terça-feira, 20 de abril de 2010

Nova estrutura para a ANMP

Quando o estatuto da Associação Nacional dos Médicos da Previdência Social foi elaborado, em 2003, a realidade da categoria era completamente diferente da atual. Para se evitar que interesses localizados fossem universalizados através de eleições majoritárias e para fomentar o crescimento do número de sócios, foi criada a figura do delegado. O resultado veio rápido e demonstrou o acerto da medida, os delegados foram úteis, mas não o são mais, correm o risco de se tornarem instrumento de dominação.

Com uma taxa de filiação alta, a ANMP está igualmente presente em todas (ou quase todas) as gerências. Não há mais sentido no voto delegado; chegou a hora do voto direto: 1 perito, 1 voto. Existem empresas internacionais especializadas em eleição eletrônica confiável e segura.

A diretoria da entidade, entretanto, propõe mudar o estatuto mantendo a eleição indireta por acreditar em sua capacidade de manipular delegados que precisarão saber dizer não ao coronelismo fora de moda. A propósito, não há óbice a reeleições sucessivas, notaram? Também a propósito, vocês se lembram da manobra de criar 8 delegados na última hora, sem nenhuma representaividade e, assim, mudar o resultado da eleição perdida para uma excelente candidata? Lembram-se dos 9.000 reais em telefonemas a todos os delegados nas vésperas das eleições? Foi tão eficiente que gerou a compra de 1 telefone celular para cada um!

"Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo". Abraham Lincoln.
Quero ver manipular 5.500 eleitores.

2 comentários:

Entardecer da Terra disse...

Prezado Eduardo,

Respondo, apenas para parabenizá-lo pelo trabalho e postura que vem adotando.É gratificante ver idéias e posturas às claras, o que só foi possível com o affaire do domínio do perito.med.br. Infelizmente, sinto-me como o eleitor comum traído pelo coronelismo político. Isto mesmo, implantaram em nossa associação um verdadeiro coronelismo político e nós, simples eleitores, por muito tempo fomos usados para respaldar vaidades pessoais. Não escrevo para analisar o peleguismo, vergonhoso, vigente e que tem como melhor exemplo o que conseguiram - obrigar os que estavam na iminência de se aposentar, a fazer curso de capacitação, como pré requisito à ascensão funcional. Capacitar, para se aposentar. Ou segurar mais um tempinho...a qualquer custo!! A perícia médica previdenciária
ficou mais para subárea da anestesia do que da medicina legal!!

waldmirbelinati@hotmail.com

sozinho disse...
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