segunda-feira, 21 de abril de 2014

LEONARDO ROLIM SE VINGA DE GARIBALDI E TENTA EMPLACAR NA VEJA VERSÃO FANTASIOSA SOBRE SUA DEMISSÃO.

A Veja dessa semana publica matéria sobre servidores públicos que, entre se corromper politicamente e ser honesto, teriam preferido a segunda opção e por isso foram punidos em seus empregos. Cita desde Serzedelo Correia, fundador do TCU, até o recente caso do IBGE. O que chama a atenção é um quadro onde um "funcionário do Ministério da Previdência" diz que pediu demissão para não se curvar ao poder político.

Nada mais risível que ver então o nome de Leonardo Rolim, ex-secretário de políticas do MPS, dizendo na matéria que por não aceitar pressões para "camuflar" o déficit do INSS, teria pedido demissão após entrar em choque com Garibaldi e Mercadante.

Ora senhores, quanta bobagem. Leonardo Rolim serviu à SPPS por 3 anos, onde não fez absolutamente nada a não ser justamente servir politicamente aos seus superiores. Em parte a culpa não era dele, pois o cargo em si, que ocupava, apesar de ser um DAS 6, é absolutamente inútil, sem poder e sem glamour. Mas a ineficiência de Rolim foi marcante.

Leonardo Rolim não pediu demissão, senhores, e muito menos por perseguição política. Quem bate de frente com Ministros de Estado não fica um segundo em cargos comissionados. Rolim ficou 3 anos!

Além disso, não cabia ao cargo de Rolim as definições sobre o valor do déficit da Previdência Social, não era tarefa dele fazer esse trabalho. Não foi por causa dele que Garibaldi disse, e depois teve que desmentir, sobre a elevação do rombo do INSS (clique aqui).

Quem bate de frente com esse tipo de poder, como eu, é perseguido até a morte e responde PAD até mesmo por atravessar na rua fora da faixa de pedestre. Rolim jamais sofreu isso.

Rolim foi demitido pois precisava dar lugar a Benedito Brunca, decepado pelo INSS. Temendo reação corporativa de seu grupo, o cargo na SPPS foi uma forma de comprar o silêncio de Brunca, que manteve assim privilégios (apartamento, celular, motorista, salário alto, etc) e com isso minimizar o trauma da mudança. Brunca abandonou seu grupo à própria sorte e foi curtir a nova vida no exílio dos exonerados do INSS (MPS) enquanto seus seguidores começaram a esconder fotos e negar ou relativizar sua "amizade" com Brunca. Rolim foi apenas uma peça descartável do sistema. Apenas isso. Sem padrinho forte, ocupando cargo inútil mas com DAS 6, foi ele o escolhido para ceder lugar para acomodar Brunca e apenas isso.

Apenas por uma questão de educação, como é comum nesses casos, sua exoneração foi publicada "a pedido", mas reparem que ele não ganhou nenhuma recompensa.

Soubemos por fontes que Rolim soube de sua demissão por este blog, assim como todo o INSS. E que ele ficou paralisado quando foram lhe contar o que havíamos escrito. Em absoluto choque. Jamais Rolim pediria demissão da boquinha que ele desfrutava há 3 anos.

Inclusive na época do nosso furo, Rolim estava escalado para palestrar em São Paulo em um Congresso sobre Previdência Social onde proferiria a palestra "O Futuro da Previdência Social Brasileira" (http://www.iape.com.br/documentos/congresso_iape_20142.pdf).

A piada que rolou nesses dias no INSS é que Rolim deveria mudar o nome da palestra para "O PASSADO da Previdência Social Brasileira" já que ele não faria parte do futuro da mesma. Mesmo humilhado publicamente, ele foi e palestrou. Isso não é atitude de quem está demissionário por contrariedade política.

Portanto, leitores, não corresponde ao real a informação de Veja. Rolim não pediu demissão e muito menos foi perseguido politicamente. Ele foi exonerado, contra sua vontade, para dar lugar a um aliado de mais peso, e porque o cargo é inútil e sua falta não seria sentida, assim como não foi a sua presença. Apenas isso. O resto é apenas o fel da amargura de ter sido o último a saber que perderia a boquinha e de não ter ganho nenhum prêmio de consolo. Não estamos defendendo o MPS nem o governo, mas a César o que é de César.

2 comentários:

Abilio Moreira disse...

Vai tarde o malfalado Sr. Leonardo Rolim. Prejudicou os servidores aposentados por invalidez na PEC 270/08 e queria repetir o feito na, em tramitação, PEC 170/12, que também, como na PEC 270, busca corrigir graves e históricas injustiças cometidas há décadas contra os sofridos servidores públicos aposentados por invalidez.

Abilio Moreira disse...

Vai tarde o malfalado Sr. Leonardo Rolim. Prejudicou os servidores aposentados por invalidez na PEC 270/08 e queria repetir o feito na, em tramitação, PEC 170/12, que também, como na PEC 270, busca corrigir graves e históricas injustiças cometidas há décadas contra os sofridos servidores públicos aposentados por invalidez.