quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

RESUMO DA CONVERSA DE ONTEM

20h - Conversas em andamento mas sem prazos definidos. O projeto não foi enterrado mas está em discussões novamente no INSS, no MPOG e MPS. O sindicato empreenderá todos os esforços para esse projeto sair o mais rápido possível. Após a pressão de ontem, reapresentamos o projeto de 20 e 40h para rediscussão por entendermos que contempla todos os anseios dos médicos, do INSS e dos colegas que querem se dedicar à gestão da casa. Assim que tivermos novidades informaremos.

Credenciamento - Somos visceralmente contra isso e representaremos judicialmente contra o INSS se isso for feito. Existe uma polêmica decisão judicial cheia de falhas e pedimos ao INSS para também tentar embargar e suspender essa decisão. Aguardamos a posição da PFE já que praz vence dia 08/02;

Carreira, Gestão e Fluxos periciais - Tudo será rediscutido em parceria com o Sindicato, para melhorarmos o desmepenho, o respeito e o direito em nosso ambiente de trabalho.

MCC 02 - Será revisto para deixar bem claro que não cabe ao perito entregar CRER.

PR - Somos contra o PR, muito mais ainda PR feito pelo mesmo médico. INSS vai estudar proposta de extinguir o PR. Recurso é na via recursal, não na porta da APS.

Minha impressão: Apesar de achar improvável HOJE que as 20h saiam rápido, nunca se sabe. Ficaremos alertas e vigilantes e cobrando isso do governo. Teremos novos encontros em breve e caso haja algum desdobramento desses eventos serão devidamente informados.

SINDICATO DOS PERITOS REÚNE-SE COM PRESIDENTE DO INSS

Nota do site do Sindicato dos Peritos:
PERÍCIA SINDICAL REUNIU-SE COM O PRESIDENTE DO INSS! 06/02/2013
Postado em: 06/02/2013

A Diretoria do Sindicato Pericia Sindical reuniu-se no dia 05/02/2013, com o Presidente do INSS , o Prof. Dr. Lindolfo Sales, o Procurador Chefe da PFE Alessandro Stefanutto , com um representante do DGP e com a Diretora de Saúde Verusa Guedes( perita médica de carreira).
A reunião teve a seguinte pauta:
1- A existência ou não de proposta a curto prazo para a implantação das 20 hrs.
2- A terceirização ou não do ato médico pericial (Terceirização das perícias médicas)
3- A carreira do Perito Médico Previdenciário
4- A gestão dos benefícios por incapacidade e suas consequências
5- Os fluxos de marcação de pericias medicas como é hoje e como deveria ser.
6- A entrega da Crer pelo peritos médicos previdenciários- clareamento do Memo 02
7- A Autonomia Médica - ponto inegociável.

Nas paginas internas do Forum , os sindicalizados terão acesso as discussões abertas sobre a pauta onde poderão criticar,opinar e sugerir seus entendimentos.
A Diretoria está para SERVIR OS SINDICALIZADOS E NÃO PARA SE SERVIR DELES!

NOTÍCIAS DA AGU


PRF 1ª Região, PSF/Divinópolis e PFE/INSS: Procuradorias asseguram atribuição da AGU para representar judicialmente servidor federal em demanda que envolve exercício do cargo público

Data da publicação: 05/02/2013

A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1), da Procuradoria-Seccional Federal em Divinópolis/MG (PSF/Divinópolis) e da Procuradoria Federal Especializada junto ao Instituto Nacional do Seguro Nacional (PFE/INSS), obteve decisão favorável no Agravo de Instrumento nº 4821-28.2013.4.01.0000/MG, interposto contra decisão que declarou a revelia de médico perito do INSS em ação de indenização por supostos danos morais, decorrentes de perícia médica para verificação da permanência da incapacidade para o trabalho de beneficiário de auxílio-doença, em que se reconheceu que o periciado poderia retornar ao trabalho.

Os procuradores federais apresentaram numa mesma peça jurídica a defesa tanto do INSS quanto do médico perito da autarquia previdenciária, mas o Juiz da 1ª Vara da Subseção Judiciária de Divinópolis/MG, entendendo que a AGU, por lei, somente poderia atuar em defesa daqueles que exerçam cargos de natureza especial, direção e assessoramento superior, o que não seria o caso do médico perito, que é titular de mero cargo efetivo, declarou a revelia do servidor.

Irresignados, os procuradores federais recorreram ao TRF da 1ª Região, alegando que o artigo 22 da Lei 9.028/95 autoriza expressamente a AGU representar judicialmente os agentes públicos, o que alcança não somente aqueles ocupantes de cargos em comissão e funções de direção e assessoramento superior, mas também os titulares de cargos efetivos, como é o caso do médico perito do INSS, servidor público efetivo desde julho de 2005.

"Logo, em se tratado de servidor público federal, no exercício de suas funções, inegável a regularidade da contestação apresentada pela Procuradoria Federal, dado que presente o interesse público na defesa do ato administrativo impugnado, vez que a manutenção ou revisão de benefícios por incapacidade demanda a realização de perícia médica, no qual se fazem presentes tanto o interesse de toda a coletividade (interesse público primário), como também o interesse do próprio erário público (interesse público secundário). Dessa forma, não há qualquer conflito de interesses entre a defesa do patrimônio público e a defesa do agravante, em especial, porque os atos defendidos no feito vinculam-se estritamente ao desempenho das atribuições institucionais do agravante como médico perito do INSS", afirmaram os procuradores da AGU.

O relator acolheu a tese defendida pela AGU e deu provimento ao agravo de instrumento para reconhecer a regularidade da representação processual do agravante e, com isso, afastar a revelia decretada pelo magistrado de 1ª instância.

A PRF 1ª Região, a PSF/Divinópolis e a PFE/INSS são unidades da Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

PONTO DE VISTA: ENTRADA EM VIGOR DO FUNPRESP TORNA INVIÁVEL PARA GOVERNO E MÉDICOS A ATUAL CARREIRA PERICIAL DE 40H

Se já estava difícil pro governo conseguir fidelização nos últimos concursos para perito médico do INSS, com taxas de abandono superiores a 80%, agora a coisa complicou de vez.

Com a entrada em vigor das regras do Funpresp, novo sistema de aposentadoria dos servidores federais, a tendência é a de que os próximos concursos não consigam sequer um mínimo de médicos inscritos.

Isso porque uma parte significativa dos aspirantes a peritos nos últimos concursos desde 2005 era de médicos já na meia idade ou próximos de se aposentar, que tinham a ambição de ficar pouco tempo na carreira, juntar seu período contributivo prévio e aposentar com valores um pouco mais dignos. Ou então médicos cansados da medicina que procuraram um emprego estável, mais burocrático e menos assistencial, em especial nas áreas de pediatria, ginecologia e obstetrícia e medicina do trabalho.

Sem medo de errar afirmo que 50% dos aprovados nos concursos desde 2005 se enquadram nesta categoria. Os números do boletim estatístico de servidores do MPOG confirmam que em 2012 o quadro de servidores médicos do INSS era composto de 50% de peritos com 50 anos ou mais. Esse número já foi maior, sinal das aposentadorias que andam bombando no aposentômetro.

O Funpresp cria uma nova regra de aposentadoria. Nele, todos os servidores passam a ter suas aposentadorias limitadas ao teto do INSS  com a necessidade de complementação para aumentar esse valor, cujas regras foram aprovadas hoje.

Esse tipo de regra é altamente desfavorável para os médicos de meia-idade que buscam aposentadorias favoráveis ou querem fugir da medicina. Isso porque terão suas aposentadorias limitadas ao teto do INSS. Com o pouco tempo que terão antes de atingir a idade de pedir o boné, o acréscimo será muito pequeno, ou seja, não valerá a pena ingressar no INSS para ter uma aposentadoria decente.

Sobraram então os médicos mais jovens, com pouco tempo de medicina e uma carreira pela frente. Se em 2005 e 2006 a carreira pericial foi atraente por na época estar valorizada, os eventos que se sucederam acabaram com essa esperança. Após 1750 exonerações em 4 anos, a realidade é que a carreira está em extinção. 

Nenhum médico jovem irá enterrar 40h de seu trabalho em um emprego desconhecido, violento, desprestigiado e ainda por cima com SISREF e chefias assediadoras. Os que tentam pulam fora rapidinho, vide a epidemia de "AI" na lista do exonerômetro.

Sem a chance de cooptar os médicos mais experientes por ter destruído o sonho da aposentadoria com o Funpresp e enfrentando o desprezo dos médicos mais jovens por ser um emprego que irá travar qualquer carreira, o Governo só tem uma saída: Ou torna a carreira novamente atraente ou será o fim da perícia e o colapso definitivo do INSS, cuja 70% da demanda atual é por benefícios por incapacidade.

E o primeiro passo de tornar a carreira atraente é regulamentar as 20h nos termos propostos pelo Sindicato dos Peritos. E esse é apenas o primeiro passo. O mais corajoso e o que mais encontrará resistência dos operadores do caos.

Com o Funpresp, esse passo virou inevitável. Ou o INSS anda, ou o INSS morre.

REGRAS NOVAS

05/02/2013 15h00- Atualizado em 05/02/2013 17h25
INSS muda regra de perícias médicas para benefícios por incapacidade
Segurado terá de aguardar 30 dias para fazer novo pedido de benefício.
Pedido de reconsideração poderá ser realizado por qualquer perito.
http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/02/inss-muda-regra-de-pericias-medicas-para-beneficios-por-incapacidade.html
Fonte G1
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/02/inss-muda-regras-para-agendamento-de-pedido-de-auxilio-doenca.html

DOULAS - 32 horas de Petulância Extrema

...Mulheres que tiveram o acompanhamento de uma doula na gravidez são questionadoras, pois sabem do seu direito de decidir sobre o parto. Um perfil bem diferente do desejado por hospitais, onde a boa paciente é aquela que se recolhe à posição de coadjuvante.

 A mulher informada, ao contrário, tem nome próprio: não aceita ser infantilizada, ser chamada de "mãezinha". Não aceita soro de rotina, corte desnecessário na vagina, ser separada do seu filho sem real motivo. A mulher informada sabe que pode escolher em que posição, como, onde e com quem prefere dar à luz. Não está acima nem abaixo da autoridade médica ou do protocolo hospitalar, pois não estabelece com eles uma relação de poder. Exige apenas que tudo esteja a favor desse importante trabalho, que somente ela pode e deve executar: trazer seu filho ao mundo.

O casal bem informado "dá trabalho" ao hospital, pois tem consciência da violência muitas vezes imposta pelos procedimentos de rotina ao corpo e à personalidade frágeis do seu bebê."...
Comentário do Blogueiro:
No Brasil, o ignorante não tem qualquer modéstia mesmo. Apesar das 32 horas necessárias para a profissionalização do Curso intensivíssimo de Doula elas não perdem a pose. Elas não apenas se intitulam "essenciais" a condução do parto normal como atribuem a mulher que as escolhe um "perfil diferente" do desejado pelos hospitais, como se um hospital fosse um ambiente hostil e perigoso, onde a qualquer momento pode acontecer um crime. "Muito cuidado você que não tem Doula! Podem se aproveitar de você" Isso sim é espalhar o terrorismo em causa própria. É se aproveitar de uma situação delicada onde existe uma linha tênue entre a felicidade e o desespero para o holofote egoísta. Vejam o grau de ousadia quando ainda dizem que as pacientes com dulas "não estam acima nem abaixo da autoridade médica ou protocolo hospitar". Por fim, incitam a desconfiança, a deslealdade e ao terror na relação médico-paciente quando se dizem abertamente que podem ser "testemunhas" da "violência imposta ao corpo da gestante e ao Bebê". A Doula é o império da ignorância em ação.

POR UMA PERÍCIA MAIS ÉTICA: CRM VENCE PFE

CREMERS vence batalha jurídica contra a PFE. TRF reafirma que o CRM pode e deve atuar junto aos peritos médicos do INSS desde que se limite a seu campo de atuação.

A ética está de volta ao INSS gaúcho. Após episódio vergonhoso onde a PFE comemorou sentença esdrúxula que impedia o CREMERS de ter qualquer tipo de ação junto aos peritos médicos do INSS no RS (relembre aqui), a sentença final reformou a decisão e, sem deixar dúvidas, disse ao INSS que o CREMERS pode e deve atuar junto aos médicos peritos gaúchos, vide trecho:

"É certo que os Conselhos Regionais de Medicina, como o CREMERS, têm a obrigação legal de zelar pela ética no exercício da profissão médica.
Nesse sentido, é o artigo 2º da Lei 3.268/57:
Art. 2º. O conselho Federal e os Conselhos Regionais de Medicina são os órgãos supervisores da ética profissional em toda a República e ao mesmo tempo, julgadores e disciplinadores da classe médica, cabendo-lhes zelar e trabalhar por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente.
Dessa forma, resta claro que, de alguma forma, os peritos do INSS - e, nesse sentido, a própria autarquia, jamais será absolutamente independente da fiscalização por parte do CREMERS, já que este órgão é o responsável pelo zelo da ética na medicina."
Apesar da Justiça ter mantido o veto a dois pareceres do CREMERS que poderiam causar uma interferência indevida do Conselho junto à autarquia no que diz ao número de agendamento de perícias (prerrogativa da autarquia)  essa decisão em nada mudou a situação dos peritos gaúchos pois elas geraram algo muito maior, que foi o despertar ético dos peritos do INSS e resultaram em um Parecer Federal do CFM de número 01/2010 (clique aqui), onde não resta dúvida de que o tempo utilizado para fazer as perícias é prerrogativa do próprio perito.

O CFM também editou, a pedido do próprio INSS, o Parecer 15/2012, onde não resta dúvida de que a autarquia é obrigada a registrar nos CRM os responsáveis médicos técnicos de cada gerência e o Parecer 01/2012 onde reafirma de novo que quem decide o tempo de perícia é o médico.

Portanto, com a vitória final do CREMERS a ética esta de volta à perícia de todo o país. E para os que defendiam uma perícia menos ética, restou o silêncio.

FESTA DOS 10 ANOS - HOMENAGEADA DÁ SEU DEPOIMENTO

Recebemos o depoimento de uma das homenageadas da festa de 10 anos da ANMP que resolveu protestar contra o perito.med. Sua identidade será escondida e o texto sairá ipsis litteris, com grifo nosso:

"Pessoal, incrível como as pessoas veem a coisas... Não sei se a festa q o perito.med foi é a mesma q eu fui, mas a descricao tava bem diferente... Esqueceram de dizer q o presidente da FENAM estava, q o representante de garibaldi prometeu a reformulacao da carreira para 2 meses, e q Gabas elogiou muitíssimo geilson) e fez a maior propaganda de Jarbas ( q fará chapa com virginia,já q o restante da chapa atual não pode mais se reeleger), alem de ter reclamado do blog.  Acho Melhor ser amigo do patrão q inimigo, né???? Foram la na festa e deram ate prazo. Podiam ter ignorado. Seria entao so a diretoria dizendo q prometeram e o perito.med dizendo q o mundo vai acabar... Mas foram lá, nos prometer pessoalmente. Explicando q era absurdo chamar e o povo nao assumir... Ficou todo mundo muito animado. Mas se preferem torcer contra, nao vejo como isso pode ajudar... Nao sei como brigar pode ser melhor q convencer... Geraldo, macaco velho em negociaçao, ficou bem impressionado com as promessas e achou incrivel termos uma frente parlamentar( q eu ate nao boto muita fé, mas só a existencia já é interessante...). Acho q vcs do perito.med podiam tirar a nuvenzinha negra de cima da cabeça. Nao tenho nada a ver com a diretoria, mas pela logica, torço por ela e sempre ajudei, pq é melhor para nós. Nao consigo ver como odiar tanto a diretoria e os patroes vai ser bom p/ carreira... Tufo o q acontece é distorcido de tal forma q parece outro fato. Nao reconheci nem a festa em q eu estava nem os discursos e comportamentos q presenciei, nem o clima de felicidade, nas palavras do blog... Capaz de ser mesmo outra festa q ele foi...   Lembrei de outra coisa, no primeiro congresso a CUT fez uma manifestacao agressiva, ficamos até sem poder sair com medo de apanhar(!!!!). Hj , temos dialogo. Não gosto muito deles, mas o q é mais inteligente? "

NOTAS DO BLOG:

1) Pelos meus cálculos deve ser a trigésima quinta vez desde que essa diretoria assumiu que Gabas promete melhorias para a categoria em "prazos curtos". Nas outras 34 vezes em que ele prometeu... Continue animada. Vai achando que sem pressão isso vai sair. 

2) O Gabas fez a maior propaganda da chapa da Virgínia com o Jarbas? Que interessante. Isso já diz muito sobre a quem a chapa vai servir, não? Não foi o Comissário que em reunião com SST recente esqueceu o nome do presidente da ANMP com direito a risos da platéia?

3) Levantamos que o Secretário e Comissário Gabas reclamou do blog nos seguintes termos: "Existe um blog que é muito agressivo. O caminho é o diálogo". Bom, se mostrar a verdade dos fatos, se o fato de se antecipar aos anúncios oficiais, revelar sem máscaras a hipocrisia e a mentira com a qual tratam a medicina e os peritos, se defender a classe é ser agressivo, então sorry. Não iremos arredar um centímetro da posição de defesa incondicional da categoria médica e pericial muito menos deixar de revelar as farsas, as mentiras e armadilhas que colocam no nosso caminho.

4) Sobre pregar o fim do mundo: Não foi o blog que exonerou 1750 peritos em 4 anos, não foi o blog que congelou o salário e a gdamp, muito menos foi o blog que vetou as 20h e muito menos foi o blog que se acovardou diante dos poderosos, ficou pelego, abandonou os associados. Este blog, pelo contrário, está sempre sendo propositivo sem deixar de criticar. Exemplo claro foi a recente revogação do memo 42.

5) Associativismo não é torcida de futebol. Ninguém torce a favor ou contra. Se esta diretoria não fosse pelega teria nosso apoio, mas é pelega e omissa. Não, isso nunca terá nosso apoio.

6) Amigo da CUT? Vocês acham que a CUT é nossa amiga? Que há diálogo? Cadê o botão para desligar o campo de distorção da realidade?

7) Agradeço ao Secretário Gabas por ler o blog e ter aprendido aqui e agora adotado o discurso de que a carreira não é atrativa e que não fideliza médicos. Há pouco tempo o discurso era bem diferente.

8) Há um ano os peritos eram desumanos e culpados por tudo e a gestão era perfeita e intocável. Hoje a gestão está sob cheque, na alça de mira da presidência, o exonerômetro mostrou que o problema não são os peritos e sim a falta deles e as 20h foram ressucitadas como forma de tentar estancar a sangria médica. O discurso de desumano foi abafado. Obrigado perito.med por ter mostrado o caminho e ser o farol no meio da escuridão.

9) As fotos do evento falam por si. Pista de dança vazia, cadeiras sem donos, poucas pessoas nas fotos que foram enquadradas para diminuir espaço vazio, as mesmas pessoas em várias fotos. 

10) Os fundadores não foram na festa de 10 anos. C.Q.D.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

UM EXEMPLO DE DEDICAÇÃO NA PFE-INSS

O Procurador Chefe da PFE-INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, deve ser um patrão muito bom. Só isso explica a dedicação com a qual lhe serve o colega de carreira, Procurador Alexandre Azambuja Cassepp.

Vejam a seguinte situação: Lotado no RS, o procurador Cassepp foi nomeado em 04/05/2011 para assumir o cargo em comissão de Coordenador de Gerenciamento das Procuradorias da Coordenação-Geral de Administração das Procuradorias, código DAS 101.3, da Procuradoria Federal Especializada junto ao Instituto Nacional do Seguro Social.

Para poder mudar de domicílio conforme a exigência da nova lotação, o procurador fez jus ao recebimento de uma ajuda de custo** cujo cálculo varia de acordo com o salário do servidor além de um prazo de adaptação que pode chegar a até 30 dias sem que ele tenha que voltar a trabalhar. Nada mais justo.

Mal se adaptou em Brasília, o procurador já foi promovido pelo Chefe Stefanutto para o encargo de substituto do Coordenador-Geral de Administração das Procuradorias, código DAS-101.4, da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, nos afastamentos e impedimentos legais do titular segundo portaria 589 publicada em 11/07/2011.

Também foi nomeado pelo Chefe da PFE para vários cargos importantes, como Gerente de Projeto do Programa de Excelência em Gestão - PEG/PFEINSS instituído pela Portaria 240 publicada no DOU de 14/09/2011.

Porém alguma coisa aconteceu pois o procurador Cassepp foi exonerado de seu cargo comissionado DAS 101.3 em 06/07/2012. Sem ter sido relotado, só lhe restou ter que voltar ao RS para se reapresentar. Obviamente como se tratou de exoneração de cargo de confiança para reassumir posto original, ele fez jus ao recebimento de novo a uma ajuda de custo** por parte do INSS.

Mas não é que o Chefe Stefanutto se arrependeu e apenas 3 meses depois reconvocou o procurador Cassepp para servir em Brasília de novo? O DOU de 18/10/2012 mostra a nomeação de ALEXANDRE AZAMBUJA CASSEPP para exercer o cargo em comissão de Coordenador-Geral de Administração das Procuradorias, código DAS 101.4, da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, justamente o cargo que ele ocupava como substituto quando foi exonerado. 3 meses antes. 

Qualquer servidor ficaria furioso em ter que se mudar novamente, mas a dedicação do procurador Cassepp é tamanha que ele aceitou e novamente embarcou para Brasília para servir à nação. Obviamente fez jus a mais um recebimento de ajuda de custo** pois ele não é culpado de ficarem mandando ele ir para lá e cá..

Eis ai um exemplo de dedicação ao INSS a ser seguido.

** O cálculo da ajuda de custo terá por base o valor da remuneração do cargo efetivo do servidor no mês em que for para a nova sede (mês de deslocamento) sem a incidência de acréscimos sazonais decorrentes de alteração do teto remuneratório.(art. 9, do Decreto nº 4.004/01c/c art. 1º do Decreto nº 4.063/01, art. 8º da ON/SRH/MP nº 1/2005 e Despacho MP Proc.nº 35000.001631/2006-24). 

É facultado ao servidor nomeado para Cargo em Comissão, Ministro de Estado, de titular de órgãos essenciais da Presidência, de Natureza Especial, optar pela ajuda de custo em valor equivalente à remuneração integral do cargo para o qual foi nomeado. (art. 2º § 1º do Decreto nº 4.004/01 c/c item 1.1, alínea “a” do Of.Circ/SRH/MP/83/02).

A ajuda de custo corresponderá ao valor da remuneração integral do cargo efetivo ou do cargo em comissão, ainda que o servidor se encontre em regime de opção em razão de exercício de cargo em comissão ou função de confiança. (item 1.1 alínea “d” do Of.Circ./SRH/MP/nº 83/02)

A qualquer ocupante de cargo público exonerado no interesse da Administração e que não faça jus à indenização paga por outro órgão ou entidade, será concedida a ajuda de custo e transporte mencionados nas alíneas “a”, “b” e “c” do item 1, somente em caso de retorno da sede onde serviu para sua localidade de origem. (art. 9º do Decreto nº 4.004/01 c/c redação dada pelo art. 1º, Inc. II, do Decreto nº 4.063/01)

No caso de exoneração no interesse da Administração, de Cargo em Comissão, de Ministro de Estado, de Titular de órgãos essenciais da Presidência da República, de Natureza Especial, fará jus à ajuda de custo correspondente à remuneração do cargo do qual foi exonerado. (art. 9º, § 1º, inc. II do Decreto nº 4.063/01c/c item 1.1 alínea “c” do Of.Circ./SRH/MP/nº 83/02)


Regulamentada nas seguintes Leis e Normativas:
Código Civil - Lei nº 10.406/02 - art. 5º
Lei nº 8.112, de 11.12.90 - DO de 12.12.90
Lei nº 9.527, de 10.12.97 - DO de 11.12.97
Lei nº 9.367, de 16.12.96 - DO de 18.12.96
Medida Provisória nº 301, de 29/06/06 - DO. de 30.06.06
Decreto nº 1.840, de 20.03.96 - DO 21.03.96
Decreto nº 4.004, de 08.11.01 DO de 09.11.01
Decreto nº 4.040, de 03.12.01-DO de 04.12.01
Decreto nº 4.063, 26.12.01- DO de 27.12.01
Decreto nº 5.810, de 19/06/06 - DO de 20.06.06.
Ofício-Circular SRH/MP nº 83, de 18.12.02
Parecer AGU nº GQ-06, de 06.09.93 - DO de 10.09.93
Parecer/MP/CONJUR/DB Nº 575- 2002
OI/DIRADM nº 05, de 27.04.00 - BS nº 81, de 27.04.05
ON/SRH/MP nº 01, de 29/05/05 - DO de 04.05.05
Ofício nº 57/SRH/MP/COGES de 24.03.05
Ofício nº 17/SRH/MP/COGES, de 31.01.03
Despacho MP Proc. nº 35000.001631/2006-24, de 28.12.2006
Memorando-Circular conjunto nº10 INSS/DIRRH/CGARH/DIROFL/CGOFC

REVISTA VEJA - CARTA AOS MÉDICOS BRASILEIROS

Relação médico-paciente

04/02/2013 às 19:44 \ Política & Cia
"Tenho visto profissionais, às vezes de sessenta ou setenta anos, fazendo plantão nas emergências do Sistema Único de Saúde (SUS). Comem mal, não dormem, são ameaçados..." (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Artigo de Milton Pires, médico em Porto Alegre e leitor do blog

AGONIA DE UMA PROFISSÃO – CARTA AOS MÉDICOS BRASILEIROS

ARTIGO RECOMENDADO

SEGUNDA, 04 FEVEREIRO 2013 07:55

Na era FHC o INSS passou por um surto de terceirização com trágicos resultados. Chegaram a colocar terceirizados na concessão de benefícios, através da Fundação Universidade de Brasília, que serviu de biombo. Denúncia da ANASPS ao TCU sustou a tragédia e levou um presidente do INSS a pagar um preço alto. Terceirizaram a Perícia Médica em nome da “rapidez, eficiência e qualidade no atendimento”. Tudo mentira. Os terceirizados não trabalhavam e quando trabalhavam fraudavam os benefícios, atendendo às “pressões políticas” dos que os indicaram para a prestação de serviços. Todos os políticos tinham um leque de peritos para atender suas corriolas. 

Tenho repetido: Previdência não rima com política. Sei bem, até por que estou na Previdência há 30 anos, a razão do açodamento em relação à mudanças na Perícia Médica, com redução de mecanismos de controle e avaliação, flexibilização dos protocolos e liberação de benefícios previdenciários (Aposentadorias por Invalidez e Auxílios Doenças) e acidentários. Imagino que os que tramam esta operação desconhecem os efeitos perversos da terceirização da perícia médica na ampliação desmedida dos gastos da Previdência Social.

Desconhecem igualmente os rumos que o Regime Geral de Previdência Social-RGPS está tomando. De 2006 até o presente, as concessões dos benefícios por incapacidade foram bem maiores do que os demais benefícios, especialmente aposentadorias e pensões. Este não é o sentido maior da Previdência Social. Em 2006, foram concedidos 2,6milhões por incapacidade contra 1,5milhão dos demais benefícios (aposentadorias e pensões); em2007, 2,4milhões contra 1,7milhão; em2008, 2,5 milhões contra 1,9 milhão em 2009, 2,4 milhões contra 2,0 milhões. Em 2010, 2,6 milhões contra 1.9 milhão. Em 2011, 2,7 milhões contra 2,0 milhões, em 2012 (até novembro) 2,6 milhões contra 1,9 milhão. Isso mesmo se considerando que as receitas do Seguro de Acidente do Trabalho não cobrem as despesas e como tantos outros “desvios” do RGPS ameaçam seu equilíbrio e liquidez. Merece atenção especial que a quantidade de pedidos de benefícios por incapacidade (4,5 milhões em 2011) significou 50%do total de requeridos (8,0 milhões). 

Por sua vez a quantidade de benefícios por incapacidade indeferidos (2,1 milhões) corresponderam a 70% do total de indeferimentos (3,2 milhões). Particularmente, acredito que a Perícia Médica reformulada de 2003 pra cá, com profissionalismo e credibilidade, tem feito um trabalho que merece respaldo da sociedade brasileira. Muitas das dificuldades criadas após a ultima terceirização e a implantação de protocolos dignos do nome devolveu à Pericia a respeitabilidade e a confiabilidade. O preço pago foi terrível com agressão e morte de peritos. Muito estranharam que o ciclo das facilidades tinha se fechado.

Paulo César Régis de Souza
Presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência

DECISÃO JUDICIAL

Informativo de Jurisprudência nº 508
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE. CUMULAÇÃO DE CARGOS. TETO REMUNERATÓRIO. A acumulação de proventos de servidor aposentado em decorrência do exercício cumulado de dois cargos de profissionais da área de saúde legalmente exercidos, nos termos autorizados pela CF, não se submete ao teto constitucional, devendo os cargos ser considerados isoladamente para esse fim. A partir da vigência da EC n. 41/2003, todos os vencimentos percebidos por servidores públicos, inclusive os proventos e pensões, estão sujeitos aos limites estatuídos no art. 37, XI, da CF. Entretanto, a EC n. 41/2003 restabeleceu a vigência do art. 17 do ADCT, que, embora em seu caput afaste a invocação do direito adquirido ao recebimento de verbas remuneratórias contrárias à CF, em seus §§ 1º e 2º, traz exceção ao assegurar expressamente o exercício cumulativo de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. Assim, a referida norma excepciona a incidência do teto constitucional aos casos de acumulação de cargos dos profissionais de saúde, devendo tais cargos ser considerados isoladamente para esse fim. Precedente citado: RMS 33.170-DF, DJe 7/8/2012. RMS 38.682-ES, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 18/10/2012.

3.200 HS ANUAIS


32 HORAS


CORREIO BRAZILIENSE

Trabalhador protegido pelo INSS bate recorde
Autor(es): ANA D"ANGELO
Correio Braziliense - 04/02/2013
Total de pessoas filiadas à Previdência chega a pelo menos 67,5 milhões em 2012, com aumento de 70% sobre 2003

VAGAS POR ESTADO NA MEDICINA

MEC vai limitar número de vagas em cursos de medicina conforme demanda local por profissionais

Do UOL, em São Paulo
04/02/201317h59

Para autorizar a abertura de novos cursos de graduação em medicina, o MEC (Ministério da Educação) vai considerar a demanda de médicos em cada Estado e o número de vagas de graduação já existentes. Esse é um dos procedimentos divulgados em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (4). 

DIFICULDADE PARA BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE

04/02/2013 09:58:49 
Mulher de 63 anos, que já trabalhou e está doente não consegue se aposentar, nem por idade nem por invalidez 

José Ribamar Trindade
Redação 24 Horas News

A mulher de 63 anos, com dores intermináveis nas costas, cuja coluna não a deixa, muitas vezes nem andar, acorda às duras (2) horas da madrugada e só vai se deitar novamente por volta das 23 horas. São quase 21 horas de trabalho para uma pessoa que já deveria estar aposentada, pois além e já ter mais de 60 anos, contribuiu mais de 12 anos para a Previdência Social. “Seu processo está nas mãos do juiz”. São as palavras de consolo que dona Ana Maria do Nascimento, uma poconeana que veio para Cuiabá aos 12 anos e começou a trabalhar aos 13 mais recebe. Ela conta que já realizou ao menos nove (9) perícias no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) - aquele que o Governo Federal diz que aposenta em 15 minutos. Além de humilhada, ela continua trabalhando, mesmo com risco de cair morta no meio da rua.
(continua)
Leia mais:
Fonte: 24 Horas News

INSSANIDADE SEM LIMITE: AGU "COMEMORA" RECORDE DE EXPOSIÇÃO NA MÍDIA EM 2012 E CITA OPERAÇÃO PORTO SEGURO

Data da publicação: 31/01/2013
http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateImagemTexto.aspx?idConteudo=227314&id_site=3

O registro de 11.767 citações em noticiários online e jornais impressos e em cerca de 600 matérias de rádio e televisão contextualiza bem o que foi o trabalho realizado pela Assessoria de Comunicação da Advocacia-Geral da União (Ascom/AGU) em 2012.

A marca colocou a AGU como a segunda Instituição do sistema judicial mais citada na mídia, atrás apenas do Supremo Tribunal Federal (STF), com 30.647 citações. Em 2011, a Instituição alcançou essa mesma posição, conforme dados apontados pela empresa Armazém Digital, especializada em monitoramento de mídia.

Os meses de novembro e dezembro registraram recordes de citações em função da cobertura da mídia sobre a Operação Porto Seguro. Em novembro houve 1.777 citações da AGU, sendo 827 envolvendo a operação. Em dezembro foram 917 registros sobre a investigação de um total de 1.434. Ao todo, a operação Porto Seguro gerou 1.744 menções da AGU na imprensa. Mesmo subtraindo esse dado da estatística da Assessoria, a Advocacia-Geral ainda mantém a segunda posição em registros da mídia, com mais de 3 mil citações de diferença em relação ao terceiro órgão mais citado. (...)

NOTA DO BLOG: Alguém esqueceu o Risperdal © em casa. Não é possível... 

GT DA PFE SE REÚNE PARA DISCUTIR REDUÇÃO DE HONORÁRIOS PERICIAIS NA JUSTIÇA

Grupo de Trabalho busca reduzir custo orçamentário com honorários periciais
http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateImagemTexto.aspx?idConteudo=227323&id_site=1116
Data da publicação: 01/02/2013

Reuniu-se, nos dias 29 e 30 de janeiro, o Grupo de Trabalho instituído pela Portaria n°272/PFE-INSS, de 23/08/12, com a finalidade de realizar o diagnóstico do custo orçamentário com honorários periciais em ações acidentárias e propor iniciativas para alteração do quadro atual.

Seguindo a pauta estabelecida, foi realizada uma discussão ampla a respeito das possíveis causas do problema, buscando identificar as particularidades dos Estados em que o impacto é maior, em especial São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com o procurador Eduardo de Moura Menuzzi, "A iniciativa estratégica, que surgiu em Bento Gonçalves (RS), foi inserida no plano de ação 2012 e está sendo concretizada agora. Esperamos alcançar uma redução do custo orçamentário desta despesa tão importante, e permitir a melhoria da utilização dos recursos da PFE/INSS".

Foram convidadas as procuradoras federais Elisa Maria Corrêa Silva e Maria Carolina Rosa de Assunção, representantes da Coordenação-Geral de Matéria de Benefícios e o Chefe Substituto da Divisão de Cálculos e Pagamentos Judiciais, Flohe Rocha Cavalcante, para ampliar o debate em relação aos aspectos técnicos e jurídicos pertinentes à matéria de benefícios e às rotinas de cálculo e pagamento.
Identificadas as possíveis causas e soluções, o grupo passou a deliberar sobre as providências necessárias à concretização dos seus objetivos.

Participaram também, como integrantes do Grupo de Trabalho, os procuradores: Watson Monteiro Oliveira, Rodrigo Abreu Belon Fernandes, Márcio Rabelo Mesquita, Alexandre Azambuja Cassepp, Catiane Medianeira Milani e Gisela de Castro Pires.

FIM DO MEMORANDO 42 - SEGURADO TERIA MARCADO 17 AX1 EM UM ÚNICO MÊS.

02/02/2013
INSS muda regra para novos pedidos do auxílio-doença
Fernanda Brigatti
do Agora

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) divulgou ontem mudanças na regra para a concessão do auxílio-doença, que afeta diretamente o agendamento da perícia.

A partir de agora, quem tiver um pedido de auxílio negado pelo perito não poderá agendar novo exame antes de 30 dias.

A diretora de Saúde do Trabalhador do INSS, Verusa Guedes, explica que a medida pretende ampliar "as verdadeiras perícias iniciais", priorizando o segurado que ainda não foi examinado.

Isso não quer dizer, no entanto, que o segurado que não concordar com o resultado do exame não possa passar novamente pelo perito.

O que muda, na prática, é o tipo do pedido. Ele terá de solicitar uma reconsideração e apresentar algum "fato novo" ao perito. (...)

Veja matéria do Jornal AGORASP: Clique aqui.

SINDICÂNCIA RECOMENDA DEMISSÃO DE CHEFE DA AGU, LUIZ ADAMS

Sindicância recomenda demissão de Luiz Adams
Foi concluída, mas permanece sob sigilo, a sindicância sobre o esquema de tráfico de influência e venda de pareceres, na Advocacia Geral da União, revelado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. A comissão recomendou indiciamento e demissão do ministro Luís Inácio Adams e de sua chefe de gabinete, Hebe Romano Pereira da Silva, e do consultor-geral da União, Arnaldo Sampaio de Godoy.

Esquemão
Adams, Godoy e Hebe teriam ajudado a empresa Tercondi, do ex-senador Gilberto Miranda, a permanecer na área do porto de Santos.

Fui
Homem de confiança e nº 2 da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda Alves já foi demitido em novembro, pela presidenta Dilma.

Malas prontas
José Weber ganharia uma viagem ao exterior para ajudar o ex-senador a pedido de Rubens e Paulo Vieira, diretores das agências Anac e Ana.

Irmãos-mala
Os irmãos Rubens e Paulo Vieira, que chegaram a ser presos, foram indicados aos cargos por Rosemary Noronha, amiga íntima de Lula.

NOTA DO BLOG: O ex-presidente do INSS, Mauro Hauschild, também responde a PAD por envolvimento nesse escândalo. Flagrado pela PF tendo contas pessoais pagas por Paulo Vieira, ele disse ter feito um empréstimo com o Sr.Paulo para pagar parcela de um imóvel.

SINDICATO ORIENTA PERITOS SOBRE CUMPRIMENTO DO MCC 02 - FIM DA ENTREGA DA CRER

Apesar do Sindicato Nacional dos Peritos Médicos já ter se pronunciado pela decisão de pedir ao INSS um adendo ao MCC 02 no sentido de deixar claro aos gestores e chefetes do INSS de que não é mais para mandar médico entregar CRER, o SNPM formulou em seu site (www.periciasindical.med.br) um roteiro com embasamento legal e o entendimento para o cumprimento do MCC 02 e a não entrega da CRER.

O chefe/gerente que opor resistência ao cumprimento destas determinações deverá ser denunciado ao SNPM que irá providenciar a respectiva denúncia e pedido de abertura de PAD pelo descumprimento e assédio.

Clique no link ao lado para obter o documento da Perícia Sindical instruindo sobre o cumprimento do MCC 02. Entregue-o ao gerente da APS e ao SST. E não entregue mais CRER.

Link: Suporte legal para a não-entrega da CRER.

Em tempo: Mais uma vez batido o recorde de visualizações semanais do perito.med. Muito obrigado a todos.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

NA FESTA DE 10 ANOS DA ANMP, QUEM COMEMORA É O GOVERNO

Montada para receber 120 convidados "de elite", só 56 compareceram. Parentes de funcionários da ANMP ajudaram a diminuir as cadeiras vazias. Prejuízo estimado em centenas de milhares de reais aos cofres associativos.

Fiasco absoluto. Assim se resume o que foi a festa de 10 anos da ANMP realizada anteontem em Brasília. Em um espaço reservado para 120 pessoas (inicialmente pensou-se em 200) praticamente nenhum perito compareceu, apenas diretores e meia dúzia de peritos amigos estavam presentes. Nenhum representante do INSS foi ao evento, nenhum órgão do governo enviou representantes. Nenhum dos fundadores de fato foi à festa.

Funcionários e parentes de funcionários foram convocados de última hora para comer às custas dos associados. Mesmo assim, informantes disseram a este blog que o total de presentes mal passou de setenta.

O clima de constrangimento foi tamanho que um dos convidados, o nosso colega Jarbas Simas (Presidente da SBPM e que nos dará a honra de começar a fazer perícias na APS BI São Paulo a parir da próxima semana trazendo consigo sua vasta experiência dos anos e anos em que ficou lotado na auditoria regional do INSS em SP) teve que usar de sua amizade pessoal e de longa data com o Secretário Gabas para conseguir que alguém do Ministério fosse à festa. 

Gabas chegou quase no final, proferiu um discurso de cinco minutos onde foi vago, liso e apenas disse que "as 20h está difícil", mal tomou uma coca-cola e se mandou do evento em seguida. Mas teve tempo de ser fotografado para a propaganda da entidade.

Ausência de políticos, presença de familiares de funcionários, pouquíssimos peritos presentes e 70 cadeiras vazias em um evento que se propunha a ser exclusivo, depois virou de homenagem e por fim foi aberto a todos os sócios. Dos 115 homenageados, nem 20% compareceram. E ainda por cima trouxeram o Secretário-Executivo e Comissário do MPS para mostrá-lo, in loco, o quanto esvaziada e sem representatividade está a ANMP, que não conseguiu quórum sequer para uma festa paga. É o cúmulo do desprezo associativo.

A ânsia por uma foto pelega que supera a inteligência e a preservação da entidade. Aliás, essa foi a marca dessa gestão da ANMP. E o Secretário saiu rindo, vendo a fraqueza da entidade associativa.

Como não existe nada que não possa piorar, fizeram um chamado no fim da festa para os peritos presentes discutirem a chapa de reeleição para esse ano, que virá "disfarçada" como se fosse uma "terceira via".

Em março os peritos terão a chance de escolher entre continuar com a ANMP fraca e entregue ao governo ou uma ANMP de volta para os peritos médicos. É uma decisão simples de se tomar: Quem irá rir na festa de 12 anos da ANMP: O governo e seus amigos ou os peritos médicos?

PROSTITUTAS TERIAM APOSENTADORIA ESPECIAL - REGULAMENTAÇÃO DA PROSTITUIÇÃO PODE SAIR ANTES DA REGULAMENTAÇÃO DA MEDICINA

30/01/2013 - 14h58
Realização da Copa reacende debate sobre regulamentação da prostituição

Jean Wyllys: Brasil deveria fazer como a Alemanha, que regulamentou a prostituição, no Mundial de 2006.

A realização da Copa das Confederações (2013) e do Mundo (2014) no Brasil reacende o debate sobre o papel dos profissionais do sexo. A demanda pelo serviço tende a aumentar e, na avaliação de deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o Brasil deveria seguir o exemplo de países como a Alemanha, que, no Mundial de 2006, já contava com uma legislação regulamentando a atividade.

Jean Wyllys é autor de uma proposta nesse sentido (PL 4211/12), atualmente sob análise da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Na íntegra:

GOVERNO INSISTE EM TRAZER MÉDICOS ESTRANGEIROS

02/02/2013 19h32 - Atualizado em 02/02/2013 20h54
Brasil quer contratar médicos do exterior para atuarem na Amazônia
Estratégia tenta suprir escassez de especialidades médicas.
Senador Eduardo Braga disse que médicos terão CRM provisório
Na íntegra:

ESTADO BABÁ - O "SOCIAL" QUE NOS ASSOLA

Metade dos gastos de Dilma vai para programas sociais

Recursos pagos diretamente a famílias representaram 50,4% das despesas do governo federal no ano passado

Previdência, amparo ao trabalhador e assistência levam 9,2% do PIB; maior expansão é do Bolsa Família

GUSTAVO PATUDE BRASÍLIA

Com o impulso do reajuste do salário mínimo e da reformulação do Bolsa Família, os programas sociais de transferência de renda alcançaram peso inédito no gasto público e na economia do país.

Recursos pagos diretamente a famílias representaram mais da metade -exatos 50,4%- das despesas do governo federal no ano passado, excluídos da conta os encargos da dívida pública.

Dados recém-apurados da execução orçamentária mostram que o montante chegou a R$ 405,2 bilhões, distribuídos entre o regime geral de previdência, o amparo ao trabalhador e a assistência.

Trata-se de 9,2% do Produto Interno Bruto, ou seja, de todos os valores recebidos pela população e pelas empresas instaladas no país.

São proporções sem paralelo entre países emergentes, o que ajuda a explicar a também anômala carga de impostos brasileira, na casa de 35% da renda nacional.

Na maior parte das economias latino-americanas e asiáticas, a arrecadação dos governos varia entre 20% e 25% do PIB -apenas recentemente, a Argentina chegou aos patamares do Brasil.

A carga tributária dos dois sul-americanos é similar à média de 34 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que reúne, na sua maior parte, nações desenvolvidas.

O aparato de seguridade social no Brasil é encabeçado pela previdência social urbana, cuja clientela cresce ano a ano em linha com o aumento da expectativa de vida da população.

As despesas recordes do ano passado foram alimentadas pelo aumento do salário mínimo de 7,5% acima da inflação, o maior desde o ano eleitoral de 2006.

Além das aposentadorias e pensões, os benefícios trabalhistas e assistenciais de caráter universal -direitos de todos os que preencherem os requisitos da legislação- também têm o piso salarial como referência.

Estão nessa lista o seguro-desemprego, o abono salarial e a assistência obrigatória a idosos e deficientes de baixa renda, todos com aumento de transferências em 2012.

O abono salarial cresce ainda com a formalização da mão de obra, uma vez que trabalhadores sem carteira não têm direito ao benefício.

Na quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou taxa de desemprego de 5,5% em 2012, a menor da série histórica anual iniciada em 2003.

Já no caso do seguro-desemprego, foi editado decreto destinado a conter o aumento de gastos, com a exigência de curso profissionalizante para os trabalhadores que ingressam pela terceira vez no programa.

BOLSA FAMÍLIA

A expansão mais aguda de despesas se dá no Bolsa Família, que paga benefícios não vinculados ao salário mínimo a uma clientela cadastrada pelo governo entre famílias pobres e miseráveis.

Principal marca da administração petista, o programa passou, na gestão de Dilma Rousseff, pela maior reformulação desde que foi criado há quase uma década.

Os benefícios foram reajustados e passaram a ser calculados para que as famílias com filhos possam ultrapassar a linha da miséria, fixada em R$ 70 mensais por pessoa.

Em consequência, a despesa com a clientela de 13,9 milhões de famílias saltou de R$ 13,6 bilhões, no fim do governo Lula, para R$ 20,5 bilhões no ano passado.


Colaborou GITÂNIO FORTES, de São Paulo
Fonte: Folha de SP

SISTEMA DO RGPS EM DESEQUÍBRIO

Será mais difícil equilibrar as contas do INSS em 2013

02 de fevereiro de 2013 | 2h 06
O Estado de S.Paulo

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, previu que o desequilíbrio do INSS deverá ser da ordem de R$ 46 bilhões neste ano, ante R$ 42,3 bilhões no ano passado. A projeção, ao que tudo indica, poderá se revelar muito otimista, se o comportamento do emprego e da renda for menos favorável neste ano do que em 2012.

Dezembro é um mês excepcional para a Previdência Social, pois o INSS recolhe as contribuições relativas a novembro e ao abono (ou seja, o 13.º salário do INSS), mas, como parte do abono já havia sido quitada em setembro, há um forte superávit. As receitas previdenciárias cresceram 71,9% e o déficit de R$ 5,3 bilhões de novembro foi substituído por um superávit de R$ 6,5 bilhões, o que ajudou as contas públicas do governo central e as contas consolidadas de todas as esferas de governo. Sem o INSS, portanto, o resultado das contas públicas teria sido ainda pior.

Em 2012, as despesas da Previdência cresceram 12,5% e as receitas, 12,1%. O déficit aumentou de 0,86% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2011, para 0,93% do PIB. Mas alguns sinais relativos à mão de obra, em 2012, lançam dúvidas sobre a estabilização das contas previdenciárias.

O INSS depende, principalmente, dos empregos com carteira assinada - e o Ministério do Trabalho mostrou um corte líquido de 496,9 mil vagas formais, em dezembro, acima do esperado pelos especialistas.

O ministro da Previdência admite - em contraposição a seus colegas - que o crescimento do número de vagas formais, neste ano, poderá ser inferior ao de 2012, de 1,3 milhão. A queda das contratações, disse, já está nas projeções relativas às contas deste ano, sem especificar os dados. Em especial, Garibaldi Alves considerou o ambiente político pouco propício a uma reforma previdenciária ampla.

O desequilíbrio do INSS, em 2012, só não foi maior por causa do superávit recorde da chamada previdência urbana, de R$ 25 bilhões. O avanço de 13,4% da massa salarial no período de dezembro de 2011 a novembro de 2012, segundo o Tesouro Nacional, foi decisivo para o resultado favorável. Na previdência rural, as contribuições foram mínimas e o déficit atingiu R$ 65 bilhões. E na área rural a quase totalidade dos benefícios (99,4%) é corrigida pelo salário mínimo, reajustado em 14,1%, em 2012.

As despesas previdenciárias deste ano serão atenuadas pelo menor reajuste do salário mínimo (9%), mas as receitas poderão ser afetadas, se a economia não voltar a crescer e a taxa de desemprego aumentar, após os recordes de baixa, em 2012.
Fonte: Estadão.com.br

sábado, 2 de fevereiro de 2013

TEXTO DÚBIO DO MCC 02 FAZ SINDICATO PEDIR REVISÃO AO INSS

Apesar da revogação dos memorandos de 2006 deixar claro que a ordem é para o perito não entregar mais CRER, o texto do novo memorando ficou um pouco solto e pessoas de má fé podem querer "interpretar" que caberia ainda ao médico essa tarefa que nunca foi nossa.

Como estamos cansados dessa novela que já dura desde o fim do credenciamento em 2006, vejo com bons olhos a postura do Sindicato Nacional dos Peritos Médicos em pedir ao INSS um adendo ao MCC 02 para deixar explicitamente escrito que não cabe ao perito médico entregar tal documento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

FIM DA ENTREGA DA CRER = INSS OFICIALIZA PROMESSA DE 5 ANOS ATRÁS.

O INSS oficializou hoje, através do MCC 02 DIRSAT/DIRBEN, o fim da entrega da CRER pelos peritos médicos com 5 anos de atraso. Mais uma vitória da DIRSAT e mais um acerto do Presidente Lindolfo.

Como se trata de documento de cunho administrativo, a CRER jamais poderia ser incumbência do perito médico. Nem toda denegatória tem como razão o indeferimento médico, por exemplo.

Desde 2007 eu venho lutando pessoalmente contra esse absurdo, com os tópicos "ESTÁ NA HORA DE ACABAR COM A CRER" que eram mensais e tinham grande popularidade. Depois com o estudo dos memorandos sobre a CRER que levaram a ANMP nas gestões Eduardo Henrique e Luiz Argolo a abraçar essa causa e também defender o fim da CRER. O MEP também abraçou essa causa e pareceres éticos contra essa entrega foram feitos país afora.

Eu não entrego CRER desde 2007, mas muitos colegas país afora eram oprimidos por chefias assediadoras e continuavam a se expor. A entrega da CRER em uma sala fechada sem segurança sempre foi o momento de maior violência contra o perito, pois o segurado frustrado personificava no perito a sua raiva pela denegatória. Imaginem isso num país de cidadãos mimados como o nosso.

Pois agora acabou de vez. Perito Médico não está obrigado a entregar a CRER. Avisem as chefias. CRER é com o administrativo. O Laudo Médico é com o perito. E estamos conversados. Apenas uma crítica, isso deveria estar explícito no texto, mas o fato de já vir dizendo que quem disponibiliza é o INSS e não o perito já resolve o caso.

Aos ex-presidentes Valdir, Marco Antônio e Mauro: perderam a chance de ganhar essa. Parabéns Lindolfo.

E AINDA QUEREM IMPORTAR ESSA TURMA SEM EXAME...


Revalida: com 92% reprovados, CFM cobra rigor com 'médicos de fora'
31 de Janeiro de 2013 • 19h07 • atualizado em 01 de Fevereiro de 2013 às 11h15

Dos 884 candidatos inscritos para a edição de 2012 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições Estrangeiras (Revalida), apenas 77 terão o direito de exercer a medicina no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o percentual de aprovação - de 8,71% - é inferior ao verificado na primeira edição do exame, em 2011, quando 9,60% dos candidatos conseguiram a revalidação.

Para o cirurgião Dalvelio Madruga, membro da Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM), o resultado "desastroso" mostra a necessidade de fiscalizar com rigor o ingresso de médicos que fazem a graduação fora do País. "Seria leviano em afirmar que todos os médicos formados em países da América Latina não são capacitados, mas, em geral, a formação é muito precária e precisamos primar pela qualidade. Estamos lidando com o bem mais sublime, que é a vida humana", afirma.

Segundo o Inep, dos 77 aprovados, 20 fizeram a graduação em Cuba, 15 na Bolívia, 14 na Argentina, cinco no Peru e na Espanha, quatro na Venezuela, três na Colômbia e Portugal, dois na Itália e no Paraguai e um na Alemanha, França, Uruguai e Polônia. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior, existe um temor sobre a possibilidade de flexibilização ou até mesmo extinção do Revalida por parte governo federal.

"O problema é que há uma pressão, até mesmo por setores do governo, de se colocar médicos em todas as localidades. Mas não é permitindo o ingresso de gente de fora que vamos ter uma melhor distribuição dos médicos no território. Isso só se faz com um plano de carreira atraente", afirma o presidente do Cremesp. Consultado, o Ministério da Educação (MEC) disse que não existe nenhuma informação sobre mudanças no 

Revalida em discussão na pasta
Azevedo Júnior ainda afirma que o Revalida não é uma prova excessivamente rigorosa, como afirmam alguns críticos da proposta. Para o presidente do Cremesp, o desempenho ruim é fruto da má qualidade do ensino em países como a Bolívia e Cuba. "O ensino na Bolívia é uma tragédia, não tem aula prática, só teoria, não tem professor suficiente para a enorme quantidade de alunos. Em Cuba também é complicado, primeiro porque a seleção é meio esquisita, parece que pela indicação de políticos. Segundo, a formação é bem diferente da nossa". 

O Revalida
Desde a década de 1970, quem se formava em países latinos e caribenhos tinha o diploma automaticamente reconhecido pelo Brasil, que era signatário de um acordo de cooperação acadêmica que valeu até 1999. Contudo, a partir de então a validação passou a ser realizada por universidades públicas, com regras próprias.

Para padronizar a revalidação, o governo institui em 2010 o Revalida, que passou a ser uma alternativa mais uniforme para o processo. Entretanto, o teste é considerado excessivamente rigoroso. A primeira etapa constitui uma prova objetiva, com questões de múltipla escolha, e a segunda fase é composta de uma prova discursiva sobre a clínica médica. Em 2012, a primeira etapa foi aplicada em outubro, e a segunda, em dezembro.

O Inep informou que o participante aprovado no Revalida deverá procurar a universidade pública escolhida no ato da inscrição do exame. Caberá à instituição adotar as providências necessárias à revalidação do diploma. 

CONGELAMENTO DAS 20H FAZ EXONERÔMETRO DISPARAR COMO NUNCA -

Hoje foram mais 12 sem contar um que faleceu em final de dezembro e só agora apareceu (colegas falecidos não entram na conta). Essa semana foram 34 saídas entre aposentadorias e exonerações. Resposta imediata da categoria ao congelamento das negociações das 20h.

O que o governo não entende é que não acabará com a fila sem contratar médicos. E para contratar médicos precisam das 20h. Credenciar é a morte pois credenciado nenhum terá interesse em limpar a fila para depois perder o emprego.

Quando o governo entender isso, a situação melhorará. Para todos.

ESCLARECENDO DÚVIDAS: FIM DO MEMO 42

1) O fim do agendamento infinito (memorando 42) representa uma violação do direito do cidadão em procurar o INSS quando precisa?

R: Não, nem um pouco. O fim do agendamento infinito representa o retorno da ordem institucional e o fim da anarquia administrativa que tornava a fila sequestrada por um grupo de profissionais da perícia e deixava o cidadão comum que ocasionalmente precisa do INSS refém de agenciadores, procuradores e facilitadores. 
O INSS é o órgão público que mais dá direito ao cidadão poder protocolar demandas e recorrer de decisões desfavoráveis. Você tem direito ao atendimento inicial, pedido de prorrogação com espera PAGA até o dia da perícia, pedido de recurso, recurso administrativo, recurso na Junta de Recursos, recurso na Justiça Comum, recurso na JEF e entrar com novos requerimentos iniciais mesmo já tendo acionado o INSS na via administrativa e jurídica. 
Além de tudo isso ainda querem o direito de entrar infinitamente com requerimentos? Pera lá, isso não é direito, é abuso de direito. Ao fazer isso o INSS desrespeitava o trabalho do perito anterior, cuja importância ficava reduzia a zero e sobrecarregava a via inicial com os inconformados. Existe um limite de marcações (vagas) no INSS e portanto é lógico existir um limite de direito de marcação pelo usuário. Isso ocorre em TODO o serviço público organizado.
O memorando 42 representava o abuso no direito de requerer e foi eliminado hoje.

2)  Mas e se o cidadão teve um benefício indeferido por M54 e no dia seguinte quebrar a perna?

R:  Basta pedir um PR e alegar que o motivo da incapacidade mudou.

3) Mas e se o cidadão já tiver feito o PR, novamente indeferido, e depois quebrar a perna ainda dentro da janela dos 30 dias de trava, vai perder os dias iniciais?

R: Não, de jeito nenhum. Em caso de deferimento, a data de início do benefício (DIB) pode retroagir até 30 dias antes da Data de Entrada do Requerimento (DER) (artigo 276 da IN 45/2010). Como o prazo máximo da trava é de 30 dias, mesmo que o cidadão quebre a perna na saída da APS no dia do PR indefirido (DII), ele conseguirá todo o período de incapacidade desde que não se esqueça de dar nova entrada no primeiro dia em que for liberado, pois ai a DIB será retroagida a 30 dias da DER para coincidir com a DII.  Logo, não há perda de direitos.

4) O cidadão não tem o direito de peticionar e requerer quantas vezes quiser?

R:  SIM e NÃO. Apesar de isso não estar escrito em lugar algum , vamos assumir que sim, que ela possa requerer o quanto quiser. A confusão que o INSS faz é que requerer não é igual a ter. Quando eu requeiro algo de alguma repartição, eu posso ouvir um SIM ou um NÃO. 
Mas no INSS, com essa loucura ilusória de querer "reconhecimento automático" de direitos sem ter estrutura para tal, a pessoa acha que requerer uma perícia é igual ao direito de passar em perícia e a resposta é NÃO. 
O direito de passar em perícia está condicionado a uma série de fatores (vide enunciados perito.med) e sem esses fatores esse cidadão não poderia ter o direito de botar o nome dele na agenda do doutor X no dia Y na APS Z. O "reconhecimento automático" faz com que em muitos casos pessoas sem direito (não filiadas) ou sem documentação em ordem consigam colocar seu nome e no dia da perícia começa a confusão pois o perito quer o cumprimento da lei e o administrativo quer "passar logo o cidadão". E os desvios se iniciam nesse conflito.
Se existisse um "direito a tudo" como os beócios e leigos defendem, porque então estaria impedido o cidadão de agendar várias perícias em várias APS ao mesmo tempo? Se não pode isso, então também não pode agendar infinitamente. O cidadão pode requerer quantas vezes quiser. Cabe ao INSS ordenar esse direito e é o que ele está fazendo com a revogação do memorando 42. 

5) Mas essa trava não vai fazer o cidadão esperar MAIS para começar a receber?

R: NÃO.  Paradoxalmente, o fim do memorando 42, apesar de impor a trava de 30 dias entre as DER, com o tempo vai acelerar a feitura da perícia. O agendamento infinito e o uso abusivo desse mecanismo pelos profissionais da perícia fizeram o tempo médio de espera para uma perícia médica (TMEA-PM) explodir desde agosto de 2009, quando o memo 42 foi publicado, conforme o gráfico abaixo feito com dados do INSS em Números facilmente comprova:

Portanto, a instituição do memo 42 sob um falso pretexto de dar "mais direitos" ao cidadão acabou retirando deste o direito de ser atendido em tempo ideal pelo INSS. Como outros fatores concorreram desde então, em especial o exonerêmetro, apenas a revogação do memo 42 será insuficiente para baixar rapidamente o TMEA-PM, mas ao menos impedirá que ele continue paulatinamente crescendo e fazendo do perito da APS um mero enxugador de gelo no meio da Antártida.

APÓS FAZEREM HIPOCRISIA PEDINDO MÉDICOS ESTRANGEIROS DESQUALIFICADOS PARA ATENDER AOS POBRES, PREFEITOS SE ESBALDAM COM PROSTITUTAS EM BRASÍLIA

À noite, agenda de prefeitos em Brasília dá lugar a casas de prostituição: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-02-01/a-noite-agenda-de-prefeitos-em-brasilia-da-lugar-a-casas-de-prostituicao.html

39.133 ACESSOS NA ÚLTIMA SEMANA

Recorde histórico do Perito.med para uma semana de contagem

ADEUS MEMORANDO 42!!!!! AS LUZES VOLTAM AO INSS. (publicado 31/01/13)

Após 3 anos e 5 meses na escuridão das trevas da ignomínia administrativa gerada pela publicação do fatídico memorando que permitiu o agendamento infinito e jogou o TMEA-PM às alturas, após 3 anos de intensa campanha minha e do BLOG e dos colegas do sindicato dos peritos (SNPM) pelo fim desse absurdo que permitia o retrabalho infinito e foi o responsável primário pelo retorno das filas ao INSS, após tudo isso, o Presidente Lindolfo e a Diretora de Saúde do Trabalhador Verusa revogaram hoje o memorando 42 voltando com o impedimento do agendamento infinito de perícias pelo cidadão.

Não será o suficiente para o fim das filas, mas já é o começo. É a luz da razão novamente clareando a escuridão inssana em que estamos vivendo há anos nessa autarquia.

Meus parabéns ao presidente do INSS, Dr. Lindolfo, à Dra. Verusa (DIRSAT) e principalmente aos colegas que nos ajudaram nesses 3 anos na luta pelo fim do caos administrativo previdenciário.

Faltam outras coisas, mas um passo de cada vez. Ver uma luta de 3 anos dar resultados é gratificante. Espero que isso seja a alvorada de uma nova era no INSS, onde os que entendem de benefício por incapacidade estejam de fato no comando dos benefícios por incapacidade.

Hoje durmo feliz.

Abaixo reprodução do cartaz do INSS:


Para saber mais:
http://www.perito.med.br/2012/07/diretor-brunca-deve-explicacoes-ao-pais.html
http://www.perito.med.br/2012/11/memo-42-os-graficos-nao-mentem-mas.html
http://www.perito.med.br/2011/08/conforme-queriamos-demonstrar-culpa-da.html
http://www.perito.med.br/2010/12/memo-42-o-virus-mutante.html
http://www.perito.med.br/2010/09/fila-cresce-ha-um-ano.html
http://www.perito.med.br/2012/07/incompetencia-de-gestao-sem-limites.html

RADIO BRASIL ATUAL - MARIA MAENO


Perícia demora a relacionar doença com trabalho

Nota do Blogueiro:
Título Maldoso, Preconceituoso, melhor Leviano. Não há relação com os Peritos Médicos. Esta Senhora, que não faz perícias, critica Médicos Assistente pelo fato de ignorarem questões relacionadas a atividade profissional de uma segurada. Substimando aos próprios colegas profissionais pelo fato de não terem se manifestado por escrito sobre questões trabalhistas e previdênciárias. 

Será que ela leu o prontuário da Paciente? Ou será que ela acreditou no que a paciente falou assim de cara? 
Será que a questão da relação com o trabalho poderia ter sido considerada porém não fora colocada na receita ou no atestado por que o assistente não considerou importante no seu foco de tratamento? Não escrever é não considerar no tratamento?

O ponto mais cruel da Sanha anti-peritos da Sra. Maeno, no entanto, é especular sobre uma decisão no futuro de pretérito. Que poderia acontecer mas ainda não aconteceu ao perguntar "Se a Perícia vai caracterizar seu caso como doença do trabalho?" Ou seja sequer há indeferimento ou não aplicação de nexo técnico ainda numa tentativa infeliz de lesar a imagem da Perícia Médica do INSS, aliás, coisa que ela nunca fez.O título nada tem a ver com "demora a relacionar doença com trabalho". É apenas para nos atacar como de costume. Veja que em nenhum momento ela critica a empresa - que não emitiu a CAT - e adoeceu o trabalhador.

A grande vantagem de ser Perito Médico é continua sendo médico assistente e entende o funcionamento do outro lado, mas o inverso não é verdadeiro. Dra. Maria Maeno deveria ser disponibilizada para passar 1 aninho numa APS. 

DIFICULDADE PARA BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE

Noticia de: 30 de Janeiro de 2013 - 10:10

Vítima de acidente, Abel Lissaraça, com traqueostomia, espera perícia do INSS

Funcionário contratado da prefeitura só voltará a ter algum tipo de renda, quando for feita a perícia do INSS, prevista para o próximo dia 18 de março.


Foto: Rafael Brites/Região News



Abel Lissaraça em casa, após 47 dias internado em estado grave



Entre as 108 vítimas da violência do trânsito em Sidrolândia, muitos passaram por um longo período de internação e tiveram suas vidas modificadas. Nesta situação está o funcionário público Abel Lissaraça que no dia 13 de novembro do ano passado, se envolveu num acidente no cruzamento das ruas Lucia de Souza Melo com a Espírito Santo.

A motocicleta que Abel pilotava foi atingida por uma caminhonete dirigida por Oscar Hensel. Abel vinha do velório de um amigo, Yvis Cabelereiro, que havia morrido no dia anterior num acidente na MS-060. O acidente aconteceu porque Abel não obedeceu a sinalização de pare que indicava a preferencia de tráfego para a caminhonete que vinha pela Espirito Santo.

Por quase meia hora Abel ficou estendido sobre o asfalto quente da Rua Espirito Santo. Era por volta de 13 horas de uma segunda-feira. A ambulância do SAMU (Serviço Atendimento Médico de Urgência) demorou 27 minutos para chegar. Moradores das proximiades colocaram lençóis e improvisaram uma tenda para poupá-lo do sol a pino.

Levado para Campo Grande com fratura na perna direita, lesões pelo corpo e afundamento do crânio, Abel ficou internado na Santa Casa 47 dias, sendo 27 dias em coma. Conseguiu sobreviver, mas teve sequelas. Está com traqueostomia e o lado esquerdo do corpo paralisado. Está tendo apoio da família e de amigos que fizeram uma campanha para levantar recursos que ajudem na sua sobrevivência. Funcionário contratado da prefeitura, só voltará a ter algum tipo de renda, depois que passar pela perícia do INSS, prevista para o próximo dia 18 de março.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PR PELO MESMO PERITO

Além da grande notícia do fim do agendamento infinito, que ofendia o bom senso, a justiça, o servidor e o trabalhador que procura ocasionalmente o INSS (mas era vital para os "profissionais do benevício"), as mudanças implementadas hoje pelo INSS trazem uma polêmica: O PR pelo mesmo médico.

Mas até que não se trata de tanta polêmica assim pois:

1) Se o perito se sentir desconfortável em fazer o PR do seu próprio Ax1, basta invocar a Resolução CFM 03/2010 e não fazê-la por motivos éticos.

2) O PR pelo mesmo perito já existia na prática, na forma disfarçada de novo Ax1, neo-Ax1, pseudo-Ax1, PR disfarçado de Ax1, AxN,  como queiram chamar. Quem é perito de cidade pequena ou que trabalha sozinho ou em poucos em uma APS sabe muito bem e já viveu situações de chegar um Ax1 e vc se deparar com aquele cidadão que você já tinha periciado mês passado e não reconhecido a incapacidade...

3) O PR já é uma anomalia em si. Todo trâmite recursal tem que ser direcionado para a via recursal e não para a porta da APS de novo. Além de trabalho redundante que ajuda a entupir as vagas de perícia (20% das vagas são ocupadas por PR), o PR feito pelo mesmo perito, à despeito de poder provocar um clima ruim na perícia, com o tempo será relegado ao esquecimento pois o cidadão vai saber que para ter um recurso, precisa entrar na via recursal e ser avaliado em Junta fora da APS de origem.

4) Com o tempo, creio, iremos convencer o INSS que o PR é uma perda de tempo (vide que apenas 15% dos PR revertem o Ax1) as custas de ocupação de 20% da fila. E quando o INSS se tocar, o PR vai desaparecer de vez. Mais uma anomalia da DIRBEN, que não entende nada de benefícios por incapacidade, irá sumir tenhamos fé.