quinta-feira, 5 de julho de 2012

BIG BROTHER DA (Indi)GESTÃO DO INSS

Para quem ainda não sabe, os gestores do INSS já criaram até o momento dez (10) sistemas de monitoramento do trabalho dos peritos - aos quais a imprensa alcunhou, carinhosamente, de Big Brother do INSS.

Apesar de contribuírem para fazer com que o perito médico seja mais vigiado do que os ratos de laboratório utilizados para pesquisas científicas, fornecendo informações detalhadas, instantâneas e atualizadas real-time sobre cada passo dado por esta categoria de servidores da Autarquia previdenciária, não foram suficientes para impedir, após mais de dois anos de sua implantação, o caos das filas virtuais, dos agendamentos para daqui a seis meses, as falsas promessas descumpridas à Justiça sulista sobre novo modelo de concessão de perícias, as concessões automáticas de benefícios em face aos pedidos de prorrogação represados, sem avaliação médica-pericial - chamadas de DCA (data de cessação administrativa) - apenas para cumprir a determinação, muitas vezes ao arrepio da Lei e da constatação técnica de incapacidade.

Será que o problema estaria nestes dez sistemas e nos seus vários programadores, que não souberam fazer um programa que tivesse a competência de retornar os dados do interesse de quem os contratou, ou será que a culpa é de quem os contratou, já que jabuti não sobe em árvores?

Admitindo, hipotéticamente, que a culpa fosse de quem contratou os programadores, e admitindo que os contratantes não irão culpar os programadores por incompetência, não haveria muita dúvida sobre a origem do caos e do desmonte na perícia, senão em alguns gestores.

Estariam capacitados, técnicamente, estes Big Bosses, a manipular, operar, entender as informações levantadas pelos vários sistemas de modo a esquadrinhá-las, formatá-las e tabulá-las para que sirvam de material a subsidiar suas ações no sentido de melhorar e corrigir as deficiências e gaps apontados? Não seria assustador se a resposta a este questionamento fosse negativa, tendo em vista que cerca de 80% dos servidores da Autarquia não têm graduação superior, inclusive gestores do alto escalão.

Teria sido preciso que os peritos escancarassem os dados para que eles se dessem conta de que o problema da fila e do caos não é responsabilidade da perícia, mas sim deles próprios, ao não fazerem concursos com melhor remuneração, com reeestruturação da carreira, com melhora das condições de trabalho e de segurança, evitando a sangria de peritos que se exoneram a uma média de um perito ao dia nos dois últimos anos, diminuindo a pressão sobre a categoria que já é massacrada por parte da mídia e por ignorantes ou mal intencionados de todo o tipo?

Ou, então - hipótese esta mais grave de todas - eles sempre estiveram sabendo de todo o caos e contribuindo para que o mesmo piorasse cada vez mais na famosa política do “Quanto pior, melhor ?”.

Como acho que deva haver um consenso sobre a origem da síndrome “Caos no INSS” (ainda temos que desvendar melhor a etiologia) o perito.med resolveu lançar a campanha: “Big Brother do Gestor”.

Seria um novo sistema (o décimo-primeiro) cuja atribuição seria a de monitorar todos os outros dez sistemas que monitoram o perito, além de monitorar também aqueles que monitoram os monitores dos outros dez sistemas.Seria o Big Brother do Big Brother.

A campanha também elegerá o nome mais adequado para este sistema.Cadastraremos as sugestões.Algumas sugestões são BBG (Big Brother do Gestor) ou sis-GPS (sistema integrado de supervisão dos Gestores da Previdência Social - os Big Bosses).Quem sabe se passarmos a monitorar os gestores não teremos o diagnóstico etiológico e descubriremos a fisiopatogenia da doença do INSS?

Do jeito que está não pode ficar, afinal hoje em dia é o próprio gestor quem monitora e quem cobra a si próprio.Que nota dar-se-á?Bom, se não fosse tão vaidoso e insensível ao sofrimento da população que espera nas filas por meses sem receber os benefícios, ficando à mercê de outros para garantir a própria sobrevivência, creio que não se auto avaliaria com boa nota.Creio que estes gestores não deveriam ser os mesmos do Big Brother do Big Brother, porque já se mostraram, no mínimo, incompetentes em gerir o Big Brother 10 (dos dez sistemas do rato...ops...perito de laboratório...ops...INSS).

Outra sugestão de nome seria: Big Brother Canadá & Espanha do Big Brother INSSano Brasil.Afinal, para justificar tamanha incompetência somente se alguns dos gestores (a ser apurado no novo sistema que terá auditoria dos peritos – quem sabe aí não comece o novo modelo de perícias com reestruturação de carreira de auditor para os peritos?) estivessem fora do Brasil.

Não seria estapafúrdia esta hipótese, afinal é de conhecimento público que alguns gestores ou simpatizantes das idéias dos mesmos, onde se inclui até Procurador e médico perito, costumam viajar para a Espanha a fim de se especializar mais no assunto Previdência Social, já que o país europeu é um grande exemplo nesta seara para o mundo inteiro, além de nutrir enorme simpatia pelos brasileiros que gostam de fazer turismo por lá (não misturem as bolas).Ou quem sabe estes gestores, para justificar a inépcia em anos de quase cegueira no caos, não estivessem no Canadá, onde o Dr. Fabrício com certeza não se encontrava?

Quem seria o chefe do SMG (sistema de Monitoramento dos Gestores).A imprensa? A presidente Dilma? Algum Procurador da extinta PFDC previdenciária ? A sociedade brasileira?

Quem sabe apenas este único sistema não consiga ser mais eficaz do que os outros dez em conjunto que monitoram a perícia e não foram capazes de identificar que o maior dos problemas do INSS não era a perícia, mas sim aqueles que se preocupam em rotulá-la como problemática, aqueles cujo desejo quase patológico de enquadrá-la finda por retirar-lhes a capacidade de perceber que o maior problema está nos próprios ?

De tanto querer ver os outros através das câmaras e sistemas, em um ritual de voyeur-sadismo, esquecem-se às vezes que deveriam ter espelhos em casa.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

DIRETOR BRUNCA DEVE EXPLICAÇÕES AO PAÍS - MEMO 42

O Diretor de Benefícios do INSS, Sr. Benedito Brunca deve explicações à nação. Em sua longa gestão junto à DIRBEN ele pode observar como que a terceirização da década de 90 fez explodir as filas para o auxílio-doença, os vícios que essa terceirização criou e o esforço de 3.500 novos peritos em regularizar a fila entre 2005 a 2009, quando a mesma atingiu meros 10 dias no TMEA Nacional, às custas de milhares de agressões e dois assassinatos.

Porém uma das ações gerenciais tomadas para acabar com o retrabalho e com o enxuga-gelo que era a fila da perícia foi brutalmente abortada por ele em 2009, precisamente em 27 de agosto de 2009, quando sua diretoria emitiu o Memorando Circular DIRBEN 42/2009, revogando o bloqueio a marcações sucessivas e permitindo o agendamento infinito de perícias por parte do mesmo cidadão, direito que não existe em NENHUMA OUTRA ESFERA do poder executivo, legislativo ou judiciário nacional.

Ao permitir que um grupo minoritário de segurados agendasse indefinidamente perícias país afora, começou o caminho do caos que culminou em 2012 com o colapso do atendimento pericial, sendo a região sul a primeira a sucumbir aos desmandos dos gestores.

Vejam nesse gráfico recém postado no blog as consequências ao TMEA-PM Nacional do memorando 42:

Obviamente não se pode culpar apenas o Memo 42/2009 pelas filas de quase 4 meses no Sul e de 2 meses no Sudeste, mas nitidamente este ato normativo propiciou as condições para que a fila fosse gerada, o gráfico não mente.

A questão é que internamente o ato foi justificado como sendo uma imposição do MPF a partir de uma demanda do Sul (que ironia). Mas o próprio MPF, em ata de reunião, não só NEGA ter partido de lá o pedido como informa que foi apenas uma consulta de uma procuradora que queria saber mais sobre o assunto devido a uma representação em investigação.

Vendo melhor o memorando, descobrimos que ele infringe pelo menos dois regulamentos do INSS sobre as normas para feitura de memorandos infra-legais.

Tanto a Resolução 23/2006 quanto a 70/2009 DETERMINAM que no ato de feitura de um memorando-circular tem que estar expostos a fundamentação legal que subsidia a edição do ato normativo.

Pegando do texto mais recente, a Resolução 70/2009:

"Art. 4o Os atos deverão conter ementa, à exceção das portarias que tratem de nomeação, designação, exoneração ou dispensa de pessoal.

Parágrafo único. A ementa será grafada por meio de caracteres que a realcem e explicitará, de modo conciso e sob a forma de título, o objeto do ato.

Art. 5o No preâmbulo do ato deverão ser indicados, após a designação da autoridade, os dispositivos legais que dão suporte à sua edição."


Porém lendo o Memorando Circular 42/2009, vemos que ele apenas MANDA suprimir no SABI o bloqueio ao agendamento infinito e não cita NENHUMA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL que subsidie este ato ou esta decisão.

Simplesmente, pela leitura, depuramos que saiu da cachola de quem escreveu e isso é altamente irregular. Não foi citado a Lei, Decreto, Norma, Resolução ou Decisão Judicial que justificasse mudança tão drástica na conduta do INSS perante a marcação de perícias.

Além de irregular, o memorando 42/2009 deixou como herança um passivo de 400.000 perícias estocadas no País na data de hoje, fora as que estão sendo marcadas nesse momento.

Definitivamente, é hora do Sr. Brunca sair das sombras e dar uma explicação à nação sobre seus atos perante a DIRBEN e em especial esse memorando, que fica como sugestão deste BLOG aos gestores do INSS, deveria ser imediatamente REVOGADO como primeiro ato de gestão para se voltar a ter controle da fila.

CNPS DISCUTIRÁ PERÍCIA MÉDICA AMANHÃ

Aviso de pauta: conselho de previdência social discute perícias médicas

Da Redação (Brasília) O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) reúne-se nesta quinta-feira (5). Durante o encontro, os conselheiros retomarão as discussões sobre Perícias Médicas.

Reunião do CNPS
Data: 5/7
Hora: 9h30
Local: Ministério da Previdência Social, 9º andar

Fonte: INSS
http://www.previdencia.gov.br/vejaNoticia.php?id=46969

Notícias MPF

MPF/RS: multas por risco à saúde do trabalhador são atribuição do INSS
4/7/2012 

Reunião pública que discutiu esse tema foi convocada pela Procuradoria da República em Canoas (RS)

Reunião pública convocada pela Procuradoria da República em Canoas (RS) e realizada no auditório do INSS do município, deu continuidade ao debate sobre as questões relativas aos formulários DSS 8030; Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP); preenchimento das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), periciais médicas iniciais e do tempo de atendimento no INSS.

De acordo com o procurador da República Pedro Roso, o descumprimento da determinação contida no art. 58 da Lei n.º 8213/91 (exposição de segurados a agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física) caracteriza-se penalidade prevista no art. 133 da mesma lei. O procurador federal do INSS, Lucas Mateus Louzada, manifestou-se no sentido de que a aplicação da referida multa é atribuição da própria instituição e acrescentou que até o final deste ano, a Autarquia Federal terá um sistema para a cobrança destas multas. O delegado da Receita, Luís Fernando Lorenzi, entende, por sua vez, que o órgão que representa também é competente para cobrar os valores das empresas, com exceção das massas falidas e credores habilitados.

O procurador da República destacou que a cobrança dessa multa é atribuição do INSS, sendo que a Autarquia deverá remeter para a Receita Federal cópia da denúncia de não preenchimento do formulário, a fim de que sejam adotadas as providencias pertinentes a possível débito fiscal. Segundo Pedro Roso, é necessário que conste, em eventuais ações trabalhistas, pedido de remessa de ofício ao Ministério Público Federal (MPF), noticiando os fatos, uma vez tal conduta pode também se caracterizar como crime de frustração ao direito trabalhista.

Os representantes do Sindicato da Alimentação de Montenegro informaram que não foi realizada a fiscalização nas empresas daquela região, ao contrário do que o INSS de Novo Hamburgo havia se comprometido na reunião anterior. Em função disso, o procurador da República determinou a remessa de ofício ao MPF de Novo Hamburgo, a fim de que sejam adotadas as providencias adequadas. Orientou, ainda, aos representantes do Sindicato que compareçam as sedes do MPF de Novo Hamburgo e do MPT, para denunciar pessoalmente a situação enfrentada. Também foi sugerido que entrem em contato com a gerência da agência do INSS responsável pela região.

O representante do Cremers, médico Iseu Milman, registrou seu descontentamento acerca do baixo número de médicos peritos, do novo modelo de perícias médicas que será implantado no INSS, bem como sobre a necessidade disponibilização de verbas superiores, para contratação de profissionais da área médica. Já a assessora jurídica do SIMERS, Denise Teixeira, manifestou preocupação acerca da documentação correspondente às empresas falidas. Para o procurador do INSS, os sindicatos devem ser depositários dos documentos destas empresas. O procurador da República destacou a possibilidade de os Sindicatos firmarem, como medida independente da denúncia ao INSS, termos de cooperação com o Ministério Público do Trabalho.

Ele acrescentou que será aguardado o prazo concedido às empresas para a juntada dos documentos solicitados, bem como que, de posse destes documentos, a Procuradoria da República em Canoas manterá contato com o Sindicato dos Metalúrgicos, com o MPT e, caso necessário, com as empresas. No final da reunião pública, o representante do Sindicato dos Metalúrgicos manifestou-se salientando os resultados positivos colhidos através dos debates realizados realizados nos dois encontros.

Além do procurador da República, participaram da reunião os procuradores federais do INSS, Lucas Mateus Louzada e Álvaro José Carrasco; o gerente executivo do INSS de Canoas, Alberto Alegre; o delegado da Receita Federal, Luis Fernando Lorenzi; o presidente da Associação das Vítimas de Acidente de Trabalho, Fernando Ozio; o representante do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Davenir Munari; representantes do CREMERS, Iseu Milman e Gustavo Pestana; do Ministério Público do Trabalho, Noeldi Rodrigues da Silva; representantes do SIMERS, Clarice e Denise Teixeira, além de trabalhadores.

Notícias Mídia

04/07/2012 - 07h12
Perícias em Santa Cruz demoram no máximo uma semana
Caos da Previdência no Sul não se reflete na cidade, onde os médicos atendem em média em cinco dias
http://www.gaz.com.br/noticia/355356-pericias_em_santa_cruz_demoram_no_maximo_uma_semana.html


4/7/2012 08:44:00
Tempo de espera nas agências da região chega a dois meses
Após os três estados do Sul serem apontados como de pior desempenho nas perícias médicas do INSS do país, o serviço começa a passar por reformulações, no sentido de solucionar o represamento das perícias e dar mais segurança ao processo de concessão das licenças

Quarta-feira, 4 de julho de 2012 - 11h38 Atualizado em quarta-feira, 4 de julho de 2012 - 11h38
Espera no INSS no Paraná chega a 4 meses
Quem tem direito a benefícios como auxílio doença e aposentadoria é obrigado a esperar na fila

É HORA DE TROCAR A GERÊNCIA DE PORTO ALEGRE

Os acontecimentos dos últimos dias escancaram a péssima gestão do INSS em Porto Alegre e as inúmeras tentativas dos servidores peritos, nos últimos anos, de alertar e tentar auxiliar na evitação do CAOS ANUNCIADO.

Com certeza se os peritos fossem ouvidos seriamente nada disso estaria acontecendo. Afinal é este grupo de servidores que detém o conhecimento técnico relativo à sua área de atuação. Nada mais natural, portanto, que estivessem participando dos momentos estratégicos e táticos na gestão do INSS e não apenas no momento operacional, como ocorre atualmente.

Foi-se o tempo em que uma categoria intimamente ligada aos cidadãos, no que tange à concessão de direitos aos mesmos, podia ser descartada do planejamento e utilizada apenas para "executar tarefas", de modo mecânico. A grave crise em Porto Alegre expõe uma série de erros e mina profundamente a confiança dos peritos nos atuais gerentes portoalegrenses. A alternância de poder nestes cargos seria extremamente salutar e o ideal SERIA UM SERVIDOR DE PERFIL TÉCNICO E NÃO SÓ POLÍTICO. ALGUÉM PRÓXIMO DOS PERITOS E RESPEITADO PELOS MESMOS.

A mera suspeita do presidente do INSS em possível burla de ponto já seria motivo, por si só, de se exonerar todo o comando gerencial em Porto Alegre, seja por conivência, seja por incompetência. Vou além: a oferta de apenas 2 vagas para Porto Alegre no ultimo concurso, assim como já havia ocorrido em 2010, caracterizam por si só a completa inoperância gerencial da atual gestão em Porto Alegre, que é a responsável pelo caos local e pela falência do atendimento pericial naquele estado.

A manutenção dos atuais gerentes daquela GEx representará a manutenção do caos, da crise e de problemas para o planalto em pleno ano eleitoral municipal, onde esse tipo de crise tem enorme peso. É hora de cuidadosa renovação que aproxime honestamente os peritos da gestão e permita aos mesmos serem incluídos em todos os debates que envolvam decisões sobre SUAS ATUAÇÕES.

Se seguirem alijados destes processos, apenas recebendo ordens, ameaças, punições SERÁ IMPOSSÍVEL RECOBRAR NÍVEL DE CONFIANÇA ESSENCIAL AO ENTENDIMENTO E SAUDÁVEL TRABALHO EM GRUPO. 
Está na hora de romper com velhos vícios do passado e acabar com o boicote à carreira pericial promovida por alguns setores do INSS e está na hora do INSS deixar os peritos assumirem a sua verdadeira missão executiva dentro da casa, gerindo o processo de beneficio por incapacidade previdenciário de forma ativa, deliberativa e terminativa.

ZERO HORA DE HOJE, pg 33.

ARTIGO RECOMENDADO


INDENIZOFILIA NAS PERÍCIAS MÉDICAS: SINISTROSE-SIMULAÇÃO
Jose Hamilton do AMARAL
1
Faculdades Integradas “Antônio Eufrásio de Toledo” de Presidente Prudente

RESUMO: O presente artigo analisa a indenizofilia, patologia também conhecida, entre Outras nomenclaturas, como neurose de renda e nevrose de l' assurance. Evidencia-se um padrão verificável do comportamento dos periciados, identificando características de seu quadro poliqueixoso. Por fim, discute-se sua particularidade, diferenciando-a da simulação e da sinistrose.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Ponto de Vista - O INSS precisa qualificar mais


O verbo "qualificar" significa: classificar, avaliar, dar qualidade ou enobrecer. Seja qual for o sentido do português, ele precisaria ser incorporado a gestão do INSS se ela quiser obter melhores índices em matéria de benefício por incapacidade

O significado "Classificar", por exemplo, é de vital importância para a organização de qualquer trabalho. Eu sou defensor convicto de que agrupando as avaliações em subtipos e lhes atribuindo o devido valor específico o sistema se tornaria inteiro mais eficiente. Sim, acredito que se possa identificar previamente, com razoável margem de segurança, perícias médicas de alta complexidade e também a matéria médica em análise. 

Da forma atual, a agenda dos peritos parece uma biblioteca com livros tamanhos diferentes e de assuntos misturados e trocados. Nela uma revisão de aposentadoria por invalidez está logo abaixo de uma perícia inicial que está ao lado de um recurso médico de um benefícios de mais de sete anos. 

Até hoje não existe sistema informatizado que consiga traduzir de forma real o quanto e o quê, de fato, o perito fez no dia de trabalho. Os gestores dizem que são15 perícias agendadas no sistema SABI. Eu digo que estão redondamente enganados. Quem trabalha nas APS sabe dos vários atendimentos extras que Brasília nem sequer toma conhecimento: os SIMA, as Perícias em trânsito e os Recursos Médicos, por exemplo, entre outros.

Sem a organização do trabalho da Perícia Médica, as estatísticas são números vazios e os argumentos, palavras tredas vindas dos gestores. Para os trabalhadores, há sempre um ambiente de trabalho causando adoecimento, afastamento e insatisfação.

Não confundam, por favor, não estou defendendo que haja ambulatório de especialidades médicas no INSS. Só existe uma especialidade médica no ato médico pericial que é a medicina legal, mas que mesmo assim tem suas áreas específicas. A organização é a irmã mais velha da eficiência.

Os outros significados do verbo, "dar qualidade" e "tornar mais nobre", deveriam estar ainda mais envolvidos no Serviço do INSS. Absolutamente nada deveria importar mais que a contumaz observância obsessiva pela “qualidade do laudo pericial” em matéria de perícia médica. Qualidade esta que força o uso do artigo definido sobre o indefinido e faz com que o Perito Médico tenha feito “a” perícia e não “uma” perícia. Que dá nomes aos examinados e não somente números. Que trata as situações como especiais e únicas e não como situações tabeladas. Que pode ser mensurada subjetivamente pela observância de elementos como: profundidade do conhecimento técnico, aspectos de redação textual jurídica, análise crítica dos documentos apresentados, capacidade investigativa e argumentação do fundamentado.

A qualidade é o ouro subjetivo e específico que se contrapõe aos atuais fatores utilizados pelo INSS objetivos e generalizados como: tempo médio de atendimento, quantidade de produção de exames e percentual de indeferimentos ou deferimentos. O INSS avalia a perícia pelo avesso. É como avaliar uma cirurgia pela quantidade de pontos de sutura, duração do procedimento e economia de material. Cirurgião bom opera rápido? Faz corte pequeno? Ou gasta pouco? Nada disso. A verdadeira e única avaliação de qualquer ato médico é pelo comprometimento do profissional com seu código de ética. Simples assim

Por que então isso não se efetiva? Não sei. Só sei que os médicos são os únicos capazes de avaliar a qualidade do complexo trabalho que executam. Se isso irrita alguém? Também não sei. Mas o que vejo é uma gestão, com pequena participação dos médicos, se apoiando em valores numéricos que conhecem e dominam, ainda não traduzam a realidade ou nada melhorem o serviço deixando a míngua o serviço que não conhecem profundamente: Perícia Médica. Medo, ignorância ou má-fé?

O resultado desse falta de conjugação do verbo qualificar é que parece ser subestimado o dano que uma perícia sem qualidade é capaz de fazer. E ele é grande. Reinventa-se o absurdo e se cria a indústria do retrabalho. 

Um perícia desqualificada e, pior, descontrolada gera automaticamente várias outras não associadas sub-perícias retificadoras e reparadoras, além de lesar moralmente o governo e financeiramente o sistema previdenciário. Tudo acontece porque desqualificada faz cessar indevidamente (gerando excessos de PR, Recursos, Revisões analíticas, Transformação de espécie) ou prolongar indevidamente (gerando excessos PP quando já deveria ter sugerido Limite Indefinido). A má qualidade da Perícia Médica quando não prejudica o segurado, prejudica o INSS praticando a indústria da ineficiência e aumentando o rombo dos cofres públicos e a insatisfação de todos os envolvidos. 

Investir em qualidade é economizar; É o perder para ganhar. É o caro que sai barato.
Sem qualificar, não se chega à lugar algum. 

Enviados do peritomed@hotmail.com

Prezado Coordenador.
Tive meu artigo publicado no blog perito.med e gostaria que fosse publicada a minha manifestação, transcrita abaixo, acerca dos comentários feitos pelo Dr. Gerson Cavalcante.


Aguardo confirmação de recebimento.
Dr. Christian Ellert
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Prezado Gerson Cavalcante.


Sem dúvida a Medicina de Seguro não é especialidade médica e nem área de atuação reconhecida pelo CFM. Por isso o artigo inicia com “do chamado médico de seguro”, denotando tratar-se de uma denominação utilizada por muitas seguradoras, sendo inclusive o cargo anotado, por minha Empregadora, em minha Carteira de Trabalho.
Devemos lembrar que o perito recebe esta designação mediante nomeação judicial ou administrativa. De forma a obedecer à legislação vigente e enquadrar-se dentro daquilo que foi resolvido pelo CFM, realizei e obtive aprovação na Prova de Título de Especialista em Medicina Legal e Perícia Médica, como pode ser observado no endereço: http://www.abml-medicinalegal.org.br/admin/cadastro/documento/arquivo/lista%20aprovados.pdf.
De fato, durante muitos anos não houve no Brasil uma formação específica de “médicos de seguro”. A formação e o conhecimento específico eram adquiridos pelo médico aprendiz mediante trabalho diário ao lado do médico mais experiente, de forma assemelhada ao que ocorria em época anterior a da criação da Residência Médica. Condenar este tipo de educação médica é desconsiderar a credibilidade e todos os feitos dos médicos que viveram em todos os séculos onde não existia especialização médica formal.
Sem dúvida, por estarem inseridas na iniciativa privada, as seguradas contratam por livre escolha seus “médicos de seguro”. Entretanto, carece de fundamentação técnica e decoro a afirmação que os “médicos de seguro” tem deficitária formação e especialização específicas.
Na iniciativa privada, onde inexiste estabilidade, o crivo não está restrito apenas a uma data (a do concurso) e nem ao resultado de um teste (o concurso), ele acontece diariamente, a cada momento, por meio da avaliação do trabalho executado com eficiência, resolutividade e adequado embasamento técnico-científico, permeado por comprometimento, criatividade, inovação e uma adequada relação interpessoal, o que frequentemente inexiste no serviço público.
Se hoje temos “médicos de seguro” atuantes há mais de 15 ou 20 anos na iniciativa privada é porque não resta nenhum questionamento acerca da formação e/ou especialização destes, pois “o tempo tudo descobre”.
Por favor, como disse Agostinho, “na essência somos iguais, nas diferenças nos respeitamos”.

CORREIO DO POVO

Peritos do INSS adiam paralisação no Estado
Categoria pede contratação de 125 novos profissionais

Médicos peritos do INSS decidiram adiar a paralisação e pedir a contratação de 125 profissionais para atuar no Estado. Além disso, a categoria pede a retratação pública do presidente do órgão, Mauro Hauschild, em função de acusações que teriam sido feitas por ele na imprensa contra os trabalhadores. As medidas foram discutidas em assembleia na sede do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), em Porto Alegre, na manhã desta terça-feira. A paralisação deve ser avaliada em nova assembleia no dia 23. 

Os dirigentes do sindicato e da Associação Gaúcha dos Médicos Peritos (AGMP) decidiram ainda publicar uma carta aberta à população, defendendo o saneamento gerencial do órgão com maior participação dos médicos na melhoria do atendimento. Hoje existem 75 mil perícias represadas no Estado, volume gerado pelo baixo número de peritos. O quadro com 317 concursados deveria ter o dobro de médicos, conforme a categoria. A diretora do Simers e vice-presidente da AGMP, Clarissa Bassin, explicou que o Rio Grande do Sul apresenta um dos quadros mais defasados do País. 

Os médicos ressaltarão, no documento, que não aceitam pressão de gestores para realizar maior número de atendimentos, sob pretexto de mutirões para reduzir a fila de espera. “Não permitiremos nenhuma tentativa de desrespeito à autonomia do ato médico pericial”, afirmou Clarissa.

O presidente da AGMP, Francisco Luciani, ressaltou que há limite de tarefas por jornada e quem define o tempo e rigor da perícia é o médico. ”Existe um limite de perícias estipulado pelo Conselho Regional de Medicina. Não podemos colocar em risco a qualidade do nosso trabalho, que está voltado a preservar o direito de quem recorre ao INSS”, disse. 

A associação e a direção do Simers protocolaram hoje ofício na superintendência do INSS no Estado pedindo uma auditoria no sistema eletrônico de registro de frequência dos peritos. A medida busca confrontar a rotina diária dos profissionais com a informação do presidente do órgão, que afirmou, por meio de jornais, que médicos registravam o ponto mas não trabalhavam. 

“Os médicos não são responsáveis pelas 75 mil perícias represadas no Estado. Até porque, a média de perícias realizadas é de 13,7 exames por dia. A média nacional é de dez perícias por profissional. O problema é a falta de médicos”, acrescentou a diretora do Simers.

Perícias no Rio Grande do Sul:

- Para dar conta da demanda, segundo a Associação Gaúcha dos Médicos Peritos, o número de profissionais deveria quase dobrar, passando de 313 para 600 médicos;
- Em 2007 havia 80 peritos na gerência de Porto Alegre, hoje são 51. Em Canoas são 37 e em Novo Hamburgo 38. As três gerências respondem por 75% da demanda de perícias e outros atendimento no Estado;
- 75 mil perícias estão represadas nos municípios gaúchos, sendo 40 mil somente em Porto Alegre. Dessas, dez mil são iniciais;
- Em 48 meses, 41% dos médicos da região Sul se exoneraram ou se aposentaram. São 352 a menos, sendo 120 deles no Rio Grande do Sul. Essa média de exoneração e aposentadoria é acima da nacional, que fica em 15%. 

REGIÃO SUL TEM MAIS DA METADE DOS REPRESADOS

SC lidera pedidos de perícia no INSS

Estados do sul totalizam mais da metade dos pedidos no Brasil

Com 69.050 segurados aguardando mais de 45 dias por uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Santa Catarina lidera o ranking nacional da fila de espera por um benefício previdenciário. Concentrado no sul do país, o colapso do sistema expõe falhas de gestão, o êxodo dos médicos e um aumento exponencial na demanda por atendimentos. Juntos, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul acumulam 189.241 pedidos de exames, mais da metade de todo o contingente de espera no território nacional, que totaliza 363.889 pedidos.

500 convocações de técnicos, nenhum Perito Médico


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocou, nesta segunda-feira (2), mais 500 técnicos do Seguro Social do concurso realizado em fevereiro deste ano. A lista completa, assim como a lotação nas Agências da Previdência Social em todo o Brasil, está na seção 2 doDiário Oficial da União (DOU), nas páginas de 33 a 38.
As nomeações haviam sido autorizadas pelo Ministério do PlanejamentoOrçamento e Gestão (MPOG), por meio das portarias nº. 442 e 206, publicadas no DOU de 19 de outubro de 2011 e de 15 de maio de 2012. De acordo com o cronograma, foram nomeados 900 técnicos do Seguro Social em maio e mais 500 agora. Até o final do ano, serão nomeados mais 100 técnicos.

CINEMA LOTADO

Em 27 de agosto de 2009, quando as filas eram de 10 dias, a Diretoria de Benefício, comandada por Benedito Brunca editou o famigerado Memorando Circular número 42, assinado por Ana Adail, diretora substituta.

Sua finalidade foi retirar a restrição a novos requerimentos iniciais dentro de 30 dias da cessação ou indeferimento do último requerimento. O que significou isso? Simples, o requerente ficava desobrigado de recorrer, passando a poder peticionar ad nauseam na mesma instância inicial.

Por conta desse memo, justificado como tendo sido exigência do MPF em "defesa do cidadão" as filas retornaram com toda força. Chegamos ao cúmulo de periciar segurado que pedia pressa, porque se a perícia demorasse ele perderia outra perícia marcada para o mesmo dia no lado oposto da cidade!
Lembrei-me da saudosa infância, daqueles anos felizes que os anos não trazem mais. Costumava ir ao cinema, um dos poucos entretenimentos e, se o filme fosse bom ou se a sessão fosse dupla, permanecíamos no cinema por 2 ou até 3 sessões. Criança que era, nunca me perguntava o que acontecia com as pessoas da fila que não conseguiam lugar porque alguns os ocupava demasiadamente. Esse é o INSS, permite abusos sem se importar com a repercussão sobre aqueles que precisam (não é um cinama, afinal) ser atendidos.

Pois bem, apurou-se que o MPF não teve nenhuma participação no tal memo 42. Foi uma deliberação originada da Diretoria de Benefícios do INSS. Leia trecho de Reunião do GT da Previdencia Social da PFDC: (24/11/2010 – 14h às 18 )

1. AGENDAMENTO ILIMITADO DE PERÍCIAS
(...)conforme sugestão do Dr. André Pimentel, em face do contido no Memorando-Circular nº 42 de 2009 da Diretoria de Benefícios do INSS.

4. No tocante ao agendamento ilimitado de perícias, foi registrado que NÃO houve recomendação de qualquer membro do MPF para a sua adoção, tendo o Dr. André, relator da matéria, obtido informações da colega Suzete de que esta apenas pediu informações em virtude de instauração de um procedimento administrativo em Porto Alegre; ...

SEGURADO NÃO É GADO; PERITO NÃO É CABO ELEITORAL; PERÍCIA NÃO É LINHA DE MONTAGEM.

GABAS E BRUNCA - OS DENOMINADORES EM COMUM DO CAOS NA PERÍCIA.

A heurística é um método não científico largamente utilizado na medicina para se criar meios de se chegar a um denominado comum que explique determinada condição clínica ou problema médico de uma pessoa. Na prática isso significa que nós, médicos, muitas vezes criamos meios e métodos que nos levem na longa jornada pelos diagnósticos diferenciais até chegar ao denominador comum, ou seja, a causa que explica tudo.

Fazendo um paralelo, nós médicos estamos tentando fazer um diagnóstico do colapso generalizado, do verdadeiro choque séptico que tomou conta do "ser" INSS e que agora apresenta seu ponto mais grave, grave ao ponto dos atuais chefes estarem tomando medidas desesperadas e o governo escancarando o problema em pleno ano eleitoral.

Traçando um paralelo ao modelo heurístico, fizemos nessa semana um modelo de heurística previdenciária para tentar descobrir de onde vem o dano, qual é o denominador comum do caos previdenciário. Levantamos os mais relevantes e recentes problemas sinais e sintomas de doenças previdenciárias nos últimos anos:

"Década de 90 - Terceirização da perícia médica. Diversos presidentes, Ministros principais da época: Reinhold Stephanies e Waldick Ornélas (criador do SABI)
2003 - escândalo do recadastramento dos idosos, na época derrubou o Ministro Berzoini. O presidente era o Sr. Taiti Inenami.
2003 - greve dos peritos médicos po 89 dias - criação da nova carreira na marra. Ministros Berzoini, Amir Lando e Taiti Inenami como presidente.
2005 - criação do PP e do PR quebrando o acordo do Data Certa. Ministros Lando, Jucá e principalmente Nelson Machado e Presidente Samir Hatem.
2006 - decisão de se colocar o SABI, feito para terceirizados, dentro das APS. Ministro Machado e Presidente Valdyr Simão. obs: primeiro perito assassinado.
2007 - segundo perito assassinado. decisão de acabar com a circunscrição para marcação de exames periciais. Ministro Machado e Luiz Marinho e Presidentes Simão e Marco Antônio.
2009 - SISREF, 8 horas, revogação da proibição do Ax1 infinito, boicote às APS BI - Presidente Simão e Ministro Pimentel.
2010 a 2012 - Agravamento do represamento, retaliação ao MEP, DCA e sangria de quadros e colapso do sistema. Ministro Pimentel e Garibaldi, Presidentes Simão e Hauschild."

Conforme podem ver, existe uma linha temporal contínua de destruição do sistema pericial médico público do país, que foi quebrada com a criação, à fórceps, da carreira de perito médico após a greve de 2003 mas as mesmas forças voltaram com força e desde então sabotam a carreira médico pericial. O interesse por trás disso envolve poder, muito poder. Mas os nomes mudaram muito nesses anos. Eles sozinhos colaboraram mais ou menos mas não foram tão impactantes no caos atual do sistema.

Porém nosso diagrama heurístico chegou a DOIS NOMES. DOIS DENOMINADORES COMUNS que sempre transitaram nas altas cúpulas todo esse período, com mais ou menos poder e que jamais saíram da autarquia, preenchendo então os requisitos que estávamos procurando: São eles Carlos Eduardo Gabas e Benedito Adalberto Brunca.

Esses são os nomes que sempre estiveram presentes nos centros decisórios do INSS nos últimos 10 anos. Seriam eles os responsáveis pela sabotagem da carreira médico pericial e pelo caos no INSS? O governo deveria ver melhor isso.

CHARGES PERITO.MED APRESENTA: DOUTOR DIÁRIAS E SEÑOR ESPANHA EM "O PROBLEMA DAS FILAS DA PERÍCIA"

COMENTÁRIO: QUEM PARIU MATEUS QUE O CRIE. NÃO FAREMOS MAQUIAGEM DE FILA PARA PRETEXTOS ELEITORIAIS DE SEU NINGUÉM. NÃO AO FALSO MUTIRÃO.

SEGURADO NÃO É GADO, PERITO NÃO É CABO ELEITORAL E PERÍCIA NÃO É LINHA DE MONTAGEM.

MEDICINA NÃO É FAXINA, SENHOR HAUSCHILD!


MUTIRÃO NÃO! É APENAS JOGADA PRA MÍDIA.

De que adianta propor mutirão se em troca o INSS vai cancelar um dia útil de trabalho do perito? Ou seja, trabalha no sábado e descansa na segunda. Qual o efeito prático disso na diminuição da fila? Nenhum. Apenas servirá para manchetes como essa:

manchete de jornal do Sul - Só ouviram a assessoria de imprensa do INSS, não foram atrás dos fatos reais.

Ou seja, com isso o INSS engana os jornais e a fila continua a mesma. Tem que ser um perito muito imbecil, desculpem o termo, para acreditar que o INSS vai cumprir com a palavra. Quantas traições são necessárias para uma classe aprender a se valorizar?

Ainda bem de que dessa vez a maioria dos peritos está dizendo NÃO ao mutirão safado, ao mutirão da vergonha, feito pelos mesmos gestores que causaram o CAOS na perícia médica.

A FILA DE PERÍCIAS É CULPA ÚNICA E EXCLUSIVA DO CAOS GERENCIAL, DO COLAPSO DE GESTÃO, DA INCOMPETÊNCIA INSTITUCIONAL. ESTE BLOG JÁ PROVOU COM FATOS E MATEMATICAMENTE QUE A CULPA É DE GESTÃO. QUE ADIANTA MUTIRÃO SE A GESTÃO É A MESMA?

Se eu tenho dúvidas da legalidade de se cancelar um dia útil por um não-útil, com certeza a segunda proposta que anda circulando nas caixas postais dos peritos é flagrantemente ilegal. Um email apócrfio, sem assinatura, citando outros e-mails institucionais, sugere que peritos façam MAIS PERÍCIAS do que o agendado e após um certo acúmulo de "banco de perícias" eles teriam um dia de folga "na maciota".

Ainda bem que a maioria dos peritos se negou a cumprir essa ilegalidade pois além de correrem o risco de jamais verem seus "créditos" serem pagos, poderiam responder por crime administrativo junto ao MPF pois a lei não dá ao INSS o direito de "abonar falta" apenas por ter trabalhado "acima da média" antes.

INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO SEM LIMITES - A VERDADE SOBRE A FILA DE PERÍCIAS E A FALTA DE PERITOS EM PORTO ALEGRE

Como que numa região onde mais sangrava os quadros periciais podem ter sido destinados tão poucas vagas nos concursos subsequentes?

Para esconder a verdade da imprensa brasileira, até mesmo versões incríveis envolvendo traumatismos e sequelas anômalas na então superintendente foram usadas para abafar a verdade, que escondia uma guerra de bastidores entre a ex-superintendente e a gerente de Porto Alegre.

E quem pagou o pato foram os gaúchos, que sofrem nas filas mais longas do país.

Mas vejam os senhores que não se deve criticar apenas a ex-superintendente. Os peritos gaúchos em 2009 já denunciavam o esvaziamento dos quadros ao MPF, que cobrou na época explicações do Presidente do INSS, Valdir Simão.

Vejam o que o então presidente declarou aos colegas procuradores e foi registrado em ata da 18º reunião da PFDC:

"Sobre o concurso para o cargo de perito médico previdenciário de 2010, o Dr. Valdir explicou que a distribuição das 500 vagas do concurso foi feita por Gerência-Executiva, de acordo com a demanda e a produtividade de cada gerência, esclarecendo que não foram destinadas vagas para a Gerência-Executiva de Porto Alegre porque esta apresentou uma das menores demandas do país em 2009, apresentando quadro de todas as regiões."

Ou seja, segundo o então presidente do INSS, os números apontavam que Porto Alegre não precisava de peritos em 2009. E que a Gerência Executiva havia garantido que não precisava. Nada de traumas ou esquecimentos.

De onde o ex-presidente tirou isso, desconhecemos, pois bastava ele ler as estatísticas que o próprio INSS produz que veria a seguinte realidade:


O gráfico acima já mostrava que em janeiro de 2010 o tempo médio de espera para perícia médica já batia 34 dias na SR Sul, quase 50% acima das médias das outras regiões.

Pouca demanda?

Vejamos o gráfico isolado da SR Sul, da qual a Gerência Porto Alegre é uma das maiores e responde por parte importante dos resultados finais:


O gráfico mostra que a SR Sul já começa 2011 com 100.000 pedidos de benefícios represados e em franca  ascensão.

Pouca demanda?

Continuemos olhando como já se comportava a curva nacional de tempo de espera para a perícia em 2009:


O gráfico acima mostra que a partir de agosto de 2009, com a revogação da norma que proibia o Ax1 infinito, de autoria da DIRBEN (Memo DIRBEN 42/2009), o TMEA-PM começou a disparar.

Pouca demanda?


Analisando o quadro pericial, vejamos como o Sul estava em 2009, época da "baixa demanda" segundo o ex-presidente do INSS:


Em dezembro de 2009 a região Sul fecha com uma quantidade de perícias feitas quase igual a de São Paulo mas com 258 peritos a menos, 1/4 a menos que São Paulo, o que obviamente jogou a média de perícias per capta do Sul para o alto do ranking, sendo a única SR com média per capta acima de 200/mês em 2009.

Ou seja, pouca demanda uma ova. Os números são claros:

1) A SR Sul já enfrentava um problema de fila de espera detectável em 2009 quando já passava dos 30 dias.
2) A SR Sul estava já com curvas ascendentes de acúmulo de represamentos de pedidos e de perícias pendentes desde 2009.
3) A demanda era tão alta que a SR Sul podia se comparar a São Paulo e a altíssima produtividade dos peritos locais impediu que o represamento fosse maior.
4) A demanda já era superior à capacidade instalada desde 2009.

Conclusões:

A) Porto Alegre foi vítima de uma guerra política entre a Superintendente sediada em Florianópolis e a Gerente gaúcha, vista como rival pelo cargo. A própria presença da superintendência em Santa Catarina é prova disso. Independente do respeito que temos aos catarinenses, seria como a Superintendência de São Paulo estar sediada em Campinas e não na capital paulista.


B) Porto Alegre foi deixada às moscas pelo INSS também pelo fato de ter sido tomada a decisão política de se esvaziar as APS BI por "medo" dos médicos "ficarem fortes" após os eventos de 2009 (Movimento pela Autonomia do Ato Médico). 


C) Agora que a casa caiu, todos fogem da responsabilidade e tentam, na cara de pau, culpar os poucos peritos que ainda insistem em trabalhar para o INSS como responsáveis pelo caos gerencial e pela guerra fraticida sulina.


D) Para explicar o inexplicável, ou seja, a falta de vagas para Porto Alegre, o INSS dispara versões diferentes para públicos diferentes. Para o MPF o INSS alega, falsamente, que Porto Alegre não tinha demanda em 2009. Provamos que era mentira. Para os peritos inventa uma ridícula versão sobre uma suposta doença da superintendente na época do concurso. Para a mídia, diz apenas que os peritos são vagabundos.


 A VERDADE É QUE A CULPA ÚNICA E EXCLUSIVA DO CAOS NO RS É DA GESTÃO DO INSS. CHAMAR OS PERITOS QUE MAIS TRABALHAM PER CAPTA NO BRASIL E PEDIR MAIS AINDA E INSINUAR QUE SÃO RELAPSOS É MAIS QUE OFENSIVO, É CALUNIOSO.

CAROS GESTORES DO INSS: POR QUE SÓ TIVEMOS 2 VAGAS PARA PORTO ALEGRE NO EDITAL DO ÚLTIMO CONCURSO?


EXONERÔMETRO BOMBANDO

O DOU de hoje (página 38 e 40 da seção 2) publica 39 nomes de peritos exonerados e 34 nomes de nomeações para reposição destes que sequer assumiram.
Será que existe alguma mensagem no fato de tantos não aparecerem nas provas (46%) e tantos aprovados seguer assumirem?

ESTARIA O INSS FILMANDO, ILEGALMENTE, OS PERITOS DURANTE O EXAME PERICIAL?

A PREVIDÊNCIA SOCIAL TEM 10 (DEZ) SISTEMAS PARA CONTROLAR AS ATIVIDADES DOS PERITOS.  POR INCOMPETÊNCIA GERENCIAL CADA UM SOLTA UM NÚMERO DIFERENTE E ATÉ HOJE NINGUÉM SABE EXATAMENTE QUEM ESTÁ EM QUAL LUGAR FAZENDO O QUE, POIS CADA CHEFE QUER UM SISTEMA PARA CHAMAR DE SEU E NÃO SE COMUNICAM.



Porém graças a um colaborador oculto este BLOG acaba de descobrir indícios de funcionamento do que seria o 11º sistema de controle de peritos, porém este seria ilegal e por isso, oculto até o presente momento, mas nada que escape à gana investigativa deste blog.

Descobrimos por uma fonte secreta que funcionários do Big Brother do Gabas, a Sala de Monitoramento, andam falando abertamente que de Brasília eles poderiam ocultamente ativar a "WEB CAM" instalada nos computadores das APS e ver o Perito Médico falando e escrevendo e tudo o mais que a câmera pegasse. Isso seria uma função possível de se fazer, apesar de não regulamentada, mas os mecanismos práticos para isso ocorrer estariam desbloqueados.

Não existe ainda nenhum indício que tal mecanismo ou sistema possa ter sido feito sob ordens de dirigentes do INSS. Não existe nenhuma norma no INSS regulamentando tal função, pelo menos as conhecidas.

Bem, é isso mesmo: Alguns computadores do INSS instalados em APS possuiriam WEBCAM (provavelmente embutidas nos monitores) e a partir de BSB determinados funcionários poderiam a qualquer momento ativar de FORMA OCULTA qualquer uma das câmeras e espiar o que o perito anda fazendo.

Mas ele não estaria espiando apenas o perito. Espiaria um exame médico pericial, onde segredos da vida de uma pessoa estão sendo contados, como ter AIDS, algum câncer, algum acidente obtido em condições não agradáveis, alguma doença estigmatizante... Sem autorização, sem controle e sem limites.

A denúncia é grave e merece investigação. Pela urgência e amplitude da mesma e pela fonte fidedigna de onde veio (que obviamente não será revelada) publicamos aqui e pedimos que, por ora, os peritos médicos verifiquem suas máquinas para ver se existe alguma webcam embutida ou avulsa instalada. Se houver, por favor mandem fotos e reportem a este blog via nosso e-mail (pode ser de forma anônima) e, se possível, identificando a máquina para poderemos saber se é verdade ou não o teor do relato da fonte.

    Exemplo de webcam avulsa                    Exemplo de onde ficaria uma webcam oculta

E, em identificando, notifiquem a chefia e peçam a troca da máquina, pois a mera possibilidade de alguém de "fora" invadir um exame pericial já é motivação suficiente para isso.

Iremos acionar o sindicato dos peritos para solicitar ao INSS que investigue esta grave denúncia e tome as medidas necessárias cabíveis ao caso em tela.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O TRAUMATISMO CRANIANO MAIS GRAVE DA HISTÓRIA DO BRASIL - SOMENTE NO INSS PARA ACONTECER...

Um dos momentos mais impactantes da reunião de quinta-feira entre o Presidente do INSS e os peritos médicos do RS foi quando a superintendente regional da Região Sul, recém nomeada, teve que responder à uma eterna pergunta dos peritos sobre os motivos de terem sido destinadas tão poucas vagas para a Gerência de Porto Alegre mesmo com a perda de 41% dos quadros locais nos últimos anos, muitos motivados por aposentadorias já sabidas da superintendência.

Para surpresa de todos, a superintendente contou uma história que chegou aos ouvidos dela de que a antiga superintendente, personagem recorrente desse blog, teria sofrido um acidente traumático crânio-cervical na época em que se montava o edital do concurso de 2010 e devido aos problemas gerados pelo tratamento ela teria "esquecido" de informar ao INSS da necessidade de vagas em Porto Alegre.

Isso mesmo, leitores. Ela teria esquecido de informar a necessidade de vagas à BSB.

Dai surgem algumas palpitantes perguntas:

a) Por que apenas Porto Alegre foi esquecida?
b) O que fazia a sua substituta durante o período de afastamento da titular?
c) Não existem diretorias em Brasília que em tese detectariam a falha da superintendente?
d) Por que nos concursos seguintes Porto Alegre continuou sendo esquecida? Teria ficado alguma sequela traumática do evento? Algum tipo de trauma que a fez esquecer que Porto Alegre existia?
e) Onde estava o Sistema de Monitoramento e os sistemas de gestão que não detectaram o esvaziamento de Porto Alegre e a não reposição dos quadros?
f) O esquecimento de Porto Alegre seria, talvez, a uma rixa existente entre a superintendente antiga e a gerente executiva de lá, vista como possível ameaça a sua posição?
g) Não seria o caso de se fazer uma Ressonância Magnética na ex-superintendente e ver qual é a área atingida que só a fez esquecer de Porto Alegre? Poderíamos batizar essa região cerebral como "Área  Cerebral Farroupilha"?

De fato esse acidente gerou o trauma crânio-cervical mais grave da história do país, pois vitimou a superintendente e 75.000 chefes de família que estão nesse momento na fila de represamento do INSS apenas no RS devido ao colapso do atendimento pericial subsequente a esses eventos. Como dói até hoje esse acidente...

Bom, se alguém ainda tinha dúvidas da incapacidade gerencial de que sofre o INSS... E depois querem correr atrás do prejuízo culpando os médicos pela mídia e exigindo "mais esforço" como se o máximo já não fosse sendo feito.

Mas não culpemos a antiga superintendente. Afinal de contas, jabuti não sobe árvore sozinho. E ela foi muito bem "punida" pelo INSS: Após sua destituição, que só ocorreu recentemente, foi agraciada com uma viagem paga à Espanha para estudar os modelos previdenciários de lá, um país que está nas manchetes mundiais diariamente pela forma "proba e responsável" pelo qual administrou seu orçamento nos últimos anos. Quem sabe não leva aos espanhóis a sua experiência em colapsar o INSS no Sul do país?

Perícia para quê te quero?

CPI determina a realização de perícia médica em depoente
Jayme Rincón, que preside agência do governo goiano, alega problemas de saúde para não ir à comissão, mas continua trabalhando normalmente

Gabriel Castro

Comentário:
O Caso da Matéria teve grande repercussão na semana passada no legislativo que vem investigando um dos maiores escândalos de corrupção de todos os tempos. Não entremos nos motivos da CPI instalada, mas na crucial importância da Perícia Médica para desfecho do caso. Observem o tamanho da responsabilidade que carrega o perito ao entregar o laudo final que decidirá sobre idoneidade de outro homem e talvez o destino de uma nação. Os riscos de desmoralizá-lo ou ovacioná-lo em suas conclusões. A sociedade precisa proteger a Perícia Médica a todo custo sob risco falir ou de cair no seu próprio descrédito.

ESSA FILA NÃO É MINHA!




SEGURADO NÃO É GADO; PERITO NÃO É CABO ELEITORAL; PERÍCIA NÃO É LINHA DE MONTAGEM.

domingo, 1 de julho de 2012

CAOS NA PERÍCIA E COLAPSO NA GESTÃO: NÚMEROS E RANKING DAS APS

Após consulta à base de dados do INSS-SIAPE (espelho de Maio/12) levantamos alguns números que mostram claramente a claudicação da perícia médica nacional gerada por uma gestão perseguidora e ineficiente.

Vamos aos números:

APS Ativas no Brasil - 1.456 (todos os tipos, APS, BI, ADJ, Prevbarco, Prevcidade, Prevmóvel)
APS com perícia médica cadastrada - 1.200
APS com vaga mas sem perito lotado (zero peritos) - 139
Total de APS com peritos lotados - 1.061

11% das APS disponíveis estão SEM PERITOS.

APS com apenas 1 perito lotado: 276
APS com 10 ou mais peritos lotados: 47 (Nordeste: 02, Centro-Oeste: 05, Norte: 01, Sul: 06, Sudeste II: 08, São Paulo: 25)

23% das APS só dispõe de UM PERITO apenas.
Apenas 4% das APS possuem 10 ou mais peritos lotados.

Gerências com mais de 50% das APS sem serviço de perícia cadastrada: 03 (GEx Garanhus, GEx Bauru e GEx Porto Velho).
Gerências com mais de 30% de APS com vaga mas sem peritos lotados: 06 (GEx Rio de Janeiro Centro (75%), GEx Belém (52%), GEx Teresina, GEx Porto Alegre, GEx Volta Redonda, GEx Aracaju (todas entre 30 e 50%))

Ranking das 10 APS com mais peritos lotados:

1) APS BI São Paulo (GEx SP Centro) - 41

2) APS BI Belo Horizonte (GEx BH) - 29

3) APS Guarulhos (GEx Guarulhos) - 26

4) APS BI Porto Alegre (GEx Porto Alegre) - 25

5) APS Campo Grande - Pantanal (GEx Campo Grande) - 22

6) APS Campinas Regente Feijó (GEx Campinas) - 19

7) APS Osasco (GEx Osasco) e APS Santa Marina (GEx SP Sul) - 16

8) APS Santo André (GEx Santo André) e APS Presidente Prudente (GEx Presidente Prudente)- 15

9) APS BI Salvador (GEx Salvador), APS BI Vitória (GEx Vitória), APS Juiz de Fora Morro Glória (GEx Juiz de Fora), APS Sorocaba (GEx Sorocaba) - 14

10) APS São Carlos e APS Araraquara (GEx Araraquara), APS Ary Pitombo (GEx Maceió), APS Plano Piloto e Taguatinga (GEx DF), APS Boa Vista (GEx Boa Vista) - 13

Gerências com uma ou mais APS com 10 ou mais peritos lotados:

GEx SP Sul - 03 (APS Vila Mariana-12, APS Jabaquara-11 e APS Pinheiros-11)

GEx SP Centro - 02 (APS BI-41, APS Centro-11)

GEx SP Norte - 02 (APS Santa Marina - 16, APS Brás Leme-11)

GEx Juiz de Fora - 02 (APS Largo Riachuelo-11 e APS Morro Glória-14)

GEx Araraquara - 02 (APS Araraquara-13, APS São Carlos-13)

GEx DF - 02 (APS Plano Piloto e Taguatinga - 13)

GEx Niterói - 02 (APS BI São Gonçalo-10 e APS Niterói Fátima-12)

Bizarrices:

APS BI Campos dos Goytacazes - Só um perito lotado segundo o SIAPE.

APS BI Rio de Janeiro - nenhum perito lotado segundo o SIAPE.
_________________________________________________________
Fonte: Fita espelho SIAPE - Maio/2012 e Resolução nº 175/PRES/INSS

COMENTÁRIO AO TÓPICO "PRESIDENTE DO INSS COMPARA PERITOS A EMPREGADAS DOMÉSTICAS"

Comentário recebido por este BLOG sobre matéria publicada no último sábado (clique aqui).

"Empreguetes do serviço público:
Estava lendo no perito.med o artigo no qual o Presidente do INSS nos comparou à doméstica e que ele avalia quanto de trabalho ela está fazendo para dar aumento.
Primeiro, não gostaria jamais de ser empregada na casa do Presidente pois pelo visto ele burla as normas trabalhistas ignorando a necessidade de peridiocidade de reajustes e só aumenta o salário se a funcionária se arrebentar toda trabalhando.
Depois gostaria de comentar de outras empreguetes que o Presidente conhece bem : As da PFE. Essas tiveram seu salário consideravelmente aumentado mas no entanto a previdencia cada vez mais "perde ações judicias" mostrando que apesar do aumento elas são muito ineficientes. 
No caso da minha GEx, uma das que mais concedem BI judicial no país, o que dizer do trabalho da PFE? Ainda essas empreguetes não aceitaram o ponto eletrônico - dizem que trabalham melhor em casa, do que na casa na patroa (INSS)!!!!
E quando o trabalho delas é questionado dizem que a culpa é das outras empreguetes: as da perícia que não fazem o seu direito, que sem laudo bom elas não conseguem defender. Mas como o laudo pode ser bom se o sistema que nos dão para fazê-lo é um LIXO?
Bom pelo visto as empreguetes da perícia são "mais importantes" que as da PFE, visto que as segundas dependem da boa execução do trabalho das primeiras. 
Me pergunto então porque não há equiparação salarial ? A PFE não está saindo muito cara à sociedade pelo péssimo retorno que dá??"

COMENTÁRIO DO BLOG: Pena que foi anônimo, se soubesse quem escreveu isso convidaria para o BLOG. Poucas vezes tantas verdades foram ditas em tão poucas palavras. Se a PFE depende do nosso trabalho para poder ter bons resultados, por que ganham tanto e nós tão pouco? Não deveria 
ser o contrário, Senhor Hauschild?

Aliás, porque PFE e Auditores não se submetem ao SISREF? Quem é que permite esse privilégio? SISREF no ponto dos outros é refresco. Ou é para todos ou para ninguém, não?

ATÉ PARA SER SENSACIONALISTA É PRECISO TER UM MÍNIMO DE COMPETÊNCIA...

Na matéria abaixo postada pelo colega Heltron vemos mais uma vez a imprensa marrom em jogo, com uma lamentável matéria sensacionalista explorando a vítima de sempre, o INSS.

Dessa vez a repórter, que deveria ter vergonha de se intitular assim, entrevista uma senhora que há 5 anos tenta "Um benefício" do INSS por supostas dores gravíssimas na coluna vertebral que a impede de até mesmo andar, mas ela fica todo o tempo da entrevista em pé, sem apoio e anda durante a mesma.

Se isso não bastasse, a repórter solta a pérola (e é por isso que ela deveria se envergonhar) no minuto 2:22 - "A senhora é autônoma e nunca contribuiu com a previdência MAS PRECISA DESSE BENEFÍCIO, não é?"

A própria entrevistada fica sem graça mas depois continua o carpideirismo em frente às câmeras, em pé é claro, afinal de contas a doença é grave mas TV é TV né?

Cara repórter e caro apresentador "datena-fake", ESTUDEM AS PAUTAS ANTES DE LANÇAR no ar, por favor!!! Se a entrevistada nunca contribuiu com a previdência, é ÓBVIO que ela JAMAIS vai conseguir um auxílio-doença POIS A LEI DIZ QUE SÓ QUEM CONTRIBUI TEM DIREITO!!

Lamentável, até para o status de "imprensa marrom" essa matéria é negra, entra para os anais da idiotice coletiva midiática nacional.

Enquanto isso, não sei se dou parabéns ao INSS por ter negado o reconhecimento de incapacidade no caso em tela ou se apenas observo que apesar da boa vontade do perito o benefício não foi processado por não condição de filiada ao RGPS. Não sei pois a repórter que não estuda pauta, cumprindo sua missão de produzir uma das piores matérias já veiculadas na mídia marrom, não mostrou a CRER que a cidadã recebeu nesses 5 anos de tentativas.

Sei não, essa ai tá pau a pau com aquela que se achava esperta e sentou o pau nos "peritinhos" e queria "dar palmadas no bumbum do presidente do INSS" mas acabou expondo o amigo a quem quis defender pois o mesmo comprovadamente trabalhou enquanto recebia auxílio-doença, conforme denúncia feita por este blog.

Estranhamente após a denúncia a corajosa repórter e seu intrépido amigo desaparaceram da mídia.

Mulher tem pedido do INSS negado 28-06-2012

MECÂNICOS ESPECIALISTAS EM "INJEÇÃO" GANHAM O DOBRO DE MÉDICO

Um mecânico especialista em injeção eletrônica ganha 88 reais a hora. Um médico ganha entre 35 e 45 reais. E uma perícia do INSS paga em torno de 20 reais.Sem querer desmerecer a "complexidade" de um automóvel, mas o cuidado dos seres humanos não deveria ser mais importante e valorizado do que o prestado às máquinas ?

http://classificados.folha.com.br/veiculos/1113132-hora-trabalhada-de-mecanico-ja-custa-o-dobro-da-de-medico.shtml

A DEFESA DA ÉTICA NA PERÍCIA É EM SEU FIM A DEFESA DO ATO MÉDICO


CHARGES PERITO.MED: CASINHA EM "ABRINDO A CAIXA PRETA"


HORA TRABALHADA DE MECÂNICO JÁ CUSTA O DOBRO DA DE MÉDICO.


Hora trabalhada de mecânico já custa o dobro da de médico

RICARDO RIBEIRO
DE SÃO PAULO

A evolução da tecnologia nos carros está exigindo profissionais cada vez mais preparados para a manutenção.
De acordo com o Cesvi (centro de segurança viária), o número médio de componentes eletrônicos em um sedã médio passou de oito, em 2002, para 21, neste ano.
"A tecnologia proporciona conforto, segurança e economia de combustível, mas é preciso saber lidar com ela na hora do reparo", diz Almir Fernandes da Costa, diretor de operações do Cesvi.
Segundo o Sindirepa-SP (sindicato da indústria de reparação de veículos) um mecânico recebe, em média, R$ 88 por hora. O valor dobra quando o profissional é especialista em injeção eletrônica.
Em alguns casos, é mais do que recebe um médico, por exemplo. Segundo a pesquisa Bolsa de Salários, do Datafolha, um clínico geral ganha, em média, R$ 45 por hora.
"A remuneração dos médicos está defasada há anos e na rede pública o salário é ainda menor", diz João Paulo Cechinel, diretor do Simesp (sindicato dos médicos).
A APM (Associação Paulista de Medicina) diz que planos de saúde pagam cerca de R$ 35 por consulta médica.
Para Gilberto Martinez de Oliveira, gerente de pós-venda da concessionária Sorana, o mecânico, hoje, não pode só mexer com graxa. "Precisa entender de mecatrônica e saber operar aparelhos de diagnóstico computadorizados."
Na equipe de Oliveira, além de profissionais com cursos técnicos tradicionais, há dois com curso superior -um deles foi promovido a consultor técnico depois de concluir a pós-graduação.


SERVIÇO "PREMIUM
"O piso é R$ 868, mas, com a falta de mão de obra especializada, há mecânicos que chegam a ganhar R$ 3.000", diz Antonio Carlos Fiola, presidente do Sindirepa.
Nas marcas "premium" a exigência é ainda maior. Mecânicos passam por treinamentos no exterior.
Na oficina da Ferrari, reparadores precisam ter conhecimento da língua italiana e, de preferência, experiência em competições automobilísticas.
PADRÃO ALEMÃO
Mecânico qualificado e certificado pela Mercedes recebe salário de até R$ 7.000. Toda oficina autorizada, pelo estatuto da empresa, precisa ter pelo menos um técnico com essas qualificações. Concessionárias da marca alemã cobram R$ 200 a hora do mecânico, valor similar ao de outras marcas de luxo.