quinta-feira, 6 de abril de 2017

FENASPS (FEDERAÇÃO SEM CARTA SINDICAL) EXIGE QUE ADMINISTRATIVOS VOLTEM A ENTREGAR A CRER

 Fenasps é a Federação Toddynho: Agita, chupa, só toma chocolate e chora por tudo.

Quando se acha que se está no fundo do poço em termos de representação de categoria, lá vem a FENASPS e levanta a tampa do porão. De forma inacreditável, a entidade que diz representar os servidores do seguro social (mas que não possui registro sindical) iniciou ontem, de forma colérica, uma campanha para que o memorando mais esperado da década fosse, acreditem, revogado.

Trata-se do memorando-circular-conjunto nº06 DIRSAT/DIRBEN/DIRAT de 05 de abril de 2017, que encerra uma das páginas mais negras e toscas da previdência social: a entrega da CRER dentro das APS, personalizando no servidor público (perito ou administrativo), uma decisão institucional.

Apenas o INSS fazia esse tipo de "comunicado" ao cidadão. Todos os outros órgãos da administração pública direta e indireta entregam o resultado do requerimento ao cidadão após cumpridos os prazos da Lei 9.784/99, que regulamenta o direito administrativo federal.

A entrega da CRER sempre foi momento de tensão e agressões: o cidadão apto ao trabalho, inconformado com a negativa de seu pleito, agride o servidor que está à sua frente. Consegue agredir pois não está doente, se estivesse não o conseguiria, evidente. 

As maiores vítimas dessas agressões são as servidoras mulheres, peritas ou administrativas. Agências são quebradas (pois o INSS, de forma hipócrita, não usa segurança armada). As chefias ficam tensas, acabam partindo para o desvio de finalidade de estagiários e seguranças em várias APS, ao colocá-los para entregar o documento, que além de tudo é mal redigido, em que pese vários pedidos de mudança no texto.

Todo servidor do INSS que trabalha, de fato, ficou feliz com o memorando. Mas para os geriátricos e jurássicos dirigentes da FENASPS, que não devem pisar no chão de uma APS há muito tempo, o ato representa "negação de direitos, bloqueio de comunicação e ataque aos trabalhadores".

Nada mais falso: A CRER já não é entregue pelo INSS desde 2007 a todas as categorias, exceto os empregados. Isso ocorreu após o assassinato de dois peritos médicos em menos de um ano, um deles abatido dentro da sala de perícia por um segurado armado, após receber a CRER.

O direito de comunicado está garantido: tal qual o desempregado, autônomo ou facultativo, o requerente poderá obter a informação pela internet, pelo 135 ou por carta após as 21h do dia do exame (se a perícia foi concluída) ou na própria APS, no dia seguinte, em terminal próprio de impressão.

O comunicado da Federação sem Carta Sindical é recheado de preconceito: trata o trabalhador e contribuinte do INSS como se fosse um retardado mental ou um inválido funcional, típico discurso da esquerda escumalha que esses representantes vermelhos representam.

Inacreditável a suposta representação ir contra o anseio dos próprios representados. O negócio dessa malta geriátrica é mesmo agitar para depois obter algum resultado, por isso são chamados de Federação Toddynho: agitam pra depois chupar, só tomam chocolate e choram por qualquer coisa.

A entrega da CRER não prejudica nenhum empregado e o PRBI/BILD foi o teste derradeiro: Após mais de 100.000 perícias, muitos empregados, nenhum caso de prejuízo ao trabalhador foi registrado por conta do atendimento remoto da CRER.

O INSS vai economizar milhões de reais em papel, toner, energia elétrica e, principalmente, em saúde dos servidores e seguranças e estagiários, pacificação nas agências e melhor isenção na análise pericial, uma vez que a coação habitual do dia a dia, em especial contra mulheres, vai desaparecer.

Além de não ouvirem sua base, de serem retrógrados, moralistas e preconceituosos, a FENASPS consegue a proeza de ficar isolada, de forma absolutamente ridícula, numa postura que vem sendo chamada de demência sindical.

Bom, se a FENASPS quer a volta da barbárie nas APS, não tem problema: Que os provectos dirigentes se mobilizem nas mais de 1.000 agências com perícia médica e entreguem, eles mesmos, o documento. Mas nem isso eles querem, só pedem que o administrativo volte a entregar o documento.

Um comentário:

Leonardo Avelar disse...

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