sábado, 4 de fevereiro de 2017

ACABOU A BOQUINHA PARA PAULO ROGÉRIO, DO NTEP.


O governo leu a matéria deste blog sobre o camarada na Fazenda (clique aqui) e rapidamente mandou exonerar o agora ex-Coordenador-Geral de Monitoramento dos Benefícios por Incapacidade, Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira.


Para os novatos, Paulo Rogério era o braço técnico de Benedito Brunca para os benefícios por incapacidade e mentor intelectual do NTEP, ferramenta que inicialmente visava a dispensar a perícia médica dos benefícios acidentários, dentro do projeto de eliminação da carreira.

Não deu certo pois após vigorosa atuação da ANMP, em 2007, o NTEP ficou vinculado à concordância da Perícia Médica do INSS.

Apesar de inovador, o projeto NTEP foi mal executado, contem graves erros em sua matriz e não serviu para melhorar de forma definitiva a subnotificação ainda existente em relação aos acidentes de trabalho, sem falar do escândalo do sumiço do CNAE das indústrias automobilísticas, petrolíferas e metalúrgicas quando da publicação do decreto (clique aqui e aqui).

PR, como era chamado, se dedicou durante sua longa passagem a desqualificar a perícia médica e a medicina em geral nas inúmeras palestras e audiências aos quais era chamado como representante do INSS. 

Apesar de odiar médicos, sempre fez questão de "parecer um médico" e por várias vezes foi chamado a palestrar em eventos do judiciário e sociedade civil para temas médicos periciais e não foram poucas as vezes que tais organizadores se surpreenderam com a informação de que ele não seria médico nem perito e sim engenheiro.

Com cargo de Ministério, não poupou também o INSS de seus ataques. Ficou famosa sua histérica e histriônica apresentação no STF quando da discussão das ações relativas ao EPI eficaz. Foi tão ostensivo na crítica aos peritos e ao INSS que o Ministro Luiz Barroso chegou a ficar confuso achando que ele não era o representante do Ministério.

Brunca, o líder do bunker petista na Fazenda, o segurou até onde pode, mas a insistente militância petista e anti-Temer que continuou a exercer dentro do Ministério, incoerente aliás pois acusava de golpista o governo que pagava seu DAS, lhe custou a cabeça.

Só falta agora o governo cuidar de Gabas. 

2 comentários:

Paulo Castro disse...

Acho que depois da reportagem de Veja dessa semana, o nosso brilhante técnico do seguro social S IV, "Prof. Dr." Carlos Eduardo Gabas, estará mais próximo ainda das confortáveis instalações da P.F. de Curitiba. A outra S IV, sua assecla, se aposentou e parece que escapará impune da sua vida de incompetência e perseguições...Infelizmente ainda a instituição se encontra infestada de petistas...

Renato .Mantovani disse...

Gente.
Estou esperando o "editorial" de vcs sobre a palhaçada contra a colega demitida do Sírio-Libanês!