sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

DA SÉRIE: POSTS PROFÉTICOS DO PERITO.MED

Ontem este BLOG publicou uma versão caricata do documento do Ministério da Saúde sobre "procedimentos quanto a falta do médico ao plantão" denunciando o caráter persecutório e escravocrata da abordagem do problema, como se médicos não tivessem os mesmos direitos dos outros trabalhadores.


HOJE, o Ministério da Saúde publicou o fluxograma anunciado dia 16/01. Veja aqui o fluxograma (Site do SISAUD-DENASUS).

Sem mais,
Como Queríamos Demonstrar - C.Q.D.

PARA ESTADO BRASILEIRO, LUTA POR BOA REMUNERAÇÃO É CRIME, EM ESPECIAL SE FOREM MÉDICOS.

Tratando os médicos como se fosse itens de supermercado ou verduras em uma feira, o Estado Brasileiro vem se organizando nos últimos anos para ter o pleno domínio do ato médico, que é uma commodity política, econômica e social muito valiosa para ficar fora do controle da burocracia estatal.

Para isso vem fazendo há décadas uma estatização da medicina baseada na opressão do médico através de baixa remuneração, desqualificação moral e desautorização profissional usando táticas como propaganda negativa, culpabilização por erros de gestão, glosa de pagamentos, salários aviltantes, sucateamento dos serviços de saúde, generalização do conceito de saúde para abrigar profissionais mais baratos (paramédicos) e humilhação pública, para tirar a autoridade do médico e passá-la para as mãos do governo.

Os médicos demoraram 03 décadas, mas começaram a reagir. Na Justiça, todos os procedimentos de generalização do ato médico feito por governos e paramédicos estão sendo suspensos pois o Juiz não é louco de querer ir para um hospital e encontrar uma psicóloga para atender sua criança doente.

Os atos de desqualificação moral estão começando a ser combatidos com um maior entendimento da mídia sobre o papel da gestão na saúde, mas casos esporádicos de médicos em situação irregular ainda são explorados com sangue nos olhos.

Os atos de desautorização profissional estão começando a ser combatidos e neste contexto o Movimento pela Excelência do Ato Médico Pericial é um marco na história da medicina neste país.

Acuados, os anti-médicos e os gestores estatizantes encontraram uma nova frente de opressão dos médicos: Impedir que eles se organizem para lutar por melhores salários. A estratégia usada agora é classificar o médico como mercadoria, como se ele fosse pão, leite, hamburguer ou carro.

A partir dai, acionar os mecanismos de Defesa Econômica criados para controlar cartéis de insumos e aplicá-los contra os médicos, como se médico se organizar por melhor salário fosse um "cartel" e portanto uma "ameaça" à "economia" e aos direitos dos "usuários".

Nesse contexto, o Estado brasileiro praticamente diz que médico está proibido de se organizar sindicalmente e profissionalmente, uma grave violação à Constituição Federal, aplicada para ver se conseguem oprimir o movimento médico contra os baixos salários.

Temos dois exemplos dessa ação criminosa do Estado contra os médicos: O primeiro caso é o da Secretaria de Defesa Econômica do Ministério da Justiça que está em guerra há dois anos contra os Conselhos de Medicina e Sindicatos para impedi-los de atuar em conjunto contra as operadoras de planos de saúde alegando "formação de cartel". Agora irá julgá-los em um "tribunal administrativo" que foi feito para empresas e não Autarquias Federais e Sindicatos. A Justiça já barrou a SDE várias vezes mas insistem na tese absurda.

Outro exemplo tivemos agora no Rio Grande do Norte, onde a Cooperativa dos Anestesistas de lá foi proibida pela Justiça Federal local de continuar a ser uma cooperativa, pois diz que ela terá que reduzir seus quadros em mais de 80% e a acusa de fazer cartel quando na verdade os médicos cooperados é que se uniram para exigir melhores salários. O Juiz diz na ação que não se importa com os baixos vencimentos dos médicos no SUS (claro, não é ele que recebe o baixo vencimento) e ordena praticamente a dissolução da Cooperativa, dizendo que médico não pode se organizar e não pode lutar por salários.


Ao dizer tais palavras, o Juiz compara médicos com fardos de arroz ou galões de gasolina. A diferença de um cartel para um sindicato é que o Cartel se une para impedir a livre concorrência dos INSUMOS, dos PRODUTOS a serem vendidos à população através da prática de truste.

Um sindicato ou uma cooperativa, se une para impedir a livre EXPLORAÇÂO DO SER HUMANO, do PROFISSIONAL ali representado, justamente oriunda de trustes e cartéis como os que deveriam ser combatidos pela Justiça.

Ao dizer que a cooperativa não pode lutar unida, na prática diz que o médico não tem direito de luta de classe, algo inédito neste país, e chama o médico de mercadoria. Falta um passo para decisões judiciais obrigando o médico a trabalhar de graça pois "seu trabalho é importante e não importa que não esteja recebendo".

Cabe recurso dessa sentença no STJ e espero que o Juiz seja denunciado pela Cooperativa dos Anestesistas do RN à OIT por crimes de exploração de trabalho, impedimento de formação sindical e até mesmo estímulo à escravização do empregado médico.

Espero que os anestesistas do RN, exemplo nacional de luta e organização pelos direitos dos médicos, não cedam, boicotem os concursos públicos com salários aviltantes e escrevam ao Juiz que se eles não puderem se organizar, que irão trabalhar em outro Estado ou até mesmo mudar de profissão ou especialidade.

Os Conselhos de Medicina, Cooperativas de trabalho médico e Sindicatos médicos precisam se organizar para essa nova forma de exploração e luta anti-médica promovida pelo Estado Brasileiro.

NOTA CREMERJ


PERITO.MED DESCOBRE COM EXCLUSIVIDADE O NOVO PROTOCOLO DE AUDITORIA DO SUS

Perito.med descobriu com exclusividade o novo Protocolo de Auditoria sobre Plantões apresentado no dia 16/01 pelo Ministério da Saúde (veja aqui a notícia e aqui a matéria do blog sobre ela).

Feito para facilitar a vida do gestor, o protocolo é de rápida implementação e está dentro das diretrizes do Ministério da Saúde para a Gestão do Sistema Único de Saúde. Vejam como é fácil seguir o protocolo:


PROFISSÃO PERITO


"Veja essa: ontem recebi correspondência oficial do CRM informando sobre arquivamento de inquérito aberto contra mim. 
Tratava-se de segurado que foi à perícia sem a mínima documentação (exames) e alegava cardiopatia isquêmica grave, sem tratamento cirúrgico. Já aposentado e trabalhando como professor (dois cursos superiores). Todo o processo foi montado pelo chefe da APS que apresentou a queixa contra mim no CRM. O tal chefe, com a filha do segurado, alegava que eu havia provocado o infarto por tristeza absurda do pai ao receber a CRER. Na denúncia havia coisas como "tal perito é bonzinho mas o Dr XXXXXX não". Só que os tais peritos tb. haviam negado o BI por falta de documentação. Tinha coisa do tipo: "ele não acredita em Deus, não é humano". Foi um estresse. Quem quase infartou fui eu, ao ver tanta calúnia. Estou estudando processar os 3: segurado, filha e chefe da APS. Não sei se vale a pena. Mas foi um estresse absurdo. Deu muito trabalho. Mas felizmente o CRM teve uma decisão séria, equilibrada, e me inocentou informando que não houve infraçao ética."
Relato de Perito Médico Região I em 18.01.2013

Novela do Neurocirurgião e a Bala Perdida

Médico que faltou era substituído informalmente no Rio
Neurocirurgião que se aposentou em setembro admitiu que cobria o colega nos plantões
17 de janeiro de 2013 | 19h 33

RIO DE JANEIRO - Em depoimento nesta quinta-feira à Polícia Civil do Rio, o neurocirurgião Carlos Augusto Borges afirmou que fazia plantões no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier (zona norte), no lugar do também neurocirurgião Adão Crespo Gonçalves. Como a troca era informal, o próprio Adão assinava, depois, o livro de ponto, como se houvesse trabalhado, mas repassava ao colega o valor ganho. Carlos Augusto se aposentou em setembro e desde então deixou de substituir o colega.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,medico-que-faltou-era-substituido-informalmente-no-rio,985603,0.htm

17/01/2013 19h18 - Atualizado em 17/01/2013 19h53
Plantão de hospital do caso Adrielly está sem neurocirurgião há 3 meses
Médico que substituía Adão não trabalhava desde outubro, diz delegada.
Adrielly dos Santos, de 10 anos, esperou oito horas por cirurgia no Natal.

Caso Adrielly: chefes que estavam no hospital na noite de Natal deverão ser indiciados
Segundo a polícia, eles sabiam da troca ilegal de plantões e não impediam a prática
André Paino, do R7 | 17/01/2013 às 19h50

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

SIMERS MOSTRA APOIO AOS MÉDICOS DO SUL

Notícias
17.01.2013
Peritos médicos do INSS começam mobilização por valorização da carreira

Os peritos médicos do Instituto Nacional Seguro Social (INSS), lotados nas gerências Porto Alegre e Canoas, realizaram reunião na noite dessa quarta-feira (16) na sede do Sindicato Médico de RS (SIMERS) para discutir os rumos da carreira, a defasagem salarial, as dificuldades de trabalho e a falta de infraestrutura das agências da Previdência Social, e o descompasso entre o escasso número de médicos e número de segurados. “Decidimos iniciar uma mobilização para reforçar a carreira, recompor o salário, buscar uma jornada adequada e condições de trabalho que sejam dignas para o segurado e para o perito médico", enfatizou a diretora do SIMERS e perita médica do INSS, Clarissa Bassin.

Os servidores do INSS elogiaram a ação civil pública, impetrada pela Defensoria Pública da União e promulgada pela Justiça Federal do RS no dia 11 de dezembro de 2012, que reconhece o direito do segurado de receber o benefício. Por isto, o Judiciário determinou ao INSS o pagamento de auxílios doenças e de aposentadorias por invalidez se não houver perícia inicial em até 45 dias. "Finalmente um poder constitucional, neste caso o Judiciário, reconheceu que o segurado, trabalhador e contribuinte estava desprotegido", afirmou Clarissa. O Judiciário estabeleceu ainda que em caso de descumprimento, o INSS deverá pagar multa diária correspondente a R$ 100,00 (cem reais) por benefício não pago no prazo fixado, no caso de inadimplemento parcial.

Clarissa ressaltou que o número de perícias oferecidas está aquém da demanda, porque a base de contribuição e de trabalhadores inseridos na economia formal brasileira aumentou. "Isto é muito bom para o país, só que o INSS não soube se capacitar para atender a população. E, ao longo do tempo, foi minando a carreira de perito médico", criticou a diretora do SIMERS e servidora do INSS.

O salário dos peritos médicos está congelado desde 2008 e o concurso público não é atrativo. Na última edição realizada no RS, a abstenção foi de 42% e metade dos médicos que assumem trabalham um mês e se exoneram. "Esta é a única carreira pública federal que pede demissão em massa. Cerca de 40% dos peritos médicos se exonerou. Quem tem ficado são aqueles que estão mais perto da aposentadoria ou os que acreditam que esta carreira pode ser modificada", lamentou Clarissa Bassin.

PERITO.MED PAUTA ANMP MAIS UMA VEZ - JÁ VIROU TRADIÇÃO.

Quer saber como ler as notícias do perito.med com dois anos de atraso? Basta acessar o site da ANMP. Já virou tradição. Publicamos aqui, eles rebatem dizendo que somos "radicais" e depois do óbvio ululante, pegam nossos argumentos e "modificam" o formato para vender como se fosse obra deles.

Após 2 anos de atraso a ANMP "descobre" que a desvalorização da perícia é a responsável pelas filas e  os problemas do INSS.

Repetindo todos os argumentos citados aqui desde 2010, com as suas limitações instrucionais já habituais, a ANMP "lança" cartilha explicando o que já falávamos de muito tempo: O descrédito na carreira causou o boom na fila e nos problemas da perícia. O exonerômetro do perito.med mudou a percepção da sociedade e dos gestores e dos próprios peritos sobre o problema.

Já é um avanço para quem começou defendendo a necessidade de cumprir com a missão institucional e mandando ir embora quem não quisesse resolver o problema do INSS.

Vamos reproduzir aqui o link da matéria "nova" da ANMP, que mais uma vez foi pautada por nós, pois o site deles está abandonado e lá ninguém vai ler isso.

O folder da ANMP imitando o perito.med está aqui: http://www.anmp.com.br/umanot.php?idn=3604

PERITO.MED TRADUZ MENSAGEM DE FIM DE MANDATO DA ANMP

Após ver a carta de auto-elogio que a Presidência da ANMP fez para si mesma e distribuiu aos peritos neste início de ano este blog não pode deixar de exercer seu direito de livre-expressão e interpretar o que realmente quer dizer o conteúdo desse vitupério encaminhado aos colegas por uma diretoria que foi chamada de traidora em público pelo ex-presidente e mentor e sequer se dignaram a responder ou esclarecer, ou seja, assumiram como verdadeira a crítica.

Ao dizer que tiveram um "susto" com a "quase extinção em 2010", na verdade assumem que são completamente desinformados pois o que chamam de "susto" não passou de um ataque histérico de uma ex-coordenadora de saúde do trabalhador que entrou em pânico após ouvir uma roda de conversa livre sem compromisso de gestores do INSS e espalhou e-mail apócrifo para todos dando conta de que seríamos extintos. Nunca houve de fato uma possibilidade de extinção, muito menos em 2010.

Depois disseram que agora a ANMP passou a ser recebida e dialogar com todos. Na verdade isso ocorria no passado pré-2008. Hoje em dia a ANMP virou uma associação entreguista e pelega que saiu puxando o saco de todo mundo, aplaudindo detratores da perícia médica e sua atuação medíocre fez com que todos passassem a não temê-la mais. Virou piada na Esplanada e sempre a "última" a saber das novidades, muitas vezes através deste blog. O próprio Gabas disse em encontro recente com os SST que não se lembrava do nome do presidente atual da ANMP. Aposto que ele lembra o nome dos antecessores.

Em seguida para cobrir a falta de transparência nos gastos e o uso de verbas para pagar festas para amigos e políticos/gestores falam que triplicaram o saldo financeiro da entidade. Analisando as contas vimos que em 2 anos as aplicações passaram do equivalente a duas arrecadações mensais para seis arrecadações mensais. Só falta saber onde foram gastos as outras quinze arrecadações mensais, em sua maioria grafadas em gastos genéricos como "passagens aéreas da diretoria". Jamais tivemos acesso à fatura dos cartões corporativos.

Dizer que buscaram unir a categoria por meio do diálogo é uma afronta à inteligência de qualquer um, vide o inédito fechamento do fórum e isolamento da categoria sem esse fundamental meio de comunicação. Dizer que evoluiu no diálogo com uma das chapas opositoras delas significa comprovar que  essa chapa era uma oposição de araque, que se tratava de chapa branca à serviço da situação que conseguiu enganar alguns peritos com seu discurso de oposição. Dizer que o quadro social está estável é grave pois assumem as perdas, antigamente sabíamos o número exato de sócios. Hoje em dia, mistério total.  O quadro de sócios está tão estável quanto o Hugo Chavèz em Cuba. O discurso é o mesmo.

Procurar diálogo com a sociedade? Na verdade o que vimos foi um discurso entreguista anti-pericial, aplausos a agressores de peritos e não ter o devido preparo instrucional para defender a categoria, não ter os dados na mão na hora de palestrar, se limitando a discursos genéricos que nunca impactaram nem influenciaram ninguém. Assumiram o discurso da CUT e da Fundacentro, discurso esse que é anti-perito e pró-sindicato e passaram a falar bobagens de uma teoria perniciosa que atribui maliciosamente ao perito médico os males da ausência do Estado brasileiro no âmbito do exercício do trabalho privado. Até em "mudar a carreira" já falaram. Falaram de tudo, pois nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.

A frente parlamentar é uma espécie de esquema Caracu porém inócuo pois não tem poder de nada. Funciona assim: A ANMP entra com a frente e os peritos com o lombo. Gastaram os tubos com uma pesquisa psicológica com a UnB cujos resultados são desconhecidos e o impacto e utilidade menos ainda. No questionário feito pela UnB, parecia que o pesquisador queria mais saber da vida sexual dos peritos do que da qualidade do ambiente de trabalho e seu impacto na pessoa.

Chamar a ANMP de entidade mais democrática é um escárnio. A duras penas aprovamos o voto direto para a diretoria e isso foi ação dos sócios, não da diretoria, que fez lobby contra e por isso um dos diretores regionais se desligou da entidade. Aliás foram 3 diretores regionais que pediram o boné em não-conformidade com os métodos de gestão. Os notórios opositores que hoje participam da entidade são os que votaram contra a ANMP existir em 2003 e agora querem subir na janela. A tolerância associativa foi vista com o fechamento do fórum.

Tentar obter ganhos com a proposta das 20h me lembra as aulas de biologia com os parasitas que usurpam a energia alheia. A ANMP não tem ou teve UMA SÓ AÇÃO ou participação na construção dessa via, inclusive se manifestando CONTRA AS 20H até agosto de 2012, quando mudou o tom diante do inevitável e da proposta do Sindicato protocolada no MPOG.

O colega aposentado não foi esquecido, mas também não havia sido esquecido antes, e nem será depois. Os 15% (vale coxinha) divididos em 3 anos não foi nenhuma conquista da ANMP. Isso já estava na mesa para todas as categorias. O que a ANMP fez foi atravessar e boicotar o Sindicato que estava negociando as 20h com aumento salarial e estragou tudo. Entregaram a categoria antes de consultá-la e foram pegos com a calça curta quando a Folha de São Paulo expôs o prévio acordo. Manipulação de enquete onde houve forte votação contra e carta da vice-presidente ao MPOG dizendo que "tiveram trabalho em convencer os peritos" mostra a quem a ANMP beija a mão de fato.

Destaque da carta enviada pela ANMP ao MPOG onde deixam bem claro que já havia acordo prévio e que se esforçaram muito para conseguir o "aceite" da categoria. Na verdade, não conseguiram. A enquete foi manipulada e os resultados finais mostravam números diferentes a cada contagem que se fazia.

Os 15% viriam com ou sem ANMP. E afinal de contas, a  ANMP buscou as 20h ou a jornada de 6h? Na carta, eles dizem que conseguiram ambos. Óbvio que soa estranho, não? Na verdade não conseguiram nada. Quem ganhou as 6h foram os administrativos e entramos de tabela nessa. Apenas isso.

O fórum continua fechado, a ANMP continua isolada e sendo alvo de chacotas, está isolada de todas as discussões em vigor neste momento sobre a carreira, se informa apenas através de terceiros sobre os desdobramentos e não é respeitada por mais ninguém.

Por fim, repito a frase final deles: "Isso tudo nos dá a certeza de que a ANMP volta definitivamente a trilhar o caminho de um futuro melhor, servindo ao associado de forma plena e não mais seletiva."
Deve ser por isso então que estão armando festa de 10 anos apenas para os amigos, bancada com o nosso dinheiro, sem publicidade e sem chance de quem não é da "tchurma" poder participar da nababesca comemoração em programação. 

Na atual gestão mais de 1.200 peritos abandonaram a carreira, o fórum dos peritos foi fechado, as perdas salariais foram da ordem de 15% que serão apenas atenuadas com o vale coxinha de 5% em 2013, não avançamos em nada desde o MEP, a carreira foi desmontada, ficaram um ano puxando o saco do ex-presidente Hauschild para depois ver que era barca furada, aplaudiram sindicalistas que falavam mal de peritos e o próprio conceito de perito médico foi entregue a uma discussão multiprofissional que visa apenas a desmontar o ato médico e nos igualar a paramédicos dominados pelo Estado. 

De fato, em 2013 a ANMP volta definitivamente a trilhar um caminho de um futuro melhor, mas apenas se a atual gestão for banida para sempre do comando da entidade. A PIOR gestão de todos os tempos, diga-se de passagem. Quem quiser que compre o discurso que eles estão vendendo.

GOVERNO CRIA NOVA FERRAMENTA DE FISCALIZAÇÃO DA ATIVIDADE MÉDICA

Denasus lança protocolo de auditoria sobre plantões

Iniciativa tem o objetivo de auxiliar gestores locais a verificarem o comparecimento dos profissionais nos serviços de saúde do país

As secretarias estaduais e municipais de saúde passam a contar com mais um instrumento de controle do comparecimento dos médicos nas emergências e maternidades do país. O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (16), documento orientador para auxiliar os gestores locais, responsáveis pela organização dos serviços médicos, a apurarem a efetividade do trabalho e também verificar o comparecimento dos médicos nos estabelecimentos de saúde.

O protocolo inclui recomendações para os gestores locais nos casos em que for constatada falta injustificada ou a não substituição do profissional na hipótese de a falta ter sido comunicada. Nas orientações, estão previstas ainda as ações que podem ser aplicadas às unidades de saúde de gestão pública, Organização Social (OS), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) ou entidades filantrópicas.

“Esse protocolo vai orientar os secretários municipais e estaduais de saúde na melhor forma de apurar as eventuais ausências injustificadas dos profissionais. Também será disponibilizado o fluxograma com as recomendações para as situações que forem identificadas”, adianta o diretor do Departamento Nacional de Auditorias (Denasus), Adalberto Fulgêncio.

RECOMENDAÇÕES – As orientações estarão disponíveis aos gestores locais no Sistema de Auditoria do SUS (SISAUD) e na página do Sistema Nacional de Auditoria (SNA) do Ministério da Saúde, e vão possibilitar que as auditorias locais realizem a verificação do comparecimento dos médicos nos serviços de urgência e emergência em hospitais com atendimento a casos clínicos, pediátricos, cirúrgicos, traumato-ortopédicos e obstétricos nas capitais de todas as unidades da federação.

Nos casos em que as auditorias constatarem que a falta do profissional médico foi por situações já previstas – afastamentos legais como licença, férias e outras situações previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou Estatuto dos Servidores – e a direção da unidade não providenciou a substituição do profissional para repor o quadro de profissional, caberá ao gestor local apurar as responsabilidades administrativas, ética e criminal da direção da unidade de saúde.

Em situações em que houver algum imprevisto, o protocolo apresenta duas possibilidades de procedimentos. Se a falta for justificada, caberá a direção do hospital providenciar a substituição sob o risco de ser penalizada nas áreas administrativa, ética e criminal. E, caso a falta não seja justificada, caberá ao próprio diretor do hospital a apuração das responsabilidades do profissional também nas três esferas. Se durante a auditoria for constatada a inexistência da devida apuração, a responsabilidade seguirá para o gestor local (secretários estaduais e municipais) de saúde.

O documento prevê, ainda, que em relação às unidades de saúde administradas por Organizações Sociais (OS), Oscip ou entidades filantrópicas - no caso de não comparecimento do médico ao serviço - o gestor contratante deverá avaliar a forma de contratação de cada profissional da saúde.

Nessas situações, cabe ao gestor contratante aplicar sanções às entidades filantrópicas, OS e Oscip e até reincidir o contrato. O gestor pode, ainda, encaminhar relatório ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Ministério Público para apurar possível infração ética e de eventual conduta criminosa.

GERENTES EXECUTIVOS DO SUL RECEBEM AMEAÇAS POR FIASCO DA OPERAÇÃO CARACU

Chegou aos ouvidos deste blog que os Gerentes Executivos do Rio Grande do Sul receberam nesses dias ameaças oriundas de setores da alta cúpula da DIRBEN. Em off, esses altos funcionários teriam dito aos gerentes que se eles "não conseguirem evitar o pagamento de multas judiciais e de benefícios sem perícias" que o INSS iria cobrar do "bolso deles" o prejuízo com a operação.

Por isso alguns gestores, aparentemente desconhecendo seus direitos, ficaram tensos e começaram a forçar mais ainda a pressão junto aos peritos para os médicos resolverem os problemas que os gestores criaram.

Mas fiquem tranquilos, caros gerentes executivos: Não há meio legal ou mecanismo possível de um dinheiro pago pela autarquia em função de condenação judicial no âmbito de sua direção nacional poder ser cobrado individualmente do gerente executivo da região apenada.


PERITOS DO RS VÃO AO SIMERS E REAGEM CONTRA ASSÉDIO E OPERAÇÃO CARACU

Nota da diretora do SIMERS sobre a reunião de ontem. Paralisação não está descartada.

"Peritos médicos do INSS em reunião no auditório do Simers dia 16/1/2013,19h, para avaliação das condições de trabalho atuais frente às novas demandas exigidas pelo INSS, decidiram iniciar mobilização por aumento salarial,melhora das condições de trabalho e valorização e defesa da carreira.

Entre os temas discutidos houve ênfase na importância de aumentar o salário e na instituição da jornada de 20 horas com manutenção das 40h opcional,sem perdas salariais, na tentativa de recompor o defasado e pequeno quadro de médicos no INSS,tentando reduzir as demissões voluntárias e buscando atrair novos médicos através de concursos públicos.

Também discutiu-se as condições de trabalho que em graus diversos continuam a ser ruins tanto do ponto de vista ergônomico, conforto ambiental, tecnologia e relações de trabalho.
Por fim, houve avaliação positiva e elogio dos médicos presentes à recente ação judicial federal impetrada pela Defensoria Pública da União,que determina ao INSS o pagamento do benefício por incapacidade automaticamente se a autarquia não oferecer agenda de perícia médica ao segurado em até 45 dias.

Avaliou-se que se trata de uma medida de proteção ao segurado desencadeada pela absoluta inoperância e incompetência gerencial da gestão do INSS,especialmente da Diretoria de Benefícios que não consegue cumprir a lei,pois não valoriza o quadro médico pericial, que reduziu-se geometricamente em poucos anos.

Ficou decidido convocação de Assembléia Geral para continuidade dos debates e manutenção da mobilização e buisca de abertura de negociações com o Governo Federal."

Clarissa Bassin
Diretora Simers

MP EM BUSCA DO HOLOFOTE PERDIDO

Para procuradora do Ministério Público, infarto do miocárdio que fulminou a vida de um motorista foi causado por queixa de atriz pois o falecido teria errado o caminho para o Projac no Rio de Janeiro.

Mesmo contra a vontade da família do falecido, que era cardiopata de longa data e mesmo assim foi admitido como motorista em uma empresa terceirizada da Rede Globo, a promotora vai em busca do seu holofote perdido assediar a atriz com o pretexto de um possível "descumprimento" do estatuto do idoso.

A procuradora em busca de seu holofote acaba de resolver os mistérios da cardiologia: Os IAM não são causados por hipertensão, diabetes, fumo, colesterol elevado, vida sedentária e idade avançada. Eles são causados por "humilhação" secundária a esporro de atriz.

Detalhe: A matéria diz que "se ficar provado que ela sabia da condição de cardiopata, a atriz poderá responder por homicídio culposo".

Agora reclamar virou crime? Se o gestor do INSS tiver mais de 60 anos não poderá sofrer críticas pois seria "humilhação"? E se você for um cardiopata, ganha a imunidade eterna, nem processado poderá ser, afinal de contas... homicídio culposo, né?

Esse ministério público, francamente... Ah, é o mesmo ministério público que liberou o Governador Cabral das denúncias de corrupção no Rio de Janeiro.

De fato, processar o governador amigo da presidente da república por corrupção e peculato não deve gerar um holofote tão bom quanto processar uma atriz da Globo por ter reclamado de um motorista cardiopata.

Saiba mais em: http://natelinha.uol.com.br/noticias/2013/01/17/zeze-polessa-devera-ser-investigada-apos-morte-de-motorista-094512.php

FRACASSO DA PROMESSA DAS 20H EXPÕE FRAQUEZA DE GABAS E DESENCADEIA CRISE NO SUL

Quando anunciou publicamente há poucos meses que daria as 20h para os peritos, o Secretário-Executivo do MPS Carlos Gabas comprometeu seu prestígio e força no cumprimento dessa espinhosa tarefa, que obviamente receberia o contra-lobby dos operadores do caos que não querem ver a carreira médica valorizada e dos invejosos que preferem destruir o dos outros a construir juntos um caminho.

A proposta de 20h/40h foi feita pelo Sindicato dos Peritos e protocolada no MPOG em Agosto de 2012, antes da associação pelega se meter e estragar tudo em troca do vale-coxinha e foi resgatada pelo Secretário Gabas em anúncio público com promessa de implementação até o fim de 2012.

Essa expectativa gerada fez com que um sopro de ânimo levantasse a moral combalida da carreira ao ponto do exonerômetro ter ficado parado por incríveis 05 dias, algo inédito desde a sua criação em 2011.

Porém no fim do ano as 20h não vieram e apenas surgiu uma promessa de "discutir" o assunto em 2013. No lastro da enorme frustração da não-vinda das 20h veio a decisão judicial do pagamento de benefício automático no Sul. Os gestores tentaram usar dos mesmos métodos para conseguir espremer mais ainda os poucos peritos que restaram por lá mas saíram desmoralizados e com a certeza de que muitos cheques serão pagos a partir de fevereiro de 2013.

O fracasso da Operação Caracu no RS é efeito direto da gota d´água que foi a frustração da não-vinda das 20h prometidas por Gabas. O não-cumprimento dessa promessa colocou em xeque a reputação de homem-forte do secretário e mostra que talvez ele não seja tão poderoso como se pensava ser.

As 20h agora são uma necessidade do INSS, não mais dos peritos. E uma necessidade também para o Secretário Gabas recuperar a fama de homem-forte que sempre teve.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

GASTO COM INCAPACIDADE EM EVIDÊNCIA

Edição do JORNAL HOJE dia 16/01/2013
16/01/2013 15h15 - Atualizado em 16/01/2013 15h16
Gasto do INSS com aposentadoria e doenças ultrapassa R$ 4 bi em 2012
Transtornos psiquiátricos são a segunda principal causa de afastamento.
Depressão e ansiedade só perdem para lesões por esforço repetitivo.

DIRAT, A PROMOTORA DO CAOS

Fernanda Martins

16/01/13 08:00

Posto do INSS em São Gonçalo deixa idosos esperando atendimento por, em média, quatro horas
Segurados do INSS esperam até quatro horas na fila por atendimento na agência de São GonçaloFoto: Fernanda Martins

Às 10h desta terça-feira, cerca de 350 pessoas esperavam na fila — a maioria idosos —, enquanto apenas um atendente fazia a triagem e distribuía senhas. Apesar do sistema de agendamento por telefone — que prometia melhorar a sitação nas agências do INSS —, a cena ainda é comum no posto do instituto do Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Segundo os segurados, o tempo médio de espera pelo atendimento é de quatro horas, quando o sistema não está fora do ar.

Dilce de Oliveira, de 77 anos, diz que se acostumou com a situação. Ela já esperou por até cinco horas para ser atendida. Ontem, foi ao posto saber por que alteraram a data do pagamento do benefício, sem autorização.

A pensionista Terezinha de Jesus, de 73 anos, chegou às 8h e, até o meio-dia, não tinha recebido sequer a senha. Apesar de ter passado por uma cirurgia no coração, ela não teve direito a atendimento prioritário.

Denise de Castro, de 71 anos, queria uma declaração de pensão e já esperava havia quatro horas, quando procurou saber o motivo de não ter prioridade de atendimento, já que tinha retirado um nódulo na mama. A resposta que ouviu de um funcionário a surpreendeu:

— Ele me disse: “Aqui não tem preferência, aqui todo mundo é velho e todo mundo é doente” — contou.

O casal de aposentados Maria do Rosário Campos, de 69 anos, e Emídio Pinheiro Campos, de 72, foi à agência para pegar um simples extrato de rendimento e esperava pela senha, de pé, havia duas horas. Um segurança informou que em todos os horários, a agência fica lotada.

Outra queixa recorrente é sobre o número insuficiente de funcionários, o que é possível comprovar nos diversos guichês vazios.

Em nota, a assessoria de imprensa do INSS, afirmou que, “em razão do aumento da demanda, associado à lentidão do sistema, a unidade teve um consequente aumento do tempo de espera”. Sobre o desrespeito do funcionário com a idosa que pedia atendimento prioritário, alegou que “a postura está em desacordo com as orientações da instituição”.

GESTÃO INSSANA APRONTA DE NOVO - PERITO APROVADO NO RS É CONVIDADO A ASSUMIR NO PR

Os descalabros da gestão INSSana na região Sul do país não tem limites. O Rio Grande do Sul está apenado em ação judicial a pagar benefícios sem perícia em caso de espera superior a 45 dias. 

Em um local com gestores competentes, o que se esperaria era ver um esforço de aumentar o quantitativo de peritos neste Estado para evitar uma espera superior a 45 dias. Certo?

Não. No INSS não. Nesta casa da mãe Joana, a gestão quer TIRAR os médicos do Sul.

Médico gaúcho e aprovado em concurso na lista de espera para sua cidade (na APS só tinha 1 vaga e ele foi o segundo colocado) relata a este blog que recebeu carta do INSS oferencendo-o uma classificação para uma agência no.... PARANÁ!!

Isso mesmo, senhores. O INSS, ao invés de convocar esse colega gaúcho para assumir em outra APS no RS (a APS BI Porto Alegre fica a cerca de 150 km de sua cidade em 1 h e 30 min de carro), chama o colega para assumir em outro Estado, a quase 10 h de carro e  cerca de 985 km de distância.

Vejam a pérola recebida pelo email do colega:


"Boa tarde!

Tendo em vista sua aprovação no concurso público para o cargo de Perito Médico
Previdenciário do INSS e, considerando a inexistência de candidatos aprovados e homologados
para as Agências da Previdência Social em Telêmaco Borba e Ibirama, vinculadas à Gerência-
Executiva do INSS em Ponta Grossa/PR, São Lourenço do Oeste, vinculada à Gerência Executiva
em Chapecó/SC e Astorga e Colorado, vinculadas à Gerência Executiva em Maringá/PR,
consultamos quanto ao seu interesse de assumir as referidas vagas.

Em observância ao item 11 do Edital nº 1/2011, havendo interesse de mais de um
candidato às referidas vagas, será observado no ato de nomeação a classificação do candidato
na lista da Superintendência Regional Sul.

Assim, solicitamos sua manifestação até o dia 31 de janeiro de 2013, impreterivelmente,
após o que a Administração procederá ao remanejamento das vagas conforme o item 12 do
Edital normatizador.

Disponibilizamos para quaisquer esclarecimentos e manifestação o
email: carreiras@inss.gov.br e os telefones
(61)xxxxxxxxxxxxxxxxx

Att.,
Divisão de Desenvolvimento de Carreiras"

E depois querem acabar com o turno estendido no RS...

Notícias CFM

Presidente do CFM quer que médicos de planos de saúde cobrem por consultas

O Estado de S. Paulo - 15/01/2013
Saúde. Clientes pagariam pelas consultas e as mensalidades dos planos valeriam apenas para custear os procedimentos, defende Roberto D Avila, do Conselho Federal de Medicina, que quer mudança o quanto antes; tema não foi discutido entre membros do CFM

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D"Ávila, quer que médicos de planos de saúde passem a cobrar seus pacientes pelas consultas. "A ideia é que eles se desvinculem dos planos para esse tipo de atendimento. O credenciamento passaria a valer apenas para outros procedimentos", defende.

A estratégia, uma forma de driblar os baixos honorários pagos pelas operadoras, teria uma limitação ela não poderia ser adotada por profissionais que atendessem nos hospitais dos planos de saúde ou por médicos contratados. O tema ainda não foi discutido entre integrantes do colegiado. "Mas estou divulgando a ideia. Meu sonho é que isso seja feito o mais brevemente possível", completou.

A sugestão vem à tona quase dois meses depois da aprovação no CFM de uma recomendação liberando médicos de planos de saúde a cobrar um adicional pelo acompanhamento de gestantes durante o parto normal. A diferença é que, no caso do acompanhamento de gestantes, o médico receberia uma parte dos honorários da paciente e outra, do plano. No caso das consultas, apenas do paciente.

D"Ávila considera um equívoco médicos aceitarem receber de R$ 30 a R$ 40 dos planos por consulta e, no atendimento particular, cobrar pelo menos R$ 150. "Os reflexos disso são evidentes", constata D"Ávila.

Ele observa que pacientes de convênios têm atendimentos rápidos, que não ultrapassam 10 minutos. Já a consulta de um paciente particular pode durar em média meia hora. "Isso não é bom para o profissional, não é bom para o paciente."

O presidente do CFM diz não haver empecilho para que o descredenciamento pára atendimento de consultas seja realizado. "Em boa parte dos casos, não há contrato entre operadora e prestador de serviço. Os termos são antigos, não foram renova: dos e, consequentemente, não têm validade", assegura - um argumento que ainda desperta dúvida mesmo dentro do CFM.

As alternativas que passam a ser discutidas pelo conselho surgem quase dois anos depois do início da movimentação para elevar os honorários pagos pelas operadoras aos médicos. Entre as estratégias apoiadas pelas entidades de classe estão as suspensões temporárias de atendimentos a pacientes de planos. As paralisações ocorrem geralmente com especialidades determinadas e não atingem o atendimento de emergência.

Os protestos, no entanto, até agora trouxeram poucos resultados práticos. Na semana passada, a superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que associações médicas de vários Estados - incluindo conselhos regionais - fossem condenadas pela prática de crime econômico. "Vamos continuar lutando", disse D"Ávila. Em novembro, o CFM liberou que médicos de convênio passassem a cobrar de gestantes um valor pelo acompanhamento durante o parto normal. "O contrato do profissional com a operadora prevê o recebimento pelas, consultas e pelo procedimento do parto em si, mas não pelo acompanhamento", afirmou na ocasião o coordenador da Câmara Técnica do CFM Gerson Zafalon. Polêmica, essa cobrança foi considerada abusiva pela advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Joana Cruz, e atualmente está em discussão na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

PERITO.MED 2 MILHÕES DE ACESSOS

É com orgulho que informo que na data de hoje o blog Perito.med atingiu a marca de 2.000.000 (dois milhões) de acessos.

O blog foi inaugurado em 10/04/2010, atingiu 500.000 acessos em 15/07/2011, 1.000.000 de acessos em 19/03/2012 e 1.500.000 acessos em 11/09/2012.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ARTIGO CFM

Médico perito: uma especialidade reconhecida

Qua, 02 de Janeiro de 2013 11:40
Escrito por Herbert Marçal*

“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
Guimarães Rosa

Os trechos de chegada e saída das perícias são estreitos. Contudo, o trajeto investigativo pericial é longo e sedutor, e dele, dependem o início e o fim de cada laudo pericial. Nenhuma solução é definitiva. Todo sucesso é parcial, cada perícia traz novos desafios e qualquer conquista é passível de retrocesso.

Há uma razoável polêmica, contudo, quanto á interpretação de duas atividades médicas distintas em sua abordagem: a atividade que avalia a doença empregando aí a propedêutica clinica e/ou complementar, estabelecendo uma aliança terapêutica com o enfermo em função do sucesso no tratamento da doença do paciente. A outra, é avaliação da capacidade de trabalho do paciente, que neste terreno denominaremos de periciando, embasado na atividade laborativa deste. Contudo, é inevitável, para o entendimento destas distintas atividades médicas, descrever os conceitos preliminares de cada uma que algumas vezes passam sem a devida compreensão por alguns profissionais da área de saúde, bem como, advogados e o próprio periciando: a diferença entre a atuação do médico assistente e a do médico perito. O médico assistente tem um compromisso com o paciente, seu trabalho visa restabelecer a saúde, o bem estar ou prevenir a doença. Emprega suas ferramentas de trabalho como a escuta, a entrevista, a empatia e o sigilo profissional. Todavia, na medicina pericial, o médico perito usa técnicas específicas na entrevista e exame físico. Os laudos e pareceres são públicos (exceto se houver determinação da justiça), o seu compromisso é com os fatos. Na medicina pericial, quase sempre, as técnicas empregadas sobrevivem à dúvida. Quanto maior for a dúvida, maior deverá ser a dimensão da habilidade profissional empregada, e, consequentemente mais soberba será a construção explanada no laudo médico pericial . Sem a dúvida, as ciências médicas periciais não teriam como sobreviver e expandir a sua produção de conhecimento.

Sobretudo, é importante saber, corroborado pela literatura sobre o assunto, que o médico perito, não avalia doença, avalia incapacidade para o trabalho. E mesmo assim, incapacidade para as atividades laborativas declaradas pelo Autor. Como exemplo, podemos citar que um indivíduo possa estar incapaz para ser pedreiro, mas não está incapaz para trabalhar como vigia. Por outro lado também, a pessoa pode estar doente e não estar incapaz para a atividade que declarou exercer. Por exemplo: uma pessoa que sofre de Hipertensão Arterial Sistêmica, está doente, pode estar incapaz para trabalhar em alturas, mas não está incapaz para ser telefonista. De outro modo, o indivíduo pode estar incapaz, sem estar com alguma doença. Uma pessoa, após tratar-se de Acidente Vascular Cerebral (AVC), ficou com sequelas - hemiparesia do membro superior e inferior esquerdo causando uma limitação na movimentação destes membros. Ele está saudável, mas é incapaz para trabalhar como auxiliar de serviços gerais, porém, pode trabalhar assentado como ascensorista por exemplo.

Oportunamente, e, com efeito da plasticidade científica atual, todas as entidades médicas devem estar preparadas para assumir a medicina pericial como uma especialidade, na qual o profissional perito, arrimado em sua arte investigativa por meio de sua formação, suas habilidades e destrezas é o médico capacitado para incapacitar ou não o periciando.

Desta feita, como em outras especialidades, o perito médico quando se coloca como aprendiz diante da vida profissional, social e intelectual exerce um verdadeiro exercício de sabedoria. Um profissional portador dessa característica é sempre criativo, transparente e justo. Está se privando de forma contínua das suas ideias preconcebidas e entrevendo as demandas periciais de diferentes ângulos.

Em 10/12/2012.

* É médico perito da Justiça Federal em Belo Horizonte.

TV BRASIL - GASTOS COM INCAPACIDADE

ROTINA DO ABSURDO


SEGURANÇA | 15/01/2013 08h54min
Idoso de 88 anos é preso com arma em agência do INSS em Timbó
Ao policiais, ele relatou que andava armado para se defender

José Leite, de 88 anos, foi preso segunda-feira, em Timbó, no Vale do Itajaí, com uma arma e munição. Ele foi detido quando tentou entrar na agência do INSS da cidade e o alarme da porta giratória eletrônica tocou. 

O idoso foi detido pela vigilante. Ao verificar o que ele tinha em uma bolsa, foi encontrado um revólver calibre 22, com sete munições e ainda cinco munições em um coldre. 

A Polícia Militar foi chamada e o homem afirmou que sempre andava armado para se defender. Ele não tinha quaLquer registrou de posse ou porte e foi encaminhado para a delegacia da cidade.

ANMP PLANEJA FESTA DE 10 ANOS PAGA COM O DINHEIRO DOS SÓCIOS, MAS SÓ SERÃO CONVIDADOS OS "ELEITOS". FUNDADORES FICARAM DE FORA.

Deve ter sido por engano mas recebi esse e-mail abaixo reproduzido da Assessoria de Imprensa da ANMP me dando instruções sobre a Festa de 10 anos de Fundação da ANMP, a ser feita em 01/02/2013. Festa essa até agora desconhecida de todos os sócios.

No corpo do email diz que os meus custos serão bancados pela ANMP, ou seja, com o dinheiro dos sócios. Como essa festa não foi divulgada antes para ninguém e creio que a ANMP não bancaria 5.000 passagens de avião ida-volta, a conclusão óbvia é a de que essa atual chapa, que pretende se reeleger neste ano, está fazendo um banquete, uma farra, paga com o nosso dinheiro, apenas para selecionados ou como diria, um "petit-comitè" de iluminados que enganam os sócios dizendo que trabalham para "todos" mas na verdade bancam festinhas para "os amigos".

Este BLOG apurou que estão de fora da festa os fundadores da ANMP em 2003, em especial os ex-presidentes Eduardo Henrique e Luiz Carlos.


Em compensação, pessoas que estavam lá em 2003 e votaram contra a fundação da ANMP, como a atual vice-presidente Maria Virgínia, poderão participar da nababesca festa programada. Os atuais eleitos para comporem a chapa de 2013 da situação, destacando outros colegas que lá em 2003 também votaram contra a ANMP, também foram convidados e estarão nas fotos, podem procurar depois.

E depois perguntam porque eu chamo a ANMP de "a defunta" e porque o Sindicato nasceu. Quem rasga a sua história não tem um futuro bom.

Abaixo, cópia do e-mail:




Subject: Comunicado sobre o convite para a festa de 10 anos da ANMP

Date: Tue, 15 Jan 2013 12:48:22 -0200

Prezado convidado.

Informamos que as despesas com passagem e hospedagem para a sua participação na festa de 10 anos de fundação da ANMP, dia primeiro de fevereiro de 2013, serão custeadas pela associação. Favor confirmar com a máxima urgência a presença para que as devidas providências possam ser tomadas. Os contatos para confirmação estão no convite enviado.

Atenciosamente

Diretoria da ANMP"


Em tempo: Esse convite é uma afronta aos peritos que estão enfrentando uma nova onda de assédio por parte dos gestores inssanos e tendo que sobreviver com o vale-coxinha, ainda mais sendo com dinheiro dos outros. Essa festa feita na surdina é um desrespeito com os associados e mostra que a ANMP precisa urgente de mudanças. Se de fato foi feito convite a mim, recuso o mesmo. Mas tenho certeza que foi engano.

Acho que uma entidade como a ANMP deve comemorar suas datas. O problema é como fazem isso. Não é uma homenagem à história, um reconhecimento aos fundadores nem um agradecimento aos sacrifícios da época das vacas magras e dos altos riscos pessoais de quem se expunha pelos outros. 

Não, é apenas um festejo entre amigos com fins eleitoreiros de angariar apoio pela benesse e badalação, esquecendo quem antes batalhou para que hoje a associação fosse financeiramente independente.

É uma vergonha essa festa nos moldes propostos. Me faz lembrar o que um professor me dizia: Que para consertar o Brasil precisávamos apenas de dois artigos na Constituição:

Artigo primeiro - Todos os brasileiros devem tomar vergonha na cara.
Artigo segundo - Revogam-se os dispositivos em contrário.

Eis uma sugestão de redação para o Estatuto da ANMP após essa festa que exclui os fundadores mas certamente terá a presença dos gestores inssanos que açoitam os filiados diuturnamente.

APÓS FRACASSO DA OPERAÇÃO CARACU, INSS AMEAÇA REVOGAR AS 6H

Publicada hoje a  RESOLUÇÃO Nº 264 /PRES/INSS, DE 14 DE JANEIRO DE 2013 (clique aqui) que altera dispositivos da Resolução n° 177/PRES/INSS, de 15 de fevereiro de 2012.

A Resolução autoriza o INSS a revogar o turno estendido de 12h em determinada APS antes de cumprido o prazo legal definido pela resolução 177, conforme destaque abaixo:

“Art. 8°-A. A qualquer momento, independentemente da avaliação prevista no art. 8º, o regime especial de atendimento em turnos poderá ser revertido em caso de impossibilidade de sua manutenção.§ 1º No caso previsto no caput, a reversão deverá observar o disposto nos §§ 3º e 4º do art. 8º.§ 2° A agência que tiver o turno estendido revertido, antes de transcorrido um período não superior à metade do ciclo de avaliação, poderá propor reingresso no regime especial de atendimento em turnos quando do próximo ciclo de avaliação.§ 3° A agência que tiver o turno estendido revertido após transcorrido um período superior à metade do ciclo de avaliação, terá a sua avaliação realizada, considerando o período em que permaneceu no regime especial de atendimento em turnos e, caso a avaliação seja negativa, somente poderá propor reingresso no regime especial de atendimento em turnos quando da avaliação seguinte à que resultou na reversão.”

Trata-se de um presente de ano novo aos servidores que acreditaram na Autarquia e pediram o retorno para as 40h semanais. Na prática, o alvo é Porto Alegre e demais gerências gaúchas.

Mas essa intimidação não vai funcionar, pois o turno estendido é por APS e não por categoria. Se revogarem as 6h de determinada APS, como por exemplo a BI Porto Alegre, vão ter que revogar as 6h dos administrativos também.

Essa medida mostra que o INSS está perdido na condução do problema pois faz um diagnóstico errado da situação e com isso propõe medidas terapêuticas equivocadas que só fazem aumentar o problema. A culpa do diagnóstico errado é pelo fato da gestão dos benefícios por incapacidade estar nas mãos de uma diretoria (DIRBEN) que não entende do assunto, não é capacitada na área médica-social e não tem o devido preparo para lidar com a dinâmica do auxílio-doença, que se trata de benefício completamente distinto dos outros oferecidos pela casa.

QUAL O SENTIDO DA EXISTÊNCIA DE UMA "DIRETORIA DE BENEFÍCIOS" DENTRO DE UM LUGAR QUE SÓ FAZ PAGAR BENEFÍCIOS? É NECESSÁRIO DIVIDIR A DIRBEN EM DIRETORIA DE APOSENTADORIAS E DIRETORIA DE BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE.

O INSS é uma autarquia federal criada em 1990 pela Lei 8.029/90 em seu artigo 17 que determinou seu nascimento a partir da fusão do IAPAS com o INPS, fruto dos princípios que regeram a CF 88 que universalizou e separou a Saúde (INAMPS) do serviço previdenciário público, agora representado pelo INSS.

Como autarquia previdenciária, sua missão é prover os meios para o pagamento dos benefícios sociais aos cidadãos que estão previstos em leis e que podem ser divididos em dois grandes grupos:

A) Benefícios Programados - São os que dependem de um certo número de contribuições ou anos de pagamentos para serem instituídos, como as aposentadorias por idade e por tempo de contribuição. O prazo para obtenção é conhecido, por isso são programados, e o tempo de duração é razoavelmente previsto dentro de fórmulas. Neste modelo, a autarquia possui pleno controle e previsão de arrecadação e gastos necessários. Ainda representam a maior parte do volume de benefícios pagos pelo INSS.

B) Benefícios Não-Programados - São os de natureza indenizatória/compensatória que dependem de uma carência muito menor e que podem ser instituídos ou não, dependendo de fatores como estado de saúde do contribuinte, estado civil e cuja necessidade e duração são incertas. Neste modelo a autarquia não possui pleno controle e previsão de arrecadação e gastos necessários. Já foram a exceção do INSS mas nos últimos 15 anos vem crescendo de forma assustadora, já abocanhando mais de 30% do gasto total do instituto.

Ou seja, a única coisa que o INSS faz, no final das contas, é manipular, organizar, cadastrar, ordenar e pagar benefícios. O INSS não presta assistência médica integral, não conserta geladeira, vende móveis ou constrói casas. Sua missão é pagar benefícios. 

Mesmo casos pontuais de atendimento médico, como na reabilitação profissional, e de venda de imóveis amealhados em ações de cobrança de dívidas, são pontuais, não representam a missão da casa e estão inseridas de alguma forma em alguns dos benefícios do INSS.

Se a única missão do INSS é pagar benefícios, presume-se que o Chefe de Benefícios do INSS seja o próprio Presidente do INSS. Ele é o "diretor de benefícios" de fato, pois é isso que o INSS faz, gerenciar benefícios. Presumir-se-ia então que a divisão hierárquica do INSS fosse apenas para ajudar o Presidente ("O diretor de Benefícios") a administrar a carteira de mais de 25 milhões de pagamentos mensais através da divisão de tarefas em todas as vertentes da missão institucional, como uma diretoria de aposentadorias, diretoria de benefícios por incapacidade, diretoria de atendimento, diretoria de recursos humanos, etc etc, que trabalhariam as nuances desse hercúleo trabalho para o Presidente, que em última análise é o Grande Diretor DOS benefícios.

Mas o INSS segue uma lógica diferente: Enquanto que na parte de logística está até bem dividido, com divisões de atendimento, procuradoria, auditoria, corregedoria, recursos e orçamento, recursos humanos, dentre outros, na parte operacional não existe divisão alguma, é tudo uma Grande, Paquidérmica e Inchada "Diretoria de Benefícios - DIRBEN".

Ora, se eu sou presidente de um clube de futebol, o "diretor de futebol" sou eu, não preciso de uma "diretoria de futebol" a não ser que eu queira concorrência interna.  Agora, se meu clube possui vários esportes, faz todo o sentido ter um responsável pelo futebol além do presidente.

O INSS não é um Clube Poliesportivo. O "jogo" do INSS é um só: Pagar benefícios. Ao acumular muito poder e muita responsabilidade em uma única diretoria, perde-se o foco da própria natureza de uma diretoria ("cuidar de um setor") e com isso perde-se a qualidade necessária para gerir o negócio.


Algo como a Sadia-Perdigão ter uma "Diretoria de Comida". Absurdo, não? Porém a DIRBEN é a "Diretoria de Comida" do INSS. Obviamente quando algo fica grande demais, alguma parte sai prejudicada.

No caso da DIRBEN, claramente a parte que cuida dos benefícios não programados está sendo prejudicada há décadas, pois é comandada por técnicos que não entendem do assunto, não sabem nada de incapacidade, muito menos doença, menos ainda gestão de processos médicos.

O resultado é que a área de benefícios por incapacidade vive um colapso de gestão envolvida num caos administrativo que gerou um monstro que consome hoje em dia 70% do atendimento previdenciário e em 30 anos superará em volume de pagamentos os benefícios regulares e é, hoje em dia, a principal bandeira negativa do Governo Federal na área social.

O caos na gestão da perícia médica é culpa exclusiva do fato dos benefícios por incapacidade estarem nas mãos de uma diretoria leiga, quase contábil. O INSS criou em 2009 a DIRSAT mas  a mesma não possui estrutura legal ou física para operar adequadamente. Com isso, a gestão fica complicada, pois a DIRBEN é grande como um Elefante e rápida como uma Preguiça e não consegue ser ágil o suficiente para dar ao Presidente do INSS as respostas devidas para sua ação.

Pelo contrário, a DIRBEN acaba rivalizando em poder com a própria presidência do INSS, que virou um instituto que tem dois diretores de benefícios: O Presidente em si e o Diretor da DIRBEN. Um vive caindo e o outro está eternizado no cargo, petrificado no mamute paquidérmico. Obviamente isso está errado e mais obviamente ainda a eternização de um explica o cai-cai do outro lado. 

Existe claramente uma disputa de poder no INSS: De um lado a Diretoria de Benefícios: grande, onipresente, mamútica, que possui o poder "interno", o poder "dos bastidores", a chamada eminência parda, que detêm o controle da máquina, dos parafusos, dos disjuntores da máquina "INSS". 

Do outro lado está o "Diretor Geral de Benefícios", ou seja, o Presidente do INSS, que detém o poder político e oficial, que é forte e efêmero como um Vulcão em erupção. Como o poder político cobra a fatura rápido, e ele não tem tempo suficiente de "pegar a mão" da máquina "INSS", esse Presidente fica refém do poder paralelo da DIRBEN e muitas vezes submete-se às suas vontades com medo da ameaça velada de "fazer o trem sair do trilho".

À medida que o Presidente do INSS permanece e acumula forças, cresce o boicote por parte das forças "internas" para limitar sua ação. O embate é inevitável e se o Presidente não for forte, ele fatalmente cairá.

Quem manda de fato no INSS? Vejam essa foto produzida pela ACS do INSS: Diretor de benefícios em destaque, em pose de "grande líder timoneiro" e Presidente do INSS deslocado, no canto. A foto mostra para quem a "máquina interna" do INSS bate continência de fato.

Em 22 anos de INSS já tivemos 17 trocas de Presidentes com 15 nomes diferentes ocupando os cargos. Muitos saíram em desgraça, como o último ex-presidente Mauro Hauschild. Os diretores de benefícios não somam mais de seis ou oito nomes. 

As principais catástrofes ligadas à perícia médica foram perpetradas por Diretores de Benefícios, como a terceirização de Patrícia Audi e o PR, DCA e o memorando 42 de Benedito Brunca. O medo dos médicos crescerem hierarquicamente no INSS fez com que a DIRBEN se tornasse hostil à carreira e essa hostilidade contaminou toda a administração, não à toa, pois se trata da diretoria super-poderosa.

A força da DIRBEN explica o fato da cadeira do Presidente do INSS ter virado uma cadeira-elétrica. É uma diretoria inchada e genérica que não consegue ser ágil e opera massacrando o setor de benefício por incapacidade pois não entende do assunto mas não quer que o mesmo saia de sua órbita de influência e vive minando o Presidente do INSS, que vira uma rainha da Inglaterra versão "barbecue".

A DIRBEN na forma atual é uma força redundante ao poder do Presidente. É a "Diretoria de Aviação" da TAM, é a "Diretoria de Comida" da Sadia-Perdigão, é a "Diretoria de Dinheiro" do Itaú-Unibanco.

Além de medidas pontuais como revogar o memorando 42, acabar com o PR, fortalecer a via recursal do INSS e formalizar o processo de benefício por incapacidade, atos aliás para o qual a DIRBEN se insurge contra com força (operadores do caos não gostam de ordem) a verdadeira mudança de gestão do INSS passa por QUEBRAR A DIRBEN E SUA LENTIDÃO PARALÍTICA e reformular as diretorias operacionais do INSS:

A) UMA diretoria de aposentadorias, para cuidar dos benefícios programados, não dependentes de fatores imprevistos, que pode ser composta pela maioria dos que estão na DIRBEN atual.

B) UMA ´diretoria de benefícios por incapacidade, própria para cuidar dos benefícios não-programados, que dependem de avaliação médica e/ou social por serem relacionados a fatores de saúde-adoecimento, que é totalmente vinculada a fatores imprevisto, a ser ocupada pelos especialistas do assunto.

Não se trata apenas de criar no papel uma nova diretoria. Se trata de estruturar um arcabouço administrativo que permita que as decisões certas em relação aos benefícios por incapacidade sejam tomadas na hora certa, no local certo e na dosimetria correta. Se trata de impedir que pessoas sem a devida competência possam se intrometer e decidir os rumos dos benefícios por incapacidade. Uma diretoria adequada para esses benefícios jamais teria aprovado a terceirização sem homologação, jamais teria permitido o surgimento do PR na mesma via da inicial ou do memorando 42.

Para funcionar, essas diretorias precisam ter administrações diferentes, corpos diferentes e poderes diferentes pois lidam com temas COMPLETAMENTE DISTINTOS. 

A Diretoria de benefícios não-programados, que pode ser a evolução da atual Diretoria de "Saúde do Trabalhador" tem que ter o poder de nomear todos os atores necessários para implementar sua tarefa e friso isso pois para ela nascer precisa que ela tenha o poder de nomear toda a hieraquia médica e assistencial de cabo a rabo, ou seja, tirar dos gerentes-executivos a prerrogativa de nomear os SST.

SST nomeado por gerente-executivo não tem independência, não tem força e isola a Diretoria de Brasília da realidade das APS, vide os inúmeros memorandos emitidos pela DIRSAT que são descumpridos na maior cara de pau país afora.

Para o Presidente do INSS sobreviver no cargo, organizar a casa e regularizar as pendências, precisa quebrar o curto-circuito que existe em seu gabinete, a força-redundante, a eminência-parda e o poder paralelo que hoje dia existe e torrifica todos os que aloi já sentaram.

É necessário reconhecer que aposentadoria por idade e auxílio-doença são temas completamente diferentes, separar a DIRBEN em uma diretoria de benefícios programados, de aspecto mais técnico-contábil, e uma Diretoria de benefícios não-programados, de aspecto mais social e médico, que vai ter a expertise necessária para controlar e organizar esse ramo que hoje em dia é o mais tumultuado da administração pública federal e é a gênese do CAOS GERENCIAL do INSS.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

QUER BENEFÍCIO SEM PERÍCIA? ESTE BLOG MOSTRA COMO.

O caos gerencial e a incapacidade da gestão em organizar a área de benefícios por incapacidade fez esse setor colapsar e entrar em profunda crise. O início do colapso foi no Sul, onde 70% dos peritos pediram o boné em apenas 24 meses. Sem peritos e com demanda alta, as filas explodiram. Para proteger a população da espera de meses para poder receber um auxílio-doença a DPU entrou com ação no RS exigindo o pagamento de benefício sem perícia caso a mesma fosse marcada para depois de 30 dias da data de requerimento. O INSS ficou um ano enrolando e enganando o Juízo gaúcho, que claramente estava desconfortável em deferir a favor da DPU e deu toda as chances para o INSS se organizar. 

Porém o INSS brincou com o judiciário, não valorizou a carreira, não fez sua lição de casa e o Juiz cansou e deu decisão favorável à DPU mas com limite de 45 dias. Ou seja, se a perícia do cidadão for marcada para além de 45 dias após a data do requerimento, a Justiça ordenou que o INSS PAGUE o benefício até a data em que ele for periciado, independente do resultado que der na perícia em si.

Por outro lado, o INSS com sua gestão calcada em uma visão deturpada de "missão social", transformou o fluxo administrativo envolvendo o auxílio-doença numa zona. O INSS não exige que a pessoa marque dentro de sua circunscrição territorial, ou seja, permite que qualquer cidadão tenha o direito de marcar perícia em qualquer lugar do Brasil sem nenhum motivo para isso.

O INSS também permite, por incompetência gerencial, que você marque mais de uma perícia ao mesmo tempo desde que seja em gerências diferentes. O INSS também permite que você agende em um ano uma quantidade infinita de perícias, sem limites (memorando 42).

Além disso, o INSS permite que se marque DIRETAMENTE, pela internet, 135 ou pessoalmente na APS, uma perícia médica sem sequer antes verificar se o cidadão tem direito ou não à ser submetido a uma perícia pelo INSS (somente os cidadãos filiados ao RGPS e com documentação regular possuem esse direito).

E o INSS permite que você continue marcando novas perícias mesmo que o seu requerimento anterior indeferido esteja sob fase de recurso administrativo ou judicial.

Ou seja, o INSS permite que qualquer cidadão brasileiro, independente de prévia verificação de direitos, independente de onde resida, possa marcar quantas perícias quiser em qualquer lugar desta nação, gerando números de requerimento e ocupando vagas de agendas de peritos. E mesmo que você leve o assunto para a via recursal, pode marcar novamente quantas perícias quiser. Se você tiver números falsos de NIT, poderá criar avatares na internet e ocupar todas as vagas em uma determinada gerência, sem que o INSS faça nada para impedir isso.

Estudos deste BLOG apontam que pelo menos 10% das agendas dos peritos são ocupadas por pessoas que sequer direito de passar em perícia possuem (os não-filiados). Outros 10% são de pessoas que buscam outro tipo de serviço mas marcam errado uma agenda de auxílio-doença (ex: LOAS, isenção de I.R.). E mais de 50% dos que tem direito comparecem à perícia com a documentação errada, incompleta e/ou irregular, gerando retrabalho. E juntamente com esses erros, ainda temos um percentual que pode chegar a 50% de segurados que, além disso tudo, já estão com recurso de indeferimentos anteriores em andamento e tentam, numa nova perícia, conseguir a reversão "mais fácil" do pedido.

Apesar disso, o INSS não muda essa forma caótica de gerenciar a carteira de benefícios por incapacidade. Junta-se a isso o esvaziômetro dos peritos causado pela desvalorização da carreira e o resultado são ações como essa da DPU que irão se repetir pelo País.

Portanto, se você cidadão brasileiro, quiser ganhar dinheiro fácil, ou receber um benefício por incapacidade sem ser submetido à perícia, basta fazer o seguinte:

2) Preencha o código de 4 letras/números;
3) Informe o Estado: Rio Grande do Sul.
4) Escolha uma cidade: sugiro Porto Alegre ou Canoas mas tem outras, é só procurar.
5) Escolha uma Data e Agência disponível: Escolha a quem tem a fila mais para frente.

(A BI Porto Alegre está com fila para abril/13, idem Guaíba. O INSS é tão bonzinho que até te diz onde está mais longe para marcar)

6) Vai aparecer uma mentirada de Atestado Médico Eletrônico, coisa que foi feita para enganar o Juiz mas não deu certo. Clique "não possui".
7) Preencha o questionário.
8) Confirme os dados de endereço
9) Confirme a Agência Bancária
10) Pronto, você gerou um requerimento com data de perícia para daqui a 4 meses. Guarde esse número e quando completar 45 dias da data do requerimento, o INSS começará a pagar para você mesmo sem perícia.

Fantástico, não? Agradeça à gestão inssana do INSS que insiste em atropelar leis, formas e procedimentos em nome do "social".

Vamos às perguntas mais comuns:

A) Eu moro em Rondônia. Posso agendar para a APS Canoas?
R: Sim, pois o INSS permite que você faça isso. O Juiz permite que você receba sem ser periciado após 45 dias do requerimento e o INSS permite que você ocupe vagas de perícia sem sequer saber se você é uma pessoa real ou não.

B) Eu tive meu benefício indeferido em São Paulo. O que eu faço para receber meus direitos?
R: Siga os 10 passos acima e agende uma perícia para a APS BI Porto Alegre e você receberá provavelmente bem mais que os 60 dias médios de benefícios deferidos no país.

C) Meu médico diz que estou apto ao trabalho mas eu não me sinto assim. Posso marcar assim mesmo?
R: Pode. Primeiro porque quem tem que checar se você está incapaz ou não é o INSS e o INSS permite que você marque uma perícia sem prévia verificação, logo não é ilegal agendar perícias. E o Juiz disse que é para pagar até fazer a perícia, logo se o INSS não periciá-lo antes de 45 dias, terá que pagar independente de sua condição física, pelo menos até o dia da perícia.

D) Mas eu não sou filiado do RGPS, posso marcar assim mesmo?
R: Marcar pode pois o INSS deixa você fazer isso mesmo sem ser segurado. Mas na hora de receber não irá conseguir pois o Juiz determinou que apenas quem tenha qualidade de segurado receba. Portanto a sugestão é você contribuir uma vez para ficar filiado e depois agende sua perícia no Sul.

E) Eu moro em Crateús e aqui ficam fazendo agenda fantasma com nome de diretor de ANMP e não consigo nunca ser periciado. Não tenho como viajar para fazer perícia no Sul. O que eu faço?
R: Não importa se você não pode viajar, o INSS permite que você agende pelo 135 ou internet. Você irá receber após o 45º dia de espera e o máximo que ocorrerá é a cessação no dia da sua falta à perícia. Mas ai agende outros requerimentos em outras gerências para manter o fluxo de pagamentos.

F) Tenho 32 anos, moro em Brasília, estava há 9 anos em benefício por M54 e M65 e o safado do perito cortou meu pagamento. Sou inválida e estou sem meu encosto. O que eu faço?
R: Marque uma perícia em Porto Alegre e resolva seu problema. Marque várias perícias para garantir vários requerimentos e manter o fluxo de pagamentos.

É preciso escancarar o problema para as pessoas enxergarem o que está errado. Graças à gestão frouxa, insana e irresponsável do INSS, as vagas de perícia médica podem ser preenchidas sem nenhuma verificação de direito, qualidade ou até mesmo existência da pessoa. O número de vagas é finito mas as oportunidades de agendar não são.

Obviamente isso não iria dar certo e tentam corrigir a lotação na base do chicote no perito e rasgando as leis administrativas para poder atochar segurado na sala de perícia como se fosse sardinhas numa lata.

O INSS faz isso para jogar a culpa das filas e do problema no colo do perito e se isentar de responsabilidades e de trabalho. Mas o tiro saiu pelo pé e agora terão que pagar pela forma errática e absurda como conduzem o fluxo administrativo do benefício por incapacidade.

Se fizessem o fluxo correto mais de 70% da demanda sumiria pois se trata de retrabalho ou marcação indevida e não existiria represamento nem filas longas. Mas ai teriam que assumir para si e tirar do médico o foco social do benefício por incapacidade.

Ou o INSS muda seu modo de gerir estes benefícios ou irá à falência. E quando acabar o dinheiro dos trabalhadores quero ver como continuarão a defender o discurso "social" que usam hoje em dia.


NOTA:  ESTE POST FOI FEITO PARA MOSTRAR AS FRAGILIDADES DO SISTEMA E A FALTA DE CONTROLE DO MESMO POR PARTE DO OPERADOR - INSS. O LEITOR ASSUMIRÁ OS RISCOS DE INSERIR INFORMAÇÕES FALSAS NO SISTEMA INFORMATIZADO DO INSS. AGIR ASSIM É CRIME E ESTE BLOG NÃO RECOMENDA A NINGUÉM QUE COMETA NENHUM CRIME.

MAS PODER AGENDAR PERÍCIAS PELA INTERNET NO RIO GRANDE DO SUL MESMO MORANDO EM OUTRO ESTADO NÃO É CRIME, POIS O INSS DEIXA QUE ISSO OCORRA E NÃO FAZ QUESTÃO ALGUMA DE MANTER UM SISTEMA DE CONTROLE NESSE AGENDAMENTO ABSURDO ONLINE E POR TELEFONE. 

TAMBÉM É DEVER DO BLOG INFORMAR AO CIDADÃO SOBRE SEUS DIREITOS, SEJAM CONSTITUÍDOS EM LEI OU POR DECISÃO JUDICIAL EM ANDAMENTO.