER PERITOS EM POSIÇÕES CHAVES DENTRO DO INSS E NOS DEIXA NO LIMBO DO RANKING DOS GANHOS MÉDICOS FEDERAIS, ISSO TUDO MANTENDO POLÍTICA DE SENHOR DE ENGENHO NAS APS, SISREF ILEGAL, AUSÊNCIA DE SEGURANÇA, DESRESPEITO, AUSÊNCIA DE HIERARQUIA PRÓPRIA...

O presidente do INSS, juntamente com o secretário executivo do MPS,  ficam mentindo pra imprensa e pro judiciário e pro governo ao dizer que a perícia é o "desafio", é "um problema crônico" e um "problema de gestão". Não é nada disso: O problema é que eles querem acabar com a carreira de perito médico por a acharem "insubordinada, fora de controle e com um poder perigoso". Confundem necessidade de hierarquia própria com insubordinação, confundem controle com qualidade e ética e confundem poder com o direito do cidadão em ser bem periciado, bem avaliado.

Essa MPV é uma declaração de GUERRA do Governo Dilma Rousseff aos peritos médicos. A presidente, provavelmente por estar sendo má instruída por seus assessores, erra ao achar que arrochando a categoria a colocará nas rédeas.


 Ledo engano, não somos escravos; Somos, repito, a categoria que ainda faz o INSS funcionar, sendo 8% dos servidores apenas mas que fazem 70% do serviço com mais de 10 milhões de perícias anuais com menos de 2% de queixas na ouvidoria e com índice de sucesso junto aos tribunais superiores maior que 90%, com rendimento médio de 2.337% em relação aos outros servidores da casa. 

Ao tirar todos os atrativos da carreira, culminando com esse vexaminoso rebaixamento salarial e risco jurídico à aposentadoria, a Presidenta está mais que declarando guerra aos peritos, está apertando o botão vermelho do caos previdenciário; essa bomba pode estourar inclusive antes de 2014, quando, se persistir sem aumento, os vencimentos dos peritos já terão perdido 41% em relação à inflação oficial desde 2008, ou mais de 50% se contarmos a inflação real do IPCA.

Enquanto a falecida Associação Nacional dos Médicos Peritos fala apenas na insalubridade e faz apenas lobby por mais peritos pensando exclusivamente nos contra-cheques associativos e não enxerga o perigoso cenário que se desenha, cabe aos peritos e ao seu recém criado sindicato obter uma via de apoio política para evitar o "meltdown" do INSS.

RUMO À EVASÃO GERAL

A carreira de Perito Médico Previdenciário já é, de longe, a que mais perde quadros no cenário executivo federal. Agora, com a pá de cal da MP 568 não haverá novos peritos se interessando e os que estão se matando para trabalhar sem o mínimo reconhecimento devem sair, em grande número.

Os poucos atrativos das carreiras públicas que são aposentadoria integral e tranquila se acabaram. Os novos  servidores terão contribuição previdenciária maior que os atuais 11% sobre o vencimento integral (diferente de 11% sobre o salário de contribuição da iniciativa privada) para, ao fim, perdem a gratificação de produtividade que representa mais de 50% da remuneração quando vierem a se aposentar.
A retaliação chegou ao ápice! Se sobreviver aos 35 anos de guerra morre aposentado com proventos baixíssimos.

MP 568 REAJUSTA 937.675 SERVIDORES FEDERAIS DO EXECUTIVO

O governo federal encaminhou nesta segunda-feira ao Congresso a Medida Provisória 568 que concede reajuste salarial a 937.675 servidores entre ativos, aposentados e pensionistas. Entre os beneficiários do reajuste não estão os peritos médicos da Previdência Social.

CARÊNCIA DE PROFISSIONAIS É PROBLEMA CRÔNICO

Nota do blogueiro: Por "crônico" o presidente quereria diz insanável? Para os médicos não; crônico significa de longa duração, porém tratável. Basta ter o diagnóstico correto e coragem em aplicar o tratamento indicado, sem preconceito, sem mirabolâncias.

Deivison Ávila
MARCO QUINTANA/JC
Reduzido número de médicos peritos provoca grandes filas de espera e causa transtornos aos segurados
Reduzido número de médicos peritos provoca grandes filas de espera e causa transtornos aos segurados Quadro de evasão alto, pouca procura pelos concursos públicos e remuneração baixa são fatores que levam à diminuição no número de médicos peritos para atender pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A situação em que se encontra grande parte das unidades responsáveis pelo atendimento do auxílio-doença para milhares de trabalhadores é cada vez mais preocupante, tornando-se um problema crônico nas cerca de 1.200 agências do INSS em todo o País.

Mesmo com a previsão da convocação de 150 profissionais aprovados em concurso realizado em fevereiro ainda nesta semana, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) avalia como insuficiente o número de servidores chamados. Em todo o País, são 4,2 mil médicos periciais para o atendimento de mais de 44 milhões de segurados. De acordo com a associação, a defasagem de recursos humanos não atinge só a perícia, mas todas as áreas da Previdência. O Ministério do Planejamento aprovou há 15 dias a convocação de mais 500 concursados de nível médio para o atendimento administrativo. Atualmente, a falta de pessoal é parcialmente responsável pelo aumento no tempo de espera pelo atendimento no INSS.

A explicação dada por uma servidora da gerência do INSS de Canoas, Região Metropolitana da Capital, dá conta de que apenas 36 médicos peritos são responsáveis pelo atendimento a 13 agências que abrangem a região. O número ideal de médicos, segundo cálculo de base epidemiológico utilizado pela categoria, é de 65 profissionais. “Quando entrei no corpo médico pericial, em 2006, éramos 52. Com o passar dos anos, mais profissionais pedem demissão ou se aposentam”, explica a médica perita Clarissa Baccin. Outro argumento apresentado pela categoria é de que não possuem uma hierarquia entre eles, sendo chefiados por técnicos e, em alguns casos, com menos graduação.

A defasagem salarial é utilizada como mais um argumento para o cargo de médico perito ser a função pública com o maior número de pedidos de demissões. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a baixa remuneração, outras formas de ganhos mais rentáveis e as ameaças sofridas por trabalhadores que têm seus pedidos de benefício negados colaboram para o afastamento do médico da carreira pericial. Funcionários do quadro efetivo do INSS informam que as perdas salariais acumuladas da categoria totalizam 36% desde 2008.

O presidente do INSS, Mauro Hauschild, planeja em breve se encontrar com a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, a fim de agilizar o processo de nomeação de todos os 375 peritos aprovados no concurso realizado em fevereiro - destes, 47 para o Rio Grande do Sul. “A ideia é de que possamos recompor em partes os quadros aqui do Estado e do restante do País, mas, principalmente, a situação dos três estados do Sul, onde a realidade é um pouco mais grave”, avalia Hauschild.

Outra iniciativa do instituto para amenizar o quadro de letargia no atendimento dos beneficiários é referente ao início dos projetos-piloto da nova sistemática de reconhecimento dos benefícios por incapacidade. A ideia consiste na não realização de perícia em determinadas condições para alguns grupos de segurados com afastamento indicado de até 60 dias. “Esse projeto está em um estágio bem avançado, e nós devemos começar no início de junho os primeiros pilotos, o que deve garantir um pouco de desafogo da enorme demanda e da escassez de peritos”, aponta o presidente do INSS.

O volume de perícias médicas equivale a 65% de todos os requerimentos de benefícios mensais do instituto. Há uma demanda bem grande, principalmente, nas regiões metropolitanas, onde o tempo de espera é bem prolongado.

Porém, nestes casos, nós estamos construindo juntamente com o Judiciário, com o Ministério Público, com a Defensoria Pública e com os conselhos regionais e federais de medicina, alternativas para buscar um melhor serviço e um atendimento para a população”, espera Hauschild.

De acordo com o presidente da instituição, a carência de médicos é um processo histórico. Para ele, a solução não está apenas na contratação de novos profissionais, mas no aperfeiçoamento do instrumento de gestão. “Acredito que não deve ocorrer uma busca indiscriminada por contratação. Tem que haver contratações para suprir necessidades, além da criação desses instrumentos de administração do quadro pessoal, de forma a racionalizar os processos de contratação e valorizar os funcionários já existentes”, acrescenta. O perito médico é o cargo público em que ocorre a maior evasão dentro do funcionalismo público.

MP REAJUSTA SALÁRIOS DE SERVIDORES FEDERAIS A PARTIR DE JUNHO

Por O Globo (opais@oglobo.com.br)
DESTAQUES EM BRASIL

Agência O Globo -

BRASÍLIA - O governo federal encaminhou nesta segunda-feira ao Congresso a Medida Provisória 568 que concede reajuste salarial a 937.675 servidores entre ativos, aposentados e pensionistas. Entre os beneficiários do reajuste, estão docentes das universidades federais, servidores que integram o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo, o Plano de Cargos da Previdência Social, Saúde e Trabalho, entre outras carreiras.

Segundo nota divulgada pelo Ministério do Planejamento, o valor do conjunto de medidas é de cerca de R$ 1,5 bilhão para 2012 e já estava previsto na Lei Orçamentária Anual de 2012, aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presidência da República.

Com a MP, os servidores que tinham aumento previsto para o mês de março, como no caso os docentes, terão reajuste retroativo àquele mês.

DIAGNÓSTICO ERRADO, TRATAMENTO INEFICAZ

O Sindicato dos peritos médicos previdenciários criticou duramente as explicações e soluções propostas para o colapso no atendimento do INSS aos cidadãos brasileiros, particularmente aos da região sul. Em entrevista ao Jornal do Comércio o presidente do INSS diz que pretende sanar os problemas contratando mais médicos, aumentando os instrumentos de gestão e o projeto tabelão, que faz parte do que chama instrumentos de gestão.
O presidente estaria empenhado em terceirizar a atividade e dar a volta nos seus próprios peritos, esquecendo-se do caos de início dos anos 2000, quando a então diretora de benefícios Patrícia Audi fez o mesmo e aumentou em cerca de 30% ao ano o número de auxílios-doença concedidos.

domingo, 13 de maio de 2012

TRIBUNA DE MINAS

13 de Maio de 2012 - 07:00

Nova tabela com prazos de afastamento cria polêmica
Lista em estudo na Previdência Social com tempo de concessão do auxílio-doença desagrada representantes de trabalhadores


Por Fabíola Costa

Beneficiários não conseguem prorrogar auxílio-doença


A criação de uma tabela, que sugere prazos para afastamento do trabalhador, incluindo concessão de auxílio-doença, além de para os trabalhadores, em estudo pela Previdência Social, já levanta polêmica. O objetivo do Governo é facilitar o trabalho dos médicos assistentes (não peritos) na hora de estabelecer o período de afastamento. A lista inclui mais de nove mil enfermidades passíveis de gerar incapacidade laborativa e propõe a criação de novo modelo de reconhecimento ao direito do benefício por incapacidade.

Só em Juiz de Fora, a medida atingiria 64.721 segurados. Este é o atual número de benefícios por incapacidade, que representa 25,34% do total mantido na área de abrangência da Gerência Regional do INSS (255.347). O valor médio recebido por estes segurados é de R$ 685,09. No primeiro trimestre deste ano, os requerimentos por auxílio-doença chegaram a 12.319. As conversões para aposentadoria por invalidez totalizaram 934 no mesmo período (ver quadro).

A diretora administrativa do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, Ivone Garcia da Silva, considera a tabela uma "irresponsabilidade" com o segurado. Na sua opinião, estão sendo desconsideradas variáveis importantes, que contribuem diretamente para a recuperação do trabalhador, como o acesso a saúde pública, além de consultas e tratamentos necessários em cada caso. "Em uma situação de fratura de mão, por exemplo, que poderia ser curada em três meses, demora-se um ano só para realizar a cirurgia. Não dá para objetivar questões subjetivas." Na avaliação da diretora, a tabela é um retrocesso. Ivone destaca a vulnerabilidade deste público e as particularidades de cada um, nos aspectos social, emocional e psíquico, que precisam ser consideradas.

O presidente do Sindicato de Aposentados, Pensionistas e Idosos do Regime Geral de Previdência Social de Minas Gerais (Sinap-MG), Adilson Rodrigues da Silva, também é taxativo ao criticar a tabela. "É absurda. Cada organismo tem um jeito diferente de reagir e de se recuperar de uma doença. Isso é desculpa para não conceder benefício por mais tempo." Para Adilson, não se pode padronizar o prazo de recuperação sem uma análise mais profunda e pormenorizada de cada paciente. "O INSS alega que a tabela servirá de orientação, mas se tornará uma regra a ser aplicada a todos", prevê. O presidente do sindicato atesta, ainda, a dificuldade de o segurado obter o benefício previdenciário, especialmente por incapacidade, muitas vezes tendo de recorrer à Justiça para garantir a concessão.

Para o advogado da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Juiz de Fora, Diego Franco Gonçalves, a proposta da listagem, por um lado, facilita a vida daquele que não consegue comprovar sua incapacidade perante o INSS. "No entanto, não pode ser uma lista absoluta, fechada. Precisa ser exemplificativa, porque o legislador não consegue prever todas as situações. O perigo é se tornar algo absoluto dentro do INSS." O advogado defende a abertura de diálogo com os médicos, caso contrário, ao invés de ajudar, pode prejudicar o beneficiário. Segundo Diego, os benefícios por incapacidade, seja a concessão ou a prorrogação, são os mais demandados na Justiça. Na sua opinião, as perícias, que não são realizadas por especialistas, são superficiais. "Em cinco minutos, é impossível diagnosticar um câncer linfático, por exemplo, por um profissional que não é da área."

Beneficiários não conseguem prorrogar auxílio-doença

No primeiro trimestre deste ano, conforme a Gerência Executiva do INSS, foram requeridos 12.319 auxílios-doença em Juiz de Fora. Mais da metade (51,6%) foi indeferido: 6.366. Entre as recusas, a grande maioria deve-se a parecer contrário da perícia médica, seguido pelo não comparecimento para realização de exame, falta de tempo de contribuição, perda de qualidade de segurado e data da incapacidade anterior ao ingresso ou reingresso no sistema. Os números consideram a possibilidade de mais de um indeferimento para o mesmo benefício.

Depois de ficar afastada duas vezes, por um total de quatro meses, a auxiliar de cozinha Patrícia Baltazar, 34 anos, tentou, esta semana, a prorrogação do auxílio-doença, sem sucesso. Ela afirma que tem depressão, toma medicamentos controlados e não tem condições de voltar ao trabalho, mesmo após a alta pericial. Na tabela proposta pelo INSS, o prazo máximo de recuperação sugerido é de 120 dias. Patrícia não concorda com a estipulação de tempo para restabelecimento funcional, considerando que, no caso dela, por exemplo, os quatro meses previstos não foram suficientes para sua recuperação. "Precisava estar mais forte para retornar ao trabalho."

O porteiro Alberto Faustino, 45, também teve o pedido de prorrogação indeferido. Ele comenta que sofre com uma doença crônica, o transtorno bipolar. Depois de ficar sete meses afastado, recebeu alta e afirma que não tem condições de voltar ao posto. "O perito disse que posso voltar, mas não concordo." Na sua opinião, a estipulação de prazos fixos para recuperação do trabalhador é um erro, já que, nem avaliando a situação caso a caso, o INSS é capaz, hoje, de reconhecer a real necessidade de afastamento.

Sobre as recusas de uma forma geral, o perito Marcelo Lopes cita a incidência de casos em que a doença é comprovada, mas a concessão é recusada administrativamente em função da falta de contribuição mínima. "Gera uma insatisfação grande do segurado." A também perita Luciana Lauand reconhece que pode haver erro nas avaliações, mas destaca o ganho em qualidade das perícias e a redução das distorções.

Mediante o resultado pericial, o beneficiário tem direito de pedir a prorrogação (pelo menos 15 dias antes da alta) ou a reconsideração (em caso de recusa), que podem ser formalizadas por telefone 135, no site www.previdencia.gov.br ou nas agências. Os canais de atendimento também podem ser usados para requerer o benefício. Não é necessária, nem recomendada a participação de atravessadores. Se o trabalhador estiver restabelecido e, mediante a alta, basta voltar ao emprego, sem necessidade de nova avaliação médica.

INSS diz que medida vai desafogar demanda

O chefe da Gerência Executiva do INSS em Juiz de Fora, Paulo Cirino, avalia que a tabela servirá de parâmetro para os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) sugerirem o afastamento dos trabalhadores, desafogando a demanda por perícias e reduzindo a espera pela liberação dos benefícios. O tempo médio para concessão do auxílio-doença previdenciário hoje é de 37 dias na região, o dobro do tempo médio de espera de todos os benefícios: 16,7 dias.

Sobre a possibilidade de os assistentes sugerirem ou recusarem benefícios indiscriminadamente e de a tabela engessar o atendimento ao segurado, ele ressalta que "não há risco de os beneficiários serem tratados como números". Segundo ele, os médicos assistentes serão cadastrados, treinados e fiscalizados para atender, em um primeiro momento, empregados com, pelo menos, três anos de contribuição ininterrupta. Destacou, ainda, o esforço conjunto da Previdência e do SUS para esta finalidade e o fato de estes profissionais já acompanharem seus pacientes, tendo maior conhecimento sobre o estado de saúde deles. "Nosso público está doente e fragilizado. A perícia é uma etapa a mais, estressante, no momento em que ele está mais vulnerável."

O perito Muand, membro da mesma equipe.arcelo Henrique Marques Lopes, integrante da equipe de gerenciamento da perícia médica do INSS, esclarece que tanto a tabela quanto a atuação dos médicos assistentes estão em estudo. Atualmente, para definir o tempo de concessão do benefício, contam o prazo presumido de recuperação para cada patologia aliado à análise de variáveis, como idade e atividade desenvolvida pelo segurado, explica. "Há patologias em que sempre será necessário avaliar cada caso", considera a perita Luciana Lauand, membro da mesma equipe.


Jornal de Jundiaí - População sofre com a Falta de Peritos

PÓS-OPERATÓRIO
12/5/2012 - Autônomo não consegue agendar perícia no INSS

MARCELO LANGUE

Autônomo tentou agendar perícia em Jundiaí, Várzea e Campo Limpo Paulista, sem sucesso

Fernando Cruz tem 39 anos e trabalha como autônomo recolhendo materiais para a reciclagem. Na quarta-feira, passou por uma cirurgia de retirada de hérnia na virilha, implantou uma rede para segurar a musculatura do local e está atualmente com 16 pontos na região. O médico responsável pela cirurgia, realizada no Hospital Universitário, já adiantou que ele terá de ficar de seis meses a um ano sem pegar peso e sem trabalhar na área que atuava. 

O problema é que ele não está conseguindo agendar a perícia no INSS. "Já saí do hospital preocupado com isso porque sou autônomo e não posso ficar parado. As contas continuam vencendo. O problema é que quando liguei no 135 disseram que não há vagas de perícia na agência de Jundiaí, nem de Várzea ou Campo Limpo. Pediram para eu continuar ligando. Não posso nem ir até lá sozinho, vou precisar que a ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) venha me buscar.

Então não posso ir para uma agência muito longe. Estou com medo de ficar sem receber. Pago Previdência há 23 anos", conta. Acamado e movimentando-se com dificuldade, o autônomo diz que vai continuar insistindo diariamente para tentar agendamento, mas teme não ter condições de se manter até que os recursos sejam liberados.

Retroativo - Segundo a assessoria de imprensa da Previdência Social em São Paulo, o pagamento do benefício auxílio-doença, nos casos em que são deferidos, estará garantido desde a data em que o segurado ligou agendando a perícia médica. "Por isso, é importante que o senhor Fernando Cruz garanta essa data, marcando a perícia pela telefone 135 ou pelo sitewww.previdencia.gov.br", informa nota da assessoria.

A nota prossegue, informando que "quando o segurado liga para agendar o atendimento são oferecidas as vagas mais vantajosas dentro de um período de 20 dias. (...) Como a procura é grande, ocorre de, às vezes, a agência não ter uma vaga nesse período. Caso a pessoa queira ser atendida em determinada unidade, ela deverá se dirigir pessoalmente àquela agência, para agendar o serviço."

Segundo Fernando, por telefone, não foi permitido que ele fizesse o agendamento. "E pessoalmente, eu não tenho condições de ir até lá, a menos que seja mesmo para ser atendido. Só quero resolver a situação", diz.
ROBERTA DUTRA

PAPEL PERITO MED


sábado, 12 de maio de 2012

Sociedade Brasileira de Reumatologia


Consenso 2012 para o tratamento da Artrite Reumatoide
http://www.scielo.br/pdf/rbr/v52n2/v52n2a02.pdf

JORNAL HOJE

Edição do dia 12/05/2012

12/05/2012 14h31 - Atualizado em 12/05/2012 15h43
Fibromialgia atinge pelo menos 2,5% da população brasileira
A doença não tem cura e se caracteriza por dores intensas por todo o corpo, distúrbios do sono e fadiga. Atinge principalmente as mulheres.

DO MINISTÉRIO PÚBLICO (OU SERIA SECRETO?) - PROCURADOR GERAL FOGE DE CPI E DELEGADOS FEDERAIS DESMENTEM AS DESCULPAS USADAS POR ELE.


Delegados da PF contradizem versão de Gurgel

Da Folha de São Paulo 12/05/2012

Os depoimentos dos delegados da Polícia Federal que coordenaram as operações Vegas e Monte Carlo contradizem parte da explicação do procurador-geral, Roberto Gurgel, para não ter investigado, em 2009, as relações do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com Carlinhos Cachoeira.

Gurgel afirmou ter paralisado a Operação Vegas, que investigou Cachoeira, até que chegassem novas provas que seriam levantadas na Monte Carlo.

Seu objetivo era "evitar que fossem reveladas outras investigações relativas a pessoas não detentoras de prerrogativa de foro [como Demóstenes], inviabilizando seu prosseguimento, que viria a ser formalizado na Operação Monte Carlo".

Mas, segundo os depoimentos, uma operação não foi originada da outra.

Raul Alexandre Souza, da Vegas, e Matheus Mela, da Monte Carlo, disseram que a Vegas foi encerrada em 2009, após manifestação da Procuradoria, e que a Monte Carlo nasceu em outro órgão: o Ministério Público de Goiás, na comarca de Valparaíso (GO).

Segundo Mela, não havia "interseção" entre as operações. "A Vegas nasceu em Anápolis [GO], e a Monte Carlo foi pelos promotores de Valparaíso [GO]."

A Procuradoria disse não ter "nada a modificar e/ou alterar as informações já divulgadas". (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO e RUBENS VALENTE)

Nota do Blog: Quando se é desmascarado desse jeito, a melhor coisa a fazer é realmente fechar o bico, mas é obrigação constitucional da PGR explicar à população porque SENTOU EM CIMA POR 3 ANOS de um processo que envolvia um senador oriundo do próprio MP. Se ele "não pode", então quem explica isso? Para acusar peritos do INSS esses procuradores correm para o holofote como aves de rapina em busca da carcaça e disparam acusações sem sentido e sem provas, estimulando o esvaziamento da carreira por parte de médicos que não aguentaram mais ser molestados sem razão. Agora que a máscara caiu eles estão em pânico procurando até os amigos procuradores que viraram Ministros do STF (Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa) que já constam em notas da imprensa como simpáticos ao não comparecimento do Procurador-Geral Gurgel à CPI do Cachoeira.

O que teme o Procurador Gurgel?

Médica faz barraco em APS de Farroupilha, ofende segurança e é condenada

Médica terá de indenizar vigilante por ofensa racista
por O Caxiense | 12/05/2012 às 16:16

Segundo ação, anestesista xingou profissional depois de tentar furar a fila de atendimento no INSS.
A Justiça estadual condenou uma médica, a indenizar R$ 8 mil, por dano moral, pela ofensa a segurança de um posto do INSS com comentários de conotação racista. Julgada em 1º Grau na Comarca de Caxias do Sul, a sentença foi confirmada pelos desembargadores da 10ª Câmara Cível do TJRS.

O autor da ação é vigilante de posto do INSS em Farroupilha. Em novembro de 2007, segundo ele relatou na ação, a ré compareceu ao local, identificou-se como médica anestesista e exigiu a realização de perícia em sua acompanhante. Relatou que a profissional, cujo nome não foi divulgado, não aceitava esperar na fila ou comparecer no horário marcado, causando tumulto, chegando a invadir a sala da perita exigindo imediato atendimento.

Sentindo-se ameaçada pela ré, a perita solicitou a presença do segurança. Ele solicitou à médica que se acalmasse porque a questão seria submetida ao chefe do posto previdenciário e ouviu como resposta que ela não falava com negro nem com nordestino, entre outras ofensas. O vigilante então ajuizou ação e requereu pagamento de indenização por dano moral no valor de 50 salários mínimos.

A Justiça, a defesa da médica argumentou que o vigilante pretendia enriquecer ilicitamente, negando que o episódio ocorreu de acordo com o relato do vigilante. Afirmou ter sido barrada por ele, que a tratou de forma agressiva, na portaria do INSS. Disse que houve má vontade no atendimento e na prestação de serviços, pois pessoas com senhas de números superiores foram atendidas antes. Declarou ter sido tratada de forma grosseira pela perita, que a expulsou da sala. Alegou que o autor distorceu a realidade.

Em primeiro grau, o juiz Silvio Viezzer, julgou procedente a ação indenizatória e condenou a ré a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 16,3 mil, corrigidos monetariamente.

Houve recurso da médica, que argumentou ter agido somente para auxiliar paciente que acompanhava, sem proferir qualquer expressão injuriosa ou ofensiva a reputação de terceiros.

O relator, desembargador Túlio Martins, entendeu que houve dano moral, em razão das palavras ofensivas, proferida diante de outras pessoas. Ao avaliar a gravidade do ato ilícito, o potencial econômico da ofensora e do ofendido, além de outros casos semelhantes, ele reduziu a indenização para R$ 8 mil, corrigidos monetariamente.

Participaram da votação, além do relator, os desembargadores Jorge Alberto Schreiner Pestana e Paulo Roberto Lessa Franz.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ.

Dificuldade para Benefício por Incapacidade II

Jornal O Hoje - Cozinheira supera dor para tentar sobreviver
Três hérnias e três parafusos na coluna impedem mulher de conseguir emprego. Mesmo tendo contribuído 28 anos com União

VINICIUS MAMEDE
Em 12/05/2012, 02:11

A cozinheira Maria Inês Gomes, de 58 anos, está há três sem poder trabalhar por causa de três hérnias na coluna. Uma delas, em uma área próxima ao pescoço e que, segundo os médicos, não pode ser retirada. “Os médicos dizem que é deitar na mesa de operação e seguir para o IML”, declara ela. Mesmo sentindo imensas dores, ela precisa continuar cozinhando para fora para não morrer de fome com o filho.

Maria não se considera uma mulher preguiçosa. Até por isso, mesmo sentindo dores insuportáveis na coluna, continua preparando os caldos, que são vendidos todas as noites na porta de casa. Apesar da quantia simbólica que cobra pelo alimento, apenas R$ 1 por copo, diz que a freguesia não é lá essas coisas. “As pessoas aqui também são muito pobres e qualquer real faz toda a diferença”, aponta a mulher, que mora no Madre Germana II, em Goiânia.
Como não consegue muito com os caldos, precisa enfrentar todos os tipos de dificuldade na casa simples em que divide com um filho. “Conto as moedas para pagar água e energia. Mesmo assim, tem meses em que preciso deixar de pagar uma para dar conta de pagar a outra. O mesmo preciso fazer para comprar os alimentos. Se compro café, não tenho para o leite”, destaca a cozinheira.

Trabalho
O grande sonho da cozinheira é poder voltar a trabalhar em restaurantes. Entretanto, por causa da doença, diz que já não consegue mais emprego. “Sempre dizem que não estou apta ao trabalho nos exames admissionais, por causa das três hérnias na coluna e três parafusos.” Apesar de ter trabalhado e contribuído por 28 anos ininterruptos com a Previdência, também não consegue se aposentar. “Aí fico sem saber quem está falando a verdade, se os peritos do INSS ou os médicos.”

Em meio à divergência de opiniões quem mais sofre é a cozinheira. “Como podem dizer no INSS que estou apta a trabalhar se não consigo emprego em restaurante algum dentro de Goiânia por causa da minha doença?” Por não ter o benefício e nem trabalho, a mulher aponta também não ter como continuar o tratamento e poder, ao menos, minimizar as dores. “Já fazem dois anos que não me sobra o dinheiro para os remédios da coluna que, somados, ficam em R$ 170. Ou seja, além de muitas vezes não ter o que comer, ainda tenho que me aborrecer com as dores nas costas”, analisa.

Jovem se mata após ser reprovado em exame médico de admissão. O Perito teve culpa?

AVISO AOS PERITOS - PROVA DE TÍTULOS DA ABMLPM

Após contato feito hoje com o Presidente da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas (ABMLPM) foi informado que os colegas que quiserem se submeter à prova de título da ABMLPM a ser realizada no próximo Congresso Paulista de Perícia Médica em junho poderão usar seus títulos de residência médica na comprovação de contagem de anos necessários para cumprir o pré-requisito previsto em edital.

Portanto, colegas peritos admitidos em 2006 em diante que já até tinham riscado essa prova do calendário, vamos às contas. As inscrições se encerram na próxima semana.

Aqui o link do edital do concurso.
Aqui o link do Congresso Paulista de Perícia Médica.

IONESCO E O INSS, A CONSAGRAÇÃO DO ABSURDO


Eugene Ionesco, dramaturgo romeno nascido em  1909 e falecido em 1994, é considerado o pai do teatro do absurdo. Uma pergunta palpitante é que outra grande obra-prima ele poderia ter escrito se conhecesse o Instituto Nacional de Previdência Social do Brasil. Teria sido uma fonte de inspiração e tanto. O que Ionesco pensaria, por exemplo, ao saber que existem 1900 vagas de Técnicos Previdenciários e 375 de Peritos-Médicos prontas para serem preenchidas, bastando para isso convocar os candidatos aprovados há mais de 2 meses? 


Enquanto isso, a população, principalmente os incapacitados para o trabalho, passam fome a espera de uma perícia. Milhares de pessoas que precisam decidir as suas vidas, o seu futuro, como aposentadoria, por exemplo, aguardam meses a fio que o seu processo seja analisado
Dentre os incapacitados, muitos recuperam sua capacidade meses antes da perícia, mas as empresas não os aceitam até que sejam periciados. Ficam sem renda, poderiam estar trabalhando, irão receber todo o período de afastamento,inclusive o relativo a quando já estavam curados, e os contribuintes, que são  os próprios trabalhadores e as empresas, pagam  a conta da incompetência e falta de gestão. 
Qual a explicação para não terem ainda convocado os aprovados? Não existe. Em um comunicado interno do INSS, o Presidente anuncia alegremente que até o final do ano serão chamados mais servidores do que previa o Edital. Ótimo, muito bem, mas por que, então não chamar AGORA os que estavam  previstos no Edital?  Este gasto não estava todo ele incluído no orçamento? Não foi autorizado pelo Congresso, Ministério da Organização e Gestão, Casa Civil e por aí vai? Qual é a lógica de, primeiro, não ter chamado ninguém até agora e, segundo, chamar aos poucos? 
Talvez nem Ionesco conseguisse utilizar o INSS para se inspirar: " É absurdo demais par mim!", ele diria. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Bomba-Relógio acionada

"...Tentei me aposentar, mas ainda tenho que contribuir 8 anos. Não tenho este tempo e fui orientada a tentar uma Perícia Médica pelo Balcão de atendimento do INSS". - Frase dita por segurada hoje numa APS.

A Perícia Médica do INSS é uma bomba-relógio armada para explodir no futuro breve anotem.
A subjetividade da avaliação médica nos benefícios por incapacidade em contraposição à rigidez objetiva da norma a qualifica invariavelmente como a parte mais frágil do sistema previdenciário. Acontece que qualquer aumento de exigência administrativa tem repercussão linear nos consultórios médicos do INSS. Sem o seu fortalecimento e controle do setor, de nada adianta o governo aumentar ou reduzir tempo contributivo dos segurados como se propõe se supõe. Podem mexer o quanto quiserem nestas variáveis. Nada adianta. A invalidez ao invés de ser uma exceção aos poucos se tornaria uma regra.

Outro dia quase ri quando li sobre dezenas de protestos desencadeados pela ideia do governo de aumentar o tempo de contribuição dos homens para 40 anos - com idade mínima de 65 anos. Ora, mas que estupidez bilateral. O governo e os sindicalistas esqueceram que a idade média da incapacidade laboral "natural", por senilidade mesmo e doenças de alta prevalência, na população seria inferior ao estimado pela lei e, assim, as pessoas apenas trocariam e passariam a buscar a via da invalidez. Para onde acha o governo que iria um trabalhador com com 68 anos e 21 anos de contribuição? Esperar até os 82 anos? Existe um médico no meio do caminho. No meio do caminho, um médico.

Outra questão preocupante e que ninguém se dá conta, além do envelhecimento da população e da falta de sustentação contributiva financeira do sistema pró-assistencial, é a elevação assustadora dos trabalhadores terceirizados que atualmente representa mais 2/3 de todos. Ganham mais que os outros, porém, contribuem em média 7 dos 12 meses ao ano no seu ciclo emprego/desemprego. A longo prazo, haverá uma população envelhecida, sem contribuições suficientes para se aposentar tampouco saúde para o trabalho. Adivinha aonde elas irão derramar as suas lágrimas de desamparo? Ora, claro, no consultório do médico do INSS que se recusa a aposentar um senhor de 70 anos com osteoporose e fibromialgia.

QUEM PAGARÁ ESTA CONTA?
Acorda Brasil!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

DA SÉRIE "PERÍCIA PRA QUÊ TE QUERO" OU "NOVO MODELO, COMO RESOLVER ISSO?"

Previdência de SC aponta fraude em benefícios por invalidez



Da Folha de São Paulo

Pelo menos 30 aposentadorias por invalidez concedidas a funcionários da Assembleia Legislativa de Santa Catarina foram consideradas irregulares pelo Instituto de Previdência do Estado (Iprev).

Os casos fazem parte de um primeiro grupo de 56 processos administrativos julgados pelo Iprev, que desde julho do ano passado investiga a suspeita de fraude em 114 aposentadorias.

O presidente do Iprev, Adriano Zanotto, afirma que vai solicitar à Assembleia a suspensão dos 30 benefícios. "São casos em que a perícia médica constatou que os aposentados não apresentam a doença que ocasionou a incapacidade para o trabalho", afirma.

Segundo ele, a maioria dos casos está relacionada à cardiopatia grave. "É pouquíssimo provável que alguém com essa doença tenha sido curado. Pode estabilizar, mas sumir não. O que verificamos foi uma indústria de aposentadorias por invalidez."

Na relação de fraudes apontadas pelo Iprev está o caso de Gaysito Luiz Nuemberg, que se aposentou em 1982 por cardiopatia grave aos 33 anos de idade.

No ano passado, ele participou de uma competição de atletismo em Florianópolis --correu 10 quilômetros em uma hora e três minutos. Segundo o advogado dele, Pedro Queiroz, "correr faz parte do controle cardíaco".

Na época da aposentadoria, Nuemberg apresentou à junta médica da Assembleia Legislativa um laudo indicando a doença cardíaca assinado por um pediatra. O mesmo médico assinou laudos de outras seis aposentadorias suspeitas.

Segundo Zanotto, os peritos da Assembleia na época não questionaram nem pediram exames complementares. Em outro caso o servidor apresentou o laudo do médico particular e no mesmo dia foi aposentado. E há ainda casos em que o médico que assinou o laudo foi o mesmo que fez a perícia", afirma.

O presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merísio (PSD), diz que, assim que receber a conclusão dos processos, vai iniciar uma investigação para identificar a origem das fraudes. "Temos que investigar se houve participação dos médicos da Assembleia em alguma irregularidade."

Merísio diz que se o aposentado tiver condições e idade para voltar ao trabalho ele será convocado. "Se não for possível, vai perder a função pública", afirma.

O resultado dessas investigações deve ser encaminhado na próxima segunda-feira à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e também à Receita Federal, já que os aposentados por invalidez eram isentos de pagar Imposto de Renda.

O Iprev ainda estuda como será feito o processo para ressarcimento dos valores pagos. A conclusão dos outros 58 processos deve ser divulgada, segundo o Iprev, até o início de junho.

O advogado Pedro Queiroz, que representa a maioria dos aposentados suspeitos de fraude, questiona a perícia médica realizada no ano passado. "Os meus clientes não têm obrigação de apresentar exames depois de tanto tempo. Algumas aposentadorias foram concedidas há mais de 30 anos", afirma.

Nota do Blogueiro: Cardiopata grave aos 33 anos (!!!) e 30 anos depois ainda está vivo e corre 10km em uma hora? Já repararam como a cara de pau de alguns não tem fim? Eis ai o resultado de perícias feitas às pressas, laudos emitidos no mesmo dia, sem exame físico, sem checagem de documento, mesmo médico sendo perito e médico assistente.... Isso lembra alguma coisa? Ah, o INSS e suas políticas periciais.

O URSO ACUADO - PGR NA MIRA DA CPI


Presidente do PT diz que Gurgel deve explicações sobre investigação
Da Folha de São Paulo
Atualizado às 18h57.

O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, cobrou nesta quinta-feira que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responda as questões levantadas pelo delegado da PF (Polícia Federal) Raul Souza.

Ontem, em depoimento à CPI, Souza questionou o fato de Gurgel não ter dado sequência a uma investigação anterior à Monte Carlo que já apontava laços entre o empresário Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres.

Gurgel também afirmou que as críticas foram feitas por "pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão".

"Eu continuo dizendo que é preciso que ele responda uma dúvida que foi lançada --não por qualquer pessoa que ele atribuia genericamente-- mas por um delegado da PF. Não me consta que o delegado da PF esteja na lista das pessoas que ele identifica genericamente", disse Falcão hoje.

Questionado se o PT insistiria pela convocação de Gurgel para depor na comissão, Falcão disse que "a pergunta deve ser dirigida aos membros da CPI, que tem um plano de trabalho".

"Eu não sei se eles pretendem, alguém do PT ou outros membros, convocá-lo. A CPI tem poder de convocação de qualquer autoridade, mas a decisão de convocar ou não é da comissão".

Em 2009, durante a Operação Vegas, a Polícia Federal disse ter encontrado indícios de irregularidades, mas Gurgel considerou o contrário, e nada fez até fevereiro de 2012, quando estourou outra operação também envolvendo Demóstenes, a Monte Carlo, que prendeu o empresário de jogos ilícitos Carlos Cachoeira. Só então Gurgel mandou abrir um inquérito.

O delegado cuidou da Operação Monte Carlo, deflagrada em novembro de 2010 e que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira e membros de seu grupo em fevereiro deste ano. Os 82 nomes citados se referem a esta operação, e não à Vegas, ação policial semelhante encerrada em 2009.

Sobre a proximidade do julgamento do mensalão pelo STF, Falcão disse que não tem "nenhuma preocupação" e que espera que o julgamento "seja pautado pela ampla defesa, pela defesa do contraditório, pela presunção de inocência e pelo julgamento de acordo com autos e provas".

Nota do blogueiro: Ahh, se fosse contra perito médico... A denúncia não ia nem esquentar a mesa dele. Mas como foi contra o amigo procurador de Goiás... 3 anos de gaveta. É, Sr. Gurgel tem muito o que explicar...

Nota 2: Para quem não entendeu o título, leia esta notícia.

O URSO EM AÇÃO - GINÁSTICA MENTAL PARA DEFENDER GOVERNADOR ACUSADO DE CORRUPÇÃO


MP solicita informações sobre viagens de Cabral

Rio -  O Ministério Público do Rio (MPRJ) informou nesta quarta-feira que o Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes, solicitou ao governador Sérgio Cabral, informações a respeito de suas viagens ao exterior. O pedido foi motivado pelas denúncias do ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho, que repercutiram na imprensa.

Saia justa no MP

A decisão de arquivar ou não as investigações sobre supostas irregularidades provocadas pela amizade entre o governador Sérgio Cabral (PMDB) e os empresários Fernando Cavendish e Eike Batista causou uma saia justa no MP. Afinal, a Delta Construções voltou a ser o centro das atenções após fotos e vídeos mostrarem Cabral com Cavendish, dono da empreiteira, em confraternização em Paris.



Conselheiros do órgão ouvidos pelo DIA estavam preocupados com a possibilidade de a instituição ficar com a imagem de servir a Cabral em vez de investigá-lo. Mas, anteriormente, Cláudio Lopes tinha avaliado que as fotos e vídeos não traziam novidades para o caso. “O governador nunca negou a amizade com o Cavendish. Estou convicto de que não há nenhuma prova de improbidade administrativa e de que o meu arquivamento será mantido”, afirmou Lopes.

De acordo com o procurador-geral, os contratos da Delta com o governo já tinham sido analisados: “Não há irregularidades. Os aditivos dos contratos estão dentro da lei. O Ministério Público não pode aliviar alguém por que é governador e nem punir também só por que é o governador.” Para Lopes, as informações prestadas pelo governo sepultam o caso: “Se a população quiser fazer um julgamento ético, moral e político é aceitável. Mas não existe ilegalidade(...)”.

Nota do Blogueiro: É nisso que dá o chefe da Procuradoria Estadual, que em tese é o que investiga o governador, ser nomeado pelo próprio governador. E ainda se fala nesse país de independência de poderes. O resultado está ai: Um procurador chefe de um estado fazendo um papel ridículo perante a nação num exercício patético de ginástica mental e lorotismo verbal para tentar justificar o injustificável: O arquivamento de denúncia de improbidade envolvendo o governador do Rio, Sérgio Cabral. O escândalo é tamanho que conselheiros do MPE estão abertamente discutindo a preocupação com a imagem do MP perante a nação. Mas não precisam se preocupar mais não, esse escândalo serviu para revelar à nação o que nós já sabíamos e já havíamos denunciado antes deste escândalo surgir com os vídeos do Garotinho: O Ministério Público é um Ministério Secreto, com agenda própria protegendo tubarões e atacando covardemente servidores pequenos sem direito à defesa prévia e com direito à espetáculo circense na mídia. Por isso ganharam o apelido de URSOS -> Pois são grandes e botam medo mas só comem peixe pequeno.

IMAGINEM COMO SERIA A ATITUDE DO MESMO PROCURADOR SE FOSSEM PERITOS FARREANDO EM PARIS. 

Mas isso resta impossível, pois com nosso salário não dá nem pra chegar no aeroporto internacional. Só não sei se é pra comemorar ou chorar.

INSS DIZ QUE "RECONHECE" ERRO, FAMILIAR DIZ QUE "DEVE TER INCOMODADO" E MÍDIA COMEMORA BOA NOTÍCIA. INFELIZMENTE NADA SOBRE O DOCUMENTO MAIS IMPORTANTE: O LAUDO MÉDICO QUE APONTARIA O QUE O PERITO VIU, OUVIU E DECIDIU.



REVISTA VEJA

Acidente de trabalho mata 38 por mês no estado de São Paulo
Principais ocorrências fatais estão relacionadas a acidentes de trânsito, quedas de edifícios e exposição à corrente elétrica

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/acidente-de-trabalho-mata-38-paulistas-todos-os-meses

NEM A INGLATERRA ESCAPA.

Policiais britânicos aderem a greve contra reforma na previdência

10 de maio de 2012 • 09h44 • atualizado às 10h36
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5765277-EI8142,00-Policiais+britanicos+aderem+a+greve+contra+reforma+na+previdencia.html

Test Drive do "Novo Modelo". Há o que fazer contra o Laudo Médico Gracioso?

Conselho de medicina solicita laudos médicos de deputados ‘doentes’
A quantidade de laudos apresentados despertou atenção do Cremal
http://cadaminuto.com.br/noticia/2012/05/10/conselho-de-medicina-solicita-laudos-medicos-de-deputados-doentes-na-ale

NOTÍCIAS G1


10/05/2012 07h23 - Atualizado em 10/05/2012 07h23

GDF estuda mapear atividade externa de médicos da rede pública
Secretário diz que algumas cargas horárias de médicos são 'inexequíveis'.
Ponto eletrônico vai aumentar controle de jornada, diz Carlos Higino.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/05/gdf-estuda-mapear-atividade-externa-de-medicos-da-rede-publica.html

Medicina de Tempos Modernos - Briga por Atestado Médico


Notícias

10.05.2012

Mais violência na saúde: médica e paciente entram em conflito na UPA Eugênio de Melo e rapaz é preso por agressão

Mais um caso de violência na saúde de São José dos Campos. Um rapaz de 19 anos foi preso na quarta-feira, 09, acusado de lesão corporal, desacato e dano qualificado.
A confusão aconteceu na UPA do bairrro Eugênio de Melo, zona leste da cidade. Segundo a mãe do rapaz, Elisângela Cristina da Silva Gonçalves, do bairro Jardim Nova Detroit, o filho foi mal atendido e agredido pela médica clínica geral, Dra Evelyn Bartholo Calvert. O problema teria começado quando o jovem voltou à sala de consulta para pedir um atestado médico, o qual a médica teria se negado a fornecer.
No meio da discussão o rapaz empurrou a médica, que se feriu na cabeça. A polícia foi chamada e um Boletim de Ocorrência foi registrado. A mãe do jovem afirma que a médica teria agredido o rapaz primeiro. "Meu filho é trabalhador, ele só estava com dor e queria um atestado", disse Elisângela Gonçalves.
A sala de consultas da unidade de pronto atendimento foi danificada durante a briga.
A agressão foi registrada no 5º Distrito Policial de São José dos Campos pela delegada de plantão e o rapaz preso em flagrante. Ele foi liberado após pagar fiança de mil reais e vai responder o processo em liberdade. O inquérito deve ser concluído em 10 dias e a polícia espera ouvir as duas partes para saber se a médica também agrediu o rapaz. Segundo a polícia, as provas e as testemunhas contra o jovem justificaram a prisão do mesmo.
A Secretaria de Saúde de São José dos Campos enviou nota oficial sobre o caso:
"As informações sobre a agressão sofrida pela médica da unidade foram passadas à polícia durante o registro do boletim de ocorrência. Segundo ela, depois de ser atendido o agressor invadiu o consultório e queria obrigá-la a fornecer um atestado médico a ele. Dois guardas municipais estavam na Unidade de Pronto Atendimento no momento da agressão e a polícia militar também foi acionada.  Quatro câmeras fazem o monitoramento interno do prédio"