sábado, 3 de janeiro de 2015

JOAQUIM LEVY, ELEITO PALADINO DA REDENÇÃO ECONÔMICA, PARTICIPOU DA "TURMA DO GUARDANAPO", A FAMOSA FARRA EM PARIS PROMOVIDA PELO GOVERNO SÉRGIO CABRAL (RJ) EM CONLUIO COM EMPREITEIRA ENVOLVIDA EM ESCÂNDALO POLÍTICO. SERÁ MESMO O HOMEM CERTO PARA NOS SALVAR?

Há 2 anos e meio o Brasil ficou chocado com a denúncia de que o então governador fluminense Sérgio Cabral e alguns de seus seletos secretários participaram por mais de uma vez, em paris, de verdadeiras farras custeadas pela construtora Delta, que faliu após ser envolvida na Operação Monte Carlo, a do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

A denúncia, comprovada por vídeos e fotografias impagáveis, foi publicada pelo blog do ex-governador do Rio Anthony Garotinho em abril de 2012. Rendeu a queda do governo Cabral, que de possível futuro vice-presidente acabou renunciado e indo morar (em Paris, claro) e diversas investigações que precisaram de uma boa dose de esforço político para serem blindadas tanto no Congresso Nacional quanto no MPE do Rio de Janeiro.

Todos os participantes caíram em desgraça e tiveram sua vida política abreviada, exemplo de Sérgio Cortes, médico chefe da Secretaria de Saúde fluminense e então cotado para Ministro da Saúde. Mas um participante, em especial, foi salvo da desonra por dois motivos peculiares: Estar discretamente nas fotos e por não ser mais um político ativo quando do estouro do escândalo.

Trata-se do então secretário de fazenda do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, o nosso novo paladino da república, a quem todos os inocentes (ou nem tanto inocentes assim) estão creditando o dom da redenção econômica nacional. 


A farra se deu nos idos de 2009 e 2010. Em meados de 2010 Joaquim Levy saiu do governo e foi contratado pelo Bradesco, de onde só saiu agora, para ser Ministro da Fazenda de Dilma Rousseff.



Fotos do blog do Garotinho mostram o governador Cabral e o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, fazendo a "dança da boquinha da garrafa" em plena Paris, sob os olhares alegres de seus convidados. Atrás, de barba, à esquerda, está nosso paladino Joaquim Levy, rindo da presepada.

Na foto acima, Cavendish, Cortes e lobistas fazem dancinha com guardanapo na cabeça em restaurante cinco estrelas de Paris. Levy escapou dessa.

Na foto acima, esposa do governador e amigas exibem sapatos luxuosíssimos e sua marca registrada, o solado vermelho, cuja única peça custa milhares de dólares.

Não ter usando lenço na cabeça, nem ter feito dancinha nem ter tido sua esposa flagrada usando um Louboutin e não ser mais secretário á época dos fatos pouparam Joaquim Levy de críticas mais pesadas.

Só que agora ele é o Ministro da Fazenda. E mais, é o ministro que está emprestando sua autoridade técnica e moral para avalizar não só um projeto de recuperação econômica mas todo o segundo mandato de Dilma Rousseff.

Do sucesso de Levy dependerá o rumo do segundo mandato da Presidente Dilma. E ai nós perguntamos: O que Joaquim Levy tem a dizer sobre aquela farra de Paris em 2009? O que ele achou do episódio? Quem pagou suas despesas? Qual foi o processo legal que o liberou de suas obrigações junto à SEFAZ-RJ para passear em Paris? Qual sua ligação com o empreiteiro Fernando Cavendish, da ex-Delta Engenharia? 

Será que Levy tem a capacidade de tirar o Brasil da sinuca, se não teve em 2009 a capacidade de antever a arapuca que estava se metendo quando aceitou farrear em Paris junto com um empreiteiro ligado a bicheiros e narcotráfico?

A mídia não tem abordado esse assunto. Por que?

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