terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Direito e Perícia Médica

Laudo pericial de Fisioterapeuta não tem validade para concessão de benefício previdenciário por acidente de trabalho

A Procuradoria Seccional da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS em Marília/SP (PFE/INSS/Marília/SP) obteve a suspensão da liminar de antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional, concedida pelo Juízo de Direito da 1ª Vara da Comarca de Paraguaçu Paulista/SP, nos autos do Processo nº 07.00.00157-1, em recurso de Agravo de Instrumento (AI) interposto junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

O magistrado de piso, embora as alegações de nulidade do laudo pericial elaborado por fisioterapeuta apresentadas pela PFE/INSS, deferiu a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional, determinando ao INSS que implantasse o benefício de auxílio-acidente ao autor da ação acidentária com base nessa prova. Contrariando, assim, disposição expressa da Lei 8.213/91.

Diante dessa decisão, a PFE/INSS em Marília/SP interpôs AI junto ao TRF3, apresentando no recurso os mesmos argumentos descartados pelo Juízo de Direito, quais sejam: 1) que a perícia judicial é ato privativo de médico e que a legislação previdenciária exige, para o diagnóstico de doença incapacitante, laudo elaborado por perito médico; 2) o profissional de fisioterapia é apenas executor de técnicas prescritas por médico; e 3) que a realização de ato médico por pessoa não qualificada constitui crime de exercício ilegal da medicina.

Para se evitar prejuízo ao INSS com a concessão indevida do benefício em litígio, a Seccional requereu a atribuição de efeito suspensivo ao recurso e a determinação pelo Tribunal de realização de nova perícia, desta vez por profissional habilitado: perito médico.

A Relatora do AI acolheu a tese do INSS e determinou a suspensão da liminar, com a realização de nova perícia por médico, concluindo que: “a elaboração de perícia será determinada sempre que a prova do fato depender de conhecimento especial de técnico. Assim, o juiz nomeará perito, com qualificação técnica, sendo permitida às partes a indicação de assistente técnico e formulação de quesitos (artigos 420 e 421 do Código de Processo Civil). O exame pericial foi realizado por fisioterapeuta, profissional de confiança do juízo. (…) ‘In casu’, contudo, tratando-se de demanda objetivando a concessão de benefício previdenciário por incapacidade, há de se observar o disposto no artigo 42, §1º, da Lei n.º 8.213/91, em que o reconhecimento da incapacidade depende de exame médico-pericial.”

Com esses fundamentos, conclui que “o laudo pericial deve ser anulado, evitando-se eventuais prejuízos às partes, sendo necessária a elaboração de novo laudo, por profissional médico habilitado para tanto. Dito isso, defiro a atribuição de efeito suspensivo ao recurso.”

Fonte: TRF3

LUTO

A sociedade de Jacobina e região chora a morte do médico jacobinense da região da Caatinga do Moura, Dr. Marcos Antonio Jacobina Santos, 51, ocorrida nesta segunda-feira por volta das 4h da madrugada na Clinica Santa Bárbara, onde foi internado na noite de ontem ás 23h com fortes dores, o médico sofreu um infarto agudo do miocárdio. Ele é casado com a advogada Dra. Leda Jacobina e tem duas filhas

Profissional dedicado na área da saúde, ele era médico perito do INSS, legista do Departamento de Policia Técnica e médico cirurgião por formação. Além acumular a função de plantonista no Hospital Regional Vicentina Goulart em Jacobina.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

JUÍZES E ADVOGADOS E PROCURADORES DEBATEM PERÍCIA MÉDICA.

Perícia Médica tem forte destaque em eventos interinstitucionais realizados no Sul entre a JEF, Procuradoria e INSS.
"A Procuradora Federal Carmen Silvia Arrata julga que os benefícios por incapacidade devem ter um tratamento diferenciado, pois se referem diretamente à dignidade do trabalhador. Afirmou que administrativamente, hoje, em Curitiba, o INSS faz 15.000 perícias/mês. Em torno de 70% reconhecem a incapacidade e o INSS procede ao pagamento do benefício, preenchidos os requisitos legais (carência e qualidade de segurado). Quando se transporta essa demanda para a justiça federal verifica-se que, perante o SICOPP são realizadas 1.000 perícias judiciais por mês e aproximadamente 55% reconhecem que a parte não está incapacitada. Fazendo a relação perícias na justiça federal versus perícias no INSS, aquelas representam 3% das perícias realizadas na via administrativa. Conclui afirmando que se o impacto é grande na justiça federal pelo quantitativo este ainda representa um volume muito menor comparado à esfera administrativa, além do fato de que a grande maioria dos laudos judiciais corrobora com a decisão da Autarquia.  
Sob esse prisma entende que o percentual de erro do INSS é baixo o que retrata a eficiência do Instituto quanto à decisão que indefere o benefício por incapacidade."
"A Procuradora Federal do INSS afirmou que foi efetuado um levantamento de dados a pedido da procuradoria doINSS e que, no 1º grau de jurisdição nos JEFS, em torno de 50% a 60% das demandas são de improcedência. Foi verificadoainda que a maior parte dos recursos, ou seja, 70% são dos autores, somente 30% são do INSS e nesse o ganho era muito maior que nos recursos do autor. Defendeu que os dados apresentados pela Procuradora Federal Carmen  
demonstram que muitas vezes a instituição acerta, visto que 90% dos benefícios concedidos nacionalmente se dão pela via administrativa e apenas 10% em decorrência de ação judicial."

Leia Mais na Ata do Segundo Fórum Interinstitucional de Curitiba.

Nota: E isso porque somos apenas 8% dos quadros do INSS, mesmo assim somente a metade está no atendimento de APS e trabalha sob forte pressão administrativa para cumprimento de metas impossíveis, com sistemas obtusos, infra-estrutura decadente e ausência de segruança. De fato, o problema do INSS está na Gestão, e não na perícia.

FALTA DE ÉTICA DE JORNALISTA DE CUIABÁ REVELA QUE A INTENÇÃO NÃO É INFORMAR E SIM MALHAR UM FACTÓIDE EM PRAÇA PÚBLICA.


Em recente série de reportagens, reproduzidas neste BLOG, uma jornalista do Diário de Cuiabá mostrou a saga de mais uma promotora da república em busca de um holofote, queimando em praça pública o factóide da vez: o perito médico do INSS.


Não se sabe como ou quando mas a jornalista teve acesso a este BLOG e as 17:47 do dia 01/02/12 ela enviou um e-mail à caixa postal deste BLOG pedindo informações sobre os colaboradores, querendo conversar sobre as medidas do MPF e se dispôs à ligar. A mensagem foi lida pelo colega Heltron Xavier um pouco depois das 21h e após contato telefônico com outros colegas este respondeu à reporter às 21:31 do mesmo dia se oferecendo para entrevista e passou e-mail para contato, pois acreditávamos que a intenção era ouvir o outro lado.


Eis que no início da madrugada de 02/02/12 surge no site do Diário de Cuiabá a matéria "Peritos se revoltam com procuradores" que continha uma visão deturpada das opiniões deste BLOG e ao final dizia que "até o fechamento desta edição tentou contato sem sucesso". Bom, onde se diz "contato" leia-se UM e-mail mandado pouquíssimas horas antes.


Surpresos, vimos que o contato foi mera "pro forma", apenas para dizer que tentou o contato, pois a matéria foi ao ar bem depois da nossa resposta ao contato inicial. De fato aparentemente a nossa resposta não era de interesse mesmo, pois outras edições se passaram e nada da repórter entrar em contato.

Então fizemos a matéria "Repórter se revolta com BLOG" onde a verdade foi restabeelcida.


Estranhamente, hoje aparece que a matéria teria sido publicada às 21:28, precisos 2 minutos antes da resposta do colega Heltron à reporter. Mas não era esse o horário naquela madrugada de 02/02/12.


Bom, o fato é que depois da resposta do BLOG às ofensas proferidas pela procuradora e pela reportagem, o tom mudou e o assunto esfriou. Talvez o factóide queimado começou a feder demais e resolveram desligar o holofote e a frigideira.


Este fato mostra o quão exposto está a carreira e a atividade pericial, que virou trampolim para ataques sórdidos e covardes e promoção pessoal de quem deveria estar sim, atrás de traficantes e quadrilheiros, além de estar atrás de quem é o responsável pela falta de gestão e infra-estrutura que assola o INSS.


Não existem santos aqui. Óbvio que como em toda a carreira existem bons e maus profissionais, mas para a procuradora de Cáceres, que resolveu botar a boca no mundo antes de ouvir o contraditório, se os peritos precisavam de psicólogo, depois do BLOG passou a acreditar até mesmo que existe o bom perito, segundo suas falas: "Há notícias de bons profissionais que desempenham as suas funções com zelo e presteza." Parece aqueles relatos sobre raridades, tipo "notícias dão conta de que existe um quadro original de Da Vinci ainda não revelado..."


É, nobre procuradora, nós também acreditamos que "há notícias de bons procuradores que desempenham as suas funções com zelo e presteza".

CAOS ADMINISTRATIVO EM ALAGOAS II - Lembram do Gerente Executivo que exonerou SST por medo de perder o lugar e que queria obrigar os servidores a trabalharem com baratas e ratos? Ele voltou.

06.02.2012

10h46
Servidores do INSS de Rio Largo paralisam as atividades
Trabalhadores alegam insegurança, porque os vigilantes não vão ao trabalho

Atualizada às 15h20

O Sindicato dos Vigilantes de Alagoas alertou que as agências do INSS em Maceió podem ficar sem vigilantes na próxima semana e que isso deve motivar a suspensão dos atendimentos. "Os vigilantes estão há três meses sem receber salário e seis meses sem tíquete-alimentação", declarou José Cícero Ferreira, diretor jurídico do sindicato.

Nesta segunda-feira, os vigilantes que deveriam cumprir mais um dia de trabalho na agência do INSS em Rio Largo resolveram cruzar os braços e a gerência da unidade recorreu a profissionais da capital. "A agência ficou fechada das 8 horas até quase meio-dia. Tiveram de chamar às pressas vigilantes para fazer a segurança", disse Aldo de Freitas, técnico previdenciário e membro do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sindprev).
Após saberem que os vigilantes não iriam trabalhar, os servidores do INSS de Rio Largo resolveram paralisar as atividades. O Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Alagoas (Sindprev-AL) afirmou que já notificou a Gerência Executiva do órgão para que as providências necessárias sejam tomadas. "Estamos bastante preocupados com a situação. Imaginamos que outros vigilantes, que dão segurança em outras Agências também estejam sem receber salários, o que coloca servidores e usuários em risco", disse o presidente do Sindicato, Cícero Lourenço da Silva.

Segundo o sindicato, o pagamento dos vigilantes já foi repassando pelo INSS, mas até agora os trabalhadores não receberam. “Se a situação não for normalizada nas próximas horas, há possibilidade de que outros servidores de outras agências também paralisem suas atividades por falta de segurança”, afirmou Cícero.

A assessoria do INSS informou que a agência de Rio Largo funcioná normalmente nesta terça-feira. O INSS tem contrato com a empresa de segurança Tersevig que conta com vigilantes fazendo o serviço nas unidades.
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=249954

A INEFICIÊNCIA QUE CUSTA MUITO CARO

O trabalhador JCP esteve em auxílio-doença de 17.01.2010 até 31.07.2010 - sim, a perícia médica reconhece direito em mais de 70% dos requerimentos - acontece que JCP, a poucos dias do fim de seu afastamento, não se sentia apto a reassumir suas funções no trabalho. Como prevê o decreto 3.048, JCP foi ao INSS e solicitou prorrogação da licença, o que o INSS chama de PP (Pedido de prorrogação). JCP fez tudo correto, indo ao INSS antes do fim de seu benefício para não perder dias de trabalho ou não ter seu benefício interrompido. Ocorre que o INSS só agendou a perícia para verificação da persistência da incapacidade de JCP para 15.09.2010. Ao se submeter à perícia, foi constatado que não havia razão médica para a prorrogação solicitada. Ao invés de ter o limite medicamente estabelecido (31.07.2010) confirmado, o INSS, por força de um despacho judicial em Ação Civil Pública*, se vê obrigado a manter o benefício até a data da perícia, ou seja, até 15.09.2010 no caso de JCP.

Desde 19/07/2010, quando uma sentença na Bahia determinou que o período em que o segurado aguarda perícia deve ser remunerado como auxílio-doença, mesmo que não esteja incapaz para o trabalho, o INSS (e, por cosequência o conjunto dos trabalhadores) já deve ter gasto alguns bilhões de reais em prorrogações por ineficiência institucional do INSS. Só que ninguém sabe ao certo quanto. Este montante não aparece em nenhum relatório público.

Se por um lado é correto que o segurado não seja penalizado pela morosidade do INSS, por outro é altamente questionável o pagamento de benefício por incapacidade sem que haja incapacidade, contrariando a Lei. Deixando de lado o mérito desse debate, ponho em destaque apenas o custo financeiro deste atraso no agendamento das perícias. Quanto ele custa, alguém sabe, os órgãos controladores se interessam em saber, e o site contas abertas, o MPF?

*liminar da ação civil pública (20207- 73.2005.4.01.3300)

SECRETÁRIA PARAMÉDICA E RECALCADA DO ACRE ACUSA MÉDICOS PARA ENCOBRIR A PRÓPRIA INCOMPETÊNCIA.


A secretária de saúde do Acre, Sra. Suely Costa, que declara 3 vínculos públicos em seu currículo Lattes, flagrada pelo TCU recebendo salário sem ir ao emprego em 2003 e que atualmente ganha mais de 19 mil reais por mês na Secretaria e mesmo assim não consegue organizar o atendimento à saúde no seu Estado, resolve culpar os médicos por sua incompetência como gestora.
No Brasil, temos um eterno conflito na área da saúde pois o Estado omisso em fornecer médicos e estrutura para o SUS acaba por sobrecarregar os poucos profissionais que insistem em trabalhar na rede pública e para piorar volta e meia resolve culpar os seus funcionários por sua incapacidade em gerir o tema. Com pouco investimento na área, os governos acabam sobrecarregando serviços, médicos e com isso o esvaziamento no SUS aumenta e a pressão populacional idem. Quando pressionados, via de regra, os governantes acabam por culpar os médicos pelas mazelas que eles causaram. Igual ao INSS.
O Acre é um exemplo disso. Estado que possui um contexto social peculiar, longe do centro do poder e onde a falta de médicos e de investimento na saúde são notórios. Ao invés de remunerar adequadamente os profissionais e estruturar o SUS como manda a Lei, a Secretária de Saúde, Sra. Suely de Souza Melo da Costa, que não é médica e sim uma paramédica bióloga, resolve adotar a tática de sempre dos governos: Culpar os médicos que não se "sacrificam" o suficiente para atender a população, e tem a cara de pau de chamá-los de mercenários.
A recalcada e despreparada secretária bióloga , em um programa de televisão, numa conversa sobre a falta de pediatras, chamou os médicos de mercenários, atingindo inclusive seu próprio chefe, que é médico. Além disso, insinuou que os médicos se movem apenas por dinheiro e que teríamos disciplinas na faculdade de mercenário I, mercenário II, mercenário III, causando indevido e injustificado temor na população na qual ela deveria cuidar.
A bióloga, como toda paramédica, além de não esconder o recalque (no facebook ela se identifica apenas como "doutora", no Lattes descobrimos que fez doutorado em "Ecologia") acha que sabe medicina e até mesmo as motivações de cada um para ser médico; Eu não me lembro em nenhuma disciplina da minha faculdade onde que se aprende que para ser médico eu seria obrigado a trabalhar em condições insalubres e com salários aviltantes porque deveria me "sacrificar" para ajudar um governo a economizar um trocado na verba da saúde. Por outro lado, se quisesse apenas grana teria feito direito ou virado banqueiro.

Mas o que eu aprendi na faculdade foi a investigar. E uma breve investigação me leva ao Tribunal de Contas da União, onde em 2003 a atual Secretária de Saúde foi flagrada recebendo ilegalmente dinheiro da União e do Estado do Acre ao mesmo tempo, ao ser cedida pela Universidade Federal local para a Secretaria de Estado e recebeu duplamente do Estado e União até a portaria de cessão ser publicada vários meses depois, conforme consta no Processo TC 016-161/2006-1
do qual eu destaco o seguinte parágrafo:

"18.4) Servidora Suely de Souza Melo da Costa (SIAPE n.º 414652) – foi cedida para a Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Acre, por meio da Portaria n.º 1926 (DOU 09/12/2003), embora tenha sido nomeada, por meio do Decreto n.º 7.946, de 30 de maio de 2003, e tenha recebido a remuneração integral da UFAC, no período de junho a dezembro de 2003;"

Ora, receber duplamente sem trabalhar cara secretária? O que poderia ser pior que isso? Talvez saber que em um estado pobre e carente de recursos, uma paramédica bióloga receba R$ 19.294,09 de salário mensal para ser uma secretária de saúde incompetente que deixa a população local à mercê de médicos estrangeiros sem CRM e xamãs. Para finalizar, ela declara três vínculos públicos no seu Currículo Lattes, já devidamente arquivado, um como Professora Titular da Secretaria de Estado de Educação (20h) , Bióloga da mesma secretaria (40h) e Professora da Federal do Acre (40h), no que é aparentemente um flagrante desrespeito à Constituição Federal.

Recebeu duplamente, ganha salário de procurador e possui mais empregos públicos que o permitido que somam 100h semanais se fosse cumprir toda a carga prevista, se isso não é ser mercenária, não sei mais o que é.

Está explicado agora o motivo dela ter chamado os médicos de mercenários. Como na maiora dos casos, as pessoas julgam os outros pelos seus próprios olhos, a inspiração da paramédica Suely em afirmar tamanha estupidez possa ter vindo dela mesma já que, além do dito acima, é secretária de um Estado que vive querendo e já contratou médicos estrangeiros (cubanos, bolivianos) sem CRM para trabalhar atendendo a população pobre em condições indignas (seriam estes os médicos mercenários?) que nenhum médico brasileiro aceita-se sujeitar. Na condição de contratante de mercenários, a paramédica Suely se enquadra então na categoria de mercenária da saúde sendo ela em si uma de suas maiores representantes nesse país pelo visto.

De um estado que paga salários de desembargador para secretários e não se digna a contratar médicos e estruturar a rede de saúde não se pode esperar outra coisa senão atitudes como a da paramédica, que deveria estar cuidando de plantas e golfinhos e não de pessoas.

Para os ricos ou neo-ricos como a mercenária secretária, toda vez que precisam de atenção em saúde, compram uma passagem aérea para São Paulo. Para a população e os médicos acreanos, sobram omissão e falta de dinheiro.


Na conversa televisiva é discutido a questão de falta de pediatras. A paramédica diz que isso ocorre devido à lei de oferta e procura. Mal sabe a secretária paramédica que o principal motivo do esvaziamento dessa especialidade não é a remuneração. Hoje em dia plantões de pediatria pagam caro e não acham ninguém pra fazê-los. O motivo é a insalubridade, a falta de segurança e a judicialização em curso na saúde desse país, que vem afastando os colegas da especialidade. Em parte, gestores como a bióloga são os culpados pela falta de pediatras no mercado.

E qual seria o problema da lei da oferta e da procura? Onde que está escrito que virou crime a pessoa querer ser melhor remunerada? Onde está o crime em se recusar a trabalhar em áreas não valorizadas pelo Estado? Quem aqui que, diante de várias opções, não escolheria a melhor pra si? Onde está escrito que medicina é sacerdócio (grande desculpa usada no passado para sonegar pagamentos e salários a colegas)? A medicina não é e nunca foi um sacerdócio. A medicina é uma profissão. Como tal implica em formação, dedicação e remuneração. As peculiaridades se dão pelo fato de existir na medicina a questão da assistência imediata sem pré condições, pois a saúde não pode esperar. Porém isso não quer dizer que o Estado está isento de depois ter que arcar com essas despesas. Mas é exatamente isso que gestoras como a paramédica vivem tentando fazer.

O Estado deixa de cobrar imposto do médico? O Estado deixa de cobrar tarifas do médico? O supermercado entrega comida de graça pro médico? O posto abastece o carro do médico de graça? A escola matricula os filhos do médico de graça? Ora, então porque que a mercenária bióloga, que ganha mais que a maioria dos médicos em seu Estado, pensa que pode criticar médicos que dentro do seu exercício adequado de trabalho querem buscar alternativas mais favoráveis ou se recusam a trabalhar em condições inadequadas?

Porém para a bióloga, que talvez se encaixasse melhor numa secretaria de meio ambiente do que na saúde, médico que sai do plantão para ir a uma festa é uma afronta, motivo de crítica. Claro, na ótica recalcada da difamadora, médico tem que sair do plantão e ir colher cana de açúcar na plantação, ou ir plantar café, quem sabe extrair borracha de seringueiras? Ela deve ser daquelas pessoas que no hospital reclamam que após 14h de plantão o médico foi almoçar, justo no horário dela, que está no hospital há 20 minutos e quer ser atendida "imediatamente".

Se falta médico no plantão, a culpa é da secretária paramédica mercenária que é incompetente e não sabe organizar adequadamente o SUS em seu Estado. Se falta leito de internação, a culpa é da secretária de saúde. Se faltam pediatras, a culpa é da secretária de saúde. Se falta médico no plantão a culpa é da secretária e se tem médico descumprindo carga horária a culpa continua sendo da secretária que permite que isso ocorra.

Mas a culpa principal desse caos na saúde no Acre não é da bióloga Suely, e sim de quem a botou lá, afinal de contas, Jabuti não sobe árvore. E é ai que não dá para entender como que um Governador, médico atuante, inteligente, bem informado, que claramente pode vir no futuro a compor chapas presidenciais, se deixa queimar por causa de uma pusilânime, sem educação e sem preparo que é omissa para com sua responsabilidade, mercenária em sua atuação e despreparada para gerir o que lhe foi incumbido.

INSS rejeita recomendação MPF de tratamento psicológico para Peritos Médicos

INSS toma medida e evita médicos-peritos de tratamento psicológico
de Cáceres

A gerência da agência do INSS em Cáceres se comprometeu a cumprir os itens da recomendação expedida pelo Ministério Público Federal para melhorar o atendimento ao público. O gerente do INSS em Cáceres, Mariano Gonçalves Ferreira, afirmou que foram tomadas várias medidas, porém, nenhum médico-perito será submetido a tratamento psicológico para melhorar o atendimento a população, conforme sugeriu o MInistério Público Federal.

http://24horasnews.com.br/index.php?mat=402579

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Perito erra. Segurado confunde Laudo e Resultado

Gráfico recebe laudo errado do INSS
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=170080

CRIADO O SINDICATO NACIONAL DOS PERITOS MÉDICOS PREVIDENCIÁRIOS

Com forte presença da Fenam e sindicatos regionais, foi criado sindicato dos peritos previdênciários

O sindicato nacional dos Peritos Médicos Previdenciários, criado para defender todos os integrantes da carreira de mesmo nome criada por Lei em 2004, já nasce forte e prestigiado com uma AGE que mereceu as presenças tão ilustes quanto o Presidente da FENAM, Dr Cid Carvalhaes, do Presidente do Sindicato dos Médicos de MG, Dr Cristiano Mata Machado e do Diretor da ANMP, Dr Tabacow, entre outros dirigentes sindicais médicos de SP, Paraná e da própria FENAM.

Embora haja divergências pontuais a serem superadas, a entidade que nasce será mais uma força a se alinhar na luta empreendida pela FENAM em pról da medicina e do médico brasileiros. Como missão específica, o sindicato será dedicado; não a uma categoria de médicos, ou a uma especialidade médica, mas aos integrantes de uma carreira médica, a única que tem lei própria e um contingente de cerca de 7.000 integrantes e carece de uma representação nacionalmente abrangente para negociar sua remuneração, atribuições e condições de trabalho.
 
Diretoria de Comunicação
30.01.2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

NOTÍCIAS DO MPF

3/2/2012
Objetivo da recomendação é melhorar o atendimento ao público

Em uma reunião realizada em Cáceres, a gerência da agência do INSS no município se comprometeu a cumprir os itens da recomendação expedida pelo Ministério Público Federal para melhorar o atendimento ao público.

O gerente do INSS em Cáceres, Mariano Gonçalves Ferreira, afirmou que foram fixados cartazes informativos em locais visíveis ao público sobre o site, endereço e telefone da Ouvidoria do INSS; foi dada publicidade dos dias, horários e nomes dos médicos-peritos que fazem o atendimento; e que atualmente o próprio sistema já direciona o usuário para outro médico perito quando de nova avaliação.

A procuradora da República Samira Engel Domingues esclarece que o objetivo da atuação do Ministério Público Federal, no que diz respeito ao atendimento prestado pelo INSS, é aprimorar o serviço público, e que o MPF não busca adentrar no mérito da avaliação pericial, mas apenas no que concerne ao tratamento dado aos usuários e a publicidade dos atos.

A gerência em Cáceres também informou que está aguardando providências da unidade do INSS em Cuiabá para atender à recomendação de submeter médicos-peritos e servidores a um treinamento de conscientização sobre os deveres e vedações funcionais dos servidores públicos federais, com enfoque na ética.

O MPF também recomendou que os médicos peritos que frequentemente estejam envolvidos em ocorrências de mau atendimento sejam encaminhados a um acompanhamento e atendimento por corpo de psicologia e serviço social.

A procuradora esclarece, ainda, que não são todos os médicos-peritos ou servidores do INSS que se enquadram em irregularidades ou problemas no atendimento. “Há notícias de bons profissionais que desempenham as suas funções com zelo e presteza. Entretanto, havendo irregularidades, mesmo que por uma minoria, providências terão que ser adotadas para correção”.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República em Mato Grosso
Tel: (65) 3612-5083

DOUTOR FABRÍCIO NA RECORD

CONDENAÇÃO CIVIL PÚBLICA - MÉTODO DE AÇÃO NO MPF



Uma única queixa, de um único cidadão, cuja idoneidade já era questionada na mídia, que teve seu pedido de benefício indeferido:

http://www.prmt.mpf.gov.br/transparencia/portarias-caceres/Portaria%20076_Instauracao%20de%20ICP_Discriminacao%20pericia%20INSS.pdf

Bastou isso para que procuradores de Mato Grosso usassem todos os dispositivos legais para iniciar um Inquérito Civil Público contra um perito médico, que teria "humilhado" um segurado.

Um segurado apenas. Um relato. De uma pessoa que teve seu pleito indefirido. Isso bastou para a abertura de um ICP, e esse ICP gerou um novo ICP, pela PFDC local.


Sem sequer esclarecer melhor o assunto e baseada em preconceitos, ausência de provas apresentadas com acusações aleatórias jogadas ao vento em nome de toda a "perícia", misteriosamente a mídia é avisada e faz-se um escândalo ofendendo toda uma classe de servidores públicos e desfila-se uma série de "recomendações" sem nenhum embasamento teórico, científico ou judicial e pressiona-se o servidor com a "força da lei" que acaba aceitando submeter-se àquela humilhação (essa sim uma humilhação de verdade) pois é mais fácil que encarar um processo judicial.

Esta é a fisiopatologia da Condenação Civil Pública - CCP, que deveria ser o verdadeiro nome desses ICPs abertos pelo MPF contra a perícia médica país afora.

A CCP é a base da Política do Holofote, onde só interessam as manchetes às custas do sacrifício de um servidor e o problema em si não é atacado, gerando ao apagar dos holofotes medidas pífias e risiveis que na prática não ajudam em nada a resolver o problema apontado.

O verdadeiro humilhado aqui é o servidor que foi exposto ao ridículo sem direito ao contraditório e foi acuado a assinar termo de ajuste para não ter que gastar ou não poder gastar fortunas em tribunais contra a perseguição implacável de procuradores que ao invés de procurarem os canais adequados de comunicação se promiscuam com a mídia marrom para "datenizar" a perícia médica e com isso, quem sabe, conseguirem fama e promoções.

Esta prática nociva de alguns procuradores tem ajudado e muito as verdadeiras quadrilhas de fraude ao INSS a pressionarem peritos, coagirem peritos, intimidarem peritos a não fazer seu trabalho com eficiência.

Ao invés de ajudar ao bem coletivo, o MPF acaba ajudando os quadrilheiros, estes sim, que deveriam ser objeto de ação.

Mas, como já disse, perseguir médico assalariado é mais fácil, seguro e midiático que perseguir quadrilhas e traficantes.

Ao perceber que a CCP foi denunciada por servidores que não aceitam mais esse tipo de prática pelo MPF, reorganiza-se o discurso e muda-se o TOM. Mas tarde demais pro colega humilhado pela Política do Holofote.

Quando veremos uma ICP da PRMT ou da PFDC contra o Presidente do INSS por descumprimento de lei, contra o SABI, contra a insalubridade nas APS e contra o INSS por não dar ao cidadão o direito de um processo físico formal e capeado em suas requisições de auxílio-doença?

Empresa que impediu retorno do trabalhador após alta médica é condenada a pagar indenização.


É  isso que vemos todos os dias, aos milhares. Para o patrão brasileiro típico, o empregada é uma máquina localizada num determinado ponto do esquema produtivo. Se não "prestar" mais naquele ponto, ou tiver redução de produtividade, empurra par o INSS, leia-se, para o Médico-Perito. 
Só interessa o lucro. Função social zero.

Um trabalhador procurou a Justiça do Trabalho alegando que, após 18 anos de serviços prestados na mesma empresa, passou a sofrer de doença ocupacional, equiparada ao acidente do trabalho, e, depois de um período licenciado, quando já havia recebido alta do INSS, a empregadora impediu seu retorno ao emprego, deixando-o abandonado à própria sorte. Sem receber salários, nem benefício previdenciário, o empregado buscou judicialmente a reintegração no emprego e a condenação da sua empregadora e da empresa onde ele realizava serviços de jardinagem ao pagamento de indenização por danos materiais e morais.

A reclamação foi analisada pela juíza do trabalho substituta Natália Azevedo Sena, na 2a Vara do Trabalho de Divinópolis. A magistrada deu razão ao empregado, deferindo os seus pedidos. No caso, o reclamante permaneceu afastado do trabalho, em torno de oito meses, recebendo auxílio doença acidentário. Ao ter alta, a empregadora impediu seu retorno ao trabalho. O empregado solicitou a prorrogação do benefício, junto ao INSS, mas o requerimento foi negado, o que o levou a propor ação na Justiça Federal, cujo resultado foi a improcedência do pedido. A defesa não negou o ocorrido, mas insistiu na tese de que o médico da empresa considerou o reclamante inapto para o trabalho, por isso, a volta às atividades profissionais não foi autorizada.

Foi realizada perícia durante o processo e o médico constatou que o empregado perdeu 50% da capacidade para o trabalho. A magistrada chamou a atenção para a função social da empresa, de modo que, se o INSS concluiu que o empregado estava apto para o trabalho, a empregadora tinha o dever de permitir o seu retorno, ainda que em função distinta, compatível com a redução sofrida na capacidade para trabalhar. Isso porque, conforme esclareceu, a análise da aptidão é realizada com base na atividade exercida antes do afastamento. Assim, o empregado pode estar inapto para uma função, mas plenamente capaz para outra. "Tanto é que o art. 89 da Lei 8213/91 assegura a reabilitação profissional do trabalhador cuja capacidade laborativa tenha sido reduzida", ressaltou.

No entanto, a empregadora, em vez de promover a reabilitação do autor, já que o contrato de emprego estava ativo, preferiu deixá-lo à margem do mercado de trabalho, sem qualquer meio de subsistência. Essa conduta, na visão da julgadora, demonstra, por si só, o descaso da reclamada com a vida, a saúde e a dignidade de um empregado que lhe dedicou tantos anos de serviço. Por ter a ré descumprido a sua obrigação, a julgadora condenou a empresa a pagar ao trabalhador os salários, férias, gratificações natalinas e FGTS, desde a alta pelo INSS, em fevereiro de 2010 até que ele seja readaptado em função condizente com a sua capacidade, sob pena de multa diária de R$100,00. Pelo sofrimento causado ao empregado, a empresa foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$80.000,00.

Considerando que a empregadora do reclamante mantinha um contrato de terceirização de serviços de jardinagem com uma metalúrgica, que se beneficiou da mão de obra do autor, a magistrada entendeu que essa empresa é responsável solidária pelas verbas trabalhistas deferidas, principalmente porque o empregado adquiriu doença relacionada ao trabalho. Contudo, ambas as empresas apresentaram recurso e o Tribunal de Minas, que além de reduzir o valor da indenização por danos morais para R$10.000,00, decidiu que a metalúrgica é responsável, sim, pela condenação, mas de forma subsidiária, ou seja, só pagará os valores, se a principal devedora não quitar a dívida.
Fonte TRT 3a Regiao.http://www.affigueiredo.com.br/default.aspx?url=vernoticia.aspx?codnoticia=1666
Meu comentário:  

ACRE EM GUERRA COM MÉDICOS - DEPOIS DE CHAMAR MÉDICOS DE "MERCENÁRIOS" AGORA DIZ QUE SAEM DO PLANTÃO PARA IREM A FESTAS

‘Há médicos que deixam plantão e vão para festa’, diz Suely

Pressionada pelo sindicato dos médicos do Acre, a secretaria Suely Melo (Saúde) decidiu voltar para a frente das câmeras e apresentar sua defesa e dar mais declarações polêmicas. Depois de chamar os médicos de “mercenários”, Suely disse que há médicos que abandonam o plantão para ir a festas e deixam os pacientes sem atendimento.

Suely Melo é a convidada desta noite do Gazeta Entrevista

A secretária afirma não estar arrependida das declarações que provocaram a ira dos médicos. Reunida, a categoria tem pressionado o governador Tião Viana para a demissão de Suely Melo. De indicação pessoal do governador para ocupar a pasta, Suely tem recebido todo o apoio do governo no cabo de guerra com os médicos.

“O governador Tião Viana sabe da nossa luta para oferecer a melhor saúde para o povo acreano”, disse ela. Suely enaltece os bons médicos, que cumprem as cargas horárias e prestam bom atendimento aos cidadãos. Sobre esta fatia, diz ela, o governo retribuirá toda gratidão e apoio.

“Quanto aos maus médicos mais farei cumprir o rigor da legislação.”. Suely Melo afirma ser recorrente denúncias de péssimo atendimento recebido nas unidades de saúde por parte da população. A Secretaria de Saúde tem acionado o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Ministério Público para que as providências sejam tomadas.


Veja o vídeo:

FENAM REAGE AS DECLARAÇÕES DA SECRETÁRIA DE SAÚDE DO ESTADO DO ACRE

Ofício 016 / 2012 Brasília, 03 de fevereiro de 2012


Excelentíssima Senhora
Suely Melo
Secretária do Estado da Saúde do Acre.

Senhora Secretaria,

O exercício de funções nobres exige galhardia, descência no comportamento, conhecimentos técnicos, habilidade politica e, fundamentalmente, princípios essenciais e imprescindíveis de civilidade e educação.

Se a senhora os teve no passado, deixou de tê-los quando, demonstrando total ignorância dos princípios do decoro governamental, assumindo postura de comediante sofrível perante câmaras de televisão, comete a insensatez digna dos desprovidos de comezinhos conhecimentos políticos, ao afirmar que os médicos acreanos e de Rio Branco são mercenarios.

Seguramente Vossa Excelência sequer teve a mínima elegância de poupar o seu CHEFE, o governador do Estado Dr. Tião Viana, que antes de ser governador e seu chefe foi médico, e para honra da medicina brasileira, continua exercendo seu sublime mister, como médico no estado do Acre.

Esperamos que ainda lhe reste a dignidade da vergonha e que sua atitude vexatória e condenável sobre todos os aspectos possa ser, parcialmente amenizada com sua retratação publica e saída imediata do governo, pois, sua credibilidade e respeito esgotaram-se na sua tentativa hilárica de ser comediante medíocre.

SHS – Quadra 6, Bloco A - Sala 211 – Brasília/DF - CEP. 70.316-102
Tel. (61) 3042-3700 / Fax: (61) 3042-3701

E-mail: secretaria@fenam.org.br – Site: www.fenam.org.br

Atenciosamente,
Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente

Com cópia para:
Governador do Estado do Acre;
Conselho Federal de Medicina;
Conselho Regional de Medicina;
Sindicato dos Médicos do Estado do Acre;




Excelentíssimo Senhor

Dr. Sebastião Afonso Viana Macedo Neves – Tião Viana
MD. Governador de Estado do Acre

Senhor Governador,

Externamos- lhe nossa admiração por sua condução dos destinos do povo acreano impressa no seu governo, assim confirmado na oportunidade em que visitamos o Acre e tivemos a honra de sermos recepcionados por Vossa Excelência quando pudemos dimensionar essas ações.
Causou-nos perplexidade o pronunciamento da Senhora Secretária de Estado da Saúde por Vossa Excelência designada, incompatível com os elementares pilares do decoro governamental quando, de forma hilárica, carente de civilidade, demostrando claudicação nos conhecimentos de preceitos básicos da saúde individual e coletiva, agride, graciosamente aos médicos de Rio Branco e do Estado do Acre, afirmando que os mesmos são MERCENÁRIOS, agressão esta que o atinge em cheio, quando Vossa Excelência, mesmo exercendo a nobre função de Governador do Estado do Acre continua, para bem do povo acreano e honra da medicina brasileira, exercendo a sublime missão de médico.
A FENAM na sua postura de defesa intransigente da saúde da população brasileira e dos interesses e da dignidade dos médicos espera e aguarda de Vossa Excelência substituição imediata de pessoa que se mostrou inqualificada politicamente para o exercício de tão nobre mister desrespeitando, inclusive, sua função profissional como médico.

É inadmissível que um governo democrático e popular permita ações tão execráveis desta natureza, por parte de uma senhora titular de tão relevante função.

Espera-se, no mínimo, que seja dela exigida retratação pública pela péssima posição assumida diante de câmeras de televisão.

A FENAM e os médicos brasileiros aguardam de Vossa Excelência a merecida punição que esta essa Senhora.

Atenciosamente,

Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ponto de Vista - Estudiosos da lei ou justiceiros?

A Lei nem sempre é clara - fazendo um plágio livre (ou licença poética) do famoso locutor esportivo da Globo, Arnaldo César Coelho, penso que, talvez diferentemente do bordão que preconiza o que poderia ocorrer no âmbito da justiça desportiva, nas outras áreas do Direito a Lei nem sempre é clara, para sorte dos advogados, mas também dos réus, já que há a possibilidade de ler nas entrelinhas, de fazer sua exegese, de formar correntes de jurisprudência dentro da hermenêutica - oposto da hermética - e de tornar explícito algo que é subreptício ou que não está tão claramente redigido - às vezes propositadamente – pelo legislador.

Mas, existem leis que são bastante claras e que não permitem digressões de hermenêutica.Não sei se são a maioria, a minoria ou quantas são, mas sei que elas existem.Tenho a impressão de que, no entanto, para determinados Procuradores, que também não sei se são a maioria ou minoria, TODAS as leis, sem exceção, nunca são claras!E a resposta que estes sempre dão é: depende!Se a população não reclama, então está tudo bem, pois a lei parece que depende da vontade e da pressão das pessoas, e não do que está irrefutavelmente escrito?

Para dados Procuradores a impressão que perpassam é a de que a lei tornou-se mero resultado matemático da média aritmética da vontade da maioria da população de seu universo particular, a partir de determinados critérios de julgamento também muito particulares. Sem querer acabam agindo como legisladores discricionários de um universo restrito a si próprios, o que, lógica e inevitavelmente, acaba incorrendo em uma dose alta de leviandade e arbitrariedade. Parece que estes também acabam por perder seus limites, tencionando agir como juízes, fazendo recomendações que ganham a aparência de uma sentença judicial. Para quem acha que pode tudo, que o poder é ilimitado, abusando mesmo dos limites éticos de sua autoridade, outras tantas vezes ganham o semblante de políticos do executivo, parecendo incorporar um espírito de prefeitos ou de deputados ou de presidentes de órgãos, como nas vezes que assistimos a PFDC publicando enunciados para ensinar ao INSS e aos médicos como deveria ser o seu trabalho. Até mesmo tecnicamente querem intervir, como se soubessem mais de medicina do que os médicos. Em resumo: este tipo de Procurador, como para si a lei nunca é clara, também acaba nunca sendo claro, reflexo natural de sua postura exorbitante, resultando em um profissional que não sabe quem é, já que quer ser vários seres ao mesmo tempo.Em nível molecular o câncer se comporta analogamente. São Procuradores, executivos, legisladores, médicos, juízes ou o quê?Depende?

No INSS, por exemplo, as coisas funcionam muitas vezes assim quando alguma denúncia para nas mãos deste tipo de Procurador: se a denúncia vem do povo pobre e hipossuficiente, principalmente se for de muita gente, ainda que seja uma grande mentira e calúnia, mas somente porque muita gente ficou revoltada pelo resultado de uma perícia contrária às suas pretensões - e que, ao invés de seguirem pela via naturalmente esperada de resolver a questão, ou seja, entrar com recurso no próprio INSS – vários atores entram em cena como se já houvesse um script pronto e resolvem , ao que tudo leva a crer, de maneira orquestrada por determinados políticos locais, advogados sem pudor e sindicalistas, agir de modo a contribuir para promover o verdadeiro sacrifício público, humilhação, assédio, tortura, falta de respeito, covardia contra o perito médico.Ignorância ou má fé? Justiceiros ou estudiosos da lei?

Este tipo específico de Procurador acha muitíssimo verossímil a queixa, simplesmente porque um grande número de pessoas foram reclamar.Não consideram ou ignoram (por ignorância simples ou não) que a função do perito, que igualmente à de qualquer fiscal ou decisão judicial que contraria um interesse (nem sempre legítimo – afinal, o que é a lei?), é passível de sempre e a todo momento causar descontentamento e revolta nas pessoas.Mas, para este dado tipo de Procurador isto já basta, não quer saber de testemunhas, não quer saber de fazer oitiva do perito que está sendo acusado/condenado ou de outros servidores, não quer saber de procurar ler o laudo médico pericial para saber se o que o cidadão reclamou encontra guarida naquilo que está consignado no LMP.Por exemplo, a Ouvidoria do INSS apresenta uma estatística, que consta do relatório do TCU de 2008, de que 85% das vezes em que um segurado reclama que : “ o perito nem olhou meu atestado...”, este atestado está fielmente registrado no laudo médico-pericial.Ou seja: mentirosos!O intuito, invariavelmente, destas pessoas é o de achacar o perito, coagindo-o e humilhando-o a fim de que este sinta-se intimidado e ameaçado e passe a ser menos, digamos, rígido, em suas conclusões periciais.Eles pensam que se entrarem com recurso administrativo a decisão não será reformada, o que é um engano.Em todo o caso há sempre a justiça.Mas, não! O intuito á fazer cumprir a política do holofote!Políticos se travestem de defensores dos coitados que tiveram seus benefícios negados pelos carrascos dos peritos, enquanto colocam no seu bolso o resultado daquilo que a corrupção conseguiu auferir à revelia deste mesmo povo que eles dizem defender.Mas, disto o povo não reclama!Ou quando reclama é do médico, sempre o responsável por tudo que há de errado na saúde, manipuláveis que são pelos espertalhões que lhes surrupiam ao mesmo tempo em que contam-lhe histórias de contos de fadas.

A execração pública está armada então.Os ingredientes são: um monte de hipossuficientes em tudo, não só financeiramente, mas moral e intelectualmente, que dão inveja ao Macunaíma - que não se incomodam nem um pingo em mentir e caluniar - fazem uma denúncia covarde; um Procurador que, baseado apenas no numerário das denúncias, e não no seu mérito, acolhe, adota procedimentos sumários sem o conhecimento dos peritos, já condenando-os ou coagindo-os, emitindo enunciados e recomendações a serem seguidos; e , por último, um jornalista, na maioria das vezes tendencioso igualmente, para dar projeção e holofote ao grande feito da autoridade.Não têm vergonha na cara , não?Ah, mas a falta de infraestrutura dos locais de trabalho dos peritos, a pouca vergonha dos sistemas de informática do INSS, as agressões físicas e verbais sofridas pelos peritos, a falta de estímulo à capacitação técnica destes, o assédio moral que todos os servidores do INSS sofrem no dia-a-dia, este tipo de Procurador não têm olhos para ver?!Será que incomodaria o governo?Mas, o governo não parece ser uma parte de sua própria personalidade que dá sintomas de padecer de uma patologia de personalidades múltiplas?Não seria dar um tiro no próprio pé ou, senão, rasgar o próprio bolso ou sonho de fama?

Atônitos, então, o primeiro contato dos peritos com a questão se dá já e somente quando lêem as recomendações exaradas.Aí é que começa a tortura psicológica e chantagem: poderíamos não seguir tais recomendações, afinal não são sentenças judiciais, são apenas recomendações - pensam por um breve momento.Então lhes acorre a idéia de que se não seguirem as recomendações serão denunciados por alguém que já dá toda a pinta de estar contaminado desde o princípio (sadismo? Recalque? sonho de fama e holofotes?Tudo isto? Nada disto?).Refletem que terão gastos com advogados, perderão noites de sono, terão que dispor de mais do seu já precioso tempo...até aí tudo bem, pois acho que, ainda que haja muita crítica ao judiciário, percebo, ao meu olhar pelo menos, que os magistrados, de um modo geral, são mais imparciais, coerentes, fiéis da balança, corretos.Afinal , para ser um magistrado a pessoa tem que ser mesmo muito diferenciada, o funil é enorme e acho, verdadeiramente, que só ficam os melhores.É claro que, como em todo lugar, há os bons e os bandidos, mas esta é uma outra história.Os peritos temem então o peso da mera vontade aritmética das pessoas X o peso de todas as evidências ou da falta delas – afinal , todos deveriam ser inocentes até prova em contrário – e resolvem se submeter às recomendações, não porque fossem culpados e nem porque acreditem que isto irá resolver os grande problemas, que continuam lá intocáveis, mas sim porque o desgaste que dará para descumprí-las será maior de que para acatá-las.Afinal , passar por uma psicoterapia não faria mal a ninguém e é capaz de todos os seres humanos terem pelo menos algum tipo de neurose que se beneficie disto - como já disse Freud – até mesmo este tipo de Procurador?

Tenho nojo e vergonha deste tipo de gente.Mas ainda resta uma esperança: um monte de peritos, talvez milhares, poderia fazer alguma manifestação contra um deste dado tipo de Procurador, usando do mesmo feitiço de que aquele se utiliza contra peritos.Se der o azar de pegar um Corregedor de Justiça que atue sob o preceito análogo ao seu, qual seja: “ a lei está abolida e passa a equivaler-se à média aritmética da vontade da maioria, sem análise do mérito, por livre e sumário convencimento pessoal “ - terão que cumprir algumas recomendações e seguir alguns enunciados do Corregedor também.Quem sabe algum destes enunciados não seja: “ não encha mais o saco dos peritos” ou então: “ por quê não chamam os peritos para ouvir o que eles têm a dizer antes de produzirem enunciados”

CRÍTICA AO NOVO MODELO

25/01/2012
ARTIGO (por Anderson Araújo)
Novo modelo pericial

Crítica ao Novo Modelo
PERÍCIA RELAXA GERAL

Através do artigo do Dr. Anderson Araújo, Perito Médico do INSS, (SANTA 25/01) soube o que se pretende com o setor de Perícias Médicas daquela instituição: disfarçada como racionalização, prepara-se um abandono institucional da função. Um absurdo. O setor sempre foi deficitário e precário, tendo se agravado drasticamente nos últimos tempos. Deficitário em quantidade e qualidade. A medicina de hoje é um campo vasto e em constante expansão, subdividida em especialidades bem definidas, com práticas e dificuldades próprias. Um especialista é um expert; perito é alguém com notório saber em determinado campo, seu campo. Um ginecologista é um expert em ginecologia, assim como um neurologista, um psiquiatra, um ortopedista, são experts nestas áreas. A prática diária destes misteres, atendendo milhares de casos, lhes confere experiência ímpar. E mesmo assim há situações em que até os especialistas têm dificuldade de se posicionar, dar um parecer.

No entanto, uma vez nos quadros da Perícia Médica do INSS, especialistas das mais diversas áreas passam à condição de peritos “universais,” sendo considerados como médicos oniscientes, aptos a analisar qualquer caso. Seria o mesmo que considerar um encanador apto a produzir um laudo sobre os circuitos elétricos. Rigorosamente, um doente neurológico que tenha sido avaliado por um ginecologista, (ou vice-versa) teria todo o direito de exigir uma perícia com alguém da área. Portanto, a Perícia Médica do INSS, que por falta de especialistas, já vem sistematicamente improvisando, deveria isto sim, ampliar em muito o seu quadro. (Só não alegem falta funcionários; este é um dos países que mais arrecada impostos no mundo e mais de 90% da arrecadação é para pagar o hipertrofiado funcionalismo público. Remaneje-se, reloque-se.)

Atuei alguns anos como perito credenciado em neurologia e neurocirurgia para o INSS e para a Justiça Federal. Só recebia os piores casos, geralmente suspeitas de simulação. A esperteza é um dos males deste país.

Finalmente insistir na necessidade indeclinável de conferir o que médicos assistentes atestam; infelizmente há aqueles que atestam irresponsavelmente sem se sentirem comprometidos com seu país. Alguns são paternalistas, outros venais.  Suprimir a Pericia Médica do INSS será uma mal disfarçada negligência. Não merecemos mais este desserviço.

ENVIADO POR E-MAIL.
Também publicado no www.santa.com.br

G1 - Faltam Peritos do INSS em Passo Fundo

Atrasos das perícias médicas causam transtornos em Passo Fundo


http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/rbs-noticias/videos/t/passo-fundo/v/atrasos-das-pericias-medicas-causam-transtornos-em-passo-fundo/1795768/

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ROTINA DO ABSURDO - SOB CONSTANTE RISCO

Texto da Manifestação xxxxxxxxxxxx (CÓDIGO)

Senhor XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, data de nascimento XX/XXXX, titular do benefício número XXXXXXXX, mantido na APS de XXXXX, Rua XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX  portador do NIT: XXXXXXXX, CPF: XXXXXXXXXXXX, aciona a Central 135 XXXXXXX, no dia 01/02/2012 às 11h05min do telefone de origem XXXXXXXXX, para consultar uma manifestação cadastrada sob o código XXXXXXXXXX,onde o mesmo não ficou satisfeito com a resposta informada. No mesmo atendimento,o segurado reclama do mal atendimento do médico perito no qual o nome é Dr.XXXXXXX. Ele alega que o perito indefere benefícios em grande quantidade, além disso é mal humorado,grosseiro,não libera acompanhante nas pericias e que quase todo mundo reclama dele, por negar beneficio sem a pessoa possuir condições. Ele informa também que o segurança da agência é que impediu dele agredir o perito pelo o fato do mesmo conhecer o funcionário. Em meio a manifestação, o segurado proferiu as seguintes palavras: "eu tô querendo abrir uma reclamação contra o médico perito da minha cidade antes que alguém mata ele,ou eu mesmo,eu mesmo já passou da hora de matar ele ..." "...o pessoal aqui não deu um pau nele ainda porque é funcionário público porque se não fosse isso eu já tinha dado um "cabo" dele já...?

Perito Médico da Região II

ENQUANTO NÃO ACHAR OS MÉDICOS NO CANADÁ, NADA DE PROMOÇÃO...

A exibição do Sistema de Monitoramento do INSS surtiu tanto efeito na Presidenta que ela nem quer ouvir falar em perder o Secretário-Executivo para outra pasta. Afinal de contas, ele ainda precisa mostrar pra Presidenta onde que foram parar os médicos que foram pro Canadá.

"Jornal do Brasil
Hoje às 14h34
Dilma não liberou Gabas

O governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), decidiu recriar o cargo de chefe do Gabinete Civil e convidou para ocupá-lo o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, que construiu uma reputação de gestor público competente. Mas Dilma não o liberou.

http://m.jb.com.br/claudio-humberto/noticias/2012/02/02/dilma-nao-liberou-gabas/"

REPÓRTER SE REVOLTA COM BLOG DOS PERITOS

DIÁRIO DE CUIABÁ
Peritos se revoltam com procuradores

Blog de médicos-peritos demonstra insatisfação com medidas para melhorar o atendimento em agências da Previdência
INSS em Cuiabá: blog de peritos mostrou a revolta com procuradores e até com quem deu a notícia

ALECY ALVES
Da Reportagem

As medidas adotadas pelos procuradores do Ministério Público Federal em Mato Grosso, Samira Engel Domingues, de Cáceres, e Gustavo Nogami, de Cuiabá, sobre o atendimento aos usuários dos serviços da Previdência Social, incomodaram os médicos-peritos do INSS em nível nacional. Além de reproduzir as reportagens noticiadas pelo Diário de Cuiabá nas duas edições anteriores, o blog dos peritos (www.perito.med.br), um espaço de encontros virtuais desses profissionais, traz reclamações, críticas e sugestões agressivas aos representantes do MPF.

A frase “MPF vai intimidar peritos in loco”, aparece acima do título original da matéria, numa espécie de novo título dado à reportagem “Sobra indiferença em agência do INSS”, postada no blog. A publicação no jornal trata da apuração de denúncias de mau atendimento e humilhações denunciadas contra médicos e outros funcionários e das recomendações feitas pela procuradora Samira Engel à direção da agência em Cáceres.

Também aparecem diversos comentários, inclusive um que manda a procuradora perseguir traficantes e a acusa de autopromoção. “O engraçado é a certeza com que a procuradora afirma certas coisas. Por que ela não vai perseguir traficante em Cáceres, porta de entrada de drogas no Brasil? É mais fácil ir atrás de peritos, quem sabe ela não sai rapidamente de lá e vai pra uma capital, né?”, diz um perito. Continuando, outro perito escreve: “Pessoal, a procuradora Samira Domingues está articulada com o Diário de Cuiabá, buscando mídia pra si e o jornal, vendas!”.

Ao que parece, também não agradou aos peritos a sugestão do procurador Gustavo Nogami para instalação de câmeras nas agências do INSS, para garantia de quem atende e está sendo atendido. Além postar a reportagem com novo título, o parágrafo que aborda essa questão aparece grifado no blog.

A reportagem voltou a conversar com a procuradora Samira Engel Domingues ontem. Informada sobre o blog, ela demonstrou surpresa e disse que verificaria. O Diário tentou contato com algum perito responsável pelo blog enviando um e-mail, já que não há número de telefone, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Comment:
Agradecemos a importância que nos foi atribuída pelo Diário de Cuiabá. Nós acreditamos que a convivência harmônica dos pontos de vista divergentes é exatamente o que caracteriza uma democracia, inclusive, fazendo-a progredir como sociedade muito mais justa. Sabemos também que a comunicação é o contra-poder funcionando independente como agente de mudança social. Há dezenas de veículos de informação como o referido diário que tentam mostrar o ponto de vista dos segurados do INSS. Existe apenas um Blog que mostra o outro lado. Assim, não podemos nos furtar do nosso direito democrático a crítica e da obrigação moral de apresentar, analisar e debater as ações que cercam o tema. Mesmos as temporárias e possivelmente inócuas de Cuiabá.

Este espaço não é contra medidas que visem melhorar o atendimento da perícia médica. Todos os dias apresentamos dezenas de sugestões ao governo e outros poderes. Somos contra algumas formas sugeridas, na verdade, impostas, no caso específico, pelos excelentíssimos Procuradores da República. E o somos exatamente porque acompanhamos diariamente há anos, não somente uma, mas dezenas de ações a nível nacional do MPF. Nós do Perito.med, difentemente dos Procuradores da República, não possuímos nenhuma autoridade exceto aquela de conhecer profundamente a realidade do serviço de perícias médicas por fazê-lo acontecer e acompanhar o que acontece dentro e fora da autarquia. Infelizmente acreditamos que o MPF, não somente  o do MT, vem tomando a direção errada quando opta por uma postura abertamente "anti-perito", envolvendo-o em "maus-tratos" por depoimentos de cidadãos que tiveram seus supostos direitos contrariados sem transitado e julgado, quando sequer as conclusões do laudo pericial foram apresentadas, por vezes, obrigando o governo a expor nomes e horários como nenhum outro servidor público e, inclusive, ameaçando processarnos..

Mas acreditamos no diálogo. Acreditamos que as autoridades um dia se sensibilizarão com nossos pontos de vista, nossas agressões e relatos de condições de trabalho. O nosso ponto de vista pode ser apresentado em qualquer lugar e sem qualquer resistência. Acreditamos também que a população entenderá melhor sobre o que estávamos falando quando os resultados se mostrarem com o tempo.  Fica o apelo para que o MPF ouça sempre o cidadão, mas não deixe de ouvir os médicos do INSS. Até lá, pensamos, serão apenas tentivas. Acreditamos.

*Sobre o contato para matéria, bem, ele foi respondido ainda ontem poucos minutos depois de ter sido recebido de forma cordial e com emails e telefone.

Deus lhe Pague

Por esse não pra dizer, por esse não pra ouvir,
A permissão pra chorar e a demissão pra pedir,
Por mais um dia findar e conseguir resistir,
Deus lhe pague

Pelo processo assinar e o PAD pra distrair,
Pelo recesso pagar e o corte da VPI,
Um tanto de controlar, um tanto de demitir,
Deus lhe pague

Por esse velho crachá, por esse SABI a sumir,
Pela conversa fiada que a gente tem que engolir,
Pelo salário piada que faz a gente sorrir,
Deus lhe pague

Por essa falta de pressa pros agressores punir,
Por essa falsa promessa pros sofredores unir,
Um tanto de ameaçar, um tanto desiludir,
Deus lhe pague

Pela navalha que falha na hora de nos ferir,
Pela gentalha que chega pra nos xingar e cuspir,
Por me deixar entrar lá e sair vivo dali,
Deus lhe pague

Por esse sangue manchar, por esse pranto sair,
Por essa voz levantar, por esse corpo cair,
Um tanto de maltratar, um tanto de repetir,
Deus lhe pague

* Inspirado na Obra de Chico Buarque

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CRÍTICA AO MPF E AO GT DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DA PFDC


Formado em 2006 para supostamente fiscalizar o direito coletivo e promover ações para melhorar a área da previdência social, o GT de Previdência Social da Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos, órgão da PGR-MPF, acabou desviando sua função para uma política de perseguição implacável aos peritos médicos. Quis fazer crer que o grande problema do INSS, órgão que sofre com a maior taxa de ações da Polícia Federal, de exonerações por corrupção e falta de gestão e controle de todo o Governo Federal, era o horário de alguns peritos que estariam cumprindo uma ou duas horas a menos.

Em nenhum momento se preocupou com a baixa escolaridade de gestores, com as ações de corrupção e roubos flagradas quase que diariamente pelo DPF, não se preocupou com a infra-estrutura das APS, com a falta de processualização do auxílio-doença e muito menos com a saúde dos servidores ou com a má gestão. O alvo foi exclusivamente a categoria médica, seus horários e números de perícias, naquilo que foi denunciado neste BLOG como sendo a Política do Holofote.

Política do Holofote pois só agiam em temas factóides mas que geravam notícia e comoção junto ao povo. Jamais percebemos a preocupação em investigar se um perito estava fazendo muita perícia em trânsito ou muita aposentadoria em jovens ou se em determinada cidade o índice de afastamentos por determinado CID era acima da média. Não, só se preocupavam se os peritos cumpriam rigorosamente a hora de trabalho, como se isso fosse garantia de alguma coisa e como se esse fosse o grande problema do INSS.

Como se não bastasse isso, em determinado momento alguns procuradores se aliaram ao governo contra o Movimento pela Autonomia do Ato Médico Pericial, como se tivessem a capacidade técnica ou a condição legal ou moral de determinar arbitrariamente quantas perícias deveriam ser feitas por dia, chegando inclusive a adentrarem em APS para pressionar servidores públicos federais; O cúmulo foi em uma reunião do GT quando a chefe do grupo orientou recomendar ao INSS atuar de forma persecutória contra os peritos com PADs e expulsões, mesmo estando o INSS proibido de fazer isso pela Justiça, ou seja, na prática orientando o INSS a desobedecer de decisão judicial apenas por não concordar dela.
E indo mais ao fundo do poço, a própria autora da ACP de terceirização confessa em reunião pública que a ACP era uma estratégia política para tentar combater o movimento de excelência no atendimento médico. Conseguiram terceirizar por poucos meses a nossa atividade e a fila disparou.
O resultado dessa catástrofe não poderia ser maior: Quiseram impor ao INSS um TAC inconstitucional, que até mesmo seus amigos gestores previdenciários se negaram a assinar (e nada aconteceu desde então), quiseram impor atendimento massivo aos peritos, como se quantidade fosse igual a bom serviço, e foram calados pela Justiça; Por fim criaram uns "enunciados" onde expunham seu "entendimento" sobre a matéria previdenciária, como se alguém fosse obrigado a seguir tais doutrinas.

Mas este blog leu e denunciou ao CFM a baixaria do que estava escrito, que em resposta publicou Parecer desautorizando o MPF.
Somente para os leitores terem uma idéia do baixo nível dos enunciados, comparem dois desses enunciados:

"ENUNCIADO N.º 02: Os pareceres médico-periciais emitidos pelo INSS devem: a) relacionar todos os exames e atestados médicos apresentados pelo segurado; e b) fundamentar a conclusão tanto sobre a capacidade laboral do segurado quanto sobre as datas inicial e final da incapacidade para o trabalho. "

"ENUNCIADO N.º 03: É lícito o agendamento das perícias com intervalo de vinte minutos entre uma e outra, mas o Perito Médico Previdenciário e o Supervisor Médico-Pericial não estão obrigados a concluí-las em tal espaço de tempo."

Em um enunciado o MPF exige que se anote todos os exames, todos os pareceres, que o perito FUNDAMENTE a conclusão sobre capacidade bem como as datas de incapacidade. No enunciado seguinte, porém, dizem que é "lícito" marcar perícias de 20/20 minutos. Ora, como que os procuradores querem uma perícia de qualidade, com tudo anotado, tudo examinado, pensado, debatido, estudado, comparado, concluso e digitado em apenas VINTE MINUTOS? Lícito? Lícito para quem, senhores procuradores? Certamente não é lícito para o servidor e nem para a população que usufrui desse serviço, que não merece ter se direito avaliado em meros vinte minutos. Só para comparação, esse mero texto consumiu dias de estudos e pesquisas. E poderia ser pior. Em determinado momento, procuradores se entregaram a um longo debate perguntando-se se deveria ser em 20 ou 15 minutos e ainda tiveram a audácia de definir a diferença entre consulta e perícia.
Mesmo que fosse possível fazer perícias com qualidade em 20 minutos, como fazer isso se o INSS mantem um sistema eletrônico de perícias que só permite a digitação de 2000 caracteres, sem ter espaço para mais nada? Como anotar tudo? Porém diante da denúncia pública sobre a incapacidade dos sistemas operacionais do INSS, o MPF calou-se mais uma vez.

Ao querer agradar ao governo e à população, queimando o servidor em praça pública, o GT da Previdência Social criou uma das maiores contradições já vistas em sua história. Por uma mão, exigem qualidade de primeiro mundo, por outra mão, cobram produtividade escravocrata. Como combinar as duas coisas? Nunca obtivemos essas respostas.

Diante da constatação deste fato no mínimo ridículo, a resposta foi o silêncio. Sucessivamente este BLOG foi denunciado uma a uma as incoerências, a falta de foco e o modo de atuação persecutório deste GT e o mesmo foi minguando, minguando.
Não publicam atas há 8 meses. Não sabemos se houve mais reuniões. O que sabemos é que da última reunião para cá a chefe do GT conseguiu uma grande promoção na carreira, e agora despacha de Brasília como Subprocuradora Geral da República. Desde então mais nada de GT.

Mas as ofensas e as arbitrariedades contra os médicos permaneceram arraigados ao MPF. Recentemente procuradora da república recomendou, como se médica fosse, tratamento psicológico a peritos de uma cidade que supostamente estariam humilhando segurados. Detalhe: EM 100% dos casos os segurados que se sentiram humilhados tiveram o pleito indefirido e em 0% dos casos os segurados que receberam o auxílio foram reclamar de humilhação.

Quem deve procurar ajuda psicológica, com todo respeito, é essa senhora procuradora, pelo carrancismo e pelo recalque com o qual trata a matéria. Sem dar o direito ao contraditório, acredita na versão de pessoas que não tiveram sucesso em seu pleito e demoniza uma categoria criada justamente para ser o filtro da verdade para o Governo em matéria de benefício por incapacidade.
Se o MPF fizesse o seu trabalho como a sociedade quer, o INSS sofreria muito menos com roubos, quadrilhas de segurados farsantes e agressões no dia a dia. Mas a impressão que passa é a que preferem deitar em berço esplêndido e só atuar quando existe uma Kodak à espreita.
O trabalhador adoece, a medicina do trabalho falha, o CEREST não previne nada, o Ministério Público do Trabalho não regula, o MPF não combate os desvios, o MTE não fiscaliza, o MPS não fornece estrutura, o INSS não sabe gerir processos e a culpa dos problemas é do perito da linha de frente, senhoras e senhores procuradores?
Em qualquer país sério já teria havido uma CPI pra investigar a conduta de determinadas procuradorias. Repito que o INSS não fornece a mínima estrutira logística, de infra-estrutura e de recursos humanos para fazer o que a lei diz que tem que ser feito. O que o MPF já fez de fato contra os gestores do INSS?
Posso enumerar aqui diversas ações onde midiaticamente o MPF humilha e massacra peritos que sequer sabem que estão sendo investigados e não tiveram direito ao contraditório.
Posso enumerar várias ações midiáticas do MPF querendo terceirizar a perícia médica, o que só aumentou o caos nas filas.
Mas não consigo enumerar UMA ÚNICA AÇÃO do MPF contra o Governo Federal ou os Gestores do INSS por não cumprirem com as suas obrigações legais com relação ao Instituto e as garantias de seu funcionamento.
Ao invés disso, tivemos que presenciar duas procuradoras irem na maior APS do País e perguntarem o que precisávamos para atender 18 perícias por dia.
Isso é defender o direito coletivo? Que direito? O direito de ser mau atendido, de não ter direito a processo administrativo formal para o pedido de benefício? O direito de não dar tempo de ver todos os exames e de não examinar adequadamente o caso? O direito de matarem peritos?
Em que país realmente democrático uma promotoria pública se presta a pressionar servidores em legítima luta por melhoria das condições de trabalho a ceder a luta e se submeter à vontade do governo?
Como se explicam essas contradições tão gritantes?
Como diz um colega nosso, não há o que não haja.
Para Ler:

Homem passa mal na agência do INSS de Penedo

Vagas do concurso não suprem a demanda

DIÁRIO DA MANHÃ
31/1/2012 10:34:55
INSS - Vagas não suprem demanda
Provas serão realizadas no dia 12 de fevereiro, com oito vagas na região
http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?a=view&id=25594

Rondônia: pericia médica tem 9 mil na lista de espera

http://www.rondoniadinamica.com/arquivo/rondonia-pericia-medica-tem-9-mil-na-lista-de-espera,32350.shtml

APOSENTADORIAS VOLUNTÁRIAS ASSOLAM A PERÍCIA

Nada menos que 17 aposentadoria publicadas no DOU de hoje. Entre os nomes, mutos peritos que fizeram história, construiram conhecimento e merecem nossas homenagens. A maioria sequer atingiu o último nível da carreira, criado na desastrosa negociação de 2008. Os que atingiram a classe "S", ao fazerem um curso de especialização que não preenche o requisito constitucional da eficiência, não tiveram paciência de aguardar as progressões previstas até S-III em 2 anos.

FORTALEZA
Jose Eduilton Girão, Classe "D," padrão "III"
BELÉM
José Mendes de Abreu, classe "D", padrão III
CAMPO GRANDE
André Moreira Nunes, Classe D Padrão III
Edson Batista de Lima, Classe D Padrão III
MANAUS
Manoel Ferreira de Souza, Classe D, Padrão III
Jorge Cunha Barbosa Grosso, Classe D, Padrão III
RIBEIRÃO PRETO
Marco Antônio Migliori, Classe "D", Padrão "III"
SÃO PAULO
Antônio Paulo Raymundo Miranda Morete, "D", Padrão III
TAUBATÉ
Hugo de Castro Vianna Júnior, Classe "D", Padrão "III"
VITÓRIA
Cesar Quintaes Freitas Lima, Classe "D", Padrão "III"
Mauro Esteves Aguiar, Classe "D", Padrão "III"
Plinio Magno Feitosa, Classe "D", Padrão "III"
RIO DE JANEIRO
Silvia Regina Fernandes Matheus, classe "S", Padrão I
Gilmar Batista Coutinho da Silva, Classe "D", Padrão "III"
FLORIANÓPOLIS
Alfredo Gadur Dacach Filho, Classe "D", Padrão "III"
PASSO FUNDO
Paulo Moacir Mesquita, Classe "S", Padrão "I"
PELOTAS
Cláudio Engelke, Classe "D", Padrão "III"

Onde esta profissão chegou?

MP recomenda que médicos examinem pacientes antes de fornecer receitas
http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/590256/?noticia=MP+RECOMENDA+QUE+MEDICOS+EXAMINEM+PACIENTES+ANTES+DE+FORNECER+RECEITAS

G1 - Mendigo cobra o dobro do que o Médico ganha por Consulta (31.01.2011)
http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2012/01/venda-de-senhas-em-fila-de-posto-de-saude-continua-em-mirassol-sp.html

Pessoas com problemas de saúde não passam na perícia do INSS

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Previdência Social recusa 35% dos pedidos de auxílio-doença

Foram 16,9 mil solicitações negadas. Contribuintes reclamam de erros em perícias
http://eptv.globo.com/ribeiraopreto/noticias/NOT,2,2,391252,Previdencia+Social+recusa+169+mil+pedidos+de+auxilio-doenca+em+Ribeirao+Preto.aspx