domingo, 12 de abril de 2015

PODE ISSO ARNALDO!?

CARLOS GABAS PREVÊ CONVÊNIO DA PREVIDÊNCIA COM MILITARES
 
"(...) Sobre o auxílio-doença, Gabas citou o caso de uma pessoa que quebra a perna e tem, em média, 45 dias para se recuperar da fratura. Se a perícia demorar mais que 45 dias, a Previdência pagará um dinheiro desnecessariamente e esse trabalhador ficará afastado do seu posto de trabalho sem necessidade. “Em algumas regiões do país eu estou levando 90 dias para fazer uma perícia. Então, vocês imaginem que nós vamos gastar um dinheiro bastante relevante de maneira desnecessária”, alertou.
 
Segundo o ministro, para resolver o problema o governo quer fazer convênios com a rede pública, civil e militar em regiões onde não há médicos. Gabas destacou que o convênio com a rede militar é fundamental porque, em muitas regiões de fronteira, não há sequer atendimento pelo Sistema Único de Saúde, mas há médicos do Exército, Marinha, Aeronáutica. (...)" - Dito em 07.04.2015
 
 

5 comentários:

Heltron Xavier disse...

Será que Gabas falou no plenário o "detalhe" de que a terceirização da Perícia Médica simplesmente arrombou as contas públicas há 15 anos?
A última coisa que ele pode alegar para terceirizar é ECONOMIA

Heltron Xavier disse...

Se a lei não tivesse proibido... a Cubanada já tava dando benefício a todo mundo.

Paulo Taveira disse...

E o país com este raciocínio " cumpanhêro" masi quebrado ainda. O Levy sabe destas afirmações esotéricas?

Rodrigo Santiago disse...

Sempre buscando os atalhos mais precários, frágeis e paliativos para resolver problemas complexos e definitivos.Ora, se não há médicos nas fronteiras, por quê não oferecer atrativos para que os médicos se fixem e morem nas fronteiras, ao invés de escolher a alternativa mais fácil que é a de destruir a carreira do perito ?Que tal instituir o adicional de penosidade por exercício em região de fronteira, previsto na lei 8112, tal qual já foi instituído e regulamentado pela AGU para os seus membros, assim como pela PF ?

Os médicos não moram em fronteiras pelo mesmo motivo que um ministro ou a maioria da população, inclusive de TODAS as outras profissões, porque a vida é penosa, não há comida boa e bons restaurantes, não há boa escola, não há saúde de qualidade, não há opções de lazer, a vida e o trabalho são mais difícieis.

Então, que tal incentivar a ida de bons e qualificados servidores à fronteira, ao invés de criar mecanismos para quebrar a carreira ainda mais do que já está ?

Que tal valorizar a Carreira (que é o caminho definitivo para resilver o problemas) ao invés de terceirizar, fazer peícias pelo SUS ou outras balelas propaladas, que só vão aumentar o custo e reduzir a eficácia, credibilidade e comprometimento do perito ad hoc com o sistema previdenciário ?

Rodrigo Santiago disse...

Usar médicos das Forças Armadas em regiões de fronteira é igual a terceirizar precariamente a carreira e ´múnus público de perito.Falo com conhecimento de causa, pois sou perito e já fui médico do EB em área de fronteira.

Os médicos do EB já são em muitos lugares desviados de sua função militar para ajudar a atender a população civil pelo SUS.Agora, querer que sejam mais uma vez desviados de sua função já é demais! É uma solução precaríssima, pois os médicos que vão para as fronteiras pelas forças armadas são recém-formados em 99% das vezes.Não se aprende quase NADA sobre perícias nas faculdades.E mesmo que se aprendesse, para se formar um bom perito demora-se cerca de 05 anos de experiência, não é da noite para o dia desta maneira que se pretende fazer.Não tenho dúvidas de que muitas das decisões serão frágeis, não embasadas, imprudentes e gerarão maior custo para a sociedade e para a Previdência.Não se tapa o sol com a peneira, Ministro.Fortaleça a carreira dos peritos.Entenda como é a carreira do perito.Seja republicano.Não divida a população.Não divida a carreira.Valorize-a.Trate todos os brasileiros como iguais, inclusive em relação ao seu direito de fazer perícias por peritos do Quadro, comprometidos com o INSS, o Estado, treinados para isto.O resto é solução temporária que visa enxugar o gelo e empurrar o problema com a barriga para um futuro que vai inevitavelmente chegar. Os médicos das Forças Armadas ficam somente um ano nas localidades, já são sobrecarregados com as atribuições militares e com o atendimento da população civil pelo SUS, ficarão somente um ano no local e não serão a solução mágica para nenhum problema relativo à perícia.A solução é valorizar a carreira, treiná-la, criar protocolos, incentivar a qualificação técnica.